Jeová Campos

Paraíba agora tem Lei que propõe adoção de medidas para redução de emissões de gases de efeito estufa

 A Paraíba tem, desde o último dia 21, quando foi publicada no Diário Oficial, uma Lei (12.345/22) que institui uma política estadual do hidrogênio verde com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A iniciativa que coloca a Paraíba em sintonia com as diretrizes mundiais de redução da poluição ambiental nasceu de uma iniciativa do deputado estadual Jeová Campos, autor do Projeto de Lei 3.667/22, que foi aprovado em votação na ALPB, no dia 25 de maio último.

“Com essa sanção do governador João Azevêdo, a Paraíba entra na lista dos estados do país que instituíram uma política estadual do hidrogênio verde e isso significa um passo e tanto para a Paraíba que seguirá uma tendência mundial de proteção ao meio ambiente e de estímulo ao uso de energia limpa”, afirma Jeová.

São objetivos da política estadual do hidrogênio verde, aumentar a participação do hidrogênio verde na matriz energética do estado; estimular o uso do hidrogênio verde em suas diversas aplicações e, em especial, como fonte energética e produção de fertilizantes agrícolas; contribuir para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa e, por conseguinte para o enfrentamento das mudanças climáticas; estimular, apoiar e fomentar a cadeia produtiva do hidrogênio verde no estado da Paraíba; estabelecer regras, instrumentos administrativos e incentivos que auxiliem o desenvolvimento a cadeia produtiva do hidrogênio verde.

Também fazem parte dos objetivos da Lei incrementar, em bases econômicas, sociais e ambientais, a participação dos usos de hidrogênio verde na matriz energética; promover incentivos, fiscalização e apoio à cadeia produtiva do hidrogênio verde no estado; proporcionar a sinergia entre as fontes de geração de energias renováveis; estimular o desenvolvimento tecnológico voltado à produção e aplicação de hidrogênio verde, orientado para o uso racional e a proteção dos recursos naturais, além de atrair investimentos em infraestrutura para a produção, distribuição e comercialização do hidrogênio verde.

“Na qualidade de Presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente e da Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar da ALPB acredito que dei uma contribuição importante nesta questão do hidrogênio verde, que é aquele produzido com eletricidade oriunda de fontes de energia limpas e renováveis, como as de matriz hidrelétrica, eólica, solar e provenientes de biomassa, biogás etc. ou seja, ele é carbono zero: obtido sem emissão de CO² e com essa decisão de sancionar a matéria o governo estadual mostra que tem uma visão voltada para as boas práticas ambientais”, argumenta Jeová.

O deputado explica que a ideia agora é estimular o desenvolvimento e a capacitação de setores produtivos, comerciais e de serviços relativos a sistemas de energia a base de hidrogênio, entendendo como hidrogênio verde, aquele obtido a partir de fontes renováveis, em um processo no qual não haja a emissão de carbono. “Entende-se por cadeia produtiva do hidrogênio verde os empreendimentos e arranjos produtivos ligados entre si e que façam parte de setores da economia que prestam serviços e utilizam, produzem, geram, industrializam, distribuem, transportam ou comercializam hidrogênio verde e produtos derivados do seu uso”, explica Jeová.

Para a consecução dos objetivos de que trata a Lei, o poder público promoverá, entre outras, as seguintes ações: realização de estudos e estabelecimento de metas, normas, programas, planos e procedimentos que visem ao aumento da participação da energia de hidrogênio na matriz energética do estado, além de estabelecer instrumentos fiscais e creditícios que incentivem a produção e a aquisição de equipamentos e materiais empregados em sistemas de produção e aplicação de hidrogênio e também realizar convênios com instituições públicas e privadas e financiar pesquisas e projetos que visem o desenvolvimento tecnológico e à redução de custos de sistemas de energia a base de hidrogênio verde; a capacitação de recursos humanos para a elaboração, a instalação e a manutenção de projetos de sistemas de energia a base de hidrogênio verde; incentivar ao uso de hidrogênio verde no transporte público e na agricultura e destinar recursos financeiros na legislação orçamentária para o custeio de atividades, programas e projetos voltados para os objetivos desta política.

Já o art. 4° estabelece que os participantes da cadeia produtiva de hidrogênio verde e de cadeias produtivas a ela integradas terão responsabilidade compartilhada e solidária pela gestão ambiental. O art. 5° destaca que as atividades de produção, processamento, armazenamento, transporte e de geração de energia elétrica a partir do hidrogênio verde serão submetidas a licenciamento ambiental, segundo o seu potencial poluidor, nos termos da legislação federal e estadual aplicável e de acordo com o que estiver previsto.

No art. 6°, a proposta prevê que as operações de produção, processamento, armazenamento e transporte de hidrogênio verde serão submetidas às normas de segurança contra incêndios previstas na legislação federal e estadual e o art. 7° destaca que os empreendimentos e arranjos produtivos que se enquadrarem na política estabelecida por esta lei, inclusive das modalidades de consórcio, condomínio, cooperativa e parceria público-privada poderão ser, na forma do regulamento, considerados empresa de base tecnológica

Sobre o hidrogênio verde

Ele é um combustível universal, leve e muito reativo — gerado através de um processo químico conhecido como eletrólise. Este método utiliza a corrente elétrica para separar o hidrogênio do oxigênio que existe na água. por esta razão, se essa eletricidade for obtida de fontes renováveis, então produziremos energia sem emitir dióxido de carbono na atmosfera. com a produção do hidrogênio verde se pouparia aproximadamente 830 milhões de toneladas anuais de CO² (dióxido de carbono) que se originam quando este gás é produzido por combustíveis fósseis. da mesma forma, substituir todo o H² (hidrogênio) cinza mundial significaria 3.000 TWH renováveis adicionais por ano — similar à demanda elétrica atual na Europa. O hidrogênio como combustível já é uma realidade em países como Estados Unidos, Rússia, China, França ou Alemanha. “O Nordeste do Brasil é o melhor local do mundo para produzir o H²V com custos baixos. No sertão da Paraíba já temos em operação vários parques eólicos e solares instalados, gerando energia limpa. para que a incorporação da energia do “hidrogênio verde” seja plenamente sustentável, a energia deve ser gerada a partir de fontes renováveis, como a eólica, solar e hidrelétrica”, finaliza Jeová.

Deputado Jeová Campos foi o autor do PL que instituiu a política de hidrogênio Verde na PB
Deputado Jeová Campos foi o autor do PL que instituiu a política de hidrogênio Verde na PB
A Paraíba agora tem uma política estadual do hidrogênio verde com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa
A Paraíba agora tem uma política estadual do hidrogênio verde com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa

Jeová elogia iniciativa da ALPB em elaborar cartilha de condutas para orientação de servidores e deputados no período eleitoral

O deputado estadual Jeová Campos elogiou a iniciativa da Secretaria Legislativa da ALPB em elaborar uma Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos orientando parlamentares e servidores para não infringirem as regras eleitorais. “Esse é um material muito importante e que, certamente, vai ajudar muita gente a não incorrer em erros, algumas vezes até não intencionais, neste período eleitoral”, afirmou o deputado.

Segundo divulgação da própria Assembleia Legislativa da Paraíba a cartilha aborda questões relevantes sobre a legislação eleitoral, reunindo informações básicas, com base em jurisprudenciais e manifestações externadas administrativamente, que devem nortear a atuação dos servidores, assim como, dos parlamentares. “É uma publicação oportuna e necessária e essa iniciativa é digna de elogios”, reforçou Jeová.

O secretário Legislativo da ALPB, Guilherme Benício, afirma que a cartilha visa manter o equilíbrio e a igualdade de todos os concorrentes no pleito, evitando a utilização da máquina administrativa nas eleições. “A Assembleia está dando o exemplo, primando pela democracia e pela isonomia nas eleições. Visando materializar a vontade legítima e livre do eleitor, a Casa produziu essa cartilha de orientação. Trata-se de um material produzido com muita satisfação, mas também com muita responsabilidade para auxiliar todos os agentes públicos do Poder Legislativo”, afirmou ele.

Com informações da ALPB

Deputado Jeová Campos elogiou iniciativa da ALPB em elaborar cartilha
Deputado Jeová Campos elogiou iniciativa da ALPB em elaborar cartilha

Jeová vota favorável a ampliação do ‘Tá na Mesa’ mas lamenta que a proposta de ampliação de Programa só aconteça às vésperas da eleição

O deputado estadual Jeová Campos foi um dos parlamentares que votou a favor da ampliação do Programa ‘Tá na Mesa’, que assegura alimentação a famílias de baixa renda em várias regiões do estado. A votação da matéria aconteceu durante Sessão Extraordinária, realizada nesta quinta-feira (30). O projeto foi aprovado por 27 dos 29 deputados presentes na sessão.

Com a aprovação, o programa passa a distribuir 200 refeições nos municípios entre cinco mil e até 10 mil habitantes; 250 nos municípios com mais de 10 mil até 20 mil habitantes; e 400 refeições diárias naqueles com população acima de 20 mil habitantes. O projeto permite também a instalação de mais de um restaurante do “Tá na Mesa” em municípios com mais de 300 mil habitantes.

Mas, além de votar favorável a ampliação do Programa, o parlamentar fez críticas em relação à demora do governo em propor a ampliação do Programa. “De fato, a fome campeia faz muito tempo, mas, lamentavelmente, o governo João Azevedo, só está observando isso agora, coincidentemente, às vésperas da eleição”, disse Jeová.

O deputado também faz essa mesma observação ao pacote de ajuda emergencial que o governo Bolsonaro propõe em nível federal, com a PEC 1/2022. “O presidente, com claro objetivo eleitoreiro, declara Estado de Emergência, para poder ampliar o pagamento de benefícios, a exemplo do Auxílio Brasil, vale-gás de cozinha, auxílio para caminhoneiros e taxistas, para financiar a gratuidade em transporte coletivo para idosos, entre outras ações, que têm claro objetivo que não é ajudar o povo, mas, se beneficiar em pleno período eleitoral e isso é uma vergonha”, afirmou Jeová.

O deputado lembra que o reconhecimento de estado de emergência serve para que os pagamentos não violem a legislação eleitoral, já que a criação de benefícios destinados a pessoas físicas é proibida em ano de eleições. A única exceção é a vigência de Estado de Emergência (Lei 9.504, de 1997). A PEC foi aprovada pelo Plenário do Senado, nesta quinta-feira (30), em votação em dois turnos e agora segue para apreciação na Câmara dos Deputados. A PEC prevê R$ 41,25 bilhões até o fim do ano para várias ações. Todas as medidas têm duração prevista até o final do ano de 2022.

 

Com informações da Agência Senado

 

Jeová votou favorável a matéria, mas fez críticas em relação ao momento eleitoral
Jeová votou favorável a matéria, mas fez críticas em relação ao momento eleitoral

Balanço parlamentar mostra que deputado Jeová Campos teve primeiro semestre bastante produtivo

O site da Assembleia Legislativa disponibiliza para qualquer cidadão a possibilidade de acompanhar o mandato parlamentar de seus representantes na Casa de Epitácio Pessoa. E quem se dispuser a pesquisar mais a fundo e identificar individualmente a produção de qualquer um dos 36 deputados que integram o atual mandato tem o link http://sapl.al.pb.leg.br/sapl/consultas/parlamentar. Neste espaço,  além de dispor de todas as informações sobre  as proposições do mandato, há informações sobre a biografia, as relatorias e até a participação do parlamentar em Mesa Diretora e Comissões da Casa. O deputado Jeová Campos, por exemplo, que exerce seu terceiro mandato, somente neste primeiro semestre de 2022 contabiliza 46 proposituras, sendo a maioria delas de Requerimentos diversos.

No balanço geral do semestre, Jeová teve 34 Requerimentos, sendo cinco deles de Sessão Especial, quatro Projetos de Lei Ordinária, dois Projetos de Resolução, um Projeto de Indicação, dois Pedidos de Informação e três Ofícios. Vale salientar que só fica disponibilizado no link da ALPB as informações de produção parlamentar que foram aprovadas tanto nas comissões da Casa, quanto em plenário pelos deputados.

“Essa é uma ferramenta muito importante que torna acessível e sem burocracia as informações pertinentes ao mandato, mas, é uma pena que as pessoas não as consulte com mais atenção, pois se o fizessem certamente poderiam cobrar uma atuação mais efetiva e produtiva de seus representantes ou melhor escolher seus deputados nas eleições que se aproximam”, afirma Jeová, que já anunciou que não vai concorrer nas próximas eleições.

Produção parlamentar de Jeová Campos contabiliza 46 matérias no primeiro semestre deste ano
Produção parlamentar de Jeová Campos contabiliza 46 matérias no primeiro semestre deste ano

O governo Bolsonaro é uma farsa e a prisão do ex-ministro é apenas a ponta do iceberg da corrupção que se instalou no país afirma Jeová

A prisão ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, alvo de investigações por corrupção na liberação de verbas do Ministério, a partir de um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo pastores evangélicos, segundo o deputado estadual paraibano, Jeová Campos, é apenas a ponta de um iceberg de corrupção que existe no governo Bolsonaro. “Esse governo é uma farsa, tem orçamento secreto, filhos comprando mansões incompatíveis com seus ganhos, enfim, não tem nada de anticorrupção, muito pelo contrário”, reiterou hoje (23), o parlamentar.

Jeová lamentou a suspensão da prisão preventiva do ex-ministro determinada pelo desembargador Ney Bello, do Distrito Federal, na manhã desta quinta-feira (23). “O ministro tem muita coisa a falar e a suspensão da prisão pode atrapalhar as investigações”, disse Jeová.

Em sua decisão, o desembargador destaca que: “Ante o exposto, defiro a liminar, se por outro motivo o paciente Milton Ribeiro não estiver segregado, para cassar a sua prisão preventiva, até o julgamento de mérito pelo colegiado da Terceira Turma deste TRF da 1ª. Região”.

Além do ex-ministro, foram presos por ordens judiciais emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como lobistas que atuavam no MEC e que mesmo sem mandatos ou cargos tinham notória interferência nas decisões do MEC, especialmente, no tocante a liberação de verbas do ministério.

“Há denúncias de prefeitos que eram abordados com pedidos de propina para liberação de recursos do MEC, há um vídeo do ex-ministro dizendo que o próprio presidente disse para que ele direcionasse verbas para as prefeituras que os pastores orientassem, a PF já identificou depósito suspeito na conta do ex-ministro, enfim, esse caso é apenas a ponta de um grande iceberg de corrupção que se instalou no país junto com esse (des)governo”, finaliza Jeová.

Essa questão com o ex-ministro da Educação de Bolsonaro é apenas a ponta de um iceberg de corrupção neste governo afirma Jeová
Essa questão com o ex-ministro da Educação de Bolsonaro é apenas a ponta de um iceberg de corrupção neste governo afirma Jeová

Estadualização de estrada vicinal de Cachoeira dos Índios proposta por Jeová Campos agora é Lei

Publicada no Diário Oficial da Paraíba, no sábado passado (18/06), a Lei Estadual 12.334/2022, promulgada pelo presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, estadualiza a estrada vicinal localizada no município de Cachoeira dos Índios, do trecho que se inicia na BR-116 e termina na divisa com o município de Aurora, no estado do Ceará. A iniciativa é uma propositura do deputado Jeová Campos.

O deputado explica que a publicação da Lei se deu três dias após o plenário da Casa de Epitácio Pessoa derrubar o veto do Governo do Estado ao PL 2.238/2019, que alegava inconstitucionalidade na matéria. “A proposta, agora transformada em Lei, tem um aditivo do deputado Taciano Diniz que estabelece que a responsabilidade de manutenção da estrada só passará para o Governo do Estado após o asfaltamento da via”, explica o parlamentar.

Ao comemorar a promulgação da Lei, Jeová lembrou da importância da estadualização da via que é um importante acesso para os moradores e comerciantes da região. “A transferência da administração de trechos rodoviários para o Estado é, sem dúvida, um caminho que assegura a melhoria da infraestrutura viária e, consequentemente, os acessos, as viagens e o tráfego na região”, destaca Jeová.

Localizada no Sítio Bom Jardim, no município de Cachoeira dos Índios, a estrada deverá ser estadualizada em toda a sua extensão, compreendendo desde o início da via no entroncamento da BR-116 até a divisa com o município de Aurora, no Estado vizinho do Ceará, numa extensão de, aproximadamente, cinco quilômetros.

Propositura é do Deputado Jeová Campos
Propositura é do Deputado Jeová Campos

Deputados aprovam PL que beneficia herdeiros de precatórios com pagamento compensatório de imposto Foto: ALPB

Um Projeto de Lei aprovado pelos deputados paraibanos, nesta terça-feira (14), pode ajudar herdeiros de precatórios da fazenda pública estadual a receberem o que lhes é devido, sem a necessidade antecipada de pagamento do Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Isso é o que propõe o PL 984/2019, de autoria do deputado Jeová Campos, que altera a Lei nº 5.123/89, acrescendo a ela o Artigo 13-A. “Na prática, a ideia é assegurar aos herdeiros o direito de pagar o ITCMD apenas no momento do pagamento do crédito do precatório e não antes como ocorre hoje”, explica o parlamentar autor da propositura.

O deputado Jeová Campos lembra que muitos credores de precatórios, após longo tempo de espera, falecem antes do recebimento de seus créditos e, nestes casos, os créditos são pagos aos herdeiros, obedecida a ordem cronológica, mediante inventário judicial ou administrativo. “Ocorre que, em muitos casos, os herdeiros não têm condição financeira suficiente para custear todo o inventário, que não é barato, haja vista que incorre em despesas de cartório, honorários advocatícios, etc. E com essa nossa proposta, eles podem compensar o valor do ITCMD com o valor a ser pago reduzindo os custos para receber o pagamento”, explica ele.

Segundo a proposta, o valor do imposto só será descontado do valor a ser pago pela fazenda pública estadual. “Essa iniciativa reduzirá parte dos custos imediatos com a realização do inventário e não incorrerá em prejuízo algum para a fazenda pública que vai receber o valor devido do imposto descontado do pagamento apenas quando ele ocorrer”, complementa Jeová, destacando que a medida tem elevado alcance social, uma vez que muitos herdeiros deixam de realizar o inventário por falta de recursos financeiros para tal ou precisam realizar empréstimos para arcar com tais despesas.

Deputados aprovaram mudança na lei de pagamento de precatórios para herdeios na sessão desta terça-feira 14
Deputados aprovaram mudança na lei de pagamento de precatórios para herdeios na sessão desta terça-feira 14

Deputados derrubam veto do governo e mantém estadualização de estrada vicinal localizada no município de Cachoeira dos Índios

Os deputados derrubaram, nesta terça-feira (14), durante a última sessão legislativa do semestre, o Veto Total (309/2022) ao Projeto de Lei 1238, de autoria do deputado Jeová Campos, que estadualiza a estrada que inicia na BR-116 e termina na divisa com o município de Aurora (CE). A matéria, com um aditivo do  deputado Taciano Diniz que estabelece que a responsabilidade de manutenção da estrada só passaria para o Governo do Estado após o asfaltamento da via, foi aprovada pela ALPB em março último.

Antes da votação, Jeová argumentou que o texto era semelhante a outro que foi proposto pelo deputado Wilson Filho, que fez a estadualização da estrada que liga Poço Dantas a também o Estado do Ceará e que ele estabelecia que a manutenção da estrada continuava a cargo do  município até ela ser pavimentada, seguindo os mesmos termos da proposta do líder do governo na Casa.

Localizada no Sítio Bom Jardim, no município de Cachoeira dos Índios, a estrada, segundo a proposta que teve o Veto derrubado, deverá ser estadualizada em toda a sua extensão, compreendendo desde o início da via no entroncamento da BR-116 até a divisa com o município de Aurora, no Estado vizinho do Ceará, numa extensão de, aproximadamente, cinco quilômetros.

O parlamentar autor da propositura lembrou-se da importância da estadualização da via que é um importante acesso para os moradores e comerciantes da região. “A transferência da administração de trechos rodoviários para o Estado é, sem dúvida, um caminho que assegura a melhoria da infraestrutura viária e, consequentemente, os acessos, as viagens e o trafego na região”, finaliza Jeová.

O veto se deu em função do governo alegar inconstitucionalidade, uma vez que a matéria não é de competência do poder legislativo estadual, cabendo apenas a União legislar sobre desapropriação, já que parte da estrada passa em propriedade privada (Sítio Bom Jardim), além disso a ação incorreria em custos para o Estado.

Deputado Jeová Campos é o autor do PL que teve o veto derrubado
Deputado Jeová Campos é o autor do PL que teve o veto derrubado

A privatização da Eletrobras pode inviabilizar o Projeto das Águas da Transposição denuncia deputado Jeová Campos

“A privatização da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) terá impacto direto na gestão das águas da Transposição do Rio São Francisco porque os futuros donos da Eletrobras vão querer controlar os rios, que são importantes patrimônio da nação brasileira”, alertou hoje (10), o deputado estadual paraibano, Jeová Campos. Presidente da Frente Parlamentar da Água e da Agricultura Familiar da ALPB, Jeová argumenta que se isso ocorrer, o capital especulativo passará a ser o dono das grandes geradoras de energia que são as usinas hidrelétricas tendo, inclusive, o controle da vazão dos rios. “Ai, eles terminarão tendo o controle da gestão das águas, inviabilizando o projeto da Transposição”, reitera o parlamentar.

Acreditando na eleição de Lula, segundo apontam as pesquisas de opinião que dão larga vantagem ao candidato petista, o parlamentar paraibano disse que defenderá junto ao presidente Lula a revogação dessa decisão. “Essa privatização, quer entregar o patrimônio nacional a preço de banana, pois estamos nos referindo a uma empresa que valeria hoje, no mínimo, R$ 400 bilhões, e querem ‘vender’ esse empresa estratégica, cujo patrimônio foi avaliado pelo governo em R$ 67 bilhões, mas, na verdade equivale a pelo menos R$ 130,4 bilhões”, denuncia Jeová, lembrando que nenhum país cuja matriz energética tem a hidroeletricidade como parte significativa privatizou seu setor elétrico, a exemplo dos EUA, China,  Canadá,  Suécia, Rússia e outros países.

O deputado lembra ainda que essa venda ofende os interesses da soberania brasileira e do povo brasileiro. “Essa privatização como as demais significará a entrega ao capital especulativo estrangeiro da principal fonte de energia nacional que a elétrica. Esse é um crime de lesa pátria e só há uma forma de resolver isso. É o eleitor no dia 2 de Outubro retirar do poder, definitivamente, Bolsonaro e toda a sua equipe liderada por Paulo Guedes”, afirma Jeová, lembrando que a pressa por privatizar, a falta de transparência e os valores envolvidos que são muito abaixo do que a empresa vale, por si só, já seriam justificativas convincentes para colocar em suspeição essa operação.

A diferença de avaliação entre o preço real e o estipulado pelo governo foi, inclusive, um dos argumentos do ministro Vital do Rêgo, do TCU, para votar contra a privatização da empresa nos moldes definidos pelo governo, o que, infelizmente, foi aprovada pelo tribunal. Em seu voto discordante, o ministro apontou equívocos nas estimativas de preço de energia em longo prazo, no risco hidrológico e na taxa de desconto do fluxo de caixa, elementos que, segundo ele, foram desconsiderados no cálculo de precificação realizado pelo governo. O representante do Coletivo Nacional dos Eletricitários, Ikaro Chaves, chama atenção para outra questão. A de que a  privatização também deve significar aumento na conta de luz para o consumidor.

Qual a proposta

Na proposta de privatização da Eletrobras, o governo pretende vender novas ações para reduzir sua participação no capital social, criando uma empresa sem controle definido. A privatização da Eletrobras se dá por meio de uma capitalização na Bolsa de Valores. Com isso, a participação do governo na empresa é reduzida para cerca de 45%. A principal mudança com a privatização é que a iniciativa privada passará a deter a maior parte do capital acionário, consequentemente, o controle da empresa que tem 105 usinas, entre elas 36 hidrelétricas, incluindo a Belo Monte, 10 termelétricas, duas termonucleares, 20 eólicas e uma solar.

Deputado Jeová Canpos criticou processo de privatização da Eletrobras
Deputado Jeová Canpos criticou processo de privatização da Eletrobras

Deputado Jeová dá um testemunho sobre sua dor ao ver o pai sofrer por causa dos malefícios do cigarro

Embora o Brasil tenha avançado muito em relação à conduta sobre a questão do tabagismo e o consumo de cigarro tradicional esteja em queda, com pouco mais que 10% da população do país sendo ainda fumante, na contramão deste avanço e conscientização de que o cigarro prejudica a saúde, vem crescendo vertiginosamente o consumo de cigarro eletrônico que provoca tanto ou mais riscos ao organismo que o cigarro comum. E foi com o objetivo de alertar e debater sobre os perigos desta prática, que vem crescendo entre os jovens e adultos brasileiros, que a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quinta-feira (2), uma audiência pública com especialistas no assunto. O debate proposto pelo deputado Taciano Diniz teve a participação do deputado Jeová Campos que deu um testemunho sobre sua dor ao ver o pai sofrer por causa de problemas causados pelo uso do tabaco. Vários especialistas no assunto também participaram da Audiência.

“A maior tortura que eu tive na vida não foi física, foi ver meu pai sem ter condições de fumar, dado aos graves problemas de efizema pulmonar, e ficar em cima de uma cama gritando, pedindo aos filhos que pelo amor de Deus lhes dessem um cigarro para fumar. E isso demorou muito e muitos anos e foi um sofrimento coletivo”, disse ele, lembrado que o pai foi, por muitos anos, fumante de fumo de rolo, hábito tradicional na roça. O deputado elogiou ainda a forma como esse tema tem sido abordado pelas autoridades públicas, enaltecendo que adorou quando a propaganda que fazia apologia ao tabagismo começou a ser controlada.

Aproveitando a ocasião, Jeová ressaltou que a ALPB está atenta à problemática, a exemplo do Projeto de Lei 3.619/2022, de autoria do deputado Taciano Diniz, aprovada pela Casa, na última terça-feira (31), com a finalidade de restringir o uso do cigarro eletrônico em locais coletivos público e privado no estado da Paraíba. “É necessário enfrentar a situação e evitar que os jovens fiquem encantados com o cigarro eletrônico, levados por propagandas e facilidades de compra”, reforçou Jeová.

O pneumologista Sebastião Costa disse que é preciso investir em informação específica para os jovens, para que eles entendam os prejuízos que o cigarro eletrônico pode provocar à saúde. “Há uma facilidade muito grande de compra desses cigarros eletrônicos e até um estímulo ao uso dele que virou moda e isso é preocupante. Até por delivery se consegue adquirir. Precisamos colocar em prática alguns mecanismos que dificultem essa compra e alertar as pessoas do mal que ele provoca”, disse o médico, lembrando que esse tipo de cigarro contém as nitrosaminas, que estão entre as mais potentes substâncias cancerígenas.

O médico Alexandre Araruna alertou para as complicações do tabagismo, em especial do cigarro eletrônico. “O tabagismo eletrônico causa ainda mais problemas que os provocados pelos cigarros tradicional” disse ele, sendo reforçado pela fala do deputado Taciano Diniz. “É preciso desmistificar essa questão de que o cigarro eletrônico foi criado para tratar aqueles que fazem uso do cigarro de papel, quando, na verdade, ele é ainda mais prejudicial à saúde”, frisou o parlamentar.

A audiência debateu os problemas do uso do cigarro eletrônico
A audiência debateu os problemas do uso do cigarro eletrônico
A participação de Jeová na audiência se deu de forma remota
A participação de Jeová na audiência se deu de forma remota