A União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) amplia e fortalece sua atuação em defesa dos fornecedores de cana da região com a chegada de uma nova entidade associada. A Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia (AFCESBA), presidida por Marcello Hamdan, passa a integrar oficialmente a instituição, a partir de julho, ampliando a representatividade da Unida para sete associações estaduais.
Com sede no Extremo Sul da Bahia, a AFCESBA reúne cerca de 130 produtores canavieiros responsáveis por uma produção média anual de 1,6 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, desempenhando um papel estratégico na economia agrícola da região. A adesão da entidade representa mais um passo no processo de fortalecimento institucional da Unida, que passa a contar com as seguintes associações filiadas: Asplan (Paraíba), AFCP (Pernambuco), Asplana (Alagoas), Asplan (Rio Grande do Norte), Asplana (Sergipe), Sindicape (Pernambuco) e, agora, a AFCESBA (Bahia).
Para o presidente da AFCESBA, Marcello Hamdan, integrar a Unida significa muito mais do que fazer parte de uma entidade representativa. Trata-se de construir uma rede de colaboração entre produtores, baseada na troca de experiências, no fortalecimento coletivo e na defesa conjunta do setor. “Com a adesão da nossa associação à Unida, o produtor rural, de uma maneira geral, se fortalece. Infelizmente, o que vemos hoje são produtores dispersos, sem conhecer a realidade uns dos outros, sem trocar experiências e sem aproveitar o conhecimento que cada um acumulou ao longo do tempo. Quando você ignora o outro, deixa de receber a experiência que ele tem e também deixa de compartilhar a sua”, destaca.
Marcello Hamdan afirma ainda que a união entre os produtores é, acima de tudo, um gesto de solidariedade e compromisso com o desenvolvimento do setor. “A união também é um ato de generosidade. Minha entrada na Unida aconteceu exatamente por esse motivo. Eu já conhecia alguns representantes das associações que fazem parte da entidade e percebi que todos compartilham dessa mesma visão. Entrar na Unida é, antes de tudo, um ato generoso de ajudar o outro, de receber ajuda e de contribuir para o crescimento coletivo. Foi nesse espírito que decidimos fazer parte da entidade”, reiterou ele.
O presidente da Unida, Pedro Campos Neto, comemorou a chegada da associação baiana e ressaltou que a ampliação da base de entidades fortalece ainda mais a atuação política e institucional da entidade em defesa dos fornecedores de cana do Nordeste. “A chegada da AFCESBA representa um importante avanço para a Unida. Cada nova associação que passa a integrar nossa entidade amplia nossa representatividade, fortalece nossa capacidade de diálogo com os governos e órgãos públicos e torna ainda mais consistente a defesa dos interesses dos produtores de cana de toda a região Nordeste. Acreditamos que a união das entidades é o caminho para construirmos soluções conjuntas, compartilharmos experiências e enfrentarmos os desafios do setor com mais força e legitimidade”, disse.
Criada em abril de 2003, para representar os interesses dos produtores de cana-de-açúcar nordestinos, a Unida vem consolidando sua atuação como uma das principais vozes do segmento na região, promovendo a integração entre associações estaduais, defendendo políticas públicas para o setor e atuando em pautas estratégicas relacionadas à sustentabilidade, competitividade, crédito rural, subvenção, tributação e todos os interesses do setor.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, comemora a adesão de mais uma entidadePresidente da AFCESBA, Marcello Hamdan destaca importância da união dos produtores
A sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi palco, na noite desta terça-feira (28), de mais uma edição do Agro Talk, evento promovido pela Magnum Tires que reuniu produtores rurais, fornecedores de cana, dirigentes da entidade e especialistas para discutir soluções associadas a pneus voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos e eficiência operacional. Realizado pelo terceiro ano consecutivo em parceria com a Asplan, o encontro reforçou a importância da troca de conhecimento entre a empresa e produtores em um momento desafiador para o setor.
Abrindo a programação, o diretor da Magnum Tires, Matteo Bologna, compartilhou um pouco da trajetória da empresa no Brasil e destacou que a filosofia da companhia vai além da simples comercialização de pneus. “Cheguei ao Brasil vindo da Itália há mais de três décadas e esse sonho começou em 1994. Desde então nos dedicamos de alma e coração ao mercado brasileiro. Implantamos uma equipe técnica em todo o país porque não queremos ser apenas fornecedores, queremos ser parceiros. Estar perto dos produtores, olhar nos olhos, entender as necessidades e ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade. Quando o produtor cresce, nós crescemos juntos”, afirmou. Filho de fazendeiro, Matteo destacou ainda sua identificação com o agronegócio brasileiro e reafirmou o compromisso da Magnum em investir continuamente em tecnologia, assistência técnica e inovação para atender às necessidades do campo.
Na sequência, o diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, agradeceu a receptividade da Asplan e ressaltou a satisfação da empresa em realizar, pelo terceiro ano consecutivo, o Agro Talk em parceria com a entidade. “É um orgulho muito grande estar novamente com vocês. Nosso objetivo é contribuir para que o produtor reduza despesas, otimize o trabalho e aumente a produtividade. A Magnum é parceira de quem move o agro brasileiro”, destacou. Durante sua apresentação, Antônio Carlos mostrou a evolução da empresa, que atualmente possui 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição estrategicamente localizados em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa Catarina, mais de 1.300 colaboradores, 500 consultores comerciais e uma equipe técnica formada por mais de 25 especialistas dedicados exclusivamente ao acompanhamento do desempenho dos pneus em campo.
Ele destacou ainda que a Magnum já comercializou mais de 20 milhões de pneus no país, atende mais de 100 mil clientes e monitora cerca de quatro mil pneus em operação, utilizando essas informações para aperfeiçoar continuamente seus produtos em parceria com engenheiros internacionais. Segundo o diretor comercial, a empresa também desenvolve projetos personalizados de análise de frotas e de percursos, permitindo identificar fatores que comprometem a vida útil dos pneus e aumentam os custos operacionais das propriedades rurais. “Nós não queremos apenas vender pneus. Queremos entregar soluções. Fazemos análises das máquinas, das frotas e até dos percursos para identificar desperdícios e aumentar o rendimento dos equipamentos. O produtor economiza e ganha produtividade. É esse trabalho de parceria que diferencia a Magnum”, enfatizou.
Antônio Carlos também ressaltou que a empresa possui certificação internacional de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal, reconhecimento que atesta elevados padrões de governança, segurança e eficiência logística, além de destacar que a companhia, de origem pernambucana e DNA brasileiro, faturou R$ 1,3 bilhão no último ano e consolidou-se entre as principais marcas do segmento no mercado nacional.
Representando a diretoria da Asplan, o primeiro vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, agradeceu à Magnum Tires pela parceria consolidada e destacou a importância de iniciativas que levam conhecimento e soluções práticas aos produtores. “Vivemos um momento extremamente desafiador para nosso setor. Os custos de produção aumentaram significativamente e as margens estão cada vez menores. Por isso, eventos como o Agro Talk são fundamentais, pois apresentam alternativas que ajudam o produtor a reduzir despesas, aumentar a eficiência das operações e melhorar a produtividade. A parceria entre a Asplan e a Magnum fortalece o nosso setor e contribui diretamente para a sustentabilidade da atividade”, afirmou.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem prestada ao segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, reconhecido como cliente Prime da Magnum Tires. Ao receber a homenagem, Nonato fez um agradecimento especial e emocionou os participantes ao dedicar a honraria à esposa, Glória, sua companheira de mais de cinco décadas, fazendo uma declaração pública de amor que arrancou aplausos dos presentes.
Encerrando o evento, que também teve uma dinâmica de perguntas e respostas sobre questões que envolvem a produção agrícola, Antônio Carlos anunciou uma condição comercial exclusiva para os associados da Asplan, com prazo especial para pagamento. “Queremos caminhar ao lado dos produtores. Por isso, estamos oferecendo uma condição diferenciada para os associados da Asplan, com o primeiro pagamento em 60 dias. Temos certeza de que essa iniciativa ajudará os produtores neste período da safra e contribuirá para a recuperação do setor”, anunciou.
O Agro Talk foi encerrado em clima de confraternização, com um jantar e música ao vivo, fortalecendo ainda mais a parceria entre a Magnum Tires e a Asplan e reafirmando o compromisso conjunto com o desenvolvimento da cultura canavieira paraibana. Todos os presentes ganharam de brinde uma caneca de vidro com a logo da Magnum Tires.
A Magnum tem 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa CatarinaEvento aconteceu na sede da Asplan, em João PessoaAgro Talk aconteceu na sede da AsplanEssa é a terceira versão do Agro TalkEquipe Magnum TiresDiretores da Magnun Tires com Pedro Campos Neto e a diretira da Asplan, Ana CláudiaDiretores da Asplan com o diretor da Magnum Tires, Matteo BolognaAssociados Asplan prestigiaram o eventoMatteo Bologna, diretor da Magnum Tires, falou dos diferenciais da empresaO diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, abordou questões que diferenciam a empresa no mercadoO evento teve música ao vivoPedro Campos Neto destacou que a Asplan está de portas abertas para eventos que agreguem valor aos negócios dos produtores canavieirosPedro Campos Neto no momento do painel de debatesPedro Campos Neto participou de debates sobre questões ligadas aos custos de produção
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta terça-feira (28), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/Senar), em João Pessoa, do Painel João Pessoa do Projeto Campo Futuro, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), desenvolvida em parceria com o Pecege Consultoria e Projetos. O encontro reuniu produtores rurais, representantes do setor e técnicos para atualizar os custos de produção da cana-de-açúcar no estado e discutir os desafios que impactam a competitividade da atividade.
A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege Consultoria e Projetos, que coordenaram o levantamento técnico e econômico realizado com a participação dos produtores e da equipe técnica da Asplan. Durante o painel, foi caracterizada a propriedade modal da Paraíba, representada por uma área de 100 hectares próprios, com plantio realizado integralmente de forma manual. A produtividade média da safra 2025/2026 foi estimada em 58 toneladas por hectare, com matéria-prima apresentando 127 quilos de ATR por tonelada de cana moída. O estudo também apontou que a maior parte das operações mecanizadas é realizada com maquinário próprio, demonstrando o nível de mecanização empregado pelos produtores da região.
A maior parte dos indicadores técnicos permaneceu inalterados em relação ao levantamento anterior. Entretanto, do ponto de vista econômico, os resultados evidenciaram um cenário mais desafiador. O aumento dos custos de produção, especialmente com fertilizantes e diesel, reduziu significativamente as margens de rentabilidade da atividade.
Embora a receita média obtida na safra tenha sido suficiente para cobrir os Custos Operacionais Efetivos (COE), gerando margem bruta positiva, ela não alcançou os níveis necessários para cobrir os Custos Operacionais Totais (COT) e o Custo Total (CT), refletindo o estreitamento da rentabilidade dos produtores.
Para o diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, os números apresentados confirmam uma realidade que vem sendo acompanhada de perto pela entidade e sentida pelos seus associados. “A competitividade da canavicultura paraibana tem sido bastante afetada. Além da instabilidade dos preços do açúcar, do etanol e dos insumos, os produtores vêm enfrentando sucessivas intempéries climáticas, como períodos prolongados de estiagem e chuvas irregulares, que comprometem a produtividade dos canaviais. Soma-se a isso o aumento dos custos de produção, principalmente com fertilizantes, combustíveis e mão de obra, reduzindo ainda mais a margem de rentabilidade. Mesmo com investimentos em eficiência, muitos produtores encontram dificuldades para manter sua competitividade”, destacou.
Segundo ele, o cenário exige cada vez mais planejamento e gestão baseada em informações confiáveis. “O produtor precisa tomar decisões apoiadas em dados técnicos, econômicos e climáticos. É fundamental acompanhar os custos de produção, as previsões meteorológicas e as tendências de mercado para definir investimentos, renovar áreas apenas quando necessário e adotar tecnologias que aumentem a resistência dos canaviais aos efeitos do clima. Hoje, o planejamento deixou de ser uma opção para se tornar uma ferramenta indispensável na redução de riscos e na sustentabilidade da atividade”, afirmou.
Neto Siqueira também ressaltou que o fortalecimento da cultura dependerá de uma atuação conjunta entre produtores, entidades representativas e poder público. “A produção de cana continua sendo uma das principais atividades econômicas da Paraíba, gerando emprego, renda e desenvolvimento para centenas de municípios. No entanto, será necessário ampliar os investimentos em irrigação, tecnologia, renovação dos canaviais e acesso ao crédito rural, além da criação de políticas públicas que ofereçam maior segurança aos produtores diante dos eventos climáticos extremos. Com esse conjunto de ações, o setor terá condições de recuperar sua capacidade de crescimento e fortalecer ainda mais sua contribuição para a economia paraibana”, enfatizou.
Para Neto, iniciativas como o Projeto Campo Futuro são fundamentais para fornecer informações estratégicas ao setor produtivo e fortalecer a defesa dos interesses dos fornecedores de cana. “Conhecer detalhadamente os custos de produção é essencial para que os produtores possam planejar suas atividades e para que as entidades representativas tenham dados consistentes na defesa de políticas públicas e de medidas que assegurem maior competitividade ao setor. A Asplan participa desse trabalho porque acredita que informação técnica de qualidade é um instrumento decisivo para o fortalecimento da cultura canavieira paraibana”, afirmou.
Os dados levantados durante o painel passam a integrar a base nacional do Projeto Campo Futuro, permitindo o acompanhamento da evolução dos custos de produção da cana-de-açúcar e subsidiando produtores, entidades representativas e gestores públicos na formulação de estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor sucroenergético.
A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege ConsultoriaApresentação dos dados aconteceu na sede da Faepa/Senar em João PessoaDiretor Técnico da Asplan, Neto SiqueiraEquipe da Asplan participou da apresentação em João PessoaLevantamento foi apresentado nesta terça-feira (28), em João PessoaNeto Siqueira, diretor da Asplan, destacou importância do levantamentoRepresentantes da Asplan, Pecege e Faepa/Senar
O Hospital do Bem, unidade oncológica integrante do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, iniciou, nessa segunda-feira (27), uma nova etapa na assistência aos pacientes em tratamento contra o câncer com o desenvolvimento da pesquisa clínica “Aplicação da Laserterapia no Manejo das Manifestações Orais Decorrentes do Tratamento Oncológico em Serviços Públicos de Saúde da Paraíba”. A iniciativa integra pesquisa científica, ensino e extensão e reúne o curso de Odontologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Grupo de Estudos e Pesquisa em Oncologia da Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB/CNPq) e o Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão (NEPE) da unidade. Nesta fase inicial, foram coletadas amostras biológicas da cavidade oral de pacientes em quimioterapia, com o objetivo de ampliar o conhecimento científico e aperfeiçoar os protocolos de assistência em saúde bucal oncológica.
Coordenado pelo professor e pesquisador Dr. João Nilton Lopes de Sousa, o estudo representa um avanço para o Hospital do Bem ao consolidar a integração entre assistência, ensino e pesquisa. A equipe é formada pelas professoras e pesquisadoras Bárbara Vanessa de Brito, Rachel de Queiroz Ferreira e Marília Andreza da Silva Ferreira, pela assistente de pesquisa Layza Diógenes Oliveira e por estudantes extensionistas da UFCG. Também participa da iniciativa Luciana Moura Mendes de Lima, Doutora em Modelos de Decisão e Saúde, Escola de Saúde Pública da Paraíba.
A pesquisa irá identificar os microrganismos presentes na mucosa bucal de pacientes submetidos à quimioterapia, investigar a ocorrência de infecções fúngicas, como a candidíase oral, e avaliar a influência dos protocolos terapêuticos sobre essas alterações. Paralelamente à coleta das amostras, os participantes recebem orientações sobre higiene bucal e cuidados preventivos, reduzindo o risco de complicações que podem causar dor, comprometer a alimentação e até exigir a interrupção temporária do tratamento.
Segundo o coordenador da pesquisa, Dr. João Nilton Lopes de Sousa, o estudo busca responder a questionamentos clínicos ainda existentes sobre as alterações bucais provocadas pelo tratamento oncológico e contribuir para o aperfeiçoamento dos protocolos terapêuticos. “Estamos iniciando uma fase muito importante, em que unimos a assistência prestada aos pacientes à pesquisa clínica. Vamos estudar o comportamento desses microrganismos, avaliar possíveis resistências aos antimicrobianos e também verificar a resposta às terapias utilizadas, como a laserterapia. Todo esse conhecimento será revertido em uma assistência ainda mais qualificada para os pacientes”, destaca.
De acordo com o pesquisador, o estudo terá caráter contínuo e permitirá verificar se os microrganismos identificados apresentam resistência aos antimicrobianos e às terapias empregadas, incluindo a laserterapia. “Após a conclusão da fase microbiológica, as amostras serão analisadas para identificar possíveis resistências aos medicamentos e aos protocolos terapêuticos, permitindo a adoção de estratégias mais seguras e eficazes no manejo das complicações bucais”, explica.
Além da pesquisa, o Hospital do Bem mantém assistência odontológica aos pacientes oncológicos, incluindo a aplicação de laserterapia de baixa intensidade para prevenção e tratamento das lesões orais decorrentes da quimioterapia. Quando necessário, os usuários são encaminhados para atendimento especializado na Clínica-Escola de Odontologia da UFCG.
O diretor-geral do hospital, Francisco Guedes, informou que a unidade também estuda a implantação de um setor permanente de assistência odontológica, ampliando o acesso dos pacientes ao atendimento especializado durante todas as etapas do tratamento. “Essa é uma proposta que está sendo avaliada em parceria com a universidade e, no que depender da nossa equipe, daremos todo o suporte necessário para sua implantação. A integração entre universidade, serviço público de saúde e pesquisa representa um avanço significativo para a oncologia no Sertão paraibano”, afirma.
Com a iniciativa, o Hospital do Bem fortalece a integração entre assistência, ensino e pesquisa, ampliando a produção de conhecimento científico e contribuindo para o aperfeiçoamento dos protocolos de cuidado em saúde bucal oncológica. A parceria reforça o compromisso da unidade com uma assistência cada vez mais qualificada, humanizada e baseada em evidências, beneficiando diretamente os pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Sertão paraibano.
A coleta de material para a pesquisa começou a ser feita nesta segunda-feira (27)As coletas são realizadas pela equipe da UFCGEquipe da UFCG e do Hospital do BemO diretor geral do hospital, Francisco Guedes destaca importância da pesquisaO foco da pesquisa é melhorar os protocolos de atendimento aos pacientes oncológicosProfessor João Nilton em reunião com o diretor geral do hospital de Patos, Francisco Guedes
Representantes do setor produtivo, órgãos públicos, entidades ambientais e produtores canavieiros representados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participaram, nesta segunda-feira (27), de uma consulta pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), em João Pessoa, para discutir a regulamentação da pulverização de defensivos agrícolas por meio de drones e pequenas aeronaves na Paraíba. O encontro foi conduzido pelo procurador da República José Godoy e teve como objetivo reunir contribuições para a construção de normas que garantam maior segurança na atividade, sem comprometer a produção agrícola.
A Asplan esteve representada pelo vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, que avaliou positivamente a condução da audiência e destacou a importância do diálogo entre todos os segmentos envolvidos. “A audiência foi muito boa. O procurador, Dr. José Godoy, escutou um lado, escutou o outro. Houve espaço para que todos apresentassem seus argumentos, o que demonstra a importância do diálogo na construção de uma regulamentação equilibrada”, afirmou. O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira e o advogado da entidade, Rodolfo Dantas também participaram.
Segundo Pedro Campos Neto, o principal problema não está na tecnologia dos drones, mas no uso inadequado do equipamento por pessoas sem a devida capacitação técnica. “O que está acontecendo são aplicações feitas de forma errada por técnicos que não são capacitados. Hoje, qualquer pessoa que tem condições de comprar um drone acha que pode prestar esse serviço. Muitas vezes, a aplicação é realizada em horários inadequados e sob condições climáticas desfavoráveis, sem obedecer às normas técnicas e isso, de fato, precisa ser apreciado”, explicou.
Ele ressaltou que essa falta de qualificação pode provocar deriva dos produtos aplicados, atingindo áreas vizinhas que não deveriam receber a pulverização. “Em alguns casos, a aplicação ultrapassa os limites da área prevista e alcança propriedades vizinhas. O problema está justamente no descumprimento das normas técnicas, e não na ferramenta em si. Por isso, é fundamental que haja regulamentação, fiscalização e exigência de profissionais qualificados para operar esses equipamentos”, destacou.
A consulta pública integra as discussões conduzidas pelo Ministério Público Federal para subsidiar uma futura regulamentação da pulverização agrícola no Estado, buscando conciliar a produtividade do setor com a proteção ambiental, a segurança das comunidades e o cumprimento da legislação vigente.
Representantes da Asplan que participaram da consulta pública sobre uso de drones em pulverizaçãoRepresentantes da Asplan e outras entidades participaram da consulta públicaMPF foi quem prôpos a realização da consulta pública sobre uso de dronesConsulta pública teve a participação de membros do MPF, de entidades representativas ligadas ao campo e sociedade civilConsulta Pública aconteceu na sede do MPF em João Pessoa
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) realizou, entre os dias 23 e 25 de julho, um Mutirão de Cirurgias Vasculares Adulto no Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha. A ação ofertou atendimento especializado para pacientes regulados pelo Sistema de Regulação (SISREG), ampliando o acesso ao tratamento de varizes com espuma, procedimento realizado em regime ambulatorial. Durante os três dias de mutirão, foram realizados 373 atendimentos, sendo 354 tratamentos bilaterais de varizes com espuma e 39 consultas especializadas. Foram 111 atendimentos no dia 23, outros 124 no dia 24 e mais 137 no dia 25.
O diferencial da iniciativa foi a realização da consulta médica com exame Doppler no mesmo atendimento e, quando havia indicação clínica, o paciente já era submetido ao procedimento, garantindo maior agilidade e resolutividade na assistência. A dona de casa Edileusa Costa, do município de Sousa, comemorou a oportunidade de realizar um procedimento aguardado há bastante tempo. “Faz algum tempo que queria fazer esse procedimento e, graças a Deus e ao Governo, esse momento chegou e estou muito feliz. Fui muito bem tratada aqui”, afirmou.
Quem também aprovou a iniciativa foi o professor Barreto, de Brejo dos Santos, que aproveitou o mutirão para resolver um problema antigo de saúde. “Isso é muito importante, principalmente para a gente que mora no interior, onde a dificuldade de tratamento é maior. Eu tinha varizes na perna, fiz o procedimento aqui, e foi muito rápido e eficaz”, destacou.
Além do Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha, o Mutirão de Cirurgias Vasculares Adulto foi realizado simultaneamente no Hospital da Mulher, no Hospital Regional de Sousa e no Hospital de Clínicas, fortalecendo a estratégia da SES-PB de ampliar o acesso da população aos procedimentos eletivos, reduzir filas de espera e garantir atendimento especializado de forma regionalizada e humanizada em diversas regiões do estado.
A dona de casa, Edileusa Costa, de Sousa, aproveitou o mutirãoForam realizados 354 tratamentos bilaterais em Catolé durante o mutirãoMutirão de cirurgias vascular atendeu 373 pacientes no Hospital de CatoléO professor Barreto, de Brejo dos Santos, resolveu um problema antigo que o incomodavaOs procedimentos foram realizados em ambulatório
O Grupo A.Cândido celebra uma importante conquista nacional. O motorista Emerson Alexandre dos Santos, colaborador da Transnacional Locações, empresa do grupo com atuação em Recife (PE), ficou entre os 20 finalistas da edição 2025/2026 do Programa Motorista Série A, iniciativa que reconhece os melhores motoristas do transporte rodoviário brasileiro.
A cerimônia de premiação foi realizada no último sábado (25), na Unidade Operacional do SEST SENAT, em Cabo de Santo Agostinho (PE), reunindo os profissionais que se destacaram ao longo de um rigoroso processo de avaliação e desenvolvimento. Os 20 finalistas são motoristas de todas as regiões do país, dos segmentos de transporte de cargas e de passageiros, vinculados a empresas de diferentes portes, além de profissionais autônomos.
Para chegar à etapa final, os participantes enfrentaram uma jornada composta por 31 etapas de desenvolvimento, incluindo cursos de capacitação, avaliações técnicas e psicológicas, acompanhamento da saúde, monitoramento do sono e da fadiga, treinamentos em simuladores de direção e acompanhamento da condução por meio de telemetria mobile.
Para Emerson Alexandre dos Santos, a classificação entre os melhores motoristas do Brasil é resultado de uma construção coletiva. “Essa conquista também pertence à minha família e ao Grupo A.Cândido. Eles acreditam em mim, no meu profissionalismo. A minha família também foi beneficiada por essa experiência, inclusive com a oportunidade de participar da programação e da viagem, e a empresa me dá oportunidade de, no dia a dia, desenvolver o meu trabalho e potencial”, destacou.
A diretora de Operações do Grupo A.Cândido, Larissa Nascimento, ressaltou que a presença de Emerson entre os 20 melhores motoristas do país é motivo de orgulho para toda a organização e reafirma o compromisso da empresa com a valorização das pessoas. “Receber a notícia de que Emerson está entre os 20 melhores motoristas do Brasil é motivo de muita alegria para todos nós. Esse reconhecimento é fruto da dedicação, do profissionalismo e do compromisso que ele demonstra diariamente no exercício da profissão. Também reforça o investimento permanente do Grupo A.Cândido na capacitação, no desenvolvimento e na valorização dos nossos colaboradores. Quando um dos nossos profissionais alcança esse nível de excelência, toda a empresa celebra essa conquista.”
O reconhecimento também evidencia a importância das empresas no fortalecimento da qualificação profissional. Para a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, o sucesso dos finalistas está diretamente ligado ao ambiente organizacional construído pelas empresas. “Por trás de cada finalista existe uma rede de apoio formada pela família, pelos colegas de trabalho, pelas empresas, pelos gestores e pelas equipes de atendimento do SEST SENAT. Quando um motorista chega à final de um projeto como esse, o resultado também reflete uma cultura organizacional que valoriza o motorista.”
Com informações da Agência CNT Transporte Atual
O motorista Emerson Alexandre dos Santos, da Transnacional Locações, está entre os 20 melhores do paísEmerson Alexandre dos Santos (a direita) no dia da premiação do Programa Motorista Série A
O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, de Coremas, realizou 242 atendimentos na Urgência e no Ambulatório Médico entre a sexta-feira (24) e o domingo (26). Foram 85 atendimentos na sexta-feira, 75 no sábado e outros 82 no domingo.
Além da assistência prestada aos pacientes, a unidade realizou seis internações para continuidade do tratamento, em casos de gastroenterocolite aguda (GECA), infecção do trato urinário (ITU), celulite, pé diabético, pneumonia e complicações decorrentes de elefantíase.
O levantamento do plantão do fim de semana também aponta que as principais causas de procura pelos serviços de saúde durante o período foram queixas de dor, com 41 registros, seguidas por lombalgia, com 23 atendimentos, e síndrome gripal, responsável por 20 consultas.
Entre outras ocorrências atendidas pela equipe da unidade, destacam-se 15 casos de crise de ansiedade, 14 de cefaleia, nove episódios de crise hipertensiva e um atendimento a paciente com ferimento causado por objeto perfurocortante.
O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha, registrou intenso movimento na Urgência e Emergência durante o fim de semana dos dias 24, 25 e 26 de julho, com um total de 420 atendimentos. Desse total, 146 atendimentos aconteceram na sexta-feira, 124 no sábado e 150 no domingo.
Além da assistência prestada na Urgência e Emergência, o hospital realizou 21 cirurgias eletivas e dois partos no período. Entre os procedimentos cirúrgicos realizados estiveram colecistectomia, postectomia, laqueadura, limpeza mecânica cirúrgica, apendicectomia e drenagem torácica, além dos procedimentos na área de ortopedia, de tratamento de fratura de rádio, fratura exposta de pé, instalação de fixador externo, correção de fratura de fêmur, colocação de haste em fêmur, tratamento de fratura de platô tibial e de fratura de pé.
Entre as principais causas de atendimento na Urgência e Emergência, a maior demanda foi por pacientes com queixas de dor, que somaram 53 casos. Em seguida aparecem cefaleia (28), dengue (19), aplicação de medicação própria (15), lombalgia (14), crise hipertensiva (12) e crise de ansiedade (11). O hospital também atendeu 10 vítimas de sinistros de trânsito, sendo nove envolvendo motocicletas e um com automóvel.
No suporte diagnóstico, a unidade realizou 849 exames laboratoriais, 94 exames de raio-X e 63 tomografias, garantindo agilidade na investigação clínica e no tratamento dos pacientes.
Cirurgias Vascular – Entre os dias 23 e 25 de julho, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) realizou no Hospital de Catolé um mutirão de Cirurgias Vasculares Adulto. A ação ofertou atendimento especializado para pacientes regulados pelo Sistema de Regulação (SISREG) e durante os três dias de mutirão, foram realizados 373 atendimentos, sendo 354 tratamentos bilaterais de varizes com espuma e 39 consultas especializadas. Foram 111 atendimentos no dia 23, outros 124 no dia 24 e mais 137 no dia 25.
Foram realizados 354 tratamentos bilaterais em Catolé durante o mutirãoMutirão de cirurgias vascular atendeu 373 pacientes no Hospital de CatoléHospital de Catolé atendeu 420 pessoas neste fim de semanaUm dos atendimentos no Hospital de Catolé neste fim de semana
O Hospital Deputado Janduhy Carneiro (HDJC), em Patos, registrou 262 atendimentos na Urgência e Emergência entre a sexta-feira (24) e o domingo (26). Do total, 89 atendimentos foram na sexta-feira, 97 no sábado e 76 no domingo. Além da assistência aos pacientes, a unidade realizou 47 procedimentos cirúrgicos durante o período. As cirurgias foram distribuídas entre 30 oncológicas, sete gerais, quatro ortopédicas, três vasculares e três urológicas.
No plantão, o hospital também prestou atendimento a 18 vítimas de sinistros de trânsito envolvendo motocicletas, carros e bicicletas. Além da cidade de Patos, o hospital atendeu acidentados de Água Branca. Após avaliação médica, 110 pacientes precisaram ser internados para continuidade do tratamento.
Entre as principais causas de procura pela Urgência e Emergência, as queixas de dor lideraram a demanda, com 51 registros. Em seguida apareceram os casos de queda, com 37 atendimentos, e de mal-estar, com 12 ocorrências. A unidade também assistiu 11 pessoas vítimas de mordida de animais, 10 pacientes com pancadas, oito casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), quatro vítimas de agressão física, três pacientes com infecção, um caso de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e um de Traumatismo Cranioencefálico (TCE), entre outras demandas atendidas ao longo do fim de semana.
Hospital de Patos realizou 47 cirurgias entre os dias 24 e 26Hospital de Patos registrou 110 internações no plantão do fim de semanaUma das 47 cirurgias realizadas no fim de semana no Hospital de PatosUrgência do Hospital de Patos atendeu 262 pacientes no fim de semana