Asplan

Magnum Tires leva conhecimento e tecnologia sobre pneus aos associados da Asplan durante mais uma edição do Agro Talk

A sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi palco, na noite desta terça-feira (28), de mais uma edição do Agro Talk, evento promovido pela Magnum Tires que reuniu produtores rurais, fornecedores de cana, dirigentes da entidade e especialistas para discutir soluções associadas a pneus voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos e eficiência operacional. Realizado pelo terceiro ano consecutivo em parceria com a Asplan, o encontro reforçou a importância da troca de conhecimento entre a empresa e produtores em um momento desafiador para o setor.

Abrindo a programação, o diretor da Magnum Tires, Matteo Bologna, compartilhou um pouco da trajetória da empresa no Brasil e destacou que a filosofia da companhia vai além da simples comercialização de pneus. “Cheguei ao Brasil vindo da Itália há mais de três décadas e esse sonho começou em 1994. Desde então nos dedicamos de alma e coração ao mercado brasileiro. Implantamos uma equipe técnica em todo o país porque não queremos ser apenas fornecedores, queremos ser parceiros. Estar perto dos produtores, olhar nos olhos, entender as necessidades e ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade. Quando o produtor cresce, nós crescemos juntos”, afirmou. Filho de fazendeiro, Matteo destacou ainda sua identificação com o agronegócio brasileiro e reafirmou o compromisso da Magnum em investir continuamente em tecnologia, assistência técnica e inovação para atender às necessidades do campo.

Na sequência, o diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, agradeceu a receptividade da Asplan e ressaltou a satisfação da empresa em realizar, pelo terceiro ano consecutivo, o Agro Talk em parceria com a entidade. “É um orgulho muito grande estar novamente com vocês. Nosso objetivo é contribuir para que o produtor reduza despesas, otimize o trabalho e aumente a produtividade. A Magnum é parceira de quem move o agro brasileiro”, destacou. Durante sua apresentação, Antônio Carlos mostrou a evolução da empresa, que atualmente possui 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição estrategicamente localizados em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa Catarina, mais de 1.300 colaboradores, 500 consultores comerciais e uma equipe técnica formada por mais de 25 especialistas dedicados exclusivamente ao acompanhamento do desempenho dos pneus em campo.

Ele destacou ainda que a Magnum já comercializou mais de 20 milhões de pneus no país, atende mais de 100 mil clientes e monitora cerca de quatro mil pneus em operação, utilizando essas informações para aperfeiçoar continuamente seus produtos em parceria com engenheiros internacionais. Segundo o diretor comercial, a empresa também desenvolve projetos personalizados de análise de frotas e de percursos, permitindo identificar fatores que comprometem a vida útil dos pneus e aumentam os custos operacionais das propriedades rurais. “Nós não queremos apenas vender pneus. Queremos entregar soluções. Fazemos análises das máquinas, das frotas e até dos percursos para identificar desperdícios e aumentar o rendimento dos equipamentos. O produtor economiza e ganha produtividade. É esse trabalho de parceria que diferencia a Magnum”, enfatizou.

Antônio Carlos também ressaltou que a empresa possui certificação internacional de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal, reconhecimento que atesta elevados padrões de governança, segurança e eficiência logística, além de destacar que a companhia, de origem pernambucana e DNA brasileiro, faturou R$ 1,3 bilhão no último ano e consolidou-se entre as principais marcas do segmento no mercado nacional.

Representando a diretoria da Asplan, o primeiro vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, agradeceu à Magnum Tires pela parceria consolidada e destacou a importância de iniciativas que levam conhecimento e soluções práticas aos produtores. “Vivemos um momento extremamente desafiador para nosso setor. Os custos de produção aumentaram significativamente e as margens estão cada vez menores. Por isso, eventos como o Agro Talk são fundamentais, pois apresentam alternativas que ajudam o produtor a reduzir despesas, aumentar a eficiência das operações e melhorar a produtividade. A parceria entre a Asplan e a Magnum fortalece o nosso setor e contribui diretamente para a sustentabilidade da atividade”, afirmou.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem prestada ao segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, reconhecido como cliente Prime da Magnum Tires. Ao receber a homenagem, Nonato fez um agradecimento especial e emocionou os participantes ao dedicar a honraria à esposa, Glória, sua companheira de mais de cinco décadas, fazendo uma declaração pública de amor que arrancou aplausos dos presentes.

Encerrando o evento, que também teve uma dinâmica de perguntas e respostas sobre questões que envolvem a produção agrícola, Antônio Carlos anunciou uma condição comercial exclusiva para os associados da Asplan, com prazo especial para pagamento. “Queremos caminhar ao lado dos produtores. Por isso, estamos oferecendo uma condição diferenciada para os associados da Asplan, com o primeiro pagamento em 60 dias. Temos certeza de que essa iniciativa ajudará os produtores neste período da safra e contribuirá para a recuperação do setor”, anunciou.

O Agro Talk foi encerrado em clima de confraternização, com um jantar e música ao vivo, fortalecendo ainda mais a parceria entre a Magnum Tires e a Asplan e reafirmando o compromisso conjunto com o desenvolvimento da cultura canavieira paraibana. Todos os presentes ganharam de brinde uma caneca de vidro com a logo da Magnum Tires.

 

A Magnum tem 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa Catarina
Evento aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
Agro Talk aconteceu na sede da Asplan
Essa é a terceira versão do Agro Talk
Equipe Magnum Tires
Diretores da Magnun Tires com Pedro Campos Neto e a diretira da Asplan, Ana Cláudia
Diretores da Asplan com o diretor da Magnum Tires, Matteo Bologna
Associados Asplan prestigiaram o evento
Matteo Bologna, diretor da Magnum Tires, falou dos diferenciais da empresa
O diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, abordou questões que diferenciam a empresa no mercado
O evento teve música ao vivo
Pedro Campos Neto destacou que a Asplan está de portas abertas para eventos que agreguem valor aos negócios dos produtores canavieiros
Pedro Campos Neto no momento do painel de debates
Pedro Campos Neto participou de debates sobre questões ligadas aos custos de produção

 

Asplan participa de painel do Projeto Campo Futuro e reforça importância do planejamento para enfrentar aumento dos custos na produção de cana

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta terça-feira (28), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/Senar), em João Pessoa, do Painel João Pessoa do Projeto Campo Futuro, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), desenvolvida em parceria com o Pecege Consultoria e Projetos. O encontro reuniu produtores rurais, representantes do setor e técnicos para atualizar os custos de produção da cana-de-açúcar no estado e discutir os desafios que impactam a competitividade da atividade.

A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege Consultoria e Projetos, que coordenaram o levantamento técnico e econômico realizado com a participação dos produtores e da equipe técnica da Asplan. Durante o painel, foi caracterizada a propriedade modal da Paraíba, representada por uma área de 100 hectares próprios, com plantio realizado integralmente de forma manual. A produtividade média da safra 2025/2026 foi estimada em 58 toneladas por hectare, com matéria-prima apresentando 127 quilos de ATR por tonelada de cana moída. O estudo também apontou que a maior parte das operações mecanizadas é realizada com maquinário próprio, demonstrando o nível de mecanização empregado pelos produtores da região.

A maior parte dos indicadores técnicos permaneceu inalterados em relação ao levantamento anterior. Entretanto, do ponto de vista econômico, os resultados evidenciaram um cenário mais desafiador. O aumento dos custos de produção, especialmente com fertilizantes e diesel, reduziu significativamente as margens de rentabilidade da atividade.

Embora a receita média obtida na safra tenha sido suficiente para cobrir os Custos Operacionais Efetivos (COE), gerando margem bruta positiva, ela não alcançou os níveis necessários para cobrir os Custos Operacionais Totais (COT) e o Custo Total (CT), refletindo o estreitamento da rentabilidade dos produtores.

Para o diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, os números apresentados confirmam uma realidade que vem sendo acompanhada de perto pela entidade e sentida pelos seus associados. “A competitividade da canavicultura paraibana tem sido bastante afetada. Além da instabilidade dos preços do açúcar, do etanol e dos insumos, os produtores vêm enfrentando sucessivas intempéries climáticas, como períodos prolongados de estiagem e chuvas irregulares, que comprometem a produtividade dos canaviais. Soma-se a isso o aumento dos custos de produção, principalmente com fertilizantes, combustíveis e mão de obra, reduzindo ainda mais a margem de rentabilidade. Mesmo com investimentos em eficiência, muitos produtores encontram dificuldades para manter sua competitividade”, destacou.

Segundo ele, o cenário exige cada vez mais planejamento e gestão baseada em informações confiáveis. “O produtor precisa tomar decisões apoiadas em dados técnicos, econômicos e climáticos. É fundamental acompanhar os custos de produção, as previsões meteorológicas e as tendências de mercado para definir investimentos, renovar áreas apenas quando necessário e adotar tecnologias que aumentem a resistência dos canaviais aos efeitos do clima. Hoje, o planejamento deixou de ser uma opção para se tornar uma ferramenta indispensável na redução de riscos e na sustentabilidade da atividade”, afirmou.

Neto Siqueira também ressaltou que o fortalecimento da cultura dependerá de uma atuação conjunta entre produtores, entidades representativas e poder público. “A produção de cana continua sendo uma das principais atividades econômicas da Paraíba, gerando emprego, renda e desenvolvimento para centenas de municípios. No entanto, será necessário ampliar os investimentos em irrigação, tecnologia, renovação dos canaviais e acesso ao crédito rural, além da criação de políticas públicas que ofereçam maior segurança aos produtores diante dos eventos climáticos extremos. Com esse conjunto de ações, o setor terá condições de recuperar sua capacidade de crescimento e fortalecer ainda mais sua contribuição para a economia paraibana”, enfatizou.

Para Neto, iniciativas como o Projeto Campo Futuro são fundamentais para fornecer informações estratégicas ao setor produtivo e fortalecer a defesa dos interesses dos fornecedores de cana. “Conhecer detalhadamente os custos de produção é essencial para que os produtores possam planejar suas atividades e para que as entidades representativas tenham dados consistentes na defesa de políticas públicas e de medidas que assegurem maior competitividade ao setor. A Asplan participa desse trabalho porque acredita que informação técnica de qualidade é um instrumento decisivo para o fortalecimento da cultura canavieira paraibana”, afirmou.

Os dados levantados durante o painel passam a integrar a base nacional do Projeto Campo Futuro, permitindo o acompanhamento da evolução dos custos de produção da cana-de-açúcar e subsidiando produtores, entidades representativas e gestores públicos na formulação de estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor sucroenergético.

 

A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege Consultoria
Apresentação dos dados aconteceu na sede da Faepa/Senar em João Pessoa
Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira
Equipe da Asplan participou da apresentação em João Pessoa
Levantamento foi apresentado nesta terça-feira (28), em João Pessoa
Neto Siqueira, diretor da Asplan, destacou importância do levantamento
Representantes da Asplan, Pecege e Faepa/Senar

 

Asplan participa de consulta pública no MPF sobre regulamentação do uso de drones na pulverização agrícola na Paraíba

Representantes do setor produtivo, órgãos públicos, entidades ambientais e produtores canavieiros representados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participaram, nesta segunda-feira (27), de uma consulta pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), em João Pessoa, para discutir a regulamentação da pulverização de defensivos agrícolas por meio de drones e pequenas aeronaves na Paraíba. O encontro foi conduzido pelo procurador da República José Godoy e teve como objetivo reunir contribuições para a construção de normas que garantam maior segurança na atividade, sem comprometer a produção agrícola.
A Asplan esteve representada pelo vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, que avaliou positivamente a condução da audiência e destacou a importância do diálogo entre todos os segmentos envolvidos. “A audiência foi muito boa. O procurador, Dr. José Godoy, escutou um lado, escutou o outro. Houve espaço para que todos apresentassem seus argumentos, o que demonstra a importância do diálogo na construção de uma regulamentação equilibrada”, afirmou. O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira e o advogado da entidade, Rodolfo Dantas também participaram.
Segundo Pedro Campos Neto, o principal problema não está na tecnologia dos drones, mas no uso inadequado do equipamento por pessoas sem a devida capacitação técnica. “O que está acontecendo são aplicações feitas de forma errada por técnicos que não são capacitados. Hoje, qualquer pessoa que tem condições de comprar um drone acha que pode prestar esse serviço. Muitas vezes, a aplicação é realizada em horários inadequados e sob condições climáticas desfavoráveis, sem obedecer às normas técnicas e isso, de fato, precisa ser apreciado”, explicou.
Ele ressaltou que essa falta de qualificação pode provocar deriva dos produtos aplicados, atingindo áreas vizinhas que não deveriam receber a pulverização. “Em alguns casos, a aplicação ultrapassa os limites da área prevista e alcança propriedades vizinhas. O problema está justamente no descumprimento das normas técnicas, e não na ferramenta em si. Por isso, é fundamental que haja regulamentação, fiscalização e exigência de profissionais qualificados para operar esses equipamentos”, destacou.
A consulta pública integra as discussões conduzidas pelo Ministério Público Federal para subsidiar uma futura regulamentação da pulverização agrícola no Estado, buscando conciliar a produtividade do setor com a proteção ambiental, a segurança das comunidades e o cumprimento da legislação vigente.
Representantes da Asplan que participaram da consulta pública sobre uso de drones em pulverização
Representantes da Asplan e outras entidades participaram da consulta pública
MPF foi quem prôpos a realização da consulta pública sobre uso de drones
Consulta pública teve a participação de membros do MPF, de entidades representativas ligadas ao campo e sociedade civil
Consulta Pública aconteceu na sede do MPF em João Pessoa

Professor Renan Cantalice mostra em palestra na Asplan que manejo

A importância do manejo eficiente das plantas daninhas como ferramenta para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a longevidade dos canaviais foi o tema da palestra ministrada pelo professor doutor Renan Cantalice (CECA/UFAL), nesta terça-feira (14), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Com o tema “Proteção do canavial: eficiência no controle de plantas daninhas”, o encontro foi promovido pela Crop e pela Nortox, com apoio da Asplan, reunindo produtores de cana, representantes de usinas, agrônomos, técnicos e profissionais ligados ao setor.
Na abertura do evento, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da parceria entre a entidade e a Crop, ressaltando que a realização de eventos técnicos fortalece o setor ao aproximar os produtores das novas tecnologias e das melhores práticas de manejo. “Receber a Crop é como receber um amigo. Nossa parceria é de muitos anos e vocês são de Casa (Nonato e Neto Siqueira). A Asplan tem como missão levar conhecimento ao produtor e abrir espaço para iniciativas que contribuam para o fortalecimento da atividade canavieira. Tenho certeza de que todos sairão daqui levando muito aprendizado, porque o professor Renan faz uma palestra extremamente técnica, objetiva e, ao mesmo tempo, muito didática. Foi uma das melhores apresentações que assisti nos últimos tempos”, afirmou. José Inácio também aproveitou a ocasião para lembrar que o setor aguarda a liberação dos recursos da subvenção econômica concedida pelo Governo Federal aos produtores nordestinos.
Reconhecido nacionalmente por sua atuação na área de manejo de plantas daninhas, o professor Renan Cantalice conduziu uma palestra baseada em resultados de campo e experiências práticas. Ao longo da apresentação, o especialista demonstrou que o controle das plantas daninhas começa muito antes da aplicação dos herbicidas e depende, sobretudo, de planejamento, monitoramento permanente e tomada de decisão baseada em diagnóstico técnico. Segundo ele, um dos maiores erros é acreditar que existe uma solução única para todas as áreas. “Não existe receita pronta para o manejo de plantas daninhas. Cada propriedade possui características próprias de solo, clima, histórico da área e espécies infestantes. O produtor precisa caminhar na lavoura e conhecer seu canavial. Quanto maior o conhecimento da área, menores serão os erros e maiores serão os ganhos de produtividade”, explicou.
Renan destacou que o manejo eficiente reduz significativamente as perdas provocadas pela competição entre a cana e as plantas daninhas por água, luz e nutrientes, além de aumentar a vida útil do canavial. “O canavial dá lucro quando é longevo. Quanto menor a necessidade de renovação da lavoura, maior será a rentabilidade do produtor”, ressaltou. Durante a palestra, o pesquisador apresentou dados que evidenciam o impacto das infestações de plantas daninhas. Além da redução na produção de toneladas por hectare, ele explicou que as daninhas provocam aumento do consumo de fertilizantes, desperdício de nutrientes, desgaste dos equipamentos de colheita, dificuldades operacionais e favorecem a proliferação de pragas e doenças.
Renan chamou atenção para espécies como capim-colonião, gengibre, camalote, e outras que vêm ampliando sua presença nas áreas produtoras de cana no Nordeste. Segundo ele, muitas dessas espécies permanecem viáveis no solo por anos, formando um banco de sementes que compromete várias safras futuras quando o manejo não é realizado de forma correta. “O produtor precisa enxergar o manejo de plantas daninhas como investimento e não como custo. Tudo o que deixamos de controlar hoje pode representar perdas durante muitos anos”, enfatizou.
Outro ponto abordado pelo especialista foi a necessidade de integrar diferentes estratégias de controle, reunindo práticas mecânicas, químicas e monitoramento constante das áreas. Renan apresentou recomendações sobre dessecação pré-plantio, uso de herbicidas residuais, escolha das moléculas conforme o tipo de solo, técnicas de catação, época correta de aplicação, qualidade da água utilizada nas pulverizações, regulagem dos equipamentos e utilização de drones para monitoramento das lavouras. “O drone ajuda muito, mas ele não substitui a caminhada na lavoura. É preciso conhecer o campo, identificar corretamente os problemas e recomendar o manejo adequado para cada situação, lembrando que é importante que a estratégia de controle tenha amplo espectro”, observou.
O palestrante também alertou para a importância da qualidade da água utilizada nas pulverizações, explicando que águas contaminadas com argila, matéria orgânica ou excesso de minerais podem comprometer significativamente a eficiência dos herbicidas e também do cuidado com o preparo do material a ser aplicado. Ele falou ainda do custo-benefício do uso de alguns produtos, como o METSULFURON, PICLORAM, FLUROXIPIR P, TRICLOPIR Fe HEXAZINONA. E encerrou sua fala com a frase do renomado agrônomo e professor emérito da Colorado State University, Robert L. Zimdahl: ‘Plantas daninhas não são conscientes, mas parecem inteligentes”.
Representando a Nortox, o RTV Matheus Souza apresentou a trajetória da empresa, que completa 72 anos de atuação no mercado brasileiro, destacando sua contribuição para o desenvolvimento da agricultura nacional e o investimento contínuo em pesquisa e inovação. “A Nortox hoje tem 49 produtos registrados em fórmula e fábricas e 24 produtos registrados para serem lançados até 2030”, disse. O diretor da Crop, Angelo Siqueira, destacou a parceria que tem com empresas de adjuvantes,agradeceu o apoio da Asplan, elogiou a qualidade técnica da palestra do professor doutor e reiterou que a Crop tem à disposição dos produtores uma equipe especializada para orientação dos tratamentos.
Encerrando o encontro, o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, agradeceu a presença dos produtores, representantes das usinas e parceiros e destacou a qualidade técnica da apresentação. “Pela didática, que é muito peculiar em todas as suas apresentações, queremos agradecer ao professor Renan. Também agradecemos à Crop e à Nortox, que são parceiras da Asplan e estão sempre trazendo conhecimento e inovação para os nossos associados”, disse. Neto lembrou que o Departamento Técnico da Associação permanece à disposição dos produtores para prestar assistência, recomendações agronômicas, visitas técnicas e todo o suporte necessário para melhorar o desempenho das lavouras.

 

Angelo Siqueira, diretor da Crop
Diretor do Detec, Neto Siqueira, encerrou o evento
Momento de interação do público
Neto Siqueira, diretor do Detec da Asplan
Neto Siqueira, Raimundo Nonato, Angelo Siqueira (Crop) e Julio Barbosa
O encontro foi promovido pela Crop e pela Nortox, com apoio da Asplan, ,
O professor doutor Renan Cantalice (CECAUFAL) foi o palestrante
Palestra aconteceu no auditório da Asplan, em João Pessoa
Palestra foi promovida pela Crop e Nortox
Presidente da Asplan, José Inácio deu boas-vindas aos participantes
Produtores canavieiros e representantes de usinas participaram do evento
Promotores e participantes do evento
Proteção do canavial eficiência no controle de plantas daninhas foi o tema da palestra do professor Renan Cantalice
Um video institucional da Crop foi apresentado no encerramento do evento

Presidente da Sociedade Entomológica do Brasil visita biofábricas da Asplan e reforça parceria para o Siconbiol 2027

As biofábricas da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) receberam, no último dia 8 de julho, a visita técnica do presidente da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Angelo Pallini. A agenda fez parte da programação de preparação para o Simpósio Nacional de Controle Biológico (Siconbiol 2027), que será realizado em setembro do próximo ano, em João Pessoa, com expectativa de reunir cerca de 2 mil participantes, de mais de dez países.
Durante sua passagem pela Paraíba, Angelo Pallini cumpriu uma série de visitas técnicas aos principais locais que estarão envolvidos na realização do evento. Além de conhecer o Centro de Convenções da Paraíba, onde acontecerá o simpósio, ele esteve na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Sítio São José e na Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Asplan, onde funciona a produção dos bioinsumos Cotesia flavipes (vespas) e Metarhizium anisopliae (fungos) utilizados pelos produtores associados no combate a broca-comum (Diatraea spp) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata).
Na Estação Experimental, o presidente da SEB conheceu de perto o trabalho desenvolvido nas biofábricas, conversou com a equipe técnica e acompanhou todo o processo de produção dos agentes biológicos utilizados no manejo sustentável da cultura da cana-de-açúcar. A visita também serviu para fortalecer a parceria institucional entre a Sociedade Entomológica do Brasil e a Asplan na organização do Siconbiol 2027.
A visita foi acompanhada pelo biólogo e doutor em Agronomia Roberto Balbino, responsável por apresentar as atividades desenvolvidas na estação experimental, destacando os investimentos da Asplan na produção de bioinsumos e na difusão de tecnologias sustentáveis voltadas aos produtores paraibanos.
Ao final da visita, Angelo Pallini elogiou o trabalho realizado pela associação e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da agricultura sustentável no Brasil. “Fiquei muito impressionado com a estrutura e, principalmente, com o compromisso da Asplan em investir na produção de bioinsumos. Manter biofábricas próprias e disponibilizar esses insumos aos produtores é uma iniciativa extremamente positiva, que demonstra visão de futuro e compromisso com uma agricultura mais sustentável, eficiente e ambientalmente responsável. A diretoria da Asplan está de parabéns por acreditar no controle biológico e por transformar essa tecnologia em benefício direto para seus associados”, afirmou o presidente da Sociedade Entomológica do Brasil.
O Diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, destaca que a visita representa o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido na Estação Experimental de Camaratuba. “A cada ano, nos consolidamos como referência na produção de bioinsumos e no incentivo ao controle biológico como ferramenta para aumentar a produtividade com sustentabilidade, beneficiando diretamente os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba e de outros estados que adquirem os insumos a preços bem competitivos”, destaca o diretor, lembrando que os associados da entidade recebem os insumos gratuitamente.

Roberto Balbino foi quem conduziu as explicações
O presidente da Sociedade Entomológica do Brasil, Angelo Pallini observando uma das etapas da produção de bioinsumo
As biofábricas da Asplan produzem Cotesia flavipes (vespas) e Metarhizium anisopliae (fungos)
Angelo Pallini conheceu todas as etapas de produção dos insumos na estação de Camaratuba
Angelo Pallini com a equipe da Estação de Camaratuba onde funcionam as biofábricas

Asplan elabora projetos de financiamento que somam quase R$ 15 milhões e avança na disponibilidade de serviços de geotecnologia

A assistência técnica oferecida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) aos seus associados continua sendo um dos principais instrumentos de fortalecimento da atividade canavieira no Estado. Na safra 25/26, o setor técnico da entidade elaborou 30 projetos de custeio e investimento que, juntos, representam um volume de recursos de R$ 14.865.460,61 pleiteados junto às instituições financeiras para atender produtores associados para custeio e investimentos.
O balanço das atividades do setor mostra que a atuação da equipe aconteceu em diversas frentes. Além da elaboração de projetos de financiamento, houve assistência técnica na regularização documental, georreferenciamento de imóveis rurais e mapeamento de propriedades com o uso de drones, serviços que proporcionam mais segurança, eficiência e acesso ao crédito aos produtores.
Do total de projetos elaborados, 20 foram destinados ao Banco do Brasil, sendo 16 de custeio e quatro de investimento. O Sicredi recebeu nove propostas, entre três de custeio e seis de investimento, enquanto o Banco do Nordeste contabilizou um projeto de custeio. O Banco do Brasil concentrou o maior número de operações no período, seguido pelo Sicredi.
Os recursos solicitados somam quase R$ 15 milhões, destinados tanto ao custeio da produção quanto à realização de investimentos em máquinas, equipamentos, infraestrutura e modernização das propriedades rurais. Do montante, R$ 7,55 milhões correspondem a projetos de custeio junto ao Banco do Brasil, R$ 1,89 milhão a investimentos na mesma instituição, R$ 2,65 milhões em operações no Banco do Nordeste, R$ 835,9 mil em custeio no Sicredi e R$ 1,92 milhão em investimentos na cooperativa financeira.
Além da elaboração dos projetos, o setor técnico também prestou apoio aos produtores na renegociação de financiamentos. Foram realizadas 66 prorrogações de operações de crédito, totalizando R$ 12.074.451,94 em financiamentos renegociados, permitindo que produtores enfrentassem períodos de dificuldades financeiras sem comprometer suas atividades.
Outra importante ação envolveu a emissão de 10 laudos técnicos e a realização de 32 atualizações cadastrais junto às instituições financeiras. Esses serviços são essenciais para garantir a regularização documental dos produtores, facilitar o acesso às linhas de crédito e atender às exigências dos agentes financiadores.
Na área de regularização fundiária, a Asplan executou o georreferenciamento de 131 propriedades rurais, abrangendo uma área total de 15.079,84 hectares. O serviço permite identificar com precisão os limites dos imóveis por meio de coordenadas geográficas, contribuindo para a segurança jurídica das propriedades, atualização cadastral junto ao INCRA, registros em cartório e acesso a financiamentos.
O uso da tecnologia também ganhou destaque com a realização de 129 mapeamentos de propriedades utilizando drones. As imagens obtidas permitem acompanhar o desenvolvimento das lavouras, identificar falhas no plantio, monitorar áreas de difícil acesso e gerar informações estratégicas para o planejamento agrícola, proporcionando maior eficiência na gestão das propriedades.
Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o conjunto de serviços disponibilizados pela entidade demonstra o compromisso permanente com o fortalecimento da atividade canavieira e com o desenvolvimento dos produtores associados. “Nosso papel vai muito além da representação institucional. Trabalhamos diariamente para oferecer aos nossos associados ferramentas e serviços que contribuam para a sustentabilidade e a competitividade da produção. Elaborar projetos de financiamento, prestar assistência técnica, realizar georreferenciamento, mapeamentos com drones e dar suporte na regularização documental significa proporcionar ao produtor melhores condições de acesso ao crédito, mais segurança jurídica e mais eficiência na gestão da propriedade. Esse é um investimento da Asplan no fortalecimento dos seus associados e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar na Paraíba”, destacou o diretor.
O serviço de georeferenciamento é ofertado de forma gratuita para os associados da Asplan
Setor técnico da Asplan responde por vários serviços prestados aos associados
Orientações técnicas também são serviços ofertados pela Asplan aos asssociados
O georeferenciamento de propriedades é um dos serviços ofertados pela Asplan
A fiscalização nas indústrias em tempos de safra é outro serviço ofertado pela associação

Safra 2025/2026 encerra com produção de 6,47 milhões de toneladas de cana e associados da Asplan respondem por mais da metade do volume

A safra canavieira 2025/2026 na Paraíba, realizada entre julho de 2025 e maio de 2026, foi concluída com uma produção total de 6.471.561 toneladas de cana-de-açúcar, consolidando o Estado como o terceiro maior produtor de cana do Nordeste. Do volume total colhido, 3.356.895,78 toneladas foram produzidas pelos 1.287 produtores associados à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o equivalente a cerca de 52% de toda a produção estadual. O restante corresponde à cana própria das unidades industriais.
O levantamento da Asplan também revela o perfil dos produtores que movimentam o setor canavieiro paraibano. Dos 1.287 associados, 855 são microprodutores, com produção anual de até mil toneladas, representando 66,43% do total. Outros 298 produtores (23,15%) são classificados como pequenos, enquanto 68 (5,28%) são médios e 66 (5,13%) pertencem à categoria dos grandes produtores.
Os dados demonstram que quase 90% dos associados são micro e pequenos produtores, reforçando o caráter representativo da entidade e a importância da agricultura familiar e das propriedades de menor porte para a atividade canavieira no Estado. Em relação ao volume produzido, os microprodutores responderam por 282.473,17 toneladas (8,41%), os pequenos produtores produziram 649.273,85 toneladas (19,34%), os médios colheram 487.253,84 toneladas (14,52%) e os grandes produtores foram responsáveis por 1.937.894,92 toneladas, o equivalente a 57,73% da produção dos associados.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o desempenho da safra reafirma a relevância da cadeia produtiva da cana-de-açúcar para a economia paraibana e o protagonismo do Estado no cenário nordestino. “Encerramos mais uma safra com resultados bastante expressivos. A Paraíba consolida sua posição como o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste, fruto do trabalho conjunto dos produtores, das unidades industriais e de toda a cadeia sucroenergética. É motivo de orgulho saber que mais da metade dessa produção é oriunda dos associados da Asplan, que representam desde pequenos agricultores até grandes produtores. Isso demonstra a força da nossa associação e a importância de continuarmos investindo em assistência técnica, inovação, acesso ao crédito e políticas públicas que garantam competitividade ao setor”, destacou.
José Inácio também ressaltou a missão da entidade de representar produtores de todos os portes. “Temos uma associação formada, majoritariamente, por micro e pequenos produtores, que são a base da atividade canavieira em muitos municípios. Ao mesmo tempo, contamos com médios e grandes produtores que contribuem decisivamente para o volume produzido. Nosso compromisso é defender os interesses de todos, buscando condições para que cada produtor possa crescer, produzir com eficiência e contribuir para que a produção canavieira paraibana continue entre as mais importantes do Nordeste”, afirmou.
O volume total de cana processada na Paraíba resultou na produção de 216.603 toneladas de açúcar, sendo 146.078 do tipo Cristal, 45.305 VHP, 7.779 Demerara e 17.441 Refinado e em 352.226 metros cúbicos de etanol, sendo 176.672 de Anidro e 175.554 de Hidratado.
Produção total da safra paraibana foi de 6.471.561 toneladas de cana-de-açúcar
Paraíba continua sendo o terceiro maior produtor de cana do Nordeste
Os fornecedores de cana independfentes produziram 3.356.895,78 toneladas de cana na safra 25.26

Asplan aguarda regulamentação do MAPA para orientar associados sobre pagamento da subvenção

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) já iniciou os procedimentos necessários para garantir agilidade no pagamento da subvenção econômica destinada aos fornecedores independentes de cana-de-açúcar. O benefício foi viabilizado por meio de Medida Provisória, assinada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A MP 1374 assegura o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana a, aproximadamente, 17 mil fornecedores do Nordeste. A Asplan orienta seus associados a acompanharem os comunicados oficiais da entidade e reforça que todas as informações sobre documentação, prazos e procedimentos serão divulgadas imediatamente após a publicação da regulamentação pelo MAPA.
Enquanto aguarda a regulamentação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), etapa indispensável para o início dos pagamentos, a Asplan já está em contato com as unidades industriais para solicitar as notas fiscais referentes à entrega da matéria-prima pelos seus associados. A documentação será fundamental para instruir os processos de recebimento da subvenção. Além disso, a entidade estruturou uma equipe exclusiva para orientar os produtores sobre todos os trâmites relacionados ao benefício. Assim que a regulamentação for publicada pelo MAPA, o atendimento será realizado no mini auditório da Asplan, onde os associados receberão suporte específico para a conferência da documentação e encaminhamento dos processos.
Embora ainda não exista uma data oficial para a publicação da regulamentação, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, acredita que os pagamentos deverão começar entre os meses de agosto e setembro. “Estamos trabalhando antecipadamente para que nossos associados tenham toda a assistência necessária e possam receber esse benefício o mais rápido possível, assim que o Ministério da Agricultura concluir a regulamentação. Nossa equipe está preparada para orientar cada fornecedor durante todas as etapas do processo”, afirmou.
José Inácio também destacou a importância da conquista para os fornecedores nordestinos e fez questão de agradecer aos parlamentares que atuaram em defesa do setor. “Quero agradecer a todos que ajudaram na conquista desse pleito e, de forma muito especial, aos deputados e senadores que se empenharam para tornar essa subvenção uma realidade. Foi um trabalho coletivo que resultou em uma conquista muito importante para os fornecedores independentes de cana do Nordeste. Sabemos que esse recurso não resolve todos os problemas enfrentados pelo setor, mas certamente vai amenizar grande parte dos prejuízos acumulados em razão dos baixos preços pagos pela cana e dos impactos provocados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos no ano passado. É um alívio importante para milhares de famílias que vivem da atividade canavieira”, ressaltou o presidente da Asplan.

Presidente da Asplan, José Inácio destaca importância da ajuda da subvenção que virá através da MP 1374

Asplan convoca produtores canavieiros a fortalecer representação no Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Sul

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está mobilizando os produtores canavieiros do estado, especialmente os irrigantes associados, para participarem da eleição do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Sul (CBH-LS), que escolherá seus representantes para a gestão 2026-2029. O chamamento foi reforçado nesta quinta-feira (2), durante reunião entre representantes da Asplan e da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), na sede da entidade, em João Pessoa.
As inscrições seguem abertas até o dia 19 de julho e podem ser realizadas por meio de formulário virtual https://forms.gle/jvVGQ1o4q4s1ZKzn9. O objetivo é ampliar a participação dos usuários de água nas decisões relacionadas à gestão dos recursos hídricos das bacias dos rios Gramame e Abiaí.
A Asplan já possui assento no Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Sul, mas considera fundamental aumentar a representatividade dos produtores rurais, fortalecendo a voz do setor nas discussões que envolvem o uso racional da água, a irrigação e o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.
De acordo com o diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, a participação dos associados é estratégica, já que o comitê exerce um papel decisivo na formulação de políticas e na deliberação de ações relacionadas aos recursos hídricos. “É muito importante que os nossos associados participem desse processo eleitoral. O Comitê de Bacias é o espaço onde são discutidas e deliberadas ações sobre a gestão das águas, um recurso indispensável para a produção agrícola e, em especial, para a cultura da cana-de-açúcar. Quanto maior for a presença dos produtores, maior será a força do setor na defesa de seus interesses e na construção de políticas que garantam segurança hídrica para o campo”, destacou Neto Siqueira.
O diretor técnico lembra ainda que a gestão participativa das águas depende do envolvimento de todos os segmentos usuários desse recurso natural, tornando os comitês instrumentos essenciais para conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e sustentabilidade. A Asplan reforça o convite para que os produtores irrigantes associados façam sua inscrição e participem da eleição, contribuindo para uma gestão mais eficiente e responsável dos recursos hídricos que sustentam a produção agrícola paraibana.
Reunião com representantes da AESA aconteceu nesta quinta-feira (3), na sede da Asplan, em João Pessoa
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, destaca importância da participação dos associados na eleição promovida pela AESA

Mobilização do setor e apoio parlamentar garantem subvenção para produtores de cana do Nordeste

A assinatura da Medida Provisória 1374 que destina R$ 300 milhões para cerca de 17 mil produtores de cana-de-açúcar do Nordeste foi recebida com entusiasmo pelo setor produtivo, que vê na iniciativa um importante instrumento de apoio à atividade canavieira. O benefício assegurará o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana produzida, representando um reforço financeiro fundamental para milhares de produtores da região.
A conquista é resultado de uma ampla mobilização liderada pelas entidades representativas dos produtores nordestinos, entre elas a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que atuou de forma permanente junto às demais organizações do setor na construção de um movimento em defesa dos produtores. Ao longo dos últimos meses, dirigentes de associações, incluindo o presidente da Asplan, José Inácio, participaram de inúmeras reuniões em Brasília, apresentando ao Governo Federal e ao Congresso Nacional a necessidade de uma medida de apoio que ajudasse a preservar a atividade e garantir renda para milhares de famílias do campo.
O esforço coletivo contou com a participação decisiva de parlamentares e lideranças políticas que compreenderam a importância econômica e social da cultura da cana para o Nordeste. O senador Veneziano Vital do Rêgo teve papel relevante ao intermediar uma audiência do setor com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ampliando o diálogo entre os produtores e o Governo Federal. O senador Efraim Filho participou de diversas reuniões em defesa da proposta, enquanto o governador de Alagoas, Renan Filho também manifestou apoio à iniciativa. Deputados estaduais dos estados produtores de cana-de-açúcar igualmente se engajaram na mobilização, fortalecendo o pleito junto às suas respectivas bancadas.
Destaque especial foi dado à atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que assumiu a defesa da pauta e liderou articulações junto ao Governo Federal para viabilizar a edição da Medida Provisória. Seu empenho foi considerado decisivo para a construção do entendimento político que culminou com a assinatura do ato pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30).
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a medida representa uma vitória construída por muitas mãos e demonstra a importância da união entre as entidades representativas e os agentes públicos comprometidos com o desenvolvimento do setor. “Recebemos essa notícia com muita alegria porque sabemos o quanto essa ajuda será importante para milhares de produtores de cana do Nordeste. Trata-se de uma conquista construída a partir de muito diálogo, trabalho e articulação. As entidades representativas, entre elas a Asplan, tiveram papel fundamental nesse processo, levando aos órgãos competentes a realidade enfrentada pelos produtores e mostrando a necessidade dessa subvenção para garantir a continuidade da nossa atividade”, afirmou.
José Inácio destacou ainda que a união das associações e o apoio dos parlamentares foram determinantes para o sucesso da mobilização. “Quero agradecer, em nome dos produtores paraibanos, ao presidente Lula pela sensibilidade em atender essa demanda, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e a todos os parlamentares que abraçaram essa causa. Nosso reconhecimento ao senador Veneziano Vital do Rêgo, ao senador Efraim Filho, ao governador Renan Filho, aos deputados estaduais dos estados produtores e, de maneira muito especial, ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que teve atuação decisiva para que essa medida se tornasse realidade. Essa conquista demonstra que, quando as entidades representativas e os agentes públicos trabalham unidos em favor de uma causa justa, os resultados chegam para quem mais precisa”, ressaltou lembrando que a medida representa não apenas um importante apoio financeiro, mas também o reconhecimento da relevância da produção canavieira para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico de centenas de municípios nordestinos, reafirmando a força da organização setorial e da representatividade institucional na defesa dos interesses dos produtores.
Hugo Motta teve participação decisiva na aprovação da MP
Senador Veneziano Vital do Rego também abraçou a causa da subvenção
Dirigentes canavieiros com o vice-presidente Geraldo Alckim
Dirigentes da Unida, AFCP e Asplan contraram com apoio de Hugo Motta para enfrentar a crise que passa o setor canavieiro do NE
Presidente da Asplan, José Inácio, destaca importância das entidades representativas dos produtores no sucesso da obtenção da subvenção