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Asplan celebra união do setor e sensibilidade do governo federal que garantiu subvenção de R$ 270 milhões para produtores de cana do NE

A força da união, do diálogo e da mobilização política transformou uma reivindicação em uma conquista concreta para 17 mil produtores de cana-de-açúcar do Nordeste, 1.400 dos quais estão na Paraíba. A concessão de R$ 12 por tonelada de cana fornecida na safra 2025/2026, com aporte de até R$ 270 milhões, foi celebrada nesta segunda-feira (31), em João Pessoa, pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) em um encontro que reuniu produtores, representantes de entidades do setor, autoridades nacionais e locais, políticos e convidados. O ministro da Agricultura, André de Paula, o presidente da Conab, Silvio Porto e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta participaram da solenidade realizada no auditório da associação canavieira.
Anfitrião da celebração, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrou que os R$ 12 reivindicados não foram definidos aleatoriamente. O valor teve como referência o impacto provocado pelo tarifaço norte-americano sobre o preço recebido pelo produtor. “A cana era R$ 175 e hoje está em R$ 137. Não fecha as contas. Os R$ 12 foram pedidos baseada no impacto que aquela tarifa representou para o produtor”, afirmou. José Inácio também fez questão de destacar a importância da receptividade encontrada em Brasília. Segundo ele, as portas do Ministério da Agricultura e da Presidência da Câmara estiveram abertas ao diálogo com os representantes do setor. Ao agradecer o apoio recebido, reforçou que a agricultura precisa ser tratada de forma integrada, sem a divisão entre agricultura familiar e agronegócio. “A agricultura é uma só. Seja pequeno, médio ou grande, todos fazem parte dessa união que carrega o Brasil nas costas”, ressaltou.
Resultado de uma ampla articulação liderada pelas entidades representativas dos produtores, a subvenção foi instituída pelo Governo Federal por meio da Medida Provisória nº 1.374, como resposta às dificuldades enfrentadas pelo setor, agravadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e por eventos climáticos adversos. O benefício alcançará produtores de cinco estados nordestinos e representa um importante reforço para a manutenção da atividade, da renda e dos empregos no campo.
 O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, destacou que a conquista é fruto da união dos produtores e das entidades de todo o Nordeste. Para ele, o momento era de agradecer às autoridades que acolheram a reivindicação e ajudaram a transformá-la em política pública. “Pedir é bom demais, mas estamos aqui agradecendo. O Nordeste se uniu em favor dessa causa e veio num momento em que fomos totalmente atingidos pelo tarifaço”, afirmou Pedro Neto, que também reconheceu o empenho do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do ministro André de Paula. O dirigente lembrou ainda a intensidade da mobilização. Foram reuniões, contatos e sucessivas articulações em Brasília para demonstrar a gravidade da crise enfrentada pelos produtores. “Os R$ 12 foram baseados no tarifaço americano. Quando fizemos a conta do que a cota americana representa no nosso preço, foi esse o valor a que chegamos”, reiterou.
A atuação conjunta também foi destacada pelo presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Lima, que classificou a subvenção como a quinta conquistada para o setor canavieiro nordestino. Segundo ele, a articulação contou com o apoio decisivo de lideranças políticas e do Governo Federal. “Essa contribuição vai ser muito importante numa situação difícil que o setor passa”, afirmou, destacando o papel de Hugo Motta, André de Paula e Silvio Porto.
O presidente da Conab, Silvio Porto, ressaltou o esforço do Governo Federal para viabilizar a subvenção e o trabalho desenvolvido pelas entidades para garantir o cadastramento dos produtores. Ele explicou que a Conab acelerou os procedimentos, inclusive mobilizando sua área de tecnologia, para adaptar o sistema e permitir que os pagamentos sejam realizados com a maior brevidade possível. “As associações dos estados têm feito um trabalho fundamental de credenciamento e cadastramento dos pequenos produtores. Esse trabalho é o que vai viabilizar que a subvenção chegue a todos”, afirmou. Silvio Porto também assegurou que a Conab está empenhada em iniciar os pagamentos rapidamente.
Para o presidente da Feplana, Paulo Leal, a subvenção deve ser compreendida como um investimento na própria região. Ele lembrou que aproximadamente 94% dos produtores de cana do Nordeste são pequenos agricultores. “Esse dinheiro que chega é o dinheiro que movimenta a região”, afirmou, destacando que a atividade canavieira mantém uma importante rede econômica e social nos estados produtores.
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que a subvenção é uma resposta concreta do Governo Federal a um setor que enfrenta um momento de grandes desafios. “Essa é a mão do governo Lula que se estende a quem produz cana no Nordeste, num momento de desafio”, declarou. O ministro ressaltou a relevância econômica e social da cana para a região e afirmou que o agro não deve ser dividido por posições políticas. “O agro não é vermelho nem azul. O agro não é do governo nem da oposição. O agro é o orgulho do Brasil. É o sustento desse país”, afirmou. André de Paula também reconheceu a importância da articulação feita pelas entidades e defendeu que o benefício chegue rapidamente aos produtores que mais precisam.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, lembrou que a reivindicação foi apresentada desde o início das discussões sobre as tarifas norte-americanas e que foram necessárias inúmeras reuniões e articulações até que o benefício se tornasse realidade. “Isso não é obra de uma pessoa só. Ela se torna possível quando o setor se organiza, apresenta suas demandas e encontra disposição política para transformá-las em ação”, afirmou. Hugo Motta destacou que a subvenção representa uma importante resposta para preservar a renda dos produtores, os empregos e a atividade econômica nos municípios nordestinos. Também reforçou a necessidade de a Conab atuar com celeridade para que os recursos cheguem o mais rápido possível aos beneficiários.
Os R$ 12 por tonelada não resolvem todos os desafios enfrentados pela atividade, mas, segundo o pequeno produtor Antônio Luís, de Santa Rita, essa subvenção chega numa hora propícia. “É um fôlego para quem produz e trabalha e chega em muito boa hora porque estamos muito sacrificados”, disse ele.
A solenidade foi bem prestigiada e contou com a presença do presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Fábio Nogueira, de Lúcio Matos, superintendente do Ministério da Agricultura na Paraíba, do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, dos deputados federais Wilson Santiago e Raniery Paulino, e o deputado estadual Tovar Correia Lima e Walber Virgulino, do presidente do Sistema Faepa/Senar, Mário Borba, do superintendente do Senar-PB, Sérgio Martins, além de industriais e outras autoridades.

Várias autoridades participaram da celebração da conquista da subvenção
Produtores de várias localidades prestigiaram o evento
Prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra pretigiou a solenidade
Pedro Campos Neto, presidente da Unida e vice da Asplan
Pedro Campos Neto, Edmundo Barbosa e José Inácio
Pedro Campos Neto e José Inácio
Pedro Campos Neto e Alexandre Lima
Paulo Leal, presidente da Feplana
Paulo Leal e o superintendente do Senar-PB, Sérgio Martins
O presidente da Câmara, Hugo Motta
O presidente da AFCP, Alexandre Lima
O momento aconteceu no audtório da Asplan, na manhã desta segunda-feira (31)
O ministro da Agricultura, André de Paula
O evento da Asplan foi bem prestigiado
O auditório da Asplan ficou lotado
Ministro da Agricultura, André de Paula
Ministro André de Paula, Pedro Campos Neto e o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra
Ministro André de Paula foi recepcionado pelo presidente José Inácio
Mesa de autoridades do evento
José Inácio de Morais, anfitrião do evento
José Inácio destacou força do agro e da cana-de-açúcar e a mportância da subvenção para os produtores do NE
Hugo Motta foi um dos articuladores da conquista da subvenção
Hugo Motta e Pedro Campos Neto
Gerson Carneiro Leão, do Sindicato dos Produtores de Cana de PE
Fabio Nogueira, presidente do TCE
Fabio Nogueira, presidente do TCE, e o presidente da Asplan, José Inácio
Diversas autoridades prestigiaram o evento da Asplan

Asplan promove capacitação para situações de emergência e reforça a segurança no ambiente de trabalho da Estação de Camaratuba

A Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está promovendo, nos dias 27 e 28 de agosto, um treinamento de Combate a Incêndio e Primeiros Socorros destinado aos profissionais que integram a equipe da Estação de Camaratuba, mantida pela entidade. A capacitação acontece das 12h às 17h, na Biofábrica I, unidade onde é realizado o trabalho de produção de insumos biológicos. O curso é ministrado pela SRC – Safety and Rescue Cruz.
A iniciativa faz parte do conjunto de Treinamentos Normativos e Operacionais oferecidos pela Asplan aos seus colaboradores e tem como objetivo ampliar a preparação da equipe para atuar de forma segura e adequada diante de situações de emergência, contribuindo também para a prevenção de acidentes e a redução de riscos no ambiente de trabalho.
Durante esses dois dias de capacitação, os profissionais terão acesso a conteúdos teóricos e atividades práticas envolvendo prevenção e combate a incêndios, primeiros socorros, atendimento pré-hospitalar, planos de emergência e formação de brigada de incêndio, entre outros temas relacionados à segurança.
No módulo dedicado à prevenção e combate a incêndios, os participantes aprendem sobre os princípios básicos do fogo, seus elementos e o tetraedro do fogo, além dos processos de combustão e propagação das chamas. A capacitação também aborda a identificação e utilização dos equipamentos de combate a incêndio, incluindo extintores portáteis, hidrantes, mangueiras e acessórios, além de sistemas de alarme e detecção, rotas de fuga, saídas de emergência e sinalização.
Outro ponto importante é a orientação sobre os procedimentos que devem ser adotados diante de um princípio de incêndio, o abandono e a evacuação de áreas, o comportamento seguro durante uma emergência, os riscos associados à fumaça e aos gases provenientes da combustão e a identificação de condições inseguras. O curso também contempla um módulo dedicado aos primeiros socorros e prepara os profissionais para reconhecer e prestar os cuidados iniciais em diferentes situações de emergência até a chegada do atendimento especializado, com abordagens sobre desmaios, convulsões, hemorragias, ferimentos e curativos, entre outras questões.
As atividades práticas incluem RCP em manequim, utilização do DEA, desobstrução de vias aéreas, controle de hemorragias, realização de curativos, imobilização de membros, técnicas de movimentação e transporte de vítimas e simulações de atendimento a vítimas de acidentes, encerrando com um simulado integrado de emergência. A capacitação contempla ainda conteúdos relacionados às Normas Regulamentadoras.
Para o biólogo Roberto Balbino, coordenador da Estação de Camaratuba, a capacitação representa um investimento importante tanto na segurança dos profissionais quanto na qualidade do trabalho desenvolvido no local. “Uma equipe preparada consegue reconhecer os riscos com maior rapidez e, principalmente, sabe como agir diante de uma situação de emergência. Para nós, que trabalhamos em uma unidade de produção, é muito importante ter esse conhecimento e essa segurança”, afirma.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, reitera que a iniciativa da Asplan demonstra a preocupação da associação com seus colaboradores, não apenas oferecendo condições para o desenvolvimento das atividades, mas também investindo na capacitação e na prevenção. “O treinamento contribui para fortalecer uma cultura de prevenção entre os profissionais e capacitá-los para agirem de modo assertivo em situações de emergência”, finaliza Neto.
Vendo na prática como se aplicam as orientações em situações de emergência
Uma das técnicas de primeiros socorros sendo colocada em prática
Os primeiros atendimentos são fundamentais para estabilizar a vítima
Os funcionários após orientação teórica colocaram em prática os conhecimentos
O treinamento vai capacitar a equipe a ter maior capacidade resolutiva diante de situações de emergência
O treinamento também teve noções de primeiros socorros
O treinamento é realizado pela equipe da SRC
O treinamento acontece nestes dias 27 e 28 de agosto na Estação de Camaratuba
O instrutor Edilson Cruz responsável pela condução do treinamento
O curso é para todos os profissionais que atuam na Estação de Camaratuiba
Imobilização e transporte de vítima também foram tópicos do curso
As orientações de primeiros socorros incluiram várias intercorrências
A imobilização de um acidentado também fez parte das orientações do curso
A ação faz parte do conjunto de treinamentos normativos e operacionais oferecidos pela Asplan

Asplan alerta para nova regra que permite ao produtor rural escolher e fracionar horário do desconto na tarifa de irrigação

Os produtores rurais que utilizam energia elétrica para atividades de irrigação e aquicultura devem ficar atentos às novas regras estabelecidas pela Portaria Normativa MME nº 137/2026. O alerta é da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e diz respeito a nova norma que permite que o desconto da tarifa destinada aos irrigantes seja utilizado por até 8 horas e 30 minutos por dia, de forma contínua ou dividida em até três períodos, desde que fora do horário de ponta, compreendido entre 17h e 21h30.
Com a mudança, o consumidor rural poderá escolher junto à concessionária de energia da Paraíba – Energisa – os horários mais adequados à sua atividade, podendo solicitar a alteração nas agências de atendimento ou pelo telefone 0800 083 0196. É necessário ter em mãos a fatura de energia para a qual deseja solicitar a mudança.
Segundo a consultora da Asplan, Michely Beserra, a mudança amplia a possibilidade de adequação do benefício à rotina de cada produtor. “É importante que os produtores conheçam essa nova regra e verifiquem qual distribuição do horário de desconto melhor atende às necessidades da propriedade. A Asplan, através da sua consultoria nesta área, está à disposição para orientar os associados nesse processo e ajudá-los a aproveitar corretamente esse benefício”, reforça.
A consultora Michely Beserra explica ao presidente da Asplan, José Inácio, as mudanças da norma
A consultora Michely Beserra está à disposição dos associados da Asplan para esclarecimentos e orientações

Asplan participa de oficina da Conab sobre operacionalização da subvenção e direciona equipe para ajudar associados no processo de cadastramento

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, na manhã desta sexta-feira (14), de uma oficina promovida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para esclarecer os procedimentos e encaminhamentos necessários à operacionalização do pagamento da subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana aos produtores independentes do Nordeste. A reunião foi realizada de forma híbrida e reuniu representantes da Conab, associações, cooperativas, produtores e lideranças do setor canavieiro.
A Asplan esteve representada pelo vice-presidente Pedro Campos Neto, que também preside a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), pelo diretor técnico, Neto Siqueira, além de profissionais e técnicos da entidade que estarão diretamente envolvidos no processo de orientação, cadastramento e atendimento aos associados.
Durante a oficina, a Conab apresentou os procedimentos para acesso ao benefício, esclarecendo dúvidas sobre cadastro, documentação, apresentação das notas fiscais, sistemas de inscrição e critérios de análise e pagamento. De acordo com as orientações apresentadas, a subvenção é destinada à cana-de-açúcar comercializada entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, conforme estabelecido na legislação que regulamenta o benefício. O prazo para apresentação dos pedidos termina em 30 de outubro de 2026. A Conab reforçou ainda que os pedidos serão analisados pela ordem cronológica de protocolo no sistema, o que torna fundamental que os produtores iniciem o quanto antes os procedimentos de cadastramento e organização da documentação.
Em caso de pendências, o beneficiário terá prazo para regularização e, após a aprovação, o pagamento deverá ocorrer conforme os procedimentos estabelecidos pela Companhia e a disponibilidade dos recursos. O montante destinado à operação é de R$ 270 milhões, com pagamento de R$ 12 por tonelada de cana, contemplando produtores independentes, além de associações e cooperativas no que diz respeito à produção de seus associados ou cooperados, conforme as regras estabelecidas.
Durante a reunião, também foram esclarecidas questões relacionadas à documentação das propriedades, notas fiscais, cadastro de produtores que possuem mais de uma área de produção, georreferenciamento e situações específicas. A Conab informou que está trabalhando para simplificar os procedimentos e que disponibilizará um manual detalhado com as orientações para o cadastramento e a solicitação do benefício.
Para o vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto, a oficina representou um passo importante para garantir que os produtores tenham segurança e orientação durante uma etapa que exige atenção, organização documental e rapidez. “A Asplan já está mobilizando sua equipe técnica e administrativa para auxiliar os associados, especialmente os produtores que apresentarem dificuldades no acesso aos sistemas ou no preenchimento das informações exigidas. A proposta é oferecer suporte durante o cadastramento, na organização da documentação e nos procedimentos necessários para a solicitação da subvenção”, disse.
Com prazo definido e recursos limitados ao montante estabelecido pelo governo federal, a orientação da Asplan é para que os associados não deixem o cadastramento para a última hora. A entidade deverá divulgar as orientações e canais de atendimento para apoiar os produtores ao longo de todo o processo. A subvenção de R$ 12 por tonelada representa uma medida de apoio aos produtores independentes de cana do Nordeste diante dos prejuízos econômicos considerados na legislação que instituiu o benefício, incluindo os impactos relacionados à tributação adicional sobre exportações brasileiras e aos eventos climáticos extremos.
“A Asplan seguirá acompanhando cada etapa da operacionalização da medida e atuando para que os produtores paraibanos tenham acesso às informações e ao suporte necessários para o cumprimento das exigências e o recebimento do benefício”, reforçou o Diretor Técnico da associação, Neto Siqueira, também presente à reunião.
Reunião da Conab foi acompanhada pela equipe da Asplan, da sede da entidade, em João Pessoa
Participantes da Asplan na reunião da Conab nesta sexta-feira (14)
Asplan terá equipe técnica para orientar e ajudar o associado no cadastro da Conab

Asplan participa de reunião com a Conab para discutir operacionalização da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), representada pelo presidente José Inácio de Morais, participa nesta quarta-feira (12), em Brasília, de uma reunião com o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, para tratar da operacionalização da subvenção federal de R$ 12 por tonelada de cana referente à safra 2025/2026.
O encontro reúne as associações canavieiras dos três maiores estados produtores de cana-de-açúcar do Nordeste — AFCP, de Pernambuco; Asplan, da Paraíba; e Asplana, de Alagoas —, todas filiadas à União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). Além de José Inácio, participam da agenda os presidentes Alexandre Andrade Lima, da AFCP, e Fabiano França, da Asplana.
A reunião ocorre um dia após a publicação, no Diário Oficial da União, do Decreto Federal nº 13.092, que regulamenta a concessão do benefício. O texto estabelece os critérios para habilitação dos produtores, pagamento, fiscalização e controle da subvenção, que terá até R$ 270 milhões destinados pela União, sob gestão da Conab. O decreto foi assinado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a reunião representa uma etapa importante para garantir que a regulamentação se transforme, de forma célere, em apoio efetivo aos produtores de cana do Nordeste. “Esse é um recurso emergencial, conquistado após uma ampla mobilização do setor, e precisamos assegurar que ele chegue aos produtores com agilidade. A expectativa é de que a operacionalização pela Conab seja simples, transparente e eficiente, evitando entraves burocráticos que possam retardar o pagamento”, destaca José Inácio, que esteve na manhã desta quarta-feira (12), com o ministro da Agricultura, André de Paula.
Durante a agenda em Brasília, os dirigentes deverão discutir os principais pontos relacionados à execução da medida, buscando contribuir para que todos os produtores que atendam aos critérios estabelecidos sejam devidamente contemplados. A subvenção de R$ 12 por tonelada é resultado de uma mobilização das entidades representativas do setor canavieiro nordestino diante da crise enfrentada pelos produtores, marcada pela forte redução dos preços da cana na última safra. A medida foi inicialmente incorporada à Medida Provisória nº 1.374/2026 e posteriormente regulamentada pelo decreto publicado nesta terça-feira (11).
A presença do presidente da Asplan na agenda em Brasília reforça o compromisso da entidade em acompanhar todas as etapas de implementação da subvenção e defender que o benefício cumpra sua finalidade: amenizar os impactos da crise e dar maior fôlego aos produtores de cana do Nordeste.
Presidentes das associações de PE,PB e Al estão em Brasília resolvendo os encaminhamentos do pagamento da subvenção
Presidente da Asplan, José Inácio em reunião na Conab na manhã desta quarta-feira

Magnum Tires leva conhecimento e tecnologia sobre pneus aos associados da Asplan durante mais uma edição do Agro Talk

A sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi palco, na noite desta terça-feira (28), de mais uma edição do Agro Talk, evento promovido pela Magnum Tires que reuniu produtores rurais, fornecedores de cana, dirigentes da entidade e especialistas para discutir soluções associadas a pneus voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos e eficiência operacional. Realizado pelo terceiro ano consecutivo em parceria com a Asplan, o encontro reforçou a importância da troca de conhecimento entre a empresa e produtores em um momento desafiador para o setor.

Abrindo a programação, o diretor da Magnum Tires, Matteo Bologna, compartilhou um pouco da trajetória da empresa no Brasil e destacou que a filosofia da companhia vai além da simples comercialização de pneus. “Cheguei ao Brasil vindo da Itália há mais de três décadas e esse sonho começou em 1994. Desde então nos dedicamos de alma e coração ao mercado brasileiro. Implantamos uma equipe técnica em todo o país porque não queremos ser apenas fornecedores, queremos ser parceiros. Estar perto dos produtores, olhar nos olhos, entender as necessidades e ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade. Quando o produtor cresce, nós crescemos juntos”, afirmou. Filho de fazendeiro, Matteo destacou ainda sua identificação com o agronegócio brasileiro e reafirmou o compromisso da Magnum em investir continuamente em tecnologia, assistência técnica e inovação para atender às necessidades do campo.

Na sequência, o diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, agradeceu a receptividade da Asplan e ressaltou a satisfação da empresa em realizar, pelo terceiro ano consecutivo, o Agro Talk em parceria com a entidade. “É um orgulho muito grande estar novamente com vocês. Nosso objetivo é contribuir para que o produtor reduza despesas, otimize o trabalho e aumente a produtividade. A Magnum é parceira de quem move o agro brasileiro”, destacou. Durante sua apresentação, Antônio Carlos mostrou a evolução da empresa, que atualmente possui 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição estrategicamente localizados em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa Catarina, mais de 1.300 colaboradores, 500 consultores comerciais e uma equipe técnica formada por mais de 25 especialistas dedicados exclusivamente ao acompanhamento do desempenho dos pneus em campo.

Ele destacou ainda que a Magnum já comercializou mais de 20 milhões de pneus no país, atende mais de 100 mil clientes e monitora cerca de quatro mil pneus em operação, utilizando essas informações para aperfeiçoar continuamente seus produtos em parceria com engenheiros internacionais. Segundo o diretor comercial, a empresa também desenvolve projetos personalizados de análise de frotas e de percursos, permitindo identificar fatores que comprometem a vida útil dos pneus e aumentam os custos operacionais das propriedades rurais. “Nós não queremos apenas vender pneus. Queremos entregar soluções. Fazemos análises das máquinas, das frotas e até dos percursos para identificar desperdícios e aumentar o rendimento dos equipamentos. O produtor economiza e ganha produtividade. É esse trabalho de parceria que diferencia a Magnum”, enfatizou.

Antônio Carlos também ressaltou que a empresa possui certificação internacional de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal, reconhecimento que atesta elevados padrões de governança, segurança e eficiência logística, além de destacar que a companhia, de origem pernambucana e DNA brasileiro, faturou R$ 1,3 bilhão no último ano e consolidou-se entre as principais marcas do segmento no mercado nacional.

Representando a diretoria da Asplan, o primeiro vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, agradeceu à Magnum Tires pela parceria consolidada e destacou a importância de iniciativas que levam conhecimento e soluções práticas aos produtores. “Vivemos um momento extremamente desafiador para nosso setor. Os custos de produção aumentaram significativamente e as margens estão cada vez menores. Por isso, eventos como o Agro Talk são fundamentais, pois apresentam alternativas que ajudam o produtor a reduzir despesas, aumentar a eficiência das operações e melhorar a produtividade. A parceria entre a Asplan e a Magnum fortalece o nosso setor e contribui diretamente para a sustentabilidade da atividade”, afirmou.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem prestada ao segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, reconhecido como cliente Prime da Magnum Tires. Ao receber a homenagem, Nonato fez um agradecimento especial e emocionou os participantes ao dedicar a honraria à esposa, Glória, sua companheira de mais de cinco décadas, fazendo uma declaração pública de amor que arrancou aplausos dos presentes.

Encerrando o evento, que também teve uma dinâmica de perguntas e respostas sobre questões que envolvem a produção agrícola, Antônio Carlos anunciou uma condição comercial exclusiva para os associados da Asplan, com prazo especial para pagamento. “Queremos caminhar ao lado dos produtores. Por isso, estamos oferecendo uma condição diferenciada para os associados da Asplan, com o primeiro pagamento em 60 dias. Temos certeza de que essa iniciativa ajudará os produtores neste período da safra e contribuirá para a recuperação do setor”, anunciou.

O Agro Talk foi encerrado em clima de confraternização, com um jantar e música ao vivo, fortalecendo ainda mais a parceria entre a Magnum Tires e a Asplan e reafirmando o compromisso conjunto com o desenvolvimento da cultura canavieira paraibana. Todos os presentes ganharam de brinde uma caneca de vidro com a logo da Magnum Tires.

 

A Magnum tem 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa Catarina
Evento aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
Agro Talk aconteceu na sede da Asplan
Essa é a terceira versão do Agro Talk
Equipe Magnum Tires
Diretores da Magnun Tires com Pedro Campos Neto e a diretira da Asplan, Ana Cláudia
Diretores da Asplan com o diretor da Magnum Tires, Matteo Bologna
Associados Asplan prestigiaram o evento
Matteo Bologna, diretor da Magnum Tires, falou dos diferenciais da empresa
O diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, abordou questões que diferenciam a empresa no mercado
O evento teve música ao vivo
Pedro Campos Neto destacou que a Asplan está de portas abertas para eventos que agreguem valor aos negócios dos produtores canavieiros
Pedro Campos Neto no momento do painel de debates
Pedro Campos Neto participou de debates sobre questões ligadas aos custos de produção

 

Asplan participa de painel do Projeto Campo Futuro e reforça importância do planejamento para enfrentar aumento dos custos na produção de cana

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta terça-feira (28), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/Senar), em João Pessoa, do Painel João Pessoa do Projeto Campo Futuro, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), desenvolvida em parceria com o Pecege Consultoria e Projetos. O encontro reuniu produtores rurais, representantes do setor e técnicos para atualizar os custos de produção da cana-de-açúcar no estado e discutir os desafios que impactam a competitividade da atividade.

A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege Consultoria e Projetos, que coordenaram o levantamento técnico e econômico realizado com a participação dos produtores e da equipe técnica da Asplan. Durante o painel, foi caracterizada a propriedade modal da Paraíba, representada por uma área de 100 hectares próprios, com plantio realizado integralmente de forma manual. A produtividade média da safra 2025/2026 foi estimada em 58 toneladas por hectare, com matéria-prima apresentando 127 quilos de ATR por tonelada de cana moída. O estudo também apontou que a maior parte das operações mecanizadas é realizada com maquinário próprio, demonstrando o nível de mecanização empregado pelos produtores da região.

A maior parte dos indicadores técnicos permaneceu inalterados em relação ao levantamento anterior. Entretanto, do ponto de vista econômico, os resultados evidenciaram um cenário mais desafiador. O aumento dos custos de produção, especialmente com fertilizantes e diesel, reduziu significativamente as margens de rentabilidade da atividade.

Embora a receita média obtida na safra tenha sido suficiente para cobrir os Custos Operacionais Efetivos (COE), gerando margem bruta positiva, ela não alcançou os níveis necessários para cobrir os Custos Operacionais Totais (COT) e o Custo Total (CT), refletindo o estreitamento da rentabilidade dos produtores.

Para o diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, os números apresentados confirmam uma realidade que vem sendo acompanhada de perto pela entidade e sentida pelos seus associados. “A competitividade da canavicultura paraibana tem sido bastante afetada. Além da instabilidade dos preços do açúcar, do etanol e dos insumos, os produtores vêm enfrentando sucessivas intempéries climáticas, como períodos prolongados de estiagem e chuvas irregulares, que comprometem a produtividade dos canaviais. Soma-se a isso o aumento dos custos de produção, principalmente com fertilizantes, combustíveis e mão de obra, reduzindo ainda mais a margem de rentabilidade. Mesmo com investimentos em eficiência, muitos produtores encontram dificuldades para manter sua competitividade”, destacou.

Segundo ele, o cenário exige cada vez mais planejamento e gestão baseada em informações confiáveis. “O produtor precisa tomar decisões apoiadas em dados técnicos, econômicos e climáticos. É fundamental acompanhar os custos de produção, as previsões meteorológicas e as tendências de mercado para definir investimentos, renovar áreas apenas quando necessário e adotar tecnologias que aumentem a resistência dos canaviais aos efeitos do clima. Hoje, o planejamento deixou de ser uma opção para se tornar uma ferramenta indispensável na redução de riscos e na sustentabilidade da atividade”, afirmou.

Neto Siqueira também ressaltou que o fortalecimento da cultura dependerá de uma atuação conjunta entre produtores, entidades representativas e poder público. “A produção de cana continua sendo uma das principais atividades econômicas da Paraíba, gerando emprego, renda e desenvolvimento para centenas de municípios. No entanto, será necessário ampliar os investimentos em irrigação, tecnologia, renovação dos canaviais e acesso ao crédito rural, além da criação de políticas públicas que ofereçam maior segurança aos produtores diante dos eventos climáticos extremos. Com esse conjunto de ações, o setor terá condições de recuperar sua capacidade de crescimento e fortalecer ainda mais sua contribuição para a economia paraibana”, enfatizou.

Para Neto, iniciativas como o Projeto Campo Futuro são fundamentais para fornecer informações estratégicas ao setor produtivo e fortalecer a defesa dos interesses dos fornecedores de cana. “Conhecer detalhadamente os custos de produção é essencial para que os produtores possam planejar suas atividades e para que as entidades representativas tenham dados consistentes na defesa de políticas públicas e de medidas que assegurem maior competitividade ao setor. A Asplan participa desse trabalho porque acredita que informação técnica de qualidade é um instrumento decisivo para o fortalecimento da cultura canavieira paraibana”, afirmou.

Os dados levantados durante o painel passam a integrar a base nacional do Projeto Campo Futuro, permitindo o acompanhamento da evolução dos custos de produção da cana-de-açúcar e subsidiando produtores, entidades representativas e gestores públicos na formulação de estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor sucroenergético.

 

A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege Consultoria
Apresentação dos dados aconteceu na sede da Faepa/Senar em João Pessoa
Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira
Equipe da Asplan participou da apresentação em João Pessoa
Levantamento foi apresentado nesta terça-feira (28), em João Pessoa
Neto Siqueira, diretor da Asplan, destacou importância do levantamento
Representantes da Asplan, Pecege e Faepa/Senar

 

Asplan participa de consulta pública no MPF sobre regulamentação do uso de drones na pulverização agrícola na Paraíba

Representantes do setor produtivo, órgãos públicos, entidades ambientais e produtores canavieiros representados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participaram, nesta segunda-feira (27), de uma consulta pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), em João Pessoa, para discutir a regulamentação da pulverização de defensivos agrícolas por meio de drones e pequenas aeronaves na Paraíba. O encontro foi conduzido pelo procurador da República José Godoy e teve como objetivo reunir contribuições para a construção de normas que garantam maior segurança na atividade, sem comprometer a produção agrícola.
A Asplan esteve representada pelo vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, que avaliou positivamente a condução da audiência e destacou a importância do diálogo entre todos os segmentos envolvidos. “A audiência foi muito boa. O procurador, Dr. José Godoy, escutou um lado, escutou o outro. Houve espaço para que todos apresentassem seus argumentos, o que demonstra a importância do diálogo na construção de uma regulamentação equilibrada”, afirmou. O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira e o advogado da entidade, Rodolfo Dantas também participaram.
Segundo Pedro Campos Neto, o principal problema não está na tecnologia dos drones, mas no uso inadequado do equipamento por pessoas sem a devida capacitação técnica. “O que está acontecendo são aplicações feitas de forma errada por técnicos que não são capacitados. Hoje, qualquer pessoa que tem condições de comprar um drone acha que pode prestar esse serviço. Muitas vezes, a aplicação é realizada em horários inadequados e sob condições climáticas desfavoráveis, sem obedecer às normas técnicas e isso, de fato, precisa ser apreciado”, explicou.
Ele ressaltou que essa falta de qualificação pode provocar deriva dos produtos aplicados, atingindo áreas vizinhas que não deveriam receber a pulverização. “Em alguns casos, a aplicação ultrapassa os limites da área prevista e alcança propriedades vizinhas. O problema está justamente no descumprimento das normas técnicas, e não na ferramenta em si. Por isso, é fundamental que haja regulamentação, fiscalização e exigência de profissionais qualificados para operar esses equipamentos”, destacou.
A consulta pública integra as discussões conduzidas pelo Ministério Público Federal para subsidiar uma futura regulamentação da pulverização agrícola no Estado, buscando conciliar a produtividade do setor com a proteção ambiental, a segurança das comunidades e o cumprimento da legislação vigente.
Representantes da Asplan que participaram da consulta pública sobre uso de drones em pulverização
Representantes da Asplan e outras entidades participaram da consulta pública
MPF foi quem prôpos a realização da consulta pública sobre uso de drones
Consulta pública teve a participação de membros do MPF, de entidades representativas ligadas ao campo e sociedade civil
Consulta Pública aconteceu na sede do MPF em João Pessoa

Professor Renan Cantalice mostra em palestra na Asplan que manejo

A importância do manejo eficiente das plantas daninhas como ferramenta para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a longevidade dos canaviais foi o tema da palestra ministrada pelo professor doutor Renan Cantalice (CECA/UFAL), nesta terça-feira (14), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Com o tema “Proteção do canavial: eficiência no controle de plantas daninhas”, o encontro foi promovido pela Crop e pela Nortox, com apoio da Asplan, reunindo produtores de cana, representantes de usinas, agrônomos, técnicos e profissionais ligados ao setor.
Na abertura do evento, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da parceria entre a entidade e a Crop, ressaltando que a realização de eventos técnicos fortalece o setor ao aproximar os produtores das novas tecnologias e das melhores práticas de manejo. “Receber a Crop é como receber um amigo. Nossa parceria é de muitos anos e vocês são de Casa (Nonato e Neto Siqueira). A Asplan tem como missão levar conhecimento ao produtor e abrir espaço para iniciativas que contribuam para o fortalecimento da atividade canavieira. Tenho certeza de que todos sairão daqui levando muito aprendizado, porque o professor Renan faz uma palestra extremamente técnica, objetiva e, ao mesmo tempo, muito didática. Foi uma das melhores apresentações que assisti nos últimos tempos”, afirmou. José Inácio também aproveitou a ocasião para lembrar que o setor aguarda a liberação dos recursos da subvenção econômica concedida pelo Governo Federal aos produtores nordestinos.
Reconhecido nacionalmente por sua atuação na área de manejo de plantas daninhas, o professor Renan Cantalice conduziu uma palestra baseada em resultados de campo e experiências práticas. Ao longo da apresentação, o especialista demonstrou que o controle das plantas daninhas começa muito antes da aplicação dos herbicidas e depende, sobretudo, de planejamento, monitoramento permanente e tomada de decisão baseada em diagnóstico técnico. Segundo ele, um dos maiores erros é acreditar que existe uma solução única para todas as áreas. “Não existe receita pronta para o manejo de plantas daninhas. Cada propriedade possui características próprias de solo, clima, histórico da área e espécies infestantes. O produtor precisa caminhar na lavoura e conhecer seu canavial. Quanto maior o conhecimento da área, menores serão os erros e maiores serão os ganhos de produtividade”, explicou.
Renan destacou que o manejo eficiente reduz significativamente as perdas provocadas pela competição entre a cana e as plantas daninhas por água, luz e nutrientes, além de aumentar a vida útil do canavial. “O canavial dá lucro quando é longevo. Quanto menor a necessidade de renovação da lavoura, maior será a rentabilidade do produtor”, ressaltou. Durante a palestra, o pesquisador apresentou dados que evidenciam o impacto das infestações de plantas daninhas. Além da redução na produção de toneladas por hectare, ele explicou que as daninhas provocam aumento do consumo de fertilizantes, desperdício de nutrientes, desgaste dos equipamentos de colheita, dificuldades operacionais e favorecem a proliferação de pragas e doenças.
Renan chamou atenção para espécies como capim-colonião, gengibre, camalote, e outras que vêm ampliando sua presença nas áreas produtoras de cana no Nordeste. Segundo ele, muitas dessas espécies permanecem viáveis no solo por anos, formando um banco de sementes que compromete várias safras futuras quando o manejo não é realizado de forma correta. “O produtor precisa enxergar o manejo de plantas daninhas como investimento e não como custo. Tudo o que deixamos de controlar hoje pode representar perdas durante muitos anos”, enfatizou.
Outro ponto abordado pelo especialista foi a necessidade de integrar diferentes estratégias de controle, reunindo práticas mecânicas, químicas e monitoramento constante das áreas. Renan apresentou recomendações sobre dessecação pré-plantio, uso de herbicidas residuais, escolha das moléculas conforme o tipo de solo, técnicas de catação, época correta de aplicação, qualidade da água utilizada nas pulverizações, regulagem dos equipamentos e utilização de drones para monitoramento das lavouras. “O drone ajuda muito, mas ele não substitui a caminhada na lavoura. É preciso conhecer o campo, identificar corretamente os problemas e recomendar o manejo adequado para cada situação, lembrando que é importante que a estratégia de controle tenha amplo espectro”, observou.
O palestrante também alertou para a importância da qualidade da água utilizada nas pulverizações, explicando que águas contaminadas com argila, matéria orgânica ou excesso de minerais podem comprometer significativamente a eficiência dos herbicidas e também do cuidado com o preparo do material a ser aplicado. Ele falou ainda do custo-benefício do uso de alguns produtos, como o METSULFURON, PICLORAM, FLUROXIPIR P, TRICLOPIR Fe HEXAZINONA. E encerrou sua fala com a frase do renomado agrônomo e professor emérito da Colorado State University, Robert L. Zimdahl: ‘Plantas daninhas não são conscientes, mas parecem inteligentes”.
Representando a Nortox, o RTV Matheus Souza apresentou a trajetória da empresa, que completa 72 anos de atuação no mercado brasileiro, destacando sua contribuição para o desenvolvimento da agricultura nacional e o investimento contínuo em pesquisa e inovação. “A Nortox hoje tem 49 produtos registrados em fórmula e fábricas e 24 produtos registrados para serem lançados até 2030”, disse. O diretor da Crop, Angelo Siqueira, destacou a parceria que tem com empresas de adjuvantes,agradeceu o apoio da Asplan, elogiou a qualidade técnica da palestra do professor doutor e reiterou que a Crop tem à disposição dos produtores uma equipe especializada para orientação dos tratamentos.
Encerrando o encontro, o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, agradeceu a presença dos produtores, representantes das usinas e parceiros e destacou a qualidade técnica da apresentação. “Pela didática, que é muito peculiar em todas as suas apresentações, queremos agradecer ao professor Renan. Também agradecemos à Crop e à Nortox, que são parceiras da Asplan e estão sempre trazendo conhecimento e inovação para os nossos associados”, disse. Neto lembrou que o Departamento Técnico da Associação permanece à disposição dos produtores para prestar assistência, recomendações agronômicas, visitas técnicas e todo o suporte necessário para melhorar o desempenho das lavouras.

 

Angelo Siqueira, diretor da Crop
Diretor do Detec, Neto Siqueira, encerrou o evento
Momento de interação do público
Neto Siqueira, diretor do Detec da Asplan
Neto Siqueira, Raimundo Nonato, Angelo Siqueira (Crop) e Julio Barbosa
O encontro foi promovido pela Crop e pela Nortox, com apoio da Asplan, ,
O professor doutor Renan Cantalice (CECAUFAL) foi o palestrante
Palestra aconteceu no auditório da Asplan, em João Pessoa
Palestra foi promovida pela Crop e Nortox
Presidente da Asplan, José Inácio deu boas-vindas aos participantes
Produtores canavieiros e representantes de usinas participaram do evento
Promotores e participantes do evento
Proteção do canavial eficiência no controle de plantas daninhas foi o tema da palestra do professor Renan Cantalice
Um video institucional da Crop foi apresentado no encerramento do evento

Presidente da Sociedade Entomológica do Brasil visita biofábricas da Asplan e reforça parceria para o Siconbiol 2027

As biofábricas da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) receberam, no último dia 8 de julho, a visita técnica do presidente da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Angelo Pallini. A agenda fez parte da programação de preparação para o Simpósio Nacional de Controle Biológico (Siconbiol 2027), que será realizado em setembro do próximo ano, em João Pessoa, com expectativa de reunir cerca de 2 mil participantes, de mais de dez países.
Durante sua passagem pela Paraíba, Angelo Pallini cumpriu uma série de visitas técnicas aos principais locais que estarão envolvidos na realização do evento. Além de conhecer o Centro de Convenções da Paraíba, onde acontecerá o simpósio, ele esteve na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Sítio São José e na Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Asplan, onde funciona a produção dos bioinsumos Cotesia flavipes (vespas) e Metarhizium anisopliae (fungos) utilizados pelos produtores associados no combate a broca-comum (Diatraea spp) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata).
Na Estação Experimental, o presidente da SEB conheceu de perto o trabalho desenvolvido nas biofábricas, conversou com a equipe técnica e acompanhou todo o processo de produção dos agentes biológicos utilizados no manejo sustentável da cultura da cana-de-açúcar. A visita também serviu para fortalecer a parceria institucional entre a Sociedade Entomológica do Brasil e a Asplan na organização do Siconbiol 2027.
A visita foi acompanhada pelo biólogo e doutor em Agronomia Roberto Balbino, responsável por apresentar as atividades desenvolvidas na estação experimental, destacando os investimentos da Asplan na produção de bioinsumos e na difusão de tecnologias sustentáveis voltadas aos produtores paraibanos.
Ao final da visita, Angelo Pallini elogiou o trabalho realizado pela associação e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da agricultura sustentável no Brasil. “Fiquei muito impressionado com a estrutura e, principalmente, com o compromisso da Asplan em investir na produção de bioinsumos. Manter biofábricas próprias e disponibilizar esses insumos aos produtores é uma iniciativa extremamente positiva, que demonstra visão de futuro e compromisso com uma agricultura mais sustentável, eficiente e ambientalmente responsável. A diretoria da Asplan está de parabéns por acreditar no controle biológico e por transformar essa tecnologia em benefício direto para seus associados”, afirmou o presidente da Sociedade Entomológica do Brasil.
O Diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, destaca que a visita representa o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido na Estação Experimental de Camaratuba. “A cada ano, nos consolidamos como referência na produção de bioinsumos e no incentivo ao controle biológico como ferramenta para aumentar a produtividade com sustentabilidade, beneficiando diretamente os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba e de outros estados que adquirem os insumos a preços bem competitivos”, destaca o diretor, lembrando que os associados da entidade recebem os insumos gratuitamente.

Roberto Balbino foi quem conduziu as explicações
O presidente da Sociedade Entomológica do Brasil, Angelo Pallini observando uma das etapas da produção de bioinsumo
As biofábricas da Asplan produzem Cotesia flavipes (vespas) e Metarhizium anisopliae (fungos)
Angelo Pallini conheceu todas as etapas de produção dos insumos na estação de Camaratuba
Angelo Pallini com a equipe da Estação de Camaratuba onde funcionam as biofábricas