Asplan
Valor agregado da cana-de-açúcar deve pautar próximas discussões do setor sucroenergético afirma presidente da Asplan
Durante décadas, os principais debates da cadeia sucroenergética estiveram concentrados na produtividade agrícola e no Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que baliza a remuneração da matéria-prima e influencia diretamente a relação entre produtores e indústrias. Embora essas discussões continuem relevantes, especialistas e lideranças do setor já apontam para uma nova agenda estratégica: o reconhecimento do valor agregado gerado pela cana-de-açúcar além do ATR. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse debate é legítimo e acompanha uma reivindicação histórica dos produtores canavieiros. “Os produtores sempre reconheceram a importância dos investimentos realizados pela indústria em tecnologia, certificações, logística e inovação. No entanto, é preciso lembrar que toda essa cadeia de valor continua tendo origem na cana-de-açúcar produzida no campo”, diz.
O dirigente canavieiro lembra que a evolução tecnológica e a diversificação das atividades industriais transformaram a cana em uma matéria-prima capaz de gerar muito mais do que açúcar e etanol. “Atualmente, a cultura também está na origem da produção de energia elétrica a partir da biomassa, biogás, biometano, combustíveis renováveis e créditos ambientais, ampliando significativamente as oportunidades econômicas da cadeia produtiva”, reitera.
Nesse novo cenário, segundo José Inácio, ganha força uma reflexão sobre como os benefícios gerados por essas novas fontes de receita são reconhecidos e distribuídos entre os diferentes elos do setor. A discussão não se limita à produção agrícola ou à transformação industrial, mas alcança aspectos relacionados à participação dos agentes econômicos na construção do valor gerado pela cana. “O reconhecimento do valor agregado da cana, para além do ATR, é uma pauta antiga dos fornecedores e ganha ainda mais relevância diante das novas oportunidades econômicas que surgem com a bioenergia, o biogás, o biometano e os créditos ambientais”, afirmou.
A maturidade do setor, de acordo com José Inácio, exige a construção de mecanismos que considerem a evolução do mercado e permitam uma análise mais ampla sobre a geração de riqueza ao longo da cadeia produtiva. “Não se trata de discutir quem tem mais mérito, mas de buscar instrumentos modernos que reconheçam adequadamente o valor, os investimentos e os riscos assumidos por cada elo desta cadeia. À medida que a cana passa a gerar novos produtos e novas receitas, é natural que os produtores defendam uma participação mais alinhada com essa realidade. Essa é uma discussão estratégica para o futuro da atividade e para a sustentabilidade econômica de toda a cadeia sucroenergética”, finalizou.
Asplan celebra aniversário do diretor Oscar de Gouvêia com homenagens, emoção e reconhecimento
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realizou, nesta quinta-feira (11), uma homenagem especial ao diretor financeiro da entidade, Oscar de Gouvêa, em comemoração ao seu aniversário. A celebração aconteceu na sede da associação, em João Pessoa, e reuniu diretores, colaboradores, familiares e amigos em um momento marcado pela emoção, gratidão e reconhecimento à trajetória do homenageado.
Ao lado da esposa, Cecília, dos filhos e demais familiares, Oscar recebeu o carinho dos presentes e ouviu mensagens que destacaram sua dedicação à Asplan, sua força diante dos desafios da vida e a importância de sua atuação para o setor produtivo paraibano, especialmente, o canavieiro. Antes das falas foi apresentado um vídeo com uma retrospectiva da vida do aniversariante em momentos desde a infância até os dias atuais.
Durante a homenagem, o vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, ressaltou a coragem e a determinação do aniversariante, que há alguns anos enfrenta um tratamento contra o câncer sem perder o entusiasmo pela vida e a disposição para o trabalho. “Oscar é um exemplo de fortaleza, fé e superação. Mesmo diante das adversidades impostas por essa ‘pesada cruz’, ele segue firme, participativo e sempre disposto a contribuir. Sua postura inspira todos nós e demonstra a grandeza do ser humano que ele é”, afirmou.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, também prestou homenagem ao amigo, destacando a longa convivência e a relação construída ao longo de décadas. “Tenho a felicidade de compartilhar com Oscar uma amizade de muitos anos. É uma pessoa íntegra, leal e que construiu uma história de respeito por onde passou. Hoje celebramos não apenas mais um ano de vida, mas uma trajetória marcada por valores que servem de exemplo para todos nós”, declarou.
Já o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, enfatizou a relevância de Oscar para a entidade e sua contribuição diária para o fortalecimento da associação. “A presença de Oscar na Asplan é motivo de segurança e confiança para todos nós. Sua experiência, compromisso e dedicação fazem a diferença no dia a dia da instituição. É um profissional respeitado e um amigo querido, que merece todo o nosso reconhecimento e gratidão nesta data tão especial”, destacou.
Emocionado, Oscar agradeceu as homenagens recebidas e o carinho demonstrado pelos colegas, amigos e familiares. “Quero deixar um legado de trabalho para a Asplan que tem profissionais muito competentes. Aqui não é só trabalho, é irmandade”, disse. A celebração foi encerrada com um momento de confraternização, marcado por abraços, palavras de afeto e votos de saúde, felicidade e muitos anos de vida.













Veto ao projeto de manutenção de benefícios sociais para trabalhadores safristas com contratos temporários é um equívoco diz Asplan
O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) 715/2023, que assegurava aos trabalhadores safristas a continuidade do recebimento de benefícios sociais durante o período de contratação temporária nas safras agrícolas, recebeu duras críticas do setor produtivo nacional. Na Paraíba, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan), José Inácio de Morais, disse que o veto integral a proposta é um grande equívoco do governo e que a medida dificulta, ainda mais, a contratação de mão de obra para atividades sazonais no campo.
“Infelizmente, o veto mantém uma realidade que já enfrentamos há anos. Grande parte da escassez de trabalhadores no campo ocorre porque muitos não querem assinar a carteira de trabalho durante a safra por receio de perder benefícios sociais, como o Bolsa Família. O projeto não representava uma mudança radical na legislação, mas uma alternativa inteligente para conciliar a proteção social do trabalhador com a necessidade de geração de emprego formal no meio rural”, afirmou.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (11), como Despacho do Presidente da República encaminhada ao presidente do Senado Federal. A proposta alterava a legislação para excluir a remuneração obtida em contratos de safra do cálculo da renda familiar mensal utilizada como critério para concessão e manutenção de programas sociais do Governo Federal. Na prática, a medida permitiria que trabalhadores rurais contratados temporariamente para atividades sazonais, como a colheita da cana-de-açúcar, não perdessem benefícios como o Bolsa Família durante o período de trabalho.
O veto é um balde de água fria nas expectativas do setor produtivo que já dava como certo a sanção da proposta pelo presidente. “Estamos falando de contratos temporários, que duram apenas o período da safra. O trabalhador teria a oportunidade de complementar sua renda de forma legal, com todos os direitos trabalhistas garantidos, sem o temor de perder o benefício social que sustenta sua família durante o restante do ano, no período da entressafra. Ao mesmo tempo, os produtores teriam mais facilidade para contratar mão de obra formalizada. Era uma medida de equilíbrio, capaz de gerar ganhos para ambos os lados, por isso não entendemos as razoes do veto”, acrescentou.
Agora, o veto presidencial será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta de deputados e senadores. Caso o veto seja rejeitado pela maioria absoluta das duas Casas, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor. Segundo as razões apresentadas no despacho presidencial, o projeto foi vetado por inconstitucionalidade e por contrariar o interesse público. Os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento e Assistência Social argumentaram que a proposta criaria despesa obrigatória de caráter continuado sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro, além de não indicar a fonte de custeio nem demonstrar compatibilidade com as metas fiscais.
ASPLAN será homenageada com Comenda Verde da ALPB por atuação em defesa da sustentabilidade e das energias renováveis
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) será homenageada pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) com a Comenda Verde, honraria destinada a reconhecer personalidades e instituições que se destacam por ações voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. A homenagem está prevista no Projeto de Resolução nº 775/2026, de autoria do deputado estadual Tovar Correia Lima. A data de entrega da comenda ainda mão foi definida.
A iniciativa reconhece a relevante contribuição da Asplan para o fortalecimento de uma produção sustentável, a defesa do meio ambiente e a promoção das energias renováveis no Estado. Na justificativa do projeto, o parlamentar destaca o papel estratégico desempenhado pela entidade na valorização do setor sucroenergético paraibano, especialmente por meio do incentivo à produção de biocombustíveis e da defesa de políticas públicas voltadas à sustentabilidade.
Fundada há quase sete décadas, a Asplan atua na representação dos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba, promovendo ações em defesa da modernização do campo, da inovação tecnológica e do desenvolvimento econômico sustentável. A entidade também tem sido uma importante voz na discussão sobre a transição energética, tema que ocupa posição de destaque no cenário mundial diante da necessidade de reduzir as emissões de carbono e ampliar o uso de fontes limpas de energia.
De acordo com o autor da proposta, deputado Tovar Correia Lima, a cadeia produtiva da cana-de-açúcar exerce papel fundamental nesse processo, tendo o etanol como uma das principais alternativas aos combustíveis fósseis. “A concessão da Comenda Verde à Asplan é um reconhecimento justo a uma instituição que há décadas contribui para o desenvolvimento da Paraíba. A entidade desempenha um papel fundamental na defesa dos produtores canavieiros, representantes da maior cultura regional e, que promovem práticas que conciliam crescimento econômico e responsabilidade ambiental. Em um momento em que o mundo discute a transição energética e a necessidade de ampliar o uso de fontes renováveis, a Asplan se destaca pelo incentivo à bioenergia e aos biocombustíveis, setores que colocam a Paraíba em sintonia com os desafios e oportunidades do futuro”, afirmou.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a homenagem representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela entidade e pelos produtores canavieiros que atuam diariamente no campo. “Recebemos essa homenagem com muita gratidão e senso de responsabilidade. A Comenda Verde simboliza o reconhecimento do esforço dos produtores de cana da Paraíba, que vêm demonstrando que é possível produzir com responsabilidade ambiental, investir em sustentabilidade e contribuir para a geração de energia limpa. Divido essa honraria com todos os associados, colaboradores e parceiros que acreditam na força do setor sucroenergético como instrumento de desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, afirmou.
Ainda segundo José Inácio, a distinção reforça a importância do setor canavieiro para o presente e o futuro da economia verde brasileira. “A cana-de-açúcar é uma cultura que oferece soluções concretas para os desafios da transição energética. O reconhecimento da Assembleia Legislativa nos estimula a continuar defendendo políticas públicas que fortaleçam os biocombustíveis, a inovação no campo e a sustentabilidade como pilares do desenvolvimento”, finalizou.
Asplan apoia pelo segundo ano consecutivo realização do Simpósio Trânsito e Trauma que será realizado em João Pessoa
A programação oficial do Simpósio Trânsito e Trauma II foi divulgada e promete reunir profissionais e estudantes de Medicina, numa troca de experiências e debates sobre atendimento em situações de urgência e emergência. O evento será realizado em João Pessoa, no próximo sábado (30), no auditório master da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), apoiadora da iniciativa desde sua primeira versão no ano passado. “A Asplan também cumpre seu papel social quando apoia eventos desta natureza que ajudam a melhorar a formação de estudantes de Medicina cedendo nosso espaço para disseminação de conhecimento”, destaca o presidente da entidade, José Inácio de Morais.
Com uma programação abrangente, o simpósio contará com palestras sobre fraturas, traumatismos, manejo do choque e atualizações no protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), temas considerados fundamentais para quem atua na linha de frente do atendimento ao trauma.
A proposta do evento é proporcionar conhecimento técnico e aprofundamento em uma das áreas mais desafiadoras da medicina e da assistência em saúde, promovendo discussões práticas e atuais sobre o atendimento rápido e eficiente às vítimas de acidentes e outras ocorrências traumáticas. A expectativa da organização é reunir um público expressivo para um dia marcado pelo aprendizado, networking e fortalecimento da qualificação profissional no atendimento de urgência e emergência.
“Eventos como este simpósio são de extrema importância para nós, estudantes de Medicina. Além de ampliarmos nosso conhecimento em diversas áreas, temos a oportunidade de acessar conteúdos e temas que muitas vezes não fazem parte da grade curricular da faculdade. Somado a isso, o evento proporciona um excelente networking, permitindo interações com estudantes de diferentes períodos e com profissionais renomados”, afirma a estudante de Medicina e vice-presidente da Liga Acadêmica de Neuroanatomia Clínica e Cirúrgica – Linacc e uma das organizadoras do evento, Mariana Américo, que é filha de uma das diretoras da Asplan, a produtora Ana Claudia Tavares. Para participar é preciso fazer inscrição. O formulário está nas bios @linaccpb, @liatopb e @lacinpb.
Projeto que desburocratiza contratação de trabalhadores rurais segue para sanção presidencial e anima produtores canavieiros da Paraíba
Um projeto de lei que busca estimular a contratação de trabalhadores rurais temporários para atividades de plantio e colheita foi aprovado pelo Congresso Nacional e agora segue para sanção presidencial. O PL 715/2023 pretende facilitar a oferta de mão de obra no campo sem comprometer o acesso dos trabalhadores a programas sociais. Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a expectativa pela sanção da matéria é muito boa. “É uma medida que beneficia quem trabalha e quem emprega. O trabalhador porque não perde os benefícios sociais e o empregador porque resolve a questão da escassez da mão de obra, então não tem porque o presidente não sancionar a medida”, destaca.
De autoria do deputado federal Zé Vítor, o texto foi aprovado na última terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados. No Senado Federal, a proposta teve como relator o senador Jaime Bagattoli e foi aprovada no final do ano passado. A principal mudança prevista no projeto é a retirada da remuneração obtida em contratos de safra do cálculo da renda familiar utilizada para manutenção de benefícios sociais, como o Bolsa Família. Com isso, trabalhadores temporários poderão aceitar atividades sazonais no campo sem o receio de perder os benefícios sociais dos quais já são beneficiários.
A proposta atende a uma demanda antiga do setor agropecuário, especialmente em regiões produtoras que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores em períodos de maior necessidade de mão de obra. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reitera que o projeto representa um avanço importante para reduzir a escassez de trabalhadores no meio rural. “Essa proposta cria um ambiente mais favorável para que o trabalhador possa aceitar o serviço temporário sem medo de perder o benefício social. É um caminho importante para ajudar a resolver a falta de mão de obra no campo, problema que vem afetando diversos setores, especialmente o corte de cana, onde está cada vez mais difícil encontrar trabalhadores”, destacou o dirigente.
O setor sucroenergético, segundo José Inácio, tem enfrentado nos últimos anos dificuldades cada vez mais crescentes para contratação de mão de obra durante os períodos de safra, sobretudo para atividades de corte de cana e operações agrícolas que demandam maior contingente de trabalhadores. Com a sanção presidencial, a expectativa do setor é que a nova regra incentive mais trabalhadores a aceitarem contratos temporários no campo, contribuindo para garantir a continuidade das atividades agrícolas e reduzir os impactos da falta de mão de obra nas safras.
Nova resolução do CMN destrava crédito rural e traz mais segurança aos produtores
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está orientando seus associados sobre as mudanças aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nas regras ambientais aplicadas à concessão de crédito rural. A nova regulamentação, oficializada por meio da Resolução CMN nº 5.303, publicada no último dia 12,suspende temporariamente exigências que vinham dificultando o acesso de produtores rurais ao financiamento bancário, especialmente por conta de análises socioambientais realizadas com base em imagens de satélite.
A decisão altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), relacionados à verificação de supressão de vegetação nativa em imóveis rurais. Na prática, os bancos deixam de realizar, neste momento, consultas automáticas baseadas nos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/INPE), mecanismo que vinha gerando notificações e bloqueios em processos de financiamento rural.
Segundo o Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan e responsável técnico pelos projetos, Alfredo Nogueira, muitos associados estavam enfrentando dificuldades para aprovação de crédito devido a inconsistências nas análises ambientais realizadas por imagens de satélite, sobretudo após a ampliação do uso do sistema Prodes, implantado recentemente no processo de avaliação socioambiental das instituições financeiras. “Essa decisão traz mais equilíbrio e razoabilidade ao processo de concessão de crédito rural. O sistema vinha apresentando muitos apontamentos equivocados, gerando insegurança e travando financiamentos de produtores que, muitas vezes, estavam totalmente regulares”, destacou Alfredo, explicando que a suspensão da exigência representa um avanço importante para o setor produtivo.
“Foi uma decisão extremamente positiva porque evita prejuízos imediatos aos produtores e dá mais tempo para adequação dos procedimentos técnicos e ambientais. Isso beneficia diretamente os nossos associados e todo o setor produtivo paraibano”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais Andrade, que também exaltou a importância da decisão do CMN principalmente no sentido institucional que garante mais segurança jurídica ao produtor rural. “Essa medida corrige uma distorção que estava penalizando produtores sérios e comprometidos com a legislação ambiental. Muitos associados estavam encontrando enormes dificuldades para acessar crédito por conta de análises automatizadas que nem sempre refletiam a realidade das propriedades”, argumenta.
Ainda segundo o dirigente canavieiro, o crédito rural é essencial para manter a produção, gerar emprego e fortalecer a economia do campo e essa nova resolução traz mais previsibilidade e tranquilidade para os produtores, principalmente, num momento em que todos estão precisando recorrer aos créditos bancários para continuar na atividade depois de uma safra com muitos desafios e preços defasados. Com a nova resolução, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu um cronograma escalonado para aplicação das exigências ambientais. As verificações passam a valer apenas a partir de janeiro de 2027 para imóveis rurais acima de 15 módulos fiscais; julho de 2027 para imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais e janeiro de 2028 para imóveis de até 4 módulos fiscais. A norma também amplia os documentos aceitos para comprovação de regularidade ambiental, incluindo Termo de Compromisso Ambiental e outros atos equivalentes à autorização de supressão vegetal.
Agro+ reúne especialistas e produtores para debater inovação e desempenho de pneus no setor agrícola
A sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi palco, na manhã desta quarta-feira (2), do Agro+, evento técnico que reuniu representantes da HC Pneus, Titan e Goodyear, além de fornecedores de cana, gestores de usinas, técnicos e profissionais ligados ao agronegócio paraibano. O encontro teve como foco apresentar novas tecnologias, tendências do mercado e soluções em pneus agrícolas e industriais. Na abertura do evento, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destacou a resiliência do setor sucroenergético nordestino, mesmo diante das crises econômicas e políticas que afetam o país. Ele ressaltou que a Paraíba continua mantendo sua produção agrícola graças à permanência de grupos empresariais e produtores que seguem acreditando na força da atividade rural da região.
“O Nordeste continua mostrando sua força. A Paraíba foi o único estado do Nordeste que não perdeu produção no setor canavieiro. Isso se deve à resistência dos fornecedores e dos grupos empresariais que acreditaram e permaneceram investindo aqui”, afirmou. O dirigente também defendeu uma maior aproximação entre fabricantes, distribuidores e produtores rurais, ressaltando que a escolha do pneu adequado deve considerar as condições específicas de cada operação agrícola. “Mais importante do que preço é orientação técnica. Existem pneus que performam muito bem em determinadas condições e outros que não se adaptam ao terreno, à lama, à pedra ou ao tipo de operação. Esses encontros são fundamentais justamente para orientar melhor o produtor adquirir produtos que agreguem valor ao seu negócio”, observou.
Durante o Agro+, foram apresentadas soluções voltadas ao segmento agrícola, destacando investimentos em pesquisa, desenvolvimento e novas tecnologias para pneus de tratores, máquinas agrícolas e equipamentos de operação severa. O consultor da Titan para as regiões Norte e Nordeste, Carlos Frederico, explicou que o mercado agrícola passa por um processo acelerado de modernização, acompanhando a evolução dos equipamentos utilizados no campo. Segundo ele, tratores de alta potência e novas tecnologias exigem pneus mais resistentes, eficientes e adaptados às diferentes realidades operacionais do país. “O mercado mudou muito. Hoje, os equipamentos saem de fábrica cada vez mais tecnológicos e os pneus acompanham essa evolução. Estamos investindo em produtos com maior resistência, menor compactação do solo, melhor tração e maior eficiência operacional”, explicou.
Ele destacou ainda tecnologias como pneus radiais, sistemas de reforço estrutural, talões duplos, compostos especiais para terrenos severos e soluções desenvolvidas especificamente para operações agrícolas. Os participantes também conheceram tecnologias como o sistema LSW (Low Sidewall Technology), que proporciona maior estabilidade, melhor distribuição de peso, redução da compactação do solo e ganho de eficiência operacional em tratores de alta potência.
Outro tema debatido durante o evento foi o impacto da alta nos custos industriais para o setor de pneus. Representantes da HC Pneus e da Titan alertaram para os efeitos do aumento dos preços de matérias-primas, especialmente da borracha sintética importada da Ásia. O supervisor de Vendas Atacado Paraíba da HC Pneus, Marcelo França, destacou que a cadeia produtiva global vem sofrendo impactos diretos das tensões internacionais e do aumento dos custos logísticos. “A borracha sintética teve aumento expressivo nos últimos meses, além de outros insumos utilizados na fabricação dos pneus. Isso acaba impactando toda a cadeia produtiva e inevitavelmente chega ao mercado”, explicou. Marcelo também ressaltou a importância da parceria entre fabricantes, distribuidores e o setor sucroenergético para garantir soluções adequadas às necessidades das usinas e produtores. “A Paraíba sempre foi uma referência para nós no Nordeste pela participação e interesse técnico do setor. Esses encontros fortalecem relacionamentos, aproximam as empresas e ajudam na troca de conhecimento”, afirmou.
Carlos Frederico, consultor Titan da Região Norte/Nordeste, apresentou novidades voltadas ao mercado brasileiro, incluindo o fortalecimento da marca Cooper no segmento de pneus para caminhões e operações severas. Durante as apresentações, foram detalhados novos modelos voltados para transporte misto, operações em terrenos irregulares e aplicações de alta resistência, com foco em durabilidade, recapagem e redução de custos operacionais. Ele destacou ainda os investimentos em inovação, tecnologia industrial e centros de desenvolvimento, além da expansão da atuação da marca Cooper no Brasil após sua incorporação ao grupo Goodyear.
O Agro+, escolhido esse ano para ser realizado na Paraíba, consolida-se como um espaço estratégico para atualização técnica, networking e integração entre fabricantes, distribuidores e produtores rurais. Além das apresentações técnicas, houve dois momentos de confraternização no evento. O primeiro com as boas-vindas com um coffee break e no final um almoço para todos os participantes servido no hall social da Asplan. Além disso, foi distribuído com todos os presentes kits institucionais e sorteado brindes. No final, o presidente José Inácio reiterou que a Asplan estará sempre de portas abertas para realização de eventos que ajudem o produtor, de alguma forma, a gerir melhor o seu negócio.












Dib Nunes Júnior destaca força e transformação tecnológica do setor sucroenergético durante seminário da STAB, em Recife
O presidente e fundador do Grupo IDEA, Dib Nunes Júnior, ministrou nesta terça-feira (19), em Recife, a palestra de abertura do 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar, promovido pela STAB Regional Setentrional, na sede da AFCP. Ele discorreu sobre o tema “Um overview sobre o setor sucroenergético do Brasil e suas novas tecnologias”. Em uma apresentação marcada por análises técnicas e econômicas, Dib destacou a dimensão estratégica do setor sucroenergético brasileiro no cenário mundial, ressaltando a capacidade de produção, exportação e inovação tecnológica da cadeia produtiva da cana-de-açúcar.
Segundo ele, o Brasil deverá colher cerca de 675 milhões de toneladas de cana nesta safra, mantendo uma estrutura sólida mesmo diante das crises enfrentadas ao longo das últimas décadas. “Esse patrimônio não se desfez apesar de tudo o que já aconteceu no setor. Nós temos 9,1 milhões de hectares de área colhida e somos responsáveis por 59% das exportações mundiais de açúcar. Esse número só cresce porque a população mundial cresce e consome mais. E apenas o Brasil tem condições de atender esse aumento da demanda”, afirmou.
Dib destacou ainda a relevância econômica da atividade para o país. De acordo com ele, mesmo em um ano de preços internacionais considerados baixos, o setor gerou cerca de 14 bilhões de dólares em exportações. “Se o preço dessa commodity estivesse melhor, teríamos faturado algo em torno de 18 bilhões de dólares. Isso mostra a pujança do setor. Quem precisa de açúcar no mundo tem que comprar do Brasil”, ressaltou.
O especialista também enfatizou a força do mercado interno de etanol, lembrando que o país possui uma frota flex correspondente a 77% dos veículos de passeio e mais de 45 mil postos de abastecimento, fatores que garantem competitividade e capacidade de absorção da produção nacional. Outro ponto destacado foi a flexibilidade industrial das usinas brasileiras, capazes de direcionar até 65% da cana tanto para produção de açúcar quanto de etanol, conforme as condições de mercado.
Durante a palestra, Dib Nunes Júnior reforçou que o setor vive uma profunda transformação tecnológica, impulsionada pela automação, inovação e qualificação da mão de obra. “Hoje não se consegue administrar uma indústria sucroenergética sem especialização. Tudo está sendo automatizado e novas tecnologias estão transformando a gestão das empresas”, afirmou. Ele também chamou atenção para o potencial crescente da biomassa da cana-de-açúcar e dos chamados produtos do futuro, como etanol de segunda geração, biometano, biogás, plásticos biodegradáveis e aproveitamento industrial do bagaço. “O bagaço vai virar ouro. Há usos extraordinários surgindo para a fibra da cana. O etanol 2G, o biometano, o biogás e os materiais biodegradáveis são caminhos sem volta”, destacou.
Outro aspecto enfatizado foi a sustentabilidade ambiental do setor. Segundo Dib, a cadeia sucroenergética brasileira é referência em preservação ambiental, reaproveitamento de resíduos orgânicos e uso racional do solo. “Nós sequestramos carbono, reaproveitamos resíduos, preservamos mananciais e fazemos uso racional da terra. Hoje, poucas atividades têm o nível de sustentabilidade que o setor sucroenergético possui”, afirmou.
Apesar dos avanços e oportunidades, o fundador do Grupo IDEA alertou para os desafios enfrentados atualmente pela atividade, especialmente relacionados à queda da produtividade agrícola, juros elevados, alto endividamento das empresas e dificuldade de acesso ao crédito. Ele apresentou dados mostrando que a produtividade média brasileira caiu nos últimos 15 anos, reduzindo cerca de 12 toneladas por hectare em comparação aos melhores períodos históricos. “Quanto menor a produtividade, maior o custo de produção. E hoje o setor precisa urgentemente recuperar competitividade”, alertou.
Segundo Dib, muitas usinas seguem operando sob forte pressão financeira, agravada pelos juros altos e pelos reflexos de políticas públicas adotadas em anos anteriores. Ao encerrar a palestra, o especialista defendeu que o caminho para superar os desafios passa obrigatoriamente pelo aumento da produtividade, gestão eficiente e adoção de novas tecnologias. “Como enfrentamos o aumento dos custos? Com tecnologia, produtividade, gestão e competitividade. Esse é o caminho para manter o setor forte e sustentável”, concluiu.
Presidente e vice-presidente da Asplan prestigiam abertura do 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar em Recife
Teve início nesta terça-feira (19), em Recife, o 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar, promovido pela STAB Regional Setentrional, reunindo produtores, pesquisadores, técnicos, empresários e representantes do setor sucroenergético nordestino. O evento acontece até o dia 21 de maio, na sede da AFCP, consolidando-se como um dos principais fóruns de debate técnico e científico da cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste. O presidente e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais e Pedro Campos Neto prestigiaram a abertura do evento.
A solenidade foi marcada por discursos que destacaram os desafios enfrentados pelo setor, mas também reforçaram a capacidade de reação, inovação e resiliência da atividade canavieira diante das mudanças de mercado, políticas públicas e novas demandas energéticas. O presidente da STAB Regional Setentrional, Djalma Euzébio, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou o papel da entidade na difusão de conhecimento e tecnologias para o setor. “Mais uma vez o pessoal das empresas aqui do Nordeste está vindo apresentar inovações, novas tecnologias e discutir durante esses três dias com a gente. A STAB está cumprindo seu papel, trazendo eventos que buscam contribuir com todos os segmentos que fazem o setor em Pernambuco e no Nordeste”, afirmou.
O presidente da Asplan, José Inácio, fez um discurso emocionado ao reconhecer o trabalho dos profissionais que permanecem atuando e pesquisando em defesa do setor mesmo em períodos adversos. “Vivemos momentos difíceis, políticos, de saúde, pandemia, mas o pessoal segue firme no campo, estudando, pesquisando e buscando soluções. Isso é salutar”, afirmou. José Inácio também alertou para os desafios impostos pela concorrência do etanol de milho e pelas políticas públicas, mas defendeu a união do setor. “A luta é grande, mas unidos haveremos de vencer”, concluiu.
Já o vice-presidente da Asplan e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, destacou que, apesar do atual cenário desafiador, o setor vive um momento de transformação e oportunidades ligadas à transição energética. Segundo ele, o avanço do combustível sustentável de aviação e do Bio bunker abrem novas perspectivas para o mercado sucroenergético brasileiro. “O Bio bunker está muito mais perto do que imaginávamos. O que a gente vê hoje é uma realidade de três, quatro, no máximo cinco anos interferindo diretamente no consumo e na produção”, afirmou. Pedro também comentou sobre a expectativa de aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, medida que poderá representar incremento de cerca de 1 bilhão de litros no consumo nacional. Ainda assim, lembrou que o país possui excedente produtivo estimado em 4 bilhões de litros nesta safra.
Para ele, eventos como o seminário da STAB são fundamentais para garantir competitividade dentro da porteira. “O mercado não depende da gente, mas da porteira para dentro depende. Aqui está quem vive e desenvolve tecnologia no dia a dia das usinas e das fazendas”, ressaltou, citando avanços em áreas como drones, plantio e colheita mecanizada.
A cerimônia de abertura também contou com a participação da reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena, que emocionou os presentes ao compartilhar sua história de vida ligada ao setor canavieiro. Filha de cortador de cana da Mata Sul pernambucana, ela destacou a importância da educação como instrumento de transformação social. “Se não fosse a cana-de-açúcar, certamente eu não estaria aqui hoje. Foi através do suor e do trabalho do meu pai que tivemos acesso à educação”, declarou. A reitora também enfatizou a capacidade histórica de resistência do setor sucroenergético diante das crises. “A cana-de-açúcar entorta, mas não quebra. Ela enfrenta as crises, se levanta e segue em frente”, afirmou, ressaltando o papel das universidades no desenvolvimento de inovações tecnológicas capazes de fortalecer a atividade.
Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar e Paulo Reis, vice-presidente da AFCP, também prestigiaram a abertura, entre outras autoridades. O presidente da AFCP, Alexandre Lima chegou no final da solenidade e saudou a todos. Ao longo dos três dias, o seminário contará com palestras técnicas, apresentações científicas, debates e exposição de tecnologias voltadas para o aumento da produtividade, sustentabilidade e eficiência do setor sucroenergético nordestino.





















