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Setor canavieiro do Nordeste reforça pleito por subvenção em reunião com Hugo Motta, em João Pessoa
Uma reunião realizada nesta sexta-feira (8), em João Pessoa, reforçou uma das pautas mais urgentes para o setor canavieiro do Nordeste: a autorização o pagamento da subvenção aos fornecedores de cana. E a boa notícia é que o pleito deve ser incluído no projeto de lei dos combustíveis que o governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional e que deverá ser votado ainda em maio.
O encontro reuniu representantes do segmento com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que sinalizou apoio ao pleito e informou que vai trabalhar para que a proposta seja incorporada ao texto do projeto. O parlamentar também adiantou a intenção de colocar a matéria em votação até o fim deste mês. “Conheço a necessidade do setor e reconheço a importância desta ajuda”, disse Motta, prometendo empenho em aprová-la.
A sinalização foi recebida com expectativa pelo setor, que atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A subvenção é considerada estratégica para garantir fôlego financeiro aos fornecedores de cana, especialmente diante dos últimos desafios enfrentados pela atividade em função do tarifaço dos EUA, da baixa remuneração e dos altos custos de produção.
Participaram da reunião o presidente da Asplan, José Inácio; o presidente da AFCP, Alexandre Lima; e o presidente da Unida e vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto. Para José Inácio, o apoio de Hugo Motta representa um passo importante para o fortalecimento da mobilização em defesa dos produtores. “Recebemos com muita satisfação o posicionamento do deputado Hugo Motta. Ele demonstrou sensibilidade com a realidade enfrentada pelos fornecedores de cana do Nordeste e assumiu um compromisso importante com o setor. Esse apoio é fundamental para que possamos avançar em uma pauta que hoje é vital para a sobrevivência de milhares de produtores, principalmente os pequenos e médios que são a maioria dos produtores de cana do Nordeste”, afirmou o presidente da Asplan.
A articulação reforça a união das entidades representativas do setor em torno de uma medida considerada essencial para amenizar os impactos da crise e preservar a atividade canavieira, que tem papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região Nordeste.
Asplan acompanhou audiência na ALPB que debateu PEC 221/2019 e encaminhou documento para relator destacando preocupações do setor
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) acompanhou a realização da audiência pública da Câmara Federal, na manhã desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa, em João Pessoa. Essa foi a primeira audiência promovida no país para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. O vice-presidente da associação, Pedro Campos Neto, representou o presidente José Inácio. Ainda representaram a entidade o assessor jurídico, José Lindomar, o diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, e a diretora, Ana Cláudia Tavares. No final, a Asplan encaminhou um documento ao relator da proposta, deputado Leo Prates, também presente a audiência, onde elenca os impactos da redução da jornada no setor produtivo.
No documento, a entidade destaca que a limitação da jornada pode gerar atrasos operacionais, impactando diretamente a qualidade da matéria-prima entregue às usinas – principalmente durante a colheita e no transporte da cana que exige agilidade para que a produção não pereça, além de um aumento estimado em 10% nos custos da mão de obra no campo, especialmente em atividades como plantio, tratos culturais e, principalmente, a colheita. “Nós não somos contra esse debate, mas entendemos que eventuais mudanças na legislação trabalhista devem ser avaliadas com muito critério levando, sobretudo, em consideração as particularidades de cada setor produtivo, incluindo previsão de regimes diferenciados para atividades contínuas e sazonais como a nossa”, disse Pedro Campos Neto.
Ainda segundo o dirigente canavieiro, estimativas indicam que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode demandar até 10% a mais de mão de obra, podendo ultrapassar 20% em cenários de jornadas reduzidas para 36 horas, impactando do campo à indústria todo o setor sucroenergético. “Quando há o aumento dos custos industriais, eles tendem a ser repassados ao longo da cadeia produtiva, reduzindo a competitividade do setor e afetando indiretamente o preço pago ao produtor, sobretudo na Região Nordeste onde a safra é mais curta e as condições de produção são mais desafiadoras”, reiterou Pedro Campos Neto.
Ao abrir a audiência, o deputado e presidente da Câmara, Hugo Motta, falou sobre o orgulho de poder ver esse debate se iniciar na Paraíba, destacando o prestígio e protagonismo do Estado, lembrou da importância que esse tema tem na vida de todos os brasileiros e da necessidade de ouvir os dois lados, ou seja, trabalhadores e empresários. “Enquanto Presidente da Câmara, nós tivemos a tramitação dessa proposta de emenda à Constituição ainda no início do ano. Quando tivemos a volta dos trabalhos no mês de fevereiro, nós decidimos despachar essa proposta para a Comissão de Constituição e Justiça e desde então estabelecer um cronograma de trabalho para que pudéssemos fazer finalmente a condução até a votação em plenário. A PEC, foi admitida por unanimidade na CCJ e imediatamente após essa etapa nós criamos a comissão especial e escolhemos dois parlamentares que têm conhecimento e compromisso com a pauta. O deputado Leo Prates e o deputado Reginaldo Lopes, que também está aqui presente, que foi o primeiro autor de uma proposta que emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho, ainda no ano de 2019”, disse.
Ainda segundo Hugo Motta, a decisão política de colocar essa matéria para tramitar é porque ela atende a expectativa de mais de 70% da população brasileira que quer discutir a redução da jornada de trabalho. “Desde o primeiro momento, defendo que esse debate seja feito com muito equilíbrio. Nós precisamos ouvir não só os representantes dos trabalhadores, mas também ouvir o setor público, o microempresário e quem emprega, por quê? Porque não adianta apenas decidir uma matéria tão importante como essa olhando só de um lado do balcão, olhando só por uma ótica”, reiterou.
O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também presente à audiência, disse que a posição do governo em relação a redução da jornada é muito clara. “O Brasil está preparado. A economia brasileira precisa desse debate da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A verdade é que o Brasil já trabalhou muito mais, trabalhando 60 horas, 52, 48 horas. Desde 1988, creio que nós estamos no melhor momento. Até porque há um chamado, um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres, em especial da juventude, que diz claramente: nós precisamos dar mais tempo para a família, nós precisamos dar mais tempo para as pessoas, para mim, para cuidar do filho, da saúde e para cuidar de mim próprio”, reiterou.













Asplan integra Comissão de Direito do Agronegócio da OAB-PB que foi criada para fortalecer segurança jurídica e defesa do produtor
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba), oficializou nesta terça-feira (5), em solenidade realizada no auditório da UNIESP, em João Pessoa, a criação da Comissão de Direito do Agronegócio da OAB-PB. A iniciativa marca um novo momento para a advocacia paraibana ao instituir um espaço permanente de debate, qualificação técnica e articulação institucional voltado às demandas do setor produtivo rural. E a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) tem representatividade na Comissão, com a Presidente, Caroline Feitosa de Albuquerque Santiago de Souza Rangel, que também é produtora associada e com o advogado da Asplan, José Lindomar Soares Júnior, que atuará como ouvidor. Sérgio Ricardo Gouveia Martins, outro associado da entidade, também integra a direção da Comissão na condição de Secretário Geral.
A proposta da nova comissão, explica Caroline Rangel, é fortalecer a advocacia especializada no agronegócio na Paraíba, atuando de forma estratégica em defesa do produtor rural, da livre iniciativa e da segurança jurídica no campo. “Mais do que uma atuação estritamente técnica, a comissão nasce com o propósito de aproximar o Direito da realidade prática do setor produtivo, promovendo diálogo direto com produtores, advogados, entidades de classe, universidades e órgãos públicos”, destaca.
Embora já exista em alguns estados brasileiros, a comissão ainda não está presente em todas as seccionais da OAB. Na Paraíba, sua criação é vista como um avanço institucional importante diante da crescente relevância econômica do agronegócio no estado e da necessidade de instrumentos jurídicos cada vez mais especializados para atender às demandas do campo.
A Presidente da comissão, reitera que a proposta é construir uma atuação prática, acessível e conectada com os desafios reais do setor. “Nosso objetivo é levar conhecimento jurídico qualificado ao produtor rural, ampliando a conscientização sobre direitos, deveres e instrumentos de proteção. Queremos construir uma ponte efetiva entre a advocacia e o setor produtivo, contribuindo para um ambiente de maior segurança jurídica, desenvolvimento sustentável e fortalecimento institucional do agronegócio paraibano”, afirmou.
Integrando a diretoria da comissão na função de ouvidor, o advogado da Asplan, José Lindomar Soares Júnior, ressaltou que a criação do colegiado representa um passo importante para o fortalecimento institucional da advocacia e do setor produtivo. “A comissão surge em um momento estratégico. O agronegócio exige segurança jurídica, atualização normativa e diálogo institucional permanente. Nosso papel será colaborar para que advogados e produtores tenham mais respaldo técnico, mais previsibilidade e melhores condições para enfrentar os desafios jurídicos que impactam diretamente a atividade rural”, pontuou.
Entre as principais frentes de atuação estão a promoção de eventos, cursos, oficinas, treinamentos e encontros técnicos com especialistas. A meta é criar uma base sólida de informação, atualização permanente e troca de experiências, ampliando o suporte à advocacia e aos agentes da cadeia produtiva rural. A comissão também entende que a segurança jurídica não se restringe às relações contratuais e empresariais do setor. A pauta inclui a defesa de um funcionamento mais eficiente das varas especializadas em Direito Agrário, tanto na capital quanto no interior, com estrutura adequada, magistrados capacitados e maior celeridade processual.
Além disso, o grupo pretende atuar no enfrentamento de entraves burocráticos que dificultam o andamento de processos e o acesso a serviços judiciários, bem como na defesa das prerrogativas da advocacia agrária, assegurando aos profissionais pleno acesso a informações, autos e despachos. Outro eixo relevante será a articulação política e institucional para o aperfeiçoamento legislativo, em diálogo com a Assembleia Legislativa da Paraíba e outras instituições, buscando atualizar normas e criar instrumentos que beneficiem tanto a advocacia quanto os jurisdicionados. A comissão também nasce com um olhar voltado à inclusão da advocacia do interior, assegurando que profissionais de todas as regiões do estado tenham participação ativa nos debates, acesso às mesmas oportunidades de capacitação e presença efetiva na construção das pautas prioritárias do setor.
Asplan e Banco do Nordeste discutem estratégias para melhorar acesso ao crédito para os associados
Nesta segunda-feira (4), a diretoria da Asplan se reuniu com representantes do Banco do Nordeste, na sede da entidade, em João Pessoa, para discutir alternativas que facilitem o acesso às linhas de crédito por produtores do setor sucroenergético. Pelo banco, participaram a gerente de negócios da superintendência, Patrícia Magalhães, e a agente de desenvolvimento, Carmem Duarte. Representando a Asplan, estiveram presentes o presidente José Inácio, o vice-presidente Raimundo Nonato, o diretor-técnico Neto Siqueira, a gerente administrativa Kiony Vieira, além do consultor financeiro Cristiano Aguiar, analista de crédito rural, Fernanda Vasconcelos e o Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira.
Durante a reunião, Patrícia Magalhaes, destacou que a instituição dispõe atualmente de algumas das melhores taxas de juros do mercado. No entanto, ressaltou que o principal desafio é garantir que esses recursos cheguem, de fato, a quem precisa. Segundo ela, o acesso ao crédito passa por linhas de custeio e também por investimentos na modernização do ambiente produtivo. Ainda de acordo com a gerente, entraves relacionados a licenças ambientais e à regularização de glebas têm dificultado a liberação de financiamentos. “Ficou acordado que vamos buscar diálogo com órgãos como a Sudema para tentar destravar esses gargalos. Muitas dessas questões são verificadas por meio de sensoriamento remoto, o que foge um pouco da nossa governança direta. Por isso, precisamos encontrar mecanismos que viabilizem soluções”, explicou.
O presidente da Asplan, José Inácio, reforçou que, apesar das condições atrativas oferecidas pelo banco, os produtores ainda enfrentam muitas dificuldades no acesso aos recursos. “O Banco do Nordeste tem, sem dúvida, as menores taxas de juros disponíveis, mas, ao mesmo tempo, encontramos grandes obstáculos no processo de liberação do crédito. Precisamos avançar na desburocratização para que esses recursos cumpram seu papel de fortalecer o setor produtivo”, pontuou.
Ao final do encontro, ficou definido que Asplan e Banco do Nordeste irão atuar de forma conjunta na interlocução com órgãos ambientais e demais instituições envolvidas, buscando soluções que facilitem o acesso ao crédito aos associados e impulsionem o desenvolvimento do setor canavieiro na região.





Asplan e Banco do Nordeste discutem estratégias para melhorar acesso ao crédito para os associados
Nesta segunda-feira (4), a diretoria da Asplan se reuniu com representantes do Banco do Nordeste, na sede da entidade, em João Pessoa, para discutir alternativas que facilitem o acesso às linhas de crédito por produtores do setor sucroenergético. Pelo banco, participaram a gerente de negócios da superintendência, Patrícia Magalhães, e a agente de desenvolvimento, Carmem Duarte. Representando a Asplan, estiveram presentes o presidente José Inácio, o vice-presidente Raimundo Nonato, o diretor-técnico Neto Siqueira, a gerente administrativa Kiony Vieira, além do consultor financeiro Cristiano Aguiar, analista de crédito rural, Fernanda Vasconcelos e o Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira.
Durante a reunião, Patrícia Magalhaes, destacou que a instituição dispõe atualmente de algumas das melhores taxas de juros do mercado. No entanto, ressaltou que o principal desafio é garantir que esses recursos cheguem, de fato, a quem precisa. Segundo ela, o acesso ao crédito passa por linhas de custeio e também por investimentos na modernização do ambiente produtivo. Ainda de acordo com a gerente, entraves relacionados a licenças ambientais e à regularização de glebas têm dificultado a liberação de financiamentos. “Ficou acordado que vamos buscar diálogo com órgãos como a Sudema para tentar destravar esses gargalos. Muitas dessas questões são verificadas por meio de sensoriamento remoto, o que foge um pouco da nossa governança direta. Por isso, precisamos encontrar mecanismos que viabilizem soluções”, explicou.
O presidente da Asplan, José Inácio, reforçou que, apesar das condições atrativas oferecidas pelo banco, os produtores ainda enfrentam muitas dificuldades no acesso aos recursos. “O Banco do Nordeste tem, sem dúvida, as menores taxas de juros disponíveis, mas, ao mesmo tempo, encontramos grandes obstáculos no processo de liberação do crédito. Precisamos avançar na desburocratização para que esses recursos cumpram seu papel de fortalecer o setor produtivo”, pontuou.
Ao final do encontro, ficou definido que Asplan e Banco do Nordeste irão atuar de forma conjunta na interlocução com órgãos ambientais e demais instituições envolvidas, buscando soluções que facilitem o acesso ao crédito aos associados e impulsionem o desenvolvimento do setor canavieiro na região.





Projeto de lei que propõe isenção temporária de IPVA para fornecedores de cana na Paraíba tem apoio da Asplan
Um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Wallber Virgolino, no último dia 23, propõe a concessão de isenção temporária do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos utilizados por fornecedores de cana-de-açúcar no estado. A medida, que tramita na Assembleia Legislativa da Paraíba, prevê o benefício para os exercícios de 2027 e 2028, além de alcançar parcelas vincendas referentes a 2026.
De acordo com o texto, a isenção será destinada a pessoas físicas ou jurídicas fornecedoras de cana que atendam a critérios específicos, como vínculo com associação de produtores sediada no estado, uso de veículos movidos a óleo diesel e aplicação direta na atividade agrícola. O projeto também estabelece o limite de até três veículos por contribuinte e exige cadastro ativo e adimplente junto à entidade representativa.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, elogiou a iniciativa e destacou a importância do projeto para o setor, principalmente, na atual conjuntura. “É uma iniciativa que chega em boa hora, num momento de grave crise no setor produtivo. Qualquer ação que contribua para reduzir custos e dar fôlego ao fornecedor de cana é extremamente bem-vinda. O transporte é uma das etapas mais onerosas da nossa atividade, e a desoneração do IPVA pode representar um alívio significativo para os produtores”, afirmou.
A proposta condiciona a concessão do benefício ao cumprimento das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, incluindo a estimativa de impacto orçamentário-financeiro, compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a adoção de medidas de compensação ou comprovação de neutralidade fiscal. O projeto ainda será analisado pelos deputados e poderá ser regulamentado pelo Poder Executivo estadual para garantir sua implementação, caso seja aprovado. A expectativa do setor é de que a proposta avance na Assembleia como uma medida de apoio à cadeia produtiva da cana-de-açúcar na Paraíba, a mais importante do estado.
Asplan alerta produtores para prazo final de atualização cadastral e manutenção de desconto na Tarifa Rural de energia que é 30 de abril
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está reforçando o alerta para que produtores rurais associados, incluindo irrigantes e também aquicultores, realizem a atualização cadastral junto à concessionária de energia – Energisa até o próximo dia 30 de abril de 2026. O procedimento é essencial para garantir a continuidade do desconto na conta de energia elétrica por meio da Tarifa Rural, que pode chegar a até 73% para consumidores de baixa tensão.
A consultora em energia da Asplan, Michely Beserra, destaca a importância de não deixar o prazo passar. “Tudo indica que haverá uma prorrogação, mas é fundamental que o produtor considere a data de 30 de abril como limite. Esse recadastramento é obrigatório para clientes de baixa tensão, especialmente irrigantes e aquicultores, sendo necessário apresentar a licença ambiental, a outorga de uso da água, documentos pessoais ou, ao menos, os protocolos de solicitação desses documentos”, explica.
A Asplan não tem contabilizado quantos associados se adequam a esse perfil, mas como 80% dos produtores canavieiros ligados à entidade são pequenos e micros produtores o alerta de regularizar a situação é importante. A medida é válida em toda a Paraíba e atende às exigências das normas vigentes do setor elétrico.
A atualização cadastral pode ser feita de forma digital, por meio do WhatsApp da assistente virtual Gisa, no número (83) 99135-5540. O sistema orienta o produtor em todas as etapas, incluindo o envio da documentação necessária. A Tarifa Rural é um programa do Governo Federal que oferece redução significativa nos custos de energia elétrica para produtores que atuam com irrigação e aquicultura. Além dos descontos de até 73% para baixa tensão, o benefício pode chegar a até 90% para consumidores atendidos em alta tensão. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 083 0196 ou nas agências de atendimento da Energisa.
Fabricantes chineses avaliam colhedora de cana em operação na Paraíba e em Pernambuco
Técnicos e empresários chineses da FM WORLD realizaram, nesta terça-feira (14), uma visita técnica ao Engenho Boa Vista, em Itambé (PE) para acompanhar de perto o desempenho da colhedora de cana 4GD-1 em condições reais de campo. A agenda teve como objetivo avaliar a performance do equipamento e identificar melhorias que possam ampliar sua eficiência, especialmente na realidade do Nordeste.
A atividade ocorreu na propriedade do presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida), Pedro Campos Neto, que adquiriu a máquina neste ano por meio da empresa FC Trading. Durante a visita, os fabricantes observaram a operação da colhedora e trocaram experiências com produtores e técnicos sobre os desafios da mecanização da colheita de cana na região.
Pedro Campos Neto destacou a importância da presença dos fabricantes no campo, acompanhando de perto o uso do equipamento. “É uma máquina que já tem trazido avanços importantes, principalmente na eficiência da colheita. Essa iniciativa dos fabricantes, de virem até aqui para entender nossa realidade e buscar melhorias, é fundamental. Mostra o compromisso em adaptar o equipamento às nossas reais necessidades”, afirmou.
O presidente da Unida também ressaltou que a mecanização tem papel estratégico diante de um problema crescente no setor. “A falta de mão de obra no campo é uma realidade cada vez mais forte. Equipamentos como esse ajudam a superar essa dificuldade, garantindo mais produtividade e segurança nas operações. É uma solução que resolve gargalos históricos da colheita de cana no Nordeste”, completou.
Além da visita em Pernambuco, a comitiva também esteve na Paraíba, ampliando a análise do desempenho da colhedora em diferentes condições de cultivo, e visitou ainda a Usina Monte Alegre, em Mamanguape (PB), que também adquiriu o equipamento. A agenda reforça o intercâmbio tecnológico entre Brasil e China e evidencia o avanço da mecanização no setor sucroenergético nordestino, com foco em inovação, eficiência e adaptação às demandas locais.








El Niño deve provocar chuvas abaixo da média em 2026 aponta meteorologista durante evento na Asplan
As projeções climáticas para 2026 indicam um cenário de atenção para o Nordeste brasileiro, com tendência de chuvas abaixo da média influenciadas pelo avanço do fenômeno El Niño, principalmente nos meses de junho, julho e agosto. A análise foi apresentada pelo Dr. em Meteorologia Alexandre Magno durante explanação nesta terça-feira (14), em evento técnico realizado na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.
O meteorologista destacou o aquecimento progressivo das águas do Oceano Pacifico como fator determinante para a irregularidade das precipitações ao longo do ano. De acordo com ele, embora o El Niño ainda não esteja oficialmente configurado em sua totalidade, os sinais já são evidentes. O aquecimento das águas na região próxima à costa oeste da América do Sul, tem impacto direto na redução das chuvas, especialmente no litoral nordestino. “Quando essa área aquece, historicamente há diminuição das precipitações na faixa litorânea”, explicou.
Os dados mais recentes mostram que a temperatura da superfície do mar já ultrapassa os padrões de neutralidade, com tendência de intensificação nas próximas semanas. Modelos climáticos indicam de 60% a 70% de probabilidade de consolidação de um El Niño entre os meses de junho e agosto, período considerado crítico para a quadra chuvosa em parte da região.
Outro ponto destacado é o papel do Oceano Atlântico, que atualmente apresenta temperaturas elevadas. Esse aquecimento pode amenizar parcialmente os efeitos do El Niño, contribuindo para a ocorrência de chuvas pontuais. No entanto, segundo o meteorologista, esse fator não deve ser suficiente para reverter o cenário de irregularidade climática. “O Atlântico aquecido ajuda a quebrar bloqueios atmosféricos, mas não garante volumes significativos de chuva”, afirmou.
A análise de diferentes modelos internacionais — incluindo centros meteorológicos dos Estados Unidos, Europa e Alemanha — converge para um mesmo diagnóstico: à medida que o fenômeno se intensifica, aumenta a probabilidade de precipitações abaixo da média. O nível de confiabilidade dessas projeções varia entre 60% e 70%.
Comparações com eventos históricos, como os registrados entre 1997 e 1998, reforçam a preocupação. Naquele período, o forte El Niño resultou em uma sequência de meses com baixos índices pluviométricos. Para 2026, embora o cenário apresente algumas diferenças — como o Atlântico mais aquecido —, os padrões observados até agora indicam comportamento semelhante, com tendência de queda nas chuvas ao longo do ano. Diante desse contexto, a recomendação do especialista é de planejamento, especialmente para o setor produtivo. A orientação é otimizar o uso dos recursos hídricos e adotar estratégias de armazenamento de água, considerando a possibilidade de veranicos mais prolongados e maior irregularidade na distribuição das chuvas.
“O fenômeno é de escala global e inevitável, mas os impactos locais podem ser gerenciados com informação e planejamento nas propriedades”, concluiu o meteorologista.




Evento técnico destaca inovação em fisioativação vegetal da cana-de-açúcar com foco em alta performance produtiva
Um encontro técnico realizado nesta terça-feira (14), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, reuniu produtores e especialistas para discutir estratégias inovadoras voltadas ao aumento do vigor e da produtividade dos canaviais. Promovido pela KORÉ, com apoio da Ubyfol e do Departamento Técnico da Asplan (Detec), o evento teve como foco o debate da fisioativação vegetal para maior vigor e desenvolvimento do canavial na busca de resultados de alta performance. A apresentação principal foi conduzida pelo diretor da KORÉ, Danilo Lima, que trouxe uma abordagem prática e diferenciada, evidenciando que o modelo de atuação da empresa vai além da comercialização de insumos. “Não se trata de vender produto, mas de construir soluções funcionais, baseadas na realidade de cada área, que gerem resultados concretos no campo”, afirmou.
Durante a explanação, foram apresentados conceitos ligados ao manejo integrado do solo e da planta, com ênfase na importância de compreender as características físico-químicas de cada ambiente produtivo. Segundo Danilo, que estava acompanhado do sócio, Igor Melo, o ponto de partida é a análise detalhada do solo, permitindo a escolha adequada de condicionadores e nutrientes, sempre com foco na eficiência da absorção e no desenvolvimento equilibrado da cultura.
Outro destaque foi o papel da fisioativação vegetal na preparação da cana-de-açúcar para enfrentar situações de estresse, como seca, pragas e doenças. Tecnologias baseadas em aminoácidos, micronutrientes e compostos biológicos foram apresentadas como ferramentas capazes de “preparar” a planta para momentos adversos, promovendo maior resistência e estabilidade produtiva. Danilo também ressaltou a importância do manejo ao longo de todo o ciclo da cultura, com aplicações estratégicas em fases como crescimento vegetativo, proteção e maturação. “O objetivo não é apenas aumentar a produtividade, mas entregar uma cana mais rica, com maior teor de açúcar, o que impacta diretamente na rentabilidade do produtor”, destacou.
A programação contou ainda com a participação da Representante Técnica de Vendas da KORÉ, Larissa Silva, que apresentou resultados práticos de campo, demonstrando ganhos significativos tanto em produtividade (TCH) quanto em qualidade da matéria-prima (ATR). “Os dados evidenciam que o uso equilibrado de nutrientes, aliado à tecnologia de formulação, pode gerar retorno financeiro expressivo”, destacou ela.
O presidente da Asplan, José Inácio ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do setor. “É fundamental trazer conhecimento técnico atualizado para os produtores, especialmente em um cenário de desafios climáticos, preços baixos, muitas dificuldades e a necessidade crescente de eficiência. Neste cenário, o produtor precisa otimizar recursos e investir mais assertivamente para ter bons resultados e o que vimos aqui, certamente, nos amplia as possibilidades neste sentido”, afirmou o dirigente canavieiro.
Já o diretor técnico da entidade, Neto Siqueira, agradeceu a parceria com a KORÉ e destacou a importância da troca de experiências. “Eventos como este contribuem diretamente para a evolução do manejo agrícola e para a tomada de decisões mais assertivas no campo, o que é fundamental, principalmente, depois de um ano difícil como o que tivemos”, pontuou.
Ao final, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, tecnologia e prática agrícola, evidenciando que o futuro da produção de cana-de-açúcar passa, cada vez mais, por soluções inteligentes, sustentáveis e adaptadas às realidades regionais. O evento foi encerrado com um almoço servido para todos os participantes no espaço de eventos da entidade canavieira paraibana.





