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Presidente da Asplan lembra que Brasil precisa ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal e não de devastação

Um estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais atesta que há oito mil anos, o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje, segundo o levantamento da Embrapa, o país detém 28,3% e a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4%, e o grande responsável por esses remanescentes, cuja representatividade cresce ano a ano, é o Brasil. “Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil – por ser um dos que menos desmatou – deverá deter, em breve, quase metade das florestas primárias do planeta”, destaca o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, José Inácio de Morais, endossando a fala do diretor da Embrapa Territorial, Evaristo Miranda.

O paradoxo segundo José Inácio, é que, ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal, o Brasil é severamente criticado no exterior como sendo um país campeão do desmatamento. “O setor primário preserva a natureza até porque é dela que depende toda a atividade produtiva. Esse discurso de desmatamento não interessa ao Brasil que é uma potência no que diz respeito a reservas estratégicas naturais. Ter quase metade das florestas primárias do planeta já diz tudo sobre a nossa conduta de preservação”, reitera José Inácio, lembrando que o setor canavieiro da Paraíba, por exemplo, tem feito esforços para não apenas manter as áreas florestais, como está desenvolvendo um projeto piloto de reflorestar áreas com espécies nativas em propriedades de vários municípios do Estado.

Ainda segundo o estudo da Embrapa, dos 64 milhões de km² de florestas existentes antes da expansão demográfica e tecnológica dos seres humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%. Mais de 75% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos os continentes desmataram, e muito. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais, 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso está a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4%.

Asplan firma convênio com o colégio Marista Pio X e garante descontos nas mensalidades para funcionários e associados

Os funcionários e associados da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) poderão matricular seus filhos numa escola de referência em formação humana e excelência acadêmica com a vantagem de ter um desconto de 10% nas mensalidades escolares. Esse diferencial de aquisição de prestação de serviço educacional que assegura esse desconto só foi possível em função de um convênio assinado entre a Asplan e o Colégio Marista Pio X. A parceria já está em vigor e as inscrições para o processo de matrícula 2021 já estão abertas e podem ser acessadas no site marista.edu.br/piox.

“Nós sempre procuramos ampliar o leque de serviços para nossos associados muito além da assistência técnica e associativa, ofertando serviços diversos e parcerias com empresas conveniadas que garantem descontos ou vantagens aos nossos colaboradores e fornecedores”, explica a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira. Ela lembra que além disso, os associados e funcionários contam ainda com atendimento odontológico e serviços de ambulatório médico em consultórios próprios, com atendimento gratuito na sede da entidade, em João Pessoa. Para tanto, a entidade tem em seus quadros uma dentista e um médico do trabalho. Os colaboradores e associados têm ainda plano de saúde e de telefonia com preços mais acessíveis e convênio com laboratório de análises clínicas.

A Consultora Comercial do Colégio Marista Pio X, Graça Moura, lembra que no Marista além de uma formação acadêmica de reconhecida excelência, a escola ainda oferece programas exclusivos de educação, internacionalização, esporte, cultura, tecnologia, formação humana/cristã, além de dispor de estruturas completas de laboratórios, quadra poliesportiva, ginásio, campos de futebol e muito mais. “O Marista Pio X além de ser um espaço de referência em formação humana, excelência acadêmica, evangelização, solidariedade, protagonismo infanto-juvenil e defesa de direitos das crianças, dos adolescentes e dos jovens, compromete-se a oferecer uma educação infanto-juvenil integral, pautada na excelência Marista, aos filhos dos inscritos e funcionários do Asplan”, reforçou ela, lembrando que os descontos concedidos a Associação é de 10% em 11 mensalidades, tendo a matrícula o valor integral.

Presidente da Asplan parabeniza deputado Efraim Filho pela recondução ao cargo de líder do DEM na Câmara Federal

O deputado federal paraibano Efraim Filho comunicou ontem que foi reconduzido ao cargo de líder do DEM na Câmara Federal. A recondução aconteceu nesta quarta-feira (3) quando ocorreu uma reunião, em Brasília, entre o parlamentar e o líder do DEM no Senado, o senador, Marcos Rogério (RO). O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, usou a rede social para parabenizar o parlamentar pela recondução ao cargo. “Ganha o Partido por contar com uma liderança , forte , coerente e repleta de bom senso. Ganha também a Paraíba e todos que sabem da sua capacidade de articulador e político capacitado que sabe honrar seus eleitores. Boa Sorte e que Deus o Abençoe !!!”, destacou o dirigente canavieiro.

José Inácio lembra que o parlamentar é um dos que mais atuam junto ao segmento sucroenergético, com posições e defesas firmes em favor do setor. “Efraim conhece a realidade de nosso setor e por isso mesmo tem uma visão muito boa da importância do segmento sucroenergético para a matriz econômica do Brasil e nós temos a grata satisfação de contar com ele na defesa de nossos pleitos. É um político jovem, mas muito competente e que abraça nossas causa com muito compromisso”, reitera José Inácio.

Logo após sair da reunião com o senador Marcos Rogério, onde debateram temas prioritários e importantes ao país neste início de ano, como saúde e o acesso universal as vacinas, além da retomada econômica do país, o deputado paraibano disse que a prioridade agora recai sobre essa temática de combate a pandemia e fortalecimento da economia nacional. “Vamos trabalhar com diálogo e harmonia para salvar empregos e vidas”, destacou Efraim Filho.

Em seis meses de atuação COASPLAN contabiliza mais de R$ 1 milhão em vendas

Com o objetivo de agregar ao mercado paraibano, ampliando os serviços de comercialização de insumos, produtos, máquinas e equipamentos para o setor do agrobusiness, com especial atenção, para os produtores canavieiros e do agronegócio em geral, a Cooperativa dos Associados da Asplan (COASPLAN) comemora a cifra de mais de R$ 1,2 milhão em vendas nos primeiros seis meses de funcionamento. “Nós precisamos ter um maior apoio dos nossos produtores para atingirmos a cifra de R$ 3 milhões em vendas, que é o ponto de equilíbrio da Cooperativa e, a partir daí, faturar muito mais, afinal de contas, a Cooperativa é nossa e quanto mais investirmos nela, mais cresceremos”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que segundo o ranking da Cooperativa do início das vendas, em julho de 2020, até final de dezembro, foi o segundo maior comprador da Coasplan, ficando atrás da Usina Monte Alegre S/A, a maior compradora nesse período.

O presidente da Cooperativa, Fernando Rabelo Filho, reforça a afirmação de José Inácio, no tocante a importância dos fornecedores de cana prestigiarem a Coasplan. “Não chegamos ao mercado para dividir, mas, para agregar. Se o produtor compra seus insumos e é fiel a um determinado fornecedor, ele pode continuar comprando noutros locais, porém, pode destinar parte dessa compra para a nossa Cooperativa e desta forma fortalecer essa entidade que só precisa da união de forças para crescer”, reitera Fernando, lembrando que a Cooperativa de Pernambuco, que existe há 12 anos, fatura em média R$ 25 milhões/ano. “Não é um sonho a gente pensar que pode chegar a isso ou perto disso. Só depende do apoio de mais pessoas. Não chegamos para competir com ninguém, mas para somar”, afirma o presidente da Coasplan, lembrando que além das vantagens de ter mais um canal de compras, os cooperados ainda participam do rateio proporcional de lucros da Coasplan no final de cada exercício fiscal. “A Casa é nossa e quanto mais prestigiá-la, mais vantagens e dividendos teremos”, reforçou Fernando Filho.

Funcionando num galpão que ocupa uma área de quase 1000 metros quadrados as margens da BR, na Avenida Francisco Marques da Fonseca, 294, em Bayeux, a Coasplan fica aberta de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7h ao meio dia e tem produtos para atender as linhas de cana-de-açúcar, de Hortifruti, de Pastagem, de Jardim, além de peças e máquinas agrícolas. O diretor comercial da Cooperativa, Thiago Queiroz, destaca que embora a Coasplan seja uma entidade ligada a Asplan, não é preciso o produtor ser associado para adquirir produtos da entidade. “Temos herbicidas, fertilizantes e defensivos agrícolas e também um portfólio de produtos que inclui uma linha de biológicos, para tratamentos fungicos e de nematoides, implementos e máquinas para todo o mercado agrícola, não apenas para os produtores de cana-de-açúcar, de forma que estamos de portas abertas para todo o mercado do agronegócio. Trabalhamos incansavelmente para oferecer aos produtores alternativas ao mercado comum, oferecendo os melhores custos alinhados com as maiores produtividades”, destaca Thiago.

A Cooperativa tem ainda uma Central de Compras, com um funcionário à disposição dos clientes para fazer a cotação de peças e equipamentos, incluindo EPI’s. “No ano de 2021 a Coasplan dará continuidade ao projeto de compra coletiva, onde iremos negociar em bloco para barganhar melhores preços, fato que já vem acontecendo em algumas negociações”, finaliza Thiago. Para acionar a Central, basta que o interessado ligue pelo número (83) 2177-0441 e diga qual é sua necessidade de compra que a Cooperativa se encarregará de fazer as cotações e adquirir o produto sem custo adicional algum para o cliente.

Asplan repudia propaganda do MPT que associa trabalho infantil ao setor canavieiro

Circula em redes sociais, um banner de uma propaganda do Ministério Público do Trabalho (MPT) que associa o trabalho infantil ao setor canavieiro. A publicidade, inclusive, coloca uma foto de um feixe de cana-de-açúcar ilustrando a comunicação que recebeu nesta quinta-feira (21), uma nota de repúdio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O presidente da entidade, José Inácio de Morais, ficou indignado ao tomar conhecimento da peça publicitária. “Nós não somos empregadores de mão de obra infantil e há muito tempo que os trabalhadores canavieiros ganharam melhores condições de trabalho no campo, portanto, associar nosso segmento a práticas ilegais é um absurdo, é descabido e inaceitável. A Paraíba, no que tange nosso setor, não tem mão de obra infantil”, afirmou o dirigente canavieiro.
José Inácio lembra que várias empresas ligadas ao segmento no estado, a exemplo da Monte Alegre, Miriri, Tabu e Japungu são, inclusive, reconhecidas como empresas amigas das crianças por iniciativas que ajudam as crianças a terem mais oportunidades, a exemplo da manutenção de creches, escolas, bibliotecas, espaços de lazer, etc. “As empresas paraibanas também são fiscalizadas frequentemente pelo MPT e têm reconhecido seu compromisso social”, reitera o dirigente canavieiro.
Outra pessoa que se mostrou indignado sobre a propaganda do MPT foi o especialista em agronegócio, Marcos Fava Neves. Em seu perfil nas redes sociais ele escreveu: “O MPT deve se comunicar com a sociedade, mas não deve em suas comunicações usar os recursos públicos para atacar agentes da economia que não servem de exemplo para suas mensagens e estão justamente entre os que provém o orçamento do MPT. Errou ao atacar o setor de cana-de-açúcar , que caminha a largos passos para a sustentabilidade nos pilares ambiental, social e econômico. Há vastas literatura com esses números”, destacou Neves.
Para José Inácio iniciativas como essa só desconstroem a imagem de um setor vital para a economia do país, inclusive, na geração de emprego e renda no campo. “Nós somos quem mais empregamos no campo, respeitamos as regras de sustentabilidade, geramos renda e não empregamos mão de obra infantil. Essa campanha do MPT deveria ser retirada imediatamente e o segmento deveria receber um pedido de desculpa formal pelo constrangimento causado por essa falsa e equivocada associação com o trabalho infantil”, finaliza José Inácio.
Sobre a propaganda
No banner, o MPT associa o trabalho infantil a uma vaga de emprego para crianças e utiliza uma foto de cana com a frase “Fazenda infância destruída’ e ainda tem os dizeres: Procura-se profissional mirim com agilidade para cortar cana e colher café…. Mais em baixo, o banner destaca: Essa vaga não existe, mas o trabalho infantil continua sendo realidade na vida de muitas crianças”.

Produtores canavieiros se reúnem e chegam ao consenso para indicação do nome de Hermano Neto para a Asplan-RN

O nome do fornecedor de cana potiguar, Hermano Neto, foi consenso numa reunião realizada nesta terça-feira (19), em Natal (RN), como a melhor indicação para presidir a Associação dos Plantadores de Cana do Rio Grande do Norte. Essa indicação tem o aval dos produtores rio grandenses, além do presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima e do presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais que também participaram da reunião.

“A Associação do Rio Grande do Norte precisa de um presidente com o perfil de Hermano Neto para retomar o caminho do crescimento e desenvolvimento da cultura canavieira no estado e sobretudo para fortalecer a Asplan-RN, uma entidade que já teve seu apogeu, passou por períodos de dificuldade e que ressurgirá ainda mais forte”, destacou José Inácio, reconhecido na categoria como um grande líder canavieiro, além de produtor de sucesso.

O presidente da Feplana, Alexandre Lima, reforçou os argumentos de José Inácio, lembrando que o setor sucroenergético passa por um momento de grandes mudanças, principalmente, no tocante ao Renovabio e ao reconhecimento mundial da importância da atividade. “Dentro deste contexto de mudanças e reconhecimento da importância do setor, na atual conjuntura é fundamental recolocar a Associação do Rio Grande do Norte num lugar de destaque e isso será facilitado com Hermano Neto na presidência da entidade”, reiterou Alexandre, lembrando que o edital para convocação da Assembléia da Asplan-RN ainda será publicado, mas, a categoria avalia que o nome de Hermano será consenso.

Sobre ranking de produção no NE

Segundo a CONAB, o RN é o quarto maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste, ficando atrás de Alagoas – AL, Pernambuco – PE e Paraíba – PB, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro maiores produtores da região.

Asplan homenageia pessoas que eram ligadas ao universo canavieiro e que faleceram neste último final de semana

Quem passar pela Rua Rodrigues de Aquino, no Centro da capital paraibana, a partir de hoje (18) e nos próximos dias e observar o prédio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), vai se deparar com as bandeiras do Brasil, da Paraíba e da entidade a meio mastro. A iniciativa tem o objetivo de reverenciar as famílias e a memória de três pessoas que faleceram neste último final de semana e eram ligadas ao universo canavieiro. “Essa foi a forma que encontramos de nos solidarizarmos com os parentes e homenagearmos a memória destas pessoas que partiram”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

As homenagens são direcionadas para o Sr. João Leôncio, produtor rural, pai do atual vereador, Tota Leôncio e da atual vice-prefeita, Lenilda, de Sapé, para o jovem Emanuel Moraes, filho dos associados da entidade, Luiz Moraes e Elaine Moraes e ainda para o Dr. Francisco de Assis Marques (Dr. Assis), uma referência para o setor que muito contribuiu com a Asplan e todo o segmento e era pai dos associados Adriano, Alexandre e Ricardo Marques.

“A morte é o destino final de cada um de nós, mas, mesmo sabendo que um dia partiremos, quando ela acontece a dor é inevitável, pois ela simboliza uma separação definitiva das pessoas que amamos. E neste último final de semana a família canavieira paraibana foi tocada de forma muito intensa por esse sentimento com a partida de João, Emanuel e de Dr. Francisco, de forma que nossa singela homenagem é também uma forma de nos solidarizarmos com o luto dos familiares deles”, reitera José Inácio.

Parceria da Asplan com Eco Ocelot vai possibilitar restauração da Mata Atlântica em propriedades rurais paraibanas

Restaurar a flora e fauna de propriedades rurais dentro do bioma de Mata Atlântica proporcionando melhor qualidade de vida para as pessoas e um reequilíbrio desta floresta tropical em áreas de vários municípios paraibanos. Essa é a proposta da parceria firmada entre a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e a empresa Eco Ocelot que é representante na Paraíba da Organização Nacional Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. O projeto piloto já começou a ser executado em 25 hectares, de cinco propriedades, localizadas nos municípios de Mamanguape, Alhandra e Santa Rita.

De acordo com o Engenheiro Ambiental, Antônio Campos de Lacerda, que coordena o projeto na Paraíba há mais de 10 anos, os levantamentos nas áreas onde serão iniciados os trabalhos de restauração, em conjunto com a Asplan, foram feitos em outubro último, e agora a empresa está na fase de elaboração dos projetos executivos que deverão ser iniciados entre maio e julho de 2021. “Já estudamos as áreas e estamos montando os projetos de restauração destes ecossistemas para devolver não apenas as espécies animais, mas também a flora, fauna e recursos hídricos. Somos uma espécie de médicos da natureza. Já conhecemos nossos ‘pacientes’, estamos debatendo o diagnóstico (elaboração dos projetos) para, posteriormente, prescrevermos a ‘medicação necessária’ para cada um deles (propriedades)”, destaca o engenheiro ambiental.

O geógrafo Rogério Ferreira, da Eco Ocelot, lembra que esse trabalho de restauração traz benefícios não apenas para a natureza e o meio ambiente, como também para as pessoas. “Ao restaurar uma área de Mata Atlântica nós não apenas melhoramos a flora e fauna do local, mas, sobretudo a qualidade de vida de todo o ecossistema, porque a partir daí há mais regularidade de chuvas, melhor controle de pragas, diminuição de doenças, melhoria do ar que se respira, enfim, há uma série de ganhos com um trabalho deste que vai além da própria natureza recuperada, impactando diretamente na melhoria do ambiente da propriedade e da qualidade de vida das pessoas que também se beneficiam”, reitera ele.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, ao firmar uma parceria com esse objetivo a entidade reforça seu compromisso com o Meio Ambiente e melhoria da qualidade de vida das pessoas. “Preservar o meio ambiente é um ato importante não só para a humanidade, mas para todos os seres que habitam a Terra. Afinal, é nela que estão os recursos naturais necessários para a nossa sobrevivência, como água, alimentos e matérias-primas. Sem esses recursos, todas as formas de vida do planeta poderão acabar. E ao contribuir para preservar a Mata Atlântica, nosso principal bioma na região, com esse projeto estamos reforçando nosso compromisso com o Meio Ambiente, afinal, como produtores rurais também temos que ter essa responsabilidade com a natureza e essa é uma das formas que daremos nossa contribuição”, destaca José Inácio.

O dirigente da Asplan lembra que embora o projeto, atualmente, seja pioneiro em cinco propriedades, a idéia é expandir essa restauração de áreas de Mata Atlântica para todos os associados da entidade. “Já autorizei o pessoal da Eco Ocelot a fazer um projeto macro que possa contemplar todos os nossos mais de 1.500 associados”, afirma José Inácio. Segundo o representante da empresa, o projeto macro deve estar pronto em março do ano que vem.

Não queremos tirar nada de ninguém apenas receber a nossa parte de geração de créditos de Carbono diz presidente da Asplan

A Política Nacional de Biocombustíveis, o Renovabio, que instituiu o ativo de crédito de descarbonização (CBios) deixou de fora o mais importante elo desse processo que são os produtores, uma vez que é no campo que acontece a maior parte de captura de carbono. “Como um Programa que se propõe a estimular a baixa emissão de CO2 deixa de fora quem participa diretamente dessa ação, uma vez que é no processo produtivo que isso acontece em maior escala?”, questiona o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Segundo ele, os produtores não querem tirar nada das indústrias, apenas receber o que lhes é de direito.

O dirigente canavieiro reitera que da forma como o Renovabio foi concebido só contemplou as indústrias deixando de fora quem, de fato, participa ativamente da redução da emissão de CO2, que é quem planta. “Não estamos pleiteando nada de ninguém, nem muito menos queremos tirar os dividendos das indústrias. Queremos o que é nosso por justiça e merecimento. Não é no processo industrial que se reduz a emissão de CO2, é em todo o processo produtivo no campo”, reforça José Inácio, lembrando que as indústrias que produzirem com 100% de sua matéria-prima não vão precisar dividir o CBios com ninguém.

Os ganhos financeiros com o CBios, de acordo com José Inácio, precisam ser divididos para toda a cadeira sucroenergética e não apenas com as indústrias como está acontecendo agora. “Já perdemos a parte que nos cabe desse mercado de crédito de carbono na safra passada, estamos perdendo nesta também e não é justo que isso continue acontecendo. O que pleiteamos é uma justa revisão no Programa do Renovabio para que os produtores também sejam incluídos nos ganhos e contemplados com a parte que lhes é correspondente”, afirma José Inácio.

Segundo o dirigente da Asplan, a esperança da classe recai sobre o Projeto de Lei (PL 3149), de autoria do deputado federal paraibano, Efraim Filho, que tramita na Câmara e que altera a Lei do RenovaBio e garante o acesso aos créditos de descarbonização (CBios) aos canavieiros do Brasil. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os fornecedores independentes de cana na lei do RenovaBio e esperamos que ele seja aprovado o mais breve possível. Não é possível que os deputados não votem favoráveis a uma matéria que corrige uma distorção absurda dessa”, disse José Inácio, adiantando que caso isso não ocorra, a categoria irá entrar na Justiça para corrigir essa distorção.

Quem captura carbono é o produtor por isso o crédito do CBIOs não pode deixar de fora quem planta reitera webinar da Feplana

A Política Nacional de Biocombustíveis, o Renovabio, excluiu do acesso ao crédito de descarbonização (CBios ) os produtores da matéria-prima. Mas, essa exclusão é uma injustiça e uma aberração que deixa de fora, justamente, os maiores responsáveis pela captura de Carbono que são os que plantam no campo. Essa premissa foi reforçada e evidenciada nesta quarta-feira (09), durante a primeira webinar promovida pela Federação dos Plantadores de Cana do Brasil- Feplana. A palestra virtual contou com a participação do mentor do Renovabio e representante da Embrapa, Miguel Lacerda, com o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, com a representante do MAPA, Priscilla Maciel e ainda do deputado federal paraibano, Efraim Filho, autor do Projeto de Lei 3149, que altera a Lei do RenovaBio e garante o acesso aos créditos de descarbonização aos canavieiros do Brasil. O presidente da Feplana, Alexandre Lima mediou o evento.

Segundo a representante do MAPA, Priscilla Maciel, que fez a apresentação do Selo PROAR, que cria uma nova cultura de gestão da propriedade rural, a certificação da cana, através da rastreabilidade de toda a produção, é um passo fundamental para inserção dos produtores nesse mercado de CBIOs e a inclusão do setor produtivo numa agenda de sustentabilidade. “Essa injustiça cometida contra os produtores de cana, tirando-os da participação neste mercado de Crédito de Carbono, precisa ser revista e o primeiro passo é essa certificação”, reforçou ela, lembrando que, posteriormente, vai se criar um mercado de crédito de carbono voluntário, que agregará ainda mais valor a cana rastreada. Priscilla também fez a demonstração de como utilizar a plataforma do selo PROAR e reforçou que a proposta de inclusão dos produtores no acesso ao CBios não “entra em rota de colisão com os usineiros, mas, em rota de coalizão”.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, lembrou que é preciso rever essa injustiça com os produtores o quanto antes e disse que se a inserção dos produtores no mercado de CBios não acontecer, ele pretende judicializar essa questão. “O Renovabio é um programa audacioso, mas, por enquanto só beneficia as indústrias, deixando de fora a gente que planta. Isso não é correto e precisa ser revisto o quanto antes. Já perdemos essa safra sem receber nada e não pretendemos perder a próxima”, disse José Inácio, adiantando que tem esperanças que o PL do deputado Efraim consiga reverter essa situação porque, segundo ele, caso contrário, ele vai judicializar. José Inácio disse ainda que é importante ver como dar celeridade a apreciação do PL no Congresso. “A pandemia atrapalhou também, mas é preciso que a gente faça pressão em Brasília para que as coisas andem de forma mais rápida”, disse ele.

Na opinião de Miguel Lacerda, o setor produtivo merece ser inserido nesse processo e ter direito a participar do mercado de CBios, mas ele acha que muito mais eficaz que votar o PL do deputado Efraim, seria mudar a regulação da ANP. “Penso que uma regulação e uma revisão no RenovaCalc iria ajustar a inserção dos produtores no mercado de CBios, sem necessariamente precisar de um PL para regulamentar essa questão”, disse ele.

Já o deputado Efraim Filho, que participou do finalzinho do Webinar em função de estar em uma reunião no mesmo horário, reforçou que o papel dele neste processo foi o de capitanear essa ação de transformação e mudança que beneficia também o produtor através da proposição de um PL que corrigisse essa distorção, mas que são os produtores que vivem o dia a dia no campo, que têm o conhecimento do que é importante para o setor que irão consolidar essa ação e dar embasamentos para que o mercado se readeque para reverter essa injustiça com a classe produtiva. “O PL ainda passará por comissões da Casa antes de ser apreciado em plenário e nesse processo a participação e acompanhamento dos líderes do setor serão fundamentais para que a gente consiga corrigir esse vazio que foi deixar de fora do CBios quem planta”, destacou o parlamentar.

O presidente da Feplana, Alexandre Lima, disse que embora boa parte dos industriais não queiram pagar o CBios aos fornecedores de cana, essa é uma luta legítima e que será encampada com muita energia e disposição. “Não é justo que na hora de somar nós sejamos parceiros, mas na hora de dividir essa parceria não exista. Nós sabemos que é um direito nosso participar deste mercado e vamos conseguir porque fazemos parte desta cadeia produtiva, inclusive, sendo os responsáveis pela maior parte de captura de carbono, já que é no processo produtivo que isso acontece em maior escala. Portanto, não vamos desistir de ter o que é nosso por direito”, disse ele, agradecendo a participação dos palestrantes e das pessoas que acompanharam a primeira webinar da Feplana.