Asplan
Julgamento de ação da Matary abre precedente para os demais processos de reparação de preços da cana-de-açúcar com base na Lei 4870
O setor sucroenergético nacional está atento a uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – (ARE 884325) – e que deve ter seu julgamento reiniciado no próximo dia 7 de agosto com final do julgamento fixado para o dia 17 do mesmo mês. A referida ação judicial, proposta com base na Lei 4870/65, que definia a forma de elaboração da política de preços da cana-de-açúcar, cujo valor deveria ser fixado com base no custo médio, pode reparar um prejuízo causado aos produtores de cana-de-açúcar e derivados em relação ao valor da remuneração da matéria-prima e garantir o ressarcimento de valores pagos a menor. A decisão que for dada nesta ação da Usina Matary será aplicada em todos os processos em andamento.
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) é uma das entidades do setor que ingressou com uma ação (sob nº. ARESP 20930), cujo objetivo é fazer com que vários produtores filiados à entidade sejam ressarcidos pelos danos patrimoniais sofridos, em razão da fixação de preços da cana-de-açúcar em dimensão inferior àquela resultante dos critérios legalmente estabelecidos, no período de setembro de 1995 a janeiro de 1999. Nessa época foram prejudicados cerca de mil fornecedores de cana-de-açúcar associados em função dos prejuízos causados pela diferença de preços definidos pelo Instituto do Açúcar e Álcool – IAA e, posteriormente, pela União, que fixavam os preços de venda abaixo dos custos calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O advogado André Paulo Pupo Alayon, que representa a Asplan nesta ação, lembra que na época não havia liberdade para os produtores fixar o preço de venda por tonelada. “Pelos termos da Lei 4870/65, caberia ao então IAA a definição do valor de venda (os preços eram controlados) e para calcular este custo, foi contratada a FGV, que durante todos estes anos fez os levantamentos de campo, calculado o custo médio. Entretanto, ano após ano, os preços fixados de venda foram abaixo dos custos calculados pela FGV, resultando em prejuízos que a ação tenda recuperar”, explica o advogado.
Segundo ele, a ação que foi proposta perante a Justiça Federal do Distrito Federal, foi julgada procedente, condenando a União ao pagamento da diferença entre o custo calculado pela FGV e o valor fixado pela União. Entretanto, explica o advogado, a apelação da União foi provida no Tribunal Regional Federal da 1ª Região- TRF-1, em confronto com a jurisprudência pacífica do STJ e do STF. “Foi interposto Recurso Especial pela Asplan que, em princípio, foi provido, restabelecendo a decisão inicial (determinando o pagamento da diferença fixada em primeira instância). Contudo, o Recurso Especial proposto pela usina Matary foi levado para julgamento pela modalidade “recurso repetitivo”, que significa que a decisão neste processo, seria aplicada aos demais processos em andamento”, destaca André Alayon.
Assim sendo, contra jurisprudência pacifica do STJ e do STF, e por maioria de votos, foi alterada a jurisprudência vigente, nos seguintes termos: o prejuízo deveria ser calculado de forma integral (analisando o custo de cada unidade, o que inviabiliza a indenização de um modo geral) e que a Lei 4870/65, estaria revogada desde 1991, pela edição de um dos vários planos econômicos. “Desta forma, a decisão que era favorável para a Asplan foi revertida para a improcedência e em razão desta decisão, recorremos para o STF”, explica o advogado, lembrando que a decisão que for dada nesta ação da Usina Matary, será aplicada em todos os processos em andamento, inclusive, no processo da Associação paraibana.
“Como é repercussão geral, a possibilidade de recurso é praticamente inexistente, logo, é imprescindível que seja dado provimento ao Recurso Extraordinário da MATARY”, afirma André Alayon, lembrando que a usina Matary propôs Recurso Extraordinário para o STF, alegando repercussão geral, que ao final foi dado provimento, para o julgamento do mérito deste recurso (o Recurso Extraordinário só é julgado após o reconhecimento da Repercussão Geral), portanto o julgamento é em duas etapas. Em razão da repercussão geral, o recurso da Asplan está sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário cujos fundamentos consistem em que a União impôs deliberadamente prejuízos para o setor, sabendo que a fixação do valor de venda era inferior ao custo e que a violação de jurisprudência pacifica do Supremo Tribunal Federal, que sempre definiu sobre a validade do custo calculado pela FGV, bem como, a indenização deveria ser conferida até que houvesse a liberação dos preços. A liberação total ocorreu em janeiro de 1999.
De acordo com o advogado, o julgamento está sobrestado em razão do pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes. “Como ele devolveu os autos, o julgamento será reiniciado no dia 7 de agosto próximo com final do julgamento fixado para o dia 17/08”, destaca André Alayon, lembrando que os ministros Edson Fachin e Rosa Weber votaram contrários ao setor, enquanto os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio foram favoráveis. Já os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Celso de Mello ainda não proferiram seus votos.
“Estamos na luta por essa recomposição de obrigação do órgão federal aos associados da Asplan, no valor correspondente à perda, em seu faturamento, decorrente da diferença entre os valores dos preços para eles fixados pelo Governo Federal e aqueles efetivamente apurados pela Fundação Getúlio Vargas”, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrando que a ação tramita desde agosto de 2000. Segundo o dirigente canavieiro a expectativa é que os fornecedores de cana prejudicados com o pagamento a menor do valor da cana tenham seus prejuízos ressarcidos pela União Federal.
Asplan e outras entidades discute medidas preventivas à Covid-19 no setor sucroalcooleiro com representantes do MPT e SRT-PB
Discutir medidas preventivas à Covid-19 no setor sucroalcooleiro da Paraíba. Foi com esse objetivo que representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba (SRT-PB), do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), do Serviço Especializado em Saúde e Segurança no Trabalho Rural (SESTR) e das indústrias do açúcar e do álcool e fornecedores de cana-de-açúcar do estado participaram, na última quinta-feira (09), de uma reunião virtual. O Técnico de Segurança do Trabalho da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Natanael Leal foi um dos que participou da ação remota.
Para o presidente da Asplan, José Inácio esse momento foi importante, pois possibilitou que o segmento apresentasse quais iniciativas o setor está tomando em tempos de pandemia para proteger trabalhadores e todas as pessoas envolvidas no negócio e também escutasse recomendações dos órgãos de fiscalização para reforçarem esses cuidados. “Foram implantados uma série de procedimentos que reforçaram a atenção com os trabalhadores no campo que, mesmo com a pandemia, tiveram que continuar em atividade já que exercemos uma atividade que não pôde parar”, destaca o dirigente canavieiro.
Sobre os procedimentos a serem observados pelas empresas nas áreas de higiene e proteção individual e coletiva, a equipe de auditores fiscais do Trabalho apontou a necessidade das empresas serem efetivas na vigilância epidemiológica, identificando novos casos e acompanhando os casos informados por terceiros. Em relação ao transporte dos trabalhadores, a orientação é que se identifique o local em que cada pessoa senta durante a viagem nos ônibus fretados pela empresa, de forma a identificar com mais rapidez quem teve contato mais próximo, caso haja suspeita ou confirmação de algum trabalhador com COVID – 19.
“A proposta foi estabelecer um diálogo com o setor para que fossem apresentadas as medidas tomadas pelas usinas até então, tendo em vista que daqui a um curto espaço de tempo vai começar uma grande contratação de mão de obra para o período da safra e da colheita”, informou o procurador do Trabalho na Paraíba, Raulino Maracajá, acrescentando que o MPT quis atuar preventivamente para que todas as precauções sejam tomadas a fim de diminuir ao máximo a transmissibilidade do vírus e proteger a saúde do trabalhador quando a safra for começar, o que deve ocorre já em agosto.
A reunião virtual foi convocada pelo chefe de fiscalização do trabalho da SRT-PB, Abílio Correia Lima e coordenada pelo auditor fiscal do trabalho, José Ribamar Rodrigues, que também está à frente do Projeto de Fiscalização Rural. O MPT foi representado pelo procurador do Trabalho Raulino Maracajá.
Além da Asplan, o setor sucroalcooleiro foi representado pelo Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool), além das Usinas Japungu, Agroval, Miriri, Monte Alegre, D’Pádua, Giasa e Tabu. Todas as empresas apresentaram suas iniciativas para proteção da saúde e segurança do trabalhador diante do contexto da pandemia da Covid-19 que incluem medidas preventivas de distanciamento, de uso de EPI’s, incluindo máscaras, de transporte seguro, etc. Também ficou acordado que os profissionais dos serviços especializados das empresas presentes deverão uniformizar as ações e procedimentos para inclusão nos Programas de Gestão de Segurança e Saúde das mesmas.
*Com informações da Ascom do MPT-PB
- José Inácio destaca com,promisso do setor com as medidas de proteção durante pandemia
MP que cria Programa Emergencial de Acesso a Crédito deve ser apreciada pela Câmara dos Deputados em sessão desta quarta-feira
A Medida Provisória nº 975, de 1º de junho de 2020, que institui o Programa Emergencial de Acesso a Crédito e altera a Lei nº 12.087, de 11 de novembro de 2009, e a Lei nº 13.999, de 18 de maio de 2020, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados, deve ser apreciada nesta quarta-feira (08), pelos parlamentares. O relator da MP, o deputado paraibano, Efraim Filho (DEM), entregou seu parecer nessa terça-feira (07), com algumas mudanças feitas no texto original e a expectativa, segundo o parlamentar, é que a matéria seja apreciada em plenário ainda hoje devido a importância da iniciativa na atual conjuntura.
A MP institui o Programa com o objetivo de facilitar o acesso a crédito por meio da disponibilização de garantias e de preservar empresas de pequeno e de médio porte diante dos impactos econômicos decorrentes da pandemia de coronavírus (Covid-19). “O principal foco desta iniciativa é a proteção de empregos e da renda. Esse é um programa bastante ousado, que tem o desafio de fazer ‘linha de crédito’ virar dinheiro de verdade aplicado na vida real das empresas. Não haverá retomada econômica sem preservarmos empregos e empresas, por isso quebramos todas as travas para que o dinheiro realmente chegue na ponta, para valorizar quem produz no Brasil”, disse Efraim em entrevista para o jornal Estadão.
Ainda segundo o parlamentar paraibano, a expectativa é que o programa emergencial de acesso a crédito para empresas consiga destinar R$ 80 bilhões para micro, pequenas e médias empresas. Com uma garantia dada a essas operações de crédito de R$ 20 bilhões, a expectativa é que os bancos emprestem até quatro vezes esse valor.
O Programa é destinado a empresas que tenham sede ou estabelecimento no País e tenham auferido no ano-calendário de 2019 receita bruta superior a R$ 360 mil e inferior ou igual a R$ 300 milhões – estando, assim, destinado às pequenas e médias empresas. Em sua relatoria, o deputado Efraim Filho atestou que a MP atende os requisitos de constitucionalidade previstos no art. 62 da Constituição Federal, que os requisitos da urgência e da relevância constitucionalmente exigidos para a adoção da Medida Provisória estão devidamente cumpridos, que a matéria é passível de regulamentação por medida provisória, pois não incide em nenhuma das restrições contidas no art. 62, §§ 1º e 10, e no art.246 da Constituição Federal e que a Medida Provisória não afronta dispositivos de natureza material da Carta Magna.
“Não há, portanto, qualquer óbice constitucional à sua admissão. Observamos, ainda, a juridicidade da matéria tratada na Medida Provisória, pois se harmoniza com o ordenamento jurídico e não viola qualquer princípio geral do Direito e em relação à técnica legislativa, também não verificamos vícios na Medida Provisória. O texto está de acordo com os preceitos da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998. Portanto, somos pelo atendimento aos pressupostos constitucionais de relevância e urgência, constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da Medida Provisória nº 975, de 2020”, relatou Efraim em sua análise.
Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a MP é um alento que chega em muito boa hora. “É preciso lembrar que essa MP contempla vários setores da economia formal, inclusive, o produtor rural, o pequeno empreendedor, o comerciante, o lojista, donos de bares e restaurantes, enfim, vários segmentos da economia que geram empregos e renda e que estão enfrentando uma grave crise nesta pandemia e que só conseguirão se soerguer e manter os negócios se tiverem um aporte de recursos que minimizem esses prejuízos. Na realidade comparo essa iniciativa do Governo Federal a um respirador para um doente crônico de Covid. Se ele não tiver acesso ao equipamento, morrerá. Assim acontece com os negócios na atual conjuntura”, destaca o dirigente canavieiro, parabenizando o deputado Efraim pela relatoria e o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe pela iniciativa da Medida Provisória.
O mais antigo produtor canavieiro em atividade na PB acorda às 5h da manhã e passa o dia no campo mesmo com 95 anos de idade
Ele nasceu em 1925, no sítio Pau d’arco, no município de Mamanguape, completou 95 anos no dia 05 de maio último, mas a rotina e vitalidade do Sr. Antônio Delfino da Silva, são incompatíveis com alguém de sua idade. Produtor rural canavieiro desde o início da década de 70, o Sr. Antônio é o mais antigo agricultor em atividade da Paraíba, talvez do Nordeste e quem sabe até do Brasil. A rotina dele começa às 5h da manhã, inclui trabalho duro no campo e até a condução de um trator adquirido há pouco tempo por ele, que ele próprio dirige em sua propriedade de 90 hectares, denominada ‘Zumbi’, localizada em Mamanguape. O trabalho tem uma pequena pausa na hora do almoço e só termina por volta das 17h, quando ele retorna para casa para descansar de sua labuta diária.
“Eu gosto do que faço e é da cana-de-açúcar que tiro o meu sustento e das pessoas que moram comigo”, afirma o Sr. Antônio, se referindo a sua filha adotiva, Maria de Lourdes, a uma neta e duas bisnetas que moram com ele. Viúvo há 20 anos, ele diz que nunca pensou em casar novamente. Seu filho único, fruto da união com sua esposa, não seguiu os passos do pai. “Ele é urbano, não gosta da lida no campo, mas não o recrimino. Cada um tem que fazer o que gosta mesmo”, diz ele, sem lamentações.
Orgulho mesmo, atualmente, ele tem do trator recentemente adquirido. Era um sonho antigo que ele concretizou há três anos. Para tanto, teve que dividir o valor da compra em seis parcelas de R$ 40 mil cada uma, que ele paga religiosamente, todo dia 15 do mês de abril. “É uma parcela razoável”, brinca ele, muito satisfeito com a aquisição que lhe facilitou a lida na lavoura e que fica cuidadosamente guardado na garagem quando não está sendo usado. “Antes, a gente fazia tudo na mão. Com o trator melhorou muito”, afirma o Sr. Antônio, que já forneceu cana para a Agican, Monte Alegre e agora destina sua produção, de cerca de 3.700 toneladas/safra, para a Miriri.
Inicialmente, trabalhando em terrenos dos outros, foi apenas em 1972 que ele começou a plantar em terras próprias, compradas do Sr. Gerôncio Nóbrega. De lá para cá, ele tomou ainda mais gosto pela atividade que o faz despertar com disposição às 5h da manhã todos os dias. Ele come de tudo. Diz que nunca fez restrição de comida. Só não inclui no seu cardápio Carneiro e Bode, porque não gosta. Há poucos anos descobriu uma obstrução nas coronárias. Se tratou e não sente nada. Toma alguns comprimidos para manter a desobstrução das veias do coração, mas, disse que o médico que o acompanha, Dr. Bernardino, já identificou outros entupimentos, mas, ele não se preocupa com isso. “Já vivi muito. Não quero morrer, mas, não me preocupo com isso”, diz ele, sorrindo, lucido, com voz grave e segura, além de uma memória impecável.
De tirar seu ânimo, só mesmo uma dor na perna que aparece de vez em quando, mas, que mesmo assim só o deixa em repouso por pouco tempo. “Tenho mais saúde no campo que em casa”, admite ele. A lida no campo, segundo o Sr. Antônio, é um prazer, mais que uma atividade. “Me sinto feliz fazendo os tratos culturais, plantando, vendo a cana crescer. O trabalho me dá felicidade”, diz ele, que conta com cerca de quatro funcionários na lida do campo. E talvez essa felicidade e satisfação seja mesmo o grande segredo da vitalidade do Sr. Antônio.
Um dos mais antigos integrantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em breve, o Sr. Antônio será homenageado pela entidade. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, fala da satisfação e orgulho de ver o Sr. Antônio ainda em atividade. “A cultura canavieira tem destes diferenciais. Um produtor com essa idade, com essa lucidez, com essa energia e vitalidade não se encontra assim tão fácil. O Sr. Antônio é também é uma fonte de inspiração para todos nós. Ele fala da atividade canavieira com tanta paixão e orgulho, que nos enche de alegria e entusiasmo e reforça em nós a fé e a esperança de dias melhores. Ele é a prova viva que a cana-de-açúcar vale a pena, em qualquer circunstância, em qualquer tempo”, destaca José Inácio, lembrando que a homenagem ao Sr. Antônio acontecerá tão logo as atividades voltem a normalidade na entidade.
- O Sr. Antônio no seu novo trator
- O Sr. Antônio manobrando outro trator de sua propriedade
- O produtor canavieiro Domingos e o Sr. Antônio. As propriedades de ambos são vizinhas
- O novo trator é um orgulho para o produtor Antônio Delfino
- Aos 95 anos, o produtor Antônio Delfino vai ao campo todos os dias
Asplan contrata consultoria para orientar associados a racionalizar custos com energia
As modalidades tarifárias quando se trata de custos com energia elétrica são variadas e, muitas vezes, o consumidor está cadastrado numa modalidade que não lhe beneficia ou utiliza de forma inadequada equipamentos que consomem mais eletricidade. Para orientar melhor os produtores canavieiros e estimulá-los a racionalizar os custos com energia, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) contratou uma consultoria, a GM Consultoria, para avaliar, caso a caso, como otimizar o uso de energia nas propriedades de seus associados. A empresa, que tem como atividade principal a análise para redução de custos com faturas de energia, já contabiliza resultados práticos que mostram a eficácia desse trabalho.
Dentre as economias de valores consideráveis alcançadas agora em junho, graças ao trabalho da Consultoria, destaca-se uma redução de 30% no valor das faturas da Estação de Camaratuba, o equivalente a menos R$ 3 mil/mês. Lá, foi identificado que havia a possibilidade de alteração na modalidade tarifária o que resultou na redução dos valores pagos à Concessionária. Outro exemplo de otimização de custos verificou-se na fazenda Jardim, cuja redução atingiu 35% referente a tributação e demandas, chegando a um valor de quase R$ 4 mil a menos nos valores faturáveis em meses de alto consumo.
Atualmente, explica a diretora da GM Consultoria, Girleide Michely Beserra, a empresa trabalha no projeto de redução de cistos na sede da Asplan, em João Pessoa. “Estamos desmembrando os consumos do auditório e das salas para que as mesmas não paguem faturas quando estiverem desocupadas, bem como o ajuste da modalidade tarifária praticada nas faturas da sede entre outros processos que encontram-se em andamentos o que, fatalmente, trará uma economia significativa para a Associação”, afirma Girleide.
A Consultoria atua promovendo orientações, sugestões, visitas em campo, alterações, entre outros benefícios que poderá ser adquiridos ou enquadrados pelos produtores rurais junto a Concessionária local. No primeiro momento é feito uma análise minuciosa das faturas de energia da unidade consumidora, posteriormente visita ao padrão de medição/subestação. A partir dos estudos verifica-se as possibilidades de reduções com tarifas, demandas e tributos cobrados nas contas. Daí em diante, a consultoria norteia o consumidor e executa os ajustes apontados na análise e encaminhar as solicitações junto a concessionária a fim conseguir reduções nos pagamentos. Uma vez iniciada a consultoria, a empresa acompanha mensalmente as faturas. A empresa também avalia a possibilidade de ajustes e modificações junto ao funcionamento de máquinas, motores e equipamentos que consomem muita energia nos horários de ponta e fora ponta, adequando-o e orientado o associado no sentido de ter uma melhor eficiência energética em suas propriedades.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que esse é mais um benefício que tem o associado da Asplan. “A consultoria foi contratada para prestar orientações no âmbito de faturamento de energia e projetos elétricos em geral, promovendo uma redução de custos com energia elétrica respeitando a Resolução Normativa 414 da Aneel. O objetivo é ajudar nossos associados a terem menos gastos com energia”, afirma José Inácio. Para maiores informações sobre o serviço, contatar Kiony, a gerente administrativa da entidade, pelo número 3241-6424.
Paraíba ganha dois campos de melhoramento genético da Ridesa para multiplicação de clones de cana-de-açúcar com apoio da Asplan
Paraíba ganha dois campos de melhoramento genético da Ridesa para
multiplicação de clones de cana-de-açúcar com apoio da Asplan
O Departamento Técnico (Detec) da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), através de um convênio com o Programa de Melhoramento Genético, da Rede Interuniversitária para Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa) montará dois campos de multiplicação de clones promissores de cana-de-açúcar. Os clones que serão produzidos na Paraíba já são variedades destaques de vários experimentos anteriores realizados nos campos de usinas de Pernambuco, Rio Grande do Norte e na própria PB. Ao todo, serão 17 variedades RB’s, que serão comparados com duas variedades já amplamente cultivadas no Estado que são a RB 92579 e RB 867515.
Os campos serão montados em duas regiões distintas da Paraíba, explica o engenheiro agrônomo da Asplan, Luís Augusto. “Um campo será montado no litoral Sul, no município de Santa Rita, outro no litoral Norte, no município de Mamanguape”, afirma Luis. Segundo ele, esse é um projeto a médio e longo prazo, tendo em vista que nos próximos anos, serão montados outros espaços a partir desse campo de multiplicação. “Estamos começando esse trabalho e faremos as devidas avaliações, como também programaremos alguns dias de campo, para que junto com os produtores possamos avaliar e conhecer o potencial desses novos materiais. Para se ter uma ideia da importância dessa iniciativa, basta lembra que 66% dos canaviais do Brasil são cultivados com variedades RBs, o que corresponde a uma área de 5,6 milhões de hectares”, destaca Luís.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reitera que o trabalho de melhoramento genético é continuo e feito a longo prazo. Para se ter uma ideia, para ocorrer a liberação de uma nova variedade de cana leva algo em torno de 10 anos, desde o cruzamento a liberação do clone como variedade comercial”, afirma o dirigente canavieiro, destacando que o melhoramento genético é uma ferramenta importantíssima no aumento da produtividade. “O melhoramento genético permite desenvolver variedades mais adaptadas às condições de clima e solo adversos, bem como mais produtivas em relação as suas variedades padrões. A escolha de uma variedade correta está diretamente ligada ao sucesso na atividade, como uma escolha errada repercute diretamente nos resultados e produtividade da plantação”, finaliza José Inácio.
- Luis Augusto com Gilberto e Amaro, técnicos de campo
Programa de Controle Biológico da Broca Comum é iniciado na COAF/CRUANGI com apoio de profissionais da Asplan
A broca comum (Diatraea saccharalis) causa grandes perdas tanto no campo, quanto na indústria. Segundo a literatura técnica, para cada 1% de Intensidade de Infestação, ocorre uma redução de 1,14% na produção de colmos, 0,42 % de açúcar e 0,21% na produção de etanol. Ciente da importância de controlar a infestação de sua plantação, o Engenheiro Agrônomo Geraldo Barros, responsável pela equipe técnica do Condomínio dos Produtores de Cana da Mata Norte COAF/CRUANGI, solicitou apoio da equipe da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para iniciar o Programa de Controle Biológico da Broca Comum. O engenheiro agrônomo Luis Augusto e o Biólogo Roberto Balbino da Asplan visitaram, no último dia 25, os canaviais do Condomínio localizados em Pernambuco.
Na ocasião, acompanhados pelo técnico agrícola Josafá Régis, os profissionais estiveram no campo, escolheram alguns talhões, fizeram e mostraram como fazer o levantamento do índice de infestação, abordaram assuntos relacionados a biologia da praga e do seu controlador, tiraram dúvidas relacionadas e fizeram recomendações. “Para ter sucesso no programa de controle biológico é necessário conhecer bem a biologia da praga/alvo, no caso a Diatraea, bem como a biologia do seu controlador biológico a vespinha. La, no Condomínio fizemos primeiro o levantamento populacional da praga, verificando o estágio que ela se encontra, e agora vamos programar a liberação da Cotesia”, explica Luis.
A Asplan, através da Estação Experimental do Camaratuba, produz há quase 30 anos, dois controladores biológicos para as duas principais pragas da cana-de-açúcar. Trata-se da vespa (Cotesia flavipes) para a broca e do fungo (Metarhizium anisopliae) para a cigarrinha da folha. Luís Augusto lembra que a Asplan não comercializa vespa nem fungo, o que a Associação faz é manter parcerias para o fornecimento das vespas, de modo que os parceiros ajudam a manter os laboratórios funcionando e produzindo controladores. “Assim contribuímos com o controle biológico da broca no Nordeste, com baixos índices de infestação, reduzindo perdas e também o uso de agroquímicos, contribuindo para assegurar a sustentabilidade da atividade canavieira no Nordeste”, finaliza Luis.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, reforça que a Associação está disponível para realização de visitas técnicas como essa feita na COAF/CRUANGI e lembra que os produtores canavieiros associados a Asplan recebem os insumos biológicos produzidos na estação de Camaratuba sem nem custo. Maiores informações podem ser obtidas através do telefone 3241-6424.
- Luis Augusto, engenheiro agrônomo da Asplan, orientou a visita técnica – Cópia
- Na visita técnica foram escolhidos os talhões
- Roberto, Luis e Josafá Régis
- Técnicos da Asplan durante a visita na COAF
Presidente da Asplan elogia iniciativa de vereador de Capim que propõe abastecimento de frota oficial do município apenas com Etanol
“Maior produtor de etanol do mundo, a partir da cana-de-açúcar, o Brasil tem um enorme potencial instalado de produção, mas, infelizmente, faltam políticas públicas de incentivo ao consumo deste produto nobre, renovável e ecologicamente correto e iniciativas como essa do parlamentar de Capim nos enche de esperança de que, num futuro bem próximo, essa consciência da importância do abastecimento com Etanol consiga ser amplificada para outros municípios, estados e para o país todo”, disse hoje (18), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro se referia a iniciativa do vereador da cidade paraibana de Capim, Josenildo Ferreira da Silva, que através de um Projeto de Lei (001/2020), sugere que os veículos oficiais do município com motor flex sejam abastecidos, exclusivamente, com Etanol.
Na justificativa da propositura, o parlamentar lembra que o setor sucroenergético gera empregos, renda, além de progresso e desenvolvimento, destaca que a pandemia reduziu o consumo de Etanol colocando as indústrias locais em situação complicada. “Com essa iniciativa, estaríamos não só contribuindo com o meio ambiente, já que o Etanol não é poluente, mas, com essas indústrias nacionais e, consequentemente, com a manutenção dos empregos que elas geram”, argumenta o parlamentar. Somente na Paraíba, o setor gera cerca de 40 mil empregos diretos em épocas de safra.
O PL que foi apresentado no último dia 08 de junho sugere o abastecimento não apenas da frota própria do município, mas, também dos veículos flex locados pela Prefeitura e demais órgãos da administração pública local. Na justificativa, o vereador lembra ainda que as usinas, nesta época de pandemia, estão doando álcool 70% aos municípios e que o abastecimento com Etanol além de todas as vantagens que ele oferece, seria também uma forma das prefeituras retribuírem esse gesto das indústrias.
O presidente da Asplan lembra que a iniciativa não é inédita em nível nacional e que já há várias prefeituras no país que optam, prioritariamente ou exclusivamente, pelo abastecimento com Etanol. José Inácio destaca ainda que estudos mostram que a durabilidade do motor abastecido com Etanol é maior para quem usa só álcool e que um carro a álcool polui dez vezes menos que um abastecido com gasolina.
- José Inácio elogiou iniciativa do vereador de Capim
Chega primeira compra de insumos da Cooperativa de produtores rurais da Paraíba
A semana começou com boas notícias na Cooperativa dos Associados da Asplan (Coasplan). Trata-se da chegada dos produtos da primeira compra da Cooperativa. Os itens do primeiro pedido de Herbicidas, Inseticidas e Fungicidas, que tinha sido feito no dia 05 de junho, chegaram na última segunda-feira (15) e já estão no galpão da entidade, em Bayeux, prontos para serem comercializados. Nessa primeira compra a Cooperativa investiu R$ 132 mil. Os itens já estão disponíveis para aquisição dos cooperados e não cooperados.
O gerente da Coasplan e engenheiro agrônomo Luís Augusto, destaca que esse primeiro pedido de insumos não foi somente de produtos direcionados apenas a cana-de-açúcar, mas, também a outras culturas, a exemplo, de abacaxi, inhame, coco e mamão. “A ideia foi começar com um mix de produtos que atendesse outras culturas, além da cana-de-açúcar para começarmos a movimentar a Cooperativa”, afirma Luís, lembrando que o produtor pode ligar no número da Coasplan 2177-0441 e tirar suas dúvidas. Nesse mesmo número, o produtor também pode acionar a Central de Compras para adquirir peças de reposição, implementos, EPI’s e outros itens ligados ao negócio rural.
- A sede da Coasplan fica em Bayeux
- As primeiras compras são destinadas a várias culturas
- Os produtos da primeira compra da Coasplan já estão na sede da Cooperativa
- Os produtos já estão à disposição de cooperados e não cooperados
Asplan também apoia Campanha de estímulo ao uso do Etanol com adesivagem de carros de associados, funcionários e condôminos
“A campanha ‘Etanol é só beleza. Abasteça com etanol’ lançada pelo Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool), com apoio de diversas entidades, entre elas a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) continua a ser fortalecida, agora com a etapa de adesivagem de carros e espaços de grande circulação de pessoas. Na sede da Asplan, a partir desta segunda-feira (15), todos os carros de associados, funcionários e condôminos que estacionarem no local passam a ser adesivados com material da campanha. “A adesão a essa campanha tem que ser um compromisso de cada um de nós e de cada vez mais brasileiros que precisam valorizar esse produto limpo, renovável e que contribui com o meio ambiente e ainda gera renda, progresso e desenvolvimento”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.
O dirigente canavieiro lembra que a campanha chega num momento muito oportuno, no qual o setor precisa de apoio, inclusive, com o estímulo da população por usar um combustível limpo e renovável. “A safra 2019/2020 de cana-de-açúcar na Paraíba foi encerrada em abril e justamente quando os estoques de álcool deveriam ser comercializados, a pandemia provocou uma queda nas vendas de 70% do etanol nos postos de combustíveis, causando prejuízos ao setor”, destaca José Inácio. Além dos adesivos, a campanha tem ainda um jingle, que está disponível no site oficial do Sindalcool, o www.sindalcool.com.br e conta com a divulgação do setor.
O diretor do Grupo Japungu, José Bolivar, um dos apoiadores da Campanha, gravou um vídeo recentemente onde destaca a importância, pluralidade e sustentabilidade do setor sucroenergético. “O setor é extremamente sustentável, gera sua própria energia e ainda devolve a natureza a grande maioria dos nutrientes consumidos pela cana-de-açúcar durante seu desenvolvimento. Esses nutrientes retornam ao campo em forma de palha e outros resíduos. Além do etanol a indústria também produz uma série de subprodutos, tais como, o bagaço, que é utilizado na geração de energia limpa, na indústria de rações, na produção de álcool de segunda geração, na levedura seca também usada na indústria de rações, o CO² utilizado na indústria de gases, o biometano, o bioplástico, que é o plástico verde, largamente utilizado e até mesmo na reconstrução da pele humana de pessoas que sofreram graves queimaduras. Abastecendo com etanol você valoriza a indústria nacional e contribuiu para o desenvolvimento econômico do país e também de sua região”, destacou Bolivar.
- Carlos Heim, diretor da Asplan, foi um dos que já adesivou seu carro
- Detalhe do adesivo da campanha de estímulo ao uso do etanol
- O diretor da Japungu, José Bolivar, reforça importancia do setor sucroenergético





























