Asplan
É preciso que o Congresso reconheça a justa reivindicação de incluir o produtor no RenovaBio e no recebimento de CBIOs afirma José Inácio
A Política Nacional de Biocombustíveis, o Renovabio, que instituiu o ativo de crédito de descarbonização (CBios) deixou de fora o mais importante elo desse processo que são os produtores, uma vez que é no campo que acontece a maior parte de captura de carbono. E essa injustiça está sendo revista graças a um Projeto de Lei apresentado pelo deputado federal Efraim Filho (DEM/PB) que inclui os fornecedores de matéria-prima entre os beneficiários do CBIOs. “É inadmissível que um Programa que se propõe a estimular a baixa emissão de CO2 tenha deixado de fora quem participa diretamente dessa ação, uma vez que é no processo produtivo que isso acontece em maior escala. Esse PL precisa ser votado urgentemente para que essa injustiça seja reparada o quanto antes”, afirma o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
Segundo o dirigente canavieiro, os produtores não querem tirar nada das indústrias, apenas receber o que lhes é de direito. E para chamar atenção dessa questão e tentar acelerar o processo de apreciação da matéria e sensibilizar os parlamentares federais, produtores publicaram um manifesto em apoio a mudanças do Renovabio. No texto, assinado por várias entidades, a categoria manifesta pleno apoio à proposta parlamentar de alteração da Lei no 13.576, de 26 de dezembro de 2017, materializada pelo Projeto de Lei 3.941/2020, que inclui o produtor rural fornecedor de matéria- prima dentro da Política Nacional e Biocombustíveis (RenovaBio). “Temos o direito de participar dessa Política na exata proporção da matéria-prima entregue por nós às indústrias, descontados os custos de emissão, negociação e de comercialização dos Créditos de Descarbonização (Cbios)”, reitera José Inácio.
O texto do Manifesto reforça que “Grande parte das metas de descarbonização ocorrerá no campo, por meio de ações realizadas pelo produtor rural preservacionista, partindo da forma de cultivo da matéria-prima até o cumprimento da manutenção da sua Reserva Legal e das Áreas de Proteção Permanente em sua propriedade”. Além da Unida, assinam o documento a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) e Associação Brasileira dos Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma).
O PL do deputado paraibano Efraim Filho inclui o produtor pessoa física ou jurídica, que cultiva em terras próprias ou de terceiros, que explore a atividade agropecuária e destine a sua produção as usinas que fabricaram etanol exclusivamente ou não. “O PL dá previsibilidade da participação do canavieiro no RenovaBio e no recebimento justo de CBIOs com base no que forneceu de cana à usina e com o total de etanol lá fabricado, evitando, inclusive, conflito de interesse sobre a partilha do CBios com o produtor da matéria-prima”, explica o presidente da Feplana, Alexandre Lima. Ele adianta ainda que se a produção da usina é 50% açúcar e 50% etanol, por exemplo, ela receberá apenas os CBIOs relativos ao etanol e a partilha desse crédito de descarbonização deverá, proporcionalmente, levar em conta a matéria-prima do produtor independente sobre a produção do biocombustível.
Fonte: valor.globo.com

Projeto desenvolvido na Fazenda Maracanã destina toda a produção de feijão para trabalhadores
Há vários anos, os proprietários da fazenda Maracanã, em Santa Rita, desenvolvem um projeto solidário que ao mesmo tempo em que ajuda as famílias dos trabalhadores a terem feijão o ano todo e obter uma renda extra, também contribui com a rotatividade de culturas, que é uma das boas práticas agronômicas. Este ano, 30 hectares da fazenda que pertence ao engenheiro agrônomo e produtor canavieiro, Raimundo Nonato Siqueira, foram cedidos aos funcionários da propriedade para o plantio de feijão, cuja colheita é destinada 100% aos trabalhadores para consumo próprio e comercialização de excedentes, com renda destinada também, exclusivamente, a eles. A expectativa é que a safra de feijão verde e seco seja colhida até maio.
Em junho, explica o filho de Nonato, Neto Siqueira, a terra é devolvida para o plantio de cana-de-açúcar, que é a principal lavoura da propriedade. “Nos sentimos extremamente gratificados por poder proporcionar um ganho extra aos nossos colaboradores e também assegurar o feijão para consumo próprio deles durante todo o ano”, destaca Neto, que também é engenheiro agrônomo e é quem ajuda a administrar a fazenda do pai.
Ele lembra que a rotação de culturas é uma técnica agrícola de conservação que visa a diminuir a exaustão do solo. “Isto é feito trocando as culturas a cada novo plantio de forma de que as necessidades de adubação sejam diferentes a cada ciclo. Consiste em alternar espécies vegetais numa mesma área agrícola”, explica ele, lembrando que além de contribuir com a conservação do solo, ela também ajuda no controle de pragas e doenças da lavoura e, neste caso, específico também tem um viés social e econômico importante, já que ajuda na alimentação e renda dos trabalhadores.
- A colheita é toda destinada aos trabalhadores
- O feijão será colhido até maio
- Raimundo Nonato, proprietário da Fazenda Maracanã em meeio a plantação de feijão
- Toda produção pertence aos trabalhadores da fazenda para consumo e comercialização
Presidente da Asplan é vacinado e diz que brasileiro precisa deixar de politizar tragédia e torcer para que mais vacinas cheguem logo
Vacinado no último domingo, em função de estar incluído na faixa etária do cronograma de vacinação contra a Covid-19, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, disse que é preciso que o brasileiro deixe de politizar a tragédia da pandemia e torça para que mais vacinas cheguem o quanto antes. “Vivemos uma tragédia mundial, com milhares de mortos, e não devemos neste momento de tanta tragédia politizar a pandemia. Devemos nos unir e torcer para que tudo dê certo, que chegue mais vacinas e num curto espaço de tempo, pois o vírus não vê posição ideológica, status social, nem poder econômico”, disse o dirigente canavieiro que foi vacinado no posto localizado na Escola Municipal Seráphico da Nóbrega, no bairro de Tambaú, em João Pessoa.
O presidente da Asplan, que apóia o governo Bolsonaro, reconhece que o Governo Federal não agiu com a agilidade que a pandemia pedia, mas, argumenta que o momento não cabe ‘chorar pelo leite derramado’, mas correr atrás do prejuízo. “De fato o governo federal não conduziu bem o processo no início, quando deveria ter se precavido e comprado antecipadamente as vacinas, mas, agora precisamos nos unir, torcer para que se resolva o mais rápido possível e jamais fazer política em cima de tanta tragédia”, reforçou José Inácio que está com três primos hospitalizados, em estado crítico por causa do Covid, em hospitais de João Pessoa e de Recife.
O presidente da Asplan tomou a primeira dose da vacina AstraZeneca, da Universidade de Oxford contra COVID-19. A segunda dose, segundo ele, será tomada daqui a 90 dias. “Não senti nenhuma reação até agora, apenas uma dorzinha no local da injeção, normal como qualquer vacina que se toma”, afirmou ele.
Presidente da Asplan comemora anúncio da UFPR/RIDESA sobre quatro novas variedades de cana-de-açúcar
O anúncio que o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar, vinculado ao Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), está prestes a liberar mais quatro variedades de cana-de-açúcar deixou o setor canavieiro paraibano em expectativa. Para o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a notícia foi recebida com muito entusiasmo. “A cada nova variedade, surgem novas possibilidades, de melhor adaptação ao solo, de maior produtividade e também de ampliação do teor de sacarose, de forma que noticias desta natureza sempre deixam o setor em euforia e gera grandes expectativas”, destacou o dirigente canavieiro.
Segundo divulgação da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento Sucroenergético (Ridesa), que é, atualmente, o principal núcleo de pesquisa canavieira na área do governo federal, desenvolvendo as cultivares denominadas República do Brasil (RB), desde 1992, o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar já desenvolveu 10 variedades. Entre as vantagens das novas variedades anunciadas agora estão o elevado teor de sacarose, os diferentes ciclos de colheita e as adaptações a vários tipos de solos e ambientes.
O coordenador do programa na UFPR, professor Ricardo Augusto de Oliveira, explica as características de cada uma delas. “Destaco o elevado teor de sacarose da RB056380 e da RB056351, sendo recomendas para cultivo em ambientes de alta a média fertilidade. Ambas possuem ciclo precoce, isto é, podem ser colhidas no início de safra. A RB006970 também tem alto teor de sacarose e apresenta um período de colheita maior, podendo ser colhida do início ao meio de safra. Ela é recomenda para cultivo em ambientes de alta a média fertilidade, com melhores resultados quando cultivada em solos com boa retenção de umidade. Já a variedade RB036152 tem resultados melhores em solos de média à baixa fertilidade. Ao longo dos cortes, ela apresenta elevados rendimentos agrícolas e possui teor de sacarose de médio a alto”, disse Ricardo.
As variedades mais cultivadas no Brasil são a RB867515, desenvolvida na Universidade Federal de Viçosa, seguida pela RB966928, desenvolvida na UFPR. Essa última, liberada em 2010, está presente em 14% da área nacional cultivada com cana-de-açúcar.Ainda de acordo com divulgação da Ridesa, além das quatro variedades criadas na UFPR, a Rede pretende liberar para cultivo, ainda este ano, outras 17 variedades. No total, serão 114 qualidades de cana-de-açúcar RB desenvolvidas em 50 anos de pesquisa pelo setor público.
O que muda com o melhoramento genético de plantas
“O melhoramento genético proporciona aumento de produtividade, pois viabiliza o cultivo de plantas mais resistentes a pragas e a doenças e adaptadas para as diferentes regiões produtoras”, lembra José Inácio. Esse processo, segundo o dirigente canavieiro, tem grande relevância para o setor agrícola e, principalmente para a sociedade, brasileira e mundial. São necessários cerca de 15 anos de estudos e pesquisas para obter uma nova variedade de cana-de-açúcar que passa por várias etapas, incluindo envios de sementes para os campos de experimentação, onde são realizadas a germinação das plântulas, a seleção de clones, os ensaios de competição de clones, a avaliação da época de maturação dos clones, a reação às pragas e doenças e depois desses estágios, que levam alguns anos, os clones são multiplicados em ensaios de validação comercial, cuja fase, dura cerca de dois anos, até que sejam comprovadas as qualidades das novas variedades em situações de manejo.
Fonte: UFPR/RIDESA
- As novas variedades normalmente trazem vantagens de produtividade entre outros avanços
- Em 50 anos de pesquisa a Ridesa lançou mais de 100 variedades de cana
- José Inácio lembra importância do trabalho de pesquisa e criação de novas variedades
Custeio antecipado possibilita que o produtor adquira produtos e insumos a custos mais baixos afirma presidente da Asplan
A linha de crédito rural para custeio antecipado é uma ferramenta de financiamento que permite ao produtor rural adquirir mais cedo seus insumos agrícolas, com um melhor planejamento da safra. Com a compra antecipada, via de regra, o produtor consegue melhores condições de preço e mercado. E algumas instituições financeiras, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, já disponibilizam linha de custeio antecipado da safra 2021/2022. Outras instituições financeiras também deverão anunciar recursos em breve. “No crédito antecipado, as taxas de juros são livres, a critério da instituição financeira, mas se o produtor tiver condições de antecipar seu custeio com certeza contará com vantagens porque ao obter recursos antecipados, o produtor tende a adquirir seus insumos a custos mais baixos”, afirma o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio.
Segundo divulgação na Imprensa, o Banco do Brasil disponibilizou recursos de R$ 16 bilhões para o custeio antecipado das atividades agrícolas para o período agrícola 2021/22. Já a Caixa anunciou a ampliação do Custeio Agro Antecipado para R$ 12 bilhões. No caso específico do Banco do Brasil, os recursos foram direcionados aos produtores de lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz e também de cana-de-açúcar. No âmbito do Pronamp, que é destinada ao médio produtor, a taxa cobrada pelo BB será de 5% ao ano, com prazo de até 14 meses e teto de R$ 1,5 milhão. Já para o custeio agropecuário aos grandes, a taxa cobrada é a partir de 6% ao ano, também pelo prazo de até 14 meses. Nesse caso, o teto é de R$ 3 milhões.
Os recursos da Caixa atendem a diversas finalidades, especialmente para financiar as despesas do ciclo de produção das principais culturas do país, como soja, milho, algodão, arroz, feijão, mandioca e café, e atividades pecuárias. Os pequenos agricultores terão acesso ao financiamento até junho deste ano a taxa de juros a partir de 2,75% ao ano, médios a partir de 4% e demais a partir de 5%.
No custeio antecipado, o produtor rural pode usar o crédito para adquirir previamente insumos agrícolas ou pecuários, como sementes e mudas, fertilizantes, pesticidas, ração e medicamentos. Na atividade pecuária, essa modalidade de financiamento possibilita, ainda, que sejam financiadas a limpeza e a reforma de pastagens e a silagem, entre outras. As atividades aquícolas e pesqueiras (industrial ou artesanal) também são beneficiadas.
- Caixa já divulgou disponibilidade de recursos para custeio antecipado
- José Inácio destaca disponibilidade de recursos para custeio antecipado
Ação de logística reversa em Itapororoca consegue arrecadar 582 kg de embalagens de defensivos agrícolas
A última sexta-feira (12) foi um dia de intenso movimento no campo de futebol, localizado na saída da cidade de Itapororoca, sentido Araçagi, na PB 057. Mas, o que ‘rolou’ no campo não foi a bola, mas, a movimentação de produtores rurais que atenderam um chamamento da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Prefeitura de Itapororoca para entregar embalagens vazias de defensivos agrícolas. A ação denominada ‘Recolhimento Itinerante’ aconteceu das 8h às 16h e conseguiu arrecadar 582 kg de embalagens. A iniciativa contou com o apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), da Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), da Associação dos Engenheiros Agrônomos (AEA-PB), Federação Nacional das Associações de Centrais e Afins (FENACE), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA) e da Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP).
O objetivo da ação, que acontece regularmente através de vários postos de coleta itinerante, lembra o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, é facilitar o recolhimento dos recipientes, em atendimento ao que determina à Lei federal nº 9.974 de junho de 2000, que dispõe sobre a logística reversa de embalagens de agrotóxicos que destina corretamente os recipientes que já foram utilizados. “O descarte correto das embalagens é obrigatório e a disposição de um posto de coleta facilita esse descarte e iniciativas como essa facilitam a vida do produtor de forma que são bem-vindas e sempre terão nosso apoio”, afirma José Inácio.
O coordenador do Departamento Técnico da Asplan, o engenheiro agrônomo Luís Augusto, lembra que a Associação bem como os fornecedores de cana estão comprometidos não só em cumprir a Lei, mas em preservar o meio ambiente. “A tríplice lavagem do recipiente e entrega a um posto ou local de coleta é uma exigência, já que a legislação vigente proíbe queimar, enterrar ou mesmo jogar em lixo comum, porque além de ser contra a lei, o descarte incorreto de embalagens pode contaminar o meio ambiente e prejudicar a saúde das pessoas”, reforça Luis. Ele lembra que ao entregar as embalagens com segurança a uma unidade de recebimento o produtor além de se adequar à legislação, tem a segurança de que será dado uma destinação adequada do recipiente. Ele lembra que a lei só permite que o produtor guarde recipientes vazios de agrotóxicos até um ano. “Depois deste período, é preciso que o produtor faça a logística reversa”, adverte Luis.



Presidente da Asplan diz que manifestações deste domingo reforçam o apoio ao Governo de Bolsonaro e as medidas de estabilização do país
“Precisamos mostrar que o governo Bolsonaro tem o apoio da população para fazer reformas estruturantes, que a pandemia não pode paralisar a economia, defender esse governo que tem um olhar federativo e republicano e, sobretudo, nos manifestar por um Brasil cada vez melhor. Então, partindo destas questões, essas manifestações que aconteceram em todo o país, inclusive, aqui em João Pessoa, em forma de carreata tem todo o nosso respaldo”, disse hoje (15), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Ele referiu-se às manifestações em defesa do presidente Jair Bolsonaro e de seu governo, que aconteceram na capital paraibana e em outras cidades do país neste domingo.
Em João Pessoa, o grupo de manifestantes fez uma carreata pelas principais ruas da cidade concentrando-se nas imediações do Grupamento de Engenharia do Exército, na Avenida Epitácio Pessoa. A manifestação que começou por volta das 11h, e foi convocada pelas redes sociais, teve a participação do diretor da Asplan, Carlos Heim, que usando uma máscara com a bandeira nacional, foi um dos que foi para as ruas protestar. “Estou aqui, de forma pacífica, para lutar contra o que estão tentando fazer com nosso país. Esse é um movimento democrático, em prol do Brasil. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”, disse ele.
Os manifestantes portavam bandeiras do Brasil e se vestiram nas cores da bandeira nacional para reforçar seu patriotismo. Uns preferiram parar e se manifestar concentrados na Epitácio Pessoa, outros seguiam em carreata que percorreu vários bairros da cidade. Buzinassos também fizeram parte das manifestações em todo o país, inclusive, na capital paraibana.
- A bandeira nacional foi um item muito usado pelos menifestantes
- Carlos Heim, diretor da Asplan, participou do protesto na Epitácio Pessoa
- O protesto em João Pessoa incluiu carreatas e buzinasso e manifestação em frente ao Grupamento de Engenharia
Biólogo paraibano tem artigo de mestrado sobre a Cotesia Flavips publicado em revista de renome nacional e internacional
O biólogo e mestre em Ciência Agrárias, Roberto Balbino, concluiu recentemente seu mestrado na Universidade Federal da Paraíba – UFPB, Campus III, e logo após teve seu artigo publicado na rsdjournal.org. O trabalho de pós-graduação do biólogo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) foi sobre o tema “Aspectos comportamentais do parasitóide Cotesia Flavips”. O artigo, que aborda questões relevantes sobre a Cotesia, tem importância vital para o setor canavieiro porque dá condições de se conhecer mais profundamente o parasitóide que combate a Broca-Comum, uma das que mais causam prejuízos na lavoura canavieira.
“Fiquei muito feliz com o resultado do estudo para meu mestrado, fruto de muitas pesquisas e avaliações in loco, principalmente, no trato com esse parasitóide já que nós produzimos essa vespa utilizada no combate à Broca-Comum”, disse Roberto, lembrando que a Asplan mantém um laboratório de produção de insumos biológicos, em Camaratuba, que além de produzir a vespa, também produz o Metahizium anisopliae (Fungo), que combate outra praga da cana, a Cigarrinha da Folha.
Ele aproveita para agradecer o apoio recebido pela Asplan na complementação de seus estudos para o mestrado, lembrando que o trabalho desenvolvido na Estação é muito importante para a produção de insumos de combate biológico de duas das principais pragas da cana no campo. “Esse trabalho é fundamental tanto para a pesquisa científica, como também para apoiar a cadeia produtiva que tem na estação a garantia de produção de produtos de primeira linha”, reitera o biólogo, destacando que todo o estudo foi desenvolvido na Estação de Camaratuba, com total apoio da Associação.
O diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, destaca o empenho do biólogo Roberto no desenvolvimento de sua pesquisa de mestrado, enaltecendo que a Asplan tem muito orgulho de tê-lo em seus quadros. “Nós que integramos a Asplan temos muita satisfação de contar com o talento do Roberto e ficamos muito felizes de poder colocar nosso laboratório e o trabalho que desenvolvemos na estação à disposição de um estudo científico, colaborando desta forma também com a Academia e, sobretudo, com um estudo que vai beneficiar quem produz cana-de-açúcar”, reitera Neto.
Sobre o estudo
Dentre os múltiplos aspectos que perpassam pelo controle biológico e sustentável na cultura da cana-de-açúcar (Saccharumofficinarum), o estudo conduzido pelo biólogo Roberto privilegiou os aspectos comportamentais de Cotesia flavipes produzidas no laboratório da estação de Camaratuba, localizado no litoral norte paraibano, no município de Mamanguape. O objetivo foi avaliar o comportamento da produção em laboratório para melhor desempenho em campo. Os experimentos foram desenvolvidos no Laboratório de Produção Massal de Controle Biológico (LPMCB) da ASPLAN e realizados em delineamento inteiramente casualizado, em salas climatizadas com temperaturas de 21, 25 e 29 ºC, umidade relativa do ar variando de 70±10% e fotofase de 12 horas.
Foram utilizadas 34 lagartas (repetição) para cada temperatura, avaliando-se as seguintes variáveis biológicas: durações de ovo-larva; duração de pupa; adultos; quantidade de casulos por lagarta, viabilidade de pupas; razão sexual nas três temperaturas e a eficiência entre manipuladores masculino e feminino. Os resultados obtidos no estudo enaltecem que os aspectos comportamentais de parasitóides produzidos em laboratório apresentam diferenças em suas populações quando submetidas a diferentes temperaturas, tendo o melhor desempenho obtido na temperatura de 25 ºC, com eficiência de eclosão em 92,12%.
- A produção de insumos biológicos da Asplan acontece na Estação de Camaratuba
- Neto Siqueira, diretor técnico da Asplan
- Roberto Balbino defendendo o seu estudo para a banca do mestrado
- Roberto Balbino é o autor do estudo sobre Cotesia Flavips
Asplan convida associados para participar de ação que fará a logística reversa de embalagens de agrotóxicos em Itapororoca
No próximo dia 12 de março, durante todo o dia, os produtores rurais de cidades próximas a Itapororoca, terão à disposição um posto de coleta para entregar embalagens vazias de agrotóxicos. A ação, denominada Recolhimento Itinerante, é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Prefeitura de Itapororoca, em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), a Associação dos Engenheiros Agrônomos (AEA-PB), Federação Nacional das Associações de Centrais e Afins (FENACE), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (CREA) e a Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP).
O objetivo da ação, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, é facilitar o recolhimento dos recipientes, em atendimento ao que determina à Lei federal nº 9.974 de junho de 2000, que dispõe sobre a logística reversa de embalagens de agrotóxicos. O posto de Itapororoca funcionará no campo de futebol, localizado na saída da cidade sentido Araçagi, na PB 057. Os produtores que quiserem aproveitar a oportunidade de realizar o descarte correto das embalagens no local terão das 8 às 16h.
O coordenador do Departamento Técnico da Asplan, o engenheiro agrônomo Luís Augusto, lembra da importância da parceria para a destinação correta das embalagens. “O descarte correto das embalagens é obrigatório e a disposição de um posto de coleta facilita esse descarte”, diz Luis, lembrando que tudo o que for arrecadado será destinado a uma unidade de recolhimento da ARPAN.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca que a Associação bem como os fornecedores estão comprometidos não só em cumprir a Lei, mas em preservar o meio ambiente. “Todos sabem que é preciso fazer a tríplice lavagem do recipiente e entregá-lo no posto montado durante a ação. Não podemos queimar, enterrar, jogar em lixo comum. Isso é contra a lei e contamina o meio ambiente e prejudica a saúde das pessoas”, disse José Inácio.
Ao entregar as embalagens de agrotóxicos com segurança a uma unidade de recebimento, que se encarregará de dar a destinação adequada do recipiente, como essa que será disponibilizada em Itapororoca, o produtor receberá um recibo que deve ser guardado e apresentado em uma possível fiscalização. “A lei só permite que o produtor guarde recipientes vazios de agrotóxicos até um ano. Depois disso, é preciso que ele faça a logística reversa”, reforça Luis, convidando os produtores, especialmente, os canavieiros a prestigiar a ação.

“O novo mundo rural e a produção de alimentos no Brasil” é um texto que precisa ser lido e divulgado afirma presidente da Asplan
Em artigo publicado no site “Poder 360”, o engenheiro agrônomo e doutor em Administração, Xico Graziano, e o professor das Faculdades de Administração da USP, Marcos Fava Neves, apresentam a sugestão de dez novos temas ligados ao agronegócio para serem trabalhados com crianças e jovens do ensino fundamental. “Esse texto precisa ser não apenas lido, mas divulgado e as escolas deveriam abraçá-lo com entusiasmo, pois nossos jovens crescem com uma idéia muito errônea sobre o universo rural quando, na realidade, deveriam ter uma visão mais atual do campo e do que é o agro brasileiro”, disse hoje (11), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais após tomar conhecimento do material.
O texto a que ele se refere indica
10 temas interessantes e atraentes às crianças e jovens pela modernidade que expressam o agro brasileiro, tais como, o cooperativismo no agro, que mostram que as cooperativas agropecuárias e outras formas aglutinadoras de produtores rurais se destacam no mundo colaborativo da agropecuária brasileira, respondendo por cerca de 50% da produção de alimentos do Brasil, o aproveitamento dos alimentos, destacando o desperdício, suas causas e seu combate, e como isso faz fazem diferença em um mundo onde milhões ainda passam fome. Há ainda indicação sobre Matas ciliares e de como é importante preservar as áreas que margeiam os cursos de água, obrigatória com a aplicação do Código Florestal no país, está trazendo um aumento das matas que protegem a biodiversidade, sobre o Bem-estar animal, focando os novos sistemas de condução e produção de animais que se evidenciam em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Há ainda indicação sobre os Novos alimentos, estimulando a curiosidade e a aceitação de fontes alternativas de alimentos, sobre a Bioeconomia, que foca o crescimento de cadeias produtivas baseadas em bioeconomia (biomassa, bioplástico, biocombustível, bioeletricidade, biodiversidade), sobre Agricultura digital que consiste no trabalho de gestão remoto, fazendas inteligentes e agricultura de precisão: um novo mundo se abre com a agricultura digital, abrangendo as propriedades rurais, com equipamentos guiados por GPS, softwares de análise e equipamentos avançados. O tema Melhoramento genético é outra indicação que trata como a seleção genética, realizada desde tempos remotos, alterou as características e o comportamento de plantas cultivadas e de animais domesticados. O Agro colaborativo, que aborda as formas de agricultura circular (onde o resíduo de uma atividade é insumo para outra) e a chegada dos modelos compartilhados de produção representam uma vanguarda na dinâmica do agro moderno e ainda as Atividades secundárias, tais como, apicultura, silvicultura e florestas plantadas, piscicultura e carcinicultura (produção de camarões), floricultura e plantas ornamentais, mostrando que existem importantes atividades do agro que nem sempre recebem a atenção da opinião pública ou do ensino.
O dirigente da Asplan reforça que nessa época de pandemia, ficou clara a força decisiva do agronegócio na manutenção da oferta de alimentos e na riqueza nacional como um todo. “O Brasil conseguiu exportar ao redor de US$ 100 bilhões em produtos vindos da agricultura, em 2020 e esse volume de recursos entrou pelos portos do Brasil rumo ao interior do país, dinamizando os municípios, contribuindo para o desenvolvimento, com empregos e oportunidades de negócios”, reitera José Inácio, lembrando que é importante que o texto sugerido por Xico Graziano e Marcos Fava Neves, seja repassado às crianças e jovens do ensino fundamental, estimulando-os a refletir sobre a importância presente das relações entre o campo e a cidade. “A agropecuária brasileira é muito rica e diversificada. Se existem defeitos, históricos e atuais, que sejam expostos, afinal advém de uma minoria de produtores. Mas, é fundamental enaltecer os avanços e as virtudes e, recentemente, os benefícios trazidos pela modernização tecnológica, que configuram um novo mundo rural. É do campo que retiramos os alimentos, portanto, se não houver plantio, também não há colheita”, finaliza José Inácio.
- José Inácio, presidente da Asplan, enaltece o texto e diz que é importante que os estudantes aprendam sobre o agro


















