Asplan
Professor Renan Cantalice mostra em palestra na Asplan que manejo
A importância do manejo eficiente das plantas daninhas como ferramenta para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a longevidade dos canaviais foi o tema da palestra ministrada pelo professor doutor Renan Cantalice (CECA/UFAL), nesta terça-feira (14), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Com o tema “Proteção do canavial: eficiência no controle de plantas daninhas”, o encontro foi promovido pela Crop e pela Nortox, com apoio da Asplan, reunindo produtores de cana, representantes de usinas, agrônomos, técnicos e profissionais ligados ao setor.
Na abertura do evento, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da parceria entre a entidade e a Crop, ressaltando que a realização de eventos técnicos fortalece o setor ao aproximar os produtores das novas tecnologias e das melhores práticas de manejo. “Receber a Crop é como receber um amigo. Nossa parceria é de muitos anos e vocês são de Casa (Nonato e Neto Siqueira). A Asplan tem como missão levar conhecimento ao produtor e abrir espaço para iniciativas que contribuam para o fortalecimento da atividade canavieira. Tenho certeza de que todos sairão daqui levando muito aprendizado, porque o professor Renan faz uma palestra extremamente técnica, objetiva e, ao mesmo tempo, muito didática. Foi uma das melhores apresentações que assisti nos últimos tempos”, afirmou. José Inácio também aproveitou a ocasião para lembrar que o setor aguarda a liberação dos recursos da subvenção econômica concedida pelo Governo Federal aos produtores nordestinos.
Reconhecido nacionalmente por sua atuação na área de manejo de plantas daninhas, o professor Renan Cantalice conduziu uma palestra baseada em resultados de campo e experiências práticas. Ao longo da apresentação, o especialista demonstrou que o controle das plantas daninhas começa muito antes da aplicação dos herbicidas e depende, sobretudo, de planejamento, monitoramento permanente e tomada de decisão baseada em diagnóstico técnico. Segundo ele, um dos maiores erros é acreditar que existe uma solução única para todas as áreas. “Não existe receita pronta para o manejo de plantas daninhas. Cada propriedade possui características próprias de solo, clima, histórico da área e espécies infestantes. O produtor precisa caminhar na lavoura e conhecer seu canavial. Quanto maior o conhecimento da área, menores serão os erros e maiores serão os ganhos de produtividade”, explicou.
Renan destacou que o manejo eficiente reduz significativamente as perdas provocadas pela competição entre a cana e as plantas daninhas por água, luz e nutrientes, além de aumentar a vida útil do canavial. “O canavial dá lucro quando é longevo. Quanto menor a necessidade de renovação da lavoura, maior será a rentabilidade do produtor”, ressaltou. Durante a palestra, o pesquisador apresentou dados que evidenciam o impacto das infestações de plantas daninhas. Além da redução na produção de toneladas por hectare, ele explicou que as daninhas provocam aumento do consumo de fertilizantes, desperdício de nutrientes, desgaste dos equipamentos de colheita, dificuldades operacionais e favorecem a proliferação de pragas e doenças.
Renan chamou atenção para espécies como capim-colonião, gengibre, camalote, e outras que vêm ampliando sua presença nas áreas produtoras de cana no Nordeste. Segundo ele, muitas dessas espécies permanecem viáveis no solo por anos, formando um banco de sementes que compromete várias safras futuras quando o manejo não é realizado de forma correta. “O produtor precisa enxergar o manejo de plantas daninhas como investimento e não como custo. Tudo o que deixamos de controlar hoje pode representar perdas durante muitos anos”, enfatizou.
Outro ponto abordado pelo especialista foi a necessidade de integrar diferentes estratégias de controle, reunindo práticas mecânicas, químicas e monitoramento constante das áreas. Renan apresentou recomendações sobre dessecação pré-plantio, uso de herbicidas residuais, escolha das moléculas conforme o tipo de solo, técnicas de catação, época correta de aplicação, qualidade da água utilizada nas pulverizações, regulagem dos equipamentos e utilização de drones para monitoramento das lavouras. “O drone ajuda muito, mas ele não substitui a caminhada na lavoura. É preciso conhecer o campo, identificar corretamente os problemas e recomendar o manejo adequado para cada situação, lembrando que é importante que a estratégia de controle tenha amplo espectro”, observou.
O palestrante também alertou para a importância da qualidade da água utilizada nas pulverizações, explicando que águas contaminadas com argila, matéria orgânica ou excesso de minerais podem comprometer significativamente a eficiência dos herbicidas e também do cuidado com o preparo do material a ser aplicado. Ele falou ainda do custo-benefício do uso de alguns produtos, como o METSULFURON, PICLORAM, FLUROXIPIR P, TRICLOPIR Fe HEXAZINONA. E encerrou sua fala com a frase do renomado agrônomo e professor emérito da Colorado State University, Robert L. Zimdahl: ‘Plantas daninhas não são conscientes, mas parecem inteligentes”.
Representando a Nortox, o RTV Matheus Souza apresentou a trajetória da empresa, que completa 72 anos de atuação no mercado brasileiro, destacando sua contribuição para o desenvolvimento da agricultura nacional e o investimento contínuo em pesquisa e inovação. “A Nortox hoje tem 49 produtos registrados em fórmula e fábricas e 24 produtos registrados para serem lançados até 2030”, disse. O diretor da Crop, Angelo Siqueira, destacou a parceria que tem com empresas de adjuvantes,agradeceu o apoio da Asplan, elogiou a qualidade técnica da palestra do professor doutor e reiterou que a Crop tem à disposição dos produtores uma equipe especializada para orientação dos tratamentos.
Encerrando o encontro, o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, agradeceu a presença dos produtores, representantes das usinas e parceiros e destacou a qualidade técnica da apresentação. “Pela didática, que é muito peculiar em todas as suas apresentações, queremos agradecer ao professor Renan. Também agradecemos à Crop e à Nortox, que são parceiras da Asplan e estão sempre trazendo conhecimento e inovação para os nossos associados”, disse. Neto lembrou que o Departamento Técnico da Associação permanece à disposição dos produtores para prestar assistência, recomendações agronômicas, visitas técnicas e todo o suporte necessário para melhorar o desempenho das lavouras.














Presidente da Sociedade Entomológica do Brasil visita biofábricas da Asplan e reforça parceria para o Siconbiol 2027
As biofábricas da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) receberam, no último dia 8 de julho, a visita técnica do presidente da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Angelo Pallini. A agenda fez parte da programação de preparação para o Simpósio Nacional de Controle Biológico (Siconbiol 2027), que será realizado em setembro do próximo ano, em João Pessoa, com expectativa de reunir cerca de 2 mil participantes, de mais de dez países.
Durante sua passagem pela Paraíba, Angelo Pallini cumpriu uma série de visitas técnicas aos principais locais que estarão envolvidos na realização do evento. Além de conhecer o Centro de Convenções da Paraíba, onde acontecerá o simpósio, ele esteve na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Sítio São José e na Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Asplan, onde funciona a produção dos bioinsumos Cotesia flavipes (vespas) e Metarhizium anisopliae (fungos) utilizados pelos produtores associados no combate a broca-comum (Diatraea spp) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata).
Na Estação Experimental, o presidente da SEB conheceu de perto o trabalho desenvolvido nas biofábricas, conversou com a equipe técnica e acompanhou todo o processo de produção dos agentes biológicos utilizados no manejo sustentável da cultura da cana-de-açúcar. A visita também serviu para fortalecer a parceria institucional entre a Sociedade Entomológica do Brasil e a Asplan na organização do Siconbiol 2027.
A visita foi acompanhada pelo biólogo e doutor em Agronomia Roberto Balbino, responsável por apresentar as atividades desenvolvidas na estação experimental, destacando os investimentos da Asplan na produção de bioinsumos e na difusão de tecnologias sustentáveis voltadas aos produtores paraibanos.
Ao final da visita, Angelo Pallini elogiou o trabalho realizado pela associação e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da agricultura sustentável no Brasil. “Fiquei muito impressionado com a estrutura e, principalmente, com o compromisso da Asplan em investir na produção de bioinsumos. Manter biofábricas próprias e disponibilizar esses insumos aos produtores é uma iniciativa extremamente positiva, que demonstra visão de futuro e compromisso com uma agricultura mais sustentável, eficiente e ambientalmente responsável. A diretoria da Asplan está de parabéns por acreditar no controle biológico e por transformar essa tecnologia em benefício direto para seus associados”, afirmou o presidente da Sociedade Entomológica do Brasil.
O Diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, destaca que a visita representa o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido na Estação Experimental de Camaratuba. “A cada ano, nos consolidamos como referência na produção de bioinsumos e no incentivo ao controle biológico como ferramenta para aumentar a produtividade com sustentabilidade, beneficiando diretamente os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba e de outros estados que adquirem os insumos a preços bem competitivos”, destaca o diretor, lembrando que os associados da entidade recebem os insumos gratuitamente.





Asplan elabora projetos de financiamento que somam quase R$ 15 milhões e avança na disponibilidade de serviços de geotecnologia
A assistência técnica oferecida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) aos seus associados continua sendo um dos principais instrumentos de fortalecimento da atividade canavieira no Estado. Na safra 25/26, o setor técnico da entidade elaborou 30 projetos de custeio e investimento que, juntos, representam um volume de recursos de R$ 14.865.460,61 pleiteados junto às instituições financeiras para atender produtores associados para custeio e investimentos.
O balanço das atividades do setor mostra que a atuação da equipe aconteceu em diversas frentes. Além da elaboração de projetos de financiamento, houve assistência técnica na regularização documental, georreferenciamento de imóveis rurais e mapeamento de propriedades com o uso de drones, serviços que proporcionam mais segurança, eficiência e acesso ao crédito aos produtores.
Do total de projetos elaborados, 20 foram destinados ao Banco do Brasil, sendo 16 de custeio e quatro de investimento. O Sicredi recebeu nove propostas, entre três de custeio e seis de investimento, enquanto o Banco do Nordeste contabilizou um projeto de custeio. O Banco do Brasil concentrou o maior número de operações no período, seguido pelo Sicredi.
Os recursos solicitados somam quase R$ 15 milhões, destinados tanto ao custeio da produção quanto à realização de investimentos em máquinas, equipamentos, infraestrutura e modernização das propriedades rurais. Do montante, R$ 7,55 milhões correspondem a projetos de custeio junto ao Banco do Brasil, R$ 1,89 milhão a investimentos na mesma instituição, R$ 2,65 milhões em operações no Banco do Nordeste, R$ 835,9 mil em custeio no Sicredi e R$ 1,92 milhão em investimentos na cooperativa financeira.
Além da elaboração dos projetos, o setor técnico também prestou apoio aos produtores na renegociação de financiamentos. Foram realizadas 66 prorrogações de operações de crédito, totalizando R$ 12.074.451,94 em financiamentos renegociados, permitindo que produtores enfrentassem períodos de dificuldades financeiras sem comprometer suas atividades.
Outra importante ação envolveu a emissão de 10 laudos técnicos e a realização de 32 atualizações cadastrais junto às instituições financeiras. Esses serviços são essenciais para garantir a regularização documental dos produtores, facilitar o acesso às linhas de crédito e atender às exigências dos agentes financiadores.
Na área de regularização fundiária, a Asplan executou o georreferenciamento de 131 propriedades rurais, abrangendo uma área total de 15.079,84 hectares. O serviço permite identificar com precisão os limites dos imóveis por meio de coordenadas geográficas, contribuindo para a segurança jurídica das propriedades, atualização cadastral junto ao INCRA, registros em cartório e acesso a financiamentos.
O uso da tecnologia também ganhou destaque com a realização de 129 mapeamentos de propriedades utilizando drones. As imagens obtidas permitem acompanhar o desenvolvimento das lavouras, identificar falhas no plantio, monitorar áreas de difícil acesso e gerar informações estratégicas para o planejamento agrícola, proporcionando maior eficiência na gestão das propriedades.
Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o conjunto de serviços disponibilizados pela entidade demonstra o compromisso permanente com o fortalecimento da atividade canavieira e com o desenvolvimento dos produtores associados. “Nosso papel vai muito além da representação institucional. Trabalhamos diariamente para oferecer aos nossos associados ferramentas e serviços que contribuam para a sustentabilidade e a competitividade da produção. Elaborar projetos de financiamento, prestar assistência técnica, realizar georreferenciamento, mapeamentos com drones e dar suporte na regularização documental significa proporcionar ao produtor melhores condições de acesso ao crédito, mais segurança jurídica e mais eficiência na gestão da propriedade. Esse é um investimento da Asplan no fortalecimento dos seus associados e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar na Paraíba”, destacou o diretor.





Safra 2025/2026 encerra com produção de 6,47 milhões de toneladas de cana e associados da Asplan respondem por mais da metade do volume
A safra canavieira 2025/2026 na Paraíba, realizada entre julho de 2025 e maio de 2026, foi concluída com uma produção total de 6.471.561 toneladas de cana-de-açúcar, consolidando o Estado como o terceiro maior produtor de cana do Nordeste. Do volume total colhido, 3.356.895,78 toneladas foram produzidas pelos 1.287 produtores associados à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o equivalente a cerca de 52% de toda a produção estadual. O restante corresponde à cana própria das unidades industriais.
O levantamento da Asplan também revela o perfil dos produtores que movimentam o setor canavieiro paraibano. Dos 1.287 associados, 855 são microprodutores, com produção anual de até mil toneladas, representando 66,43% do total. Outros 298 produtores (23,15%) são classificados como pequenos, enquanto 68 (5,28%) são médios e 66 (5,13%) pertencem à categoria dos grandes produtores.
Os dados demonstram que quase 90% dos associados são micro e pequenos produtores, reforçando o caráter representativo da entidade e a importância da agricultura familiar e das propriedades de menor porte para a atividade canavieira no Estado. Em relação ao volume produzido, os microprodutores responderam por 282.473,17 toneladas (8,41%), os pequenos produtores produziram 649.273,85 toneladas (19,34%), os médios colheram 487.253,84 toneladas (14,52%) e os grandes produtores foram responsáveis por 1.937.894,92 toneladas, o equivalente a 57,73% da produção dos associados.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o desempenho da safra reafirma a relevância da cadeia produtiva da cana-de-açúcar para a economia paraibana e o protagonismo do Estado no cenário nordestino. “Encerramos mais uma safra com resultados bastante expressivos. A Paraíba consolida sua posição como o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste, fruto do trabalho conjunto dos produtores, das unidades industriais e de toda a cadeia sucroenergética. É motivo de orgulho saber que mais da metade dessa produção é oriunda dos associados da Asplan, que representam desde pequenos agricultores até grandes produtores. Isso demonstra a força da nossa associação e a importância de continuarmos investindo em assistência técnica, inovação, acesso ao crédito e políticas públicas que garantam competitividade ao setor”, destacou.
José Inácio também ressaltou a missão da entidade de representar produtores de todos os portes. “Temos uma associação formada, majoritariamente, por micro e pequenos produtores, que são a base da atividade canavieira em muitos municípios. Ao mesmo tempo, contamos com médios e grandes produtores que contribuem decisivamente para o volume produzido. Nosso compromisso é defender os interesses de todos, buscando condições para que cada produtor possa crescer, produzir com eficiência e contribuir para que a produção canavieira paraibana continue entre as mais importantes do Nordeste”, afirmou.
O volume total de cana processada na Paraíba resultou na produção de 216.603 toneladas de açúcar, sendo 146.078 do tipo Cristal, 45.305 VHP, 7.779 Demerara e 17.441 Refinado e em 352.226 metros cúbicos de etanol, sendo 176.672 de Anidro e 175.554 de Hidratado.
Asplan aguarda regulamentação do MAPA para orientar associados sobre pagamento da subvenção
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) já iniciou os procedimentos necessários para garantir agilidade no pagamento da subvenção econômica destinada aos fornecedores independentes de cana-de-açúcar. O benefício foi viabilizado por meio de Medida Provisória, assinada na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A MP 1374 assegura o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana a, aproximadamente, 17 mil fornecedores do Nordeste. A Asplan orienta seus associados a acompanharem os comunicados oficiais da entidade e reforça que todas as informações sobre documentação, prazos e procedimentos serão divulgadas imediatamente após a publicação da regulamentação pelo MAPA.
Enquanto aguarda a regulamentação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), etapa indispensável para o início dos pagamentos, a Asplan já está em contato com as unidades industriais para solicitar as notas fiscais referentes à entrega da matéria-prima pelos seus associados. A documentação será fundamental para instruir os processos de recebimento da subvenção. Além disso, a entidade estruturou uma equipe exclusiva para orientar os produtores sobre todos os trâmites relacionados ao benefício. Assim que a regulamentação for publicada pelo MAPA, o atendimento será realizado no mini auditório da Asplan, onde os associados receberão suporte específico para a conferência da documentação e encaminhamento dos processos.
Embora ainda não exista uma data oficial para a publicação da regulamentação, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, acredita que os pagamentos deverão começar entre os meses de agosto e setembro. “Estamos trabalhando antecipadamente para que nossos associados tenham toda a assistência necessária e possam receber esse benefício o mais rápido possível, assim que o Ministério da Agricultura concluir a regulamentação. Nossa equipe está preparada para orientar cada fornecedor durante todas as etapas do processo”, afirmou.
José Inácio também destacou a importância da conquista para os fornecedores nordestinos e fez questão de agradecer aos parlamentares que atuaram em defesa do setor. “Quero agradecer a todos que ajudaram na conquista desse pleito e, de forma muito especial, aos deputados e senadores que se empenharam para tornar essa subvenção uma realidade. Foi um trabalho coletivo que resultou em uma conquista muito importante para os fornecedores independentes de cana do Nordeste. Sabemos que esse recurso não resolve todos os problemas enfrentados pelo setor, mas certamente vai amenizar grande parte dos prejuízos acumulados em razão dos baixos preços pagos pela cana e dos impactos provocados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos no ano passado. É um alívio importante para milhares de famílias que vivem da atividade canavieira”, ressaltou o presidente da Asplan.
Asplan convoca produtores canavieiros a fortalecer representação no Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Sul
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está mobilizando os produtores canavieiros do estado, especialmente os irrigantes associados, para participarem da eleição do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Sul (CBH-LS), que escolherá seus representantes para a gestão 2026-2029. O chamamento foi reforçado nesta quinta-feira (2), durante reunião entre representantes da Asplan e da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), na sede da entidade, em João Pessoa.
As inscrições seguem abertas até o dia 19 de julho e podem ser realizadas por meio de formulário virtual https://forms.gle/ jvVGQ1o4q4s1ZKzn9. O objetivo é ampliar a participação dos usuários de água nas decisões relacionadas à gestão dos recursos hídricos das bacias dos rios Gramame e Abiaí.
A Asplan já possui assento no Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Sul, mas considera fundamental aumentar a representatividade dos produtores rurais, fortalecendo a voz do setor nas discussões que envolvem o uso racional da água, a irrigação e o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.
De acordo com o diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, a participação dos associados é estratégica, já que o comitê exerce um papel decisivo na formulação de políticas e na deliberação de ações relacionadas aos recursos hídricos. “É muito importante que os nossos associados participem desse processo eleitoral. O Comitê de Bacias é o espaço onde são discutidas e deliberadas ações sobre a gestão das águas, um recurso indispensável para a produção agrícola e, em especial, para a cultura da cana-de-açúcar. Quanto maior for a presença dos produtores, maior será a força do setor na defesa de seus interesses e na construção de políticas que garantam segurança hídrica para o campo”, destacou Neto Siqueira.
O diretor técnico lembra ainda que a gestão participativa das águas depende do envolvimento de todos os segmentos usuários desse recurso natural, tornando os comitês instrumentos essenciais para conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e sustentabilidade. A Asplan reforça o convite para que os produtores irrigantes associados façam sua inscrição e participem da eleição, contribuindo para uma gestão mais eficiente e responsável dos recursos hídricos que sustentam a produção agrícola paraibana.
Mobilização do setor e apoio parlamentar garantem subvenção para produtores de cana do Nordeste
A assinatura da Medida Provisória 1374 que destina R$ 300 milhões para cerca de 17 mil produtores de cana-de-açúcar do Nordeste foi recebida com entusiasmo pelo setor produtivo, que vê na iniciativa um importante instrumento de apoio à atividade canavieira. O benefício assegurará o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana produzida, representando um reforço financeiro fundamental para milhares de produtores da região.
A conquista é resultado de uma ampla mobilização liderada pelas entidades representativas dos produtores nordestinos, entre elas a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que atuou de forma permanente junto às demais organizações do setor na construção de um movimento em defesa dos produtores. Ao longo dos últimos meses, dirigentes de associações, incluindo o presidente da Asplan, José Inácio, participaram de inúmeras reuniões em Brasília, apresentando ao Governo Federal e ao Congresso Nacional a necessidade de uma medida de apoio que ajudasse a preservar a atividade e garantir renda para milhares de famílias do campo.
O esforço coletivo contou com a participação decisiva de parlamentares e lideranças políticas que compreenderam a importância econômica e social da cultura da cana para o Nordeste. O senador Veneziano Vital do Rêgo teve papel relevante ao intermediar uma audiência do setor com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ampliando o diálogo entre os produtores e o Governo Federal. O senador Efraim Filho participou de diversas reuniões em defesa da proposta, enquanto o governador de Alagoas, Renan Filho também manifestou apoio à iniciativa. Deputados estaduais dos estados produtores de cana-de-açúcar igualmente se engajaram na mobilização, fortalecendo o pleito junto às suas respectivas bancadas.
Destaque especial foi dado à atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que assumiu a defesa da pauta e liderou articulações junto ao Governo Federal para viabilizar a edição da Medida Provisória. Seu empenho foi considerado decisivo para a construção do entendimento político que culminou com a assinatura do ato pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30).
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a medida representa uma vitória construída por muitas mãos e demonstra a importância da união entre as entidades representativas e os agentes públicos comprometidos com o desenvolvimento do setor. “Recebemos essa notícia com muita alegria porque sabemos o quanto essa ajuda será importante para milhares de produtores de cana do Nordeste. Trata-se de uma conquista construída a partir de muito diálogo, trabalho e articulação. As entidades representativas, entre elas a Asplan, tiveram papel fundamental nesse processo, levando aos órgãos competentes a realidade enfrentada pelos produtores e mostrando a necessidade dessa subvenção para garantir a continuidade da nossa atividade”, afirmou.
José Inácio destacou ainda que a união das associações e o apoio dos parlamentares foram determinantes para o sucesso da mobilização. “Quero agradecer, em nome dos produtores paraibanos, ao presidente Lula pela sensibilidade em atender essa demanda, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e a todos os parlamentares que abraçaram essa causa. Nosso reconhecimento ao senador Veneziano Vital do Rêgo, ao senador Efraim Filho, ao governador Renan Filho, aos deputados estaduais dos estados produtores e, de maneira muito especial, ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que teve atuação decisiva para que essa medida se tornasse realidade. Essa conquista demonstra que, quando as entidades representativas e os agentes públicos trabalham unidos em favor de uma causa justa, os resultados chegam para quem mais precisa”, ressaltou lembrando que a medida representa não apenas um importante apoio financeiro, mas também o reconhecimento da relevância da produção canavieira para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico de centenas de municípios nordestinos, reafirmando a força da organização setorial e da representatividade institucional na defesa dos interesses dos produtores.





Presidente da Asplan destaca importância da subvenção e reforça papel das entidades na defesa dos produtores
A assinatura da Medida Provisória que garantirá o pagamento de uma subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana-de-açúcar produzida na safra 2025/2026 foi comemorada pelos produtores independentes do Nordeste como uma das mais importantes conquistas recentes para o setor. A medida beneficiará cerca de 17 mil produtores, entre pequenos e médios destinando, aproximadamente, R$ 300 milhões para fortalecer a atividade em toda a região. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a ajuda chega em muito boa hora. “Essa medida chega em uma hora importante para o setor. Os produtores vêm enfrentando desafios relacionados ao aumento dos custos dos insumos, das operações agrícolas e das incertezas climáticas. Esse recurso ajudará a reduzir parte dessas dificuldades e dará mais condições para que os produtores minimizem os prejuízos, mantenham suas atividades e continuem produzindo”, afirmou.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante solenidade que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou a MP na ocasião. A conquista é resultado de uma ampla mobilização das entidades representativas dos produtores de cana do Nordeste, lideradas pela União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e pelas associações estaduais, entre as quais, a Asplan.
José Inácio de Morais reitera que a subvenção vai além do aspecto financeiro, pois representa o reconhecimento da relevância econômica e social da produção canavieira nordestina. “A cana-de-açúcar movimenta a economia de centenas de municípios, gera milhares de empregos e sustenta inúmeras famílias no Nordeste. Na Paraíba, é a cultura mais importante. E quando o produtor recebe apoio para continuar produzindo, toda a cadeia produtiva é fortalecida, desde o campo até a indústria”, destacou.
O presidente da Asplan também ressaltou que a conquista é resultado direto da atuação firme e articulada das entidades representativas do setor. “Esse resultado mostra, mais uma vez, a importância de termos entidades fortes, organizadas e comprometidas com os interesses dos produtores. Nenhuma conquista dessa dimensão acontece por acaso. Ela é fruto de muito diálogo, articulação e trabalho institucional desenvolvido junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal e isso só se faz com entidades fortes e representativas”, enfatizou, lembrando que é importante reconhecer o empenho da Unida, sob a liderança de Pedro Campos Neto, e de todas as associações nordestinas que estiveram mobilizadas nessa causa. “Foi a união das entidades e a confiança dos produtores em suas representações que permitiram transformar uma reivindicação tão importante em uma conquista concreta para milhares de produtores”, afirmou.
O dirigente da Asplan reforça a necessidade de fortalecer continuamente as instituições que representam os produtores rurais. “Quando os produtores participam das suas associações e apoiam o trabalho das entidades, toda a categoria ganha força. A subvenção é uma prova de que a união do setor produz resultados. Precisamos continuar trabalhando juntos para enfrentar os desafios futuros e buscar novas políticas que garantam competitividade e sustentabilidade para a atividade canavieira”, finalizou.




Aos 101 anos, produtor canavieiro mais antigo da Asplan, segue na ativa e inspira gerações com exemplo de trabalho e superação
A história de vida do produtor rural Antônio Delfino, da Fazenda Zumbi, em Mamanguape, é um retrato da força, da perseverança e da dedicação que marcaram a trajetória da agricultura paraibana nas últimas décadas. Aos 101 anos de idade, completados no último dia 25 de maio, ele mantém uma rotina que impressiona pela disposição e pelo amor ao campo, consolidando-se como o associado mais antigo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) ainda em plena atividade. “Aos 101 anos, Seu Antônio continua sendo uma referência para o setor canavieiro paraibano e um exemplo para as novas gerações, mostrando que grandes conquistas são construídas com saúde, determinação e trabalho contínuo”, atesta o produtor canavieiro Domingos Sávio, que é vizinho de propriedade dele e, essa semana, o presenteou com uma camisa da seleção com o número 101.
Mesmo após ultrapassar um século de vida, Seu Antônio continua acompanhando de perto a produção de cana-de-açúcar em sua propriedade. Pelo menos uma vez por semana, ele sobe no próprio trator para dar uma volta pela fazenda e realizar serviços de gradagem, demonstrando que a paixão pelo trabalho permanece tão viva quanto nos tempos em que iniciou sua trajetória como fornecedor de cana. A caminhada até chegar as atuais cerca de 3 mil toneladas de cana produzidas por safra foi construída com muito esforço.
Antes de se tornar produtor rural, o Sr. Antônio Delfino trabalhou no Rio de Janeiro, onde exerceu a função de servente de pedreiro na construção civil. Ao retornar para a Paraíba, em 1972, decidiu investir suas economias na compra de uma pequena propriedade rural e começou a plantar cana-de-açúcar. A primeira entrega para uma usina foi modesta: apenas 60 toneladas de cana destinadas à antiga Usina Monte Alegre. Para transportar a produção, comprou, em sociedade com um vizinho, um caminhão movido a gasolina. O veículo marcou o início de uma trajetória de crescimento gradual, construída com trabalho diário e muita persistência e trabalho.
Ao longo de mais de cinco décadas dedicadas à cultura canavieira, Seu Antônio forneceu matéria-prima para diversas usinas da região, entre elas Monte Alegre, Pemel (Mataraca) e Miriri, essa última da qual é fornecedor há mais de dez anos. Mas, a vida no campo também foi marcada por desafios. O produtor enfrentou períodos de seca severa, oscilações do setor sucroenergético e acidentes graves. Em uma das ocorrências mais marcantes, sofreu queimaduras após um incêndio envolvendo um trator e precisou ficar internado por 17 dias em um hospital. Em outra situação, teve o joelho atingido por um trator. Nenhum desses episódios, porém, foi suficiente para afastá-lo da atividade rural.
Com serenidade e sabedoria, ele costuma atribuir sua longevidade e disposição à proteção divina, à saúde e ao hábito permanente do trabalho. “Deus é quem sabe das coisas. Eu só digo que o trabalho edifica e a fé sustenta”, diz ele, sem jamais reclamar das dificuldades enfrentadas ao longo da vida. As transformações do campo também fazem parte das memórias de Seu Antônio. Ele recorda que, quando era jovem, precisava levar uma pequena cabaça com água para determinadas áreas da região onde hoje existem cursos d’água permanentes. Mudanças que testemunhou ao longo de mais de um século de vida e que reforçam sua ligação profunda com a terra.
Pai de um filho, avô de cinco netas, bisavô de 11 bisnetos e tetravô de cinco tetranetas, Antônio Delfino construiu um legado que vai além da produção agrícola. Sua história representa valores como humildade, honestidade, fé e dedicação ao trabalho. Para os que convivem com ele, Seu Antônio é a prova viva de que a perseverança pode superar obstáculos aparentemente intransponíveis.
Presidente da Asplan destaca importância do Plano Safra para o fortalecimento da agricultura brasileira
O lançamento do Plano Safra 2026/2027 pelo Governo Federal, nesta terça-feira (30), foi recebido com otimismo pelo setor agropecuário. Com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, o programa amplia a oferta de crédito para custeio, comercialização e investimentos, além de reduzir taxas de juros em linhas estratégicas de financiamento. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o novo Plano Safra representa um importante instrumento para garantir a continuidade dos investimentos no campo e fortalecer a competitividade do setor produtivo brasileiro.
“O Plano Safra é uma das principais políticas públicas voltadas para o setor produtivo. O aumento dos recursos disponibilizados demonstra o reconhecimento da importância da agricultura para a economia nacional e oferece condições para que os produtores continuem investindo, produzindo e gerando emprego e renda”, afirmou.
Do total anunciado pelo Governo Federal, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização da produção, enquanto R$ 140,2 bilhões serão direcionados a investimentos em modernização, irrigação, armazenagem, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
José Inácio destacou que a redução das taxas de juros é um dos pontos mais relevantes do novo programa, especialmente em um cenário de custos elevados de produção. “A diminuição dos juros traz mais segurança para o produtor rural. Quando o crédito fica mais acessível, o agricultor consegue planejar melhor sua atividade, investir com mais confiança e aumentar sua produtividade. Essa medida beneficia diretamente o setor agropecuário e fortalece toda a cadeia produtiva”, ressaltou.
O dirigente da Asplan também destacou a importância do Pronamp, que contará com R$ 72,6 bilhões para os médios produtores rurais, com taxa máxima de juros de 9% ao ano. “Assim como os pequenos, os médios produtores têm papel fundamental na produção de alimentos e no desenvolvimento das economias regionais. Garantir acesso ao crédito com condições mais favoráveis significa criar mais oportunidades para ampliar investimentos, melhorar a eficiência das propriedades e assegurar maior estabilidade para quem produz”, observou.
Ao avaliar o conjunto das medidas anunciadas, o presidente da Asplan ressaltou que o programa fortalece a capacidade de investimento dos produtores e contribui para o crescimento do agronegócio nacional. “O campo brasileiro responde por uma parcela significativa da geração de riqueza do país. Um Plano Safra robusto, com mais recursos e melhores condições de financiamento, é essencial para garantir a expansão da produção, a segurança alimentar e a manutenção do protagonismo do Brasil no mercado agrícola mundial”, concluiu.











