Asplan

Presidente da Asplan destaca importância da subvenção e reforça papel das entidades na defesa dos produtores

A assinatura da Medida Provisória que garantirá o pagamento de uma subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana-de-açúcar produzida na safra 2025/2026 foi comemorada pelos produtores independentes do Nordeste como uma das mais importantes conquistas recentes para o setor. A medida beneficiará cerca de 17 mil produtores, entre pequenos e médios destinando, aproximadamente, R$ 300 milhões para fortalecer a atividade em toda a região. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a ajuda chega em muito boa hora. “Essa medida chega em uma hora importante para o setor. Os produtores vêm enfrentando desafios relacionados ao aumento dos custos dos insumos, das operações agrícolas e das incertezas climáticas. Esse recurso ajudará a reduzir parte dessas dificuldades e dará mais condições para que os produtores minimizem os prejuízos, mantenham suas atividades e continuem produzindo”, afirmou.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante solenidade que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou a MP na ocasião. A conquista é resultado de uma ampla mobilização das entidades representativas dos produtores de cana do Nordeste, lideradas pela União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e pelas associações estaduais, entre as quais, a Asplan.
José Inácio de Morais reitera que a subvenção vai além do aspecto financeiro, pois representa o reconhecimento da relevância econômica e social da produção canavieira nordestina. “A cana-de-açúcar movimenta a economia de centenas de municípios, gera milhares de empregos e sustenta inúmeras famílias no Nordeste. Na Paraíba, é a cultura mais importante. E quando o produtor recebe apoio para continuar produzindo, toda a cadeia produtiva é fortalecida, desde o campo até a indústria”, destacou.
O presidente da Asplan também ressaltou que a conquista é resultado direto da atuação firme e articulada das entidades representativas do setor. “Esse resultado mostra, mais uma vez, a importância de termos entidades fortes, organizadas e comprometidas com os interesses dos produtores. Nenhuma conquista dessa dimensão acontece por acaso. Ela é fruto de muito diálogo, articulação e trabalho institucional desenvolvido junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal e isso só se faz com entidades fortes e representativas”, enfatizou, lembrando que é importante reconhecer o empenho da Unida, sob a liderança de Pedro Campos Neto, e de todas as associações nordestinas que estiveram mobilizadas nessa causa. “Foi a união das entidades e a confiança dos produtores em suas representações que permitiram transformar uma reivindicação tão importante em uma conquista concreta para milhares de produtores”, afirmou.
O dirigente da Asplan reforça a necessidade de fortalecer continuamente as instituições que representam os produtores rurais. “Quando os produtores participam das suas associações e apoiam o trabalho das entidades, toda a categoria ganha força. A subvenção é uma prova de que a união do setor produz resultados. Precisamos continuar trabalhando juntos para enfrentar os desafios futuros e buscar novas políticas que garantam competitividade e sustentabilidade para a atividade canavieira”, finalizou.
José Inácio, presidente da Asplan, fala da importância da subvenção para os produtores de cana do Nordeste
Hugo Motta fez o anúncio da MP
Presidente Lula mostra MP após assinatura do documento ladeado por dirigentes canavieiros do Nordeste
Presidente Lula destacou importância da ajuda para os pequenos e médios produtores de cana do Nordeste

Aos 101 anos, produtor canavieiro mais antigo da Asplan, segue na ativa e inspira gerações com exemplo de trabalho e superação

A história de vida do produtor rural Antônio Delfino, da Fazenda Zumbi, em Mamanguape, é um retrato da força, da perseverança e da dedicação que marcaram a trajetória da agricultura paraibana nas últimas décadas. Aos 101 anos de idade, completados no último dia 25 de maio, ele mantém uma rotina que impressiona pela disposição e pelo amor ao campo, consolidando-se como o associado mais antigo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) ainda em plena atividade. “Aos 101 anos, Seu Antônio continua sendo uma referência para o setor canavieiro paraibano e um exemplo para as novas gerações, mostrando que grandes conquistas são construídas com saúde, determinação e trabalho contínuo”, atesta o produtor canavieiro Domingos Sávio, que é vizinho de propriedade dele e, essa semana, o presenteou com uma camisa da seleção com o número 101.
Mesmo após ultrapassar um século de vida, Seu Antônio continua acompanhando de perto a produção de cana-de-açúcar em sua propriedade. Pelo menos uma vez por semana, ele sobe no próprio trator para dar uma volta pela fazenda e realizar serviços de gradagem, demonstrando que a paixão pelo trabalho permanece tão viva quanto nos tempos em que iniciou sua trajetória como fornecedor de cana. A caminhada até chegar as atuais cerca de 3 mil toneladas de cana produzidas por safra foi construída com muito esforço.
Antes de se tornar produtor rural, o Sr. Antônio Delfino trabalhou no Rio de Janeiro, onde exerceu a função de servente de pedreiro na construção civil. Ao retornar para a Paraíba, em 1972, decidiu investir suas economias na compra de uma pequena propriedade rural e começou a plantar cana-de-açúcar. A primeira entrega para uma usina foi modesta: apenas 60 toneladas de cana destinadas à antiga Usina Monte Alegre. Para transportar a produção, comprou, em sociedade com um vizinho, um caminhão movido a gasolina. O veículo marcou o início de uma trajetória de crescimento gradual, construída com trabalho diário e muita persistência e trabalho.
Ao longo de mais de cinco décadas dedicadas à cultura canavieira, Seu Antônio forneceu matéria-prima para diversas usinas da região, entre elas Monte Alegre, Pemel (Mataraca) e Miriri, essa última da qual é fornecedor há mais de dez anos. Mas, a vida no campo também foi marcada por desafios. O produtor enfrentou períodos de seca severa, oscilações do setor sucroenergético e acidentes graves. Em uma das ocorrências mais marcantes, sofreu queimaduras após um incêndio envolvendo um trator e precisou ficar internado por 17 dias em um hospital. Em outra situação, teve o joelho atingido por um trator. Nenhum desses episódios, porém, foi suficiente para afastá-lo da atividade rural.
Com serenidade e sabedoria, ele costuma atribuir sua longevidade e disposição à proteção divina, à saúde e ao hábito permanente do trabalho. “Deus é quem sabe das coisas. Eu só digo que o trabalho edifica e a fé sustenta”, diz ele, sem jamais reclamar das dificuldades enfrentadas ao longo da vida. As transformações do campo também fazem parte das memórias de Seu Antônio. Ele recorda que, quando era jovem, precisava levar uma pequena cabaça com água para determinadas áreas da região onde hoje existem cursos d’água permanentes. Mudanças que testemunhou ao longo de mais de um século de vida e que reforçam sua ligação profunda com a terra.
Pai de um filho, avô de cinco netas, bisavô de 11 bisnetos e tetravô de cinco tetranetas, Antônio Delfino construiu um legado que vai além da produção agrícola. Sua história representa valores como humildade, honestidade, fé e dedicação ao trabalho. Para os que convivem com ele, Seu Antônio é a prova viva de que a perseverança pode superar obstáculos aparentemente intransponíveis.
Seu Antônio Delfino aos 101 anos ainda trabalha
O também produtor canavieiro, Domingois Sávio, com Seu Antônio
O associado mais antigo e em atividade da Asplan
Domingos Sávio, vizinho de Seu Antônio, lhe fez uma homenagem

Presidente da Asplan destaca importância do Plano Safra para o fortalecimento da agricultura brasileira

O lançamento do Plano Safra 2026/2027 pelo Governo Federal, nesta terça-feira (30), foi recebido com otimismo pelo setor agropecuário. Com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, o programa amplia a oferta de crédito para custeio, comercialização e investimentos, além de reduzir taxas de juros em linhas estratégicas de financiamento. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o novo Plano Safra representa um importante instrumento para garantir a continuidade dos investimentos no campo e fortalecer a competitividade do setor produtivo brasileiro.
“O Plano Safra é uma das principais políticas públicas voltadas para o setor produtivo. O aumento dos recursos disponibilizados demonstra o reconhecimento da importância da agricultura para a economia nacional e oferece condições para que os produtores continuem investindo, produzindo e gerando emprego e renda”, afirmou.
Do total anunciado pelo Governo Federal, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização da produção, enquanto R$ 140,2 bilhões serão direcionados a investimentos em modernização, irrigação, armazenagem, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
José Inácio destacou que a redução das taxas de juros é um dos pontos mais relevantes do novo programa, especialmente em um cenário de custos elevados de produção. “A diminuição dos juros traz mais segurança para o produtor rural. Quando o crédito fica mais acessível, o agricultor consegue planejar melhor sua atividade, investir com mais confiança e aumentar sua produtividade. Essa medida beneficia diretamente o setor agropecuário e fortalece toda a cadeia produtiva”, ressaltou.
O dirigente da Asplan também destacou a importância do Pronamp, que contará com R$ 72,6 bilhões para os médios produtores rurais, com taxa máxima de juros de 9% ao ano. “Assim como os pequenos, os médios produtores têm papel fundamental na produção de alimentos e no desenvolvimento das economias regionais. Garantir acesso ao crédito com condições mais favoráveis significa criar mais oportunidades para ampliar investimentos, melhorar a eficiência das propriedades e assegurar maior estabilidade para quem produz”, observou.
Ao avaliar o conjunto das medidas anunciadas, o presidente da Asplan ressaltou que o programa fortalece a capacidade de investimento dos produtores e contribui para o crescimento do agronegócio nacional. “O campo brasileiro responde por uma parcela significativa da geração de riqueza do país. Um Plano Safra robusto, com mais recursos e melhores condições de financiamento, é essencial para garantir a expansão da produção, a segurança alimentar e a manutenção do protagonismo do Brasil no mercado agrícola mundial”, concluiu.
Plano safra foi anunciado nesta terça-feira (30)
José Inácio de Morais presidente da Asplan lembra importância do Plano Safra

Asplan reúne especialistas para orientar produtores sobre novas exigências trabalhistas, saúde ocupacional e reforma tributária

A crescente complexidade das exigências legais que impactam a atividade rural foi o tema central de um encontro promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta quinta-feira (18), no mini auditório da entidade, em João Pessoa. O evento reuniu produtores associados, técnicos, consultores e especialistas para debater temas estratégicos relacionados à gestão de pessoas, saúde e segurança do trabalhador e os impactos das mudanças trazidas pela reforma tributária.
A iniciativa teve como objetivo preparar os associados para um cenário de constantes transformações na legislação, oferecendo informações técnicas e orientações práticas para adequação às novas normas e para a tomada de decisões mais seguras. Na abertura do encontro, o presidente da Asplan, José Inácio, destacou que o perfil do produtor rural mudou significativamente nas últimas décadas e que, atualmente, a gestão da atividade exige conhecimento em diversas áreas além da produção agrícola. “Hoje o produtor rural enfrenta uma realidade muito diferente daquela vivida pelas gerações anteriores. Antes, bastava produzir bem. Atualmente, além da produção, ele precisa administrar pessoas, lidar com questões ambientais, trabalhistas, tributárias e de governança. A legislação se tornou mais complexa e as exigências aumentaram”, afirmou.
Um dos temas abordados na programação foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), especialmente no que se refere à gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho e à necessidade de avaliação psicossocial dos trabalhadores em determinadas atividades. O assunto foi abordado pelo médico do Trabalho da Asplan, Tarcísio Campos, que explicou os principais pontos da norma e destacou que a saúde mental passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante dentro das políticas de segurança e saúde ocupacional. “A legislação está evoluindo para enxergar o trabalhador de forma integral. Não estamos falando apenas da saúde física, mas também da saúde mental e emocional. A avaliação psicossocial deve ser encarada como uma ferramenta preventiva, capaz de identificar fatores de risco relacionados ao estresse, à pressão excessiva, aos conflitos organizacionais e a outras situações que podem comprometer a saúde do trabalhador e o desempenho da empresa”, explicou.
O médico ressaltou ainda que a adequação às novas exigências não deve ser vista apenas sob a ótica do cumprimento legal. “Empresas que investem na saúde mental dos seus colaboradores reduzem afastamentos, melhoram o clima organizacional e aumentam a produtividade. É uma ação que beneficia tanto o trabalhador quanto o empregador”, acrescentou, lembrando que os desafios no meio rural são maiores, mas que precisam ser superados. “A norma trouxe exigências, mas não nos deu modelos específicos para o setor e estamos nos adaptando”, reiterou.
A programação também contou com um painel voltado à Saúde e Segurança do Trabalhador (SST), conduzido pelo engenheiro de segurança do trabalho Alfredo Nogueira e pelo técnico de segurança do trabalho da Asplan, Natanael Leal. Durante sua apresentação, Alfredo Nogueira enfatizou que a prevenção continua sendo o principal instrumento para evitar acidentes e reduzir passivos trabalhistas. “A segurança do trabalho não pode ser tratada apenas como uma exigência documental. Ela precisa fazer parte da cultura organizacional. Quando a prevenção é incorporada ao dia a dia da empresa, os resultados aparecem na redução de acidentes, na preservação da saúde dos trabalhadores e no fortalecimento da própria atividade produtiva”, afirmou, tendo informações reforçadas pelo técnico de segurança do trabalho da Asplan, Natanael Leal, sobre a importância do cumprimento da legislação.
Outro momento foi a palestra sobre os impactos da reforma tributária no setor produtivo, ministrada pelo advogado Eduardo Frade. Durante sua exposição, ele apresentou um panorama das mudanças previstas com a implementação do novo sistema tributário e alertou para a necessidade de preparação antecipada dos empreendimentos rurais. Segundo Frade, a reforma representa uma das maiores mudanças no ambiente de negócios brasileiro nas últimas décadas e exigirá atenção dos produtores para evitar prejuízos futuros. “A reforma tributária traz uma nova lógica de tributação e isso exigirá uma revisão profunda dos processos internos das empresas. Não é um assunto para ser tratado apenas quando as mudanças entrarem em vigor. O momento de começar a se preparar é agora. É fundamental realizar um planejamento tributário real, analisando criteriosamente o negócio, os contratos firmados, a estrutura operacional, as relações comerciais e os impactos financeiros das novas regras”, destacou.
O advogado observou que aqueles que realizarem essa análise de forma antecipada estarão mais preparados para aproveitar oportunidades e minimizar riscos. Complementando o debate, o contador da Asplan, Aderaldo Júnior, destacou que a contabilidade será uma importante aliada dos produtores rurais durante o período de transição para o novo modelo tributário. Segundo ele, mais do que cumprir obrigações fiscais, os profissionais da área contábil terão a missão de orientar estrategicamente os empreendedores diante das mudanças. “A contabilidade moderna é uma ferramenta de gestão. Em um cenário de transformação tributária, ela se torna ainda mais importante porque fornece informações que ajudam o produtor a tomar decisões com segurança. O planejamento, a organização documental e o acompanhamento permanente dos números serão fundamentais para uma adaptação eficiente às novas regras”, ressaltou.
A programação contou ainda com a participação da consultora do SESI, Cássia Pereira, que apresentou os serviços disponibilizados pela instituição nas áreas de saúde, segurança e promoção da qualidade de vida no trabalho. Ela destacou a parceria firmada com a Asplan, que possibilita aos associados acesso diferenciado a soluções e programas voltados ao fortalecimento da gestão empresarial e ao cuidado com os trabalhadores.
A gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, responsável pela mediação dos painéis, destacou que a realização do evento reforça o papel da entidade como parceira dos produtores diante das constantes mudanças na legislação. “A cada ano surgem novas exigências e novos desafios para quem produz. O papel da Asplan é justamente acompanhar essas transformações, buscar informações junto aos especialistas e disponibilizar esse conhecimento aos associados, ajudando-os a se adequarem às novas exigências. Queremos que nossos produtores estejam preparados para compreender as mudanças, se adequar às normas vigentes e tomar decisões cada vez mais seguras para seus negócios”, finalizou. O evento terminou em um momento de confraternização entre os presentes.
A gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, intermediou os painéis
Equipe de profissionais da Asplan que está na loinha de frente de apoio ao produtor associado
Evento foi direcionado aos associados da Asplan
José Inácio, presidente da Asplan, e o médico do Trabalho da associação, Tarcísio Campos
Kiony Vieira, Cristiano Aguiar, Aderaldo Jr., Eduardo Frade e Natanael Leal
Natanael Leal, Técnico de Segurança da Asplan, também abordou a legislação atual
O advogado Eduardo Frade falou sobre os impactos da reforma tributária
O contador Aderaldo Júnior, da Asplan, também perticipou
O Engenheiro do Trabalho, Alfredo Nogueira, da Asplan, faloou sobre Segurança e Saúde do trabalhador
o Médico do Trabalho, Tarcísio Campos abordou a NR-1
O presidente da Asplan, José Inácio, fez a abertura do evento
Palestras aconteceram no mini auditório da Asplan

Valor agregado da cana-de-açúcar deve pautar próximas discussões do setor sucroenergético afirma presidente da Asplan

Durante décadas, os principais debates da cadeia sucroenergética estiveram concentrados na produtividade agrícola e no Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que baliza a remuneração da matéria-prima e influencia diretamente a relação entre produtores e indústrias. Embora essas discussões continuem relevantes, especialistas e lideranças do setor já apontam para uma nova agenda estratégica: o reconhecimento do valor agregado gerado pela cana-de-açúcar além do ATR. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse debate é legítimo e acompanha uma reivindicação histórica dos produtores canavieiros. “Os produtores sempre reconheceram a importância dos investimentos realizados pela indústria em tecnologia, certificações, logística e inovação. No entanto, é preciso lembrar que toda essa cadeia de valor continua tendo origem na cana-de-açúcar produzida no campo”, diz.
O dirigente canavieiro lembra que a evolução tecnológica e a diversificação das atividades industriais transformaram a cana em uma matéria-prima capaz de gerar muito mais do que açúcar e etanol. “Atualmente, a cultura também está na origem da produção de energia elétrica a partir da biomassa, biogás, biometano, combustíveis renováveis e créditos ambientais, ampliando significativamente as oportunidades econômicas da cadeia produtiva”, reitera.
Nesse novo cenário, segundo José Inácio, ganha força uma reflexão sobre como os benefícios gerados por essas novas fontes de receita são reconhecidos e distribuídos entre os diferentes elos do setor. A discussão não se limita à produção agrícola ou à transformação industrial, mas alcança aspectos relacionados à participação dos agentes econômicos na construção do valor gerado pela cana. “O reconhecimento do valor agregado da cana, para além do ATR, é uma pauta antiga dos fornecedores e ganha ainda mais relevância diante das novas oportunidades econômicas que surgem com a bioenergia, o biogás, o biometano e os créditos ambientais”, afirmou.
A maturidade do setor, de acordo com José Inácio, exige a construção de mecanismos que considerem a evolução do mercado e permitam uma análise mais ampla sobre a geração de riqueza ao longo da cadeia produtiva. “Não se trata de discutir quem tem mais mérito, mas de buscar instrumentos modernos que reconheçam adequadamente o valor, os investimentos e os riscos assumidos por cada elo desta cadeia. À medida que a cana passa a gerar novos produtos e novas receitas, é natural que os produtores defendam uma participação mais alinhada com essa realidade. Essa é uma discussão estratégica para o futuro da atividade e para a sustentabilidade econômica de toda a cadeia sucroenergética”, finalizou.
Presidente da Asplan, José Inácio, destaca importância de reconhecer o valor agregado da matéria-prima fornecida às indústrias
O valor agregado da cana-de-açúcar ocupa lugar de destaque nos debates sobre o setor produtivo

Asplan celebra aniversário do diretor Oscar de Gouvêia com homenagens, emoção e reconhecimento

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realizou, nesta quinta-feira (11), uma homenagem especial ao diretor financeiro da entidade, Oscar de Gouvêa, em comemoração ao seu aniversário. A celebração aconteceu na sede da associação, em João Pessoa, e reuniu diretores, colaboradores, familiares e amigos em um momento marcado pela emoção, gratidão e reconhecimento à trajetória do homenageado.
Ao lado da esposa, Cecília, dos filhos e demais familiares, Oscar recebeu o carinho dos presentes e ouviu mensagens que destacaram sua dedicação à Asplan, sua força diante dos desafios da vida e a importância de sua atuação para o setor produtivo paraibano, especialmente, o canavieiro. Antes das falas foi apresentado um vídeo com uma retrospectiva da vida do aniversariante em momentos desde a infância até os dias atuais.
Durante a homenagem, o vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, ressaltou a coragem e a determinação do aniversariante, que há alguns anos enfrenta um tratamento contra o câncer sem perder o entusiasmo pela vida e a disposição para o trabalho. “Oscar é um exemplo de fortaleza, fé e superação. Mesmo diante das adversidades impostas por essa ‘pesada cruz’, ele segue firme, participativo e sempre disposto a contribuir. Sua postura inspira todos nós e demonstra a grandeza do ser humano que ele é”, afirmou.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, também prestou homenagem ao amigo, destacando a longa convivência e a relação construída ao longo de décadas. “Tenho a felicidade de compartilhar com Oscar uma amizade de muitos anos. É uma pessoa íntegra, leal e que construiu uma história de respeito por onde passou. Hoje celebramos não apenas mais um ano de vida, mas uma trajetória marcada por valores que servem de exemplo para todos nós”, declarou.
Já o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, enfatizou a relevância de Oscar para a entidade e sua contribuição diária para o fortalecimento da associação. “A presença de Oscar na Asplan é motivo de segurança e confiança para todos nós. Sua experiência, compromisso e dedicação fazem a diferença no dia a dia da instituição. É um profissional respeitado e um amigo querido, que merece todo o nosso reconhecimento e gratidão nesta data tão especial”, destacou.
Emocionado, Oscar agradeceu as homenagens recebidas e o carinho demonstrado pelos colegas, amigos e familiares. “Quero deixar um legado de trabalho para a Asplan que tem profissionais muito competentes. Aqui não é só trabalho, é irmandade”, disse. A  celebração foi encerrada com um momento de confraternização, marcado por abraços, palavras de afeto e votos de saúde, felicidade e muitos anos de vida.
A família de Seu Oscar esteve presente
Aniversário foi comemorado na Asplan
Emocionado, Seu Oscar agradeceu as homenagens
Equipe masculina da Asplan com o aniversariante
Houve também um momento de oração
Momento de entrega de presentes
O aniversariante com a equipe de profissionais mulheres da Asplan
O aniversariante com a esposa Cecília, filhos e familiares
Presidente da Asplan, José Inácio destacou importância do aniversariante para a Asplan
Presidente da FaepaSenar,Mário Borba destacou antiga amizade com Seu Oscar
Seu Oscar e a assessora de imprensa da Asplan, Jornalista Eliane Sobral
Um abraço de agredecimento na gerente administrativa, Kiony Vieira
Vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato falou da fortaleza de Seu Oscar

Veto ao projeto de manutenção de benefícios sociais para trabalhadores safristas com contratos temporários é um equívoco diz Asplan

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) 715/2023, que assegurava aos trabalhadores safristas a continuidade do recebimento de benefícios sociais durante o período de contratação temporária nas safras agrícolas, recebeu duras críticas do setor produtivo nacional. Na Paraíba, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan), José Inácio de Morais, disse que o veto integral a proposta é um grande equívoco do governo e que a medida dificulta, ainda mais, a contratação de mão de obra para atividades sazonais no campo.
“Infelizmente, o veto mantém uma realidade que já enfrentamos há anos. Grande parte da escassez de trabalhadores no campo ocorre porque muitos não querem assinar a carteira de trabalho durante a safra por receio de perder benefícios sociais, como o Bolsa Família. O projeto não representava uma mudança radical na legislação, mas uma alternativa inteligente para conciliar a proteção social do trabalhador com a necessidade de geração de emprego formal no meio rural”, afirmou.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (11), como Despacho do Presidente da República encaminhada ao presidente do Senado Federal. A proposta alterava a legislação para excluir a remuneração obtida em contratos de safra do cálculo da renda familiar mensal utilizada como critério para concessão e manutenção de programas sociais do Governo Federal. Na prática, a medida permitiria que trabalhadores rurais contratados temporariamente para atividades sazonais, como a colheita da cana-de-açúcar, não perdessem benefícios como o Bolsa Família durante o período de trabalho.
O veto é um balde de água fria nas expectativas do setor produtivo que já dava como certo a sanção da proposta pelo presidente. “Estamos falando de contratos temporários, que duram apenas o período da safra. O trabalhador teria a oportunidade de complementar sua renda de forma legal, com todos os direitos trabalhistas garantidos, sem o temor de perder o benefício social que sustenta sua família durante o restante do ano, no período da entressafra. Ao mesmo tempo, os produtores teriam mais facilidade para contratar mão de obra formalizada. Era uma medida de equilíbrio, capaz de gerar ganhos para ambos os lados, por isso não entendemos as razoes do veto”, acrescentou.
Agora, o veto presidencial será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta de deputados e senadores. Caso o veto seja rejeitado pela maioria absoluta das duas Casas, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor. Segundo as razões apresentadas no despacho presidencial, o projeto foi vetado por inconstitucionalidade e por contrariar o interesse público. Os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento e Assistência Social argumentaram que a proposta criaria despesa obrigatória de caráter continuado sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro, além de não indicar a fonte de custeio nem demonstrar compatibilidade com as metas fiscais.
Presidente da Asplan, José Inácio criticou veto do presidente Lula
A proposta vetada era vantajosa para os trabalhadores que poderiam ser fichados e não perderiam os benefícios

ASPLAN será homenageada com Comenda Verde da ALPB por atuação em defesa da sustentabilidade e das energias renováveis

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) será homenageada pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) com a Comenda Verde, honraria destinada a reconhecer personalidades e instituições que se destacam por ações voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. A homenagem está prevista no Projeto de Resolução nº 775/2026, de autoria do deputado estadual Tovar Correia Lima. A data de entrega da comenda ainda mão foi definida.
A iniciativa reconhece a relevante contribuição da Asplan para o fortalecimento de uma produção sustentável, a defesa do meio ambiente e a promoção das energias renováveis no Estado. Na justificativa do projeto, o parlamentar destaca o papel estratégico desempenhado pela entidade na valorização do setor sucroenergético paraibano, especialmente por meio do incentivo à produção de biocombustíveis e da defesa de políticas públicas voltadas à sustentabilidade.
Fundada há quase sete décadas, a Asplan atua na representação dos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba, promovendo ações em defesa da modernização do campo, da inovação tecnológica e do desenvolvimento econômico sustentável. A entidade também tem sido uma importante voz na discussão sobre a transição energética, tema que ocupa posição de destaque no cenário mundial diante da necessidade de reduzir as emissões de carbono e ampliar o uso de fontes limpas de energia.
De acordo com o autor da proposta, deputado Tovar Correia Lima, a cadeia produtiva da cana-de-açúcar exerce papel fundamental nesse processo, tendo o etanol como uma das principais alternativas aos combustíveis fósseis. “A concessão da Comenda Verde à Asplan é um reconhecimento justo a uma instituição que há décadas contribui para o desenvolvimento da Paraíba. A entidade desempenha um papel fundamental na defesa dos produtores canavieiros, representantes da maior cultura regional e, que promovem práticas que conciliam crescimento econômico e responsabilidade ambiental. Em um momento em que o mundo discute a transição energética e a necessidade de ampliar o uso de fontes renováveis, a Asplan se destaca pelo incentivo à bioenergia e aos biocombustíveis, setores que colocam a Paraíba em sintonia com os desafios e oportunidades do futuro”, afirmou.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a homenagem representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela entidade e pelos produtores canavieiros que atuam diariamente no campo. “Recebemos essa homenagem com muita gratidão e senso de responsabilidade. A Comenda Verde simboliza o reconhecimento do esforço dos produtores de cana da Paraíba, que vêm demonstrando que é possível produzir com responsabilidade ambiental, investir em sustentabilidade e contribuir para a geração de energia limpa. Divido essa honraria com todos os associados, colaboradores e parceiros que acreditam na força do setor sucroenergético como instrumento de desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, afirmou.
Ainda segundo José Inácio, a distinção reforça a importância do setor canavieiro para o presente e o futuro da economia verde brasileira. “A cana-de-açúcar é uma cultura que oferece soluções concretas para os desafios da transição energética. O reconhecimento da Assembleia Legislativa nos estimula a continuar defendendo políticas públicas que fortaleçam os biocombustíveis, a inovação no campo e a sustentabilidade como pilares do desenvolvimento”, finalizou.
Presidente da Asplan, José Inácio lembra que a iniciativa é um reconhecimento importante sobre a atuação da entidade na defesa do meio ambiente
O deputado Tovar Correia Lima é o autor da propositura

Asplan apoia pelo segundo ano consecutivo realização do Simpósio Trânsito e Trauma que será realizado em João Pessoa

A programação oficial do Simpósio Trânsito e Trauma II foi divulgada e promete reunir profissionais e estudantes de Medicina, numa troca de experiências e debates sobre atendimento em situações de urgência e emergência. O evento será realizado em João Pessoa, no próximo sábado (30), no auditório master da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), apoiadora da iniciativa desde sua primeira versão no ano passado. “A Asplan também cumpre seu papel social quando apoia eventos desta natureza que ajudam a melhorar a formação de estudantes de Medicina cedendo nosso espaço para disseminação de conhecimento”, destaca o presidente da entidade, José Inácio de Morais.
Com uma programação abrangente, o simpósio contará com palestras sobre fraturas, traumatismos, manejo do choque e atualizações no protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), temas considerados fundamentais para quem atua na linha de frente do atendimento ao trauma.
A proposta do evento é proporcionar conhecimento técnico e aprofundamento em uma das áreas mais desafiadoras da medicina e da assistência em saúde, promovendo discussões práticas e atuais sobre o atendimento rápido e eficiente às vítimas de acidentes e outras ocorrências traumáticas. A expectativa da organização é reunir um público expressivo para um dia marcado pelo aprendizado, networking e fortalecimento da qualificação profissional no atendimento de urgência e emergência.
“Eventos como este simpósio são de extrema importância para nós, estudantes de Medicina. Além de ampliarmos nosso conhecimento em diversas áreas, temos a oportunidade de acessar conteúdos e temas que muitas vezes não fazem parte da grade curricular da faculdade. Somado a isso, o evento proporciona um excelente networking, permitindo interações com estudantes de diferentes períodos e com profissionais renomados”, afirma a estudante de Medicina e vice-presidente da Liga Acadêmica de Neuroanatomia Clínica e Cirúrgica – Linacc e uma das organizadoras do evento, Mariana Américo, que é filha de uma das diretoras da Asplan, a produtora Ana Claudia Tavares. Para participar é preciso fazer inscrição. O formulário está nas bios @linaccpb, @liatopb  e @lacinpb.

Projeto que desburocratiza contratação de trabalhadores rurais segue para sanção presidencial e anima produtores canavieiros da Paraíba

Um projeto de lei que busca estimular a contratação de trabalhadores rurais temporários para atividades de plantio e colheita foi aprovado pelo Congresso Nacional e agora segue para sanção presidencial. O PL 715/2023 pretende facilitar a oferta de mão de obra no campo sem comprometer o acesso dos trabalhadores a programas sociais. Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a expectativa pela sanção da matéria é muito boa. “É uma medida que beneficia quem trabalha e quem emprega. O trabalhador porque não perde os benefícios sociais e o empregador porque resolve a questão da escassez da mão de obra, então não tem porque o presidente não sancionar a medida”, destaca.
De autoria do deputado federal Zé Vítor, o texto foi aprovado na última terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados. No Senado Federal, a proposta teve como relator o senador Jaime Bagattoli e foi aprovada no final do ano passado. A principal mudança prevista no projeto é a retirada da remuneração obtida em contratos de safra do cálculo da renda familiar utilizada para manutenção de benefícios sociais, como o Bolsa Família. Com isso, trabalhadores temporários poderão aceitar atividades sazonais no campo sem o receio de perder os benefícios sociais dos quais já são beneficiários.
A proposta atende a uma demanda antiga do setor agropecuário, especialmente em regiões produtoras que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores em períodos de maior necessidade de mão de obra. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reitera que o projeto representa um avanço importante para reduzir a escassez de trabalhadores no meio rural. “Essa proposta cria um ambiente mais favorável para que o trabalhador possa aceitar o serviço temporário sem medo de perder o benefício social. É um caminho importante para ajudar a resolver a falta de mão de obra no campo, problema que vem afetando diversos setores, especialmente o corte de cana, onde está cada vez mais difícil encontrar trabalhadores”, destacou o dirigente.
O setor sucroenergético, segundo José Inácio, tem enfrentado nos últimos anos dificuldades cada vez mais crescentes para contratação de mão de obra durante os períodos de safra, sobretudo para atividades de corte de cana e operações agrícolas que demandam maior contingente de trabalhadores. Com a sanção presidencial, a expectativa do setor é que a nova regra incentive mais trabalhadores a aceitarem contratos temporários no campo, contribuindo para garantir a continuidade das atividades agrícolas e reduzir os impactos da falta de mão de obra nas safras.
Presidente da Asplan, José Inácio afirma que PL vai ajudar a resolver o problema da escassez de mão de obra no campo