Asplan reúne especialistas para orientar produtores sobre novas exigências trabalhistas, saúde ocupacional e reforma tributária

A crescente complexidade das exigências legais que impactam a atividade rural foi o tema central de um encontro promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta quinta-feira (18), no mini auditório da entidade, em João Pessoa. O evento reuniu produtores associados, técnicos, consultores e especialistas para debater temas estratégicos relacionados à gestão de pessoas, saúde e segurança do trabalhador e os impactos das mudanças trazidas pela reforma tributária.
A iniciativa teve como objetivo preparar os associados para um cenário de constantes transformações na legislação, oferecendo informações técnicas e orientações práticas para adequação às novas normas e para a tomada de decisões mais seguras. Na abertura do encontro, o presidente da Asplan, José Inácio, destacou que o perfil do produtor rural mudou significativamente nas últimas décadas e que, atualmente, a gestão da atividade exige conhecimento em diversas áreas além da produção agrícola. “Hoje o produtor rural enfrenta uma realidade muito diferente daquela vivida pelas gerações anteriores. Antes, bastava produzir bem. Atualmente, além da produção, ele precisa administrar pessoas, lidar com questões ambientais, trabalhistas, tributárias e de governança. A legislação se tornou mais complexa e as exigências aumentaram”, afirmou.
Um dos temas abordados na programação foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), especialmente no que se refere à gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho e à necessidade de avaliação psicossocial dos trabalhadores em determinadas atividades. O assunto foi abordado pelo médico do Trabalho da Asplan, Tarcísio Campos, que explicou os principais pontos da norma e destacou que a saúde mental passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante dentro das políticas de segurança e saúde ocupacional. “A legislação está evoluindo para enxergar o trabalhador de forma integral. Não estamos falando apenas da saúde física, mas também da saúde mental e emocional. A avaliação psicossocial deve ser encarada como uma ferramenta preventiva, capaz de identificar fatores de risco relacionados ao estresse, à pressão excessiva, aos conflitos organizacionais e a outras situações que podem comprometer a saúde do trabalhador e o desempenho da empresa”, explicou.
O médico ressaltou ainda que a adequação às novas exigências não deve ser vista apenas sob a ótica do cumprimento legal. “Empresas que investem na saúde mental dos seus colaboradores reduzem afastamentos, melhoram o clima organizacional e aumentam a produtividade. É uma ação que beneficia tanto o trabalhador quanto o empregador”, acrescentou, lembrando que os desafios no meio rural são maiores, mas que precisam ser superados. “A norma trouxe exigências, mas não nos deu modelos específicos para o setor e estamos nos adaptando”, reiterou.
A programação também contou com um painel voltado à Saúde e Segurança do Trabalhador (SST), conduzido pelo engenheiro de segurança do trabalho Alfredo Nogueira e pelo técnico de segurança do trabalho da Asplan, Natanael Leal. Durante sua apresentação, Alfredo Nogueira enfatizou que a prevenção continua sendo o principal instrumento para evitar acidentes e reduzir passivos trabalhistas. “A segurança do trabalho não pode ser tratada apenas como uma exigência documental. Ela precisa fazer parte da cultura organizacional. Quando a prevenção é incorporada ao dia a dia da empresa, os resultados aparecem na redução de acidentes, na preservação da saúde dos trabalhadores e no fortalecimento da própria atividade produtiva”, afirmou, tendo informações reforçadas pelo técnico de segurança do trabalho da Asplan, Natanael Leal, sobre a importância do cumprimento da legislação.
Outro momento foi a palestra sobre os impactos da reforma tributária no setor produtivo, ministrada pelo advogado Eduardo Frade. Durante sua exposição, ele apresentou um panorama das mudanças previstas com a implementação do novo sistema tributário e alertou para a necessidade de preparação antecipada dos empreendimentos rurais. Segundo Frade, a reforma representa uma das maiores mudanças no ambiente de negócios brasileiro nas últimas décadas e exigirá atenção dos produtores para evitar prejuízos futuros. “A reforma tributária traz uma nova lógica de tributação e isso exigirá uma revisão profunda dos processos internos das empresas. Não é um assunto para ser tratado apenas quando as mudanças entrarem em vigor. O momento de começar a se preparar é agora. É fundamental realizar um planejamento tributário real, analisando criteriosamente o negócio, os contratos firmados, a estrutura operacional, as relações comerciais e os impactos financeiros das novas regras”, destacou.
O advogado observou que aqueles que realizarem essa análise de forma antecipada estarão mais preparados para aproveitar oportunidades e minimizar riscos. Complementando o debate, o contador da Asplan, Aderaldo Júnior, destacou que a contabilidade será uma importante aliada dos produtores rurais durante o período de transição para o novo modelo tributário. Segundo ele, mais do que cumprir obrigações fiscais, os profissionais da área contábil terão a missão de orientar estrategicamente os empreendedores diante das mudanças. “A contabilidade moderna é uma ferramenta de gestão. Em um cenário de transformação tributária, ela se torna ainda mais importante porque fornece informações que ajudam o produtor a tomar decisões com segurança. O planejamento, a organização documental e o acompanhamento permanente dos números serão fundamentais para uma adaptação eficiente às novas regras”, ressaltou.
A programação contou ainda com a participação da consultora do SESI, Cássia Pereira, que apresentou os serviços disponibilizados pela instituição nas áreas de saúde, segurança e promoção da qualidade de vida no trabalho. Ela destacou a parceria firmada com a Asplan, que possibilita aos associados acesso diferenciado a soluções e programas voltados ao fortalecimento da gestão empresarial e ao cuidado com os trabalhadores.
A gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, responsável pela mediação dos painéis, destacou que a realização do evento reforça o papel da entidade como parceira dos produtores diante das constantes mudanças na legislação. “A cada ano surgem novas exigências e novos desafios para quem produz. O papel da Asplan é justamente acompanhar essas transformações, buscar informações junto aos especialistas e disponibilizar esse conhecimento aos associados, ajudando-os a se adequarem às novas exigências. Queremos que nossos produtores estejam preparados para compreender as mudanças, se adequar às normas vigentes e tomar decisões cada vez mais seguras para seus negócios”, finalizou. O evento terminou em um momento de confraternização entre os presentes.
A gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, intermediou os painéis
Equipe de profissionais da Asplan que está na loinha de frente de apoio ao produtor associado
Evento foi direcionado aos associados da Asplan
José Inácio, presidente da Asplan, e o médico do Trabalho da associação, Tarcísio Campos
Kiony Vieira, Cristiano Aguiar, Aderaldo Jr., Eduardo Frade e Natanael Leal
Natanael Leal, Técnico de Segurança da Asplan, também abordou a legislação atual
O advogado Eduardo Frade falou sobre os impactos da reforma tributária
O contador Aderaldo Júnior, da Asplan, também perticipou
O Engenheiro do Trabalho, Alfredo Nogueira, da Asplan, faloou sobre Segurança e Saúde do trabalhador
o Médico do Trabalho, Tarcísio Campos abordou a NR-1
O presidente da Asplan, José Inácio, fez a abertura do evento
Palestras aconteceram no mini auditório da Asplan
Posted on: 18/06/2026administrador