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Hospital Estevam Marinho atende 225 pessoas durante plantão do fim de semana em Coremas
Hospital Deputado Jandhuy Carneiro atende 294 pessoas na urgência durante fim de semana em Patos
Hospital Regional de Patos amplia capacidade energética e reforça segurança da assistência com nova subestação e gerador
O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos, passou a contar com uma nova subestação de energia de 1.000 kVA e um moderno gerador de 750 kVA, ampliando a capacidade operacional da unidade e garantindo mais segurança, estabilidade e continuidade no atendimento à população do Sertão paraibano. A modernização fortalece a infraestrutura do hospital para suportar a expansão dos serviços e o funcionamento de equipamentos de alta complexidade. O investimento total da Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre obra e aquisição de equipamento, foi de quase R$ 2 milhões .
Antes da implantação da nova estrutura, o hospital operava com uma subestação de 300 kVA e um gerador de 150 kVA, capacidade que já não atendia às demandas atuais da unidade. Com a modernização, o sistema elétrico passa a oferecer maior confiabilidade e suporte para o crescimento da assistência, assegurando o funcionamento ininterrupto dos setores estratégicos.
O diretor-geral do Complexo Hospitalar Regional de Patos, Francisco Guedes, destacou que a entrega representa um marco para a unidade. “Estamos vivendo um momento histórico para o nosso hospital. Esse investimento garante muito mais segurança para os nossos pacientes, fortalece toda a estrutura hospitalar e cria as condições necessárias para ampliar os serviços oferecidos à população, especialmente na área da oncologia. É uma conquista construída com muito trabalho e parceria”, afirmou.
Responsável pelo acompanhamento técnico da obra, o engenheiro Robson Viana explicou que a antiga estrutura elétrica apresentava constantes oscilações de tensão, comprometendo o funcionamento de equipamentos hospitalares. “As variações de tensão eram frequentes e já haviam provocado danos em equipamentos importantes, como o tomógrafo. Com a implantação da nova subestação e do gerador de maior potência, o hospital passa a contar com uma infraestrutura muito mais moderna, segura e preparada para atender às necessidades atuais e futuras da unidade”, explicou
A nova subestação também será fundamental para o funcionamento das futuras instalações do hospital, que contará com um novo bloco cirúrgico com seis salas e dez novos leitos de UTI. O acelerador linear destinado ao tratamento de pacientes oncológicos terá uma subestação exclusiva, já construída, que deve entrar em operação ainda este mês, garantindo a infraestrutura necessária para o funcionamento do equipamento.
Outro avanço proporcionado pela modernização será a ampliação da climatização em toda a unidade, incluindo os postos médicos, que até então não podiam receber aparelhos de ar-condicionado devido às limitações da antiga rede elétrica. Além disso, o gerador anteriormente utilizado pelo hospital será reaproveitado no novo anexo da unidade, para atender o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e a Diretoria de Controle Interno (DCI), ampliando a capacidade energética dessas estruturas.
A implantação da nova subestação e do gerador integra as ações de fortalecimento da infraestrutura do Complexo Hospitalar Regional de Patos, preparando a unidade para a ampliação da oferta de serviços e para atender com mais segurança, eficiência e qualidade à população.







Déficit mundial de açúcar e aumento da demanda por etanol renovam expectativas para o setor sucroenergético avalia presidente da UNIDA
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, fez nesta segunda-feira (3) uma análise do cenário nacional e internacional do setor sucroenergético, destacando acontecimentos da última semana que podem influenciar o mercado da cana-de-açúcar nos próximos meses. Apesar de reconhecer que o segmento atravessa um dos momentos mais difíceis dos últimos anos, ele afirmou que alguns indicadores começam a sinalizar perspectivas mais favoráveis para o setor.
Entre os destaques está a projeção divulgada pela consultoria Stone X, que aponta para um possível déficit global na produção de açúcar, cenário que não era registrado há vários anos. “Essa notícia acende uma luz no fim do túnel para o setor sucroenergético. Ainda enfrentamos um momento extremamente desafiador, mas começam a surgir fatores que podem contribuir para uma recuperação gradual do mercado”, afirmou Pedro.
Outro fato considerado importante foi o início da vigência, em 1º de agosto, do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%. Segundo o presidente da UNIDA, a medida deve ampliar o consumo do biocombustível em aproximadamente um bilhão de litros, fortalecendo a demanda pelo produto.
Pedro Campos Neto também chamou atenção para os impactos das condições climáticas na safra do Centro-Sul do país. De acordo com informações do setor, temporais registrados recentemente no interior de São Paulo atingiram entre 30 mil e 40 mil hectares de canaviais. Embora ainda não exista uma estimativa consolidada dos prejuízos, a expectativa é de reflexos na produção paulista. Além disso, as chuvas frequentes em São Paulo e Minas Gerais podem comprometer a qualidade da matéria-prima. Segundo ele, a umidade elevada reduz o teor de Açúcar Total Recuperável (ATR), diminuindo a eficiência industrial e impactando tanto a produção de açúcar quanto de etanol.
Mesmo com esse cenário, o dirigente acredita que os fundamentos do mercado podem favorecer uma recuperação a partir do início de 2027. “Na minha avaliação, o Nordeste poderá sentir uma recuperação dos preços do açúcar na metade da próxima safra. Existem diversos fatores internacionais convergindo para isso, como a perspectiva de déficit mundial, os impactos climáticos em importantes regiões produtoras e o comportamento da produção brasileira”, explicou. Ele ressaltou que, enquanto os preços internacionais e o mercado externo fogem ao controle dos produtores, é fundamental concentrar esforços na gestão eficiente das propriedades. “O que depende de nós é da porteira para dentro. Precisamos buscar eficiência, mecanizar sempre que possível, reduzir custos com diesel, energia e otimizar os processos produtivos. É hora de fazer o básico muito bem feito para atravessar esse período”, afirmou.
Pedro também observou que o calor intenso na Europa tende a afetar a produção de beterraba açucareira, enquanto a redução das monções na Índia pode comprometer a produção naquele país. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas no Centro-Sul brasileiro deve comprometer a qualidade da cana baixando o ATR, produzindo menos açúcar e menos etanol. Segundo ele, atualmente o mix de produção das usinas do Centro-Sul está em torno de 55% voltado para o etanol, demonstrando que, neste momento, o biocombustível apresenta melhor remuneração do que o açúcar.

Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos realiza 421 atendimentos, 18 cirurgias e cinco partos durante plantão do fim de semana
Hospital e Maternidade Estevam Marinho realiza 242 atendimentos no plantão do fim de semana em Coremas
Hospital Deputado Janduhy Carneiro realiza 277 atendimentos na urgência e 26 cirurgias durante plantão do fim de semana
Unida amplia representatividade no Nordeste com adesão da Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia
A União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) amplia e fortalece sua atuação em defesa dos fornecedores de cana da região com a chegada de uma nova entidade associada. A Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia (AFCESBA), presidida por Marcello Hamdan, passa a integrar oficialmente a instituição, a partir de julho, ampliando a representatividade da Unida para sete associações estaduais.
Com sede no Extremo Sul da Bahia, a AFCESBA reúne cerca de 130 produtores canavieiros responsáveis por uma produção média anual de 1,6 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, desempenhando um papel estratégico na economia agrícola da região. A adesão da entidade representa mais um passo no processo de fortalecimento institucional da Unida, que passa a contar com as seguintes associações filiadas: Asplan (Paraíba), AFCP (Pernambuco), Asplana (Alagoas), Asplan (Rio Grande do Norte), Asplana (Sergipe), Sindicape (Pernambuco) e, agora, a AFCESBA (Bahia).
Para o presidente da AFCESBA, Marcello Hamdan, integrar a Unida significa muito mais do que fazer parte de uma entidade representativa. Trata-se de construir uma rede de colaboração entre produtores, baseada na troca de experiências, no fortalecimento coletivo e na defesa conjunta do setor. “Com a adesão da nossa associação à Unida, o produtor rural, de uma maneira geral, se fortalece. Infelizmente, o que vemos hoje são produtores dispersos, sem conhecer a realidade uns dos outros, sem trocar experiências e sem aproveitar o conhecimento que cada um acumulou ao longo do tempo. Quando você ignora o outro, deixa de receber a experiência que ele tem e também deixa de compartilhar a sua”, destaca.
Marcello Hamdan afirma ainda que a união entre os produtores é, acima de tudo, um gesto de solidariedade e compromisso com o desenvolvimento do setor. “A união também é um ato de generosidade. Minha entrada na Unida aconteceu exatamente por esse motivo. Eu já conhecia alguns representantes das associações que fazem parte da entidade e percebi que todos compartilham dessa mesma visão. Entrar na Unida é, antes de tudo, um ato generoso de ajudar o outro, de receber ajuda e de contribuir para o crescimento coletivo. Foi nesse espírito que decidimos fazer parte da entidade”, reiterou ele.
O presidente da Unida, Pedro Campos Neto, comemorou a chegada da associação baiana e ressaltou que a ampliação da base de entidades fortalece ainda mais a atuação política e institucional da entidade em defesa dos fornecedores de cana do Nordeste. “A chegada da AFCESBA representa um importante avanço para a Unida. Cada nova associação que passa a integrar nossa entidade amplia nossa representatividade, fortalece nossa capacidade de diálogo com os governos e órgãos públicos e torna ainda mais consistente a defesa dos interesses dos produtores de cana de toda a região Nordeste. Acreditamos que a união das entidades é o caminho para construirmos soluções conjuntas, compartilharmos experiências e enfrentarmos os desafios do setor com mais força e legitimidade”, disse.
Criada em abril de 2003, para representar os interesses dos produtores de cana-de-açúcar nordestinos, a Unida vem consolidando sua atuação como uma das principais vozes do segmento na região, promovendo a integração entre associações estaduais, defendendo políticas públicas para o setor e atuando em pautas estratégicas relacionadas à sustentabilidade, competitividade, crédito rural, subvenção, tributação e todos os interesses do setor.


Magnum Tires leva conhecimento e tecnologia sobre pneus aos associados da Asplan durante mais uma edição do Agro Talk
A sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi palco, na noite desta terça-feira (28), de mais uma edição do Agro Talk, evento promovido pela Magnum Tires que reuniu produtores rurais, fornecedores de cana, dirigentes da entidade e especialistas para discutir soluções associadas a pneus voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos e eficiência operacional. Realizado pelo terceiro ano consecutivo em parceria com a Asplan, o encontro reforçou a importância da troca de conhecimento entre a empresa e produtores em um momento desafiador para o setor.
Abrindo a programação, o diretor da Magnum Tires, Matteo Bologna, compartilhou um pouco da trajetória da empresa no Brasil e destacou que a filosofia da companhia vai além da simples comercialização de pneus. “Cheguei ao Brasil vindo da Itália há mais de três décadas e esse sonho começou em 1994. Desde então nos dedicamos de alma e coração ao mercado brasileiro. Implantamos uma equipe técnica em todo o país porque não queremos ser apenas fornecedores, queremos ser parceiros. Estar perto dos produtores, olhar nos olhos, entender as necessidades e ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade. Quando o produtor cresce, nós crescemos juntos”, afirmou. Filho de fazendeiro, Matteo destacou ainda sua identificação com o agronegócio brasileiro e reafirmou o compromisso da Magnum em investir continuamente em tecnologia, assistência técnica e inovação para atender às necessidades do campo.
Na sequência, o diretor comercial da Magnum Tires, Antônio Carlos, agradeceu a receptividade da Asplan e ressaltou a satisfação da empresa em realizar, pelo terceiro ano consecutivo, o Agro Talk em parceria com a entidade. “É um orgulho muito grande estar novamente com vocês. Nosso objetivo é contribuir para que o produtor reduza despesas, otimize o trabalho e aumente a produtividade. A Magnum é parceira de quem move o agro brasileiro”, destacou. Durante sua apresentação, Antônio Carlos mostrou a evolução da empresa, que atualmente possui 68 pontos de venda em todo o Brasil, quatro centros de distribuição estrategicamente localizados em Pernambuco, Fortaleza, Rondônia e Santa Catarina, mais de 1.300 colaboradores, 500 consultores comerciais e uma equipe técnica formada por mais de 25 especialistas dedicados exclusivamente ao acompanhamento do desempenho dos pneus em campo.
Ele destacou ainda que a Magnum já comercializou mais de 20 milhões de pneus no país, atende mais de 100 mil clientes e monitora cerca de quatro mil pneus em operação, utilizando essas informações para aperfeiçoar continuamente seus produtos em parceria com engenheiros internacionais. Segundo o diretor comercial, a empresa também desenvolve projetos personalizados de análise de frotas e de percursos, permitindo identificar fatores que comprometem a vida útil dos pneus e aumentam os custos operacionais das propriedades rurais. “Nós não queremos apenas vender pneus. Queremos entregar soluções. Fazemos análises das máquinas, das frotas e até dos percursos para identificar desperdícios e aumentar o rendimento dos equipamentos. O produtor economiza e ganha produtividade. É esse trabalho de parceria que diferencia a Magnum”, enfatizou.
Antônio Carlos também ressaltou que a empresa possui certificação internacional de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal, reconhecimento que atesta elevados padrões de governança, segurança e eficiência logística, além de destacar que a companhia, de origem pernambucana e DNA brasileiro, faturou R$ 1,3 bilhão no último ano e consolidou-se entre as principais marcas do segmento no mercado nacional.
Representando a diretoria da Asplan, o primeiro vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, agradeceu à Magnum Tires pela parceria consolidada e destacou a importância de iniciativas que levam conhecimento e soluções práticas aos produtores. “Vivemos um momento extremamente desafiador para nosso setor. Os custos de produção aumentaram significativamente e as margens estão cada vez menores. Por isso, eventos como o Agro Talk são fundamentais, pois apresentam alternativas que ajudam o produtor a reduzir despesas, aumentar a eficiência das operações e melhorar a produtividade. A parceria entre a Asplan e a Magnum fortalece o nosso setor e contribui diretamente para a sustentabilidade da atividade”, afirmou.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem prestada ao segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, reconhecido como cliente Prime da Magnum Tires. Ao receber a homenagem, Nonato fez um agradecimento especial e emocionou os participantes ao dedicar a honraria à esposa, Glória, sua companheira de mais de cinco décadas, fazendo uma declaração pública de amor que arrancou aplausos dos presentes.
Encerrando o evento, que também teve uma dinâmica de perguntas e respostas sobre questões que envolvem a produção agrícola, Antônio Carlos anunciou uma condição comercial exclusiva para os associados da Asplan, com prazo especial para pagamento. “Queremos caminhar ao lado dos produtores. Por isso, estamos oferecendo uma condição diferenciada para os associados da Asplan, com o primeiro pagamento em 60 dias. Temos certeza de que essa iniciativa ajudará os produtores neste período da safra e contribuirá para a recuperação do setor”, anunciou.
O Agro Talk foi encerrado em clima de confraternização, com um jantar e música ao vivo, fortalecendo ainda mais a parceria entre a Magnum Tires e a Asplan e reafirmando o compromisso conjunto com o desenvolvimento da cultura canavieira paraibana. Todos os presentes ganharam de brinde uma caneca de vidro com a logo da Magnum Tires.














Asplan participa de painel do Projeto Campo Futuro e reforça importância do planejamento para enfrentar aumento dos custos na produção de cana
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta terça-feira (28), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/Senar), em João Pessoa, do Painel João Pessoa do Projeto Campo Futuro, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), desenvolvida em parceria com o Pecege Consultoria e Projetos. O encontro reuniu produtores rurais, representantes do setor e técnicos para atualizar os custos de produção da cana-de-açúcar no estado e discutir os desafios que impactam a competitividade da atividade.
A apresentação dos resultados foi conduzida por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA, e Lorena Luna, analista do Pecege Consultoria e Projetos, que coordenaram o levantamento técnico e econômico realizado com a participação dos produtores e da equipe técnica da Asplan. Durante o painel, foi caracterizada a propriedade modal da Paraíba, representada por uma área de 100 hectares próprios, com plantio realizado integralmente de forma manual. A produtividade média da safra 2025/2026 foi estimada em 58 toneladas por hectare, com matéria-prima apresentando 127 quilos de ATR por tonelada de cana moída. O estudo também apontou que a maior parte das operações mecanizadas é realizada com maquinário próprio, demonstrando o nível de mecanização empregado pelos produtores da região.
A maior parte dos indicadores técnicos permaneceu inalterados em relação ao levantamento anterior. Entretanto, do ponto de vista econômico, os resultados evidenciaram um cenário mais desafiador. O aumento dos custos de produção, especialmente com fertilizantes e diesel, reduziu significativamente as margens de rentabilidade da atividade.
Embora a receita média obtida na safra tenha sido suficiente para cobrir os Custos Operacionais Efetivos (COE), gerando margem bruta positiva, ela não alcançou os níveis necessários para cobrir os Custos Operacionais Totais (COT) e o Custo Total (CT), refletindo o estreitamento da rentabilidade dos produtores.
Para o diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, os números apresentados confirmam uma realidade que vem sendo acompanhada de perto pela entidade e sentida pelos seus associados. “A competitividade da canavicultura paraibana tem sido bastante afetada. Além da instabilidade dos preços do açúcar, do etanol e dos insumos, os produtores vêm enfrentando sucessivas intempéries climáticas, como períodos prolongados de estiagem e chuvas irregulares, que comprometem a produtividade dos canaviais. Soma-se a isso o aumento dos custos de produção, principalmente com fertilizantes, combustíveis e mão de obra, reduzindo ainda mais a margem de rentabilidade. Mesmo com investimentos em eficiência, muitos produtores encontram dificuldades para manter sua competitividade”, destacou.
Segundo ele, o cenário exige cada vez mais planejamento e gestão baseada em informações confiáveis. “O produtor precisa tomar decisões apoiadas em dados técnicos, econômicos e climáticos. É fundamental acompanhar os custos de produção, as previsões meteorológicas e as tendências de mercado para definir investimentos, renovar áreas apenas quando necessário e adotar tecnologias que aumentem a resistência dos canaviais aos efeitos do clima. Hoje, o planejamento deixou de ser uma opção para se tornar uma ferramenta indispensável na redução de riscos e na sustentabilidade da atividade”, afirmou.
Neto Siqueira também ressaltou que o fortalecimento da cultura dependerá de uma atuação conjunta entre produtores, entidades representativas e poder público. “A produção de cana continua sendo uma das principais atividades econômicas da Paraíba, gerando emprego, renda e desenvolvimento para centenas de municípios. No entanto, será necessário ampliar os investimentos em irrigação, tecnologia, renovação dos canaviais e acesso ao crédito rural, além da criação de políticas públicas que ofereçam maior segurança aos produtores diante dos eventos climáticos extremos. Com esse conjunto de ações, o setor terá condições de recuperar sua capacidade de crescimento e fortalecer ainda mais sua contribuição para a economia paraibana”, enfatizou.
Para Neto, iniciativas como o Projeto Campo Futuro são fundamentais para fornecer informações estratégicas ao setor produtivo e fortalecer a defesa dos interesses dos fornecedores de cana. “Conhecer detalhadamente os custos de produção é essencial para que os produtores possam planejar suas atividades e para que as entidades representativas tenham dados consistentes na defesa de políticas públicas e de medidas que assegurem maior competitividade ao setor. A Asplan participa desse trabalho porque acredita que informação técnica de qualidade é um instrumento decisivo para o fortalecimento da cultura canavieira paraibana”, afirmou.
Os dados levantados durante o painel passam a integrar a base nacional do Projeto Campo Futuro, permitindo o acompanhamento da evolução dos custos de produção da cana-de-açúcar e subsidiando produtores, entidades representativas e gestores públicos na formulação de estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor sucroenergético.
















