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Projeto que desburocratiza contratação de trabalhadores rurais segue para sanção presidencial e anima produtores canavieiros da Paraíba

Um projeto de lei que busca estimular a contratação de trabalhadores rurais temporários para atividades de plantio e colheita foi aprovado pelo Congresso Nacional e agora segue para sanção presidencial. O PL 715/2023 pretende facilitar a oferta de mão de obra no campo sem comprometer o acesso dos trabalhadores a programas sociais. Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a expectativa pela sanção da matéria é muito boa. “É uma medida que beneficia quem trabalha e quem emprega. O trabalhador porque não perde os benefícios sociais e o empregador porque resolve a questão da escassez da mão de obra, então não tem porque o presidente não sancionar a medida”, destaca.
De autoria do deputado federal Zé Vítor, o texto foi aprovado na última terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados. No Senado Federal, a proposta teve como relator o senador Jaime Bagattoli e foi aprovada no final do ano passado. A principal mudança prevista no projeto é a retirada da remuneração obtida em contratos de safra do cálculo da renda familiar utilizada para manutenção de benefícios sociais, como o Bolsa Família. Com isso, trabalhadores temporários poderão aceitar atividades sazonais no campo sem o receio de perder os benefícios sociais dos quais já são beneficiários.
A proposta atende a uma demanda antiga do setor agropecuário, especialmente em regiões produtoras que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores em períodos de maior necessidade de mão de obra. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reitera que o projeto representa um avanço importante para reduzir a escassez de trabalhadores no meio rural. “Essa proposta cria um ambiente mais favorável para que o trabalhador possa aceitar o serviço temporário sem medo de perder o benefício social. É um caminho importante para ajudar a resolver a falta de mão de obra no campo, problema que vem afetando diversos setores, especialmente o corte de cana, onde está cada vez mais difícil encontrar trabalhadores”, destacou o dirigente.
O setor sucroenergético, segundo José Inácio, tem enfrentado nos últimos anos dificuldades cada vez mais crescentes para contratação de mão de obra durante os períodos de safra, sobretudo para atividades de corte de cana e operações agrícolas que demandam maior contingente de trabalhadores. Com a sanção presidencial, a expectativa do setor é que a nova regra incentive mais trabalhadores a aceitarem contratos temporários no campo, contribuindo para garantir a continuidade das atividades agrícolas e reduzir os impactos da falta de mão de obra nas safras.
Presidente da Asplan, José Inácio afirma que PL vai ajudar a resolver o problema da escassez de mão de obra no campo

Hospital e Maternidade Estevam Marinho realiza 307 atendimentos e registra 17 internações no fim de semana

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, em Coremas – unidade hospitalar integrante da rede estadua de saúde – registrou 307 atendimentos na urgência e nos ambulatórios médicos durante o plantão do fim de semana, compreendido entre as 18h da sexta-feira (22) e a meia-noite deste domingo (24). Foram realizados 107 atendimentos na sexta-feira, outros 94 no sábado e mais 106 no domingo, totalizando os 307 pacientes assistidos no período.

As principais causas de procura pelo serviço foram sintomas de síndrome gripal, responsáveis por 54 atendimentos, seguidos de queixas de dor, com 40 ocorrências. Também tiveram destaque os casos de febre e amigdalite, ambos com 16 registros, além de lombalgia, com 15 atendimentos. Durante o plantão, a equipe médica também prestou assistência a 13 pessoas com crise de ansiedade, 10 pacientes com cefaleia, oito casos de diarreia, sete pacientes com dificuldade para urinar e cinco pessoas com crise hipertensiva, entre outras demandas clínicas.

O hospital ainda atendeu duas vítimas de sinistros de trânsito, ambas envolvidas em acidentes com motocicletas. Segundo o balanço da unidade, 17 pacientes precisaram ser internados para continuidade do tratamento e acompanhamento médico. Entre as principais causas de internação estão casos de pneumonia, ferida infectada, Gastroenterocolite Aguda (Geca), Infecção do Trato Urinário (ITU), tosse produtiva, Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e broncopneumonia.

 

17 pessoas precisaram ser internadas após avaliação médica
Um dos atendimentos no Hospital de Coremas
Hospital de Coremas atendeu 307 pessoas na urgência neste fim de semana
Fim de semana registrou 307 atendimentos na urgência no Hospital de Coremas

Hospital de Catolé do Rocha realiza 521 atendimentos, 18 cirurgias e cinco partos no fim de semana

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, em Catolé do Rocha, integrante da rede estadual de saúde, registrou intensa movimentação durante o plantão deste fim de semana, entre as 18h da sexta-feira (22) e a meia-noite do domingo (24). No período, a unidade realizou 521 atendimentos na urgência e emergência e nos ambulatórios médicos, além de 18 cirurgias e cinco partos.

De acordo com o balanço da unidade, foram atendidas 178 pessoas na sexta-feira, outras 173 no sábado e mais 170 no domingo, demonstrando a alta demanda pelos serviços ofertados pelo hospital, que é referência para a população da região.

Durante o período, o centro cirúrgico realizou 18 procedimentos, entre eles apendicectomias, cirurgia de hidrocele, retirada de dreno, tratamento de fratura de punho, fratura exposta de membro inferior direito (MID), fratura de rádio, luxação de quadril, além de curetagem.

As principais causas de procura pelo serviço foram pacientes com queixas de dores, que totalizaram 54 atendimentos. Em seguida aparecem os casos de síndrome gripal, com 30 registros, pessoas que buscaram o hospital para aplicação de medicação própria, com 27 ocorrências, além de casos de tosse (17), crise de ansiedade (15), cefaleia (15), enxaqueca (15), pneumonia (12) e diarreia (10).

O hospital também atendeu 14 vítimas de sinistros de trânsito durante o plantão. Desse total, 11 acidentes envolveram motocicletas e três automóveis. Muitos pacientes necessitaram de avaliação médica especializada e acompanhamento hospitalar. Ao longo do fim de semana, 43 pessoas precisaram ser internadas para continuidade do tratamento e observação clínica.

No ambulatório médico, além das consultas de urgência, foram realizadas 37 avaliações cirúrgicas, 31 avaliações de exames, 21 atendimentos ortopédicos, 16 avaliações cardíacas, 14 obstétricas e duas pediátricas.

A estrutura de apoio diagnóstico da unidade também teve grande demanda. Entre sexta-feira e domingo, foram realizados 667 exames laboratoriais, 106 exames de Raios-X, 53 ultrassonografias, 51 tomografias e 16 colonoscopias.

Hospital de Catolé realizou 16 avaliações cardiológicas no fim de semana
Hospital de Catolé realizou 18 cirurgias neste fim de semana
Hospital de Catolé realizou 53 ultrassonografias no plantão do fim de semana
Hospital de Catolé realizou 521 atendimentos neste fim de semana
Hospital de Catolé realizou cinco partos neste fim de semana
Um das 521 consultas realizadas neste fim de semana no Hospital de Catolé
Um dos cinco recém-nascidos do fim de semana em Catolé
Um dos partos realizados neste fim de semana no Hospital deCatolé

Hospital Regional de Patos atende 270 pessoas e realiza 22 cirurgias no fim de semana

O Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro, unidade da rede estadual de saúde, em Patos, manteve uma intensa rotina de atendimentos durante o plantão deste fim de semana, entre as 18h da sexta-feira (22) e a meia-noite do domingo (24). Nesse período, a unidade realizou 270 atendimentos na urgência e emergência, além de 22 procedimentos cirúrgicos. E 53 pessoas precisaram ser internados para continuidade do tratamento e acompanhamento médico.

De acordo com o balanço do fim de semana, somente na sexta-feira foram atendidas 96 pessoas. No sábado, o número chegou a 92 pacientes e, no domingo, outras 82 pessoas procuraram assistência médica na unidade. Além da grande demanda na urgência e emergência, o hospital também registrou movimentação intensa no centro cirúrgico. Ao todo, foram realizadas 22 cirurgias, sendo 14 eletivas e oito de urgência. Entre os procedimentos feitos no período, 12 foram cirurgias oncológicas, cinco ortopédicas e cinco cirurgias gerais.

As principais causas de procura pelo serviço foram casos de quedas, responsáveis por 50 atendimentos, seguidos de pacientes com queixas de dores, que totalizaram 41 ocorrências. O hospital também atendeu 21 pessoas vítimas de mordeduras de animais. Durante o plantão, a equipe médica ainda prestou assistência a pacientes acometidos por situações clínicas de maior gravidade. Foram registrados oito casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), sete crises convulsivas, seis episódios de mal-estar, dois casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de um caso de agressão física e uma tentativa de suicídio.

O balanço aponta também o atendimento a 14 vítimas de sinistros de trânsito. Desse total, 10 acidentes envolveram motocicletas, três bicicletas e um automóvel. A maior parte das ocorrências foi registrada em Patos, mas o hospital também recebeu pacientes oriundos dos municípios de Maturéia e São José do Bonfim.

Referência em média e alta complexidade para 89 municípios do Sertão paraibano, o Hospital Regional de Patos segue mantendo atendimento ininterrupto à população, absorvendo demandas de urgência, emergência, cirurgias eletivas e serviços especializados, como oncologia, no Hospital do Bem, e hemodinâmica, este último sob a responsabilidade da PB Saúde.

 

Hospital de Patos realizou 22 cirurgias no plantão do fim de semana

Nova resolução do CMN destrava crédito rural e traz mais segurança aos produtores

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está orientando seus associados sobre as mudanças aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nas regras ambientais aplicadas à concessão de crédito rural. A nova regulamentação, oficializada por meio da Resolução CMN nº 5.303, publicada no último dia 12,suspende temporariamente exigências que vinham dificultando o acesso de produtores rurais ao financiamento bancário, especialmente por conta de análises socioambientais realizadas com base em imagens de satélite.
A decisão altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), relacionados à verificação de supressão de vegetação nativa em imóveis rurais. Na prática, os bancos deixam de realizar, neste momento, consultas automáticas baseadas nos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/INPE), mecanismo que vinha gerando notificações e bloqueios em processos de financiamento rural.
Segundo o Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan e responsável técnico pelos projetos, Alfredo Nogueira, muitos associados estavam enfrentando dificuldades para aprovação de crédito devido a inconsistências nas análises ambientais realizadas por imagens de satélite, sobretudo após a ampliação do uso do sistema Prodes, implantado recentemente no processo de avaliação socioambiental das instituições financeiras. “Essa decisão traz mais equilíbrio e razoabilidade ao processo de concessão de crédito rural. O sistema vinha apresentando muitos apontamentos equivocados, gerando insegurança e travando financiamentos de produtores que, muitas vezes, estavam totalmente regulares”, destacou Alfredo, explicando que a suspensão da exigência representa um avanço importante para o setor produtivo.
“Foi uma decisão extremamente positiva porque evita prejuízos imediatos aos produtores e dá mais tempo para adequação dos procedimentos técnicos e ambientais. Isso beneficia diretamente os nossos associados e todo o setor produtivo paraibano”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais Andrade, que também exaltou a importância da decisão do CMN principalmente no sentido institucional que garante mais segurança jurídica ao produtor rural. “Essa medida corrige uma distorção que estava penalizando produtores sérios e comprometidos com a legislação ambiental. Muitos associados estavam encontrando enormes dificuldades para acessar crédito por conta de análises automatizadas que nem sempre refletiam a realidade das propriedades”, argumenta.
Ainda segundo o dirigente canavieiro, o crédito rural é essencial para manter a produção, gerar emprego e fortalecer a economia do campo e essa nova resolução traz mais previsibilidade e tranquilidade para os produtores, principalmente, num momento em que todos estão precisando recorrer aos créditos bancários para continuar na atividade depois de uma safra com muitos desafios e preços defasados. Com a nova resolução, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu um cronograma escalonado para aplicação das exigências ambientais. As verificações passam a valer apenas a partir de janeiro de 2027 para imóveis rurais acima de 15 módulos fiscais; julho de 2027 para imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais e janeiro de 2028 para imóveis de até 4 módulos fiscais. A norma também amplia os documentos aceitos para comprovação de regularidade ambiental, incluindo Termo de Compromisso Ambiental e outros atos equivalentes à autorização de supressão vegetal.
Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan e responsável técnico pelos projetos, Alfredo Nogueira

Agro+ reúne especialistas e produtores para debater inovação e desempenho de pneus no setor agrícola

A sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi palco, na manhã desta quarta-feira (2), do Agro+, evento técnico que reuniu representantes da HC Pneus, Titan e Goodyear, além de fornecedores de cana, gestores de usinas, técnicos e profissionais ligados ao agronegócio paraibano. O encontro teve como foco apresentar novas tecnologias, tendências do mercado e soluções em pneus agrícolas e industriais. Na abertura do evento, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destacou a resiliência do setor sucroenergético nordestino, mesmo diante das crises econômicas e políticas que afetam o país. Ele ressaltou que a Paraíba continua mantendo sua produção agrícola graças à permanência de grupos empresariais e produtores que seguem acreditando na força da atividade rural da região.
“O Nordeste continua mostrando sua força. A Paraíba foi o único estado do Nordeste que não perdeu produção no setor canavieiro. Isso se deve à resistência dos fornecedores e dos grupos empresariais que acreditaram e permaneceram investindo aqui”, afirmou. O dirigente também defendeu uma maior aproximação entre fabricantes, distribuidores e produtores rurais, ressaltando que a escolha do pneu adequado deve considerar as condições específicas de cada operação agrícola. “Mais importante do que preço é orientação técnica. Existem pneus que performam muito bem em determinadas condições e outros que não se adaptam ao terreno, à lama, à pedra ou ao tipo de operação. Esses encontros são fundamentais justamente para orientar melhor o produtor adquirir produtos que agreguem valor ao seu negócio”, observou.
Durante o Agro+, foram apresentadas soluções voltadas ao segmento agrícola, destacando investimentos em pesquisa, desenvolvimento e novas tecnologias para pneus de tratores, máquinas agrícolas e equipamentos de operação severa. O consultor da Titan para as regiões Norte e Nordeste, Carlos Frederico, explicou que o mercado agrícola passa por um processo acelerado de modernização, acompanhando a evolução dos equipamentos utilizados no campo. Segundo ele, tratores de alta potência e novas tecnologias exigem pneus mais resistentes, eficientes e adaptados às diferentes realidades operacionais do país. “O mercado mudou muito. Hoje, os equipamentos saem de fábrica cada vez mais tecnológicos e os pneus acompanham essa evolução. Estamos investindo em produtos com maior resistência, menor compactação do solo, melhor tração e maior eficiência operacional”, explicou.
Ele destacou ainda tecnologias como pneus radiais, sistemas de reforço estrutural, talões duplos, compostos especiais para terrenos severos e soluções desenvolvidas especificamente para operações agrícolas. Os participantes também conheceram tecnologias como o sistema LSW (Low Sidewall Technology), que proporciona maior estabilidade, melhor distribuição de peso, redução da compactação do solo e ganho de eficiência operacional em tratores de alta potência.
Outro tema debatido durante o evento foi o impacto da alta nos custos industriais para o setor de pneus. Representantes da HC Pneus e da Titan alertaram para os efeitos do aumento dos preços de matérias-primas, especialmente da borracha sintética importada da Ásia. O supervisor de Vendas Atacado Paraíba da HC Pneus, Marcelo França, destacou que a cadeia produtiva global vem sofrendo impactos diretos das tensões internacionais e do aumento dos custos logísticos. “A borracha sintética teve aumento expressivo nos últimos meses, além de outros insumos utilizados na fabricação dos pneus. Isso acaba impactando toda a cadeia produtiva e inevitavelmente chega ao mercado”, explicou. Marcelo também ressaltou a importância da parceria entre fabricantes, distribuidores e o setor sucroenergético para garantir soluções adequadas às necessidades das usinas e produtores. “A Paraíba sempre foi uma referência para nós no Nordeste pela participação e interesse técnico do setor. Esses encontros fortalecem relacionamentos, aproximam as empresas e ajudam na troca de conhecimento”, afirmou.
Carlos Frederico, consultor Titan da Região Norte/Nordeste, apresentou novidades voltadas ao mercado brasileiro, incluindo o fortalecimento da marca Cooper no segmento de pneus para caminhões e operações severas. Durante as apresentações, foram detalhados novos modelos voltados para transporte misto, operações em terrenos irregulares e aplicações de alta resistência, com foco em durabilidade, recapagem e redução de custos operacionais. Ele destacou ainda os investimentos em inovação, tecnologia industrial e centros de desenvolvimento, além da expansão da atuação da marca Cooper no Brasil após sua incorporação ao grupo Goodyear.
O Agro+, escolhido esse ano para ser realizado na Paraíba, consolida-se como um espaço estratégico para atualização técnica, networking e integração entre fabricantes, distribuidores e produtores rurais. Além das apresentações técnicas, houve dois momentos de confraternização no evento. O primeiro com as boas-vindas com um coffee break e no final um almoço para todos os participantes servido no hall social da Asplan. Além disso, foi distribuído com todos os presentes kits institucionais e sorteado brindes. No final, o presidente José Inácio reiterou que a Asplan estará sempre de portas abertas para realização de eventos que ajudem o produtor, de alguma forma, a gerir melhor o seu negócio.
Produtores canavieiros associados e representantes de usinas no Agro+
O supervisor de Vendas Atacado Paraíba da HC Pneus, Marcelo França,
O Agro+ foi encerrado com um almoço
No final do evento teve sorteio de brindes com os presentes
Momentos antes do início do Agro+
Marcelo Framca, HC Pneus, e José Inácio, presidente da Asplan
José Inácio reiterou que a Asplan está aberta para ações que fortaleçam a cadeia produtiva de cana da PB
Foco do Agro+ deste dia 20 foi pneus
Evento aconteceu no mini auditório da Asplan, neste dia 20
Carlos Frederico, consultor Titan da Região NorteNordeste com José Inácio
Almoço aconteceu no hall social da Asplan
Foi servido um Coffee Break antes do evento acontecer

UniMobin é selecionada para programa nacional do Sebrae e amplia projeção no ecossistema de inovação

A startup UniMobin foi selecionada para participar do Capital Empreendedor, um dos principais programas de conexão entre startups e o ecossistema de investimento e inovação do país, promovido pelo Sebrae. A iniciativa reúne negócios inovadores com alto potencial de crescimento e prepara empresas para ampliar presença no mercado, fortalecer conexões estratégicas e acelerar oportunidades de expansão.
Criado pelo Sebrae, o programa já apoiou milhares de startups brasileiras desde 2018 e tem como foco aproximar negócios inovadores de investidores, parceiros estratégicos e grandes players do mercado, além de oferecer capacitações, mentorias e conexões com o ecossistema nacional de inovação.
Para a CEO e idealizadora da UniMobin, Larissa Nascimento, a aprovação representa o reconhecimento do potencial da startup e da relevância de sua solução no mercado. “Mais do que uma oportunidade de captação de recursos, a participação no programa será estratégica para fortalecer conexões institucionais, ampliar oportunidades comerciais e acelerar novas frentes de expansão”, destaca.
Segundo a empresária, integrar um programa de alcance nacional reforça o posicionamento da startup no mercado de inovação. “Estamos construindo uma solução com potencial real de crescimento e impacto. Além do acesso a investidores, enxergamos essa oportunidade como uma porta para aprendizado, conexões estratégicas e expansão”, acrescenta.
Atualmente, a UniMobin avança na construção de parcerias com empresas do setor, desenvolvendo soluções voltadas à capacitação corporativa e à transformação dos processos de aprendizagem. A plataforma começou a ser desenvolvida, em 2023, e passou por aprimoramentos a partir da aplicação prática em ambientes corporativos.
O Capital Empreendedor é estruturado em etapas que incluem mentorias especializadas, capacitação em estratégias de crescimento, preparação para relacionamento com investidores e participação em rodadas de conexão com fundos e agentes do mercado. O objetivo é preparar startups para ganhar escala, acessar novos mercados e fortalecer governança e posicionamento competitivo.
A seleção da UniMobin também reforça o crescimento do ecossistema de startups do Nordeste, evidenciando o potencial das empresas da região no desenvolvimento de soluções inovadoras com capacidade de expansão nacional.
Sobre a UniMobin
A UniMobin é uma plataforma de educação corporativa especializada no setor de mobilidade, criada para empresas que precisam capacitar equipes operacionais, motoristas, técnicos e times administrativos de forma escalável, contínua e mensurável.
As empresas do Grupo A.Cândido foram as primeiras do Nordeste a usar a plataforma, que reúne conteúdos desenvolvidos a partir de experiências práticas no segmento de mobilidade urbana e transportes, com foco em capacitação técnica, gestão, atendimento, segurança, processos operacionais e desenvolvimento humano.
A plataforma funciona como uma universidade corporativa baseada em um conceito inovador de aprendizagem móvel, oferecendo conteúdo técnico exclusivo e aulas digitais acessíveis por celular ou computador, em qualquer horário e local. Para acessar os cursos, basta baixar o aplicativo UniMobin e entrar com login e senha disponibilizados pela empresa.
As empresas do Grupo A.Cândido foram as primeiras do Nordeste a usar a plataforma
O conteúdo técnico exclusivo e aulas digitais da UniMobin são acessíveis por celular ou computador, em qualquer horário e local
A empresária Larissa Nascimento
CEO e idealizadora da UniMobin, Larissa Nascimento

Dib Nunes Júnior destaca força e transformação tecnológica do setor sucroenergético durante seminário da STAB, em Recife

O presidente e fundador do Grupo IDEA, Dib Nunes Júnior, ministrou nesta terça-feira (19), em Recife, a palestra de abertura do 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar, promovido pela STAB Regional Setentrional, na sede da AFCP. Ele discorreu sobre o tema “Um overview sobre o setor sucroenergético do Brasil e suas novas tecnologias”. Em uma apresentação marcada por análises técnicas e econômicas, Dib destacou a dimensão estratégica do setor sucroenergético brasileiro no cenário mundial, ressaltando a capacidade de produção, exportação e inovação tecnológica da cadeia produtiva da cana-de-açúcar.
Segundo ele, o Brasil deverá colher cerca de 675 milhões de toneladas de cana nesta safra, mantendo uma estrutura sólida mesmo diante das crises enfrentadas ao longo das últimas décadas. “Esse patrimônio não se desfez apesar de tudo o que já aconteceu no setor. Nós temos 9,1 milhões de hectares de área colhida e somos responsáveis por 59% das exportações mundiais de açúcar. Esse número só cresce porque a população mundial cresce e consome mais. E apenas o Brasil tem condições de atender esse aumento da demanda”, afirmou.
Dib destacou ainda a relevância econômica da atividade para o país. De acordo com ele, mesmo em um ano de preços internacionais considerados baixos, o setor gerou cerca de 14 bilhões de dólares em exportações. “Se o preço dessa commodity estivesse melhor, teríamos faturado algo em torno de 18 bilhões de dólares. Isso mostra a pujança do setor. Quem precisa de açúcar no mundo tem que comprar do Brasil”, ressaltou.
O especialista também enfatizou a força do mercado interno de etanol, lembrando que o país possui uma frota flex correspondente a 77% dos veículos de passeio e mais de 45 mil postos de abastecimento, fatores que garantem competitividade e capacidade de absorção da produção nacional. Outro ponto destacado foi a flexibilidade industrial das usinas brasileiras, capazes de direcionar até 65% da cana tanto para produção de açúcar quanto de etanol, conforme as condições de mercado.
Durante a palestra, Dib Nunes Júnior reforçou que o setor vive uma profunda transformação tecnológica, impulsionada pela automação, inovação e qualificação da mão de obra. “Hoje não se consegue administrar uma indústria sucroenergética sem especialização. Tudo está sendo automatizado e novas tecnologias estão transformando a gestão das empresas”, afirmou. Ele também chamou atenção para o potencial crescente da biomassa da cana-de-açúcar e dos chamados produtos do futuro, como etanol de segunda geração, biometano, biogás, plásticos biodegradáveis e aproveitamento industrial do bagaço. “O bagaço vai virar ouro. Há usos extraordinários surgindo para a fibra da cana. O etanol 2G, o biometano, o biogás e os materiais biodegradáveis são caminhos sem volta”, destacou.
Outro aspecto enfatizado foi a sustentabilidade ambiental do setor. Segundo Dib, a cadeia sucroenergética brasileira é referência em preservação ambiental, reaproveitamento de resíduos orgânicos e uso racional do solo. “Nós sequestramos carbono, reaproveitamos resíduos, preservamos mananciais e fazemos uso racional da terra. Hoje, poucas atividades têm o nível de sustentabilidade que o setor sucroenergético possui”, afirmou.
Apesar dos avanços e oportunidades, o fundador do Grupo IDEA alertou para os desafios enfrentados atualmente pela atividade, especialmente relacionados à queda da produtividade agrícola, juros elevados, alto endividamento das empresas e dificuldade de acesso ao crédito. Ele apresentou dados mostrando que a produtividade média brasileira caiu nos últimos 15 anos, reduzindo cerca de 12 toneladas por hectare em comparação aos melhores períodos históricos. “Quanto menor a produtividade, maior o custo de produção. E hoje o setor precisa urgentemente recuperar competitividade”, alertou.
Segundo Dib, muitas usinas seguem operando sob forte pressão financeira, agravada pelos juros altos e pelos reflexos de políticas públicas adotadas em anos anteriores. Ao encerrar a palestra, o especialista defendeu que o caminho para superar os desafios passa obrigatoriamente pelo aumento da produtividade, gestão eficiente e adoção de novas tecnologias. “Como enfrentamos o aumento dos custos? Com tecnologia, produtividade, gestão e competitividade. Esse é o caminho para manter o setor forte e sustentável”, concluiu.
Integrantes do painel de abertura do seminário (1)
Evento da Stab é realizado na sede da AFCP, em Recife (1)
Djalma Euzébio, presidente da Stab Regional Setentrional (1)
O presidente e fundador do Grupo IDEA, Dib Nunes Júnior, fez a palestrta de abertura

Presidente e vice-presidente da Asplan prestigiam abertura do 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar em Recife

Teve início nesta terça-feira (19), em Recife, o 27º Seminário Regional sobre Cana-de-Açúcar, promovido pela STAB Regional Setentrional, reunindo produtores, pesquisadores, técnicos, empresários e representantes do setor sucroenergético nordestino. O evento acontece até o dia 21 de maio, na sede da AFCP, consolidando-se como um dos principais fóruns de debate técnico e científico da cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste. O presidente e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais e Pedro Campos Neto prestigiaram a abertura do evento.
A solenidade foi marcada por discursos que destacaram os desafios enfrentados pelo setor, mas também reforçaram a capacidade de reação, inovação e resiliência da atividade canavieira diante das mudanças de mercado, políticas públicas e novas demandas energéticas. O presidente da STAB Regional Setentrional, Djalma Euzébio, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou o papel da entidade na difusão de conhecimento e tecnologias para o setor. “Mais uma vez o pessoal das empresas aqui do Nordeste está vindo apresentar inovações, novas tecnologias e discutir durante esses três dias com a gente. A STAB está cumprindo seu papel, trazendo eventos que buscam contribuir com todos os segmentos que fazem o setor em Pernambuco e no Nordeste”, afirmou.
O presidente da Asplan, José Inácio, fez um discurso emocionado ao reconhecer o trabalho dos profissionais que permanecem atuando e pesquisando em defesa do setor mesmo em períodos adversos. “Vivemos momentos difíceis, políticos, de saúde, pandemia, mas o pessoal segue firme no campo, estudando, pesquisando e buscando soluções. Isso é salutar”, afirmou. José Inácio também alertou para os desafios impostos pela concorrência do etanol de milho e pelas políticas públicas, mas defendeu a união do setor. “A luta é grande, mas unidos haveremos de vencer”, concluiu.
Já o vice-presidente da  Asplan e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, destacou que, apesar do atual cenário desafiador, o setor vive um momento de transformação e oportunidades ligadas à transição energética. Segundo ele, o avanço do combustível sustentável de aviação e do Bio bunker abrem novas perspectivas para o mercado sucroenergético brasileiro. “O Bio bunker está muito mais perto do que imaginávamos. O que a gente vê hoje é uma realidade de três, quatro, no máximo cinco anos interferindo diretamente no consumo e na produção”, afirmou. Pedro também comentou sobre a expectativa de aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, medida que poderá representar incremento de cerca de 1 bilhão de litros no consumo nacional. Ainda assim, lembrou que o país possui excedente produtivo estimado em 4 bilhões de litros nesta safra.
Para ele, eventos como o seminário da STAB são fundamentais para garantir competitividade dentro da porteira. “O mercado não depende da gente, mas da porteira para dentro depende. Aqui está quem vive e desenvolve tecnologia no dia a dia das usinas e das fazendas”, ressaltou, citando avanços em áreas como drones, plantio e colheita mecanizada.
A cerimônia de abertura também contou com a participação da reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena, que emocionou os presentes ao compartilhar sua história de vida ligada ao setor canavieiro. Filha de cortador de cana da Mata Sul pernambucana, ela destacou a importância da educação como instrumento de transformação social. “Se não fosse a cana-de-açúcar, certamente eu não estaria aqui hoje. Foi através do suor e do trabalho do meu pai que tivemos acesso à educação”, declarou. A reitora também enfatizou a capacidade histórica de resistência do setor sucroenergético diante das crises. “A cana-de-açúcar entorta, mas não quebra. Ela enfrenta as crises, se levanta e segue em frente”, afirmou, ressaltando o papel das universidades no desenvolvimento de inovações tecnológicas capazes de fortalecer a atividade.
Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar e Paulo Reis, vice-presidente da AFCP, também prestigiaram a abertura, entre outras autoridades. O presidente da AFCP, Alexandre Lima chegou no final da solenidade e saudou a todos. Ao longo dos três dias, o seminário contará com palestras técnicas, apresentações científicas, debates e exposição de tecnologias voltadas para o aumento da produtividade, sustentabilidade e eficiência do setor sucroenergético nordestino.
A reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena, lembrou ser filha de cortador de cana
Alexandre Lima, presidente da AFCP
Djalma Euzébio, presidente da Stab Regional Setentrional
Evento da Stab é realizado na sede da AFCP, em Recife
Integrantes do painel de abertura do seminário
José Inácio e Pedro Campos Neto na abertura do seminário, em Recife
José Inácio, Paulo Reis (AFCP), Djalma Euzébio e Pedro Campos Neto
José Inácio, presudente da Asplan
Pedro Campos Neto, presidente da Unida e Vice-presidente da Asplan
Seminário acontece na sede da AFCP entre os dias 19 e 21

Asplan orienta fornecedores sobre mudanças na NR1 e inclusão obrigatória de riscos psicossociais nas empresas

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) orienta seus associados sobre as novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), que passam a vigorar a partir do próximo dia 26 de maio e tornam obrigatória a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. A medida vale para todas as empresas que possuem trabalhadores contratados pelo regime CLT e deverá ser observada durante as fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
De acordo com o Médico do Trabalho da Asplan, Tarcísio Campos, as mudanças exigem que os empregadores passem a avaliar fatores relacionados à saúde mental e ao ambiente organizacional dos trabalhadores, incluindo situações de estresse excessivo, sobrecarga de trabalho, pressão por metas, assédio moral e outras condições que possam provocar adoecimento psicológico. Segundo ele, o Ministério do Trabalho iniciará as fiscalizações para verificar se as empresas já adequaram seus programas de gerenciamento de risco às novas determinações da norma.
Caso sejam identificadas irregularidades, as empresas poderão ser notificadas e terão prazo para adequação. Persistindo o descumprimento das exigências, poderão ser aplicadas multas. “A Asplan está disponibilizando suporte técnico aos associados por meio do Serviço de Segurança do Trabalho (SST), além de dispor de um formulário-modelo que pode ser utilizado pelas empresas na aplicação e levantamento das informações junto aos trabalhadores”, explica a gerente Administrativa, Kiony Vieira.
A entidade orienta que os fornecedores procurem o setor de SST da associação para esclarecimento de dúvidas e orientações sobre a implementação das novas exigências legais. A atualização da NR1 ocorre em meio ao crescimento dos casos de adoecimento mental entre trabalhadores brasileiros. Dados apresentados pelo INSS apontam aumento significativo nos afastamentos relacionados a transtornos psicológicos e emocionais, incluindo síndrome de burnout, ansiedade, crises de pânico e outras doenças classificadas nos chamados CID F.
Especialistas apontam que o estresse ocupacional tem sido um dos principais fatores relacionados ao aumento desses afastamentos. Com as mudanças, as empresas precisarão incluir os riscos psicossociais no inventário de riscos ocupacionais, promovendo avaliações organizacionais para identificar possíveis fatores que estejam afetando a saúde mental dos trabalhadores. “O objetivo da nova exigência é prevenir adoecimentos relacionados ao ambiente de trabalho e reduzir afastamentos, garantindo melhores condições laborais e mais segurança emocional aos profissionais”, conclui Dr. Tarcísio Campos.

Dr. Tarcísio Campos, Médico do Trabalho da Asplan, alerta para mudança na legislação