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Diretora do Grupo A.Cândido participa da Conferência Estadual da Mulher Advogada em painel que destaca protagonismo feminino

A empresária e diretora do Grupo A.Cândido, Larissa Nascimento, foi uma das participantes convidadas do segundo dia de debates da IV Edição da Conferência Estadual da Mulher Advogada, realizada nos dias 31 de março e 1º de abril, em João Pessoa. O evento, promovido pela OAB, reuniu profissionais para discutir diferentes temas ligados à atuação feminina no Direito, no mercado de trabalho e no ambiente corporativo.
Convidada pela advogada Larissa Bonates, Vice-Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da OAB/PB, Larissa Nascimento integrou o painel “Empreendedorismo que gera resultado: a força das mulheres no negócio”, onde compartilhou sua experiência à frente do Grupo A.Cândido e sua visão sobre gestão e empreendedorismo. Durante sua apresentação, a empresária fez um resgate de sua trajetória no Grupo, que tem sete décadas de atuação no mercado de transporte, destacando o período em que assumiu a empresa de ônibus urbanos Santa Maria e os desafios enfrentados até a consolidação e expansão das operações. Ela também abordou o atual momento do Grupo, marcado pelo lançamento da UniMobin, a primeira universidade corporativa do segmento no mercado, reforçando a importância de inovação como diferencial competitivo.
Ao tratar sobre gestão, Larissa Nascimento pontuou três pilares que considera fundamentais para o sucesso de qualquer negócio: liderança, posicionamento e inovação. “Liderança é sobre pessoas, sobre inspirar e conduzir com propósito. O posicionamento é o que define como o mercado enxerga você, e a inovação é o que garante a continuidade e o crescimento do negócio”, destacou A empresária também ampliou a reflexão ao falar sobre o conceito de empreendedorismo, ressaltando que ele vai além da formalização empresarial. “Todas as mulheres empreendem, mesmo aquelas que não têm um CNPJ. Somos empreendedoras de nós mesmas”, afirmou.
Encerrando sua participação, Larissa deixou uma mensagem de futuro e igualdade. “O meu desejo é que, em breve, a gente não precise mais falar em ‘empreendedorismo feminino’, mas apenas em empreendedorismo, porque já estaremos ocupando todos os espaços com equidade”, concluiu. A presença de Larissa Nascimento reforçou o papel de lideranças femininas que, por meio da experiência prática e da gestão estratégica, contribuem para inspirar outras mulheres e fortalecer o ambiente de negócios no país.
A empresária Larissa Nascimento é diretora do Grupo A.Cândido
A empresária Larissa Nascimento representa um dos maiores grupos empresariais do mercado do Nordeste no segmento transporte
Evento foi promovido pela OAB Paraíba
Larissa Nascimento destacou a importância do empreendedorismo feminino no mercado de trabalho
O tema do painel foi “Empreendedorismo que gera resultado a força das mulheres no negócio
Participantes do painel

Receita Federal reconhece ilegalidade e suspende aumento do Funrural para segurados especiais em todo o Brasil

Uma importante vitória para os produtores rurais brasileiros foi confirmada nesta terça-feira (1). A Receita Federal reconheceu a ilegalidade do aumento das alíquotas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) para os segurados especiais — agricultores que não possuem funcionários e atuam em regime de economia familiar. A decisão tem abrangência nacional e beneficia diretamente milhares de produtores, especialmente aqueles vinculados a entidades como a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) que ingressaram com mandados de segurança coletivos no início de março, contestando a majoração prevista na Lei Complementar nº 224/2025.
De acordo com o advogado Jefferson Rocha, responsável pelas ações judiciais, a medida representa o reconhecimento de uma tese defendida pela Asplan e Andaterra. “Hoje recebemos a notícia de que, pelo menos os segurados especiais, não sofrerão esse aumento de alíquota. Isso porque a própria Receita Federal reconheceu a ilegalidade da majoração, conforme consta no item 32 do documento ‘Perguntas e Respostas’. Essa decisão vale para todo o Brasil e garante que o segurado especial continue pagando 1,3% sobre a receita bruta — sendo 1,2% de Funrural e 0,1% de SAT”, explicou. Ainda segundo o advogado, o avanço é resultado direto da atuação das entidades representativas.
Esse resultado, segundo ele, se deve ao trabalho da Asplan e da Andaterra, que acreditaram na tese, ingressaram em juízo e denunciaram a ilegalidade. É uma conquista que beneficia todo o produtor rural brasileiro enquadrado como segurado especial”, destacou. Apesar da decisão favorável para esse grupo, o aumento permanece válido para empregadores rurais pessoa física e jurídica, que terão a alíquota elevada em 10%, passando para 1,43% sobre a receita bruta da comercialização.
O presidente da Asplan, José Inácio, ressaltou o protagonismo da entidade na defesa dos interesses dos associados e a importância da mobilização institucional. “A Asplan sempre esteve na linha de frente na defesa dos direitos dos produtores rurais. Essa vitória demonstra a importância de uma atuação firme, técnica e responsável. Saímos na frente ao questionar essa medida e hoje vemos um resultado concreto que beneficia nossos associados e produtores de todo o país”, afirmou. Ele acrescentou que a luta continua para ampliar os efeitos da decisão. “Seguiremos recorrendo à Justiça para buscar a derrubada desse aumento também para os demais produtores, pois entendemos que o Funrural não pode ser tratado como benefício fiscal, e vamos continuar defendendo essa tese”, completou.
A decisão da Receita Federal reforça o entendimento de que o segurado especial deve manter o regime diferenciado de contribuição, sem aumento de carga tributária, garantindo maior segurança jurídica e previsibilidade para o pequeno produtor rural brasileiro que, no caso da Asplan, é a grande maioria de seus associados.
José Inácio, presidente da Asplan, lembra que a entidade sempre está atenta às causas de interesse dos associados
O advogado Jeferson Rocha afirma que medida trará impactos relevantes à carga tributária do setor

Hospital de Catolé do Rocha atende mais de 470 pessoas e realiza 30 cirurgias e cinco partos no fim de semana

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede estadual localizada em Catolé do Rocha, atendeu 477 pessoas na urgência e nos ambulatórios médicos durante o plantão do fim de semana, entre a sexta-feira (27) e o domingo (29). No período, a unidade, que também atua como maternidade, realizou cinco partos e 30 cirurgias.

Foram registrados 169 atendimentos na sexta-feira, 150 no sábado e 158 no domingo. Do total, 45 pacientes precisaram ser internados após avaliação médica para observação e cuidados posteriores. Durante o fim de semana, o hospital realizou ainda 421 exames laboratoriais, 82 raios X, 49 tomografias e 43 ultrassonografias.

As cirurgias realizadas incluíram passagem de fio, colpoperineoplastia (cirurgia para reparar ou restaurar a anatomia do períneo e da região vaginal), hernioplastia (correção de hérnia), postectomia (fimose), além de procedimentos para correção de fratura exposta de tíbia e fratura de fêmur.

A maior demanda pelo serviço no período foi de pacientes com queixas de dor, com 83 registros, seguida por casos de diarreia (55), aplicação de medicação (31) e cefaleia (22). Entre outros atendimentos, o hospital assistiu 15 pessoas com náuseas, 13 com enxaqueca, nove com crise de ansiedade, nove com infecção, além de 11 vítimas de sinistros de trânsito, sendo oito envolvendo motocicletas e três automóveis.

No ambulatório, além das consultas de urgência, foram realizadas 33 avaliações de exames, 16 atendimentos ortopédicos, duas avaliações obstétricas e duas cirúrgicas.

Opera Paraíba – Das 30 cirurgias realizadas no fim de semana, 21 foram procedimentos eletivos pediátricos realizados por meio do Programa Opera Paraíba. Entre eles, 14 postectomias e sete hernioplastias, em pacientes com idades entre um e 15 anos, oriundos dos municípios de Brejo do Cruz, Sousa, Joca Claudino, Tavares, Diamante, Catingueira, Lagoa Tapada, Pombal, Poço Dantas, Conceição, Bonito de Santa Fé e Triunfo.

 

Hospital de Catolé do Rocha atendeu 477 pessoas no plantão do fim de semana
Hospital de Catolé realizou 30 cirurgias no fim de semana
Hospital de Catolé realizou 477 consultas no fim de semana
Hospital de Catolé realizou cinco partos no fim de semana
O ciclo de cirurgias pediátricas atendeu 21 crianças de várias cidades do sertão
Uma das 43 ultrassonografias realizadas n o fim de semana
Uma das 49 tomografias realizadas durante o plantão do fim de semana em Catolé
Uma das consultas médicas realizadas no fim de semana
Uma das crianças atendidas no ciclo de cirurgias pediátricas do Opera Paraíba no sábado (28)

Hospital e Maternidade Estevam Marinho atende mais de 300 pessoas no fim de semana

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho registrou intensa movimentação durante o plantão do fim de semana, entre a sexta-feira (27) e o domingo (29), com 303 atendimentos realizados na urgência e nos ambulatórios médicos. Do total, 95 atendimentos ocorreram na sexta-feira (27), 98 no sábado (28) e 110 no domingo (29), demonstrando crescimento progressivo na demanda ao longo dos dias.

Entre os principais motivos de procura pela unidade, destacam-se os casos de dor (63), diarreia (50), crise de ansiedade (16), amigdalite (15) e dificuldade para urinar (10). Também foram registrados atendimentos por vômito (8), hemorragia (7), febre (7), dor de cabeça (6) e reação alérgica (4), entre outros.

No período, 13 pacientes precisaram ser internados após avaliação médica para continuidade do tratamento, com diagnósticos como gastroenterocolite aguda (Geca), sequelas de acidente vascular encefálico (AVE), edema, neoplasia, taquicardia, mal-estar, derrame pleural, gastropatia, pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e dengue.

De acordo com a diretora-geral da unidade, Josielma Oliveira, o balanço evidencia a capacidade de resposta da equipe diante da demanda. “O volume de atendimentos reforça o compromisso da unidade em ofertar assistência qualificada, atendendo diferentes perfis clínicos e garantindo suporte adequado à população”, destacou.

 

Uma das consultas médicas realizadas no ambulatório do Hospital de Coremas no fim de semana
Um dos atendimentos da urgência no foim de semana
Treze pessoas tiveram que ser internadas durante o fim de semana
Setor de classificação do Hospital de Coremas
Hospital de Coremas atendeu 303 pessoas na urgência neste fim de semana
Fisoterapeuta do Hospital de Coremas em uma das sessões do fim de semana
Atendimento emergencial no Hospital de Coremas

Hospital Regional de Patos registra 270 atendimentos durante o fim de semana e realiza 16 cirurgias

O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), em Patos, unidade integrante da rede hospitalar do Governo da Paraíba, registrou um fluxo intenso de atendimentos durante o plantão do fim de semana, entre os dias 27 e 29 de março, totalizando 270 atendimentos na urgência e emergência. Desse total, 96 ocorreram na sexta-feira (27), 94 no sábado (28) e 80 no domingo (29).

No período, 53 pacientes precisaram permanecer internados para continuidade do tratamento. A unidade também realizou 16 cirurgias, sendo 12 de urgência e quatro eletivas. Do total de procedimentos cirúrgicos, cinco foram vasculares, cinco ortopédicos, quatro gerais e dois bucomaxilofaciais.

Entre os principais motivos de procura pelo serviço de urgência, destacam-se os casos de dor (40), quedas (36), mordidas de animais (16), infarto agudo do miocárdio (IAM) (10) e mal-estar (10). Também foram registrados atendimentos por dispneia (7), crise nervosa (6), acidente vascular cerebral (AVC) (2), crise convulsiva (1) e tentativa de suicídio (1), entre outros, evidenciando a diversidade e complexidade da demanda atendida pela unidade.

O hospital atendeu ainda 21 vítimas de sinistros de trânsito, sendo 19 envolvendo motocicletas, um com bicicleta e um por atropelamento. A maioria dos pacientes é residente em Patos, mas a unidade também recebeu vítimas oriundas de municípios como Cacimba de Areia, Condado, Mãe d’Água, Malta, Maturéia, Santa Luzia, Santa Teresinha, Teixeira e São José do Bonfim, reforçando a importância do serviço para a região do Sertão paraibano.

 

Área Amarela do Hospital de Patos no fim de semana
Corredor da urgência do Hospital de Patos
Hospital de Patos registrou 53 internações no fim de semana
Um dos setores da urgência do Hospital de Patos no fim de semana
Uma das 16 cirurgias realizadas no fim de semana no Hospital de Patos
Uma das cirurgias do fim de semana
Urgência do Hospital de Patos atendeu um total de 270 pacientes entre às 18h da sexta-feira e a meia-noite de domingo
Urgêncioa do Hospital de Patos atendeu 270 pessoas no fim de semana
Das 16 cirurgias realizadas no plantão do fim de semana no Hospital de Patos, 12 foram de urgência

Antropólogo critica processo de demarcação no Litoral Sul e aponta “irregularidades” em audiência na ALPB

Durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta quarta-feira (25), o antropólogo Edward Luz fez duras críticas ao processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul do estado. Em uma fala contundente, ele questionou a condução dos estudos técnicos e apontou supostas falhas na atuação de órgãos federais. A audiência foi uma propositura do deputado Branco Mendes.
Segundo o antropólogo, o processo apresenta “irregularidades graves”, entre elas a ausência de escuta de moradores e produtores da região. “O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) não está garantindo, neste caso, o direito ao contraditório e à ampla defesa durante as etapas de elaboração dos estudos. Estamos diante do que chamo de um experimento social”, declarou Edward Luz, ao criticar o que classificou como “arranjos jurídicos e demarcatórios inovadores”, que, na avaliação dele, carecem de uma base técnica sólida.
O antropólogo também colocou em dúvida os critérios utilizados para a identificação dos grupos beneficiários dos artigos 231 e 232 da Constituição Federal, que tratam dos direitos dos povos indígenas. Durante sua exposição, ele afirmou que não enxerga, na região em debate, a existência de um grupo étnico diferenciado que se enquadre nos critérios constitucionais. “Há uma construção artificial de identidade, envolvendo uma parcela da população local, em detrimento de uma maioria que, compartilha da mesma formação histórica e sociocultural e isso não foi levado em conta”, disse.
O antropólogo lembrou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas teria desconsiderado a percepção da população local. Ele ainda mencionou a necessidade de cumprimento da Lei nº 14.701 e defendeu a aprovação de propostas legislativas que tratem do chamado marco temporal para demarcação de terras indígenas. A audiência evidenciou o clima de divergência em torno do tema, reunindo representantes de vários setores, incluindo parlamentares, produtores rurais, lideranças locais e integrantes de órgãos públicos.
No final da audiência, ficou deliberado que a ALPB vai acompanhar o processo através de seu departamento jurídico, que será formada um grupo de trabalho para acompanhar o processo e a deputada Cida Ramos, que secretariou os trabalhos da audiência, disse que vai formalizar um pedido de audiência para tratar deste caso diretamente com o responsável pelo órgão federal, em Brasília. “Iremos em comissão levar o debate deste caso”, disse ela convidando representantes dos assentamentos que se sentem prejudicados para integrarem o grupo.
Presente à audiência, o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, afirmou que a entidade acompanha de perto o processo devido ao impacto direto sobre produtores rurais associados. “A Asplan está atenta a cada etapa dessa discussão, porque temos produtores que podem ser diretamente prejudicados caso essa demarcação avance. Nosso papel é defender os interesses do setor, garantindo que haja transparência, segurança jurídica e respeito ao direito de propriedade”, destacou.
Antropólogo Edward Luz questionou vários pontos do processo
Antropólogo Edward Luz ao lado da advogada da Faepa, Marta Melquiades
Mesa dos trabalhos da audiência pública
Antropologo Edward Luz apontou falhas no processo, principalmente sobre identificação dos beneficiários

Asplan firma parceria e amplia serviços odontológicos com oferta de tratamento de canal para associados

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) deu mais um passo na ampliação da assistência à saúde dos seus associados ao firmar uma parceria estratégica que passa a garantir o acesso a serviços especializados de Endodontia (tratamento de canal)  e outros procedimentos clínicos e estéticos por meio do seu setor de odontologia. A iniciativa reforça o compromisso da entidade em oferecer serviços cada vez mais completos e especializados aos produtores associados e seus dependentes, além de funcionários e dependentes.
O convênio foi estabelecido com a cirurgiã-dentista Jéssica Leandro Feitosa Nogueira e prevê a realização de até oito procedimentos mensais de tratamento de canal dentro das condições pactuadas. A medida surge como resposta à demanda crescente por atendimentos mais complexos na área odontológica, ampliando a resolutividade dos serviços ofertados pela entidade. Os atendimentos acontecerão de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.
Além das oito vagas mensais disponíveis, a parceria também contempla uma alternativa para os associados que desejarem maior agilidade no atendimento. Nestes casos, será concedido um desconto de 40% no valor do tratamento para aqueles que optarem por não aguardar o chamamento na fila regular do agendamento. No tratamento clínico e estético, o desconto será de 20%.
De acordo com a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, o agendamento dos atendimentos seguirá critérios de organização e transparência, sendo realizado por ordem de chegada. No entanto, para garantir o acesso às condições integrais do convênio, é indispensável que o paciente passe previamente por avaliação no próprio departamento odontológico da entidade. “A indicação do tratamento de canal será feita, obrigatoriamente, após análise técnica dos dentistas da casa, Wilma Dantas e Jadelson Filho, responsáveis por atestar a necessidade do procedimento e encaminhar os casos aptos para o atendimento com a profissional parceira”, afirma.
Kiony lembra que a iniciativa fortalece a política de cuidado integral com a saúde dos associados, garantindo não apenas o acesso a serviços básicos odontológicos, mas também a procedimentos especializados com qualidade e condições facilitadas. “A nossa expectativa é de que a nova parceria contribua para reduzir a demanda reprimida por tratamentos endodônticos e proporcione mais conforto, bem-estar e qualidade de vida aos associados atendidos pela Asplan, afinal estamos sempre pensando em como atender, cada vez melhor, nossos associados”, finaliza. O convênio de parceria entre a Asplan e a profissional já está em vigor.
A cirurgiã-dentista Jéssica Leandro Feitosa Nogueira será a responsável pelos tratamentos especializados
Dr. Wilma é dentista da Asplan e vai avaliar os pacientes e encaminhá-los
Dr. Jadelson também avaliará a necessidade de encaminhamento

Audiência na ALPB expõe impasses e divergências sobre processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul da Paraíba

A audiência pública realizada nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), aprofundou o debate e expôs posições divergentes sobre o processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul do estado. A iniciativa foi proposta pelo deputado Branco Mendes e teve como secretária a deputada Cida Ramos, reunindo parlamentares, representantes de órgãos federais, especialistas, produtores, assentados e lideranças sindicais que acompanham de perto o avanço do processo conduzido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
E a ALPB decidiu adotar encaminhamentos concretos após a audiência pública e entre as deliberações está o pedido do deputado George Morais para que o setor jurídico da Casa seja incluído formalmente no processo, com o objetivo de acompanhar sua tramitação e garantir maior transparência. Além disso, a deputada Cida Ramos já anunciou que vai solicitar uma reunião com a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em Brasília, para levar o tema ao debate na esfera federal.
Depois do deputado Branco Mendes, que justificou a importância do debate, lembrando que o que está em discussão é a história de vida de muitas famílias e a sobrevivência de negócios, um dos primeiros a falar foi o representante do Ministério Público Federal, José Godoy, que destacou a necessidade de assegurar o cumprimento da legislação que protege os povos originários, mas defendeu a busca por soluções que considerem também a existência dos assentados da região. Ele destacou que o órgão atua com base na Constituição Federal, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos povos originários, mas ressaltou, no entanto, que o desafio está em conciliar esses direitos com a realidade consolidada na região. “É preciso respeitar a legislação e garantir os direitos dos povos indígenas, mas também buscar uma solução que considere quem vive e produz nessas áreas há várias gerações”, afirmou.
A representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Fernanda Lucia, reforçou que o órgão reconhece como legítimo o instrumento da desapropriação de terras para fins de demarcação indígena, desde que respeitados os critérios legais. “A desapropriação é um mecanismo previsto em lei para garantir direitos dos povos indígenas, e o INCRA reconhece essa prerrogativa dentro dos parâmetros legais”, explicou.
O vice-prefeito do município de Conde, Rogaciano Cabral, que também é assentado na região, fez críticas à condução do processo pela FUNAI, apontando falta de transparência e ausência de diálogo com os principais afetados. Segundo ele, o processo pode impactar diretamente quase mil famílias, além de comprometer atividades econômicas consolidadas, incluindo empreendimentos rurais, turísticos e industriais. “A FUNAI não ouviu os principais envolvidos e impactados neste processo. Estamos falando de centenas de famílias, de pessoas que vivem e trabalham aqui há décadas. Como a gente fica diante de tudo isso?”, questionou.
A insegurança em torno do relatório final da FUNAI, previsto para ser apresentado até junho, também foi amplamente debatida. De acordo com os participantes, não há no processo nenhuma divulgação de informações oficiais, inexiste a transparência e ninguém dos envolvidos diretamente na questão foram comunicados de nenhuma maneira, o que aumenta o clima de apreensão na região. A vereadora Rosélia Maria elencou o volume de produção agrícola do Conde e região, lembrando do impacto negativo que essa demarcação pode trazer e, termo de produção de alimentos. “Se a gente parar de plantar e colher uma semana na região, a cidade não come”, disse ela, fazendo referência as seis comunidades que estão, supostamente, inseridas nesse processo do INCRA.
O antropólogo Edward Luz fez críticas contundentes à base técnica dos estudos antropológicos que fundamentam o processo de demarcação. Ele questionou a metodologia utilizada e a identificação dos beneficiários previstos no artigo 231 e 232 da Constituição Federal, reiterando que há neste processo um problema sério de identificação dos beneficiários e afirmou que a ação em curso é questionável, autoritária e unilateral. “Não há, na região, um grupo étnico diferenciado como exige a Constituição. A população é majoritariamente mestiça, e isso foi desconsiderado. O estudo conduzido pelo antropólogo Fábio Mura não retrata a realidade e apresenta inconsistências graves. Neste caso específico, os órgãos públicos precisam reconhecer o erro grotesco que estão cometendo aqui na Paraíba”, afirmou.
Na mesma linha, a advogada da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), Marta Melquiades, apontou possíveis irregularidades no processo administrativo conduzido pela FUNAI. Entre os pontos destacados, ela citou a falta de transparência, a ausência de notificação formal das partes interessadas e o que classificou como desrespeito ao devido processo legal. “Estamos diante de um processo que apresenta falhas graves, desde a condução até a comunicação com os envolvidos. Não houve transparência, nem garantia do contraditório e da ampla defesa”, criticou.
O produtor canavieiro Ervel Lundgren também usou a tribuna da ALPB para reforçar as críticas à condução do processo feita pela FUNAI e lembra que o impacto dessa demarcação também vai impactar além da agricultura da região, o setor turístico. “Estamos aqui hoje e na semana passada no Conde para debater essa questão que impacta todos nós. Em relação ao turismo, eu só queria saber como ficará Tambaba e Coqueirinho que segundo se fala fica dentro da área indígena. Se for colocar todo mundo para fora, como ficará aquela região, os restaurantes, pousadas e empreendimentos?”, questionou ele, reiterando que pelo processo em curso, não haverá nem indenizações.
O assentado Josiel da Silva, da comunidade de Barra de Gramame, destacou que os moradores não se opõem a direitos indígenas, mas pedem respeito e reconhecimento.
“A gente não está brigando por terra e nem quer tirar o direito de ninguém. O que queremos é respeito para continuar nosso trabalho, plantar e colher com dignidade”, afirmou. Já Genil Domingos, do assentamento Mata da Chica, relatou a angústia vivida pelas famílias diante da incerteza. “As famílias dormem e acordam sem saber o dia de amanhã, sem saber se vão continuar em suas terras. O INCRA sempre soube que a gente vive aqui há anos e nem levou em consideração isso”, lamentou. O mesmo sentimento foi reforçado por Erivanete Targino, da comunidade de Tabatinga, que destacou o impacto econômico da possível retirada das famílias. “Desde o início desse processo absurdo, a gente vive com medo e apreensão. Além disso, há o risco de perda de mais de 500 empregos diretos só na nossa região”, alertou.
Ao final da audiência, ficou evidente que o tema exige aprofundamento técnico, jurídico e social, além da ampliação do diálogo entre todas as partes envolvidas. Parlamentares destacaram a importância de acompanhar de perto o desdobramento do processo e garantir que qualquer decisão seja tomada com base em critérios claros, legais e transparentes. O deputado Valber Virgulino que chegou no final dos debates reforçou essa questão. “Da forma como está sendo conduzido esse processo ele prejudica mais gente do que favorece. É preciso que todas as partes tenham bom senso e que haja mais transparência e critérios técnicos para que a justiça prevaleça”, disse, concordando com o que já havia sido dito pelo Procurador do Conde, Marcos Ramalho, sobre o respeito ao devido processo legal.
A expectativa agora gira em torno da divulgação do relatório final da FUNAI, previsto para ser apresentado em junho, que deverá trazer definições mais concretas sobre a área em análise e os possíveis impactos para as comunidades indígenas e não indígenas da região. “Enquanto isso, o cenário permanece marcado por incertezas e a busca por equilíbrio entre direitos constitucionais e a realidade socioeconômica consolidada no Litoral Sul da Paraíba. O fato é que os debates desta audiência foram esclarecedores e importantes. A lamentar a ausência do representante da FUNAI que não compareceu ao debate. Esperamos agora que os deputados criem comissões e nos ajudem a acompanhar esse processo”, afirmou o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, que considerou a audiência muito positiva.
Vice-prefeito do Conde, Rogaciano cabral
Vereadora Rosélia Maria, do Conde
Representatividade da Asplan na audiência pública
Produtor canavieiro, Ervel Lundgren, criticou falta de transparência no processo pelo INCRA
Procurador do Conde, Marcos Ramalho
Neto Siqueira, diretor técnico da Asplan, e Ricardo Afonso, da assessoria jurídica
Mesa dos trabalhos da audiência pública
Manoel Augusto, do assentamento Frei Anastácio
José Godoy, do MPF
Jaqueline, da associação da região do litoiral sul
Genil Domingos, assentado da Mata da Chica
Galerias lotadas durante a audiência
Galerias ficaram lotadas durante a audiência
Fernanda, do INCRA
Erivanete Targino, associação de Tabatinga
Deputado Walber Virgolino
Deputado George Morais
Deputado Branco Mendes, autor da propositura, ladeado pelos deputados George Morais e Cida Ramos

 

Deputado Branco Mendes autor da propositura de realização da audiência
Deputada Cida Ramos prometeu levar o debate para Brasília
Assentados e produtores do Conde acompanharam o debate das galerias
Antropologo Edward Luz apontou falhas no processo, principalmente sobre identificação dos beneficiários
Advogada Marta Melquiades, da FAEPA, apontou erros no processo

Amor sobre rodas: casal externaliza paixão por ônibus em festa de casamento na Paraíba

O que começou com uma conexão nas redes sociais ganhou as ruas — literalmente — e virou uma celebração única no último sábado (21), na Chácara Laguna, em Barra de Gramame (PB). Unidos pelo amor e por uma paixão em comum, o Auxiliar de Estatística Thalison Santos e a pedagoga Aline Lima protagonizaram um casamento que teve o ônibus como um dos protagonistas. Dias antes do casamento, o ensaio fotográfico dos noivos também teve o ‘Geladinho’, ônibus com ar condicionado, como cenário.
Funcionário do Grupo A.Cândido há nove anos, Thalison é um verdadeiro entusiasta da chamada ‘busologia’, o estudo e apreciação do universo dos ônibus. Já Aline, usuária frequente do transporte coletivo, compartilha do mesmo carinho pelo meio de locomoção que faz parte do cotidiano de milhares de pessoas. Apesar de muitos imaginarem que o romance teria começado em uma viagem, o casal se conheceu pelas redes sociais — mas foi a afinidade com o tema que também fortaleceu a relação.
E foi justamente essa paixão que ganhou destaque no grande dia. Aline surpreendeu ao chegar à cerimônia em um ônibus do tipo “Geladinho”, conduzido pelo tio, Aluízio, motorista da empresa Transnacional, que integra o Grupo A.Cândido. A entrada inusitada arrancou aplausos e emocionou os convidados. E a temática transporte seguiu também na recepção. As mesas da festa foram numeradas com identificação de linhas de ônibus da capital paraibana, como 1500, 106, 301 e 523, reforçando a originalidade e o carinho do casal pelos detalhes ligados ao universo da ‘busologia’.
A iniciativa contou com o apoio da diretoria do Grupo A.Cândido, que abraçou a ideia desde o início. Para a diretora da empresa, Lorena Dantas, participar desse momento foi motivo de alegria. “Ficamos muito felizes em contribuir com a realização de um sonho tão especial. Ver um colaborador levando para a vida pessoal algo que também faz parte da nossa história é gratificante. Foi uma homenagem bonita ao transporte coletivo e às pessoas que fazem esse setor tão importante que faz parte da vida de tanta gente, todos os dias”, destacou.
Grato pelo apoio, Thalison fez questão de reconhecer o gesto da empresa. “Sou muito agradecido à direção por ter acreditado na nossa ideia e por ter disponibilizado o ônibus para esse momento tão importante. Foi um momento mágico e a realização de um sonho nosso e tornou tudo ainda mais especial”, afirmou. Entre buzinas simbólicas, memórias afetivas e muita criatividade, o casamento de Thalisson e Aline mostrou que o amor pode, sim, seguir novos trajetos — e, nesse caso, inclusive, sobre quatro rodas. Ah, outro detalhe, padrinhos e familiares também pegaram carona no Geladinho.
A noiva Aline Lima no momento da chegada à cerimônia de casamento
Após o casamento os noivos também se deslocaram no Geladinho
O amor de Thalison e Aline eternizado neste flagrante que incluiu a paixão em comum dos dois
O ensaio fotográfico dos noivos também teve como cenário o Geladinho
O ensaio fotográfico pré-núpcial também foi feito no interior do ônibus
O Õnibus Geladinho que levou a noiva e os padrinhos
Os noivos Thalison e Aline são apaixonados por ônibus

CVV João Pessoa abre inscrições para nova turma de voluntários e reforça importância do trabalho de acolhimento emocional

O Centro de Valorização da Vida (CVV) em João Pessoa está com inscrições abertas para uma nova turma de formação de voluntários. A iniciativa busca fortalecer o atendimento de apoio emocional, ampliando a equipe que atua, em nível nacional, na escuta ativa e na prevenção do suicídio e outras demandas emocionais. O treinamento é gratuito, começa no próximo dia 31 de março e será realizado de forma virtual. Os interessados podem se inscrever por meio do link https://cvv.org.br/voluntarios/joao-pessoa.
Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, mas não há exigência de formação acadêmica. As aulas acontecerão de forma virtual sempre às terças-feiras, das 19h às 22h, em encontros semanais que preparam os voluntários para atuar com escuta qualificada, empatia e respeito.
Com mais de seis décadas de atuação no Brasil, o CVV é referência nacional no acolhimento emocional gratuito e totalmente sigiloso. O serviço funciona 24 horas por dia e pode ser acessado pelo telefone 188, além de chat e e-mail, atendendo pessoas que enfrentam momentos de sofrimento, solidão ou crise emocional. Ao longo dos anos, a instituição tem desempenhado um papel fundamental na valorização da vida e na promoção da saúde mental.
Apesar da relevância do trabalho, o número de voluntários ainda é um desafio. Em João Pessoa, por exemplo, atualmente, o posto local conta com apenas 29 integrantes, o que limita a capacidade de atendimento diante da crescente demanda. No país são pouco mais de 3 mil voluntários que dão um plantão semanal, de três horas.
De acordo com a coordenadora do posto João Pessoa, Vera Motta, a chegada de novos voluntários é essencial para garantir a continuidade e a ampliação do serviço. “O CVV oferece um espaço seguro de escuta, onde cada pessoa pode falar sobre suas dores sem medo de julgamentos. Precisamos fortalecer nossa equipe para atender cada vez mais pessoas que buscam esse apoio. Ser voluntário é um gesto de solidariedade que pode salvar vidas”, destacou.
A formação oferecida pelo CVV inclui conteúdos teóricos e práticos sobre escuta ativa, acolhimento emocional e condução de atendimentos, além de acompanhamento contínuo dos novos voluntários. Após a capacitação, uma vez admitidos, os participantes primeiro fazem quatro plantões com monitoria e depois dessa etapa passam a integrar a rede nacional da instituição, contribuindo diretamente para o suporte emocional de quem mais precisa.
A abertura de uma nova turma representa não apenas uma oportunidade de voluntariado, mas também um chamado à sociedade para a importância de cuidar com uma escuta acolhedora e de estar disponível para o outro. Em um cenário em que o sofrimento psíquico tem se tornado cada vez mais presente, iniciativas como a do CVV reforçam o valor da escuta, do acolhimento e da empatia como ferramentas essenciais para salvar vidas e ajudar as pessoas a superarem traumas, perdas, a solidão e momentos difíceis.
Vera Motta, coordenadora do Posto CVV João Pessoa destaca importância da formação de novos voluntários