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Unida acompanha oficina da Conab e reforça urgência para operacionalização da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, participou, na manhã desta sexta-feira (14), de uma oficina realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em formato híbrido, para apresentar e esclarecer os procedimentos para acesso à subvenção de R$ 12 por tonelada de cana destinada aos produtores independentes do Nordeste. O encontro detalhou os sistemas, documentos, prazos e critérios que serão utilizados para habilitação, análise e pagamento do benefício. “Essa é uma etapa decisiva. A luta pela subvenção foi longa e envolveu uma mobilização de todas as entidades do setor canavieiro nordestino. Agora precisamos garantir que o recurso chegue de fato ao produtor. E isso passa por informação, organização e, principalmente, celeridade”, afirmou Pedro Campos Neto.
Pedro Campos Neto, participou da reunião e destacou a importância desse momento para transformar uma conquista construída a partir da mobilização das entidades do setor em um benefício efetivamente recebido pelos produtores. “Temos um prazo de cadastro curto que termina em 30 de outubro e um recurso limitado. Portanto, não é hora de esperar. É hora de organizar os documentos, fazer o cadastro e protocolar o pedido. Quanto mais preparados estivermos, maior será a segurança para que o produtor esteja dentro das regras e possa receber aquilo que lhe é devido”, destacou Pedro.
A medida, instituída pela MP 1.374/2026 e regulamentada por decreto, prevê R$ 270 milhões para o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana comercializada por produtores independentes do Nordeste na safra 2025/2026. A produção beneficiada deve ter sido comercializada entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, e a documentação deverá ser apresentada à Conab até 30 de outubro de 2026.
Durante a oficina, a Conab apresentou a plataforma que concentrará o cadastro dos beneficiários, e o sistema específico para solicitação da subvenção, envio das notas fiscais, acompanhamento do processo e protocolo dos pedidos. A Companhia informou ainda que pretende disponibilizar um manual detalhado e realizar novas oficinas para orientar produtores, associações e cooperativas.
Para Pedro Campos Neto, a simplificação dos procedimentos é fundamental, sobretudo diante do perfil dos beneficiários. “Estamos falando de milhares de produtores, muitos deles pequenos fornecedores, que precisam de apoio para realizar esse cadastro. O sistema precisa ser acessível e a orientação precisa chegar na ponta. Não podemos permitir que uma dificuldade operacional impeça um produtor que tem direito de receber o benefício”, ressaltou.
Segundo a Conab, os pedidos serão analisados seguindo a ordem cronológica de protocolo no sistema, o que reforça a necessidade de que os produtores iniciem o processo o quanto antes. A Conab informou ainda que os sistemas estão sendo adaptados para tornar o processo o mais simples possível, sem abrir mão dos mecanismos de controle e fiscalização necessários à aplicação dos recursos públicos e que vai disponibilizar uma cartilha com orientações detalhadas sobre os procedimentos.
“A palavra de ordem agora é celeridade. Precisamos fazer com que a burocracia não seja maior do que a urgência de quem está esperando esse recurso. O produtor fez a sua parte, produziu, entregou sua cana e enfrentou uma safra difícil. Agora precisamos garantir que o apoio anunciado pelo Governo Federal chegue a quem tem direito”, concluiu Pedro Campos Neto.
Reunião da Conab foi direcionada para associações e produtores de cana do NE
Reunião da Conab aconteceu no formato híbrido e foi acompanhada pela equipe da Asplan, da sede da entidade, em João Pessoa
Presidente da Unida e vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto (camisa azul) durante a reunião com a Conab

Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool debate estratégias de comunicação para ampliar consumo de etanol e fortalecer mercado

A necessidade de ampliar a demanda de consumo por etanol e fortalecer a comunicação do setor com a sociedade foi um dos temas debatidos durante a 68ª reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), realizada nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP). O encontro, realizado, excepcionalmente, de forma itinerante durante a Fenasucro & Agrocana, foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, que destacou a importância de uma mobilização coordenada para estimular o consumo do biocombustível.

Ao abrir a reunião, Pedro Campos Neto destacou o caráter especial do encontro. “Hoje é uma reunião diferente. Acho que, para mim, é a primeira reunião itinerante, vamos chamar assim. Quero agradecer ao Ceise Br, que cedeu esse espaço para a gente durante a Fenasucro”, afirmou. Entre os pontos centrais da discussão esteve a necessidade de o setor investir mais em marketing, comunicação e ações capazes de mostrar à população a importância do etanol e estimular seu consumo.

Para Pedro Campos Neto, o crescimento da oferta de etanol, especialmente com a expansão do etanol de milho, exige que o setor encontre novas formas de ampliar o consumo. “A oferta de etanol de milho vai mudar o comportamento da nossa cadeia. Nós já estamos aí com 10 bilhões de litros. E, se a gente não tiver um novo impulsionamento de demanda, a visão que nós temos é que o mercado vai se reorganizar”, alertou. Segundo ele, iniciativas como SAF e biobunker são importantes e precisam avançar, mas possuem um prazo de desenvolvimento e adoção que impede que sejam, isoladamente, uma resposta imediata ao desafio da demanda. Nesse cenário, Pedro defendeu que o setor volte sua atenção para uma oportunidade que já está disponível: a frota flex brasileira.

A reunião contou ainda com a participação de Mário Campos Filho,  Presidente Executivo SIAMIG/Bioenergia Brasil, que reforçou a necessidade de uma mudança de estratégia diante do novo cenário do mercado. Para ele, o setor vive um momento em que o aumento da oferta torna urgente a busca por novos consumidores. “A realidade atual está transformando a forma da gente pensar o etanol”, afirmou Mário, ao destacar que o setor precisa aproveitar o potencial de uma frota flex que representa uma parcela expressiva dos veículos brasileiros.

Segundo ele, o desafio é transformar espaço potencial em consumo efetivo. “A boa notícia é que nós temos um mercado para explorar”, destacou, defendendo uma mobilização para ocupar o espaço existente no mercado de combustíveis. “Acho que a solução está aí: é fazer com que a população consuma mais etanol. Se você pegar hoje, a frota flex representa 75%, 80% dos nossos veículos e, desses veículos, a gente tem um consumo só de cerca de 35% de etanol”, destacou.

João Rosa (Botão), da Pecege, também participou da reunião e lembrou que a proposta é aproveitar diferentes espaços de comunicação para aproximar o etanol do cotidiano do consumidor, incluindo campanhas publicitárias, mídias digitais, eventos esportivos e outros canais de grande alcance. Ele citou a campanha “Vai de Etanol”, da Única, como uma iniciativa positiva, mas defendeu a união de outras instituições para ampliar e impulsionar esse tipo de ação. “Não adianta a gente só reclamar de questões de preço de mercado, sendo que não tem uma mobilização”, pontuou.

Durante a reunião, também foram apresentados exemplos de iniciativas que demonstraram o potencial de ações de incentivo ao consumo. Entre eles, um projeto realizado pela Stellantis em 2025, que combinou informação sobre as vantagens do etanol com incentivo econômico. Conforme relatado durante o encontro, a adesão ao uso do biocombustível aumentou significativamente entre os participantes do projeto. Outro exemplo apresentado foi uma ação promocional realizada em Belo Horizonte, na qual o preço do etanol caiu para R$ 2,99 em postos participantes. Segundo as informações apresentadas na reunião, o consumo de etanol hidratado teria dobrado naquela semana em comparação com uma semana de julho, reforçando a percepção de que preço e estímulo ao consumo podem influenciar diretamente o comportamento do consumidor.

A discussão também apontou para iniciativas mais simples e imediatas, como estimular frotas corporativas e públicas a utilizarem etanol sempre que os veículos forem flex. A proposta defendida durante o encontro inclui, inclusive, a construção de ações junto aos governos estaduais para estimular o abastecimento de suas frotas com o biocombustível. Pedro Campos Neto ressaltou que a mudança também precisa começar dentro do próprio setor. “Tem que partir da gente. Não tem o carro ideal que você queira ainda. Vamos nos adaptar ao que existe hoje e tentar usar um carro, tentar consumir etanol”, afirmou.

Ao final, ficou reforçada a necessidade de unir entidades, empresas e instituições em torno de uma estratégia comum de comunicação e estímulo ao consumo do etanol. A próxima reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool está prevista para o dia 3 de novembro, às 14h, em Brasília. O encontro em Sertãozinho marcou, assim, não apenas a continuidade das discussões da Câmara Setorial, mas também uma provocação para que o setor passe a comunicar melhor seus produtos, aproximando o etanol do consumidor e transformando o potencial da frota flex em demanda efetiva.

Mário Campos Filho, Presidente Executivo SIAMIG Bioenergia Brasil, durante a reunião da Câmara Setorial
Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA aconteceu nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP)
Pedro Campos Neto, presidente da Unida e da Câmara Setorial e representantes da SIAMIG Bioenergia, Copersucar e Feplana que participaram da reunião
Pedro Campos Neto conduziu a reunião em formato híbrido

Mário Campos Filho destaca impactos da subvenção à gasolina e mobilização do setor de etanol durante reunião da Câmara Setorial

O cenário atual e as perspectivas para o setor sucroenergético diante das medidas adotadas pelo Governo Federal para conter os impactos da alta do petróleo foram tema da participação de Mário Campos Filho, presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, na 68ª Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, realizada nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP). O encontro foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto.

Durante sua exposição, Mário Campos Filho fez uma retrospectiva das medidas adotadas pelo governo em resposta à elevação dos preços do petróleo provocada pelo conflito entre Irã e Estados Unidos e destacou os impactos da subvenção concedida à gasolina sobre a competitividade do etanol hidratado. Segundo ele, diante da alta do petróleo e da dificuldade de repasse integral dos preços dos derivados ao mercado brasileiro, o governo criou mecanismos de subvenção para combustíveis fósseis. Em maio, a Medida Provisória nº 1.358 estabeleceu uma subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina A, posteriormente regulamentada por decreto e portaria.

Contudo, para o presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, a medida acabou provocando um desequilíbrio competitivo para o etanol. “Os 44 centavos por litro de gasolina A equivalem, na nossa visão, fazendo todas as correlações necessárias, a cerca de 31 centavos por litro de etanol hidratado”, disse. Ele explicou que, desde a implementação da subvenção, o setor produtor de etanol hidratado vem absorvendo perdas decorrentes da diferença de tratamento entre os combustíveis. “Desde o dia 25 de maio, o setor produtor de etanol e aquelas empresas que estavam efetivamente fazendo as vendas estão tendo um prejuízo de 31 centavos por litro em função da subvenção da gasolina”, afirmou.

Ele também relatou as articulações realizadas pelo setor para tentar corrigir o desequilíbrio, incluindo reuniões com integrantes do governo federal, com o presidente da República e com o presidente da Câmara dos Deputados. A subvenção à gasolina, inicialmente prevista por 60 dias, foi prorrogada por mais 30 dias, estendendo sua vigência contratada até 25 de agosto. Segundo Campos Filho, a própria Medida Provisória permite uma eventual nova prorrogação dentro do período de vigência do instrumento.

Diante desse cenário, segundo ele, o setor sucroenergético passou a atuar pela aprovação do PLP 114, que, em sua versão mais recente, prevê mecanismos para compensar as empresas que comercializaram etanol e foram prejudicadas pela subvenção concedida à gasolina. A proposta estabelece um limite de R$ 1,2 bilhão para essa compensação. “O governo definiu que essa subvenção terá um limite de 1,2 bilhão de reais, que obviamente será pago às empresas que comercializaram o etanol, que tiveram prejuízo durante o período da subvenção”, afirmou. Mario ressaltou, no entanto, que a mobilização do setor não se limita à recuperação das perdas atuais, mas também busca preservar o princípio constitucional que garante tratamento diferenciado aos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis.

“Só o fato de a gente ter reagido no sentido de criar uma subvenção com base numa emenda constitucional que nós aprovamos lá atrás e que nós achamos que é totalmente correta já é um recado extremamente importante para que, no futuro, os governos que virão não tentem fazer ou usar da mesma receita para tentar dar um bypass na nossa Constituição”, reiterou.

Ao concluir sua participação, Campos Filho destacou a expectativa do setor em relação à tramitação do PLP 114 no Congresso Nacional, incluindo a possibilidade de aprovação pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado. Para ele, a defesa da competitividade do etanol é também uma defesa de uma política energética que reconheça o papel estratégico dos biocombustíveis para o Brasil. O dirigente reforçou ainda que o foco da mobilização atual é restabelecer o equilíbrio entre etanol e gasolina e evitar que mecanismos de subvenção aos combustíveis fósseis comprometam as vantagens competitivas asseguradas aos biocombustíveis pela legislação brasileira.

Pedro Campos Neto, presidente da Unida e da Câmara Setorial, conduziu a reunião
Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool aconteceu em Sertãozinho (SP), nesta quarta-feira (12)
Mário Campos Filho, Presidente Executivo SIAMIG Bioenergia Brasil, durante a reunião da Câmara Setorial

Unida comemora publicação da regulamentação da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana aos produtores do Nordeste

O Governo Federal publicou nesta terça-feira (11) o Decreto nº 13.092/2026, que regulamenta a concessão de subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste. A medida estabelece o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana comercializada na safra 2025/2026, com previsão de até R$ 270 milhões. Esses recursos serão destinados para amenizar os impactos enfrentados pelo setor em razão das dificuldades econômicas, da tributação adicional imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e dos eventos climáticos extremos registrados durante a safra.
Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, a subvenção chega em um momento decisivo para a sobrevivência e a continuidade da atividade canavieira na região. Ele destaca que a conquista é fruto de uma mobilização conjunta das entidades representativas, que mantiveram o pleito na agenda das autoridades e buscaram, de forma permanente, alternativas para amenizar as dificuldades enfrentadas pelos produtores.
“Essa subvenção chega em um momento muito importante para o setor. Estamos atravessando uma das safras mais difíceis das últimas décadas, com aumento dos custos de produção, problemas climáticos, dificuldades de mão de obra e uma situação de preços que tem pressionado fortemente o produtor. Essa ajuda representa um alívio e, principalmente, demonstra que a mobilização do setor valeu a pena”, afirmou Pedro Campos Neto.
O presidente da Unida também ressaltou que a aprovação da medida não foi uma conquista isolada, mas resultado da união das entidades que representam os produtores de cana do Nordeste. Segundo ele, a mobilização foi fundamental para sensibilizar o Governo Federal sobre a realidade vivenciada no campo. “Foi muito importante a união e a mobilização das entidades associadas à Unida. O setor se manteve unido, apresentou suas demandas, mostrou a realidade dos produtores e não deixou que esse pleito perdesse força. Essa conquista é de todos que participaram dessa luta e acreditaram que era possível chegar a uma solução”, destacou.
Pedro Campos Neto fez ainda um reconhecimento especial à atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, cuja interlocução foi considerada fundamental para o avanço da medida. O parlamentar paraibano manteve diálogo com produtores, entidades e representantes da cadeia produtiva e atuou politicamente junto ao governo federal para que a subvenção pudesse ser concretizada. “É preciso reconhecer a importância da interlocução do presidente Hugo Motta. Ele ouviu o setor, compreendeu a gravidade do momento e ajudou a construir os caminhos para que essa demanda chegasse a uma solução. A participação dele foi fundamental para que hoje pudéssemos comemorar a regulamentação dessa subvenção”, afirmou o presidente da Unida.

Pedro Campos Neto, presidente da Unida, comemora regulamentação da subvenção

Câmara Setorial do Açúcar e Álcool realiza reunião neste dia 12 em Sertãozinho durante a Fenasucro

A Câmara Setorial do Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura realiza, nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP), a 68ª Reunião Ordinária. Excepcionalmente, o encontro será realizado fora de Brasília, onde tradicionalmente acontecem as reuniões da Câmara, aproveitando a realização da Fenasucro & Agrocana, um dos principais eventos do setor sucroenergético. A reunião será realizada das 14h às 17h, no Centro Industrial Zanini, em Sertãozinho, e reunirá representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva para discutir temas estratégicos e de impacto direto sobre o mercado de açúcar, etanol e biocombustíveis. A reunião terá formato híbrido e pode ser acompanhada pelo link:https://teams.microsoft.com/meet/239535046502953?p=lJyUP0Xg3hcWIBn6Pi.
Para o presidente da Câmara Setorial, Pedro Campos Neto, a realização do encontro em São Paulo representa uma oportunidade importante de aproximar a Câmara do setor produtivo e fortalecer a integração entre os diferentes elos da cadeia. Segundo ele, a excepcionalidade de levar a reunião para Sertãozinho, em vez de realizá-la em Brasília, está diretamente relacionada à importância da região para o setor e à oportunidade de promover os debates durante a Fenasucro.
O presidente destaca ainda que a pauta reúne assuntos relevantes para o momento vivido pelo setor sucroenergético, tornando o encontro especialmente oportuno. A programação terá início às 14h, com a abertura do presidente da Câmara. Na sequência, a Secretaria apresentará avisos aos integrantes do colegiado. Às 14h15, João Rosa (Botão), sócio-diretor da Pecege Consultoria e Projetos, falará sobre estratégias e comunicação para o mercado. Às 14h50, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentará as perspectivas climáticas, tema de grande importância para uma atividade diretamente relacionada às condições de clima e ao planejamento da produção agrícola.
Outro assunto de destaque na pauta será a situação do setor sucroenergético diante da Medida Provisória nº 1.358/2026, que autoriza a concessão de subvenção econômica aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo. A apresentação, prevista para as 15h25, será conduzida por Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil.
A partir das 16h, a pauta será concentrada em temas relacionados às políticas de biocombustíveis e à mistura de etanol na gasolina. Lorena Mendes de Souza, diretora do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), fará uma atualização sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) relativa ao RenovaBio. Na sequência, às 16h15, será apresentado o posicionamento sobre a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que pede, em caráter liminar, a suspensão da decisão que elevou de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol na gasolina.
Também está prevista, às 16h30, uma atualização sobre o andamento das ações relacionadas aos testes da mistura obrigatória de 35% de etanol na gasolina, tema que vem sendo acompanhado de perto pelo setor sucroenergético e pelos órgãos responsáveis pelas políticas de combustíveis. A reunião será encerrada com assuntos gerais, às 16h45, e o encerramento oficial está previsto para às 17h.
A realização da 68ª reunião em Sertãozinho segundo Pedro Campos Neto reforça a importância da aproximação entre a Câmara Setorial e o setor produtivo. “Ao ocorrer paralelamente à Fenasucro, o encontro cria um ambiente favorável para ampliar o diálogo, acompanhar as principais demandas da cadeia e discutir os desafios e oportunidades que se apresentam para o açúcar, o etanol e os demais segmentos da bioenergia”, finaliza.
Presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto leva reunião para Sertaozinho (SP), nesta quarta-feira (12)

Déficit mundial de açúcar e aumento da demanda por etanol renovam expectativas para o setor sucroenergético avalia presidente da UNIDA

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, fez nesta segunda-feira (3) uma análise do cenário nacional e internacional do setor sucroenergético, destacando acontecimentos da última semana que podem influenciar o mercado da cana-de-açúcar nos próximos meses. Apesar de reconhecer que o segmento atravessa um dos momentos mais difíceis dos últimos anos, ele afirmou que alguns indicadores começam a sinalizar perspectivas mais favoráveis para o setor.

Entre os destaques está a projeção divulgada pela consultoria Stone X, que aponta para um possível déficit global na produção de açúcar, cenário que não era registrado há vários anos. “Essa notícia acende uma luz no fim do túnel para o setor sucroenergético. Ainda enfrentamos um momento extremamente desafiador, mas começam a surgir fatores que podem contribuir para uma recuperação gradual do mercado”, afirmou Pedro.

Outro fato considerado importante foi o início da vigência, em 1º de agosto, do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%. Segundo o presidente da UNIDA, a medida deve ampliar o consumo do biocombustível em aproximadamente um bilhão de litros, fortalecendo a demanda pelo produto.

Pedro Campos Neto também chamou atenção para os impactos das condições climáticas na safra do Centro-Sul do país. De acordo com informações do setor, temporais registrados recentemente no interior de São Paulo atingiram entre 30 mil e 40 mil hectares de canaviais. Embora ainda não exista uma estimativa consolidada dos prejuízos, a expectativa é de reflexos na produção paulista. Além disso, as chuvas frequentes em São Paulo e Minas Gerais podem comprometer a qualidade da matéria-prima. Segundo ele, a umidade elevada reduz o teor de Açúcar Total Recuperável (ATR), diminuindo a eficiência industrial e impactando tanto a produção de açúcar quanto de etanol.

Mesmo com esse cenário, o dirigente acredita que os fundamentos do mercado podem favorecer uma recuperação a partir do início de 2027. “Na minha avaliação, o Nordeste poderá sentir uma recuperação dos preços do açúcar na metade da próxima safra. Existem diversos fatores internacionais convergindo para isso, como a perspectiva de déficit mundial, os impactos climáticos em importantes regiões produtoras e o comportamento da produção brasileira”, explicou. Ele ressaltou que, enquanto os preços internacionais e o mercado externo fogem ao controle dos produtores, é fundamental concentrar esforços na gestão eficiente das propriedades. “O que depende de nós é da porteira para dentro. Precisamos buscar eficiência, mecanizar sempre que possível, reduzir custos com diesel, energia e otimizar os processos produtivos. É hora de fazer o básico muito bem feito para atravessar esse período”, afirmou.

Pedro também observou que o calor intenso na Europa tende a afetar a produção de beterraba açucareira, enquanto a redução das monções na Índia pode comprometer a produção naquele país. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas no Centro-Sul brasileiro deve comprometer a qualidade da cana baixando o ATR, produzindo menos açúcar e menos etanol. Segundo ele, atualmente o mix de produção das usinas do Centro-Sul está em torno de 55% voltado para o etanol, demonstrando que, neste momento, o biocombustível apresenta melhor remuneração do que o açúcar.

 

Pedro Campos Neto, presidente da Unida

Unida amplia representatividade no Nordeste com adesão da Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia

A União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) amplia e fortalece sua atuação em defesa dos fornecedores de cana da região com a chegada de uma nova entidade associada. A Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia (AFCESBA), presidida por Marcello Hamdan, passa a integrar oficialmente a instituição, a partir de julho, ampliando a representatividade da Unida para sete associações estaduais.

Com sede no Extremo Sul da Bahia, a AFCESBA reúne cerca de 130 produtores canavieiros responsáveis por uma produção média anual de 1,6 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, desempenhando um papel estratégico na economia agrícola da região. A adesão da entidade representa mais um passo no processo de fortalecimento institucional da Unida, que passa a contar com as seguintes associações filiadas: Asplan (Paraíba), AFCP (Pernambuco), Asplana (Alagoas), Asplan (Rio Grande do Norte), Asplana (Sergipe), Sindicape (Pernambuco) e, agora, a AFCESBA (Bahia).

Para o presidente da AFCESBA, Marcello Hamdan, integrar a Unida significa muito mais do que fazer parte de uma entidade representativa. Trata-se de construir uma rede de colaboração entre produtores, baseada na troca de experiências, no fortalecimento coletivo e na defesa conjunta do setor. “Com a adesão da nossa associação à Unida, o produtor rural, de uma maneira geral, se fortalece. Infelizmente, o que vemos hoje são produtores dispersos, sem conhecer a realidade uns dos outros, sem trocar experiências e sem aproveitar o conhecimento que cada um acumulou ao longo do tempo. Quando você ignora o outro, deixa de receber a experiência que ele tem e também deixa de compartilhar a sua”, destaca.

Marcello Hamdan afirma ainda que a união entre os produtores é, acima de tudo, um gesto de solidariedade e compromisso com o desenvolvimento do setor. “A união também é um ato de generosidade. Minha entrada na Unida aconteceu exatamente por esse motivo. Eu já conhecia alguns representantes das associações que fazem parte da entidade e percebi que todos compartilham dessa mesma visão. Entrar na Unida é, antes de tudo, um ato generoso de ajudar o outro, de receber ajuda e de contribuir para o crescimento coletivo. Foi nesse espírito que decidimos fazer parte da entidade”, reiterou ele.

O presidente da Unida, Pedro Campos Neto, comemorou a chegada da associação baiana e ressaltou que a ampliação da base de entidades fortalece ainda mais a atuação política e institucional da entidade em defesa dos fornecedores de cana do Nordeste. “A chegada da AFCESBA representa um importante avanço para a Unida. Cada nova associação que passa a integrar nossa entidade amplia nossa representatividade, fortalece nossa capacidade de diálogo com os governos e órgãos públicos e torna ainda mais consistente a defesa dos interesses dos produtores de cana de toda a região Nordeste. Acreditamos que a união das entidades é o caminho para construirmos soluções conjuntas, compartilharmos experiências e enfrentarmos os desafios do setor com mais força e legitimidade”, disse.

Criada em abril de 2003, para representar os interesses dos produtores de cana-de-açúcar nordestinos, a Unida vem consolidando sua atuação como uma das principais vozes do segmento na região, promovendo a integração entre associações estaduais, defendendo políticas públicas para o setor e atuando em pautas estratégicas relacionadas à sustentabilidade, competitividade, crédito rural, subvenção, tributação e todos os interesses do setor.

 

Pedro Campos Neto, presidente da Unida, comemora a adesão de mais uma entidade
Presidente da AFCESBA, Marcello Hamdan destaca importância da união dos produtores

Pedro Campos Neto faz balanço da semana e destaca avanços para o setor sucroenergético e agro brasileiro

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, fez um resumo dos principais acontecimentos da última semana que impactam diretamente o setor sucroenergético e o agronegócio brasileiro. Entre os temas abordados, ele destacou a preocupação com a nova política tarifária dos Estados Unidos, o aumento da mistura de etanol na gasolina, a aprovação da medida provisória que permitirá a renegociação das dívidas dos produtores rurais e o avanço da regulamentação da subvenção destinada aos fornecedores de cana do Nordeste.
O primeiro ponto ressaltado por Pedro Campos Neto foi o anúncio da taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Segundo ele, a medida acendeu um sinal de alerta, especialmente para o setor sucroenergético, que vive um momento de incertezas no comércio internacional. “É uma situação que preocupa e que precisa ser acompanhada com muita atenção. É importante observar como essa decisão poderá impactar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e, consequentemente, o nosso setor, especialmente no Nordeste em relação a Cota Americana do açúcar”, afirmou.
O presidente da UNIDA destacou uma notícia positiva para o segmento que foi  a aprovação, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, a partir do dia 1º de agosto. A medida fortalece o mercado de biocombustíveis e amplia a demanda pelo produto nacional.
Pedro Campos Neto lembrou que o cenário atual é de elevada oferta de etanol, impulsionada pelo crescimento da produção de etanol de milho e pelo aumento da produção de etanol de cana-de-açúcar, principalmente na região Centro-Sul. “A expectativa é de um incremento de aproximadamente quatro bilhões de litros de etanol na produção deste ano. Com a ampliação da mistura do etanol anidro na gasolina, estima-se um consumo adicional de cerca de um bilhão de litros, o que representa uma excelente notícia para toda a cadeia produtiva”, explicou.
Outro destaque do balanço foi a aprovação da Medida Provisória nº 1.376, considerada uma importante conquista para o agronegócio brasileiro. A MP cria condições especiais para a renegociação das dívidas dos produtores rurais, um pleito defendido há bastante tempo pelas entidades representativas do setor. Segundo Pedro Campos Neto, a construção do acordo envolveu intenso diálogo entre o Congresso Nacional e o Governo Federal, com participação direta do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. “A medida permitirá que produtores rurais de todo o Brasil renegociem seus financiamentos com taxas de juros mais acessíveis, de 5% a 12% ao ano, muito inferiores às praticadas atualmente em algumas operações de crédito rural, que chegam a superar 18% ao ano”, destacou.
Ele alertou ainda que as condições oferecidas dependerão do perfil de cada produtor e dos impactos sofridos em função de fatores como queda de preços, problemas climáticos e dificuldades econômicas. As renegociações poderão ser realizadas até 12 de novembro de 2026, motivo pelo qual o presidente orienta os produtores a procurarem suas instituições financeiras o quanto antes para avaliar as condições disponíveis.
Encerrando o balanço, Pedro Campos Neto falou sobre o andamento da subvenção destinada aos fornecedores independentes de cana do Nordeste, uma reivindicação histórica liderada pelas entidades do setor. De acordo com ele, o processo de regulamentação da medida segue avançando e a expectativa é de que, em breve, os recursos possam chegar aos produtores. “A subvenção está caminhando bem, estamos na fase de regulamentação e acreditamos que, muito em breve, teremos novidades positivas para atender os produtores de cana do Nordeste, fortalecendo ainda mais a atividade”, concluiu.
Para o presidente da UNIDA, apesar dos desafios impostos pelo cenário internacional, as medidas anunciadas na última semana representam importantes avanços para o fortalecimento do setor sucroenergético e do agronegócio brasileiro, especialmente no que diz respeito ao estímulo à produção de biocombustíveis, ao acesso ao crédito e ao apoio aos produtores rurais.

Pedro Campos Neto faz balanço positivo da semana para o setor produtivo
Pedro Campos Neto é presidente da Unida e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA

Ao decidir ampliar mistura de etanol na gasolina para 32% governo fortalece cadeia sucroenergética brasileira afirma Pedro Neto

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na terça-feira (14), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, medida que entrará em vigor a partir de 1º de agosto. “Essa decisão representa mais um passo na política nacional de valorização dos biocombustíveis e de fortalecimento da matriz energética renovável do país, além de trazer perspectivas positivas para toda a cadeia sucroenergética”, afirma o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto.

A nova composição, denominada E32, terá vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada uma única vez pelo mesmo período. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida foi adotada diante da volatilidade do mercado internacional do petróleo e busca reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados, especialmente em um cenário de instabilidade geopolítica provocado pelos conflitos no Oriente Médio. Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar e o milho, o etanol anidro é misturado à gasolina antes de sua distribuição aos postos de combustíveis.

“A decisão também abre caminho para uma ampliação ainda maior da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional”, reitera Pedro Neto, destacando que o governo já estuda elevar a mistura para até 35%, percentual permitido pela Lei do Combustível do Futuro, que ampliou o limite máximo da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 35%.

Pedro Campos Neto reforça que a decisão representa uma conquista importante para o setor sucroenergético brasileiro e reafirma o papel estratégico do país na produção de energia limpa. “Recebemos essa decisão com muita satisfação porque ela fortalece toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, estimula novos investimentos e amplia a participação de um combustível renovável e sustentável na matriz energética brasileira. O Brasil é uma referência mundial em biocombustíveis, e ampliar a utilização do etanol significa alinhar os interesses nacionais à pauta global de descarbonização, reduzindo emissões, gerando emprego, renda e desenvolvimento para milhares de produtores e trabalhadores do setor sucroenergético”, reiterou, lembrando que a medida reforça a importância da cana-de-açúcar como uma das principais fontes de energia renovável do país.

A adoção do E32 foi respaldada por estudos técnicos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes demonstraram que a nova mistura apresenta desempenho equivalente às formulações anteriores, sem impactos significativos no funcionamento dos veículos, incluindo modelos equipados com motores exclusivamente a gasolina.

 

 

Presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto.

União do setor e apoio parlamentar garantem conquista histórica para 17 mil produtores de cana do Nordeste

A assinatura da Medida Provisória 1374 que destina R$ 300 milhões para cerca de 17 mil produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste representa uma das mais importantes vitórias do setor produtivo da região nos últimos anos. O benefício, que garantirá o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana produzida, é resultado de um amplo trabalho de articulação política e institucional que mobilizou entidades representativas, lideranças do setor produtivo e parlamentares comprometidos com a causa dos produtores nordestinos.
Mais do que uma conquista financeira, a medida simboliza a força da união das associações de produtores dos estados nordestinos. Vinculadas à Unida, essas entidades atuaram de forma integrada, superando fronteiras estaduais e interesses locais para defender um objetivo comum: assegurar condições de sobrevivência e competitividade para milhares de produtores que enfrentam dificuldades decorrentes dos desafios econômicos e climáticos que afetam a atividade.
Ao longo dos últimos meses, dirigentes das associações realizaram uma intensa agenda de mobilização em Brasília e nos estados produtores, promovendo reuniões, audiências e encontros com autoridades e parlamentares. O trabalho conjunto permitiu apresentar dados, demonstrar a importância econômica e social da produção canavieira para o Nordeste e sensibilizar os tomadores de decisão sobre a necessidade de um socorro financeiro ao setor.
Nesse processo, diversos parlamentares tiveram papel fundamental. O senador Veneziano Vital do Rêgo intermediou uma importante audiência com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ampliando o diálogo entre o setor produtivo e o Governo Federal. O senador Efraim Filho participou de diversas reuniões em apoio à proposta. O governador de Alagoas, Renan Filho também se somou aos esforços em defesa dos produtores. A mobilização contou ainda com o apoio de deputados estaduais dos estados produtores de cana-de-açúcar, que reforçaram junto às suas bancadas a importância da subvenção para a manutenção da atividade agrícola, da geração de empregos e da economia dos municípios canavieiros. Na Paraíba, o deputado Tovar Correia Lima propôs a realização de uma audiência para debater o problema dos produtores.
Mas, em meio a toda essa mobilização, a atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, foi fundamental. Ao assumir a pauta como uma das prioridades do Nordeste, ele liderou articulações junto ao Governo Federal, trabalhou pela construção do entendimento político necessário e foi decisivo para viabilizar a assinatura da Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta última terça-feira (30).
Para o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, a conquista demonstra a força da mobilização coletiva e a importância da união das entidades representativas em torno de causas que impactam diretamente a vida dos produtores. “Essa vitória é fruto de uma construção coletiva. As associações dos estados nordestinos demonstraram maturidade, compromisso e espírito de união ao defender uma pauta que beneficia milhares de produtores. Ninguém mediu esforços nessa caminhada. Tivemos dirigentes viajando, participando de reuniões, audiências e encontros para mostrar a importância dessa ajuda para o setor. Quando o Nordeste se une em torno de uma causa justa, os resultados aparecem”, afirmou.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, destaca união das associações para o sucesso da subvenção