Unida

Pedro Campos Neto conhece máquinas e tecnologias na China em busca de soluções para o corte da cana no Nordeste

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida), Pedro Campos Neto, está conhecendo novas tecnologias e equipamentos na China que poderão contribuir para superar um dos principais desafios da atividade canavieira no Nordeste: o corte da cana-de-açúcar. Durante visita à fábrica da Yu-Wan, em Beihai, o dirigente avaliou máquinas e soluções que apresentam potencial de adaptação às características das áreas de produção da região. “A busca por equipamentos capazes de atender às condições específicas da região Nordeste integra um esforço para elevar a eficiência operacional, melhorar a qualidade da matéria-prima e fortalecer a competitividade da nossa atividade”, afirma Pedro Campos Neto.
Na fábrica da Yu-Wan, Pedro Campos Neto acompanhou a apresentação de três máquinas consideradas interessantes para a realidade da produção de cana-de-açúcar no Nordeste, cuja topografia desafia a mecanização. Entre os destaques estão tratores menores e articulados, que podem oferecer maior mobilidade e facilitar as operações em áreas de encosto, onde as características do terreno e o espaço disponível representam dificuldades para o corte mecanizado. “Estamos conhecendo alguns equipamentos para tentar encontrar soluções para o corte da cana, que é o nosso maior desafio na cultura canavieira do Nordeste. Vimos três máquinas interessantes, principalmente tratores menores, com sistema de articulação que pode se adequar bem à nossa realidade. Acredito que esse equipamento possa ser uma solução importante para as áreas de encosto, que são justamente aquelas onde temos mais dificuldades”, destacou Pedro Campos Neto.
O dirigente chamou atenção para o sistema de articulação dos tratores, que permite movimentos tanto laterais quanto rotacionais. Essa característica, associada ao porte reduzido dos equipamentos, poderá favorecer a realização de manobras e a operação em áreas nas quais máquinas convencionais encontram limitações. A possibilidade de adaptar os equipamentos e seus sistemas de corte às condições do Nordeste é um dos aspectos avaliados durante a visita. “Estamos observando novidades que podem fazer diferença em nosso campo. A experiência que já temos com outras máquinas que vêm sendo trazidas nos ajuda a entender o que pode ser ajustado para atender às nossas necessidades. Não se trata apenas de conhecer uma tecnologia, mas de avaliar como ela pode funcionar na prática, considerando as características das nossas áreas de produção”, acrescentou o presidente da Asplan.
Outro equipamento que despertou o interesse foi uma estação de limpeza da cana-de-açúcar. A tecnologia tem potencial para reduzir a presença de impurezas minerais e vegetais na matéria-prima entregue às usinas, contribuindo para melhorar sua qualidade e favorecer o desempenho industrial. A avaliação é que a adoção de soluções desse tipo poderá beneficiar toda a cadeia produtiva, dos fornecedores de cana às unidades industriais, com possibilidade de ganhos no Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador importante para a remuneração e o aproveitamento industrial da matéria-prima. “Essa estação de limpeza é uma solução muito interessante e pode representar um grande avanço para a nossa região. Conseguindo entregar uma matéria-prima de melhor qualidade às usinas, todos ganham. Podemos reduzir as impurezas minerais e vegetais e contribuir para melhorar o ATR. Estamos muito confiantes no trabalho que estamos desenvolvendo, buscando alternativas que possam ser adaptadas às condições do Nordeste”, ressaltou Pedro Campos Neto.
A visita integra uma agenda internacional de 15 dias, a convite da FC Trading,que reúne participação em eventos comerciais, visitas técnicas e encontros empresariais em nove cidades chinesas. A missão tem como objetivo prospectar oportunidades de negócios, conhecer tecnologias e aproximar fabricantes e investidores das demandas do setor produtivo nordestino. Além de Beihai, a programação inclui Hong Kong, Guangzhou, Xangai, Danyang, Qingdao, Rongcheng, Weifang e Pequim. Um dos principais compromissos da missão é a participação na Canton Fair, em Guangzhou, uma das maiores feiras comerciais do mundo.
Um dos equipamentos que pode facilitar o corte de cana em terrenos dificeis
Pedro Neto integra o grupo de brasileiros que está em visita a China para conhecer novas tecnologias
Pedro Neto e integrantes do grupo em uma das fábricas visitadas na China
Pedro Campos Neto participa da Canton Fair
Demonstração na prática de como o equipamento funciona

Durante encontro com ministro da agricultura Pedro Campos Neto destaca união do setor na conquista da subvenção para os produtores do NE

A celebração da conquista da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana fornecida na safra 2025/2026 teve, nesta segunda-feira (31), em João Pessoa, um significado especial para os produtores paraibanos: o reconhecimento de que a união do setor e a força do diálogo foram fundamentais para transformar uma reivindicação em uma importante política de apoio à atividade. O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto recepcionou o ministro da Agricultura, André de Paula, o presidente da Conab, Silvio Porto e o presidente da Câmara, Hugo Motta, destacando o protagonismo das entidades de classe na mobilização da subvenção e classificou o momento como de gratidão. “Pedir foi necessário, lutar foi fundamental e, diante da conquista, agradecer é mais do que justo e por isso estamos aqui”, afirmou Pedro Neto.
Segundo ele, a mobilização ganhou ainda mais força diante dos impactos provocados pelo tarifaço dos Estados Unidos, que atingiu uma atividade que já vinha enfrentando dificuldades com preços baixos e aumento dos custos de produção. “O Nordeste se uniu em favor dessa causa. Foram inúmeras reuniões, articulações e contatos realizados em Brasília para sensibilizar o Governo Federal sobre a grave situação enfrentada pelos produtores que foram totalmente atingidos pelo tarifaço”, ressaltou. Ele explicou que o valor de R$ 12 por tonelada não foi estabelecido de forma aleatória. A quantia teve como referência o impacto da tarifa norte-americana sobre o preço da cana. “Por que não pedir R$ 30, R$ 40 ou R$ 50, se o prejuízo nessa última safra foi em torno disso? Mas, era preciso ter argumento concretos para pedir. Os R$ 12 foram baseados no tarifaço americano”, explicou.
Ao destacar os responsáveis pela construção da medida, o presidente da Unida fez questão de reconhecer o empenho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do ministro da Agricultura, André de Paula, além do trabalho desenvolvido pelo presidente da Conab, Silvio Porto. Pedro Neto lembrou que a interlocução com as autoridades foi marcada pela disponibilidade e pelo compromisso com a causa dos produtores. “Eu aperreei muito o presidente da Câmara, que por sua vez, acionou o ministro André. Eu próprio liguei demais, não tinha hora, mas ele sempre esteve disponível. Quando não atendia, sempre retornava para a gente”, relatou, referindo-se a Hugo Motta.
O mesmo reconhecimento foi feito ao ministro André de Paula, que, segundo Pedro Neto, manteve as portas do Ministério da Agricultura abertas para as entidades. “A gente sempre foi bem recepcionado. As portas do Ministério estavam sempre abertas para nós”, afirmou. A atuação de Silvio Porto também foi ressaltada pelo dirigente. À frente da Conab, ele vem conduzindo os procedimentos necessários para regulamentar e operacionalizar o pagamento da subvenção. Pedro Neto destacou ainda o trabalho das equipes estaduais das associações, responsáveis pelo cadastramento e orientação dos produtores.
Para o presidente da Unida, um dos maiores legados dessa conquista é justamente a demonstração de que os estados nordestinos podem avançar quando atuam de forma integrada. “Essa luta foi travada de forma coletiva, com as associações juntas e coesas com o mesmo objetivo de demonstrar a realidade dos produtores de cana, a necessidade que eles tinham de pedir ajudar e a justiça deste pleito da subvenção”, enfatizou.
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que a subvenção é uma resposta concreta do Governo Federal a um setor que enfrenta um momento de grandes desafios. “Essa é a mão do governo Lula que se estende a quem produz cana no Nordeste, num momento de desafio”, declarou. O ministro ressaltou a relevância econômica e social da cana para a região e afirmou que o agro não deve ser dividido por posições políticas. “O agro não é vermelho nem azul. O agro não é do governo nem da oposição. O agro é o orgulho do Brasil. É o sustento desse país”, afirmou. André de Paula também reconheceu a importância da articulação feita pelas entidades e defendeu que o benefício chegue rapidamente aos produtores que mais precisam.
O presidente da Conab, Silvio Porto, ressaltou o esforço do Governo Federal para viabilizar a subvenção e o trabalho desenvolvido pelas entidades para garantir o cadastramento dos produtores. Ele explicou que a Conab acelerou os procedimentos, inclusive mobilizando sua área de tecnologia, para adaptar o sistema e permitir que os pagamentos sejam realizados com a maior brevidade possível.
A subvenção, instituída pela Medida Provisória nº 1.374, representa um aporte de até R$ 270 milhões e beneficiará produtores nordestinos que comercializaram cana no período estabelecido pelo programa. São 17 mil no Nordeste, 1400 na Paraíba. Para Pedro Neto, o recurso chega em um momento decisivo, como um importante reforço para que os produtores possam atravessar um cenário ainda desafiador.
Várias autoridades participaram da celebração da conquista da subvenção
Produtores de várias localidades prestigiaram o evento
Pedro Campos Neto, presidente da Unida
Pedro Campos Neto, presidente da Unida e vice da Asplan
Pedro Campos Neto, Edmundo Barbosa e José Inácio
Pedro Campos Neto e José Inácio
Pedro Campos Neto e Alexandre Lima
Paulo Leal, presidente da Feplana
O presidente da Câmara, Hugo Motta
O presidente da AFCP, Alexandre Lima
O momento aconteceu no audtório da Asplan, na manhã desta segunda-feira (31)
O ministro da Agricultura, André de Paula
O evento da Asplan foi bem prestigiado
O auditório da Asplan ficou lotado
Ministro da Agricultura, André de Paula
Ministro André de Paula foi recepcionado pelo presidente José Inácio
Hugo Motta foi um dos articuladores da conquista da subvenção
Hugo Motta e Pedro Campos Neto

Pedro Campos Neto convida produtores de cana do Nordeste para celebração em João Pessoa da conquista da subvenção

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, está convidando os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste para participarem, na próxima segunda-feira (31), às 9h, na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, de um encontro que marcará a celebração da conquista da subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana comercializada na safra 2025/2026.
Pedro Campos Neto destaca a importância da presença da categoria no evento, que contará com a participação de importantes autoridades nacionais. Entre os convidados que já confirmaram presença estão o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Segundo o presidente da Unida, o encontro será uma oportunidade de agradecer às autoridades que contribuíram para a construção e viabilização da medida, que representa um importante apoio aos produtores independentes de cana do Nordeste diante das dificuldades enfrentadas durante a última safra. “Esse encontro vai ser uma forma de nós, produtores de cana, agradecermos a eles pela subvenção conseguida para o Nordeste. Contamos com todos vocês. É um momento de gratidão e agradecimento”, reforça Pedro Campos Neto.
A subvenção beneficiará cerca de 17 mil produtores em todo o Nordeste, sendo aproximadamente 1.400 na Paraíba, e prevê o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana entregue às usinas no período estabelecido pela regulamentação. Para Pedro Campos Neto, além de celebrar uma conquista econômica, o encontro simboliza o reconhecimento da força da mobilização e da união dos produtores e das entidades representativas do setor.  “Pedir é bom. E agradecer é melhor ainda e é isso que faremos na próxima segunda-feira”, disse.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida e vice-presidente da Asplan, convida para celebração da conquista da subvenção no próximo dia 31

Unida acompanha oficina da Conab e reforça urgência para operacionalização da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, participou, na manhã desta sexta-feira (14), de uma oficina realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em formato híbrido, para apresentar e esclarecer os procedimentos para acesso à subvenção de R$ 12 por tonelada de cana destinada aos produtores independentes do Nordeste. O encontro detalhou os sistemas, documentos, prazos e critérios que serão utilizados para habilitação, análise e pagamento do benefício. “Essa é uma etapa decisiva. A luta pela subvenção foi longa e envolveu uma mobilização de todas as entidades do setor canavieiro nordestino. Agora precisamos garantir que o recurso chegue de fato ao produtor. E isso passa por informação, organização e, principalmente, celeridade”, afirmou Pedro Campos Neto.
Pedro Campos Neto, participou da reunião e destacou a importância desse momento para transformar uma conquista construída a partir da mobilização das entidades do setor em um benefício efetivamente recebido pelos produtores. “Temos um prazo de cadastro curto que termina em 30 de outubro e um recurso limitado. Portanto, não é hora de esperar. É hora de organizar os documentos, fazer o cadastro e protocolar o pedido. Quanto mais preparados estivermos, maior será a segurança para que o produtor esteja dentro das regras e possa receber aquilo que lhe é devido”, destacou Pedro.
A medida, instituída pela MP 1.374/2026 e regulamentada por decreto, prevê R$ 270 milhões para o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana comercializada por produtores independentes do Nordeste na safra 2025/2026. A produção beneficiada deve ter sido comercializada entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, e a documentação deverá ser apresentada à Conab até 30 de outubro de 2026.
Durante a oficina, a Conab apresentou a plataforma que concentrará o cadastro dos beneficiários, e o sistema específico para solicitação da subvenção, envio das notas fiscais, acompanhamento do processo e protocolo dos pedidos. A Companhia informou ainda que pretende disponibilizar um manual detalhado e realizar novas oficinas para orientar produtores, associações e cooperativas.
Para Pedro Campos Neto, a simplificação dos procedimentos é fundamental, sobretudo diante do perfil dos beneficiários. “Estamos falando de milhares de produtores, muitos deles pequenos fornecedores, que precisam de apoio para realizar esse cadastro. O sistema precisa ser acessível e a orientação precisa chegar na ponta. Não podemos permitir que uma dificuldade operacional impeça um produtor que tem direito de receber o benefício”, ressaltou.
Segundo a Conab, os pedidos serão analisados seguindo a ordem cronológica de protocolo no sistema, o que reforça a necessidade de que os produtores iniciem o processo o quanto antes. A Conab informou ainda que os sistemas estão sendo adaptados para tornar o processo o mais simples possível, sem abrir mão dos mecanismos de controle e fiscalização necessários à aplicação dos recursos públicos e que vai disponibilizar uma cartilha com orientações detalhadas sobre os procedimentos.
“A palavra de ordem agora é celeridade. Precisamos fazer com que a burocracia não seja maior do que a urgência de quem está esperando esse recurso. O produtor fez a sua parte, produziu, entregou sua cana e enfrentou uma safra difícil. Agora precisamos garantir que o apoio anunciado pelo Governo Federal chegue a quem tem direito”, concluiu Pedro Campos Neto.
Reunião da Conab foi direcionada para associações e produtores de cana do NE
Reunião da Conab aconteceu no formato híbrido e foi acompanhada pela equipe da Asplan, da sede da entidade, em João Pessoa
Presidente da Unida e vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto (camisa azul) durante a reunião com a Conab

Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool debate estratégias de comunicação para ampliar consumo de etanol e fortalecer mercado

A necessidade de ampliar a demanda de consumo por etanol e fortalecer a comunicação do setor com a sociedade foi um dos temas debatidos durante a 68ª reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), realizada nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP). O encontro, realizado, excepcionalmente, de forma itinerante durante a Fenasucro & Agrocana, foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, que destacou a importância de uma mobilização coordenada para estimular o consumo do biocombustível.

Ao abrir a reunião, Pedro Campos Neto destacou o caráter especial do encontro. “Hoje é uma reunião diferente. Acho que, para mim, é a primeira reunião itinerante, vamos chamar assim. Quero agradecer ao Ceise Br, que cedeu esse espaço para a gente durante a Fenasucro”, afirmou. Entre os pontos centrais da discussão esteve a necessidade de o setor investir mais em marketing, comunicação e ações capazes de mostrar à população a importância do etanol e estimular seu consumo.

Para Pedro Campos Neto, o crescimento da oferta de etanol, especialmente com a expansão do etanol de milho, exige que o setor encontre novas formas de ampliar o consumo. “A oferta de etanol de milho vai mudar o comportamento da nossa cadeia. Nós já estamos aí com 10 bilhões de litros. E, se a gente não tiver um novo impulsionamento de demanda, a visão que nós temos é que o mercado vai se reorganizar”, alertou. Segundo ele, iniciativas como SAF e biobunker são importantes e precisam avançar, mas possuem um prazo de desenvolvimento e adoção que impede que sejam, isoladamente, uma resposta imediata ao desafio da demanda. Nesse cenário, Pedro defendeu que o setor volte sua atenção para uma oportunidade que já está disponível: a frota flex brasileira.

A reunião contou ainda com a participação de Mário Campos Filho,  Presidente Executivo SIAMIG/Bioenergia Brasil, que reforçou a necessidade de uma mudança de estratégia diante do novo cenário do mercado. Para ele, o setor vive um momento em que o aumento da oferta torna urgente a busca por novos consumidores. “A realidade atual está transformando a forma da gente pensar o etanol”, afirmou Mário, ao destacar que o setor precisa aproveitar o potencial de uma frota flex que representa uma parcela expressiva dos veículos brasileiros.

Segundo ele, o desafio é transformar espaço potencial em consumo efetivo. “A boa notícia é que nós temos um mercado para explorar”, destacou, defendendo uma mobilização para ocupar o espaço existente no mercado de combustíveis. “Acho que a solução está aí: é fazer com que a população consuma mais etanol. Se você pegar hoje, a frota flex representa 75%, 80% dos nossos veículos e, desses veículos, a gente tem um consumo só de cerca de 35% de etanol”, destacou.

João Rosa (Botão), da Pecege, também participou da reunião e lembrou que a proposta é aproveitar diferentes espaços de comunicação para aproximar o etanol do cotidiano do consumidor, incluindo campanhas publicitárias, mídias digitais, eventos esportivos e outros canais de grande alcance. Ele citou a campanha “Vai de Etanol”, da Única, como uma iniciativa positiva, mas defendeu a união de outras instituições para ampliar e impulsionar esse tipo de ação. “Não adianta a gente só reclamar de questões de preço de mercado, sendo que não tem uma mobilização”, pontuou.

Durante a reunião, também foram apresentados exemplos de iniciativas que demonstraram o potencial de ações de incentivo ao consumo. Entre eles, um projeto realizado pela Stellantis em 2025, que combinou informação sobre as vantagens do etanol com incentivo econômico. Conforme relatado durante o encontro, a adesão ao uso do biocombustível aumentou significativamente entre os participantes do projeto. Outro exemplo apresentado foi uma ação promocional realizada em Belo Horizonte, na qual o preço do etanol caiu para R$ 2,99 em postos participantes. Segundo as informações apresentadas na reunião, o consumo de etanol hidratado teria dobrado naquela semana em comparação com uma semana de julho, reforçando a percepção de que preço e estímulo ao consumo podem influenciar diretamente o comportamento do consumidor.

A discussão também apontou para iniciativas mais simples e imediatas, como estimular frotas corporativas e públicas a utilizarem etanol sempre que os veículos forem flex. A proposta defendida durante o encontro inclui, inclusive, a construção de ações junto aos governos estaduais para estimular o abastecimento de suas frotas com o biocombustível. Pedro Campos Neto ressaltou que a mudança também precisa começar dentro do próprio setor. “Tem que partir da gente. Não tem o carro ideal que você queira ainda. Vamos nos adaptar ao que existe hoje e tentar usar um carro, tentar consumir etanol”, afirmou.

Ao final, ficou reforçada a necessidade de unir entidades, empresas e instituições em torno de uma estratégia comum de comunicação e estímulo ao consumo do etanol. A próxima reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool está prevista para o dia 3 de novembro, às 14h, em Brasília. O encontro em Sertãozinho marcou, assim, não apenas a continuidade das discussões da Câmara Setorial, mas também uma provocação para que o setor passe a comunicar melhor seus produtos, aproximando o etanol do consumidor e transformando o potencial da frota flex em demanda efetiva.

Mário Campos Filho, Presidente Executivo SIAMIG Bioenergia Brasil, durante a reunião da Câmara Setorial
Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA aconteceu nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP)
Pedro Campos Neto, presidente da Unida e da Câmara Setorial e representantes da SIAMIG Bioenergia, Copersucar e Feplana que participaram da reunião
Pedro Campos Neto conduziu a reunião em formato híbrido

Mário Campos Filho destaca impactos da subvenção à gasolina e mobilização do setor de etanol durante reunião da Câmara Setorial

O cenário atual e as perspectivas para o setor sucroenergético diante das medidas adotadas pelo Governo Federal para conter os impactos da alta do petróleo foram tema da participação de Mário Campos Filho, presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, na 68ª Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, realizada nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP). O encontro foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto.

Durante sua exposição, Mário Campos Filho fez uma retrospectiva das medidas adotadas pelo governo em resposta à elevação dos preços do petróleo provocada pelo conflito entre Irã e Estados Unidos e destacou os impactos da subvenção concedida à gasolina sobre a competitividade do etanol hidratado. Segundo ele, diante da alta do petróleo e da dificuldade de repasse integral dos preços dos derivados ao mercado brasileiro, o governo criou mecanismos de subvenção para combustíveis fósseis. Em maio, a Medida Provisória nº 1.358 estabeleceu uma subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina A, posteriormente regulamentada por decreto e portaria.

Contudo, para o presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, a medida acabou provocando um desequilíbrio competitivo para o etanol. “Os 44 centavos por litro de gasolina A equivalem, na nossa visão, fazendo todas as correlações necessárias, a cerca de 31 centavos por litro de etanol hidratado”, disse. Ele explicou que, desde a implementação da subvenção, o setor produtor de etanol hidratado vem absorvendo perdas decorrentes da diferença de tratamento entre os combustíveis. “Desde o dia 25 de maio, o setor produtor de etanol e aquelas empresas que estavam efetivamente fazendo as vendas estão tendo um prejuízo de 31 centavos por litro em função da subvenção da gasolina”, afirmou.

Ele também relatou as articulações realizadas pelo setor para tentar corrigir o desequilíbrio, incluindo reuniões com integrantes do governo federal, com o presidente da República e com o presidente da Câmara dos Deputados. A subvenção à gasolina, inicialmente prevista por 60 dias, foi prorrogada por mais 30 dias, estendendo sua vigência contratada até 25 de agosto. Segundo Campos Filho, a própria Medida Provisória permite uma eventual nova prorrogação dentro do período de vigência do instrumento.

Diante desse cenário, segundo ele, o setor sucroenergético passou a atuar pela aprovação do PLP 114, que, em sua versão mais recente, prevê mecanismos para compensar as empresas que comercializaram etanol e foram prejudicadas pela subvenção concedida à gasolina. A proposta estabelece um limite de R$ 1,2 bilhão para essa compensação. “O governo definiu que essa subvenção terá um limite de 1,2 bilhão de reais, que obviamente será pago às empresas que comercializaram o etanol, que tiveram prejuízo durante o período da subvenção”, afirmou. Mario ressaltou, no entanto, que a mobilização do setor não se limita à recuperação das perdas atuais, mas também busca preservar o princípio constitucional que garante tratamento diferenciado aos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis.

“Só o fato de a gente ter reagido no sentido de criar uma subvenção com base numa emenda constitucional que nós aprovamos lá atrás e que nós achamos que é totalmente correta já é um recado extremamente importante para que, no futuro, os governos que virão não tentem fazer ou usar da mesma receita para tentar dar um bypass na nossa Constituição”, reiterou.

Ao concluir sua participação, Campos Filho destacou a expectativa do setor em relação à tramitação do PLP 114 no Congresso Nacional, incluindo a possibilidade de aprovação pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado. Para ele, a defesa da competitividade do etanol é também uma defesa de uma política energética que reconheça o papel estratégico dos biocombustíveis para o Brasil. O dirigente reforçou ainda que o foco da mobilização atual é restabelecer o equilíbrio entre etanol e gasolina e evitar que mecanismos de subvenção aos combustíveis fósseis comprometam as vantagens competitivas asseguradas aos biocombustíveis pela legislação brasileira.

Pedro Campos Neto, presidente da Unida e da Câmara Setorial, conduziu a reunião
Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool aconteceu em Sertãozinho (SP), nesta quarta-feira (12)
Mário Campos Filho, Presidente Executivo SIAMIG Bioenergia Brasil, durante a reunião da Câmara Setorial

Unida comemora publicação da regulamentação da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana aos produtores do Nordeste

O Governo Federal publicou nesta terça-feira (11) o Decreto nº 13.092/2026, que regulamenta a concessão de subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste. A medida estabelece o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana comercializada na safra 2025/2026, com previsão de até R$ 270 milhões. Esses recursos serão destinados para amenizar os impactos enfrentados pelo setor em razão das dificuldades econômicas, da tributação adicional imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e dos eventos climáticos extremos registrados durante a safra.
Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, a subvenção chega em um momento decisivo para a sobrevivência e a continuidade da atividade canavieira na região. Ele destaca que a conquista é fruto de uma mobilização conjunta das entidades representativas, que mantiveram o pleito na agenda das autoridades e buscaram, de forma permanente, alternativas para amenizar as dificuldades enfrentadas pelos produtores.
“Essa subvenção chega em um momento muito importante para o setor. Estamos atravessando uma das safras mais difíceis das últimas décadas, com aumento dos custos de produção, problemas climáticos, dificuldades de mão de obra e uma situação de preços que tem pressionado fortemente o produtor. Essa ajuda representa um alívio e, principalmente, demonstra que a mobilização do setor valeu a pena”, afirmou Pedro Campos Neto.
O presidente da Unida também ressaltou que a aprovação da medida não foi uma conquista isolada, mas resultado da união das entidades que representam os produtores de cana do Nordeste. Segundo ele, a mobilização foi fundamental para sensibilizar o Governo Federal sobre a realidade vivenciada no campo. “Foi muito importante a união e a mobilização das entidades associadas à Unida. O setor se manteve unido, apresentou suas demandas, mostrou a realidade dos produtores e não deixou que esse pleito perdesse força. Essa conquista é de todos que participaram dessa luta e acreditaram que era possível chegar a uma solução”, destacou.
Pedro Campos Neto fez ainda um reconhecimento especial à atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, cuja interlocução foi considerada fundamental para o avanço da medida. O parlamentar paraibano manteve diálogo com produtores, entidades e representantes da cadeia produtiva e atuou politicamente junto ao governo federal para que a subvenção pudesse ser concretizada. “É preciso reconhecer a importância da interlocução do presidente Hugo Motta. Ele ouviu o setor, compreendeu a gravidade do momento e ajudou a construir os caminhos para que essa demanda chegasse a uma solução. A participação dele foi fundamental para que hoje pudéssemos comemorar a regulamentação dessa subvenção”, afirmou o presidente da Unida.

Pedro Campos Neto, presidente da Unida, comemora regulamentação da subvenção

Câmara Setorial do Açúcar e Álcool realiza reunião neste dia 12 em Sertãozinho durante a Fenasucro

A Câmara Setorial do Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura realiza, nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP), a 68ª Reunião Ordinária. Excepcionalmente, o encontro será realizado fora de Brasília, onde tradicionalmente acontecem as reuniões da Câmara, aproveitando a realização da Fenasucro & Agrocana, um dos principais eventos do setor sucroenergético. A reunião será realizada das 14h às 17h, no Centro Industrial Zanini, em Sertãozinho, e reunirá representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva para discutir temas estratégicos e de impacto direto sobre o mercado de açúcar, etanol e biocombustíveis. A reunião terá formato híbrido e pode ser acompanhada pelo link:https://teams.microsoft.com/meet/239535046502953?p=lJyUP0Xg3hcWIBn6Pi.
Para o presidente da Câmara Setorial, Pedro Campos Neto, a realização do encontro em São Paulo representa uma oportunidade importante de aproximar a Câmara do setor produtivo e fortalecer a integração entre os diferentes elos da cadeia. Segundo ele, a excepcionalidade de levar a reunião para Sertãozinho, em vez de realizá-la em Brasília, está diretamente relacionada à importância da região para o setor e à oportunidade de promover os debates durante a Fenasucro.
O presidente destaca ainda que a pauta reúne assuntos relevantes para o momento vivido pelo setor sucroenergético, tornando o encontro especialmente oportuno. A programação terá início às 14h, com a abertura do presidente da Câmara. Na sequência, a Secretaria apresentará avisos aos integrantes do colegiado. Às 14h15, João Rosa (Botão), sócio-diretor da Pecege Consultoria e Projetos, falará sobre estratégias e comunicação para o mercado. Às 14h50, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentará as perspectivas climáticas, tema de grande importância para uma atividade diretamente relacionada às condições de clima e ao planejamento da produção agrícola.
Outro assunto de destaque na pauta será a situação do setor sucroenergético diante da Medida Provisória nº 1.358/2026, que autoriza a concessão de subvenção econômica aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo. A apresentação, prevista para as 15h25, será conduzida por Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil.
A partir das 16h, a pauta será concentrada em temas relacionados às políticas de biocombustíveis e à mistura de etanol na gasolina. Lorena Mendes de Souza, diretora do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), fará uma atualização sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) relativa ao RenovaBio. Na sequência, às 16h15, será apresentado o posicionamento sobre a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que pede, em caráter liminar, a suspensão da decisão que elevou de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol na gasolina.
Também está prevista, às 16h30, uma atualização sobre o andamento das ações relacionadas aos testes da mistura obrigatória de 35% de etanol na gasolina, tema que vem sendo acompanhado de perto pelo setor sucroenergético e pelos órgãos responsáveis pelas políticas de combustíveis. A reunião será encerrada com assuntos gerais, às 16h45, e o encerramento oficial está previsto para às 17h.
A realização da 68ª reunião em Sertãozinho segundo Pedro Campos Neto reforça a importância da aproximação entre a Câmara Setorial e o setor produtivo. “Ao ocorrer paralelamente à Fenasucro, o encontro cria um ambiente favorável para ampliar o diálogo, acompanhar as principais demandas da cadeia e discutir os desafios e oportunidades que se apresentam para o açúcar, o etanol e os demais segmentos da bioenergia”, finaliza.
Presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto leva reunião para Sertaozinho (SP), nesta quarta-feira (12)

Déficit mundial de açúcar e aumento da demanda por etanol renovam expectativas para o setor sucroenergético avalia presidente da UNIDA

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, fez nesta segunda-feira (3) uma análise do cenário nacional e internacional do setor sucroenergético, destacando acontecimentos da última semana que podem influenciar o mercado da cana-de-açúcar nos próximos meses. Apesar de reconhecer que o segmento atravessa um dos momentos mais difíceis dos últimos anos, ele afirmou que alguns indicadores começam a sinalizar perspectivas mais favoráveis para o setor.

Entre os destaques está a projeção divulgada pela consultoria Stone X, que aponta para um possível déficit global na produção de açúcar, cenário que não era registrado há vários anos. “Essa notícia acende uma luz no fim do túnel para o setor sucroenergético. Ainda enfrentamos um momento extremamente desafiador, mas começam a surgir fatores que podem contribuir para uma recuperação gradual do mercado”, afirmou Pedro.

Outro fato considerado importante foi o início da vigência, em 1º de agosto, do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%. Segundo o presidente da UNIDA, a medida deve ampliar o consumo do biocombustível em aproximadamente um bilhão de litros, fortalecendo a demanda pelo produto.

Pedro Campos Neto também chamou atenção para os impactos das condições climáticas na safra do Centro-Sul do país. De acordo com informações do setor, temporais registrados recentemente no interior de São Paulo atingiram entre 30 mil e 40 mil hectares de canaviais. Embora ainda não exista uma estimativa consolidada dos prejuízos, a expectativa é de reflexos na produção paulista. Além disso, as chuvas frequentes em São Paulo e Minas Gerais podem comprometer a qualidade da matéria-prima. Segundo ele, a umidade elevada reduz o teor de Açúcar Total Recuperável (ATR), diminuindo a eficiência industrial e impactando tanto a produção de açúcar quanto de etanol.

Mesmo com esse cenário, o dirigente acredita que os fundamentos do mercado podem favorecer uma recuperação a partir do início de 2027. “Na minha avaliação, o Nordeste poderá sentir uma recuperação dos preços do açúcar na metade da próxima safra. Existem diversos fatores internacionais convergindo para isso, como a perspectiva de déficit mundial, os impactos climáticos em importantes regiões produtoras e o comportamento da produção brasileira”, explicou. Ele ressaltou que, enquanto os preços internacionais e o mercado externo fogem ao controle dos produtores, é fundamental concentrar esforços na gestão eficiente das propriedades. “O que depende de nós é da porteira para dentro. Precisamos buscar eficiência, mecanizar sempre que possível, reduzir custos com diesel, energia e otimizar os processos produtivos. É hora de fazer o básico muito bem feito para atravessar esse período”, afirmou.

Pedro também observou que o calor intenso na Europa tende a afetar a produção de beterraba açucareira, enquanto a redução das monções na Índia pode comprometer a produção naquele país. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas no Centro-Sul brasileiro deve comprometer a qualidade da cana baixando o ATR, produzindo menos açúcar e menos etanol. Segundo ele, atualmente o mix de produção das usinas do Centro-Sul está em torno de 55% voltado para o etanol, demonstrando que, neste momento, o biocombustível apresenta melhor remuneração do que o açúcar.

 

Pedro Campos Neto, presidente da Unida

Unida amplia representatividade no Nordeste com adesão da Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia

A União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) amplia e fortalece sua atuação em defesa dos fornecedores de cana da região com a chegada de uma nova entidade associada. A Associação dos Fornecedores de Cana do Extremo Sul da Bahia (AFCESBA), presidida por Marcello Hamdan, passa a integrar oficialmente a instituição, a partir de julho, ampliando a representatividade da Unida para sete associações estaduais.

Com sede no Extremo Sul da Bahia, a AFCESBA reúne cerca de 130 produtores canavieiros responsáveis por uma produção média anual de 1,6 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, desempenhando um papel estratégico na economia agrícola da região. A adesão da entidade representa mais um passo no processo de fortalecimento institucional da Unida, que passa a contar com as seguintes associações filiadas: Asplan (Paraíba), AFCP (Pernambuco), Asplana (Alagoas), Asplan (Rio Grande do Norte), Asplana (Sergipe), Sindicape (Pernambuco) e, agora, a AFCESBA (Bahia).

Para o presidente da AFCESBA, Marcello Hamdan, integrar a Unida significa muito mais do que fazer parte de uma entidade representativa. Trata-se de construir uma rede de colaboração entre produtores, baseada na troca de experiências, no fortalecimento coletivo e na defesa conjunta do setor. “Com a adesão da nossa associação à Unida, o produtor rural, de uma maneira geral, se fortalece. Infelizmente, o que vemos hoje são produtores dispersos, sem conhecer a realidade uns dos outros, sem trocar experiências e sem aproveitar o conhecimento que cada um acumulou ao longo do tempo. Quando você ignora o outro, deixa de receber a experiência que ele tem e também deixa de compartilhar a sua”, destaca.

Marcello Hamdan afirma ainda que a união entre os produtores é, acima de tudo, um gesto de solidariedade e compromisso com o desenvolvimento do setor. “A união também é um ato de generosidade. Minha entrada na Unida aconteceu exatamente por esse motivo. Eu já conhecia alguns representantes das associações que fazem parte da entidade e percebi que todos compartilham dessa mesma visão. Entrar na Unida é, antes de tudo, um ato generoso de ajudar o outro, de receber ajuda e de contribuir para o crescimento coletivo. Foi nesse espírito que decidimos fazer parte da entidade”, reiterou ele.

O presidente da Unida, Pedro Campos Neto, comemorou a chegada da associação baiana e ressaltou que a ampliação da base de entidades fortalece ainda mais a atuação política e institucional da entidade em defesa dos fornecedores de cana do Nordeste. “A chegada da AFCESBA representa um importante avanço para a Unida. Cada nova associação que passa a integrar nossa entidade amplia nossa representatividade, fortalece nossa capacidade de diálogo com os governos e órgãos públicos e torna ainda mais consistente a defesa dos interesses dos produtores de cana de toda a região Nordeste. Acreditamos que a união das entidades é o caminho para construirmos soluções conjuntas, compartilharmos experiências e enfrentarmos os desafios do setor com mais força e legitimidade”, disse.

Criada em abril de 2003, para representar os interesses dos produtores de cana-de-açúcar nordestinos, a Unida vem consolidando sua atuação como uma das principais vozes do segmento na região, promovendo a integração entre associações estaduais, defendendo políticas públicas para o setor e atuando em pautas estratégicas relacionadas à sustentabilidade, competitividade, crédito rural, subvenção, tributação e todos os interesses do setor.

 

Pedro Campos Neto, presidente da Unida, comemora a adesão de mais uma entidade
Presidente da AFCESBA, Marcello Hamdan destaca importância da união dos produtores