Unida

Pedro Campos Neto defende ampliação da mistura de etanol e manutenção da previsibilidade regulatória durante reunião em Brasília

O presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Pedro Campos Neto, participou nesta quarta-feira (17), em Brasília, de uma reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e representantes de 18 Câmaras Setoriais ligadas às principais cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. O encontro, realizado na sede do Ministério, teve como objetivo fortalecer o diálogo entre o Governo Federal e os diversos segmentos da agropecuária nacional, permitindo que os representantes dos setores apresentassem demandas, desafios e propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável e competitivo do campo brasileiro.
Entre os segmentos que tiveram a oportunidade de apresentar suas pautas durante a reunião, esteve a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, representada por Pedro Campos Neto, que levou ao ministro temas considerados estratégicos para o fortalecimento do setor sucroenergético nacional. Um dos pontos defendidos pelo presidente da Câmara foi a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, elevando o percentual dos atuais 30% para 32%. Segundo Pedro Campos Neto, a medida contribuirá para ampliar o protagonismo do Brasil na produção de energia limpa, fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar e gerar impactos positivos para a economia e para o meio ambiente.
 “Defendemos a ampliação da mistura do etanol na gasolina de 30% para 32%, uma medida que fortalece nossa matriz energética renovável, reduz a dependência de combustíveis fósseis e agrega valor à produção nacional. O Brasil é referência mundial em biocombustíveis e possui todas as condições para avançar ainda mais nesse processo de transição energética sustentável”, destacou.
Outro tema levado à discussão foi a necessidade de manutenção da previsibilidade regulatória relacionada à política de taxação sobre a entrada do etanol norte-americano no mercado brasileiro. Pedro Campos Neto ressaltou a importância de preservar a segurança jurídica e garantir condições equilibradas para a competitividade do setor nacional. “Também solicitamos que o Governo Federal mantenha a previsibilidade e não interfira na política de taxação sobre a entrada do etanol americano no Brasil. Essa estabilidade é fundamental para preservar a segurança jurídica, a competitividade da indústria nacional e o equilíbrio das relações comerciais, permitindo que produtores e investidores tenham confiança para continuar investindo no setor”, afirmou.
As Câmaras Setoriais do Mapa funcionam como importantes fóruns permanentes de discussão entre representantes das cadeias produtivas, entidades de classe, instituições financeiras, órgãos governamentais e especialistas, promovendo o debate de temas relacionados à produção, comercialização, tributação, inovação e políticas públicas para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. Atualmente, o Ministério da Agricultura conta com 32 Câmaras Setoriais, que representam os mais diversos segmentos da agropecuária nacional e atuam como canal permanente de diálogo entre o setor produtivo e o Governo Federal.
Fotos: Percio Campos/MAPA
Pedro campos Neto conversa com o ministro André de Paula após reunião – Copia
MInistro da Agricultura, André de Paula, conduziu a reunião – Copia
Ministro André de Paula reúne presidentes das Câmaras Setoriais do MAPA – Copia

Presidente da Unida leva pautas estratégicas do setor sucroenergético ao ministro da Agricultura

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA) e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Pedro Campos Neto, teve uma reunião nesta quarta-feira (17), em Brasília, com o ministro da Agricultura, André de Paula. Em pauta temas considerados estratégicos para o fortalecimento do agronegócio brasileiro e da cadeia sucroenergética nacional, a exemplo da ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, com a elevação do percentual de 30% para 32% e a preocupação do setor com a previsibilidade das políticas relacionadas ao comércio internacional de etanol.
“O aumento da mistura do etanol representa um avanço para toda a cadeia produtiva. Estamos falando de um combustível renovável, produzido no Brasil, que gera emprego, renda, desenvolvimento regional e contribui para a descarbonização da matriz energética. É uma medida que beneficia o país sob os aspectos econômico, social e ambiental”, destacou Pedro Campos Neto.
Além da ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, outro assunto muito importante para o setor também foi abordado. Trata-se da necessidade de mobilização em torno da derrubada do veto presidencial ao projeto dos safristas. “Essa pauta é prioritária para o setor produtivo por tratar de aspectos relacionados à proteção dos trabalhadores rurais e à segurança jurídica das atividades agrícolas”, destaca Pedro Campos Neto que, na ocasião, também defendeu o apoio ao Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê a renegociação das dívidas dos produtores rurais brasileiros. A proposta busca criar mecanismos que permitam a recuperação financeira dos agricultores, ampliando sua capacidade de investimento e garantindo a continuidade da produção no campo.
Outro ponto levado ao ministro foi a preocupação do setor com a previsibilidade das políticas relacionadas ao comércio internacional de etanol. Segundo o presidente da Unida, é fundamental que o Governo Federal preserve a segurança jurídica e a estabilidade regulatória, especialmente no que diz respeito à taxação incidente sobre a entrada do etanol norte-americano no mercado brasileiro. “Defendemos a manutenção de regras claras e previsíveis, capazes de assegurar competitividade ao setor produtivo nacional e equilíbrio nas relações comerciais internacionais”, ressaltou o dirigente canavieiro.
O presidente da Unida destacou ainda a importância do fortalecimento das Câmaras Setoriais do Ministério da Agricultura como instrumentos de diálogo entre o Governo Federal e os diversos segmentos produtivos. “As Câmaras Setoriais representam um canal fundamental de interlocução entre o setor produtivo e o poder público, por isso, reforçamos ao ministro a necessidade de manter uma relação cada vez mais próxima com essas instâncias, que reúnem representantes de toda a cadeia produtiva e contribuem para a construção de políticas públicas mais alinhadas às necessidades do agro brasileiro”, afirmou Pedro Campos Neto.
Presidente da Unida, Pedro Campos Neto esteve nesta quarta-feira (17), com o ministro da Agricultura, André de Paula

Setor canavieiro do Nordeste ganha apoio de Hugo Motta para inclusão da subvenção no PL dos combustíveis

Representantes do setor canavieiro do Nordeste saíram otimistas da reunião realizada nesta sexta-feira (8), em João Pessoa, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Na pauta, uma reivindicação considerada essencial para a sobrevivência de milhares de produtores: a autorização do pagamento da subvenção aos fornecedores de cana. Participaram da reunião o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio; o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Lima; e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto.
Durante o encontro, Hugo Motta sinalizou apoio ao pleito e informou que vai trabalhar para que a medida seja incluída no projeto de lei dos combustíveis que o governo federal deverá encaminhar ao Congresso Nacional. O parlamentar também adiantou que a matéria poderá ser votada ainda neste mês de maio. “Conheço a necessidade do setor e reconheço a importância desta ajuda. Contem com meu empenho neste sentido”, disse Motta.
Para Pedro Campos Neto, o encontro reforçou a importância da mobilização conjunta das entidades nordestinas em defesa de uma pauta crucial do segmento. “Saímos da reunião confiantes. O compromisso assumido por Hugo Motta demonstra sensibilidade com a realidade dos fornecedores de cana. A subvenção é uma medida urgente, especialmente para os pequenos e médios produtores, que enfrentam enormes dificuldades para manter a atividade. Quando as entidades atuam unidas, a nossa voz ganha mais força e o setor avança”, afirmou.
Segundo ele, a inclusão da subvenção no projeto de lei representa mais do que um alívio financeiro imediato. “Estamos falando de uma medida que ajuda a preservar empregos, sustentar a produção e manter viva uma atividade econômica que tem papel fundamental em muitos municípios do Nordeste”, acrescentou Pedro Campos Neto.
Presidente da Câmara, Hugo Motta com o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, da Asplan, José Inácio e da AFCP, Alexandre Lima

Fabricantes chineses avaliam colhedora de cana em operação na Paraíba e em Pernambuco

Técnicos e empresários chineses da FM WORLD realizaram, nesta terça-feira (14), uma visita técnica ao Engenho Boa Vista, em Itambé (PE) para acompanhar de perto o desempenho da colhedora de cana 4GD-1 em condições reais de campo. A agenda teve como objetivo avaliar a performance do equipamento e identificar melhorias que possam ampliar sua eficiência, especialmente na realidade do Nordeste.
A atividade ocorreu na propriedade do presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida), Pedro Campos Neto, que adquiriu a máquina neste ano por meio da empresa FC Trading. Durante a visita, os fabricantes observaram a operação da colhedora e trocaram experiências com produtores e técnicos sobre os desafios da mecanização da colheita de cana na região.
Pedro Campos Neto destacou a importância da presença dos fabricantes no campo, acompanhando de perto o uso do equipamento. “É uma máquina que já tem trazido avanços importantes, principalmente na eficiência da colheita. Essa iniciativa dos fabricantes, de virem até aqui para entender nossa realidade e buscar melhorias, é fundamental. Mostra o compromisso em adaptar o equipamento às nossas reais necessidades”, afirmou.
O presidente da Unida também ressaltou que a mecanização tem papel estratégico diante de um problema crescente no setor. “A falta de mão de obra no campo é uma realidade cada vez mais forte. Equipamentos como esse ajudam a superar essa dificuldade, garantindo mais produtividade e segurança nas operações. É uma solução que resolve gargalos históricos da colheita de cana no Nordeste”, completou.
Além da visita em Pernambuco, a comitiva também esteve na Paraíba, ampliando a análise do desempenho da colhedora em diferentes condições de cultivo, e visitou ainda a Usina Monte Alegre, em Mamanguape (PB), que também adquiriu o equipamento. A agenda reforça o intercâmbio tecnológico entre Brasil e China e evidencia o avanço da mecanização no setor sucroenergético nordestino, com foco em inovação, eficiência e adaptação às demandas locais.
Reunião com os chineses aconteceu nesta terça-feira (14)
Reunião com chineses aconteceu na sede da propriedade de Pedro Campos Neto, em Itambé (PE)
Pedro Campos Neto (camisa azul) durante reunião com os chieneses
Os chineses vieram ao Nordeste do Brasil observar a máquina em operação no campo e estudar melhorias no equipamento
Integrantes da comituva chinesa, Pedro Campos Neto, e representantes da empresa importadora do equipamento
Integrantes da comitiva chinesa estuveram em Itambé (PE) e Mamanguape (PB) para ver o equipamento em operação
A colhedora chega ao mercado brasileiro com soluções para problemas que atingem o setor canavieiro
O Dr. em Meteorologia, Alexandre Magno prevê chuvas abaixo da média em 2026

Presidente da Câmara Setorial do Açúcar e Álcool diz que aumento da mistura de etanol na gasolina é uma medida estratégica e oportuna

O governo federal estuda a possibilidade de ampliar a mistura de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% para 32%. A proposta, em análise no âmbito do Ministério de Minas e Energia (MME), integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e busca reduzir a exposição do mercado interno à volatilidade dos preços internacionais dos combustíveis fósseis. De acordo com o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, a possível elevação da mistura pode contribuir para equilibrar o mercado. “Essa decisão, é estratégica e oportuna para o setor sucroenergético”, afirma.
Pedro Campos Neto destaca que a discussão ocorre em um momento considerado importante para o setor sucroenergético, que projeta aumento expressivo na produção de etanol na próxima safra. “Diante de uma perspectiva de safra, com aumento de produção de etanol em cerca de 4 bilhões de litros, tanto da cana quanto do milho, é preciso encontrar espaço para destinar esse volume. Esse aumento da mistura deve chegar na hora certa para acomodar esse mercado e também para ajudar a enfrentar à volatilidade dos preços internacionais do petróleo”, reitera.
Caso seja autorizada, a nova composição — tecnicamente chamada de E32 — poderá ser implementada ainda no primeiro semestre deste ano, dando continuidade ao escalonamento iniciado em 2025, quando o percentual subiu de 27,5% para 30%. A legislação vigente permite que a mistura chegue a até 35%, desde que haja comprovação de viabilidade técnica por meio de estudos.
A possível elevação da mistura, segundo Pedro Campos Neto, pode contribuir para equilibrar o mercado e projetar positivamente o Brasil. “Além de favorecer o escoamento da produção, a medida em estudo também está alinhada à política de transição energética, ao ampliar a participação de biocombustíveis na matriz nacional e reduzir a emissão de poluentes. O Brasil já é referência global no uso de etanol e, com a possível ampliação da mistura, pode avançar ainda mais na consolidação de uma matriz energética mais limpa e sustentável”, afirma.
Pedro Campos Neto, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool destaca que medida é oportuna e estratégica

Debates sobre jornada de trabalho, mercado e inovação marcam reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, em Brasília

A reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária, realizada nesta quarta-feira (18), em Brasília, reuniu representantes do setor produtivo, entidades e especialistas para discutir temas estratégicos que impactam diretamente a cadeia sucroenergética. O encontro foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto.
Entre os principais pontos debatidos, ganhou destaque a preocupação do setor com propostas de mudança na jornada de trabalho em tramitação no Congresso Nacional. De acordo com os participantes, há movimentações para pautar ainda este ano projetos que tratam da redução da carga horária, incluindo a chamada PEC 221, que prevê jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. A proposta, que já reúne diferentes iniciativas legislativas sobre o tema, preocupa especialmente produtores do Nordeste. Segundo representantes do setor, a eventual constitucionalização de um novo modelo de jornada pode engessar as relações de trabalho e dificultar a adaptação às realidades regionais.
“Uma mudança impositiva na Constituição retira a capacidade de negociação dos setores. No campo, já enfrentamos escassez de mão de obra e, em muitos casos, dificuldade de contratação devido à manutenção de benefícios sociais. A combinação desses fatores pode gerar um cenário crítico”, alertou o advogado da CNA, Rodrigo Alves Costa. Outro ponto levantado foi a incerteza quanto ao instrumento legal que será adotado — se por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ou projeto de lei — além da falta de clareza sobre o conteúdo final a ser votado.
Além das questões trabalhistas, a reunião abordou desafios de mercado, especialmente no segmento de etanol. Representantes do setor alertaram para o descompasso entre o crescimento da produção — impulsionado, sobretudo, pelo etanol de milho — e a demanda ainda insuficiente para absorver esse volume, o que tem pressionado preços e margens. Por outro lado, foi ressaltado o potencial de expansão do etanol como alternativa energética global, inclusive com boas perspectivas no setor marítimo, com destaque para iniciativas internacionais de descarbonização e uso de combustíveis renováveis. O etanol brasileiro foi apontado como uma das opções mais viáveis e sustentáveis nesse cenário.
A reunião também abriu espaço para a apresentação de iniciativas de inovação, como o programa “Cana Mais”, da Embrapa, que pretende fortalecer a pesquisa, ampliar a produtividade e aproximar o setor produtivo das soluções tecnológicas. Também foi apresentado dados das safras na região Centro/Sul, que até a segunda quinzena de janeiro, mostrou a produção de açúcar se mantendo crescente e a produção de etanol em decréscimo, e uma safra com estimativa de 635 milhões de toneladas de cana. Abordou-se também a safra do Nordeste que tem atravessado momentos difíceis desde o ano passado, com redução em quase todos os estados e, principalmente, com relação a queda nos preços.
Ao final, ficou evidente que o setor atravessa um momento de grandes desafios, que envolvem desde questões regulatórias e trabalhistas até a necessidade de expansão de mercados e ganhos de eficiência. A avaliação geral dos participantes é de que o acompanhamento permanente dessas pautas e a articulação institucional serão decisivos para garantir a sustentabilidade da atividade.
Na avaliação do presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária, Pedro Campos Neto, a reunião foi produtiva e estratégica diante dos desafios enfrentados pelo setor. “Debatemos sobre temas sensíveis, como as propostas de mudança na jornada de trabalho, o cenário do mercado de etanol e as perspectivas de inovação. O setor vive um momento que exige atenção redobrada e essas pautas podem alterar significativamente a nossa realidade. E a Câmara cumpre um papel essencial de integração, permitindo que possamos alinhar posições, antecipar desafios e buscar soluções conjuntas para garantir a sustentabilidade do setor”, finalizou.
Renato Cunha participou da reunião presencialmente
Pedro Campos Neto presidiu a reunião desta quarta-feira (18)
O presidente da Asplan, José Inácio (em cima, a direita) acompanhou a reunião
Alguns dos participantes da reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool com o presidente Pedro Campos Neto
A reunião foi realizada em formato híbrido presencial e online
A reunião da Câmara Setorial também debateu o programa Cana Mais, da Embrapa
A pauta da reunião da Câmara Setorial deste dia 19 foi bastante extensa