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Unida acompanha oficina da Conab e reforça urgência para operacionalização da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana



Asplan participa de oficina da Conab sobre operacionalização da subvenção e direciona equipe para ajudar associados no processo de cadastramento
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, na manhã desta sexta-feira (14), de uma oficina promovida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para esclarecer os procedimentos e encaminhamentos necessários à operacionalização do pagamento da subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana aos produtores independentes do Nordeste. A reunião foi realizada de forma híbrida e reuniu representantes da Conab, associações, cooperativas, produtores e lideranças do setor canavieiro.A Asplan esteve representada pelo vice-presidente Pedro Campos Neto, que também preside a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), pelo diretor técnico, Neto Siqueira, além de profissionais e técnicos da entidade que estarão diretamente envolvidos no processo de orientação, cadastramento e atendimento aos associados.Durante a oficina, a Conab apresentou os procedimentos para acesso ao benefício, esclarecendo dúvidas sobre cadastro, documentação, apresentação das notas fiscais, sistemas de inscrição e critérios de análise e pagamento. De acordo com as orientações apresentadas, a subvenção é destinada à cana-de-açúcar comercializada entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, conforme estabelecido na legislação que regulamenta o benefício. O prazo para apresentação dos pedidos termina em 30 de outubro de 2026. A Conab reforçou ainda que os pedidos serão analisados pela ordem cronológica de protocolo no sistema, o que torna fundamental que os produtores iniciem o quanto antes os procedimentos de cadastramento e organização da documentação.Em caso de pendências, o beneficiário terá prazo para regularização e, após a aprovação, o pagamento deverá ocorrer conforme os procedimentos estabelecidos pela Companhia e a disponibilidade dos recursos. O montante destinado à operação é de R$ 270 milhões, com pagamento de R$ 12 por tonelada de cana, contemplando produtores independentes, além de associações e cooperativas no que diz respeito à produção de seus associados ou cooperados, conforme as regras estabelecidas.Durante a reunião, também foram esclarecidas questões relacionadas à documentação das propriedades, notas fiscais, cadastro de produtores que possuem mais de uma área de produção, georreferenciamento e situações específicas. A Conab informou que está trabalhando para simplificar os procedimentos e que disponibilizará um manual detalhado com as orientações para o cadastramento e a solicitação do benefício.Para o vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto, a oficina representou um passo importante para garantir que os produtores tenham segurança e orientação durante uma etapa que exige atenção, organização documental e rapidez. “A Asplan já está mobilizando sua equipe técnica e administrativa para auxiliar os associados, especialmente os produtores que apresentarem dificuldades no acesso aos sistemas ou no preenchimento das informações exigidas. A proposta é oferecer suporte durante o cadastramento, na organização da documentação e nos procedimentos necessários para a solicitação da subvenção”, disse.
Com prazo definido e recursos limitados ao montante estabelecido pelo governo federal, a orientação da Asplan é para que os associados não deixem o cadastramento para a última hora. A entidade deverá divulgar as orientações e canais de atendimento para apoiar os produtores ao longo de todo o processo. A subvenção de R$ 12 por tonelada representa uma medida de apoio aos produtores independentes de cana do Nordeste diante dos prejuízos econômicos considerados na legislação que instituiu o benefício, incluindo os impactos relacionados à tributação adicional sobre exportações brasileiras e aos eventos climáticos extremos.“A Asplan seguirá acompanhando cada etapa da operacionalização da medida e atuando para que os produtores paraibanos tenham acesso às informações e ao suporte necessários para o cumprimento das exigências e o recebimento do benefício”, reforçou o Diretor Técnico da associação, Neto Siqueira, também presente à reunião.
Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool debate estratégias de comunicação para ampliar consumo de etanol e fortalecer mercado
A necessidade de ampliar a demanda de consumo por etanol e fortalecer a comunicação do setor com a sociedade foi um dos temas debatidos durante a 68ª reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), realizada nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP). O encontro, realizado, excepcionalmente, de forma itinerante durante a Fenasucro & Agrocana, foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, que destacou a importância de uma mobilização coordenada para estimular o consumo do biocombustível.
Ao abrir a reunião, Pedro Campos Neto destacou o caráter especial do encontro. “Hoje é uma reunião diferente. Acho que, para mim, é a primeira reunião itinerante, vamos chamar assim. Quero agradecer ao Ceise Br, que cedeu esse espaço para a gente durante a Fenasucro”, afirmou. Entre os pontos centrais da discussão esteve a necessidade de o setor investir mais em marketing, comunicação e ações capazes de mostrar à população a importância do etanol e estimular seu consumo.
Para Pedro Campos Neto, o crescimento da oferta de etanol, especialmente com a expansão do etanol de milho, exige que o setor encontre novas formas de ampliar o consumo. “A oferta de etanol de milho vai mudar o comportamento da nossa cadeia. Nós já estamos aí com 10 bilhões de litros. E, se a gente não tiver um novo impulsionamento de demanda, a visão que nós temos é que o mercado vai se reorganizar”, alertou. Segundo ele, iniciativas como SAF e biobunker são importantes e precisam avançar, mas possuem um prazo de desenvolvimento e adoção que impede que sejam, isoladamente, uma resposta imediata ao desafio da demanda. Nesse cenário, Pedro defendeu que o setor volte sua atenção para uma oportunidade que já está disponível: a frota flex brasileira.
A reunião contou ainda com a participação de Mário Campos Filho, Presidente Executivo SIAMIG/Bioenergia Brasil, que reforçou a necessidade de uma mudança de estratégia diante do novo cenário do mercado. Para ele, o setor vive um momento em que o aumento da oferta torna urgente a busca por novos consumidores. “A realidade atual está transformando a forma da gente pensar o etanol”, afirmou Mário, ao destacar que o setor precisa aproveitar o potencial de uma frota flex que representa uma parcela expressiva dos veículos brasileiros.
Segundo ele, o desafio é transformar espaço potencial em consumo efetivo. “A boa notícia é que nós temos um mercado para explorar”, destacou, defendendo uma mobilização para ocupar o espaço existente no mercado de combustíveis. “Acho que a solução está aí: é fazer com que a população consuma mais etanol. Se você pegar hoje, a frota flex representa 75%, 80% dos nossos veículos e, desses veículos, a gente tem um consumo só de cerca de 35% de etanol”, destacou.
João Rosa (Botão), da Pecege, também participou da reunião e lembrou que a proposta é aproveitar diferentes espaços de comunicação para aproximar o etanol do cotidiano do consumidor, incluindo campanhas publicitárias, mídias digitais, eventos esportivos e outros canais de grande alcance. Ele citou a campanha “Vai de Etanol”, da Única, como uma iniciativa positiva, mas defendeu a união de outras instituições para ampliar e impulsionar esse tipo de ação. “Não adianta a gente só reclamar de questões de preço de mercado, sendo que não tem uma mobilização”, pontuou.
Durante a reunião, também foram apresentados exemplos de iniciativas que demonstraram o potencial de ações de incentivo ao consumo. Entre eles, um projeto realizado pela Stellantis em 2025, que combinou informação sobre as vantagens do etanol com incentivo econômico. Conforme relatado durante o encontro, a adesão ao uso do biocombustível aumentou significativamente entre os participantes do projeto. Outro exemplo apresentado foi uma ação promocional realizada em Belo Horizonte, na qual o preço do etanol caiu para R$ 2,99 em postos participantes. Segundo as informações apresentadas na reunião, o consumo de etanol hidratado teria dobrado naquela semana em comparação com uma semana de julho, reforçando a percepção de que preço e estímulo ao consumo podem influenciar diretamente o comportamento do consumidor.
A discussão também apontou para iniciativas mais simples e imediatas, como estimular frotas corporativas e públicas a utilizarem etanol sempre que os veículos forem flex. A proposta defendida durante o encontro inclui, inclusive, a construção de ações junto aos governos estaduais para estimular o abastecimento de suas frotas com o biocombustível. Pedro Campos Neto ressaltou que a mudança também precisa começar dentro do próprio setor. “Tem que partir da gente. Não tem o carro ideal que você queira ainda. Vamos nos adaptar ao que existe hoje e tentar usar um carro, tentar consumir etanol”, afirmou.
Ao final, ficou reforçada a necessidade de unir entidades, empresas e instituições em torno de uma estratégia comum de comunicação e estímulo ao consumo do etanol. A próxima reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool está prevista para o dia 3 de novembro, às 14h, em Brasília. O encontro em Sertãozinho marcou, assim, não apenas a continuidade das discussões da Câmara Setorial, mas também uma provocação para que o setor passe a comunicar melhor seus produtos, aproximando o etanol do consumidor e transformando o potencial da frota flex em demanda efetiva.




Mário Campos Filho destaca impactos da subvenção à gasolina e mobilização do setor de etanol durante reunião da Câmara Setorial
O cenário atual e as perspectivas para o setor sucroenergético diante das medidas adotadas pelo Governo Federal para conter os impactos da alta do petróleo foram tema da participação de Mário Campos Filho, presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, na 68ª Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, realizada nesta quarta-feira (12), em Sertãozinho (SP). O encontro foi conduzido pelo presidente da Câmara, Pedro Campos Neto.
Durante sua exposição, Mário Campos Filho fez uma retrospectiva das medidas adotadas pelo governo em resposta à elevação dos preços do petróleo provocada pelo conflito entre Irã e Estados Unidos e destacou os impactos da subvenção concedida à gasolina sobre a competitividade do etanol hidratado. Segundo ele, diante da alta do petróleo e da dificuldade de repasse integral dos preços dos derivados ao mercado brasileiro, o governo criou mecanismos de subvenção para combustíveis fósseis. Em maio, a Medida Provisória nº 1.358 estabeleceu uma subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina A, posteriormente regulamentada por decreto e portaria.
Contudo, para o presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, a medida acabou provocando um desequilíbrio competitivo para o etanol. “Os 44 centavos por litro de gasolina A equivalem, na nossa visão, fazendo todas as correlações necessárias, a cerca de 31 centavos por litro de etanol hidratado”, disse. Ele explicou que, desde a implementação da subvenção, o setor produtor de etanol hidratado vem absorvendo perdas decorrentes da diferença de tratamento entre os combustíveis. “Desde o dia 25 de maio, o setor produtor de etanol e aquelas empresas que estavam efetivamente fazendo as vendas estão tendo um prejuízo de 31 centavos por litro em função da subvenção da gasolina”, afirmou.
Ele também relatou as articulações realizadas pelo setor para tentar corrigir o desequilíbrio, incluindo reuniões com integrantes do governo federal, com o presidente da República e com o presidente da Câmara dos Deputados. A subvenção à gasolina, inicialmente prevista por 60 dias, foi prorrogada por mais 30 dias, estendendo sua vigência contratada até 25 de agosto. Segundo Campos Filho, a própria Medida Provisória permite uma eventual nova prorrogação dentro do período de vigência do instrumento.
Diante desse cenário, segundo ele, o setor sucroenergético passou a atuar pela aprovação do PLP 114, que, em sua versão mais recente, prevê mecanismos para compensar as empresas que comercializaram etanol e foram prejudicadas pela subvenção concedida à gasolina. A proposta estabelece um limite de R$ 1,2 bilhão para essa compensação. “O governo definiu que essa subvenção terá um limite de 1,2 bilhão de reais, que obviamente será pago às empresas que comercializaram o etanol, que tiveram prejuízo durante o período da subvenção”, afirmou. Mario ressaltou, no entanto, que a mobilização do setor não se limita à recuperação das perdas atuais, mas também busca preservar o princípio constitucional que garante tratamento diferenciado aos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis.
“Só o fato de a gente ter reagido no sentido de criar uma subvenção com base numa emenda constitucional que nós aprovamos lá atrás e que nós achamos que é totalmente correta já é um recado extremamente importante para que, no futuro, os governos que virão não tentem fazer ou usar da mesma receita para tentar dar um bypass na nossa Constituição”, reiterou.
Ao concluir sua participação, Campos Filho destacou a expectativa do setor em relação à tramitação do PLP 114 no Congresso Nacional, incluindo a possibilidade de aprovação pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado. Para ele, a defesa da competitividade do etanol é também uma defesa de uma política energética que reconheça o papel estratégico dos biocombustíveis para o Brasil. O dirigente reforçou ainda que o foco da mobilização atual é restabelecer o equilíbrio entre etanol e gasolina e evitar que mecanismos de subvenção aos combustíveis fósseis comprometam as vantagens competitivas asseguradas aos biocombustíveis pela legislação brasileira.



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