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Em meio a maior crise do setor sucroenergético no país debater o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é um contrassenso total

Nos últimos dez anos, mais de 80 indústrias sucroalcooleiras fecharam as portas e outras tantas estão em processo de recuperação judicial ou enfrentando um crescente endividamento, deixando milhares de desempregados e um parque industrial promissor quase obsoleto, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e no Nordeste. Até quem não é da área já ouviu falar ou sentiu os impactos da crise que afeta o setor sucroenergético brasileiro. E em meio a esse panorama adverso, agravado pelo posicionamento do Governo Federal, especialmente, durante os 13 anos de governo do PT, com políticas equivocadas adotadas para os combustíveis no país, como o subsídio de preços e a eliminação da CIDE sobre o combustível fóssil, em detrimento dos biocombustíveis, agravaram a situação. E para piorar ainda mais, na contra mão do bom senso, eis que surge o PLS 626/2011, do Senador Flexa Ribeiro, que propõe expandir o cultivo de cana-de-açúcar para a Amazônia.

Para o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse PL que autoriza o plantio em áreas ‘degradas’ da Amazônia Legal e que está prestes a ser votado no Senado, é uma aberração. “Ai, surge uma pergunta que não quer calar: por que plantar cana em uma região que não tem tradição para tal cultivo, que não dispõe de parque industrial instalado para tal, que necessitará de investimentos vultosos para operacionalizar o processo industrial e, pior ainda, que vai alterar, negativamente, o Zoneamento Agroecológico, que determina as áreas onde a cana-de-açúcar pode ser cultivada, provocando, assim, uma forte pressão por desmatamento no bioma amazônico?”, questiona José Inácio.

Embora o autor da proposta, contra argumente, afirmando que o PL não prevê desmatamento, mas, plantio em áreas “antropizadas”, ou seja, já alteradas pelo homem, o dirigente canavieiro, reitera que essa proposta é completamente despropositada. “Ai eu reitero a pergunta que não quer calar: por que desconsiderar e abandonar a própria sorte um enorme parque industrial já instalado, em áreas tradicionalmente canavieiras? A quem interessa isso? Com certeza não ao Brasil!”, destaca José Inácio.

Ele lembra que somente no Nordeste, a produção canavieira caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos dez anos. Alagoas, que ainda lidera o ranking de safra dos estados da região, caiu de 26 milhões de toneladas para 13 milhões. Pernambuco, que já chegou a produzir 25 milhões de toneladas/safra, atualmente, registra cerca de 11/12 milhões de toneladas. A Paraíba, que ocupa a terceira posição em produção na região, foi o único estado que não registrou decréscimo na produção, e deve fechar a safra 2017/2018 com um volume em torno de 6 milhões de toneladas, praticamente o mesmo dos últimos anos.

Para José Inácio, ao invés de debater PLs que fogem do bom senso, o país deve voltar-se para projetos que revitalizem a cultura canavieira e promovam a recuperação da indústria nacional, tais como, o projeto Renovar que propõe a recuperação de 60 mil postos de trabalho, beneficiando nove estados do Nordeste, 200 municípios na zona da mata litorânea nordestina, além de áreas da região metropolitana destes estados e zona de transição do Agreste, beneficiando, direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes.

É bom lembrar que para cada usina fechada, segundo dados do setor, estima-se que, pelo menos, 500 famílias sejam atingidas diretamente. José Inácio reitera que essa relação pode ser ainda maior, se considerada a cadeia como um todo. Para ele, muito mais importante e relevante, além de necessário para o Brasil, é definir e debater ações e políticas que apoiem a recuperação deste parque industrial já instalado no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, que estimulem a ampliação da produtividade, que favoreçam a retomada dos postos de trabalho perdidos nestas regiões.

“Propor o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é, no mínimo, desconhecer a realidade do setor, isso sem levar em consideração que essa absurda proposta ainda pode manchar a reputação do Brasil no mercado internacional e colocar em risco os mercados já conquistados e o valor dos produtos brasileiros, pois esse PL ainda representa um impacto negativo na projeção da imagem de sustentabilidade do agronegócio brasileiro, já que há diversas regiões do país muito mais propícias a esse cultivo que o bioma amazônico”, finaliza José Inácio

Unida e Asplan prestigiam entrega do Mérito Canavieiro 2018 a personalidades que se destacaram pela valorização do setor

A União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) marcaram presença, nesta terça-feira (20), através do presidente destas duas entidades, José Inácio de Morais, na solenidade de entrega da honraria ‘Mérito Canavieiro 2018’. Ocorrida em Brasília, o evento foi uma iniciativa da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e homenageou o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, pela criação do Programa Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), e o presidente da Datagro, Plínio Nastari, por sua contribuição técnica na formulação do Programa.

O evento reuniu ainda representantes de entidades agroindustriais ligadas ao  setor sucroenergético de várias regiões do país, a exemplo de Elizabeth Farina e Eduardo Leão, da União da Indústria da Cana (Unica), e Renato Cunha, vice-presidente do Fórum  Nacional Sucroenergético – órgão que reúne todas usinas brasileiras, além de entidades regionais e estaduais dos canavieiros como a Organização dos Plantadores de Cana do Centro-Sul (Orplana) e a Unida.

“É importante reconhecer publicamente, através desta homenagem, o empenho e o trabalho do ministro Fernando Bezerra Filho que deu uma contribuição muito importante  não apenas para o setor sucroenergético nacional, com a criação do Renovabio, mas, sobretudo ao país que passou a ter uma política de Estado que reconhece o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileirainclusive com a preocupação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa”, destacou José Inácio.

Programa Renovar promete revitalizar cultura da cana-de-açúcar no Nordeste e recuperar empregos perdidos

Voltar ao patamar de produção de 60 milhões de toneladas de cana/safra e recuperar 60 mil postos de trabalho, beneficiando nove estados do Nordeste, 200 municípios na zona da mata litorânea nordestina, além de áreas da região metropolitana destes estados e zona de transição do Agreste, beneficiando, direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes. Essas questões estão contempladas no projeto Renovar apresentado nesta segunda-feira (12), pelo consultor da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Gregório Maranhão, durante reunião realizada em Recife, com produtores canavieiros.

O presidente da Unida, José Inácio de Morais, lembra que a redução da produção canavieira do Nordeste, que caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos anos, não impacta somente na cadeia produtiva, mas na economia e desenvolvimento da região e que o Renovar é uma saída viável para reverter essa situação. “Estamos propondo com esse projeto a recuperação de 300 mil hectares de cana, o que necessitará de um investimento de R$ 90 milhões/ano para todos os estados, portanto uma ideia bastante viável de ser implementada, inclusive, porque ela deverá ser partilhada com o poder público, com uma contra partida de recursos próprios dos fornecedores de cana”, explica José Inácio, lembrando que 85% dos beneficiários serão pequenos produtores pronafianos.

O consultor e autor da proposta, Gregório Maranhão destaca que o projeto ao mesmo tempo em que propõe revitalizar a cultura canavieira nordestina, que é um importante sustentáculo da região, também contempla duas grandes e importantes questões da atualidade que dizem respeito ao combate ao desemprego e melhoria dos indicadores de segurança pública. “Ora, temos hoje 12 milhões de desempregados e problemas graves com segurança pública que advém desta mazela social de desocupação, com o Renovar nós criaremos 60 mil postos de trabalho por ano, ao longo de três anos, em toda área da zona da mata canavieira que, no Nordeste, contempla cinco estados, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia”, argumenta o consultor.

 O detalhamento do projeto Renovar será entregue ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, durante uma audiência no Palácio das Princesas, na próxima sexta-feira (16), às 16h. O mesmo procedimento será feito em Alagoas, com o governador Renan Filho, e na Paraíba, com Ricardo Coutinho, além de outros estados e instâncias do Governo Federal, que poderão participar deste esforço conjunto de recuperação agronômica da lavoura canavieira do Nordeste. “Vamos pleitear o apoio do poder público nas esferas estadual e federal para implantar esse projeto, pois além de não podermos bancar sozinhos os custos, os ganhos com a implementação do Renovar serão de toda a sociedade e não apenas do setor canavieiro”, afirma o presidente da Unida, José Inácio. Ele lembra que a estrutura do Programa não prevê o repasse de recursos aos produtores, mas a distribuição de kits de renovação por hectare composto de mão de obra e insumos agrícolas (herbicidas, calcário, fertilizante, etc).

Unida convoca secretários de Agricultura do Nordeste para buscar saídas que revertam queda de produção de cana-de-açúcar na região

Desde os tempos do Império que a produção de cana-de-açúcar é referência maior no setor agrícola do Nordeste. Porém, nos últimos anos por causa da falta de uma política setorial, em função do fechamento de unidades industriais, por causa do reflexo de seis anos consecutivos de seca e por falta de incentivo dos governos, o volume de  produção de cana na região caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões. Preocupado com essa realidade, o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais, convocou os secretários de Agricultura do Nordeste para uma reunião, na próxima segunda-feira (12), na sede da Associação Pernambucana, em Recife.

Em pauta o debate sobre saídas e alternativas para estimular o setor a produzir mais e assim, pelo menos, retomar os antigos volumes de produção. Os secretários de Agricultura do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas já confirmaram presença na reunião.

“A produção de cana-de-açúcar no Nordeste vem caindo ano após ano e nada foi feito de concreto até agora para tentar reverter essa situação e dar condições do setor se recuperar e isso precisa ser encarado como prioridade pelos governos porque quanto mais se diminui a produção, mais se perde postos de trabalho, geração de renda e isso é muito grave porque a cultura da cana-de-açúcar é um dos principais sustentáculo econômicos da região e as instâncias governamentais precisam atentar para a gravidade da situação e se inserirem na busca de soluções e apoio ao setor antes que seja tarde demais”, argumenta José Inácio.

O presidente da Unida, que também dirige a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), lembra que a produção de Alagoas, que ainda lidera o ranking de safra dos estados do Nordeste, caiu de 26 milhões de toneladas para 13 milhões. Pernambuco que ainda ocupa a segunda posição em volume de produção já chegou a produzir de 20 milhões de toneladas/safra e, atualmente, registra cerca de 11/12 milhões de toneladas. A Paraíba, que ocupa a terceira posição em produção na região, foi o único estado que não registrou decréscimo na produção, e deve fechar a safra 2017/2018 com um volume em torno de 6 milhões de toneladas, praticamente o mesmo dos últimos anos.

Asplan em parceria com a SEDAP, ARPAN, INPEV, CREA e Prefeitura de Itaporoca participa de ação de recolhimento de embalagens de agrotóxicos

A destinação final e correta para as embalagens vazias dos agrotóxicos diminui o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. E foi justamente com essa finalidade que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN) se uniu a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens (INPEV), ao CREA, a Prefeitura de Itapororoca e ainda a Secretaria de Agricultura do Estado (Sedap) para realização de uma ação conjunta de recolhimento de embalagens. A primeira, de três ações programadas para este ano, aconteceu no último dia 22, em Itapororoca e conseguiu recolher 1626 recipientes, que totalizaram 1,1 tonelada.

O agrônomo do Departamento Técnico da Asplan, Luiz Augusto, que acompanhou a ação, lembra que o descarte irregular de embalagens é considerado um crime ambiental e que não basta levar as embalagens até a ARPAN. “É preciso seguir alguns procedimentos para que os vasilhames sejam recebidos pela central de recolhimento, tais como, efetuar a tríplice lavagem do recipiente, a dobra e separação adequada das embalagens, sejam elas de papel ou plástico, a separação das tampas das bombonas, o transporte adequado, etc”, destaca ele. Nesta ação de Itapororoca, todos os vasilhames foram recolhidos em um posto de coleta, em um campo de futebol, localizado na entrada da cidade. Tudo o que foi arrecadado foi destinado à unidade de recolhimento da ARPAN, em Mamanguape.

Atualmente, o Brasil ainda recicla pouco, algo em torno de 25%, das embalagens plásticas monocamadas (PEAD) que são comercializadas. Na Paraíba, a ARPAN, localizada em Mamanguape, é a entidade responsável pelo recebimento destas embalagens vazias. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que a legislação federal disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, o revendedor e para o fabricante. “O não cumprimento destas responsabilidades poderá implicar em penalidades previstas na legislação específica e na lei de crimes ambientais, como multas, autos de infração e até pena de reclusão para o agricultor, para o revendedor e até para o fabricante do produto”, destaca o dirigente canavieiro.

Outas duas ações de coleta de embalagens usadas, similar a que aconteceu em Itapororoca. já estão programadas. Uma acontecerá em Pedras de Fogo, no dia 13 de junho, e a outra em Santa Rita, no dia 26 de novembro, com todas as entidades que participaram desta primeira ação e com apoio das respectivas prefeituras locais.

De acordo com a legislação vigente, o descarte correto de embalagens vazias de agrotóxicos é um item fundamental para que o produtor esteja em dia com a lei  9.974/2000 e Decreto 4.074/2002. As embalagens usadas devem ser descartadas no prazo de um ano a partir da data da compra. No momento da compra do produto, o vendedor é obrigado a anexar a nota fiscal um folheto educativo que orienta o produtor  sobre como proceder para o descarte das embalagens.

“É cada vez mais crescente essa conscientização de que é preciso ter responsabilidade ao se comprar o produto, ao manuseá-lo e também na destinação correta das embalagens, com isso ganham todos, as pessoas e também a natureza”, reitera o presidente da Asplan, José Inácio.

Ministro afirma a representantes do setor sucronergético que regras de estocagem válidas para a indústria nacional serão exigidas de quem importar álcool dos EUA

As indústrias que produzem álcool no Brasil são obrigadas a manter um estoque mínimo em até 25% de sua capacidade de armazenamento. Essa é uma das regras que se aplica, atualmente, à indústria nacional, mas, que em breve, será exigida também das empresas importadoras do produto. Pelo menos foi isso que afirmou o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, durante audiência com representantes do setor sucroenergético nacional, na última terça-feira (20), em Brasília.

Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que participou da audiência, junto com, representantes do Nordeste e outros estados da Federação, o aceno do ministro significa um grande passo rumo ao reequilíbrio do setor no país. “Mesmo com a taxação de 20% sobre o álcool importado ainda há um desequilíbrio entre quem importa e quem produz etanol no Brasil por conta de uma série de exigências que hoje são exigidas, unicamente, à indústria nacional. Com as regras valendo de forma igualitária para todos, a indústria nacional terá mais condições de competitividade”, afirma o dirigente canavieiro.

A proposta do ministro das Minas e Energia, que exigirá das empresas importadoras estocar de 8% a 25% do álcool anidro, já foi encaminhada a Agência Nacional de Petróleo (ANP). A resolução deve sair em breve. Segundo José Inácio, essa iniciativa do ministro demonstra o compromisso dele com o reequilíbrio de um setor que é vital para a economia do país. “Quero deixar registrado o nosso agradecimento ao empenho do ministro, não apenas nesta questão, mas, também pelo apoio ao Renovabio”, destacou José |Inácio, lembrando que no dia 20 de março, o ministro Fernando Bezerra Filho será homenageado pelo setor sucroenergético nacional, durante um evento, em Brasília.

Especialista em climatologia fará palestra na Asplan no dia 07 de março

O diagnóstico e tendência do clima nos próximos 10 anos será tema de uma palestra que será realizada pelo professor e doutor em Climatolopgia e Meteorologia, Luiz Carlos Baldicero Molion, no dia 07 de março, a partir das 9h. O evento, que faz parte do calendário de atividades técnicas da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), acontece no auditório da entidade, na Rua Rodriguies de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa. O evento, que é realizxado em parceria com a Crop Agrícola e a Yara, é direcionado, preferencialmente, aos produtores canavieiros asssociados, mas aberto ao público interessado.

O professor Molion, como é mais conhecido, segundo o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, é uma assumidade quando o assunto é climatologia. “Assistir uma palestra de Molion é sempre enriquecedor e esclarecedor, pois além de ter profiundo conhecimento técnico, sobre o assunto, ele tem a capacidade de repassar as informaçõies de forma bem didática e esclarecedora, de forma que estamos muito alegres de poder abrir o ciclo de eventos técnicos de 2018 com um palestrante do nível de Molion”, destaca Neto.

Secretário de Agricultura da Paraíba vai assumir presidência do CONSEAGRI e posse será na sede da Asplan no dia 05 de março

Pela primeira vez na história do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura- CONSEAGRI, a Paraíba vai ocupar a presidência da entidade, com a posse do secretário Rômulo Montenegro. Marcada para o dia 05 de março, às 10h30, no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O evento deve reunir secretários de vários estados do país, além de autoridades e convidados ligados ao agronegócio. O governador Ricardo Coutinho deve prestigiar a solenidade, que além da posse tem como pauta a aprovação do estatuto do CONSEAGRI entre outros temas.

Segundo o secretário Rômulo Montenegro, que já responde pela vice-presidência da entidade e foi eleito para assumir a presidência em outubro passado, esse cargo é mais um conquista para a Paraíba que terá interlocução direta com órgãos e entidades ligadas ao agronegócio, além dos candidatos à presidência da república. “Nós estamos concluindo um Plano Nacional para o setor agrícola que será apresentado ao governo, aos órgãos e entidades de classe, além de ser entregue aos candidatos à presidência, pois um deles será eleito e vai gerir às questões ligadas ao agronegócio, portanto, ocupar esse cargo representará para a Paraíba ter interlocução direta com quem decide as questões ligadas ao setor”, afirma Rômulo.

Na manhã desta sexta-feira (16), o secretário se reuniu com o presidente da Asplan, José Inácio de Morais para formalizar o convite da solenidade. “É com alegria que recebemos essa notícia de que nosso secretário estadual de Agricultura vai também acumular o cargo de presidente do CONSEAGRI, pois isso significa uma ampliação de oportunidades para a Paraíba e também a certeza de que estaremos bem representados, pois Rômulo entende de agricultura, é produtor canavieiro, nosso associado e um secretário muito atuante”, destacou José Inácio.

Participação do BB no financiamento do setor canavieiro paraibano aumentou de 51% para 60% graças ao apoio da Asplan

Dados do Banco do Brasil atestam que o apoio da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan) foi fundamental para que a parte do Banco no crédito disponibilizado ao produtor de cana paraibano fosse ampliada, chegando ao percentual de 60%, no final do ano passado. Essa informação, inclusive, foi divulgada durante um encontro para capacitação de empresas de assistência técnica rural conveniadas ao banco, realizado nesta quarta-feira (07), no mini auditório da Asplan. O evento contou com a participação de produtores associados, além de gerentes do BB, incluindo o gerente do setor de Agronegócio, que responde pelas praças da PB, PE, AL, SE e RN, Sérgio Murilo.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, abriu o evento destacando a importância do Banco do Brasil para o setor e a satisfação de ver que a instituição além de estar se modernizado, está mais próxima da realidade do produtor. “O Banco do Brasil sempre foi um grande parceiro do agronegócio, esteve um tempo sem fomentar a atividade canavieira, mas, retomou as negociações com o setor e tem sido um parceiro importante para alavancar a cultura canavieira, de forma que estamos muito felizes de poder contar com o apoio do banco e com as linhas de crédito disponibilizadas por ele”, destacou José Inácio.

Segundo Sérgio Murilo, a proposta do evento, que está sendo desenvolvida em nível nacional, é apresentar as empresas e entidades o novo modelo de gestão de assistência técnica rural do Banco. “Esse ciclo de apresentação, que tem quatro etapas, tem o objetivo de estreitar o vínculo com os clientes, na busca de consolidar os negócios já existentes e facilitar mais negócios”, destaca ele. Entre as apresentações, destaca-se o portal ATNI, lançado em janeiro último. O portal é uma ferramenta que tem a finalidade de melhorar o acesso da assistência técnica à elaboração de propostas. Atualmente disponível para custeio agrícola, o portal agiliza o processo e facilita o cadastro do produtor rural, que tem seus dados transmitidos online para o Banco. Para ter acesso ao portal, explica Sérgio, é necessário renovar o convênio (no caso de empresas e instituições parceiras) e fazer o registro  para poder ativar o cadastro.


Ministro da Agricultura afirma que não há previsão de mudança na taxação sobre importação de álcool dos EUA

“Não há previsão de reversão da taxa sobre importação do álcool importado dos Estados Unidos para estes dois anos”, disse ontem (31), o ministro da Agricultura Blairo Maggi, durante audiência com o secretário de Agropecuária e da Pesca do Governo da Paraíba, Rômulo Montenegro, e com o deputado federal, Efraim Filho. A afirmação do ministro foi comemorada pelo setor sucroenergético que viveu momentos de tensão nos últimos tempos devido a uma fala anterior do ministro sobre uma possível mudança na alíquota de 20%, atualmente, cobrada sobre o etano importado dos EUA.

Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a afirmação do ministro traz um alívio imediato para o mercado interno. “Mesmo com a taxação de 20% ainda há um desequilíbrio entre quem importa e quem produz etanol no Brasil por conta de uma série de exigências que recaem unicamente na indústria nacional, imagina se essa alíquota fosse reduzida ou mesmo retirada, seria uma deslealdade com quem produz no Brasil, de forma que essa notícia trouxe alivio para todo o setor”, destaca o dirigente canavieiro que, essa semana, reuniu a bancada federal paraibana para debater o assunto, na Asplan, em João Pessoa.

“Saímos da reunião aliviados”, disse o secretário de Agropecuária e da Pesca do Governo da Paraíba, Rômulo Montenegro. Para o deputado federal Efraim Filho, que também participou dos debates na Asplan, a manutenção da taxação do etanol importado, demonstra o compromisso do governo federal com o setor produtivo e industrial do país. “O ministro não apenas nos garantiu que não vai mexer na alíquota, como disse que vai requerer que a empresa importadora mantenha o estoque mínimo em 25% de sua capacidade de armazenamento, como já é obrigada a fazer a indústria nacional”, destacou Efraim.

José Inácio lembra que a retirada da alíquota e o tratamento desigual com o produtor nacional de etanol em relação a exigência de estoque mínimo é o mesmo que submeter o setor a falência iminente. “É necessário não apenas manter a alíquota, mas também exigir dos importadores que obedeçam as mesma regras impostas às indústrias nacionais para que haja um equilíbrio tão salutar em uma economia de mercado”, finalizou o presidente da Unida e da Asplan.