Asplan
Asplan participa de evento da CNA que reuniu presidenciáveis para conhecer propostas dos candidatos para o setor
A sabatina com os candidatos à Presidência da República promovida, na quarta-feira (29), em Brasília, pela Confederação de Agricultura e Pecuária, serviu de parâmetro para o setor que passou a conhecer um pouco ,mais os candidatos e suas propostas, especialmente, àquelas que dizem respeito ao agronegócio. O diretor-secretário da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato Siqueira, representou a entidade no evento. Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) não compareceram ao evento.
“Foi uma oportunidade muito importante de conhecermos um pouco mais dos candidatos, suas propostas e, principalmente, o que eles pensam em relação a questões vitais ligadas ao nosso setor, como por exemplo, a questão do porte de arma”, destacou Nonato. Neste exemplo, lembra o representante da Asplan, os candidatos divergiram em relação a flexibilização do porte de arma no campo. Marina Silva (Rede), por exemplo, disse não concordar com essa liberação, pois em sua opinião essa é uma questão de segurança pública e, portanto, dever do estado. Henrique Meirelles, do MDB, também se posicionou contra, enquanto Geraldo Alckim (PSDB) disse ser favorável a ter uma facilitação ao porte de arma, sem especificar exatamente como seria isso.
Ainda segundo Nonato, o candidato Álvaro Dias (PV) foi quem mais entusiasmou a plateia, formada em sua ampla maioria por produtores, em função dele ter se colocado de forma mais determinada em defesa de questões que são muito importantes para o segmento, a exemplo, de uma posição firme em relação a invasão de terras e ao porte de arma. “Gostei do que ouvi do candidato porque percebi que ele fala com conhecimento de causa e de forma muito coerente e incisiva”, destacou o dirigente da Asplan.
Outros temas como infraestrutura de estradas, impostos, incentivos à agricultura, recursos disponíveis para investimentos no setor, política externa e prioridades de governo também foram pautas das perguntas feitas por convidados da CNA, entre os quais estava o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima. “Foi um momento esclarecedor e quero parabenizar a CNA pela iniciativa”, disse Nonato logo após o evento, lamentando apenas a ausência de dois fortes candidatos, Bolsonaro e Ciro Gomes.
Prazo final do Cadastro Ambiental Rural se aproxima e ainda há muitos produtores que não concluíram seu cadastramento
O prazo final para os proprietários de imóveis rurais realizarem seu registro eletrônico obrigatório no Cadastro Ambiental Rural (CAR) termina no dia 31 de dezembro. O prazo parece longo, mas não é, principalmente, se formos levar em consideração que o governo federal já prorrogou o prazo limite, por mais de uma vez, e mesmo assim muitos produtores em todo o país ainda não fizeram sua inscrição. Na Paraíba, há ainda uma demanda considerável de proprietários que ainda não fizeram a adesão ao CAR e, por isso, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) faz um alerta para que o Cadastro seja feito o mais breve possível.
Quem não aderir ao CAR fica impedido de acessar o Programa de Recuperação Ambiental (PRA) pelo qual fará a recomposição de áreas desmatadas e, sem recuperar o passivo ambiental, não pode recorrer a novas linhas de crédito rural, explica o engenheiro agrônomo e consultor ambiental da Asplan, Alfredo Nogueira. Ele é o responsável na entidade por orientar e realizar o cadastro dos associados e está de 2ª a 6ª feira, das 7h às 13h, na Asplan.
Ele explica que os associados que já tiverem o georeferenciamento da propriedade, basta trazer o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), o Imposto Territorial Rural (ITR), que é um documento do INCRA, além der documentos pessoais e a escritura ou documento de posse da terra. Quem não possui o georeferenciamento, precisa agendar com a equipe do Departamento Técnico da Asplan para fazê-lo, pois, sem a medição exata da propriedade não é possível realizar o CAR. Esse serviço é gratuito para os produtores associados.
O CAR é um para os proprietários de imóveis rurais, e se constitui em um importante mecanismo para implementar o Código Florestal. É através dele que são identificadas as áreas de reserva legal e de preservação permanente nas propriedades rurais do país. Com o cadastro, os órgãos ambientais podem saber quem tem passivo ambiental e quem está seguindo o que determina a lei.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reforça a importância do produtor não deixar para fazer o CAR de última hora. “O governo já tinha prorrogado o prazo e tinha anunciado que não o faria mais, mas, mesmo assim ampliou o prazo novamente. Agora, o produtor tem que cumprir o prazo e não deve deixar para última hora”, diz José Inácio, reforçando que o serviço disponibilizado pela Asplan tem o objetivo de ajudar o produtor nessa missão de regularizar seu CAR. Dados do DETEC apontam, que de abril a agosto, cerca de 130 produtores regularizaram sua situação.
Primeiro Workshop da Energisa direcionado para grandes consumidores produtores rurais foi realizado na Asplan
Dicas de redução de consumo, detalhes sobre demanda complementar, eficiência energética, orientações sobre contrato e diferenciais ofertados ao produtor rural, entre outros itens importantes que impactam no preço final da conta paga pela energia elétrica. Essa foi a pauta de um workshop pioneiro, realizado nesta quarta-feira (22), pela Energisa – concessionária de energia da Paraíba e direcionado para grandes clientes rurais. O evento foi realizado no mini auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.
A equipe da Energisa, formada pela coordenadora comercial, Niedja Trigueiro, pela analista comercial, Viviane Rabelo e pelo representante comercial, Vitor Andrade, além de outros integrantes, reiterou que a proposta do evento era passar orientações importantes ao cliente rural a fim de ajudá-lo a gerenciar melhor os custos com energia. “Muitos de vocês não sabem dos benefícios que têm a exemplo da sazonalidade, da tarifa verde, da demanda medida, entre outras questões que se bem conduzidas se revertem em menores custos com o item energia”, destacou Niedja.
Ela chamou atenção, por exemplo, sobre a questão do prazo do contrato. “Se o proprietário de um imóvel rural vai vender a fazenda, pretende mudar de faixa ou forma de consumo, é preciso que isso seja comunicado com um prazo de 180 dias antes da data do aniversário do contrato para que isso não gere ônus rescisório, mas, muitos de vocês sequer sabem a data de aniversário do contrato”, reiterou Niedja.
O registro da demanda complementar, que precisa ser informada seis meses antes, foi outro ponto abordado. “A tarifa rural é mais acessível, mas o produtor deve ficar atento a detalhes como informar em tempo hábil, no caso seis meses antes, a demanda complementar, pois isso evita uma surpresa desagradável já que ela é um encargo alto”, explicou Viviane Rabelo, lembrando que o ideal é que o cliente tenha um contrato de demanda equivalente ao consumo, justamente para evitar uma cobrança de demanda complementar.
Os detalhes de como se chega aos reajustes tarifários, inclusive, o recentemente anunciado de 15,37%, que passa a vigorar a partir da próxima semana, também foi ponto de pauta do workshop. “A questão da situação dos níveis das hidrelétricas e a necessidade de uso das termoelétricas é que faz a diferenciação das bandeiras tarifárias e é a partir da origem de compra dessa energia que se calcula as tarifas a serem pagas pelo consumidor final”, explicou Niedja, acrescentando que os valores em Reais cobrados nas diferentes faixas das bandeiras são uniformes em todo o país. Ela disse ainda que o reajuste acontece anualmente e as revisões da bandeira acontecem a cada quatro meses e que dos 15,37% do mais recente índice de reajuste, a Energisa ficará com 2,63%, sendo o restante destinado a Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL.
Para o produtor canavieiro, Domingos Sávio, as explicações foram interessantes. “De fato, é preciso estar atento a determinados detalhes que, muitas vezes, passa desapercebido por nós, mas, que impactam no preço final da conta de energia elétrica que é um item que pesa muito nas despesas de uma propriedade”, afirmou ele, que aproveitou a ocasião para cobrar mais celeridade da Companhia no que diz respeito a atendimento de demandas referentes a novas instalações. “Tem oito meses que espero a Energisa para concluir um projeto de ampliação de rede”, reclamou ele. Outros produtores reforçaram a reclamação. A equipe da concessionária prometeu levar essa demanda para o departamento de projetos.
Representantes do Bradesco apresentam aos associados da Asplan as opções de crédito do Plano Safra 2018/2019
As linhas de crédito disponíveis para o produtor rural no Bradesco, referente ao Plano Safra 2018/2019, foram apresentadas nesta terça-feira (21), aos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba. A apresentação e detalhamento do Plano foi feita por representantes do Banco, no mini auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.
O Plano Safra, lembrou o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, tem o objetivo de ajudar os agricultores a custear a safra. “O crédito disponibilizado pelo Plano Safra, geralmente, tem taxas de juros menores e mais atrativas, o que é um estímulo para o produtor”, destacou José Inácio, lembrando que neste aspecto o Banco do Brasil está na dianteira porque está oferecendo prazo de pagamento maior de cinco anos, contra dois do Bradesco, e disponibilizando crédito de renovação de 100% dos Recursos Obrigatórios, enquanto que o Bradesco oferta 60%.
José Inácio, que agradeceu a gentileza do Bradesco em aceitar o convite da Asplan e disponibilizar seus técnicos para explicarem o Plano Safra aos associados da entidade, reiterou que a Asplan não tem predileção por nenhuma instituição financeira. “Nós aqui defendemos o produtor canavieiro e procuramos orientá-lo da melhor forma possível para que nossos associados tenham sempre a melhor opção que o mercado ofertar”, destacou ele, que pediu aos representantes do Bradesco que estudassem a possibilidade de disponibilizar 100% dos recursos obrigatórios e ainda ampliar o prazo de pagamento para o crédito de renovação.
Os representantes do Bradesco, Francisco Caetano, Gerente Regional, Constantin Jancsó, Economista do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos- DEPEC, Walkiria Thompson, Agronegócio e Vanessa Rodrigues, Gerente de Agência Prime apresentaram as linhas de crédito disponibilizadas pelo banco, tiraram dúvidas e se comprometeram a levar à direção da instituição os pleitos da Asplan de ampliação do prazo de pagamento e oferta de 100% de financiamento via recursos obrigatórios.
O diretor da Asplan, Oscar Gouvêa, foi homenageado, na ocasião, pelo gerente regional Francisco Caetano, em função de ter sido um dos pioneiros, na Paraíba, a utilizar os recursos destinados ao produtor rural via Bradesco. Além do Banco do Brasil e Bradesco, o Santander, Itaú e Banco do Nordeste são instituições com linhas de crédito específicas para o setor agrícola.
Autor do Renovabio prestigia evento de Abertura da safra 2018/2019 na Paraíba e diz que projeto foi construído a muitas mãos
O deputado federal paulista, Evandro Gussi, autor do projeto que criou o Renovabio, foi uma grata surpresa para os produtores canavieiros e industriais sucroenergéticos que participaram, no último dia 16, em João Pessoa, de um evento que marcou a abertura da safra de cana-de-açúcar 2018/2019 na Paraíba. Inteligente, bem informado, simpático, profundo conhecedor do setor e da necessidade de regulação, o parlamentar que, infelizmente, anunciou que não disputará novo mandato à Câmara Federal, fez a abertura solene do evento promovido pelo Sindicato da Industria de Fabricação do Álcool (Sindalcool), com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).
“Dizem que eu sou o pai da ‘criança’, mas, na verdade, esse projeto que tive a honra de assinar foi elaborado por várias pessoas, com contribuições importantes de várias entidades e técnicos”, disse ele. O parlamentar lembrou que o Renovabio vai ajudar a organizar o setor de biocombustíveis no Brasil. “Vamos passar dos atuais 26 bilhões de litros de etanol para 47 bilhões e é preciso que haja algo que direcione as ações do setor e ainda estimule quem está inserido nesta cadeia produtiva”, destacou Gussi, lembrando que não se pode desprezar um setor que eleva a renda per capita das pessoas em US$ 1 mil no local onde uma indústria é instalada e em mais US$ 400 nas cidades circunvizinhas.
Ainda segundo o parlamentar, que é do Partido Verde, o produtor brasileiro, ao contrário do que se prega fora do setor, é um agente ambientalista por natureza. “Por muitos anos se acusou o produtor de desmatar as matas, mas, 66,8% do território brasileiro está do mesmo jeito que quando o Brasil foi descoberto, ou seja, está preservado. O Brasil, apesar de ser um grande produtor, é o país que menos usa a área para agricultura com um percentual de apenas 7,6% de seu território, enquanto que na Europa isso chega a 80%, na Noruega a 60%”, destacou Gussi, lembrando que o plantio de cana-de-açúcar deve ser associado a energia limpa e a sustentabilidade, pois é a partir da planta que se produz um combustível limpo, renovável e bem menos poluente.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, que deu as boas-vindas aos participantes do evento, lembrou do atual momento vivido pelo país e, especialmente, pelo setor sucroenergético, e destacou a importância de se eleger políticos comprometidos com as questões de cidadania e, sobretudo, que tenham um olhar voltado para o setor. “Diante do cenário atual, a implantação do Renovabio nos enche de esperança de dias melhores, mas, para tanto também devemos nos unir para eleger políticos que queiram fazer algo pelo país, pelo povo brasileiro e que, sobretudo, valorize o setor”, disse José Inácio.
O deputado federal paraibano, Efraim Filho, que fez parte do painel de abertura do evento junto com o presidente da Feplana, Alexandre Lima e o diretor do Sindalcool, Gilvan Celso, destacou a importância da mudança de cultura em relação ao segmento canavieiro e ao setor sucroenergético. “Há 20 anos, o setor, erroneamente, era o vilão, mas, felizmente, hoje a imagem é outra, ou seja, se associa o segmento a progresso, desenvolvimento, geração de emprego, renda e sustentabilidade”, disse o parlamentar.
“Nos último dez anos, não tem crescido a produção de ATR no Brasil, que passou um período sem regulação e isso atrapalhou a produção de cana-de-açúcar e etanol, mas, esse cenário tende a mudar para melhor. O Brasil tem um grande ativo que é a flexibilidade do setor que hora produz álcool, hora açúcar, dependendo do que esteja mais favorável e com o Renovabio, que foi um conquista importante, esse programa terá impacto em vários setores, além de criar um ambiente mais favorável a investimentos”, disse Guilherme Nastari, da Datagro, que integrou o painel ‘Desafios dos produtores de Etanol e a descarbonização com o Renovabio’, que teve ainda a participação de Antônio de Pádua, da ÚNICA e Gilvan Celso, da Miriri.
Outro tema que foi abordado na palestra seguinte foi ‘Cenários de oferta de Etanol e demanda do ciclo Otto 2018/2030’, pelo representante da ANP, Marcelo Carvalho, e por Rachel Henriques, da EPE. De acordo com Raquel, embora o etanol seja um produto ecologicamente muito superior à gasolina, o preço ainda é um fator preponderante na escolha do consumidor. “Não basta ser melhor, é preciso ser vantajoso economicamente para o consumidor”, disse ela, que lembrou que a matriz energética do país é limpa e que o Brasil comercializa 40% do açúcar mundial e que essa prevalência deve permanecer.
Marcelo Carvalho, da ANP, abordou a questão da Renovacalc, versão da calculadora que vai computar os créditos de carbono das indústrias e anunciou que em junho de 2019 a resolução que regulamenta essa questão será apresentada. Ele lembrou ainda que a adesão ao programa é voluntária, mas, que a tendência é que 100% dos produtores se adaptem ao novo modelo de sustentabilidade proposto pelo Renovabio. Neste momento da palestra, o deputado federal Evandro Gussi, destacou a competência e seriedade que os técnicos e servidores públicos da ANP e da EPE, além de outras instituições e órgãos públicos deram contribuições importantes no planejamento e formatação do Renovabio.
O presidente da Abiogas, Alessandro Von Arco Gardemann abordou o ‘Potencial do Biogás com o Renovabio’ e destacou a imensa potencialidade do país nessa questão do Biogás, especialmente, no Nordeste onde só existem duas, das 125 unidades geradoras de biogás. Segundo ele, há no país 381 indústrias sucroenergéticas produzindo etanol, das quais 67 estão no Nordeste, e apenas 125 de Biogás. Ainda de acordo com Gardemann, a indústria automotiva já despertou para a importância do Biogás e já tem veículos utilizando o biogás, com forte tendência da migração do diesel para o biometano.
A programação foi encerrada com a palestra ‘Bioquerosene de cana – Descarbonização dos transportes aéreos’ com a participação de Onofre Andrade, da Boeing e Dra. Amanda Duarte, da Rede Nacional de Bioquerosene. Ela lembrou que a Gol já fez voos com bioquerosene importando, mas que seria importante desenvolver o produto no Brasil que tem potencial para tanto. O representante da Boeing lembrou que a indústria de aviação responde por apenas 2% das emissões globais de particulados, mas, que mesmo com um índice tão baixo, a meta é reduzir ainda mais. “Temos comprometimento com bons padrões de sustentabilidade ambiental e levamos isso muito a sério”, disse Onofre, lembrando que de 2008, quando se realizou o primeiro voo, até os dias atuais, já contabilizam 120 mil voos com bioquerosene.
Na parte de agendas e conclusões, Alisson Brito, do IFPB, falou sobre Desafios nas novas tecnologias na gestão agrícola’, mostrando como a tecnologia dos drones pode contribuir com o produtor rural na identificação de itens importantes ligados ao seu negócio e um representante do BNB falou sobre as linhas de crédito e formas de atuação da instituição. Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o evento superou todas as expectativas. “Tivemos palestrantes de altíssimo nível, com temas que nos afetam e interessam diretamente, de forma que quero parabenizar o Sindalcool pela iniciativa e colocar a Asplan à disposição para sediar eventos desta natureza”, disse José Inácio.
Diretoria da Asplan cobra do DER obras de pavimentação e recuperação de estradas por onde escoa a produção canavieira
A safra de cana-de-açúcar 2018/2019 na Paraíba já começou e algumas usinas já estão moendo, por isso, já se nota uma movimentação mais intensa nas estradas que servem para o escoamento da produção canavieira. Com a entrada em operação de todas as indústrias, esse movimento vai aumentar e as estradas precisam estar preparadas para esse fluxo. Foi para cobrar providências neste sentido que a diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) se reuniu, na última sexta-feira (10) com o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagens da Paraíba (DER), Carlos Pereira.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, que estava acompanhado dos diretores Raimundo Nonato e Neto Siqueira, além de produtores associados, explica que é importante que o DER tenha uma visão diferenciada para as estradas de escoamento de produção. “São por essas estradas que há o escoamento da produção, que não é só de cana-de-açúcar, mas de outras culturas, e uma estrada bem conservada, asfaltada faz toda uma diferença”, destaca ele. ~
Ainda segundo o dirigente da Asplan, é preciso que o DER tenha atenção especial com as estradas vicinais, com a via que liga à BR 230 à entrada do Conde, com estradas na região de Santa Rita, Mari, Itapororoca, Curral de Cima e Lucena. “Ouvimos do dirigente do DER que o órgão terá especial atenção com a recuperação dessas vias e esperamos que algo seja feito neste sentido, o mais breve possível, inclusive, o asfaltamento, se não agora, mais num futuro próximo, das vias que ainda não foram calçadas”, afirmou José Inácio.
Último dia Workshop é marcado por homenagens da Asplan a ícones da cultura canavieira do NE
Dois ícones da cultura canavieira do Nordeste receberam homenagens da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) durante o segundo dia de atividades do 17º Workshop promovido pela STAB/Regional Setentrional, que foi realizado nos dias 8 e 9, no auditório da Associação. O produtor Honorato Cabral e o agrônomo e consultor Benon Barreto foram os homenageados.
O produtor Honorato Cabral, que tem 96 anos e que criou os filhos com a atividade canavieira e já está na terceira geração de produtores após ele, até hoje cultiva cana-de-açúcar e é uma inspiração para quem está iniciando a atividade. Ele, que além de receber o troféu da Asplan, ainda foi agraciado com uma medalha da associação Cersil, agradeceu a homenagem e fez uma menção especial a sua esposa que, segundo ele, foi fundamental para que essa trajetória fosse vitoriosa. “Sempre acreditei na cana, foi ela quem me sustentou e a minha família, me deu condições de criar meus filhos e até hoje, com essa idade, ainda posso dizer que vivo da cana e digo isso com muito orgulho”, afirmou o Sr. Cabral, fazendo uma homenagem a esposa pela dedicação de tantos anos.
Bastante emocionado, o agrônomo e consultor Benon Barreto, agradeceu a lembrança de seu nome e disse que a cana-de-açúcar faz parte da vida dele de uma maneira muito especial. “Sempre digo que a cultura da cana não é fácil, é uma cultura de 15 meses, mas, eu sempre amei plantar cana e até converso com minha plantação, porque tenho uma relação de carinho com elas, não planto cana por dinheiro, mas porque amo o que faço”, disse Benon.
O diretor da Asplan, Raimundo Nonato, que entregou o troféu a Benon, enalteceu a importância do reconhecimento dos dois homenageados. “Eles são referência no setor. Honorato pela trajetória de vida e exemplo de vitalidade e Benon pelos ensinamentos dados ao longo de muitos anos, sejam eles conselhos ou mesmo orientações técnicas, de forma que todos da Asplan estão muito contentes de poder prestar essas justas e oportunas homenagens esses dois homens de bem que honram a classe canavieira”, disse Nonato.
Último dia Workshop na Asplan é marcado por palestras sobre nutrição e homenagens a ícones da cultura canavieira do NE
O 17º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação da Cana-de-Açúcar, promovido pela Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB/Regional Setentrional), chegou ao fim nesta quinta-feira (09). O dia foi marcado por palestras de conhecimento técnico e de apresentação de soluções feitas pelas marcas de produtos agrícolas. A palestra do Dr. Carlos Alexandre, da Universidade de São Paulo – Unesp, que tratou da nutrição durante a maturação da cana, chamou muita atenção no último dia do evento, assim como as homenagens feitas pela Associação dos Plantadores de cana da Paraíba (Asplan) a dois ícones da cultura canavieira nordestina: o produtor Honorato Cabral e ao agrônomo e consultor Benon Barreto.
A primeira apresentação do dia ficou por conta foi do Dr. Fernando Bacilieri, da Universidade Federal de Uberlândia – UFA. Ele trouxe informações a respeito da nutrição foliar. Segundo ele, ela pode ser corretiva, preventiva, de substituição de adubação de solo ou estimulante. “É uma prática meticulosa, que requer a mistura correta e no momento correto, de compostos para o melhor crescimento da planta”, explicou o palestrante. O objetivo desse tipo de nutrição é, principalmente, reduzir o estresse da planta em um ambiente com pouca disponibilidade de recursos hídricos, fazer a fotossíntese ser mais ativa e fortalecer o sistema radicular da cana. “Procuramos resolver problemas fisiológicos”, comentou.
Em seguida, abriu-se espaço para a apresentação dos produtos, feita por representantes das marcas. Rafael Mendes, da empresa Farroupilha, falou sobre o Azos, um produto que promete fazer uma melhor fixação do nitrogênio na raiz, agindo na indução do sistema de defesa da planta, aumentando a concentração de enzimas antioxidantes (catalases e peroxidases) que irão neutralizar os radicais livres que causam o envelhecimento das células.
A representante da Basf, Viviane Rodrigues, apresentou o Contain, um produto voltado ao combate do gengibre, e o representante da empresa UPL, Luiz Henrique Marcandali, falou sobre UPDT – Tecnologia para o manejo de água. Segundo ela, a novidade tem grande potencial de hidratação, sendo um polímero 100% biodegradável. Ainda se apresentaram as empresas Ubyfol, Bayer, Nutrinova-Nortox e a Adama, além do representante das sementes Paraí, José Aparecido Donizete.
No final da manhã ainda aconteceu a palestra do Dr. Carlos Alexandre, da Universidade de São Paulo – Unesp, que tratou da nutrição durante a maturação da cana. Ele mostrou alguns resultados que alcançou com uma equipe de pesquisa na América Central. “As pessoas pensam logo que quando o potássio cai, basta colocar mais. Não é assim. Fazendo isso, vamos desequilibrar o manganês, que faz a planta crescer”, esclareceu o estudioso, frisando que para cada caso é feito um estudo para voltar a equilibrar os nutrientes na planta para que ela volte a dar a produtividade e, consequentemente, o retorno financeiro esperado.
“Com essa nutrição de calibração do potássio e do manganês, ou seja, fazendo a nutrição durante toda a safra, observando, a planta aguenta mais. Em desequilíbrio, em estresse hídrico, por exemplo, a planta começa a sintetizar o açúcar. Então, é preciso que se faça a nutrição certa no momento certo, durante toda a safra. Nutrição, mais maturador”, comentou Carlos, frisando ainda que a adubação para o terço médio da safra (o período mais seco) era muito recomendado.
No último dia de evento, o público ainda teve a oportunidade de conhecer os resultados com a reposição de macro e micro nutrientes trazidos pelo engenheiro agrônomo, Hugo Amorim Rodrigues, da Usina Monte Alegre. De acordo com ele, que falou sobre a importância da torta e da vinhaça nas plantações de cana, é preciso que o produtor use as ferramentas que tem para que sua produção atinja bons graus de ATR. O uso da vinhaça, segundo ele, é um exemplo para aumentar os níveis de micro e macro nutrientes na plantação de cana. “Sem vinhaça, torta ou nenhuma matéria orgânica, o produtor terá que trabalhar com o calcário. Mas, é melhor do que não fazer. Temos que ver o que valerá o maior custo-benefício”, recomendou.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o workshop foi um sucesso, não só por parte da Asplan, que cedeu o espaço, o pessoal, mas, sobretudo pela organização da Stab, que sempre realiza bons eventos. “Todo mundo elogiou o evento que foi um sucesso de público e de organização, bem prestigiado, e foi o que a gente esperava, trouxe informações importantes sobre novas tecnologias e isso é importante para que possamos aumentar nossa produtividade”, destacou o dirigente. Ainda segundo José Inácio o investimento em conhecimento é imprescindível para que a classe consiga ir adiante. “Antes trazíamos estudiosos de São Paulo. Hoje, por exemplo, temos o professor Emídio Cantídio fazendo experimentos na Miriri, na Monte Alegre, com solos diferentes de São Paulo. Agora poderemos ter calibragens específicas para o nosso solo”, comemora o dirigente canavieiro, lembrando que a Paraíba tem, hoje, uma usina fazendo a mesma média de cana de São Paulo, que é a Monte Alegre.
O presidente da Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB/Regional Setentrional), Djalma Euzébio, comentou que ficou muito satisfeito com o feedback do público. “Ficamos sempre atentos ao retorno do público, principalmente para as críticas para que possamos, cada vez mais, focar os interesses da classe. E quanto a isso, fiquei muito satisfeito porque só ouvimos elogios”, afirmou o dirigente, lembrando que o evento é extremamente técnico-científico, com foco em beneficiar os produtores de cana nordestinos em favor da produtividade de sua cana.
“Há 20 anos, nos primeiros Workshops que fizemos, trazíamos oito a dez pesquisadores de São Paulo, para nos mostrar as experiências de lá. Mas, hoje é diferente. Estamos focamos nos estudos de solos e variedades da região Nordeste. Assim, não copiamos nada. Estamos focados no desenvolvimento de nossa produtividade, com estudos feitos aqui, com nossa realidade”, reiterou Djalma.
Para a fornecedora de cana, Lindalva Santana, de Santa Rita, o evento foi justamente o que ela esperava porque trouxe o conhecimento que queria. “Achei maravilhoso. Muito conhecimento, inovações, o que eu queria”, comentou, a lado da sobrinha, Ana Cláudia Tavares, que também é fornecedora. “Sou da área social e agora estou empreendendo na área de cana. Então, foi muito bom pra mim estar aqui”, disse Ana.
Produtores, técnicos e engenheiros agrônomos atualizam conhecimentos no Workshop da STAB realizado na Asplan
Produtores, técnicos e engenheiros agrônomos atualizam conhecimentos no Workshop da STAB realizado na Asplan
Ervas daninhas, manejo, fertilização e novas tecnologias aplicadas à cultura da cana-de-açúcar foram temas que movimentaram a quarta-feira (08) na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Isto porque a entidade recebeu diversos produtores, bem como técnicos e engenheiros agronômos, para o primeiro dia do 17º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação da Cana-de-Açúcar. O evento foi promovido pela Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB/Regional Setentrional), com o apoio da Asplan, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Sindaçúcar. Além das atividades no auditório, representantes de laboratórios agrícolas também montaram stands no estacionamento da entidade para apresentação de produtos. O evento aconteceu nos dias 08 e 09.
A abertura do Workshop foi realizada pelo presidente da Asplan, José Inácio de Morais, pelo presidente da STAB, Djalma Euzébio Simões e e pelo presidente do Comitê de Tratos Culturais da STAB, Antônio José Barros. O presidente da Asplan destacou que a boa produtividade da Paraíba se deve, principalmente, à força dos produtores, que sempre estão atrás de conhecer as novas tecnologias, mas sem esquecer o custo-benefício. “A Paraíba vive um momento bom de produtividade. Mas, isso se deve à sobrevivência dos produtores. Estamos em uma região propícia em relação a Pernambuco para a irrigação e agora os produtores estão voltados também às ações de manejo, nutrição. Isso é muito bom para o aumento da produtividade, mas é tudo fruto da perseverança”, comentou José Inácio, frisando que isso era consequência também do conhecimento de a classe vai adquirindo e, por isso, a vontade de conseguir o máximo que sua terra pode dar.
A primeira palestra foi comandada pelo Dr. Emídio Cantídio Almeida, da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Ele frisou a importância da reposição de Fósforo nos solos nordestinos. “O fósforo é responsável 57% pelo crescimento da planta e cerca de 60% dos tabuleiros costeiros estão com deficiência deste elemento. Daqui para 2050, a tendência também é de que a demanda por fósforo duplique, já que a disponibilidade de alimentos está diretamente relacionada a ele”, alertou o estudioso, mostrando resultados de fosfatagem que aumentaram a fertilidade do solo e, consequentemente a produção radicular da cana.
Após isso, aconteceram três palestras para a apresentação de soluções agrícolas. A primeira foi com o representante da Ourofino, depois da Agro Soluções Agrícola, seguido pelo representante da Ihara e da Corteva. A última palestra da manhã foi a do Dr. Flávio Barcellos Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa – UFV, que apresentou todo o processo de produção da sacarose na cana através da respiração, fotossíntese, e a importância do manejo foliar para o aumento dos níveis de ATR – Açúcar Total Recuperável.
“Não adianta um solo maravilhoso se o clima não ajuda a maturar e fazer com que a raiz leve nutrientes até a folha”, adiantou Barcellos. Segundo ele, quando não há água suficiente para que cheguem nutrientes à folha, a planta entra em estresse, ela não atinge sua maturação e há queda dos níveis de açúcar. “O clima favorável estimula a produção de açúcar. Mas, sem isso, é preciso ver quando e quanto será necessário em magnésio e potássio. Isso a planta é quem dirá, através dos estudos de solo. Mas, já sabemos, por exemplo, que um solo rico em potássio, culminará em folhas com baixos níveis de magnésio, já que o potássio, por possuir moléculas menores, podem utilizar os meus carreadores do magnésio, diminuindo o potencial de transporte deste”, explicou.
Após o almoço, o público teve a oportunidade de continuar a conhecer mais sobre as novidades acerca do manejo, da fertilização e controle de ervas daninhas. A primeira palestra foi a respeito da “água eletromagnetizada”, uma solução trazida pela Aqua-4 Brasil. De acordo com o palestrante, George Hércules, a novidade “desorienta” os nematoides e livra o sistema radicular da planta desses animais. Após sua apresentação, o Workshop continuou trazendo soluções sobre o uso do Quartzo no controle biológico e outros produtos que fazem o controle dos nematoides.
Encerrando o ciclo de palestras do dia, a Dra. Andréa Chaves Fiuza, da UFRPE, falou sobre as “Alternativas para o manejo de nematoides em canaviais da região nordeste do Brasil”. Em sua apresentação, ela frisou a importância de se utilizar uma mesma espécie de cana para uma grande área e também disse apostar na variedade de número RB 041443. “Vai aumentar seu cultivo a partir de 2019. Pela sua resistência e controle de ervas daninhas”, comentou. Além disso, a estudiosa apresentou alguns resultados positivos com os produtos Pottente e Azamax, bem como apostou no controle biológico. “Hoje existem muitos no mercado tão eficientes quanto o controle químico”, afirmou, concluindo as palestra e abrindo o ciclo de debates que encerrou o primeiro dia do evento.
Para o técnico de laboratório, Valber Douglas de Lira, que trabalha na estação de Carpina, Pernambuco, o evento é uma ótima oportunidade para quem deseja aprofundar os conhecimentos. “É a primeira vez que venho e achei tudo muito organizado, perfeito. Para quem deseja se aperfeiçoar ou, no caso os produtores, aumentar sua produtividade, renda, esse é um evento para isso. Adquirir conhecimento para aplicar depois”, disse.
O presidente da STAB, Djalma Euzébio Simões disse estar muito satisfeito com a realização do Workshop na Paraíba. “É muito bom vir para a Paraíba porque aqui temos esse apoio maravilhoso da Asplan e um público também muito interessado em conhecer as inovações. Agradeço a Asplan por nos acolher e esperamos que os participantes aproveitem e saiam daqui com mais conhecimentos”, disse Djalma. O segundo e último dia do evento será nesta quinta-feira (09).
Workshop promovido pela STAB acontecerá nesta quarta e quinta-feira em João Pessoa na sede da Asplan
A Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (STAB/Regional Setentrional) promoverá nesta quarta (08) e quinta-feira (09), o 17º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação da Cana-de-Açúcar. O evento, que tem o apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Sindaçúcar, acontecerá no auditório da Asplan, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa. Na programação, destaque para palestras, mesas redondas e debates, além de muita troca de experiência sobre assuntos de interesse dos produtores, a exemplo de manejo, fertilização, novas tecnologias, uso de bio estimulante, etc.
No primeiro dia de evento, os participantes terão a oportunidade de assistir palestras sobre fosfatagem, tecnologia para produtividade sustentável, importância da fertilização foliar, sobre os efeitos da água eletromagnetizada, as alternativas para o manejo de nematoides e participar de uma mesa redonda sobre nematicidas. A programação do dia 08 começa as 7h30, com o credenciamento, e se estende até as 17h45, com a realização de um debate.
A programação da quinta-feira inclui palestras sobre o uso de bioestimulantes, manejo de herbicida, adubação verde, manejo inteligente, tecnologia Fertipar e Adama, Matologia e Assertividade no uso de moléculas no combate à plantas daninhas, além da mesa redonda ‘Manejo de plantas infestantes em unidades sucroalcooleiras no Nordeste” que será seguida de debate.
As inscrições para participar dos dois dias de atividades podem ser realizadas no dia do evento, no hall do auditório da Asplan. Estudantes e sócios da STAB adimplentes 2018 não pagam taxa de inscrição. Estudantes não sócios e profissionais não sócios da STAB pagam, respectivamente, R$ 90,00 e R$ 180,00 de taxa de inscrição. Mais informações pelo telefone (81) 3622-0444 ou (83) 3241-6424.