Asplan
Brasileiro foi acostumado a ler mitos sobre defensivos agrícolas e por isso o agronegócio sofre injustiças com informações equivocadas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou este ano 290 produtos para serem utilizados nas lavouras brasileiras. O número, embora chame a atenção, ainda é menor que o montante liberado no governo de Michel Temer, quando o presidente autorizou a comercialização de 450 itens. No entanto, nem passado nem presente justifica a avalanche de críticas a liberação do uso de defensivos. O fato é que a maioria não é propriamente de novos produtos, mas sim de novas formulações para substâncias anteriormente liberadas. Para o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a falta de informação do brasileiro sobre o uso dos agrotóxicos no Brasil e no mundo tem criado mitos e inverdades sobre o tema.
Exemplo disso é quando se propaga aos quatro cantos que o Brasil é o país que mais utiliza agroquímicos no mundo. Isso não é verdade. O Japão, um país conhecido pela longevidade de sua população, utiliza oito vezes mais defensivos agrícolas que o Brasil. O Japão, assim, acaba sendo o primeiro país no mundo em concentração por área plantada. É o que aponta o estudo da Universidade Estadual Paulista em Botucatu (Unesp) apresentado este ano no fórum Diálogo: Desafio 2050 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, promovido em São Paulo pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Embrapa, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).
De acordo com o estudo, o Brasil, embora utilize o maior volume de defensivos (em função do tamanho continental), ocupa o 7º lugar na proporção com a quantidade de terras cultivadas, ficando atrás de países como Japão, Alemanha, França e Reino Unido. “As informações sobre o uso de defensivos no Brasil é, portanto, desconectada da realidade e serve apenas para criar mitos e confundir as pessoas, colocando-as contra o agronegócio”, reitera o presidente da Asplan, lembrando que sem os defensivos agrícolas, que são usados de maneira responsável, mais da metade da produção de alimentos no mundo não existiria, pois as pragas destruiriam a produção nesta proporção
O dirigente da Asplan destaca ainda que um episódio do programa “Zorra Total”, da Rede Globo, em que, através da enquete “Sítio do Pica-Pau com Sequela” , satirizou o uso de defensivos agrícolas, colocando o produtor brasileiro como “vilão” e causador de doenças, ilustra bem essa falta de informação sobre o uso de defensivos no país. Várias entidades ligadas ao agronegócio redigiram notas de repúdio a veiculação do quadro do programa da emissora. Em todos, o setor exige respeito da emissora, tendo em vista que o Brasil possui uma das agriculturas mais pungentes do mundo e responsável pela alimentação de bilhões de brasileiros.
“Registre-se que os produtos liberados são, em sua maioria biológicos, e que o Brasil ocupa o 44º lugar no ranking de uso de defensivos agrícolas, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)”, destaca José Inácio. O Ministério da Agricultura (MAPA) também esclareceu, no final de junho, que do total dos 42 insumos liberados na época, apenas um produto trazia um ingrediente novo, os demais foram todos produtos genéricos que já estavam presentes nos campos.
“Da lista de registros, 29 são produtos técnicos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no país para o uso industrial. Outros 12 de princípios ( 10 de origem química e dois de origem microbiológica) são produtos genéricos que já estão prontos para serem usados no controle de pragas. Em média, os produtos registrados hoje já estavam há quatro anos nas filas para aprovação”, diz a notícia registrada pelo próprio ministério no Ato 42/2019.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, acredita que a população brasileira foi “levada” por uma onda de notícias negativas em torno dos agroquímicos e, em paralelo a isso, muitos foram levados a acreditar que produtos orgânicos são mais nutritivos que os demais. Existem diversas pesquisas já realizadas sobre o assunto e que não apontam para uma superioridade dos orgânicos. “O que vemos é muita desinformação sobre o assunto e as pessoas sendo levadas a acreditar e a pagar muito mais caros por produtos orgânicos. Os dois modos de produção geram alimentos saudáveis, nutritivos e seguros”, disse José Inácio.
O dirigente da Asplan lembra ainda que a liberação dos defensivos pelo Governo Federal apenas foi acelerada. “As exigências continuam as mesmas. Esses defensivos já estavam na fila pela provação há tempos”, salientou o presidente da Asplan. José Inácio espera que com as novas substâncias liberadas, o produtor consiga defensivos mais baratos. “São mais de 280 princípios ativos liberados para que ocorra uma melhor distribuição das empresas para baratear os produtos”, comentou.
Por outro lado, o Brasil também estava muito atrasado em relação ao uso dos defensivos. Quando se liberava a comercialização de um, muitas vezes ela já estava sem desuso porque já tinha outro melhor no mercado. “O Governo está tentando resolver isso dando celeridade aos processos de análises e aprovação de cada produto”, disse José Inácio, confiante de que a estratégia dará certo e será algo que o governo terá feito pela sustentabilidade do agronegócio no Brasil, afinal, o alimento orgânico não alimenta um país das proporções do Brasil.
Segundo o jornalista Nicholas Vita, autor do livro Agradeça aos Agrotóxicos Por Estar Vivo, fala-se muito da produção sem agrotóxicos, como se esses produtos fossem alimentar o mundo, mas não vão. “Apenas no mercado da batata, os preços são 300% mais caros, e representam menos de 0,5% da produção”, critica o jornalista.
As várias cartas de repúdio de entidades ligadas ao setor, inclusive a Asplan, após exibição do quadro no Zorra Total, portanto, representa a opinião do setor produtivo como um todo que lembra que: “leite não brota em garrafas, arroz, feijão e carne não são produzidos através de palavras na televisão. Respeitem a quem alimenta o mundo. Respeitem o produtor rural”.
Ao desmistificar o assunto, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, disse apenas que é preciso informar com conteúdo. “A Imprensa não pode ceder a modismos. Ela tem que informar com qualidade e conhecimento cientifico e veicular o que realmente acontece no campo”, finaliza o presidente da Asplan.
- É preciso falar com conhecimento cientifico quando se trata de defensivos agrícolas
Inscrições para Minicurso de Fabricação de Cachaça e Aguardente que será realizado em João Pessoa já estão abertas
Terceiro maior produtor de cana-de-açúcar no Nordeste, o estado da Paraíba também tem uma ótima produção de cachaça, várias marcas, inclusive, apontadas por especialistas como as melhores do país. Com esse cenário favorável e com um turismo que incentiva a experimentação com roteiros exclusivos passando por Engenhos de Cachaça no estado, nada mais natural que o interesse das pessoas em produzir a bebida crescesse cada vez mais. Pensando nisso, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), está apoiando a realização do minicurso “Fabricação de cachaça e aguardente em nível laboratorial e microindustrial”, que acontecerá no dia 22 de agosto, em sua sede, em João Pessoa. As inscrições já estão abertas e custam R$ 200,00.
O minicurso será ministrado pelo Professor Dr. Vital de Sousa Queiroz, do Departamento de Química da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Na divulgação da capacitação estão assuntos como “A importância da Industria da cachaça e do aguardente”; “Conceitos e padrões de identidade e qualidade da cachaça e do aguardente”;“Processo produtivo e de controle de qualidade”; e “Viabilidade de implantação de micro empreendimento de fabricação”. Será um dia inteiro de informações importantes para quem está pensando em investir no segmento e produção de cachaça.
Segundo o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, o intuito da associação é atender sempre às demandas dos produtores de cana da Paraíba e o conhecimento técnico é um dos pilares da entidade para isso. “Esse é um curso muito procurado aqui na Paraíba, que fabrica as melhores cachaças do país. Não é à toa que para esse minicurso já temos inscrições de gente de Pernambuco e do Rio Grande do Norte que se interessam e muito pela nossa produção”, comentou o diretor, destacando que quem se interessar deve se apressar pois as vagas são limitadas.
As aulas acontecerão no auditório da Asplan, a partir das 8h, do dia 22. O minicurso tem uma carga horária de 8 horas, distribuídas pela manhã (8hs às 12hs) e pela tarde (14hs às 18hs). O pagamento da inscrição deve ser feito via depósito bancário (Caixa Econômica Agência 0220; Operação 003; Conta: 546-6). Ao realizar o depósito, o participante deve enviar foto do comprovante para o WhatsApp (83) 98866-6297 ou para o e-mail estampapb@gmail.com. Todos receberão um livro com todo o conteúdo programático e, ao final, também receberão certificado digital.
Fiscais que monitoram a moagem da cana lançarão dados da safra em APP e fornecedor poderá acompanhar tudo pelo celular
Os agentes tecnológicos que atuam no monitoramento da moagem da cana-de-açúcar dos fornecedores ligados à Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) passaram por treinamento nesta última segunda-feira (29). A reunião teve como objetivo demonstrar o uso de um novo aplicativo desenvolvido exclusivamente para facilitar a fiscalização dos agentes nas usinas sucroalcooleiras e agilizar o compartilhamento de dados da safra. A ferramenta garante aproximar o fiscal de campo com a supervisão técnica, padronizar informações e tornar o acompanhamento mais eficiente do ponto de vista do fornecedor e da Asplan.
De acordo com o desenvolvedor da plataforma o empresário Mário Magalhães, da Web Módulos, durante o treinamento, além de mostrar cada ambiente virtual da ferramenta, foi repassado aos agentes as principais funções do aplicativo: o de fiscalizar a moagem através de alimentação dos dados feita pelos agentes que estão nas usinas verificando tudo (peso da cana e nível de ATR – que representa a qualidade da cana e sua capacidade de ser convertida em açúcar ou álcool), e o de verificar, uma vez que o ATR da cana – Açúcar Total Recuperável – obtido nas usinas também será lançado no aplicativo e, no mesmo instante, esse ATR será comparado aos dados que o laboratório da Asplan já possui.
“Os fiscais acompanharão a leitura do ATR feita nas usinas e essa informação vai para o aplicativo. Essa informação também será verificada através da comparação com os dados do laboratório da Asplan. Teremos, portanto, um banco de dados com gráficos e tabelas unificado e alimentado imediatamente, com os fiscais in loco, lançando esses números e outra informação que chame a atenção durante a moagem”, explicou Mário Magalhães.
A ferramenta, portanto, segundo o desenvolvedor, garante uma padronização junto à velocidade de compartilhamento desses dados, uma vez que antes isso era feito através de planilhas pelos fiscais, o que demandava certo tempo, a depender do grau de agilidade de cada fiscal. “Agora as informações são visualizadas pelo fornecedor até mesmo pelo celular, de forma imediata, quase como se estivessem na usina”, comentou Mário, acrescentando que isso também serve para as ocorrências que podem acontecer.
“Quando acontece algo errado o fiscal tem o dever de avisar à Asplan e ao fornecedor. Antes isso dependia de telefone e o responsável tinha que ir até o local para ver o livro de ocorrências. Agora, o fiscal colhe evidencias fotográficas, o alerta é feito imediatamente, e a intervenção é feita, ou seja, conseguimos antecipar os procedimentos”, explica.
Japungu e Giasa já iniciaram moagem
Ao todo, 16 agentes tecnológicos usarão a ferramenta nas oito usinas na Paraíba que moem a cana de fornecedores da Asplan. Uma parte dos fiscais começou nesta quinta-feira (01) a usá-la nas usinas Japungu e Giasa, as primeiras usinas a iniciarem seu processo de moagem da safra 2019/2020. Segundo o Supervisor Técnico da Asplan, Edvam Silva, na próxima semana também será iniciada a moagem em duas ou três usinas e assim por diante. Na Paraíba esse processo de moagem da cana dura uma média de 6 meses.
“Todos os fiscais já atuaram na safra passada e já sabem qual o seu papel durante a moagem. Antes de iniciar o trabalho, sempre fazemos um treinamento. Esse ano fizemos um na semana passada só para relembrar alguns itens e agora esse treinamento para a utilização do aplicativo”, destacou Edvam, acrescentando que a ferramenta é de fácil manuseio e vai ajudar bastante o acompanhamento da safra feito pela Asplan.
Conforme frisou, a plataforma, além de promover o acesso rápido às informações, também funcionará como um arquivo, onde o fornecedor também terá à sua disposição dados sobre sua propriedade a exemplo do mapeamento. Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a novidade foi muito bem recebida por todos os fornecedores, haja vista a importância do trabalho de fiscalização dos agentes e da necessidade que o fornecedor tem de estar acompanhando tudo. “A precisão no trabalho dos fiscais, a partir de uma avaliação correta, assegura uma remuneração justa pela matéria-prima, por isso é de grande relevância esse processo para todos nós do setor e agora, com o aplicativo, tudo tende a ser mais eficiente do ponto de vista da velocidade, do compartilhamento e da confrontação de informações”, disse o dirigente, satisfeito com o novo método..
- Mário Magalhães, da Web Módulos, foi quem deu o treinamento
- O treinamento de uso do APP aconteceu no mini auditório da Asplan
- O treinamento reuniu todos os fiscais da Asplan
- Os fiscais da Asplan agora usam um APP que monitora os dados da safra onliine
- Os fiscais da Asplan já estão atuando nas uinas que iniciaram a moagem
Fornecedores de cana da Paraíba passarão a contar com uma cooperativa para comprar insumos e produtos a preços mais acessíveis
Comprar insumos e produtos com valores, pelo menos, 10% mais acessíveis que os praticados no mercado. Essa é uma das vantagens que os produtores de cana-de- açúcar paraibanos, ligados a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), passarão a ter com a criação da Cooperativa dos Associados da Asplan (COASPLAN), que deve começar a operar já a partir de agosto, quando inicia a safra 2019/2020.
De acordo com o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, os associados, incialmente, poderão adquirir os insumos necessários para produção da cana. “Vamos disponibilizar, neste primeiro momento, herbicidas, fertilizantes e defensivos agrícolas, mas, a ideia e expandir, futuramente, o portfólio de produtos incluindo também implementos e máquinas”, destaca o dirigente canavieiro.
Atualmente, a Cooperativa está em vias de formação, definição de estatuto, de quadro de sócios cooperativados, enfim, na fase de estruturação da entidade. A sede administrativa da COASPLAN funcionará, inicialmente, no prédio sede da entidade, no Centro da capital paraibana, mas, as instalações para estoque das mercadorias ainda será definida.
O presidente da Asplan reitera que o grande objetivo da COASPLAN é baratear custos para os associados, permitindo que os investimentos necessários na produção sejam realizados com mais facilidade. “Como vamos comprar os produtos de forma cooperativada, teremos melhores condições de ter preços menores e mais atrativos”, ressalta José Inácio. O presidente da COASPLAN será Fernando Rabelo Filho e o vice-presidente, Pedro Tavares Neto. Para ter acesso a compra, o produtor precisa ser associado da Asplan.
- José Inácio, presidente da Asplan e Fermando Rabelo, presidente da Cooperativa
Pesquisador da EMBRAPA apresentará alternativas para adubação da cana-de-açúcar com baixo custo para o produtor paraibano
Trazendo sempre novidades ao produtor de cana associado no que se refere à melhoria de seus canaviais, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN), em parceria com a Embrapa Cerrados e a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (FAEPA/SENAR), realizará mais uma palestra técnica no próximo dia 17, a partir das 9h. Na oportunidade, os produtores terão acesso a apresentação do doutor de Geologia pela Universidade de Brasília e, atualmente, pesquisador na Embrapa Cerrados, Eder de Souza Martins.
Com o título “Alternativas de adubação de cana com redução de custos “, o dr. Eder Martins (UnB) abrirá o evento da Asplan. A expectativa é grande para sua palestra, visto que ele tratará de um tema de extrema importância para o produtor, que é a redução de custos em um dos processos de cultivo. “Ele tem larga experiência na área de Geologia e está trabalhando com Agrominerais no manejo da fertilidade do solo”, explica o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. Vale lembrar que o palestrante também é responsável pela coordenação do Tema “Viabilização de agrominerais alternativos como condicionadores de solo, corretivos e fontes de nutrientes”, que compõe o Portfólio “Suprimento eficiente de nutrientes para a agricultura brasileira” da Embrapa.
Algumas das pesquisas orientadas pelo Doutor Eder Martins tem a ver com a técnica de “rochagem”, que é uma ferramenta de fertilização baseada na adição de pó de determinados tipos de rocha ou minerais com a capacidade de alterar positivamente a fertilidade dos solos sem afetar o equilíbrio do ambiente. Esta técnica é tida como um processo alternativo ou complementar de fertilização e tem sido indicada especialmente para as pequenas propriedades, agricultura familiar e, até mesmo, para agricultura orgânica.
O evento, que é gratuito, será realizado no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro, em João Pessoa, e é direcionado aos associados, mas quem tiver interesse em assistir, desde que haja vagas, poderá participar. A iniciativa faz parte das ações do Departamento Técnico da entidade (DETEC) que, regularmente, tem trazido palestrantes e realizado eventos que fomentam a cultura canavieira no estado e ajudem o produtor a melhor sua atividade.
Exames admissionais para a safra 2019/2020 começam já neste mês de julho
Com o intuito de evidenciar o estado de saúde físico e mental de um futuro funcionário, o exame admissional é indispensável. Embora seja um exame médico simples, ele é obrigatório e requerido por empresas antes de consolidar a contratação de seus empregados com carteira assinada. Assim, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) também disponibiliza a seus associados o serviço, tendo em vista as contratações temporárias para o corte de cana a ser iniciado agora no segundo semestre do ano, para a safra 2019/2020. A safra na Paraíba, terceiro maior produtor de cana-de-açúcar no Nordeste, deve ser iniciada em agosto.
Os exames admissionais começarão a ser feitos no final de julho. Cerca de 80% desses exames são realizados nas próprias fazendas, visto que o trabalhador geralmente reside nas proximidades da propriedade. Um cronograma de visitas é montado pela Asplan, que organiza os dias e horários para que o médico do trabalho esteja nas propriedades dos associados realizando os exames.
O médico do trabalho, Dr. Tarcísio Campos, é o profissional que está à frente desse serviço na Asplan. Ele destaca que não é só a qualificação profissional que precisa ser levada em consideração na hora da contratação. A saúde do futuro funcionário também precisa ser avaliada e monitorada para garantir a integridade e a qualidade do trabalho realizado. Os exames admissionais, bem como os demissionais, estão estabelecidos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e funcionam como uma espécie de proteção tanto para empregados como para empregadores.
“Esse é um exame importante porque precisamos verificar se o funcionário está bem para exercer a atividade que ele se propõe. O corte da cana, por exemplo, é uma atividade que demanda força. Se a pessoa tiver hérnia de disco, por exemplo, não se adequa a função. Não podemos contratar pessoas com doenças existentes que possam colocar em risco a saúde dele e comprometer também o trabalho a ser desempenhado”, explicou Dr. Tarcísio Campos.
O médico destacou que no caso do trabalhador rural, em especial o que atua no corte da cana, doenças na coluna ou doenças de pele são muito perigosas. “No caso da doença de pele, um dos riscos da atividade é justamente a irradiação solar. Embora usem Equipamentos de Proteção Individual – EPI, inclusive protetores, o sol no Nordeste é forte e não se pode brincar com isso”, frisou o médico, lembrando também que para funções como tratorista, empilhadistas, entre outras que operam máquinas, exames complementarem podem ser solicitados como a audiometria, exame oftalmológico e eletrocardiograma. Os associados que se interessar, é só procurar a Asplan para incluir a sua propriedade no cronograma de visitas do médico do trabalho. O serviço é gratuito para os produtores associados.
- Dr. Tarcisio em atendimento
- O médico do trabalho, Dr. Tarcísio Campos, é o profissional que está à frente desse serviço na Asplan
- Os exames são feitos na Asplan ou nas fazendas dos associados
Recursos do FNE precisam chegar ao produtor para que ele possa fazer investimentos na área tecnológica afirma presidente da UNIDA
Criado em 1988 e regulamentado em 1989, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é um instrumento de política pública federal operado pelo Banco do Nordeste (BNB), que objetiva contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste, através da execução de programas de financiamento aos setores produtivos. Apesar dessa destinação institucional, a maior parte destes recursos não chega aos produtores do Nordeste, que pleiteiam um melhor acesso ao crédito para investimentos, especialmente, em projetos de irrigação e de segurança hídrica. “Os recursos existem, mas, infelizmente, não chegam ao produtor pelas normativas que são fora da realidade”, lamenta o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
Ainda segundo o dirigente canavieiro, as inúmeras exigências das normas, algumas inclusive, descabidas, impedem o acesso ao crédito e prejudica o produtor nordestino que já compete em condições de desigualdade com os do Sudeste do país por causa do clima e topografia. “O Nordeste sofre com a escassez hídrica que compromete a produtividade e por isso precisamos de recursos para investimento em tecnologia de irrigação porque já se comprovou que não é a falta de chuvas que compromete a lavoura, mas, a falta de tecnologia que permita ter uma segurança hídrica mesmo em tempos de pouca precipitação”, argumenta José Inácio. Ele lembra que, este ano, a ministra da Agricultura Tereza Cristina, visitou a usina Japungu, na Paraíba, e pôde constatar que com investimentos em tecnologia de irrigação essa questão da insegurança hídrica é perfeitamente superada.
Ainda de acordo com ele, em média, a produtividade da cana-de-açúcar na Paraíba, terceiro maior produtor do Nordeste, fica em torno de 55 toneladas por hectare, enquanto que numa propriedade irrigada, no mesmo estado, esse quantitativo sobe para cerca de 110 toneladas por hectare. “É preciso desburocratizar o acesso ao crédito dos recursos do FNE, através da revisão de normas que não atentam para a realidade do produtor para, enfim, podermos ter acesso a recursos com juros e taxas menores”, reitera José Inácio. Ele lembra que, atualmente, gasta-se em média cerca de R$ 10 mil por hectare num projeto de irrigação por gotejamento e que pela dificuldade de acesso ao crédito pouquíssimos projetos de irrigação e segurança hídrica são viabilizados na região.
Na Paraíba, segundo José Inácio, só há dois projetos de irrigação por gotejamento feito por produtores, um deles na Fazenda Maracanã, em Santa Rita e outro, na Fazenda Angicos, em Pedras de Fogo. “O investimento é alto, os juros bancários não são atrativos e o prazo não é muito longo. O Governo Federal precisa rever essa normativa dos recursos do FNE urgentemente, pois da forma como elas são o acesso ao crédito fica muito difícil, mesmo com o aceno do Governo e a boa vontade dos funcionários do Banco”, reforça José Inácio.
Sobre o FNE
O FNE financia investimentos de longo prazo e, complementarmente, capital de giro ou custeio. Além dos setores agropecuário, industrial e agroindustrial, também são contemplados com financiamentos os setores de turismo, comércio, serviços, cultural e infraestrutura. Os recursos do Fundo representam ingressos adicionais para o Nordeste e por definição legal, não se sujeita a injunções de políticas conjunturais de contingenciamento de crédito. Atualmente, o FNE atende a 1.990 municípios situados nos nove estados que compõem a região Nordeste e no Norte dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, incluindo os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.
- José Inácio, presidente da Asplan , diz que é preciso mudar normas para produtor ter acesso aos recursos do FNE
Aprovação de projeto que autoriza posse de armas em áreas rurais é recebida com entusiasmo por produtores de cana paraibanos
Os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba comemoraram a aprovação de um projeto de lei que autoriza a posse de armas para residência em toda a extensão de propriedades rurais. A aprovação aconteceu no Senado, em sessão da última quarta-feira (26). A proposta foi apresentada pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), após o presidente Jair Bolsonaro anular dois decretos editados em maio sobre porte de armas e encaminhar um projeto de lei ao Congresso sobre o tema.
Outra proposta, de autoria do ex-senador Wilder Morais, também está na pauta do plenário do Senado. O texto diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para que o morador do campo possa fazer a aquisição de uma arma de fogo e usá-la na propriedade rural.
“Quem vive no campo sabe que o aparato da segurança pública não é suficiente para dar tranquilidade a quem tem propriedade rural, portanto, qualquer iniciativa que reforce a segurança de nossas propriedades, principalmente, das pessoas que sem o porte de arma se encontram a mercê da bandidagem e, portanto, sem poder de reação, será bem-vinda, pois estará nos dando um suporte importante e necessário para nos defendermos”, destaca o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
- José Inácio, presidente da Asplan , apoia projeto e diz que ele traz mais segurança no campoo
Software da eAgro utilizado por produtores de cana terá novas funcionalidades como cálculo de ATR
Produtores de cana da Paraíba que utilizam o software da eAgro – ferramenta que possibilita que o produtor rural tenha total controle de despesas e receitas da propriedade – passaram por mais um treinamento no último dia 25 de junho. Na ocasião, o diretor da eAgro, Raphael Ivan, reuniu-se com os associados da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para tirar dúvidas a respeito do software, para ter o feedback do público que está utilizando a ferramenta e, principalmente, para gerar novas funcionalidades do programa. O encontro aconteceu na sala de reuniões da Asplan. O programa foi apresentado aos produtores em 2018 e muitos já sentem a diferença no dia a dia de suas propriedades.
O software que gerencia informações desde mão-de-obra, passando por insumos, maquinários, consumo de energia, combustível, etc, de forma bem detalhada, já está sendo utilizado por 21 produtores canavieiros da Paraíba. O último encontro, o diretor da eAgro, Rafael Ivan, conta que foi importante para receber as demandas dos produtores que já utilizam a ferramenta para moldar o sistema para a total comodidade deles. “Agora, com as demandas que recebemos vamos colocar cálculo de ATR, conexão de entrega direta de cana direto com a usina, conexão com aplicativo de laboratório da Asplan, subdivisões bem funcionais que vão vir para melhorar ainda mais o sistema”, disse Rafael, lembrando que essas novidades já serão lançadas este mês.
Rafael destacou também a importância do uso do software não só para o produtor, mas para a categoria, visto que quanto mais produtores utilizarem a ferramenta, mais dados da produção e da classe canavieira na Paraíba serão reunidos e poderão subsidiar diversos pleitos e ações. “Quanto mais produtores usarem, mais podemos trabalhar juntos para fazer um estudo de mercado, quanto que custa a produção da Asplan, e até para que a entidade tenha força para brigar política ou economicamente pelos interesses da classe”, explicou.
A ferramenta digital da eAgro é uma parceria da empresa com a Asplan para que seus associados possam ter maior controle dos custos e gastos em suas propriedades, vendo onde se está gastando mais ou menos e a partir daí poder planejar melhor seus custos. “Ao produtor de cana não resta muito a não ser controlar seus custos. Isso porque sabemos que não conseguimos interferir muito no preço da cana. Então, o programa é bem eficiente nesse sentido e os associados tem gostado muito”, comentou o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembrando que o valor de uso do Programa pelos associados ficou acessível e quem se interessar pode procurar o Departamento Técnico da Asplan (DETEC) para ser incluído neste projeto.
O diretor da Asplan, Pedro Neto, é um dos participantes do grupo desde que começou o projeto e afirma que o software é, de fato, uma ferramenta importante. “Eu já sinto muita diferença com o uso do aplicativo na gestão de minha propriedade, pois, cada vez mais eu tenho os dados de custo precisos e posso, a partir dessa análise minuciosa, gerenciar melhor as minhas despesas, tendo uma visão global de tudo para podendo, a partir dai, ver onde eu posso melhorar”, afirma Pedro Neto.
- O software gerencia todos os custos de uma propriedade
- O treinamento do E-agro aconteceu na sala de renião da Asplan (1)
- Os produtores da Asplan que integram o projeto do e-agro
Banco do Brasil destinará R$ 150 milhões para crédito de custeio e investimento na agricultura na Paraíba
Produtores de cana da Paraíba conferiram, na manhã desta quarta-feira (26), o lançamento do incentivo de crédito do Banco do Brasil (BB) para o setor com a apresentação do Plano Safra 2019/2020 do Governo Federal. Na ocasião, representantes do BB divulgaram o montante de R$ 150 milhões para a Paraíba direcionado a custeio ou investimento agrícola para armazenagem, melhoramento genético, novas sementes. O evento ocorreu no auditório da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e contou com a presença do Secretário de estado da Agricultura, Efraim Morais, do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba – Faepa, Vanildo Pereira, do Superintendente do BB, Antônio Carlos Servo, além do gerente de Agronegócio do BB, Fábio Cardoso e do presidente da Asplan, José Inácio de Morais.
Na abertura do encontro, José Inácio, destacou que como produtor de cana e represente da classe, mantém firmemente a esperança no setor e na vontade dos governos em incentivar a agricultura no país. Ele citou a ocasião da visita da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, à Paraíba e lembrou aos presentes de sua empatia para com o segmento da cana. “Nós aqui da Paraíba temos menos de 1% da cana de todo o país, mas recebemos a visita de nossa ministra. Tivemos essa honra de levá-la para conhecer a Japungu. Era um dia chuvoso, final de semana, e ela estava lá. Era nítida a vontade dela em nos ajudar. Então, o que vemos é uma vontade sim, mas que precisamos de mudanças é em políticas públicas”, comentou o dirigente.
Seguindo o mesmo raciocínio, o secretário de agricultura, Efraim Morais elogiou a ministra.“Tereza Cristina é competente e estamos muito bem representados”, disse, garantindo ainda que vai lutar para que a agricultura tenha mais espaço no cenário estadual e nacional. “Em 28 anos de mandato, nunca vi um governo dar importância à agricultura. Sempre é saúde, educação e, mais agora, segurança. Agora estou no Governo do Estado e vou trabalhar para isso”, afirmou Efraim Morais.
Quanto ao BB, a instituição destinará R$ 150 milhões em crédito para o produtor rural da Paraíba. Esse montante será dividido – não igualmente – entre o custeio e o investimento. No exercício 2018/2019 do Plano Safra, o BB destinou 128,1 milhões para o estado, sendo 88,5 milhões para o custeio agrícola e 39,7 milhões para o investimento. O presidente da Asplan afirmou que o BB é a instituição que sempre está ao lado do produtor de cana. “O BB tem sido um grande propulsor no setor no Nordeste. Os juros do Banco do Nordeste são menores, mas não se sabe o que acontece, pois eles não conseguem um aporte que nos garanta realizar o que precisamos”, explicou José Inácio.
O Superintendente do BB, Antônio Carlos Servo, mencionou que o valor ainda é baixo, mesmo tendo um incremento em se tratando do ano anterior. Para ele, o setor é de suma importância para o pais e precisa ser bem cuidado. “Queremos ajudar mais, financiar mais, prestar nossa assistência. Crédito temos e vontade demais. Queremos ser o banco do Produtor. Seja sele pequeno, médio ou grande. Afinal, o que tem segurado o PIB do país durante muito tempo é o agronegócio”, explicou.
Princípios como a Oportunidade, a Suficiência, a Adequação e Esquema de reembolso do Crédito, foram apontados pelo vice-presidente da Faepa, Vanildo Pereira, durante sua fala para ilustrar o que é preciso para se oferecer um bom financiamento de crédito ao produtor rural. Para ele, a agricultura na Paraíba tem mantido uma boa relação com as instituições financeiras e com o Governo. “Por conta dessa relação sadia, fomos contemplados com vários pleitos da CNA no Plano Safra, a exemplo do Seguro Safra e da possibilidade de se hipotecar parte da propriedade. Agora é o momento de o produtor e os bancos verificarem esses princípios, que sempre devem estar presentes”, comentou.
Ao final, o gerente de Agronegócio do BB, Fábio Cardoso, apresentou o plano aos produtores explicando que os que se enquadram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terão taxas de juros entre 3% e 4,6% ao ano Para pequenos (que estão fora do Pronaf) e médios, o índice é de 6% ao ano ( taxa mantida em relação ao ano anterior). Os demais terão juros de 8% ao ano. Já os programas de investimento terão juros variando de 3% a 10,5% ao ano.
“O Banco do Brasil tem melhorado muito a cada ano nesse aspecto de alcançar a necessidade do produtor. Encontrei certa dificuldade há quatro anos quando contratei outro Banco e hoje estou muito satisfeito com o BB”, comentou o produtor de cana e também de abacaxi da cidade de Itapororoca, Cleanto Castro.
Vale lembrar que o Plano Safra 2019/2020 foi anunciado na última terça-feira (18), em Brasília e o setor agrícola contará com R$ 225,59 bilhões. Desse total, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões para investimento.
- Após a palestra houve um coffe break
- Durante o evento o BB anunciou que destinará 150 milhões para a Paraíba no Plano Safra
- gerente do BB, Fábio Cardoso
- O presidente da Asplan, José Inácio abriu o evento
- O produtor Cleanto Castro
- O vento aconteceu no auditório da Asplan
- O vice presidente da Faepa, Vanildo Braga
- Representantes da Asplan, da Faepa e do BB
- Superintendente do BB, Antônio Carlos Servo























