Asplan

Produtores canavieiros do NE conhecem detalhes de como ter acesso aos créditos do Renovabio

 Os produtores de cana-de-açúcar da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, representantes dos três maiores estados produtores de cana do Nordeste, se reunirão nesta quarta-feira (24), em Recife, para conhecer como poderão ter acesso aos créditos gerados a partir do Renovabio. A reunião acontecerá na sede do Sindaçúcar, a partir das 15h. Da Paraíba irá uma delegação de vários produtores ligados a Associação dos Planadores de Cana da Paraíba (Asplan), além de diretores da entidade.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, esse encontro será de fundamental importância. “O programa RenovaBio é um novo marco legal dos biocombustíveis no país, que além de buscar substituir combustíveis fósseis, poluentes e não renováveis, por combustíveis renováveis e limpos, produzidos aqui no Brasil,  vai assegurar ganhos para toda a cada produtiva, incluindo ai, nós produtores de cana  e esse encontro de Recife vai esclarecer muitas dúvidas sobre como podemos aproveitar os créditos gerados a partir da produção deste combustível, a exemplo do que já farão as indústrias”, destaca José Inácio.

Dezessete anos após criar a UNIDA Gregório Maranhão volta formalmente a integrar a entidade como Secretário Geral

O retorno formal do consultor Gregório Maranhão, um especialista no assunto canavieiro e sucroenergético, aos quadros da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), na condição de Secretário Geral, como ele próprio definiu é uma volta ‘paternal’. Isto porque a entidade foi criada por ele há 17 anos e, neste período, ele sempre atuou no setor, tendo uma atenção especial com a Unida, uma entidade que congrega vinte mil produtores, oito associações de classe do Nordeste, está presente em nove estados da região, gera cem mil empregos diretos e responde por 40% da produção total de cana-de-açúcar nordestina, o equivalente a 18 milhões de toneladas/safra, cujo plantio compreende um milhão de hectares.

“Em um momento como esse, que o Governo Federal acena com a possibilidade de estimular os investimentos no setor agrícola, incluindo ai a cana-de-açúcar, e que os governadores da região formam o Consórcio Nordeste, vislumbramos que a Unida deveria aproveitar esse momento para capitanear projetos que alavanquem a cultura canavieira e nada mais adequado e oportuno que chamar uma pessoa que tem um conhecimento profundo do setor e uma enorme capacidade de agregar valor ao segmento que é Gregório Maranhão. Fizemos o convite para ele retornar, efetivamente, aos quadros da entidade e ele aceitou mais esse desafio”, afirma o presidente da Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

Para Gregório, o convite foi extremamente significativo e lhe deixou muito feliz. “Minha relação com o setor existe há mais de 40 anos, dediquei, praticamente, a minha vida inteira as causas do setor e penso que tenho muito a agregar e colaborar para que a cultura canavieira seja alavancada porque antevejo muita coisa boa que pode ser feita neste sentido”, disse Gregório, destacando dois projetos importantes que projetam cenários promissores para o setor.

O projeto Renovar, que foca na revitalização da lavoura canavieira e prevê a renovação anual de 20% da área de plantio dos canaviais do Nordeste e ainda o projeto Águas do Norte, inicialmente, idealizado para a zona da Mata Norte de Pernambuco, mas, que pode ser expandido para outras áreas e estados, que projeta a construção de micros bacias para acumular águas do período de inverno para serem usadas durante o verão, tanto para irrigação da lavoura canavieira, como em outros projetos paralelos de piscicultura e plantio de hortifrúti, entre outros. Ambos os projetos são de autoria de Gregório e foram concebidos para serem desenvolvidos através de parcerias público/privada.

Criada para congregar todas as entidades de classe do Nordeste, a Unida, segundo Gregório é, proporcionalmente, a entidade mais importante em volume de produção e representatividade social no Nordeste. “Digo sempre que o desenvolvimento regional tem que passar pelo setor produtivo canavieiro que gera empregos, renda e equilíbrio social a partir daí”, reitera Gregório. Ele lembra ainda a vantagem de custo x benefício de se investir no setor já que para geração de empregos no segmento são necessários investimentos na ordem de R$ 8 a R$ 10 mil, enquanto que o mesmo investimento para o setor industrial oscila entre R$ 90 e R$ 100 mil. “Além deste custo diferenciado, uma fábrica tradicional gera, em média, dois mil empregos diretos, enquanto a indústria sucroenergética gera cerca de 4 a 5 mil empregos por planta e cada emprego direto destes representa cerca de cinco indiretos”, afirma Gregório.

Para o secretário geral da Unida, que já atuou em cargos do Governo Federal, em trades, como diretor em diversas industrias e em entidades de classe, voltar a entidade tem um grande significado. “O bom filho a casa torna diz o ditado, mas, neste caso, o bom pai é quem está retornando, e voltar a convite de José Inácio, um líder da categoria, um dirigente respeitado por todos e um amigo querido, é ainda mais gratificante o que só aumenta a minha responsabilidade”, finalizou Gregório que já encaminhou uma carta ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, solicitando que a Unida seja inserida nas discussões, debates e programação do Consórcio Nordeste.

Lei que obriga fixação de cartazes em postos e é discriminatória contra o álcool combustível pode ser revogada graças a iniciativa de Tovar

O setor sucroalcooleiro é vital para a economia nacional, nordestina e, em especial, para a Paraíba. O estado, que é o terceiro no NE em produção de cana, conta com cerca de 1.800 pequenos, médios e grandes produtores canavieiros que fornecem a matéria-prima para a fabricação do etanol.  Além disso, o setor garante a geração de 80 mil empregos diretos e indiretos, nos 26 municípios do litoral paraibano- onde está concentrada a produção de cana-de-açúcar. Ainda assim, falta incentivos para o setor, que, ao invés de ser protegido pela sua potencialidade econômica, por produzir um  combustível renovável e limpo, que preserva o meio ambiente, tem ainda que conviver com iniciativas discriminatórias.

Exemplo disso é a lei Nº 10.365, de 12 de novembro de 2014, que obriga os postos revendedores de combustíveis estabelecidos no Estado da Paraíba a afixarem, em local visível para o consumidor, cartaz ou letreiro informando ao consumidor o percentual de diferença nos preços da gasolina e do etanol. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a norma é totalmente discriminatória e prejudica todo o setor econômico, visto que desencoraja o consumidor a abastecer seu veículo com álcool sem que haja justificativa palpável e lógica para isso. Vale ressaltar que o setor sucroalcooleiro na Paraíba produz, em média, em uma safra, cerca de 420 milhões de litros de etanol.

De acordo com a lei estadual 10.365/2014, o estabelecimento deve fixar o seguinte aviso: “Senhor(a) Consumidor(a), o percentual do preço do etanol (álcool) em relação ao preço da gasolina é de X %. Em sendo o valor do percentual maior que 70% (setenta por cento), torna-se mais econômico o abastecimento com gasolina”.  “Isso é um absurdo inclusive porque, hoje, com a variedade de tecnologias e dependendo do veículo, uns consomem mais gasolina do que álcool. Ou seja, é tudo muito relativo. Tem veículos que consomem mais outros menos” comentou José Inácio, explicando que a lei não traz argumento concreto que justifique que ela exista, ao contrário, ela só prejudica um setor econômico que gera emprego, combustível limpo e que auxilia na preservação do meio ambiente. “Defendemos que cada consumidor escolha a melhor forma de abastecer seu veículo”, afirmou o dirigente.

Diante disso, José Inácio enalteceu, a iniciativa do deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) que, essa semana, apresentou projeto de Lei Orçamentária 42/2019 que revoga a lei 10.365/2014. Tovar também compreende que a lei fortalece a gasolina e desestimula a população a utilizar o etanol, um produto responsável pela geração de milhares de empregos e que contribui consideravelmente para a economia do estado. O parlamentar já saiu em defesa do setor em outras oportunidades. Em matérias publicadas pela Imprensa, Tovar já explanou sua insatisfação com a falta de incentivos e com o preconceito do brasileiro em relação ao etanol. “É muito triste vermos que algumas pessoas ainda tratam o universo em torno da cana-de-açúcar com um certo preconceito. A visão deve ser totalmente contrária, pois o trabalho desenvolvido com a cana contribui e muito para a economia e desenvolvimento de nosso Estado. É preciso investir cada vez mais no setor”, defende o deputado.

Alexandre Lima é reconduzido para mais um mandato à frente da presidência da Feplana

O atual presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana). Alexandre Lima, foi reconduzido para mais um mandato durante Assembleia Geral Ordinária da entidade realizada, nesta terça-feira (26), em Brasília. O dirigente canavieiro, que foi eleito, junto com os demais membros da diretoria, responderá pela presidência durante o triênio 2019/2022.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, participou da Assembleia e elogiou a recondução do atual dirigente ao cargo. “Alexandre é um líder nato, é uma inspiração para toda a categoria, por sua garra, pelo sua imensa capacidade de se doar a causa dos produtores de cana, por sua competência e inteligência, pelo seu entusiasmo, enfim, estamos muito bem representados e tranquilos que teremos, nos próximos três anos, um presidente à altura da importância da Feplana”, disse José Inácio, lembrando que, recentemente, Alexandre Lima também foi nomeado como presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool.

O presidente da Feplana, agradeceu o apoio dos produtores canavieiros e disse que os próximos anos serão de muita luta. “Há inúmeros desafios a se vencer, a exemplo da manutenção da taxação sobre o álcool importado dos EUA, da ampliação de acesso a recursos para investimentos, da consolidação do Renovabio, enfim, de políticas públicas que possam assegurar a manutenção de uma atividade imensamente importante para a economia do país, especialmente, a do Nordeste, onde a cana-de-açúcar desempenha um papel sócio econômico estratégico”, disse Alexandre, agradecendo a confiança que a classe produtiva deposita em seu trabalho.

Dirigente da Unida e da Asplan prestigia homenagem ao presidente da CNA e ressalta bom trabalho de João Martins à frente da entidade

“João Martins tem feito um excelente trabalho à frente da CNA e eu, na condição de produtor e dirigente de entidades ligadas ao setor produtivo não poderia deixar de vir prestigiar essa justa homenagem que a Feplana fez a ele, neste dia”, disse o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, referindo-se a  outorga da Ordem do Mérito Canavieiro ao presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins. A solenidade aconteceu em Brasília, na noite desta terça-feira (26).

Para José Inácio, a homenagem da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil foi mais que oportuna, uma vez que foi a partir da gestão de João Martins que a CNA voltou a cumprir o seu papel de defesa de um dos setores mais importantes da economia do país. “Ele reorganizou, reestruturou e redirecionou as ações da Confederação para o que é o verdadeiro propósito da entidade, ou seja, a defesa dos produtores e do setor agrícola nacional, fazendo com que a entidade cumpra seu papel”, disse José Inácio.

Ainda segundo José Inácio, o fato da CNA ter como vice-presidente, Mário Borba, um profundo conhecedor do setor, especialmente, da região Nordeste tem contribuído com o bom trabalho feito pela entidade. “João Martins, junto com Mário Borba, estão fazendo um trabalho brilhante na Confederação que, enfim, tem estado ao lado e na defesa do setor com muita propriedade e sucesso”, finalizou José Inácio.

O homenageado, em seu discurso de agradecimento, voltou a defender políticas públicas e o fortalecimento da classe média no campo e dedicou a homenagem aos produtores rurais e ao Conselho do Agro, composto pela CNA, pela Feplana e outras 15 entidades representativas do agro. “Recebo essa homenagem em nome de todos que acreditam em mim. Esse prêmio é a compreensão dos produtores de que estamos no caminho certo quando criamos o Conselho do Agro, onde todos têm o mesmo poder. Precisamos da união de todos para tirar o Brasil dessa situação e torná-lo um país melhor. E essa homenagem significa que todos estão entendendo que estamos trabalhando para ajudar os produtores e o país a ter um futuro digno”, afirmou João Martins.

Recondução de Alexandre Lima para presidência da Feplana é elogiada pelo setor que reconhece nele um excelente representante

 

No próximo dia 26, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) realiza, em Brasília, uma Assembleia Geral Ordinária para, entre outras coisas, deliberar sobre a eleição dos membros da diretoria para o triênio 2019/2022. Único candidato, o atual presidente, Alexandre Lima, deverá ser reconduzido ao cargo em reconhecimento ao trabalho que ele vem desenvolvendo à frente da entidade. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a recondução de Alexandre é antes de tudo o reconhecimento do setor pelo brilhante trabalho dele à frente da Federação.

“A trajetória e competência de Alexandre, além da disposição dele em lutar por melhorias e avanços para o setor canavieiro, o credenciam para essa renovação de mandato na Feplana, de modo que estamos muito satisfeitos em continuar cotando na entidade com alguém tão competente e aguerrido para reivindicar melhorias para o setor”, destaca José Inácio. Ele lembra que, recentemente, Alexandre foi nomeado como presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool. “O setor está muito bem representado com ele”, reitera o presidente da Asplan e também da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida).

José Inácio lembra ainda que o nome de Alexandre Lima é uma unanimidade no setor, que reconhece no dirigente canavieiro um verdadeiro líder. “Alexandre é competente, entende profundamente do setor, tem desenvoltura, capacidade de liderança e, sobretudo, muita disposição, porque não é fácil a rotina de quem se propõe a defender esse segmento”, finaliza José Inácio, que já confirmou presença tanto na Assembleia Geral, quanto no jantar de confraternização anual da Feplana, que acontece no mesmo dia 26, onde será homenageado o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),  João Martins, com a Ordem do Mérito Canavieiro.

Representantes de entidades se reúnem para debater formas de facilitar o acesso ao crédito ao produtor canavieiro paraibano

Formas de facilitar o acesso ao crédito do Banco do Brasil aos produtores, passando pela agilidade nos processos e na flexibilidade das licenças. Essa foi a tônica de uma reunião realizada, essa semana, na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e que contou com a participação de representantes do Banco do Brasil, da FAEPA, além do presidente da SUDEMA, Fábio Arruda e do secretário de Agricultura, Efraim Morais e

De acordo com o presidente da Asplan, José Inácio, é preciso que o banco tenha mais agilidade na apreciação dos processos e, consequente, liberação de créditos e tenha mais flexibilidade em relação a exigência das licenças ambientais. “Além da grande burocracia, a questão das licenças ambientais, em muitos casos, é o impeditivo do acesso ao crédito. O ideal era que o banco tivesse uma flexibilização com produtores pequenos, de até 200 hectares, principalmente, nas áreas onde já há cultivo”, disse José Inácio.

Segundo o dirigente canavieiro, foi importante essa reunião, pois, como todas essas entidades participam de alguma forma deste processo, juntá-las para debater formas de facilitar o acesso ao crédito ao produtor, foi salutar. “As licenças cabem a SUDEMA, a Secretaria tem o papel institucional de acompanhar o setor e promover políticas públicas para melhorá-lo, a FAEPA é nossa federação e o BB o agente de fomento ao crédito, portanto, nos reunimos para ver de que forma, de maneira conjunta, possamos pensar em alternativas que facilitem o acesso aos créditos para o produtor”, disse José Inácio. Depois do carnaval, será marcada nova reunião para ver o andamento das sugestões deste primeiro encontro.

 

Produtores de cana do NE pleiteiam destinações dos recursos do FNE com foco em investimentos na área tecnológica

Produtores de cana do NE pleiteiam destinações dos recursos

do FNE com foco em investimentos na área tecnológica

 

Criado em 1988 e regulamentado em 1989, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é um instrumento de política pública federal operado pelo Banco do Nordeste que objetiva contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste, através da execução de programas de financiamento aos setores produtivos. Apesar dessa destinação institucional, a maior parte destes recursos não atende o que mais os produtores do Nordeste pleiteiam que é o acesso a crédito para investimentos na área tecnológica, especialmente, em projetos de irrigação e de segurança hídrica.

De acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, é preciso que o Banco do Nordeste reveja a destinação destes recursos. “Hoje, o produtor canavieiro, por exemplo, não tem acesso a linhas de crédito com juros satisfatórios, nem a prazo maiores para investir em projetos de irrigação e de segurança hídrica tão necessários a sobrevivência da atividade agrícola nesta região do país que sofre com a seca e a pouca quantidade de chuvas”, argumenta José Inácio.

O dirigente canavieiro lembra que, atualmente, gasta-se em média cerca de       R$ 10 mil por hectare num projeto de irrigação por gotejamento e que pela dificuldade de acesso ao crédito pouquíssimos projetos de irrigação e segurança hídrica, a exemplo de perfuração de poços e construção de barragens, são viabilizados. Na Paraíba, segundo José Inácio, só há dois projetos de irrigação por gotejamento feito por produtores, um deles na Fazenda Maracanã, em Santa Rita e outro, na Fazenda Angicos, em Pedras de Fogo. “O investimento é alto, os juros não são tão atrativos e o prazo não é muito longo. O Governo Federal precisa rever essa política de destinação dos recursos do FNE. O pequeno proafiano deve ser contemplado, mas o setor produtivo também merece uma atenção especial neste aspecto. O crédito existe, mas o acesso não é fácil”, reforça José Inácio.

Ainda de acordo com ele, a classe produtiva recebeu uma injeção de ânimo com a indicação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina e tem gostado de sua atuação e decisões. “Nunca na história recente do Nordeste, nós recebemos um ministro de estado da Agricultura interessado em conhecer as potencialidades da região como agora. A ministra não apenas veio ao Nordeste e a Paraíba, onde esteve no último dia 16, como dialogou com a gente com conhecimento de causa e acenou positivamente em pleitos importantes para o setor, a exemplo da defesa da produção nacional de álcool, da manutenção da tarifa diferenciada de energia elétrica para o produtor rural e também reconheceu que o setor precisa ter mais acesso a créditos, com juros mais baixos e prazos mais longos”, disse José Inácio.

Provido de recursos federais, o FNE financia investimentos de longo prazo e, complementarmente, capital de giro ou custeio. Além dos setores agropecuário, industrial e agroindustrial, também são contemplados com financiamentos os setores de turismo, comércio, serviços, cultural e infraestrutura. Os recursos do Fundo representam ingressos adicionais para o Nordeste e por definição legal, não se sujeita a injunções de políticas conjunturais de contingenciamento de crédito. Atualmente, o FNE atende a 1.990 municípios situados nos nove estados que compõem a região Nordeste e no Norte dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, incluindo os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.

 

Asplan apresenta sugestões para inclusão no Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 durante reunião do MAPA em Cabedelo

A realização do zoneamento agrícola da cana-de-açúcar no brejo e agreste da Paraíba e a isenção do licenciamento ambiental para produtores de até 200 hectares foram duas das sugestões levadas pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) à Divisão de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na Paraíba. Nesta quinta-feira (21), houve uma reunião na sede do órgão, em Cabedelo, para apresentação de proposições para elaboração do Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020. A Asplan foi representada, na ocasião, pelo diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira.

A reunião, que foi coordenada pelo chefe da divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário do MAPA, Hermes Barbosa, e contou com a participação de várias entidades ligadas ao agronegócio, a exemplo da Empaer. O objetivo deste encontro, que acontece em vários estados do país, é ouvir as demandas regionais que serão levadas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2019/2020.

“Avaliamos que é importante o MAPA levar em consideração as sugestões de entidades e agentes que fazem parte do setor produtivo, afinal de contas o Plano Agrícola e Pecuário é voltado para esse segmento e por isso mesmo é tão importante ouvi-lo antes de formatar o Plano. Essas contribuições, na verdade, aprimoram a política agrícola brasileira, com temas e propostas condizentes com a realidade de cada região”, afirma Neto Siqueira. Segundo ele, as duas sugestões levadas pela Asplan foram bem recebidas. “É preciso que se faça esse zoneamento agrícola da cana, pois sem ele fica difícil a obtenção do crédito agrícola nas regiões do Brejo e Agreste do estado. Quanto à isenção, é um pleito justo”, finalizou Neto Siqueira.

Nomeação de Alexandre Lima para presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool é bem recebida pelo setor

“É com muita alegria e satisfação, até porque conheço de perto a trajetória e competência de Alexandre como dirigente da classe canavieira, que recebi a notícia de sua nomeação como presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool, de forma que o setor estará muito bem representado também na Câmara Setorial”, disse hoje (20), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. Ele refere-se a nomeação de Alexandre Andrade Lima para exercer a função de presidente do colegiado de órgãos e entidades sucroenergéticas ligado ao Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). A portaria de nomeação foi publicada no DOU desta terça-feira (19). Esta é a primeira vez que um pernambucano, oriundo do setor de fornecedores de cana independentes do Nordeste ocupa este cargo desde a criação da câmara, em 2003.

É a primeira vez também que a função é ocupada pela Feplana. A Câmara é formada por 47 entidades da cadeia produtiva do açúcar e do álcool. O mandato é de dois anos. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool do Mapa tem a missão de debater os temas relacionados ao setor sucroenergético do Brasil, um dos segmentos mais importantes para o PIB brasileiro.

“Terei a missão de conciliar os interesses de toda a cadeia produtiva sucroenergética, composta pelos segmentos de indústrias e produtores independentes e assumo essa responsabilidade com o mesmo entusiasmo de quando assumi a presidência da Associação de Pernambuco, depois da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e, mais recentemente, da Feplana, pois acredito no setor e luto pelo seu reconhecimento há muito tempo”, disse Alexandre.

José Inácio lembra que o nome de Alexandre Lima foi citado para assumir acento na Câmara, durante encontro com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no último sábado, durante evento na Paraíba. “Pedimos a nomeação dele para compor a Câmara e ele não só assumiu assento como será presidente dela”, comemora José Inácio.