Asplan
BB apresentará suas linhas de crédito, juros e volume de recursos aportados para o Plano Safra 2019/2020 nesta quarta-feira na Asplan
O Plano Safra 2019/2020 foi anunciado na última terça-feira (18), em Brasília destinará para o setor agrícola R$ 225,59 bilhões. Desse total, R$ 222,74 bilhões são para crédito rural, sendo R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização. Outros R$ 53,41 bilhões para investimento. Representantes do Banco do Brasil (BB) na Paraíba farão o lançamento do Plano, nesta quarta-feira (26), as 8h30, na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Na ocasião, a instituição apresentará detalhes de volume de recursos, linhas e juros ideais para cada tipo de produtor.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o BB é uma das instituições mais “solidárias” ao produtor de cana-de-açúcar na Paraíba e vale a pena conferir o que seus representantes têm para mostrar ao setor. “O aporte deles em relação a outros bancos é muito bom. Acho que todo produtor deveria ver o que o Banco tem para oferecer em se tratando de custeio ou investimento”, comentou José Inácio, frisando que o anúncio do Governo não foi o esperado, mas que em um cenário de crise, foi o que “deu para fazer”.
Segundo informações do BB, o volume de recursos que a instituição trabalhará só será divulgada no final desta terça-feira, para que na quarta-feira pela manhã o Superintendente do BB na Paraíba e o Gerente do Agronegócio no estado possam anunciar ao produtor de cana. Mas, a instituição adianta que as taxas de juros para custeio foram mantidas em níveis que ainda dão para oferecer um bom apoio ao produtor.
Projetos que pleiteiam recursos para custeio de safra e investimento na cultura da cana-de-açúcar na Paraíba ultrapassam os R$ 25 milhões
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), por meio de seu Departamento Técnico (Detec), elaborou, no período de agosto de 2018 a maio deste ano, 93 projetos técnicos/financeiros para captação de recursos voltados ao custeio ou investimento para o plantio de cana-de-açúcar na Paraíba. As propostas elaboradas foram encaminhadas ao Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e para o Bradesco. Para este ano, os projetos somam o montante de R$ 25.436.139,58.
Das 93 propostas, 61 foram elaboradas para o custeio de safra, totalizando um pleito de R$ 16.459.621,07, e outros 32 para investimentos diversos, chegando ao montante de R$ 8.976.518,51. Vale ressaltar que os projetos de custeio são destinados, principalmente, à aquisição de insumos, realização de tratos culturais e colheita, beneficiamento ou industrialização do produto financiado. Já os projetos de investimento são voltados à implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção.
O Banco do Brasil recebeu 39 propostas de custeio de safra e 33 projetos para investimento, sendo o banco que mais recebeu solicitações de produtores de cana na Paraíba, este ano, através da Asplan. Juntas, essas propostas chegaram ao valor de R$ 18.478.739,89. Ao Bradesco foram enviados 15 projetos de custeio totalizando R$ 4.534.252,80, e nenhuma proposta de investimento. Para o Banco do Nordeste foram remetidos sete projetos de custeio de safra, com valor total de R$ 2.222.904,24 e dois de investimento, que somaram a quantia de R$ 200.242,65.
O serviço de elaboração dos projetos é realizado, gratuitamente, pelo Detec para os associados da Asplan e é feito pelo geotecnólogo da Associação e responsável pelos projetos de captação de recursos junto às instituições financeiras, Thybério Luna. Simultaneamente à elaboração dos projetos, a Asplan também atualiza a área de plantio de alguns fornecedores, através do georeferenciamento. Este ano, já foi feito o mapeamento de 209 associados que somados chegam a uma área de 20.822,26 hectares plantados.
“Com esse serviço, nós oferecemos um suporte técnico-administrativo ao produtor para que ele possa, cada vez mais, investir e melhorar sua cultura e produtividade. Além disso, nós também oferecemos o mapeamento de área e outros tantos serviços que auxiliam o produtor a melhorar sua cultura”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.
O presidente da Asplan lembra, no entanto, que o que foi pleiteado de recursos, não será, necessariamente o montante liberado. “A gente faz os projetos, encaminha para os bancos, mas a decisão de liberar os recursos cabe às instituições financeiras que avaliam uma série de fatores para poder aprovar o crédito”, finaliza José Inácio.
Canavieiros da Paraíba comemoram as chuvas que caíram nos últimos dias
Para o agricultor, para quem planta, chuvas são bênçãos do céu porque qualquer que seja a cultura, água é essencial para o desenvolvimento da planta. Por isso, os produtores canavieiros da Paraíba comemoraram as últimas chuvas que caíram no estado, especialmente, as dos últimos dias. Dados da defesa Civil da capital paraibana apontam que somente nas últimas 24h choveu o equivalente a 257 milímetros. De janeiro a maio, os institutos de meteorologia apontam uma precipitação de 1000 milímetros em várias localidades da Paraíba e em algumas delas até mais que isso.
De acordo com o diretor da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Neto, as chuvas sempre são bem vindas para quem vive da agricultura. “Essas precipitações, este ano, prometem uma boa safra e isso anima quem vive de plantio. Estávamos preocupados sem saber se teríamos um ano bom de chuva, mas, agora estamos mais animados, tanto com as chuvas, como pelo volume dela, e isso é um prenúncio de boa safra”, destaca Pedro Neto.
Para o meteorologista Luiz Carlos Molion, de Alagoas, o ano de 2019 será um de inverno favorável na Paraíba, embora o Sertão do Estado ainda possa sofrer com uma redução nas precipitações, de 15 a 20% abaixo da média histórica. Segundo ele, as frentes frias estão chegando até a região equatorial e, nessas circunstâncias, há tendências de se ter na Paraíba chuvas na média ou até acima do normal. Ainda segundo o pesquisador, 2019 não deve ser um ano crítico, nem nada parecido com o que já se viu em 2015, 2016 e 2017, que foi o período mais seco dos últimos 20 anos no Estado.
Produtores de cana conhecem as vantagens da redução de gemas e as novidades da Yara para o manejo do plantio
Implantar uma nova área de cana-de-açúcar custa muito caro para o produtor, que precisa sempre colocar na ponta do lápis os custos com sementes, mão de obra, fertilizantes, insumos, dentre outros itens. Assim, a maior parte deles está sempre em busca de novas tecnologias que possam aumentar a produtividade ou, ao menos, dinamizar o seu plantio com o uso de novos conceitos e estratégias. Para melhor orientar os canavieiros paraibanos, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com a Yara, realizou, nesta quarta-feira (12), através de seu Departamento Técnico (Detec), duas palestras que mostraram como o produtor pode dar mais sustentabilidade a sua lavoura. A empresa Yara trouxe informações sobre o manejo de plantio e a Ph Química apresentou o plantio com baixa densidade.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, abriu o evento afirmando que a esperança sempre deve ser uma qualidade do produtor rural e que a solução para muitos dos problemas da cana deve ser resolvido com o aumento de produtividade. “Se a gente não tiver esperança, a gente não sai do lugar. Eu acredito que só há uma saída para o Nordeste, que é aumentar nossa produtividade”, comentou, agradecendo a presença das empresas que sempre orientam os fornecedores de cana para fazer suas escolhas diante de tantos bons produtos.
O Programa Nutricional Longevita, da Yara Fertilizantes foi o destaque da empresa no evento da Asplan. Segundo Eduardo Saldanha, representante da Yara, o produto proporciona uma safra mais uniforme, maior quantidade de ATR (Açúcar Total Recuperável), aumento no tamanho dos entrenós e estimula o nascimento de raízes. Além do LongeVita, a Yara também apresentou o YaraMila, um produto que traz nitrogênio, fósforo e potássio no mesmo grânulo para tratamento de toletes e aplicações foliares.
“Eles devem ser usados em conjunto. Os resultados são incríveis. Temos experimentos em que a planta dava seis cortes e passou a dar 13. Isso tudo em função da combinação de Fósforo, Nitrogênio e Potássio em um só grão”, afirmou Eduardo, destacando também que em toneladas de cana, os canaviais também deram lucro. “Temos lugares que passaram de 8 para 10 toneladas de cana por hectare”, disse, reforçando a experiência e qualidade da Yara.
Já a empresa Ph Química trouxe dados sobre o plantio de baixa densidade para o produtor de cana. A técnica indica que a redução da densidade de gemas por hectare, reduzindo também a competição entre as plantas ao nascer. De acordo com Claudemir Virgínio, representante da marca, o grande diferencial é que isso proporciona um melhor desenvolvimento inicial, visto que diante de técnicas tradicionais, com o plantio de cerca de 50 pés de cana, cerca de 10 se desenvolvem realmente em face dessa “competição”.
“Já que nossa meta é a gema, temos que aplicar os produtos diretamente lá, controlar o ph, proteger a raiz, o rebolo de todos os perigos. E esse é um método em que é possível fazer isso diretamente, sob a forma de um canteiro diferente do tradicional, com espaçamento de cerca de 50 cm”, explicou o representante da Ph Química. Ele frisou também que o modelo de plantio apresenta uma padronização simples de canteirização, o que também proporciona uma boa condição para a formação de sistema radicular. “com esse formato de canteiro e a recomendação do uso de grupos como o estrobilurina e o triazol, temos proteção garantida no rebolo contra qualquer perigo e teremos, crescimento radicular e vigor vegetativo para a brotação”, afirmou, lançando o desafio para os paraibanos. “Se aqui a 579 dá certo, que tal tentar com ela?”, concluiu.
Para Jucélio dos Santos, técnico agrícola da Usina Tabu, o encontro foi muito produtivo. “Gostamos muito quando estamos aqui na Associação porque sempre saímos com dados importantes para melhorar nossa produção. Hoje, vimos sobre produtividade, e o que mais nos chamou a atenção foi o plantio com redução de gemas que já é uma técnica aplicada na Tabu”, comentou Jucélio.
Em função do horário, não foi possível a realização da palestra da empresa Corteva/Sc Tec. que falaria sobre “Tecnologia Corteva para o Plantio da Cana-de-Açúcar e Pastagem”. O tema será abordado, oportunamente, em outro evento promovido pelo Detec.
Asplan realiza palestras técnicas sobre tecnologias para melhoramento do manejo em cana-de-açúcar
Tem sido várias as melhorias realizadas pelo setor sucroenergético para sustentabilidade e aumento de produtividade nos campos. O controle biológico de pragas, o aproveitamento de resíduos agroindustriais, técnicas de fixação de nitrogênio, o melhoramento varietal e o manejo nutricional são algumas delas. O manejo do plantio também está entre as preocupações constantes do produtor que procura mais qualidade de sua cana pois um plantio bem feito e bem conduzido é a garantia de que teremos canaviais produtivos, por um maior número de cortes e, pensando nisso, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realizará, nesta quarta-feira (12), três palestras técnicas para seus associados, a partir das 9h, no auditório da entidade, em João Pessoa.
A primeira delas será “Sugestões de Manejo da Yara para o plantio da cana-de-açúcar”. Na oportunidade, o palestrante Eduardo Saldanha apresentará ao produtor as novidades da Yara para a cultura da cana. Em seguida, será a vez da empresa Ph Química, através de seu palestrante Claudemir Virgínio Lima, mostrar sua tecnologia para o “Plantio com baixa densidade”. A última palestra será da empresa Corteva/Sc Tec. que falará, através de seu palestrante, Gustavo Santos, sobre “Tecnologia Corteva para o Plantio da Cana-de-Açúcar e Pastagem”. O evento será finalizado com um almoço.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, eventos com foco nas palestras técnicas são importantes para que a Associação possa ajudar o produtor nas suas tomadas de decisão. “As palestras orientam o fornecedor, mostrando a viabilidade do investimento e qual o seu retorno. Estamos sempre trazendo as novas tecnologias das empresas para que cada produtor tire suas dúvidas diretamente com cada representante e avalie como pode obter o melhor custo-benefício em seu plantio”, comentou o dirigente.
O evento, que será realizado no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, a partir das 9h, é gratuito e direcionado, prioritariamente, para os associados da entidade, mas é aberto ao público interessado.
Presidente da Asplan participa de sessão para instalação de Frente Parlamentar do Biocombustível e fala da falta de políticas para o setor
Representantes do setor canavieiro e sucroalcooleiro da Paraíba marcaram presença em sessão especial da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para a instalação da Frente Parlamentar de Biocombustíveis e Energias Renováveis, nesta quinta-feira (06). A iniciativa foi do deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) que defendeu sua propositura mostrando a importância do setor na geração de emprego e renda no estado, bem como a necessidade de se investir em energia limpa como medida de proteção ao meio ambiente. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, também esteve presente e destacou a falta de política públicas para fortalecer a geração do biocombustível no Brasil. Todos acreditam que a sociedade precisa “acordar” para novas e boas práticas.
Incentivar as práticas sustentáveis, tendo em vista que o futuro do país também depende da proteção de seus recursos naturais, além da proteção de todos os trabalhadores que sustentam suas famílias através do emprego e da renda gerados pelo setor na Paraíba foi o norte do lançamento. “Na Paraíba, o setor sucroalcooleiro, que é a principal matriz energética do nosso Estado, fatura em torno de R$ 1 bilhão e gera 44 mil postos de trabalho (diretos e indiretos)”, iniciou Tovar, presidente da nova Frente Parlamentar.
Para o deputado, a Frente deve ser um “palco de debates” para fortalecer práticas de produção e consumo de energias limpas. “Temos inúmeras pesquisas, muitos estudos, não nos faltam matérias-primas, mas precisamos de vontade política, organização e mais consciência ecológica”, afirmou o deputado, acrescentando que é preciso pensar no futuro. “Esse é um tema que sempre trago para a assembleia, até mesmo antes da instauração dessa Frente. É uma pauta mundial. A Alemanha mesmo tem várias ações nesse sentido, por exemplo, e podemos avançar também”, comentou Tovar.
Segundo o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a Paraíba, na década de 1980, chegou a uma safra de 7 milhões de toneladas de cana e mesmo com seca o setor conseguiu manter seus números e produzir um combustível limpo. No entanto, depois vieram outros governos que reduziram a sua importância, valorizando o petróleo. “Das três grandes culturas desse estado, o algodão, o sisal, migraram para a Bahia. A cana ficou gerando emprego, renda e produzindo o combustível limpo. Eu lembro da criação da Agência Nacional do Petróleo. Ali houve uma discriminação. A agência era para ser Agência Nacional de Combustíveis. Dai, temos ela que manda no petróleo, no etanol, em tudo, com um nome já direcionado ao petróleo”, frisou José Inácio, elogiando a ação do deputado Tovar, em criar a Frente Parlamentar para defender o biocombustível.
“A gente tem que falar de combustíveis renováveis sim, em biomassa, na energia solar, futuro do Brasil e preservar, cada vez mais, o emprego de milhares de trabalhadores e incentivar o uso do combustível limpo. Aqui estamos unidos, é uma parceria, fornecedor, produtor independente, trabalhador, usineiros, para fortalecer um setor que gera emprego e renda, faz uma agricultura sustentável, ambientalmente correta e socialmente justa”, continuou o dirigente da Asplan.
Aumento do consumo de etanol
O presidente do Sindicato da Indústria e Fabricação do Álcool – Sindálcool, Edmundo Barbosa, também apresentou dados importantes a respeito das usinas e do consumo de etanol na Paraíba. Segundo o dirigente, o consumo de etanol na Paraíba está 70% maior do que no ano passado. “Precisamos incentivar esse consumo, porque ele tem que ser uma mudança de hábito. O setor é protagonista em diversas frentes. É uma atividade intensa em recursos naturais, intensa intelectualmente, intensa na geração de emprego e renda. Enquanto que a gasolina só é prejudicial”, destacou Edmundo, acrescentando o malefício do combustível fóssil, inclusive à saúde.
“Nele deveria incidir, inclusive, mais impostos, visto que possui benzeno em sua formula, que é cancerígeno e também aumenta a temperatura no nosso planeta. Com o incentivo do consumo de etanol, cerca de 413 milhões de partículas de CO2 podem deixar de ir para a atmosfera”, comentou. Durante sua exposição, Edmundo também agradeceu ao Governador João Azevedo pela isenção de ICMS para a produção de Biogás para a geração de energia elétrica e também entregou ao presidente da frente Parlamentar, o deputado Tovar, o Marco Regulatório do Biogás.
A União
O representante da Federação dos Trabalhadores da Agricultura – Fetag, João Alves, citou a parceria entre trabalhador e empregador no setor sucroalcooleiro. “O trabalhador que atua na cana recebe em média um salário e meio. Tem carteira assinada, décimo terceiro salário, tudo direitinho. Usa EPI, tem almoço, transporte. Ou seja, o setor está organizado. Ninguém vive sem o trabalhador. Aliás, nenhum trabalhador vive sem seu empregador e nenhum empregador sem seu trabalhador”, esclareceu João Alves, apoiando as falas dos fornecedores de cana e também dos usineiros, representados pelo Sindalcool.
O deputado Walber Virgolino, que também acompanhou a sessão, elogiou a iniciativa de Tovar e ressaltou que é preciso a união de esforços que contribuam com o tema e a vida das pessoas. “Nós estamos cumprindo o nosso trabalho e as exigências da população. O estado da Paraíba precisa crescer, mas só crescerá com a união do parlamento com a população e com a classe empresarial. Para que possamos melhorar a vida do povo temos que gerar emprego e renda e não vejo outra saída se não for abraçando as tecnologias renováveis e preservando o meio ambiente”, disse Walber.
Ao final, Tovar agradeceu a presença de todos e declarou aberta a Frente Parlamentar do Biocombustível e Energias Renováveis. “Espero que agora tenhamos um espaço amplo para o debate de soluções para o setor”, disse o deputado, confiante no novo passo que a ALPB acaba de dar rumo ao futuro e à proteção de um dos segmentos que mais emprega no estado.
Além do presidente da Asplan, José Inácio de Morais, também representaram a Asplan, os diretores financeiros e ex-presidentes da entidade, Murilo Paraíso e Oscar de Gouvêa. No setor industrial, estiveram presentes, além do dirigente do Sindálcool, os empresários Clodoaldo de Oliveira, da Usina Monte Alegre, e Bruno Tavares, da Giasa. Além deles, também enriqueceram o debate o professor Euler Macedo, vice-presidente do Centro de Energias Alternativas e Renováveis da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, que falou sobre o potencial da Paraíba para a produção de energia solar, e Aristeu Chaves, Coordenador do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), do Governo do Estado, além dos deputados Cabo Gilberto, Estela Bezerra, Moacir Rodrigues, Camila Toscano e Ricardo Barbosa.
Balanço final da safra 2018/19 de cana-de-açúcar mostra que a Paraíba manteve média de produção
A produção de cana-de-açúcar na Paraíba na safra 2018/2019 manteve a média das três últimas safras e apresentou indicadores positivos. A safra que começou em agosto de 2018 e só foi completamente encerrada em maio último, contabilizou um resultado final de 5.675.107,870 milhões de toneladas de cana. Esses dados são referentes ao somatório de cana de fornecedores ligados a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que responderam por um volume de 3.109.896,00 milhões de toneladas, ao montante de cana das oito indústrias locais. A média das últimas três safras ficou em torno de 5 milhões de toneladas.
Das 5.675.107,870 milhões de toneladas de cana processada na atual safra, nas oito indústrias da Paraíba, os fornecedores ligados a Asplan responderam pelo volume de 3.109.896.00 milhões de toneladas, sendo o restante da produção correspondente a cana de acionistas ( 408.431,726), a cana própria de usinas (1.833.566,580) e ainda a cana de outras origens (19.015,790) toneladas.
Todas as oito unidades industriais – São João, Agroval, Japungu, Miriri, Monte Alegre, Giasa, Tabu e Pemel- moeram cana de fornecedores ligados a Asplan. Outras unidades industriais fora da Paraíba também absorveram a produção estadual que foram a Olho D’água, em Camutanga (PE), a Baia Formosa, em Baia Formosa (RN) e a Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana de Açúcar (Coaf) – antiga usina Cruangi, em Timbaúba (PE).
“A Paraíba, a exemplo de outras regiões produtoras do Nordeste, registrou sensível queda em sua produção, haja vista que houve uma sensível redução da área plantada, mas, mantemos a média de produção de anos anteriores”, argumenta o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro lembra que a destinação de cana produzida na Paraíba para usinas de PE e RN não foram contabilizadas como safra na Paraíba, o que evidencia que a produção no estado pode ter sido ligeiramente maior que os dados apresentados.
José Inácio chama atenção ainda para a redução do lucro da atividade na atual safra que compromete a rentabilidade da cultura, resultando em frustração de expectativa da classe produtiva. “A remuneração paga pela tonelada da cana não cobre os custos de produção que por hectare custa, em média, R$ 120,00, enquanto que a remuneração, atualmente, é de R$ 95,00”, reitera o dirigente da Asplan.
Classificação do produtor canavieiro
Para efeito de classificação do produtor canavieiro, denomina-se como micro produtor quem produz até 1000 toneladas/safra. Os pequenos produzem entre 1000 e 5 mil toneladas. Os médios se classificam entre quem produz de 5 a 10 mil toneladas, enquanto que é considerado grande produtor quem fornece acima de 10 mil toneladas. Na Paraíba, quase 72,53% dos fornecedores de cana são considerados micro produtores e 19,80% são pequenos produtores. Os médios representam 3,73%, enquanto os grandes contabilizam apenas 3,07% do universo de fornecedores de cana.
Produtores de cana ampliam conhecimentos sobre como combater melhor os fungos que atacam suas plantações
Os produtores de cana paraibanos conheceram, na manhã desta terça-feira (28), um pouco mais sobre os desafios de manter suas plantações longe de fungos como o Puccinia kuehnii, causador da ferrugem alaranjada, e o Thielaviopsis paradoxa, causador da podridão abacaxi na cana-de-açúcar. O encontro, promovido pela Centro de Treinamento da Adama – CTA e a Agromape, aconteceu no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), foi aberto pelo presidente da Asplan, José Inácio de Morais, e contou com uma palestra técnica de Álvaro Sanguino, Doutor em Fitopatologia pela Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e que possui mais de 50 anos de atuação no campo. Ele destacou a observação de sintomas na planta, o tempo e a aplicação certas para a primeira ação como formas importantes de lidar com as doenças.
Na oportunidade, o palestrante explicou como os fungos encontram as condições ideais para se instalar na planta e como eles atuam inibindo o desenvolvimento da cana, principalmente, a ferrugem alaranjada. “Não existe produto curativo. Temos que observar a planta para que ela receba o produto no momento certo e com as condições certas para acertar seu foco. No caso do fungicida, ele vai atuar na inibição da germinação dos esporos que pode acontecer em temperaturas amenas, mas também numa faixa muito ampla que pode ir até os 34 graus”, disse ele, destacando que isso deve ser feito logo no aparecimento dos primeiros sintomas nas folhas da cana.
“Os primeiros sintomas são pequenas pontuações amareladas que evoluem gradativamente para pústulas salientes, de cor laranja ou marrom. O ponto que mais aparece é e na superfície da folha e no ponto de inserção da folha ao colmo, afinal, é nesse ponto que se acumula água”, afirmou o doutor, mostrando uma tabela de evolução da doença na planta e que o segundo estágio já era recomendado o fungicida.
O principal agente de disseminação da ferrugem alaranjada é o vento. Assim, Álvaro também lembrou que a plantação em níveis é uma forma de controle. “Plantas em encostas mais altas que outras é uma forma de prevenção. Na parte mais alta, os ventos são mais fortes do que as que estão mais abaixo, sendo assim, as mais baixas, mais suscetíveis”, disse, apresentando imagens de cana em São Paulo com nítida diferença de coloração das folhas. “A mais alta está mais verde do que a parte mais baixa”, comentou.
Para finalizar, o palestrante deixou o que os produtores avaliassem se o custo de um fungicida valia a pena em suas plantações. “O fungo destrói a sacarose da cana. Ele ataca a parte mais rica da planta. Isso é importante vocês saberem para que vocês vejam o custo com base no prejuízo que podem ter”, frisou, salientando, porém, que o mais importante é não perder tempo quando observarem os primeiros sinais da ferrugem na planta. “O time é o que importa para não ter que fazer várias aplicações. Uma aplicação bem feita, estende o tempo para a próxima até 60 dias, mas isso deve ser feito até 10 dias de se notar os sintomas”, enfatizou.
Pesquisas para o NE
O engenheiro agrônomo Benon Barreto, que possui também anos de atividade e ampla experiência nos campos nordestinos, falou na ocasião, salientando que o Nordeste precisa de pesquisa específica, tendo em vista que em se tratando de fungos, as condições de temperatura, principalmente, são muito diferentes das encontradas no Centro-sul do pais. “Sou muito cético quando ao tratamento foliar no Nordeste. A bainha sempre foi determinante na absorção foliar na região. Aqui temos temperatura, umidade diferente de outras regiões. Em pleno inverno mesmo, temos veranico de 20 dias”, argumentou Benon, acrescentando que existe, na verdade “dois Brasis”.
“Não podemos comparar nossas plantações com as do centro-sul. Temos que fazer nossas próprias pesquisas. Existe um enxame de produtos novos, mas é uma incoerência colocar aqui um fungicida sendo que o solo aqui das 11h às 14h a gente não aguenta no solado do sapato, de tão quente”, comentou o engenheiro, abrindo uma reflexão para o produtor de cana paraibano.
Azimut
Depois da palestra, a Adama apresentou o Azimut, que já é um produto reconhecido no mercado pelo seu amplo espectro – usado em cerca de 20 culturas – no centro-sul do pais. Na ocasião, O engenheiro agrônomo Fábio Amaral, do setor de desenvolvimento de mercado para a cana da Adama, apresentou os resultados do Azimut em campo. Vale destacar que a podridão abacaxi da cana-de-açúcar, causada pelo fungo Thielaviopsis paradoxa, pode causar quedas de até 50% na brotação e de 42% na produtividade de colmos. Já o Puccinia kuehnii, que causa a Ferrugem Alaranjada, interfere bastante na fotossíntese das folhas, comprometendo todo o desenvolvimento e produtividade da planta.
Projeto de levantamento de custos da atividade canavieira mostra que remuneração de produtores de cana paraibanos está defasada
Pesquisadores do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas – PECEGE, que estão realizando um estudo em parceria com a Escola Superior de Agricultura ‘‘Luiz de Queiroz’’ – ALQ e Universidade de São Paulo -USP, com apoio da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), voltaram a se reunir com produtores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, nesta terça-feira (21). O estudo, iniciado com produtores canavieiros paraibanos no ano passado, aponta um déficit significativo no valor de remuneração quando comparado os custos de produção da matéria-prima. Atualmente, essa defasagem chega a R$ 25,00 por tonelada de cana.
Segundo ficou constatado no estudo, o custo de produção por hectare de cana fica, em média, na Paraíba, por R$ 125,00, enquanto que a remuneração, hoje, é de R$ 95,00. O vice diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Pedro Neto, explica que esse estudo é muito importante pois faz um levantamento de custos de produção de cana com muitos detalhes. “A partir desse levantamento, nós temos um custo real da atividade e, a partir daí, podemos identificar o que podemos fazer para reduzir custos da porteira para dentro, porque da porteira para fora não depende do produtor”, destaca Pedro Neto.
Ainda segundo Pedro Neto, o estudo engloba custos com a mão de obra, produtividade, investimento em plantio, tratos culturais, na socaria, com mão de obra, veículos, etc. “O levantamento é muito detalhado e é norteador de novas ações no sentido de ajudar os produtores a serem mais eficientes na atividade, facilitando o processo de tomada de decisão e reduzindo, assim, esse déficit de remuneração que tem se repetido nas últimas safras”, afirma o representante da Asplan. Ele lembra que, em breve, a Associação fará um evento onde reunirá os produtores paraibanos para apresentar os resultados e as sugestões de melhorias.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, a adesão da entidade a essa iniciativa traduz a preocupação da Associação em sempre disponibilizar para seus associados ferramentas que lhes proporcionem ganhos de produtividade e desenvolvimento. “Todo projeto que venha a agregar valor à nossa atividade será muito bem-vindo, a exemplo deste da PECEGE”, finaliza o dirigente canavieiro.
Esse estudo do PECEGE está sendo feito em nível nacional, em entidades representativas tanto dos produtores, quanto das indústrias. No ano passado, foi colhido dados e agora está sendo feito os detalhamentos. As informações sobre Custos de Produção de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol no Brasil serão publicadas no portal e aplicativo Sucroenergético Pecege-Esalq/USP.
‘O produtor rural brasileiro agora tem um governo que enxerga além das vias urbanas deste país’ afirma dirigente da Asplan
Depois de anunciar que enviará ao Congresso Nacional um projeto que isentará de punição os proprietários rurais que atirarem em invasores de suas terras, o presidente Jair Bolsonaro voltou a tomar decisões que agradaram o segmento produtivo nacional e e atende uma antiga reivindicação do setor que se sentia fragilizado diante da escala de violência no campo. Trata-se do Decreto 9.785, publicado no Diário Oficial da União esta quarta-feira (08), que regulamenta o porte de armas de fogo para várias categorias, entre elas, moradores de área rural.
“Quem já teve sua propriedade produtiva invadida, viu sem poder fazer nada seu patrimônio ser delapidado, plantações serem destruídas e criações serem mortas sem nada poder fazer para impedir tamanho absurdo ou viu seus familiares reféns do medo e da impunidade começam a respirar aliviados com as deliberações do nosso presidente que, ao agir assim, dá uma demonstração de que governa para além das vias urbanas, enxergando uma classe produtiva que é muito importante para o país e que estava refém do medo e de braços cruzados até então. Agora, os bandidos vão pensar duas vezes antes de invadir uma propriedade, seja para dilapidar o patrimônio, seja para cometer qualquer ato de ilicitude”, destacou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
Para José Inácio, o Decreto atende os anseios da classe produtiva. “Com a legalização do porte, nós produtores que até então estávamos de aos atadas, vamos poder nos defender”, reitera José Inácio, lembrando que as regras e critérios para obtenção das armas não foram alteradas.



















