Asplan

Presidente da Asplan destaca importância da Cota Americana após revés ao “tarifaço” nos EUA

“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos traz um alívio para o setor sucroenergético brasileiro, especialmente para os produtores de cana do Nordeste que dependem diretamente da Cota Americana. Essa cota representa uma oportunidade estratégica de acesso ao mercado norte-americano em condições diferenciadas, garantindo previsibilidade de receita e equilíbrio para milhares de fornecedores de cana e que tinha sido afetada com o tarifaço de Trump”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ao saber da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, entendeu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado “tarifaço” com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Quando houve a imposição do chamado ‘tarifaço’, segundo José Inácio, o setor produtivo e industrial ficou em alerta máximo, porque essa elevação abrupta de tarifas comprometeu a competitividade do açúcar brasileiro dentro da cota e, sobretudo, fora dela. “Para o Nordeste, onde a atividade canavieira tem forte impacto social e econômico, isso significou o risco direto a empregos, renda no campo e sustentabilidade das usinas e dos fornecedores”, disse ele, lembrando que essa mudança, infelizmente, não influenciará os prejuízos da safra que já ocorreram.
Para José Inácio, a decisão da Suprema Corte dos EUA reafirma que medidas dessa natureza, que prejudicam vários países e setores da economia, precisam respeitar limites legais, institucionais e constitucionais. “Segurança jurídica e previsibilidade são fundamentais para planejar safra, investimentos e manutenção da atividade. Esperamos que o comércio internacional siga regras claras, preservando a estabilidade da Cota Americana e o espaço conquistado pelo açúcar nordestino no mercado dos Estados Unidos e que decisões desta natureza não sejam tomadas de sobressalto ao gosto do dirigente do momento”, finaliza José Inácio.
José Inácio, presidente da Asplan

Decisão da Suprema Corte dos EUA reforça segurança jurídica com impactos positivos no setor sucroenergético do Brasil diz Pedro Neto

O presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, comentou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, considerou que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Ele avalia que essa decisão terá impactos positivos também para o Brasil que sofreu com o tarifaço americano.
“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos restabelece um importante equilíbrio institucional e traz maior previsibilidade ao comércio internacional. Para o setor sucroenergético brasileiro — especialmente para os produtores do Nordeste — essa sinalização é extremamente relevante, porque reduz o risco de medidas unilaterais que impactem diretamente sobre a Cota Americana de açúcar”, destacou.
Pedro Campos Neto lembrou que o chamado ‘tarifaço’ gerou forte apreensão no mercado, pois poderia comprometer a competitividade do açúcar brasileiro no mercado norte-americano, afetando contratos, planejamento de safra e a estabilidade econômica do setor. “A Cota Americana é estratégica para o Nordeste, uma vez que garante acesso preferencial ao mercado dos Estados Unidos, com impacto direto na geração de emprego, renda e divisas. Qualquer aumento abrupto de tarifas fragiliza esse equilíbrio”, reitera ele.
“Esperamos que, a partir dessa decisão, prevaleça o diálogo institucional e o respeito às regras multilaterais de comércio, assegurando segurança jurídica e previsibilidade para os produtores que dependem desse fluxo comercial”, finaliza o presidente, complementando que continuará acompanhando os desdobramentos da decisão da Corte e defendendo os interesses do setor junto ao governo brasileiro e às instâncias nacionais e internacionais de comércio.
Presidente da Unida e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, Pedro Campos Neto destaca como popsitiva decisão da Suprema Corte Americana

Associados Asplan têm 10% de desconto na inscrição da 10ª DATAGRO Abertura Safra Cana, Açúcar e Etanol

Os produtores de cana adimplentes com a Associação dos Fornecedores de Cana da Paraíba (Asplan) terão um bônus de 10% na inscrição da 10ª edição da DATAGRO Abertura Safra Cana, Açúcar e Etanol, o encontro que inaugura a agenda estratégica do setor sucroenergético no país e marca o início do planejamento da safra 2026/27. O evento deste ano acontece no Taiwan Centro de Eventos, em Ribeirão Preto (SP), nos dias 11 e 12 de março e terá dois dias de painéis e workshops com a participação de 75 palestrantes que abordarão questões sobre mercado, energia, competitividade e política comercial. No ato da inscrição, basta o associado se identificar para fazer jus ao cupom de desconto no datagroconferences.com.
O presidente da Asplan, José Inácio, destaca a relevância do evento. “É importante participar deste encontro porque ele contribui para orientar nosso planejamento, a construção de estratégias mais eficientes com debates sobre sustentabilidade, inovação tecnológica e diversificação dos biocombustíveis que são essenciais para consolidar o papel da cana-de-açúcar como vetor de desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil.  Acreditamos que eventos como esse fortalecem nossa cadeia produtiva e contribuem para o crescimento contínuo do setor por isso que apoiamos essa iniciativa”, destaca ele.
“Entramos em um novo momento para o setor sucroenergético, em que as decisões deixam de ser apenas operacionais e passam a ter impacto direto na inserção do Brasil no mercado global de energia. A leitura integrada de produção, política comercial, transição energética e competitividade internacional é fundamental para reduzir riscos e ampliar previsibilidade”, afirma Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.
A competitividade do etanol de milho também será abordada, em painel dedicado à dinâmica de custos, oferta e integração entre as rotas produtivas. O mercado do petróleo e os avanços na implantação da mistura de 35% de etanol anidro na gasolina, o chamado E35, além da evolução tecnológica da indústria automotiva com uso de biocombustíveis, compõem outro eixo central das discussões. A agenda inclui ainda temas como integração e diversificação na América Latina, implementação de biocombustíveis no transporte marítimo e perspectivas para o plantio de beterraba na Europa, além de atualizações sobre o acordo Mercosul e União Europeia.
No segundo dia, o foco se amplia para aspectos operacionais e tecnológicos. Entre os destaques estão o uso do etanol em equipamentos agrícolas, os avanços da transformação digital na indústria sucroenergética, estratégias de controle de pragas como instrumento de ganho de produtividade e a apresentação de indicadores da área agrícola para o próximo período produtivo.
Fonte: release assessoria Datagro
Presidente da Asplan, José Inácio, destaca importância do evento da Datagro

Asplan e AFCP formalizam parceria sobre manejo da broca impersonatella principal praga dos canaviais do Nordeste

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) formalizaram uma parceria de cooperação técnica voltada à ampliação dos serviços da Estação de Camaratuba, onde funcionam as biofábricas mantidas pela Asplan. A iniciativa representa um avanço estratégico no fortalecimento do controle biológico de pragas na cultura da cana-de-açúcar, com a definição de novos protocolos para desenvolver métodos de criação da broca em laboratório, usando as fêmeas como armadilha. A parceria amplia a atuação conjunta das entidades no Nordeste.
A formalização ocorreu durante uma reunião técnica entre equipes das duas associações, nesta terça-feira (10), reunindo profissionais da Asplan e da AFCP para alinhar ações de desenvolvimento tecnológico e aprimoramento de protocolos de manejo integrado de pragas. A parceria envolve diretamente os profissionais da Asplan e da Estação de Camaratuba, a exemplo do Diretor Técnico, Neto Siqueira, do Supervisor Técnico, Júlio Barbosa, e o Biólogo e Doutor em Agronomia Roberto Balbino, além dos representantes da AFCP, o engenheiro Agrônomo Álvaro Rodrigues, Frederico Camazoni e o Consultor José de Souza.
Segundo Roberto, atualmente, os levantamentos realizados no Centro-Sul do país utilizam, majoritariamente, armadilhas com fêmeas virgens da Diatraea saccharalis, espécie diferente da que ocorre no Nordeste, o que reduz a eficiência do monitoramento regional. Com a parceria, explica ele, as associações irão desenvolver, de forma conjunta, a criação da Diatraea impersonatella e uma armadilha específica para o levantamento da praga em campo, permitindo maior precisão no diagnóstico e melhor direcionamento das estratégias de controle.
Segundo Neto Siqueira, a cooperação entre as entidades representa um passo importante para a evolução do controle biológico na região, além da ampliação futura da produção das biofábricas. “Estamos unindo nossas equipes técnicas e o conhecimento acumulado das duas associações para desenvolver protocolos adequados à realidade do Nordeste. Hoje, a metodologia utilizada no Centro-Sul não atende plenamente às nossas condições de campo. Essa parceria vai permitir produzir a Diatraea impersonatella, desenvolver uma armadilha específica e, com isso, melhorar significativamente o levantamento e o controle da broca nos canaviais”, destacou.
Inicialmente, a parceria será baseada na troca de conhecimento técnico entre as equipes. Paralelamente, as entidades avançarão para uma etapa de produção integrada, na qual a Asplan ficará responsável pela produção do inseto, enquanto a AFCP atuará no desenvolvimento da armadilha. O uso de um produto estará diretamente vinculado ao outro, fortalecendo o modelo de cooperação técnica. Em uma fase posterior, a parceria prevê a expansão da produção e comercialização da Cotesia, agente biológico utilizado no controle da broca-da-cana, com foco no atendimento das regiões da Zona da Mata e Mata Sul de Pernambuco, além dos estados de Alagoas e Sergipe.
A iniciativa consolida a Estação de Camaratuba como um polo estratégico de inovação em controle biológico e reforça o compromisso da Asplan e da AFCP com a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o fortalecimento da cadeia canavieira no Nordeste.
Reunião que definiu parceria da Asplan com a AFCP
Parceria Asplan AFCP vai fortalecer manejo da broca no Nordeste
Representantes da Asplan e AFPC após fechamento dac parceria entre as duas associações

Asplan tem reunião com representantes do BB para tratar das dificuldades do produtor diante da quebra de safra e baixo preço da cana

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realizou, na última quarta-feira (4), uma reunião com representantes do Banco do Brasil para discutir o atual cenário do setor canavieiro no estado e as dificuldades enfrentadas pelos produtores de cana de açúcar diante da quebra de safra, do baixo preço da cana e de fatores climáticos adversos. A reunião aconteceu na sede da entidade, em João Pessoa.
Participaram do encontro o presidente da Asplan, José Inácio de Morais; o vice-presidente, Pedro Campos Neto; o Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira e o advogado, Tárcio Handel, além de Alfredo, Fernanda e Cristiano, representantes das áreas financeira e técnica da entidade. Pelo Banco do Brasil, estiveram presentes o superintendente regional, Márcio Pereira; o gerente de Mercado, Ruan Lemos; o gerente geral da agência de Mamanguape, Adriano Pereira; e o engenheiro agrônomo do BB, Paulo César.
Durante a reunião, José Inácio apresentou um panorama detalhado das dificuldades vividas pelos produtores paraibanos. Ele destacou a redução expressiva no valor da tonelada da cana-de-açúcar — que, em média, caiu de R$ 172,00 para cerca de R$ 129,00 — somada à queda de produtividade causada pelo déficit hídrico e pela frustração de safra decorrente das condições climáticas adversas. O presidente também mencionou impactos externos, como o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que agravaram ainda mais a situação dos produtores, com impacto direto na Cota Americana no Nordeste.
Segundo José Inácio, esse conjunto de fatores comprometeu a capacidade dos produtores de honrar seus compromissos financeiros, mesmo quando o objetivo principal era preservar o campo e manter a atividade produtiva. Ele classificou como excessivamente rigorosa a forma de cobrança adotada pelo banco em alguns casos, ressaltando que o produtor não pode ser tratado como alguém de má-fé, mas como um parceiro que atravessa um momento crítico e difícil.
Um dos pontos centrais do encontro foi a necessidade de restabelecer o diálogo entre o Banco do Brasil e os produtores. Nesse sentido, ficou acordada a abertura de um canal direto de comunicação, intermediado pela Asplan, para que cada produtor possa ter seu caso analisado individualmente. Fernanda e Cristiano ficarão responsáveis por receber as demandas dos fornecedores, independentemente da agência bancária, e encaminhá-las para avaliação específica, considerando o tipo de crédito contratado e a realidade de cada produtor.
A reunião também abordou questões relacionadas ao enquadramento dos produtores nos diferentes segmentos de atendimento do banco. O superintendente regional, Márcio Pereira, comprometeu-se a alinhar internamente, junto às demais superintendências, a abertura desse canal de diálogo, ampliando a possibilidade de negociação e entendimento entre as partes.
Ao final do encontro, José Inácio agradeceu a presença dos representantes do Banco do Brasil e destacou a importância do diálogo como caminho para a superação das dificuldades. Pedro Campos Neto reforçou que a Asplan e os produtores desejam manter uma relação de parceria com a instituição financeira, evitando conflitos judiciais ou desgastes no relacionamento, e ressaltou o papel histórico do Banco do Brasil no fomento à atividade agrícola, especialmente, no tocante a cana de açúcar.
Reunião com representantes do BB aconteceu na sede da Asplan, no último dia 4
O presidente José Inácio (cabeceira da mesa) conduziu a reunião
A crítica situação do produtor canavieiro foi a pauta da reunião da Asplan com representantes do BB
Durante a reunião foi debatida a situação dos produtores e formas do BB ajudar na superação deste momento

Dirigentes da Unida pedem apoio de Hugo Motta para socorro emergencial aos produtores de cana do Nordeste

Dirigentes do setor canavieiro nordestino se reuniram, nesta sexta-feira (6), em João Pessoa, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para tratar da grave situação enfrentada pelos produtores de cana-de-açúcar da região. O encontro teve como pauta central a solicitação de apoio do parlamentar para a construção no Congresso Nacional de um socorro emergencial ao setor, através de subvenção federal, para socorrer o setor duramente afetado pelo baixo preço da cana e pelo aumento dos custos de produção.
Participaram da reunião o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Lima, e o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. A reunião ocorreu na sede do partido Republicanos, na capital paraibana, nesta manhã.
Durante o encontro, Pedro Campos Neto destacou que a atual conjuntura coloca em risco a sustentabilidade de milhares de produtores, especialmente os de pequeno e médio porte. “O setor canavieiro do Nordeste atravessa um dos momentos mais delicados da sua história. O preço pago pela cana caiu drasticamente, não acompanha os custos, que só aumentam, e isso tem comprometido essa cadeia produtiva importantíssima para a região. Precisamos de medidas urgentes para evitar um colapso produtivo e social e foi disso que tratamos com o deputado”, afirmou ele, lembrando que a Unida representa cerca de 16 mil produtores de cana do Nordeste.
Na mesma linha, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reforçou que as dificuldades vão além do aspecto econômico e atingem diretamente a geração de emprego e renda no meio rural. “Estamos falando de uma cadeia produtiva que sustenta municípios inteiros. Sem apoio emergencial, muitos produtores não conseguirão manter suas atividades, o que pode provocar um efeito devastador na maior cultura da região, na economia regional e a perca de milhares de empregos”, alertou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reconheceu a relevância do setor para o Nordeste e se mostrou sensível às demandas apresentadas. “A cana-de-açúcar é estratégica para a economia da região, tanto pela geração de empregos quanto pela sua importância histórica e social. Vamos buscar caminhos, junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal, para discutir alternativas que possam oferecer o suporte necessário aos produtores neste momento de dificuldade”, destacou o parlamentar.
Ao final da reunião, os dirigentes avaliaram o encontro como positivo e reforçaram a expectativa de que o diálogo com o Legislativo possa resultar em ações concretas para garantir a sobrevivência e a retomada da competitividade do setor canavieiro nordestino.
Reunião de dirigentes canavieiros do Nordeste com Hugo Motta aconteceu nesta sexta-feira (6), em João Pessoa
Pedro Campos Neto, Fernando Rabelo, Alexandre Lima e José Inácio com o deputado e presidente da Câmara, Hugo Motta
Dirigentes da Unida, AFCP e Asplan foram pedir apoio de Hugo Motta para enfrentar a crise que passa o setor canavieiro do NE

Dia de Campo no Engenho Boa Vista destaca inovação e mecanização no corte da cana

O Engenho Boa Vista, em Itambé, foi palco, nesta quinta-feira (5), de um importante Dia de Campo promovido pelo vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Campos Neto, com foco na demonstração de uma nova colhedora de cana, recentemente adquirida por ele. A iniciativa teve como objetivo apresentar, na prática, uma tecnologia que promete transformar a rotina do corte no campo, aliando agilidade, eficiência operacional e maior produtividade.
Durante o evento, produtores da Paraíba e de Pernambuco, além de diretores da Asplan, acompanharam o funcionamento do equipamento em atividade, ampliando o intercâmbio de experiências e o debate sobre soluções inovadoras para o setor produtivo. A colhedora demonstrou desempenho adaptado às condições da região, destacando-se como uma alternativa viável para enfrentar desafios históricos da cultura canavieira no Nordeste.
Anfitrião do Dia de Campo e proprietário do equipamento, Pedro Campos Neto destacou que a iniciativa nasceu da vivência diária no campo e da necessidade de buscar soluções práticas para os desafios enfrentados no dia a dia. “Essa colhedora representa um avanço importante para a nossa realidade. Ela traz mais agilidade ao corte, reduz a dependência da mão de obra, que hoje é cada vez mais escassa, e consegue operar bem em áreas com relevo mais difícil. A ideia é mostrar que é possível inovar e ganhar eficiência, mesmo nas condições do Nordeste”, afirmou ele.
De acordo com o diretor do DETEC/Asplan, Neto Siqueira, que participou da apresentação técnica da máquina, a mecanização tem papel estratégico no atual contexto do setor. “Em um cenário marcado pela escassez de mão de obra no corte de cana, a mecanização surge como uma alternativa fundamental, especialmente para regiões com terrenos acidentados, que são uma realidade nos canaviais nordestinos”, ressaltou Neto que estava acompanhado do Supervisor Técnico da Asplan, Júlio Barbosa.
Mais do que a simples apresentação de um equipamento, o Dia de Campo reforçou o compromisso da Asplan com a modernização da atividade canavieira, incentivando a adoção de tecnologias capazes de elevar a competitividade, reduzir custos operacionais e garantir maior sustentabilidade à produção. A entidade tem estimulado ações práticas que aproximam o produtor de soluções inovadoras, fortalecendo a gestão e a eficiência no campo. A iniciativa também evidenciou que inovar e administrar bem a propriedade “da porteira para dentro” é um caminho essencial para fortalecer o produtor, aumentar a resiliência do setor e assegurar o futuro da atividade canavieira na região.
Pedro Campos Neto foi o anfitrião do Dia de Campo
O equipamento opera em áreas com inclinação de até 22 graus
O equipamento em operação
O Dia de Campo reuniu produtores da PB e PE
Máquina tem capacidade para 8 a 12 toneladas hora
Equipamento foi apresentado aos produtores durante Dia de Campo
A Colhedora é uma FM WORLD 4GD-1 e é desenvolvida para operar com menos custo para o produtor

Presidente da Unida lembra safra desafiadora e fala com entusiasmo das perspectivas futuras do etanol com o biobucker

“Estamos chegando ao final de uma safra. Uma safra difícil, desafiadora. Os mais velhos me falam que só teve um ano parecido com esse, que foi em 1986. Alguns disseram que nunca teve um ano difícil feito esse. Mas, a gente não pode desistir da cana de açúcar. Tem um ditado que diz: é doce, mas não é mole não. E o que a gente tem que fazer? A gente tem que reduzir custos, enxugar onde puder, da porteira para dentro, que é onde depende da gente, e aumentar o que puder na nossa produtividade. Há uma boa perspectiva para o etanol e é preciso enxergar esse horizonte”, afirmou nesta segunda-feira (2), o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto.
Segundo o dirigente canavieiro, o produtor precisa mecanizar sua lavoura e baixar os custos de mão de obra e acreditar no potencial da cana e num futuro promissor. “Há uma reação do etanol em relação à safra passada que reagiu bem desde o início da safra. Se a gente puder comparar os números, hoje a viabilidade de fazer etanol e fazer açúcar não se compara. O etanol, além de mais barato de fazer, está remunerando bem mais. Temos alguns gargalos, desafios, que é o etanol de milho, que é um caminho sem volta. E a gente não pode ser contra, a gente tem que aprender a conviver com ele e procurar ampliar mercado”, reitera Pedro Campos Neto.
Ainda de acordo com ele, as notícias das últimas semanas, principalmente na semana passada, são bem positivas. “Me refiro ao começo dos testes do biobucker, que é o combustível para os navios usando etanol. A empresa Maersk tem mais de 700 navios. Ela já testou com 10% de mistura, com 30% de mistura e com 50% de mistura. E essa semana vai testar 100% com etanol. Isso eu acho que, dando certo e vai dar certo, vai ser a virada de chave do nosso setor. Além do SAF, que é o combustível de aviação. Mas, o combustível de navio, biobucker, que é a sigla que é denominada, vai ser o principal consumo desse etanol brasileiro”, destaca Pedro.
O dirigente canavieiro lembra que a produção do Brasil hoje é, aproximadamente, 40 bilhões de litros, 30 de cana e 10 de milho. “Se os navios fossem 100% abastecidos com etanol a gente só tinha condições de abastecer 10% da frota que existe hoje no mundo. Então, eu vejo com bons olhos o futuro do setor”, finaliza Pedro Neto.
Pedro Neto, presidente da Unida , destaca possível pool do etanol brasileiro com o biobucker

Nova colhedora surge como alternativa para os produtores canavieiros do Nordeste diante da falta de mão de obra no campo

Os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste brasileiro enfrentam, nos últimos anos, um cenário cada vez mais desafiador no campo. A escassez de mão de obra, somada às características da topografia regional — marcada por áreas com muitos declives e morros — tem dificultado a adoção da mecanização tradicional do corte da cana, exigindo soluções mais adaptadas à realidade local. Nesse contexto, uma nova tecnologia começa a ganhar espaço no mercado brasileiro e surge como alternativa viável para os fornecedores de cana da região. Trata-se da FM WORLD 4GD-1, uma máquina produzida pela fabricante FM WORLD, desenvolvida especialmente para operar na colheita de cana, com menor custo operacional.
De acordo com o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida) e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Campos Neto, o equipamento se apresenta como um modelo ideal para o perfil da produção nordestina. Ele adquiriu uma unidade da colhedora, cuja chegada está prevista para a próxima semana, e destaca as diferenças em relação às colhedoras convencionais. “A colhedora tradicional corta a cana e joga no transbordo, que depois descarrega no caminhão. Para isso, o fornecedor precisa mudar todo o sistema de transporte, saindo dos caminhões de carroceria aberta para carrocerias fechadas, além de investir em reboque, caminhão-pipa e caminhão oficina para acompanhar a operação”, explica.
Segundo o dirigente canavieiro, a FM WORLD 4GD-1 elimina grande parte dessas exigências. “Com essa máquina, não muda nada na estrutura de transporte já existente e não há necessidade de caminhão-pipa. Isso faz uma enorme diferença no custo para o produtor, principalmente num momento destes que atravessamos agora”, afirma Pedro Campos Neto, lembrando que, em breve, a Asplan e Unida realizarão um Dia de Campo para apresentação do equipamento.
Enquanto uma colhedora convencional pode custar em torno de R$ 2,5 milhões, a FM WORLD 4GD-1 chega ao mercado brasileiro com valor aproximado de R$ 350 mil, tornando-se mais acessível aos fornecedores independentes, com prazo de entrega de quatro a seis meses. Além disso, o equipamento opera em áreas com inclinação de até 22 graus e tem capacidade de colher entre 8 e 12 toneladas de cana por hora, desempenho considerado satisfatório para propriedades de pequeno e médio porte.
A introdução da máquina no Brasil é fruto do trabalho da FC Trading, que, após visita à fábrica da FM WORLD, na China, passou a ampliar a importação do modelo para o mercado nacional. A empresa já realizou a importação e comercialização de unidades para fornecedores de cana-de-açúcar, cooperativas e usinas do Nordeste. “Atualmente, duas máquinas estão em fase final de montagem, com entrega prevista ainda para esta última semana de janeiro. Na próxima segunda-feira, outras duas unidades serão descarregadas no país, com previsão de entrega na semana seguinte. Há ainda novos equipamentos já embarcados, que serão entregues gradualmente à medida que chegarem ao Brasil”, afirma o diretor executi8vo da empresa, Danilo Albuquerque.
Segundo ele, o objetivo da FC Trading, é apoiar os produtores para que a safra 2026/2027 seja melhor aproveitada, oferecendo uma solução tecnológica capaz de minimizar os impactos da falta de mão de obra e dos desafios históricos do setor sucroenergético nordestino. “Nosso compromisso é conectar o agro brasileiro às melhores soluções do mercado internacional, trazendo tecnologia importada que realmente faça sentido para a realidade do produtor”, reforça o executivo.
Com custo reduzido, adaptação à topografia regional e menor exigência de mudanças estruturais, a FM WORLD 4GD-1 desponta como uma alternativa promissora para modernizar a colheita da cana no Nordeste e garantir mais competitividade aos produtores da região.
Pedro Campos Neto adquiru uma colhedora e vai receber o equipamento na próxima semana
O prazo de entrega da colhedora chinesa é entre quatro e seis meses
O equipamento opera em áreas com inclinação de até 22 graus e tem capacidade de colher entre 15 e 20 toneladas de cana por hora
Colhedora de cana é uma alternativa viável para o produtor de cana do Nordeste
Colhedora de cana é um equipamento importante para o produtor enfrentar a falta de mão de obra no campo

Asplan ampliou Assistência Social em 2025 com mais de seis mil atendimentos

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) não se diferencia apenas como uma entidade de classe que representa a cultura mais importantes do Estado. A Asplan também se destaca na Assistência Social aos seus associados, funcionários e familiares. Tanto que em 2025, mesmo num ano difícil para o setor canavieiro, a entidade contabilizou 6.424 atendimentos, sendo 4.546 no Departamento Médico e Ocupacional e 1.878 no Departamento de Odontologia. Os dados são referentes ao período de janeiro a dezembro do ano passado. Em 2024, a Asplan contabilizou 5.014 atendimentos no setor de Assistência Social.
Dos 4.546 atendimentos do Departamento Médico e Ocupacional, 2.276 são referentes a atendimentos clínicos/ocupacionais realizados pelo Médico do Trabalho, Tarcísio Campos, na sede da entidade, em João Pessoa, e no campo, em propriedades de associados. Além disso, houve a realização de 1.969 exames laboratoriais, 132 audiometrias, 82 serviços de enfermagem, 59 Raio-X, 23 exames de acuidade visual e cinco espirometrias.
No Departamento de Odontologia, a dentista Wilma Dantas, junto com o colega José Jadelson Filho, realizaram 1.878 atendimentos em 865 pacientes, entre associados, seus dependentes, além de funcionários da entidade. O dentista José Jadelson, que começou a atuar no Departamento em 2023, realiza atendimentos as sextas-feiras e aos sábados, enquanto a dentista Wilma Dantas, atua no consultório da associação, de segunda a quinta-feira. Entre os serviços executados com maior frequência destacaram-se: restauração de dente permanente (595), profilaxia/remoção de placa bacteriana (351), raspagem (121), aplicação tópica de flúor (84) e exodontia de dente permanente (70).
Os procedimentos de Enfermagem que totalizaram 82 atendimentos correspondem a curativos, medição de pressão, entre outros e são oferecidos pela Asplan no período da manhã, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h. Os serviços médicos, incluindo exames admissional, demissional, periódicos, são feitos tanto na sede da Asplan, quanto na propriedade dos associados com agendamento prévio.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca que os serviços do Departamento de Assistência Social foram não apenas mantidos, mas ampliados, mesmo num ano de grave crise, o que reforça o compromisso da entidade com a saúde e bem estar de seus associados funcionários e dependentes. “Enquanto muitas associações cortaram benefícios, a Asplan manteve seus serviços mesmo diante de um cenário adverso, tanto que ultrapassamos a marca dos seis mil atendimentos no Departamento de Assistência Social, registrando mais de 1.000 atendimentos que em 2024 e isso também só foi possível por causa da parceria com os associados, que seguem nos apoiando e contribuindo para manter a Asplan cada vez mais forte”, finaliza o dirigente.
Um dos exames de acuidade visual
Os atendoimentos médicos também são realizados na sede das propriedades rurais dos associados
O Médico do Trabalho, Dr. Tarcísio coordena as ações do setor Médico e Ocupacional da Asplan
O Departamento de Odontologia foi responsável por 1.878 atendimentos em 2025
José Inácio, presidente da Asplan, destaca importância das ações do Departamento de Assistência Social da Associação
Foram 4.546 atendimentos no Departamento Médico e Ocupacional em 2025
Dra. Wima durante um dos atendimentos odontológicos na Asplan
Dr. Wilma atende de segunda a quinta-feira no comnsultório da Asplan
A assistência aos associados e seus funcionários é um benefício da Asplan
Asplan realizou 6.424 atendimentos em 2025 no Departamento de Assistência Social
Associados, familaires e funcionários da Asplan têm acesso aos serviços do Departamento de Assistência Social
Dr. Jadelson atende as sextas e sábados no consultório da Asplan