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Asplan participa do Tecnobio Cana e destaca avanços no uso de biológicos na cana-de-açúcar
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta quarta-feira (18), da 4ª edição do Tecnobio Cana, realizada em Maceió, acompanhando de perto as inovações que vêm transformando o manejo agrícola. Representaram a entidade o biólogo Roberto Balbino, que foi um dos palestrantes, e o supervisor técnico Julio Barbosa.
O evento reuniu especialistas e profissionais do setor para discutir o avanço dos insumos biológicos, com foco em formulações mais modernas, tecnologias de aplicação, armazenamento, uso de drones e controle de qualidade — evidenciando uma mudança significativa na agricultura, com soluções que saem do laboratório e ganham cada vez mais espaço no campo.
Um dos destaques da programação foi a participação de Roberto Balbino como palestrante no painel “Quando iniciar o controle biológico em pragas de cana-de-açúcar”. Na ocasião, ele apresentou o case da Estação de Camaratuba e trouxe orientações práticas voltadas à realidade do controle biológico do Nordeste, especialmente dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Durante a apresentação, Balbino destacou pontos fundamentais para a eficiência do manejo, como o momento ideal para iniciar o controle biológico, considerando fatores como o tamanho e a idade da cana, além do estágio de desenvolvimento das pragas. Ele explicou, por exemplo, que a liberação da Cotesia pode ser realizada em plantas ainda jovens, com cerca de 45 dias, e que o controle da broca deve começar quando a lagarta atinge aproximadamente meio centímetro.
“O planejamento é essencial. É preciso monitorar desde a bordadura até o interior do talhão, observar os níveis populacionais das pragas e definir corretamente o momento das liberações. Assim, evitamos que os índices avancem a ponto de causar prejuízos econômicos à cultura”, ressaltou. O biólogo também chamou atenção para o surgimento de pragas secundárias, como o elasmo, o cochonilia rosada e a cigarrinha, especialmente em períodos chuvosos, o que exige atenção redobrada dos produtores. Segundo ele, o uso estratégico dos biológicos permite um controle mais sustentável e eficiente.
Outro ponto abordado foi a versatilidade desses insumos. “Os biológicos, como os fungos, não apenas controlam pragas, mas também atuam no combate a doenças e ainda desempenham funções importantes dentro da planta, ampliando os benefícios para o sistema produtivo”, destacou Balbino.
Atualmente, o Brasil utiliza manejo biológico em cerca de 156 milhões de hectares, sendo aproximadamente 10% desse total na cultura da cana-de-açúcar — um número que demonstra o potencial de expansão dessas tecnologias. O avanço dos bioherbicidas, segundo Balbino, também foi apontado como uma tendência promissora para os próximos anos. “A participação no evento reforça o compromisso da Asplan em acompanhar as inovações do setor e levar conhecimento técnico aos produtores, contribuindo para uma produção mais eficiente, sustentável e competitiva”, reiterou o diretor técnico da Associação, Neto Siqueira.







Audiência pública debate demarcação de terras no Conde e mobiliza produtores rurais que pedem segurança jurídica
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) acompanhou, nesta quarta-feira (18), a audiência pública realizada na Câmara de Vereadores do município do Conde (PB), que discutiu o processo de demarcação de terras indígenas na região. O encontro reuniu produtores rurais, autoridades locais e representantes da sociedade civil, promovendo um espaço de diálogo sobre um tema de grande impacto para o setor produtivo. A iniciativa da propositura foi da vereadora Rosélia Maria da Silva Oliveira.
Durante a audiência, foram apresentadas preocupações relacionadas a áreas onde já existem produtores em plena atividade, incluindo associados da entidade, o que tem gerado apreensão no campo. Um dos momentos mais importantes da audiência aconteceu com a participação de presidentes de diferentes assentamentos da região atingidos com esse processo de demarcação da FUNAI, que deram testemunhos da história e bom uso das terras, denunciando que estavam sendo esquecidos e negligenciados pelo INCRA em todo esse processo demarcatório. A Asplan participou ativamente das discussões, reforçando a importância do diálogo institucional e da busca por soluções equilibradas.
O presidente do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, destacou a relevância da mobilização dos produtores diante do cenário. “Esse é um momento que exige atenção e, principalmente, união. É fundamental que os produtores estejam acompanhando de perto todas as ações e participando dos debates, pois estamos tratando de um tema que impacta diretamente a atividade produtiva e a segurança jurídica no campo”, afirmou.
Ele também ressaltou que a entidade seguirá monitorando os desdobramentos do processo e prestando suporte aos associados que possam ser afetados. “A Asplan está vigilante e atuante, oferecendo apoio técnico e institucional. A participação coletiva fortalece o setor e garante que os produtores tenham voz ativa nesse processo”, acrescentou.
A audiência evidenciou a necessidade de continuidade das discussões, com transparência e respeito aos diferentes interesses envolvidos, reforçando o papel das entidades representativas na defesa dos produtores rurais.





Ex-presidente e atual diretor da Asplan será homenageado no MasterCana Norte & Nordeste 2026
O ex-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e atual diretor financeiro, Oscar de Gouvêa Cunha Barreto Neto, será um dos homenageados do MasterCana Norte & Nordeste 2026, na categoria “Mais Influentes do Setor”. O evento será realizado na próxima quinta-feira (19), às 20h, em Recife (PE), no Spettus Boa Viagem, reunindo lideranças, empresas e especialistas do setor sucroenergético da região.
O reconhecimento destaca a trajetória de Seu Oscar como produtor canavieiro, marcada pela dedicação e pela continuidade de uma tradição familiar ligada ao cultivo da cana-de-açúcar ao longo de gerações. Sua atuação também é fortemente associada ao fortalecimento institucional da Asplan e à representatividade dos produtores no Nordeste, especialmente, na Paraíba.
“Fiquei bastante honrado em receber o convite para ser homenageado. Sei da seriedade do MasterCana e só tenho a agradecer por essa distinção que muito me honra”, afirmou. Com raízes em uma família de grande relevância cultural, Seu Oscar também carrega um vínculo com o escritor paraibano José Lins do Rego, um dos mais importantes nomes do regionalismo brasileiro e autor de “Menino de Engenho”. Parte de sua infância foi vivida em propriedades ligadas ao romancista, já que também eram parentes, experiência que contribuiu para fortalecer sua relação com o universo canavieiro.
Morre aos 86 anos Antônio Uchôa de Castro cofundador da Asplan e referência da cultura canavieira na Paraíba
Faleceu na madrugada desta quarta-feira (11), em João Pessoa, o produtor rural Antônio Uchôa de Castro, aos 86 anos. Cofundador da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), ele dedicou cerca de 70 anos de sua vida à cultura canavieira, tornando-se um dos personagens mais respeitados do setor no estado. Ele deixa viúva, a Sra. Josita Gondim Uchôa de Castro, e os filhos Álamo Gondim Uchôa de Castro, Adalberto Quinto de Castro, Ricardo Gondim Uchôa de Castro e Geórgia Gondim Uchôa de Castro, e um enorme legado de dedicação e respeito à cultura canavieira. O velório acontece em João Pessoa, na funerária São João Batista, e o sepultamento está previsto para esta quinta-feira (12), pela manhã, em Alagoa Grande.
Reconhecido entre produtores e lideranças do agronegócio como a própria história viva da cana-de-açúcar paraibana, Seu Antônio construiu uma trajetória marcada pela perseverança e pelo amor à atividade agrícola. Ao longo de décadas, enfrentou adversidades climáticas, crises financeiras e desafios estruturais do setor, sem jamais perder a confiança na cultura que sempre defendeu com entusiasmo e altivez.
Costumava afirmar que “a cana-de-açúcar é a cultura mais forte, rica e mais bonita de todas”, frase que sintetizava sua visão sobre a importância econômica e social da atividade para o Nordeste e para a Paraíba. Produtor em Alagoa Grande, município onde mantinha sua propriedade, o Engenho Serra Grande, e fortes vínculos familiares, Antônio Uchôa deixa um legado inalienável.
Além da atuação no campo, Seu Antônio teve papel decisivo na organização e fortalecimento institucional dos produtores paraibanos. Como um dos cofundadores da Asplan, contribuiu para consolidar a entidade como uma das principais vozes do setor canavieiro no estado. O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destacou o legado deixado pelo produtor e sua contribuição histórica para a entidade e para o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar na Paraíba. “Seu Antônio Uchôa foi um dos pilares da Asplan. Participou da construção da entidade com visão, coragem e compromisso com os produtores. Era um homem que acreditava profundamente na força da cana-de-açúcar e trabalhou a vida inteira para defender e fortalecer o setor. Perdemos uma grande referência, mas seu exemplo e sua história continuarão inspirando as atuais e futuras gerações de produtores”, afirmou.
Para colegas e amigos, a partida de Antônio Uchôa representa a perda de um líder que ajudou a moldar a trajetória da canavicultura paraibana. Seu legado permanecerá vivo na história da Asplan, nas lavouras que ajudou a desenvolver e no exemplo de dedicação deixado para todo o setor produtivo paraibano.






Asplan alerta associados sobre possível aumento de 10% em contribuições do agro e advogado da entidade sugere medidas judiciais
A diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) esclarece aos seus associados que a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025, prevista para 1º de abril de 2026, pode trazer impactos relevantes à carga tributária do setor, especialmente em relação às contribuições incidentes sobre a atividade rural. De acordo com o advogado Jeferson da Rocha, que presta consultoria a entidade e também integra a ANDATERRA, a norma prevê uma majoração linear de 10% sobre percentuais de incidência vinculados a regimes do agronegócio, alcançando, na prática, contribuições como o FUNRURAL e o SAT/RAT.
Segundo o advogado, a preocupação não se limita ao impacto financeiro. “O problema é também jurídico. A lei parte da premissa de que estaria reduzindo benefícios fiscais, quando, no caso do agro, não estamos diante de incentivo ou renúncia, mas de uma técnica legal de incidência e arrecadação. Isso torna a aplicação da majoração juridicamente questionável”, explicou.
A LC 224/2025 foi publicada em 26 de dezembro de 2025 e estabeleceu que os efeitos relacionados ao artigo 4º passam a valer no primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação, respeitando a noventena. Na prática, isso leva ao marco de 1º de abril de 2026. Para Jeferson Rocha, a proximidade da data exige atenção redobrada dos produtores. “A partir desse momento, o contribuinte pode ser pressionado a recolher com percentuais majorados. Caso discorde, ficará sujeito a autuações e terá de discutir individualmente no Judiciário”, alerta ele.
O ponto central da controvérsia, segundo o advogado, está na classificação adotada pela lei. “FUNRURAL e SAT/RAT não são benefícios fiscais. “Eles não representam um favor concedido pelo Estado, mas sim um modelo legal estruturado para financiar a Previdência no meio rural. Chamar isso de incentivo é um erro de premissa”, reitera Jeferson Rocha. Ele destaca ainda que um regime que pode ser, inclusive, mais oneroso do que outra forma de incidência não pode ser presumido como vantagem fiscal. “A lei parte de um conceito inadequado para justificar a elevação. Isso compromete a coerência jurídica da medida”, reforça.
Para o presidente da Asplan, José Inácio, o momento é de buscar informação para melhor orientar os associados. “A entidade acompanha o tema e avalia as medidas cabíveis para resguardar os interesses dos produtores de cana. Se há essa distorção conceitual que pode resultar em aumento automático de carga tributária para o produtor, acionar a justiça deixa de ser opção e passa a ser necessidade. Vamos nos aprofundar no tema e ver que caminhos vamos percorrer o que não dá é para aceitar aumento de carga tributária ainda mais quando ela é questionável”, afirmou o dirigente canavieiro.
Jeferson Rocha ressalta que a situação se torna ainda mais evidente no caso do segurado especial que, por definição legal, não se organiza como empregador com folha de salários e, portanto, não possui alternativa de recolhimento sobre folha. “Se o segurado especial não tem opção de escolher outro regime, não faz sentido dizer que ele é beneficiário de incentivo fiscal. Não existe renúncia a ser reduzida. Existe apenas o regime legal que lhe é imposto. A majoração, nesse caso, expõe claramente a inconsistência da aplicação da LC 224/2025”, argumentou.
Diante do cenário, a orientação jurídica é que o tema seja enfrentado de forma institucional, por meio de ação coletiva, buscando suspender a exigibilidade do acréscimo de 10% a partir de abril de 2026 e discutir, no mérito, a inaplicabilidade da norma aos regimes que não configuram benefício fiscal. “A tutela de urgência é fundamental para evitar que o produtor tenha que pagar primeiro e discutir depois. O aumento imediato, sem transição adequada e sem considerar as peculiaridades do setor rural, gera impacto direto no custo da atividade e pode desencadear uma multiplicação de ações individuais”, finalizou Jeferson Rocha.
Asplan apresenta demandas do setor canavieiro e pede ajuda ao governador em exercício Lucas Ribeiro para setor superar crise
A diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) foi recebida na manhã desta sexta-feira (27) pelo governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro, para discutir a atual situação do setor canavieiro no estado. O encontro teve como foco principal a crise enfrentada pelos produtores de cana-de-açúcar e a necessidade de medidas que garantam a sustentabilidade da atividade.
Durante a audiência, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, e o vice-presidente, Pedro Campos Neto, apresentaram um panorama detalhado das dificuldades enfrentadas pelos produtores, incluindo impactos econômicos recentes e os desafios para manter a atividade e os muitos empregos no campo. Eles destacaram que a cadeia produtiva da cana-de-açúcar tem papel estratégico na geração de emprego e renda, do litoral ao interior paraibano. O diretor da Asplan, Fernando Rabelo também participou da reunião.
Ao avaliar o encontro, José Inácio considerou a reunião produtiva e sinalizou otimismo quanto aos encaminhamentos. “Saímos confiantes de que o governador em exercício está sensível às demandas do setor. Apresentamos nossas preocupações e reforçamos a necessidade de apoio governamental para manter os empregos no campo e assegurar a continuidade de uma atividade que é fundamental para a economia da Paraíba. Foi um diálogo franco e positivo”, afirmou o presidente.
A expectativa da entidade é que, a partir do diálogo estabelecido, sejam construídas alternativas e políticas de apoio capazes de fortalecer o setor canavieiro e garantir sua sustentabilidade, a exemplo da retomada do programa de doação de cana-semente, da viabilidade de apoio na aquisição de fertilizantes, a exemplo do que já prometeu a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, entre outras questões.
Presidente da Asplan destaca importância de agenda em Brasília e reforça apoio às pautas do setor canavieiro nordestino
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ressaltou a importância estratégica das reuniões realizadas nesta quarta-feira (25), em Brasília, por representantes do setor canavieiro nordestino, liderados pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). Embora integrasse o grupo mobilizado para cumprir a agenda na capital federal, o dirigente paraibano não pôde viajar em virtude de compromissos previamente assumidos.
De acordo com José Inácio, o momento exige articulação política e união das entidades para enfrentar os prejuízos acumulados na última safra e assegurar condições mínimas para a continuidade da atual. “Mesmo não estando presente fisicamente, acompanhei de perto as tratativas e reitero total apoio às pautas defendidas pela comitiva. O setor atravessa um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos e precisa de respostas urgentes do Governo Federal e também Estadual”, afirmou.
A comitiva foi recebida pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, em agenda articulada pelo presidente da Câmara Federal, Hugo Motta. Também participaram de reuniões com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e com o de Comunicações,Frederico Siqueira, além de outras autoridades.
Para o presidente da Asplan, a mobilização reforça a maturidade institucional e a capacidade de diálogo do setor canavieiro nordestino. “Estamos falando de uma atividade que sustenta milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta fortemente a economia regional. É fundamental que o Governo compreenda a dimensão social e econômica da cana-de-açúcar no Nordeste e nos apoie a superar esse cenário de prejuízos”, destacou.
José Inácio também enfatizou que a inclusão na PGPM representaria um avanço estrutural importante, garantindo maior previsibilidade e proteção ao produtor diante das oscilações de mercado e das adversidades climáticas. “Precisamos de medidas emergenciais para atravessar a crise, mas também de políticas permanentes que assegurem estabilidade ao setor”, concluiu ele.
Unida articula em Brasília medidas emergenciais e a inclusão do setor na política de preço mínimo
Representantes do setor canavieiro nordestino, liderados pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), estiveram em Brasília nesta quarta-feira (25), participando de reuniões estratégicas com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, com os ministros de Portos e Aeroportos do Brasil, o pernambucano Silvio Costa Filho, e o alagoano Renan Filho, dos Transportes, e Frederico Siqueira, das Comunicações, além de outras autoridades em busca de soluções emergenciais para minimizar os prejuízos acumulados na última safra e garantir condições para o andamento da atual. Em pauta ainda a inclusão do setor na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), do Governo Federal.
A reunião com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan teve articulação direta do presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta. Durante o encontro com o provável substituto do ministro Fernando Haddad, o presidente da Unida, Pedro Campos Neto apresentou documentos e expôs dados que subsidiam e reforçam a importância não apenas de uma ajuda emergencial, em forma de subvenção, mas, também a importância de implantação de políticas públicas que protejam o setor que é vital para a economia do Nordeste.
“O produtor nordestino vem de uma safra extremamente desafiadora, marcada por adversidades climáticas, queda do preço e elevação de custos. Precisamos de apoio emergencial para garantir a continuidade da atividade, preservar empregos e manter a economia regional ativa e também de políticas públicas que protejam o setor, a exemplo da inclusão no PGPM”, destacou Pedro.
Entre os pleitos apresentados estão a renegociação de dívidas rurais, ampliação de linhas de crédito com condições diferenciadas, prorrogação de prazos de financiamento e criação de mecanismos que assegurem capital de giro com taxas diferenciadas para os fornecedores de cana. Mas, o mais urgente ponto da pauta foi o pedido de uma subvenção econômica para o setor amenizar a crise – uma política já adotada pelos governos Lula e Dilma em anos de seca extrema na região. Segundo Pedro essa subvenção emergencial, capaz de atender todos os produtores da região, gira em torno de R$ 270 milhões.
A mobilização em Brasília reforçou a união das entidades nordestinas em defesa dos produtores, especialmente dos pequenos e médios fornecedores, que enfrentam maior dificuldade para absorver os impactos negativos da última safra. Segundo o dirigente da Unida, o objetivo foi construir soluções conjuntas que permitam não apenas atravessar o momento crítico, mas fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste, atividade responsável por milhares de empregos diretos e indiretos e fundamental para a economia regional. “Fomos muito bem recebidos, nossas reivindicações são justas e possíveis de serem atendidas e voltamos com a expectativa de avanços concretos nas negociações, a definição de medidas que tragam alívio para o produtor e o apoio dos ministros na defesa de nossa pauta”, finalizou Pedro Campos Neto.
O presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, o vice-presidente da Unida e presidente da Asplana, Edgar Antunes, Fabiano Franca, de Alagoas, o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar (Sindicape), Gerson Carneiro Leão também integraram a comitiva de representantes do setor.











Presidente da Asplan destaca importância da Cota Americana após revés ao “tarifaço” nos EUA
“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos traz um alívio para o setor sucroenergético brasileiro, especialmente para os produtores de cana do Nordeste que dependem diretamente da Cota Americana. Essa cota representa uma oportunidade estratégica de acesso ao mercado norte-americano em condições diferenciadas, garantindo previsibilidade de receita e equilíbrio para milhares de fornecedores de cana e que tinha sido afetada com o tarifaço de Trump”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ao saber da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, entendeu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado “tarifaço” com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Quando houve a imposição do chamado ‘tarifaço’, segundo José Inácio, o setor produtivo e industrial ficou em alerta máximo, porque essa elevação abrupta de tarifas comprometeu a competitividade do açúcar brasileiro dentro da cota e, sobretudo, fora dela. “Para o Nordeste, onde a atividade canavieira tem forte impacto social e econômico, isso significou o risco direto a empregos, renda no campo e sustentabilidade das usinas e dos fornecedores”, disse ele, lembrando que essa mudança, infelizmente, não influenciará os prejuízos da safra que já ocorreram.
Para José Inácio, a decisão da Suprema Corte dos EUA reafirma que medidas dessa natureza, que prejudicam vários países e setores da economia, precisam respeitar limites legais, institucionais e constitucionais. “Segurança jurídica e previsibilidade são fundamentais para planejar safra, investimentos e manutenção da atividade. Esperamos que o comércio internacional siga regras claras, preservando a estabilidade da Cota Americana e o espaço conquistado pelo açúcar nordestino no mercado dos Estados Unidos e que decisões desta natureza não sejam tomadas de sobressalto ao gosto do dirigente do momento”, finaliza José Inácio.
Decisão da Suprema Corte dos EUA reforça segurança jurídica com impactos positivos no setor sucroenergético do Brasil diz Pedro Neto
O presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, comentou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, considerou que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Ele avalia que essa decisão terá impactos positivos também para o Brasil que sofreu com o tarifaço americano.
“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos restabelece um importante equilíbrio institucional e traz maior previsibilidade ao comércio internacional. Para o setor sucroenergético brasileiro — especialmente para os produtores do Nordeste — essa sinalização é extremamente relevante, porque reduz o risco de medidas unilaterais que impactem diretamente sobre a Cota Americana de açúcar”, destacou.
Pedro Campos Neto lembrou que o chamado ‘tarifaço’ gerou forte apreensão no mercado, pois poderia comprometer a competitividade do açúcar brasileiro no mercado norte-americano, afetando contratos, planejamento de safra e a estabilidade econômica do setor. “A Cota Americana é estratégica para o Nordeste, uma vez que garante acesso preferencial ao mercado dos Estados Unidos, com impacto direto na geração de emprego, renda e divisas. Qualquer aumento abrupto de tarifas fragiliza esse equilíbrio”, reitera ele.
“Esperamos que, a partir dessa decisão, prevaleça o diálogo institucional e o respeito às regras multilaterais de comércio, assegurando segurança jurídica e previsibilidade para os produtores que dependem desse fluxo comercial”, finaliza o presidente, complementando que continuará acompanhando os desdobramentos da decisão da Corte e defendendo os interesses do setor junto ao governo brasileiro e às instâncias nacionais e internacionais de comércio.





