Asplan
Asplan integra grupo de trabalho que acompanha demandas sobre energia de produtores canavieiros na Paraíba
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) integra um grupo de trabalho voltado ao acompanhamento das demandas dos produtores canavieiros junto à concessionária de energia elétrica do estado, a Energisa. A iniciativa busca fortalecer o diálogo institucional e acelerar a resolução de pendências enfrentadas pelos associados, especialmente no que diz respeito ao fornecimento e à qualidade dos serviços de energia no meio rural.
Esse grupo de trabalho atua de forma integrada com a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a própria Energisa, promovendo discussões técnicas e estratégicas voltadas às necessidades energéticas do setor agrícola paraibano.
Representando a Asplan no grupo, a diretora Ana Cláudia Tavares, com o apoio técnico de Michely Beserra, destaca que o trabalho conjunto tem sido fundamental para dar mais visibilidade às demandas dos produtores e construir soluções mais efetivas. “Esse grupo de acompanhamento é essencial para organizar e dar encaminhamento às demandas dos nossos associados. A energia é um insumo indispensável para a produção agrícola, e precisamos garantir que o produtor tenha um serviço eficiente e adequado às suas necessidades. Com esse trabalho conjunto, conseguimos dialogar diretamente com a concessionária e buscar soluções mais ágeis para as pendências”, ressaltou Ana Cláudia.
Como parte das ações do grupo, a Asplan está mobilizando os fornecedores de cana-de-açúcar para o preenchimento de um cadastro específico, destinado a identificar produtores que possuam demandas pendentes junto à Energisa ou que enfrentem problemas relacionados ao serviço prestado. O levantamento das informações permitirá mapear as principais dificuldades enfrentadas no campo e subsidiar as tratativas junto à concessionária, contribuindo para melhorias no atendimento e na infraestrutura energética voltada ao setor canavieiro.
A entidade reforça a importância da participação dos associados nesse processo, destacando que o engajamento dos produtores é fundamental para o fortalecimento das ações e para a busca de soluções coletivas que atendam às necessidades do segmento. O questionário está disponível no site da entidade no https://asplanpb.com.br/ ou pode ser solicitado via watzap pelo número 3241-6424.
Receita Federal reconhece ilegalidade e suspende aumento do Funrural para segurados especiais em todo o Brasil
Uma importante vitória para os produtores rurais brasileiros foi confirmada nesta terça-feira (1). A Receita Federal reconheceu a ilegalidade do aumento das alíquotas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) para os segurados especiais — agricultores que não possuem funcionários e atuam em regime de economia familiar. A decisão tem abrangência nacional e beneficia diretamente milhares de produtores, especialmente aqueles vinculados a entidades como a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) que ingressaram com mandados de segurança coletivos no início de março, contestando a majoração prevista na Lei Complementar nº 224/2025.
De acordo com o advogado Jefferson Rocha, responsável pelas ações judiciais, a medida representa o reconhecimento de uma tese defendida pela Asplan e Andaterra. “Hoje recebemos a notícia de que, pelo menos os segurados especiais, não sofrerão esse aumento de alíquota. Isso porque a própria Receita Federal reconheceu a ilegalidade da majoração, conforme consta no item 32 do documento ‘Perguntas e Respostas’. Essa decisão vale para todo o Brasil e garante que o segurado especial continue pagando 1,3% sobre a receita bruta — sendo 1,2% de Funrural e 0,1% de SAT”, explicou. Ainda segundo o advogado, o avanço é resultado direto da atuação das entidades representativas.
Esse resultado, segundo ele, se deve ao trabalho da Asplan e da Andaterra, que acreditaram na tese, ingressaram em juízo e denunciaram a ilegalidade. É uma conquista que beneficia todo o produtor rural brasileiro enquadrado como segurado especial”, destacou. Apesar da decisão favorável para esse grupo, o aumento permanece válido para empregadores rurais pessoa física e jurídica, que terão a alíquota elevada em 10%, passando para 1,43% sobre a receita bruta da comercialização.
O presidente da Asplan, José Inácio, ressaltou o protagonismo da entidade na defesa dos interesses dos associados e a importância da mobilização institucional. “A Asplan sempre esteve na linha de frente na defesa dos direitos dos produtores rurais. Essa vitória demonstra a importância de uma atuação firme, técnica e responsável. Saímos na frente ao questionar essa medida e hoje vemos um resultado concreto que beneficia nossos associados e produtores de todo o país”, afirmou. Ele acrescentou que a luta continua para ampliar os efeitos da decisão. “Seguiremos recorrendo à Justiça para buscar a derrubada desse aumento também para os demais produtores, pois entendemos que o Funrural não pode ser tratado como benefício fiscal, e vamos continuar defendendo essa tese”, completou.
A decisão da Receita Federal reforça o entendimento de que o segurado especial deve manter o regime diferenciado de contribuição, sem aumento de carga tributária, garantindo maior segurança jurídica e previsibilidade para o pequeno produtor rural brasileiro que, no caso da Asplan, é a grande maioria de seus associados.
Antropólogo critica processo de demarcação no Litoral Sul e aponta “irregularidades” em audiência na ALPB
Durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta quarta-feira (25), o antropólogo Edward Luz fez duras críticas ao processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul do estado. Em uma fala contundente, ele questionou a condução dos estudos técnicos e apontou supostas falhas na atuação de órgãos federais. A audiência foi uma propositura do deputado Branco Mendes.
Segundo o antropólogo, o processo apresenta “irregularidades graves”, entre elas a ausência de escuta de moradores e produtores da região. “O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) não está garantindo, neste caso, o direito ao contraditório e à ampla defesa durante as etapas de elaboração dos estudos. Estamos diante do que chamo de um experimento social”, declarou Edward Luz, ao criticar o que classificou como “arranjos jurídicos e demarcatórios inovadores”, que, na avaliação dele, carecem de uma base técnica sólida.
O antropólogo também colocou em dúvida os critérios utilizados para a identificação dos grupos beneficiários dos artigos 231 e 232 da Constituição Federal, que tratam dos direitos dos povos indígenas. Durante sua exposição, ele afirmou que não enxerga, na região em debate, a existência de um grupo étnico diferenciado que se enquadre nos critérios constitucionais. “Há uma construção artificial de identidade, envolvendo uma parcela da população local, em detrimento de uma maioria que, compartilha da mesma formação histórica e sociocultural e isso não foi levado em conta”, disse.
O antropólogo lembrou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas teria desconsiderado a percepção da população local. Ele ainda mencionou a necessidade de cumprimento da Lei nº 14.701 e defendeu a aprovação de propostas legislativas que tratem do chamado marco temporal para demarcação de terras indígenas. A audiência evidenciou o clima de divergência em torno do tema, reunindo representantes de vários setores, incluindo parlamentares, produtores rurais, lideranças locais e integrantes de órgãos públicos.
No final da audiência, ficou deliberado que a ALPB vai acompanhar o processo através de seu departamento jurídico, que será formada um grupo de trabalho para acompanhar o processo e a deputada Cida Ramos, que secretariou os trabalhos da audiência, disse que vai formalizar um pedido de audiência para tratar deste caso diretamente com o responsável pelo órgão federal, em Brasília. “Iremos em comissão levar o debate deste caso”, disse ela convidando representantes dos assentamentos que se sentem prejudicados para integrarem o grupo.
Presente à audiência, o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, afirmou que a entidade acompanha de perto o processo devido ao impacto direto sobre produtores rurais associados. “A Asplan está atenta a cada etapa dessa discussão, porque temos produtores que podem ser diretamente prejudicados caso essa demarcação avance. Nosso papel é defender os interesses do setor, garantindo que haja transparência, segurança jurídica e respeito ao direito de propriedade”, destacou.
Asplan firma parceria e amplia serviços odontológicos com oferta de tratamento de canal para associados
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) deu mais um passo na ampliação da assistência à saúde dos seus associados ao firmar uma parceria estratégica que passa a garantir o acesso a serviços especializados de Endodontia (tratamento de canal) e outros procedimentos clínicos e estéticos por meio do seu setor de odontologia. A iniciativa reforça o compromisso da entidade em oferecer serviços cada vez mais completos e especializados aos produtores associados e seus dependentes, além de funcionários e dependentes.
O convênio foi estabelecido com a cirurgiã-dentista Jéssica Leandro Feitosa Nogueira e prevê a realização de até oito procedimentos mensais de tratamento de canal dentro das condições pactuadas. A medida surge como resposta à demanda crescente por atendimentos mais complexos na área odontológica, ampliando a resolutividade dos serviços ofertados pela entidade. Os atendimentos acontecerão de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.
Além das oito vagas mensais disponíveis, a parceria também contempla uma alternativa para os associados que desejarem maior agilidade no atendimento. Nestes casos, será concedido um desconto de 40% no valor do tratamento para aqueles que optarem por não aguardar o chamamento na fila regular do agendamento. No tratamento clínico e estético, o desconto será de 20%.
De acordo com a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, o agendamento dos atendimentos seguirá critérios de organização e transparência, sendo realizado por ordem de chegada. No entanto, para garantir o acesso às condições integrais do convênio, é indispensável que o paciente passe previamente por avaliação no próprio departamento odontológico da entidade. “A indicação do tratamento de canal será feita, obrigatoriamente, após análise técnica dos dentistas da casa, Wilma Dantas e Jadelson Filho, responsáveis por atestar a necessidade do procedimento e encaminhar os casos aptos para o atendimento com a profissional parceira”, afirma.
Kiony lembra que a iniciativa fortalece a política de cuidado integral com a saúde dos associados, garantindo não apenas o acesso a serviços básicos odontológicos, mas também a procedimentos especializados com qualidade e condições facilitadas. “A nossa expectativa é de que a nova parceria contribua para reduzir a demanda reprimida por tratamentos endodônticos e proporcione mais conforto, bem-estar e qualidade de vida aos associados atendidos pela Asplan, afinal estamos sempre pensando em como atender, cada vez melhor, nossos associados”, finaliza. O convênio de parceria entre a Asplan e a profissional já está em vigor.
Audiência na ALPB expõe impasses e divergências sobre processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul da Paraíba
A audiência pública realizada nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), aprofundou o debate e expôs posições divergentes sobre o processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul do estado. A iniciativa foi proposta pelo deputado Branco Mendes e teve como secretária a deputada Cida Ramos, reunindo parlamentares, representantes de órgãos federais, especialistas, produtores, assentados e lideranças sindicais que acompanham de perto o avanço do processo conduzido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
E a ALPB decidiu adotar encaminhamentos concretos após a audiência pública e entre as deliberações está o pedido do deputado George Morais para que o setor jurídico da Casa seja incluído formalmente no processo, com o objetivo de acompanhar sua tramitação e garantir maior transparência. Além disso, a deputada Cida Ramos já anunciou que vai solicitar uma reunião com a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em Brasília, para levar o tema ao debate na esfera federal.
Depois do deputado Branco Mendes, que justificou a importância do debate, lembrando que o que está em discussão é a história de vida de muitas famílias e a sobrevivência de negócios, um dos primeiros a falar foi o representante do Ministério Público Federal, José Godoy, que destacou a necessidade de assegurar o cumprimento da legislação que protege os povos originários, mas defendeu a busca por soluções que considerem também a existência dos assentados da região. Ele destacou que o órgão atua com base na Constituição Federal, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos povos originários, mas ressaltou, no entanto, que o desafio está em conciliar esses direitos com a realidade consolidada na região. “É preciso respeitar a legislação e garantir os direitos dos povos indígenas, mas também buscar uma solução que considere quem vive e produz nessas áreas há várias gerações”, afirmou.
A representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Fernanda Lucia, reforçou que o órgão reconhece como legítimo o instrumento da desapropriação de terras para fins de demarcação indígena, desde que respeitados os critérios legais. “A desapropriação é um mecanismo previsto em lei para garantir direitos dos povos indígenas, e o INCRA reconhece essa prerrogativa dentro dos parâmetros legais”, explicou.
O vice-prefeito do município de Conde, Rogaciano Cabral, que também é assentado na região, fez críticas à condução do processo pela FUNAI, apontando falta de transparência e ausência de diálogo com os principais afetados. Segundo ele, o processo pode impactar diretamente quase mil famílias, além de comprometer atividades econômicas consolidadas, incluindo empreendimentos rurais, turísticos e industriais. “A FUNAI não ouviu os principais envolvidos e impactados neste processo. Estamos falando de centenas de famílias, de pessoas que vivem e trabalham aqui há décadas. Como a gente fica diante de tudo isso?”, questionou.
A insegurança em torno do relatório final da FUNAI, previsto para ser apresentado até junho, também foi amplamente debatida. De acordo com os participantes, não há no processo nenhuma divulgação de informações oficiais, inexiste a transparência e ninguém dos envolvidos diretamente na questão foram comunicados de nenhuma maneira, o que aumenta o clima de apreensão na região. A vereadora Rosélia Maria elencou o volume de produção agrícola do Conde e região, lembrando do impacto negativo que essa demarcação pode trazer e, termo de produção de alimentos. “Se a gente parar de plantar e colher uma semana na região, a cidade não come”, disse ela, fazendo referência as seis comunidades que estão, supostamente, inseridas nesse processo do INCRA.
O antropólogo Edward Luz fez críticas contundentes à base técnica dos estudos antropológicos que fundamentam o processo de demarcação. Ele questionou a metodologia utilizada e a identificação dos beneficiários previstos no artigo 231 e 232 da Constituição Federal, reiterando que há neste processo um problema sério de identificação dos beneficiários e afirmou que a ação em curso é questionável, autoritária e unilateral. “Não há, na região, um grupo étnico diferenciado como exige a Constituição. A população é majoritariamente mestiça, e isso foi desconsiderado. O estudo conduzido pelo antropólogo Fábio Mura não retrata a realidade e apresenta inconsistências graves. Neste caso específico, os órgãos públicos precisam reconhecer o erro grotesco que estão cometendo aqui na Paraíba”, afirmou.
Na mesma linha, a advogada da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), Marta Melquiades, apontou possíveis irregularidades no processo administrativo conduzido pela FUNAI. Entre os pontos destacados, ela citou a falta de transparência, a ausência de notificação formal das partes interessadas e o que classificou como desrespeito ao devido processo legal. “Estamos diante de um processo que apresenta falhas graves, desde a condução até a comunicação com os envolvidos. Não houve transparência, nem garantia do contraditório e da ampla defesa”, criticou.
O produtor canavieiro Ervel Lundgren também usou a tribuna da ALPB para reforçar as críticas à condução do processo feita pela FUNAI e lembra que o impacto dessa demarcação também vai impactar além da agricultura da região, o setor turístico. “Estamos aqui hoje e na semana passada no Conde para debater essa questão que impacta todos nós. Em relação ao turismo, eu só queria saber como ficará Tambaba e Coqueirinho que segundo se fala fica dentro da área indígena. Se for colocar todo mundo para fora, como ficará aquela região, os restaurantes, pousadas e empreendimentos?”, questionou ele, reiterando que pelo processo em curso, não haverá nem indenizações.
O assentado Josiel da Silva, da comunidade de Barra de Gramame, destacou que os moradores não se opõem a direitos indígenas, mas pedem respeito e reconhecimento.
“A gente não está brigando por terra e nem quer tirar o direito de ninguém. O que queremos é respeito para continuar nosso trabalho, plantar e colher com dignidade”, afirmou. Já Genil Domingos, do assentamento Mata da Chica, relatou a angústia vivida pelas famílias diante da incerteza. “As famílias dormem e acordam sem saber o dia de amanhã, sem saber se vão continuar em suas terras. O INCRA sempre soube que a gente vive aqui há anos e nem levou em consideração isso”, lamentou. O mesmo sentimento foi reforçado por Erivanete Targino, da comunidade de Tabatinga, que destacou o impacto econômico da possível retirada das famílias. “Desde o início desse processo absurdo, a gente vive com medo e apreensão. Além disso, há o risco de perda de mais de 500 empregos diretos só na nossa região”, alertou.
Ao final da audiência, ficou evidente que o tema exige aprofundamento técnico, jurídico e social, além da ampliação do diálogo entre todas as partes envolvidas. Parlamentares destacaram a importância de acompanhar de perto o desdobramento do processo e garantir que qualquer decisão seja tomada com base em critérios claros, legais e transparentes. O deputado Valber Virgulino que chegou no final dos debates reforçou essa questão. “Da forma como está sendo conduzido esse processo ele prejudica mais gente do que favorece. É preciso que todas as partes tenham bom senso e que haja mais transparência e critérios técnicos para que a justiça prevaleça”, disse, concordando com o que já havia sido dito pelo Procurador do Conde, Marcos Ramalho, sobre o respeito ao devido processo legal.
A expectativa agora gira em torno da divulgação do relatório final da FUNAI, previsto para ser apresentado em junho, que deverá trazer definições mais concretas sobre a área em análise e os possíveis impactos para as comunidades indígenas e não indígenas da região. “Enquanto isso, o cenário permanece marcado por incertezas e a busca por equilíbrio entre direitos constitucionais e a realidade socioeconômica consolidada no Litoral Sul da Paraíba. O fato é que os debates desta audiência foram esclarecedores e importantes. A lamentar a ausência do representante da FUNAI que não compareceu ao debate. Esperamos agora que os deputados criem comissões e nos ajudem a acompanhar esse processo”, afirmou o diretor técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, que considerou a audiência muito positiva.























Audiência pública na ALPB discutirá demarcação de terras indígenas e mobiliza produtores que pedem mais segurança jurídica
Produtores rurais, representantes de entidades e autoridades públicas participam, nesta quarta-feira (25), de uma audiência pública que irá debater o processo de demarcação de terras indígenas no Litoral Sul da Paraíba. O encontro acontece a partir das 9h, no plenário Deputado José Mariz, na Assembleia Legislativa da Paraíba, em João Pessoa. A propositura foi do deputado Branco Mendes. O mesmo tema já foi debatido em audiência na semana passada na Câmara de Vereadores do Conde.
A iniciativa tem como objetivo ampliar o diálogo sobre o tema e discutir os impactos diretos da possível demarcação para os produtores rurais e empresários que possuem propriedades e empresas nas áreas em análise. A expectativa é reunir lideranças do setor produtivo, parlamentares e demais interessados para esclarecer dúvidas e buscar encaminhamentos que garantam equilíbrio entre os interesses envolvidos.
A Asplan reforça a importância da mobilização dos associados e destaca que a participação ativa dos produtores é essencial neste momento. O presidente da entidade, José Inácio, enfatizou a relevância do debate para o futuro do setor. “Essa audiência é extremamente importante para garantir a segurança jurídica dos nossos associados, principalmente daqueles que possuem propriedades nas áreas em questão. Estamos tratando de um tema sensível, que exige atenção, união e acompanhamento de perto por parte de todos”, afirmou.
A expectativa, segundo o dirigente canavieiro, é de que o encontro contribua para dar maior clareza ao tema e fortaleça a atuação conjunta do setor produtivo diante de um assunto que impacta diretamente a atividade agrícola e a economia regional. A audiência também será transmitida ao vivo pela TV Assembleia (canal 8.2) e pelo YouTube do Legislativo Paraibano, permitindo que um público mais amplo acompanhe as discussões em tempo real.
Ex-presidente e atual diretor da Asplan foi homenageado no MasterCana Norte & Nordeste 2026
Com mais de 50 anos vividos em prol da cana de açúcar na Paraíba, o ex-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e atual diretor financeiro, Oscar de Gouvêa Cunha Barreto Neto, foi um dos homenageados do MasterCana Norte & Nordeste 2026, na categoria “Mais Influentes do Setor”. O evento aconteceu Recife (PE), no último dia 19 e reuniu lideranças, empresas e especialistas do setor sucroenergético da região.
O prêmio foi entregue ao filho do homenageado, Oscar Filho, que representou o pai na solenidade. “Meu pai recebeu essa homenagem com muita gratidão, e ele é merecedor desta distinção porque é uma referência no setor, além de inspiração para os fornecedores mais jovens. Um produtor que enfrentou e superou tantas crises e secas, acordando cedo todos os dias para trabalhar com cana de açúcar, viver dignamente da cana de açúcar e sempre acreditar em dias melhores. Em nome dele, agradecemos a lembrança”, disse Oscar Filho.
“Fiquei bastante honrado em receber o convite para ser homenageado. Sei da seriedade do MasterCana e só tenho a agradecer por essa distinção que muito me honrou”, agradeceu o homenageado que por orientação médica precisa evitar ambientes com muitas pessoas, já que passa por tratamento que baixa sua imunidade.







Asplan participa do Tecnobio Cana e destaca avanços no uso de biológicos na cana-de-açúcar
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta quarta-feira (18), da 4ª edição do Tecnobio Cana, realizada em Maceió, acompanhando de perto as inovações que vêm transformando o manejo agrícola. Representaram a entidade o biólogo Roberto Balbino, que foi um dos palestrantes, e o supervisor técnico Julio Barbosa.
O evento reuniu especialistas e profissionais do setor para discutir o avanço dos insumos biológicos, com foco em formulações mais modernas, tecnologias de aplicação, armazenamento, uso de drones e controle de qualidade — evidenciando uma mudança significativa na agricultura, com soluções que saem do laboratório e ganham cada vez mais espaço no campo.
Um dos destaques da programação foi a participação de Roberto Balbino como palestrante no painel “Quando iniciar o controle biológico em pragas de cana-de-açúcar”. Na ocasião, ele apresentou o case da Estação de Camaratuba e trouxe orientações práticas voltadas à realidade do controle biológico do Nordeste, especialmente dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
Durante a apresentação, Balbino destacou pontos fundamentais para a eficiência do manejo, como o momento ideal para iniciar o controle biológico, considerando fatores como o tamanho e a idade da cana, além do estágio de desenvolvimento das pragas. Ele explicou, por exemplo, que a liberação da Cotesia pode ser realizada em plantas ainda jovens, com cerca de 45 dias, e que o controle da broca deve começar quando a lagarta atinge aproximadamente meio centímetro.
“O planejamento é essencial. É preciso monitorar desde a bordadura até o interior do talhão, observar os níveis populacionais das pragas e definir corretamente o momento das liberações. Assim, evitamos que os índices avancem a ponto de causar prejuízos econômicos à cultura”, ressaltou. O biólogo também chamou atenção para o surgimento de pragas secundárias, como o elasmo, o cochonilia rosada e a cigarrinha, especialmente em períodos chuvosos, o que exige atenção redobrada dos produtores. Segundo ele, o uso estratégico dos biológicos permite um controle mais sustentável e eficiente.
Outro ponto abordado foi a versatilidade desses insumos. “Os biológicos, como os fungos, não apenas controlam pragas, mas também atuam no combate a doenças e ainda desempenham funções importantes dentro da planta, ampliando os benefícios para o sistema produtivo”, destacou Balbino.
Atualmente, o Brasil utiliza manejo biológico em cerca de 156 milhões de hectares, sendo aproximadamente 10% desse total na cultura da cana-de-açúcar — um número que demonstra o potencial de expansão dessas tecnologias. O avanço dos bioherbicidas, segundo Balbino, também foi apontado como uma tendência promissora para os próximos anos. “A participação no evento reforça o compromisso da Asplan em acompanhar as inovações do setor e levar conhecimento técnico aos produtores, contribuindo para uma produção mais eficiente, sustentável e competitiva”, reiterou o diretor técnico da Associação, Neto Siqueira.







Audiência pública debate demarcação de terras no Conde e mobiliza produtores rurais que pedem segurança jurídica
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) acompanhou, nesta quarta-feira (18), a audiência pública realizada na Câmara de Vereadores do município do Conde (PB), que discutiu o processo de demarcação de terras indígenas na região. O encontro reuniu produtores rurais, autoridades locais e representantes da sociedade civil, promovendo um espaço de diálogo sobre um tema de grande impacto para o setor produtivo. A iniciativa da propositura foi da vereadora Rosélia Maria da Silva Oliveira.
Durante a audiência, foram apresentadas preocupações relacionadas a áreas onde já existem produtores em plena atividade, incluindo associados da entidade, o que tem gerado apreensão no campo. Um dos momentos mais importantes da audiência aconteceu com a participação de presidentes de diferentes assentamentos da região atingidos com esse processo de demarcação da FUNAI, que deram testemunhos da história e bom uso das terras, denunciando que estavam sendo esquecidos e negligenciados pelo INCRA em todo esse processo demarcatório. A Asplan participou ativamente das discussões, reforçando a importância do diálogo institucional e da busca por soluções equilibradas.
O presidente do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, destacou a relevância da mobilização dos produtores diante do cenário. “Esse é um momento que exige atenção e, principalmente, união. É fundamental que os produtores estejam acompanhando de perto todas as ações e participando dos debates, pois estamos tratando de um tema que impacta diretamente a atividade produtiva e a segurança jurídica no campo”, afirmou.
Ele também ressaltou que a entidade seguirá monitorando os desdobramentos do processo e prestando suporte aos associados que possam ser afetados. “A Asplan está vigilante e atuante, oferecendo apoio técnico e institucional. A participação coletiva fortalece o setor e garante que os produtores tenham voz ativa nesse processo”, acrescentou.
A audiência evidenciou a necessidade de continuidade das discussões, com transparência e respeito aos diferentes interesses envolvidos, reforçando o papel das entidades representativas na defesa dos produtores rurais.





Ex-presidente e atual diretor da Asplan será homenageado no MasterCana Norte & Nordeste 2026
O ex-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e atual diretor financeiro, Oscar de Gouvêa Cunha Barreto Neto, será um dos homenageados do MasterCana Norte & Nordeste 2026, na categoria “Mais Influentes do Setor”. O evento será realizado na próxima quinta-feira (19), às 20h, em Recife (PE), no Spettus Boa Viagem, reunindo lideranças, empresas e especialistas do setor sucroenergético da região.
O reconhecimento destaca a trajetória de Seu Oscar como produtor canavieiro, marcada pela dedicação e pela continuidade de uma tradição familiar ligada ao cultivo da cana-de-açúcar ao longo de gerações. Sua atuação também é fortemente associada ao fortalecimento institucional da Asplan e à representatividade dos produtores no Nordeste, especialmente, na Paraíba.
“Fiquei bastante honrado em receber o convite para ser homenageado. Sei da seriedade do MasterCana e só tenho a agradecer por essa distinção que muito me honra”, afirmou. Com raízes em uma família de grande relevância cultural, Seu Oscar também carrega um vínculo com o escritor paraibano José Lins do Rego, um dos mais importantes nomes do regionalismo brasileiro e autor de “Menino de Engenho”. Parte de sua infância foi vivida em propriedades ligadas ao romancista, já que também eram parentes, experiência que contribuiu para fortalecer sua relação com o universo canavieiro.











