Asplan
Asplan convoca seus associados para atualização cadastral que vai possibilitar habilitar fornecedor de cana a receber créditos do CBIOS
Depois de lançar o Selo Pro-AR/2030, que vai ampliar a atuação sócio-ambiental dos produtores canavieiros paraibanos e instituir uma certificação para a matéria-prima produzida pelos seus associados, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) agora parte para ampliar as possibilidades de ganho dos produtores habilitando-os para receberem Créditos de Descarbonização (CBIOs). Para tanto, a entidade está convocando os cerca de 1.500 associados a atualizarem seus cadastros, inclusive com dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
A certificação da matéria-prima, que se dará através de mecanismos de controle de qualidade de produção, desde a plantação até a entrega da matéria-prima às indústrias explica o presidente da Asplan, José Inácio, se dará através do convênio com a Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito – CIPED, entidade que ficará responsável por executar o SELO Pro-Ar e conduzir os trabalhos de certificação, mas o cadastro, será feito na sede da entidade, em João Pessoa, das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira. “O departamento Técnico será o responsável pela coleta e realização da atualização cadastral e quanto mais cedo o fornecedor atualizar seus dados, mais cedo ele estará apto a receber os créditos do CBIOs”, destaca José Inácio.
O presidente da Asplan lembra que o acesso aos créditos do CBIOs é uma justa reivindicação dos produtores e que será possível com a certificação da cana produzida por eles. “Não é justo o produtor ficar fora. É preciso ampliar os ganhos de quem produz para além da ATR, pois a cana tem um valor agregado que extrapola, e muito, o açúcar que ela possui”, reitera José Inácio, lembrando que depois do Selo e da certificação da matéria-prima, a atualização cadastral do fornecedor é o último passo para torná-lo apto a receber os CBIOs.
Como proceder para atualização cadastral
Para atualizar seu cadastro, o fornecedor de cana associado precisa levar seus documentos pessoais (Identidade, CPF, certidão de casamento, comprovante de residência) e os documentos da propriedade, a exemplo da escritura, do contrato de arrendamento se for o caso, o CAR e se tiver frota própria de veículos levar a documentação ou placa dos mesmos. “Basta o associado trazer essa documentação para atualizarmos o cadastro dele. Não vamos estabelecer prazo para que isso ocorra, porque quanto mais cedo o associado atualizar seus dados, mais cedo ele passa a estar apto a receber o CBIOs, então como é interesse de todos, estaremos à disposição no tempo em que o associado achar mais conveniente”, afirma o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, reforçando que o atendimento se dará no horário das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira, no primeiro andar do prédio sede, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro.
- O plantão de atendimento é no DETEC, no primeiro andar
A 27ª edição do Concurso Mundial de Destilados de Bruxelas premia cachaça paraibana Baraúna com três medalhas de Ouro
O universo dos destilados tem um concurso mundial que premia, em várias categorias, a cachaça, uísque, conhaque, aguardente, rum, vodca, gin, entre outras bebidas destiladas que são avaliadas e classificadas por um grupo de especialistas de renome internacional e a 27ª edição do Concurso Mundial de Bruxelas, realizado nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2020, premiou a cachaça Baraúna com três medalhas de Ouro. Produzida no Engenho Baraúna, localizado no município de Alhandra, no litoral sul paraibano, a cachaça arrebatou os prêmios com os produtos Baraúna Carvalho Premium, Baraúna Tradicional (Branca) e Baraúna Umburana. A edição 2020 teve a participação de um total de 1.400 destilados, de 54 países que competiram para ganhar uma medalha de Prata, Ouro ou Grande Ouro. A premiação do concurso deste ano foi feito de forma online, em função da pandemia, mas a degustação dos produtos concorrentes foi feita pelos especialistas, em Bruxelas.
O sócio fundador do Engenho Baraúna, José Rodrigues, recebeu com muita alegria mais essa premiação. “É uma honra representar a Paraíba, o Nordeste e meu país num concurso de destilados do nível deste de Bruxelas e conquistar medalhas de Ouro com os nossos produtos. Esse prêmio simboliza o desafio de produzir cachaça de qualidade com muita responsabilidade, zelo, competência e amor”, disse José Rodrigues.
Para o sócio diretor da Baraúna, Alexandre Amorim, o reconhecimento dos produtos são um forte indicativo da excelência de produção e da qualidade da Baraúna. “Os prêmios nacional e internacional que recebemos esse ano é uma prova que estamos no caminho certo, fazendo um produto de qualidade, com preço acessível”, disse Alexandre, que herdou de seu bisavô e pai o gosto pelas coisas do mundo canavieiro. Além do concurso de Bruxelas, a Baraúna também teve um reconhecimento nacional de especialistas no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil, realizado em outubro último, quando ganhou duas medalhas, uma de Ouro, com a Baraúna Carvalho Premium, e outra de Prata, com a Baraúna Umburana. Além da Baraúna, outras três cachaças paraibanas também foram premiadas neste concurso nacional (Engenho Nobre, Engenho Gregório e Pai Vovó).
Relativamente nova no mercado de destilados, já que a Baraúna só começou sua produção em 2013, com a Baraúna Tradicional (Branca), a marca veio para se firmar como uma das mais bem feitas do mercado, com aroma, sabor e gosto diferenciado. A Baraúna Umburana só começou sua produção em 2018, enquanto que a Baraúna Carvalho Premium, entrou no mercado apenas 2019. Alexandre explica que a Baraúna Carvalho Premium fica quatro anos envelhecendo em barris de carvalho americano e Francês, enquanto as outras duas cachaças de sua produção precisam de um ano para serem engarrafadas e comercializadas. “É um processo demorado, que tem um tempo adequado para cada produto”, reforça ele.
A Baraúna pode ser facilmente encontrada em pontos comerciais da região metropolitana de João Pessoa e em algumas cidades do interior do Estado. “Começamos há pouco tempo, há seis anos apenas, e estamos melhorando essa logística de vendas aos poucos. O importante é colocar no mercado um bom produto. Não queremos quantidade, mas, sobretudo qualidade”, destaca ele, lembrando que sua cachaça é produzida a partir das melhores canas e leveduras selecionadas por exame de DNA e possui baixa acidez e degustação suave. Sobre o exame de DNA, Alexandre explica que isso se deu graças a uma parceria com a Destilaria Japungu, detentora desta tecnologia, e a UFPE e que esse estudo é utilizado por ele para melhorar a fermentação de seus produtos.
O presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, fala da satisfação de ver um produto genuinamente paraibano ser premiado internacionalmente e destaca a qualidade da cachaça paraibana. “A cachaça é uma bebida que possui complexidade, frescor e características especiais. Ela é bem diferente de outros destilados e fabricar cachaça de qualidade é uma arte e nós, da Paraíba, somos privilegiados neste aspecto porque temos aqui a produção de excelentes cachaças, entre elas, a Baraúna, que com esses prêmios conquistados agora passa a ocupar lugar de destaque internacionalmente também”, disse José Inácio.
Sobre o concurso internacional
O Concurso Mundial de Bruxelas, mundialmente conhecido como Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles (CMB), é o maior evento voltado para avaliação e premiação de destilados do mundo inteiro. A excelente reputação de seu processo de seleção é um dos principais componentes do sucesso da competição. São rigorosamente escolhidos para a competição juízes conceituados e renomados por sua capacidade de avaliar bebidas alcoólicas. Na seleção e competição de destilados participaram 60 juízes profissionais que provaram e avaliaram até 35 bebidas alcoólicas por dia. A Seleção de destilados pela CMB é a única competição itinerante no mundo e única que realiza análises laboratoriais pós-evento nos destilados vencedores de medalhas.
Realizado há 20 anos, o concurso, que é sediado em diferentes países a cada edição, é levado muito a sério e cada vez mais produtores de destilados do mundo inteiro querem ganhar nas categorias, já que um selo de premiação no Spirits Selection pode representar um aumento de 30% nas vendas. O que torna a premiação ainda mais almejada e competitiva está na regra que apenas 30% dos participantes levam medalhas entre Ouro, Prata e Grand Ouro – o que quer dizer se 100 produtos forem inscritos, somente 30 ganharão.
As cachaças premiadas com Medalhas de Ouro na edição 2020 foram:
Aguardente Borghezan Tajuva 4 Months
Valdemir Debiasi Borghezan
Cachaça Barauna Carvalho Premium
Cachaça Barauna Tradicional
Cachaça Barauna Umburana
Engenho Barauna Ltda. Me
Cachaça Bylaardt Premium 5 Years
Ind. e Com. De Aguardente Bylaardt Ltda.
Cachaça Cafundó da Serra Ouro French Oak 2 Years
Coop. Familiar Agroindustrial Sul Catarinense Cafundó Da Serra
Cachaça Catarina Única
Destilaria Vitória
Cachaça Córrego Novo Amburana
Cachaça Córrego Novo Prata
Agrimar Agro Indústria e Comércio Ltda.
Cachaça de La Vega Premium
De La Veja Indústria de Bebidas Ltda.
Cachaça Extra Premium
Destilaria Rech
Cachaça Guaraciaba jequitibá
Aguardente Guaraciaba Ltda
Cachaça Pátria Amada Carvalho e Cumarú
Cachaça Pátria Amada Ouro
Quefan Agroindústria e Comércio Ltda-Me
Cachaça Seleta Seleta & Boazinha
Indústria e Comércio Importação e Exportação Ltda.
Cachaça Sóbria Clássica 2019
Cachaça Sóbria
Cachaça Vanalli Envelhecida 10 anos
Cachaça Vanalli
Cachaça Vanderley Azevedo Prata 2018
Cachaça Vanderley Azevedo Premium
Vanderey Azevedo
Moendão Premium Blend
Cachacaria Moendão Ltda
Pé Na Areia Cachaça Prata 40°
Alquimia Companhia Industrial e Comércio de Bebidas Ltda
Pinoco’s Premium French Oak 2 Years
Pinoco’s Cana Ltda
Fonte: site da cachaça- https://www.sitedacachaca.com.br/concurso-mundial-de-bruxelas/



ASPLAN realiza ação social com crianças carentes de comunidade de Mamanguape
Além de ser uma referência para os produtores canavieiros, a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN), que atua em defesa da categoria há mais de 60 anos, também é uma entidade socialmente responsável, que desenvolve ações em prol da comunidade e da sociedade. No último dia 30, mais uma ação social foi realizada com esse objetivo, quando colaboradores da Estação de Camaratuba, onde funciona a produção de insumos biológicos da Associação, promoveram uma tarde de brincadeiras e diversão com crianças carentes da comunidade Rua Nova, localizada no município de Mamanguape.
Foi uma tarde de muitas brincadeiras e diversão, que teve ainda a distribuição de kits de higiene e de lanches e guloseimas. “Esse evento foi importante para as crianças que se divertiram bastante e também aprenderam um pouco sobre a produção de insumos biológicos da Estação e a importância deles para o meio ambiente. Desde cedo precisamos formar a consciência ecológica na geração futura”, destaca o biólogo da Estação, Roberto Balbino, que também participou das atividades junto com seus colegas de trabalho.
“As crianças são o futuro de toda nação, devemos pensar e contribuir de alguma forma para um país melhor, mais humano e mais justo, além de ensinarmos boas lições, que com certeza ficaram marcadas e eles levarão para o resto da vida. Além disso tivemos o cuidado de entregarmos os kit’s de higiene, que são importantes em qualquer ocasião, ainda mais agora no momento que estamos vivendo”, reforça o coordenador da ASPLAN Luís Augusto.
Recentemente, por causa da pandemia do COVID-19, a ASPLAN, também dentro deste escopo de trabalho social, distribui álcool etílico à 70% para várias entidades públicas e privadas da capital paraibana. “Entendemos que se cada um fizer a sua parte, a sociedade caminhará de forma mais equilibrada. E a ASPLAN sempre teve esse cuidado, não apenas com seus associados, mas, com a sociedade de um modo geral, não à toa existimos há mais de 60 anos”, finaliza o presidente da ASPLAN, José Inácio de Morais.
- A ação foi realizada com crianças carentes de uma comunidade de Mamanguape
- As atividades incluiram a distribuição de lanches
- As crianças também se divertiram com as brincadeiras
- Houve ainda distribuição de kits de higiene
- Roberto e a equipe da Estação que participou das atividades da ação social
Livro ‘Cultivo de cana-de-açúcar na Paraíba’ tem participação de profissionais da ASPLAN
Lançado pela Editora da UFPB, numa iniciativa dos organizadores Fábio Mielezrski e Gleydyane Novais Lopes, o livro ‘Cultivo de Cana-de-Açúcar na Paraíba’ é leitura obrigatória não apenas de quem vive da produção da matéria-prima que gera álcool, açúcar e outras iguarias, mas, também de quem quer conhecer um pouco mais da cultura que existe desde a colonização do Brasil, sendo um dos principais sustentáculos econômicos do Nordeste. O livro, recentemente lançado, tem a participação de profissionais da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e é prefaciado pelo presidente da entidade, José Inácio de Morais.
Dividido em sete capítulos, a obra aborda desde a importância econômica da cana-de-açúcar na Paraíba, até questões específicas de manejo, morfologia, fenologia, fertilidade de solos, técnicas de implantação da cultura, controle de pragas daninhas, bioestimulantes e insetos-pragas da cultura. Os capítulos 1 (Importância econômica da cana-de-açúcar na Paraíba) e o 7 (Insetos-praga da cana-de-açúcar no estado da Paraíba) têm, respectivamente, as participações do agrônomo e coordenador da Asplan, Luis Augusto de Lima Santos e do biólogo da Estação de Camaratuba, mantida pela Asplan, Roberto Balbino.
No prefácio, José Inácio destaca a importância da cultura canavieira para o Brasil e, especialmente, para o Nordeste e fala do orgulho de ser produtor e neto e bisneto de plantadores de cana. “A cultura de cana-de-açúcar existe no Brasil, especialmente, no Nordeste desde os tempos da colonização. De lá para cá, sempre foi e ainda é o principal sustentáculo econômico e social da região. Na Paraíba, a cultura canavieira sempre ocupou lugar de destaque, sobreviveu a crises e secas e resistiu a tempos ruins. Existente em 26 municípios do Estado, a cana-de-açúcar merece destaque em qualquer cenário ou debate que se aborde economia, desenvolvimento, geração de emprego, renda sustentabilidade e produção de combustível limpo e renovável”, escreveu José Inácio.
Ele ainda recomendou a leitura do livro, principalmente, com foco no reconhecimento e fortalecimento da cultura canavieira. “Como neto e bisneto de plantadores de cana, aluno da escola de Areia e produtor de cana, com muito orgulho, recomendo a leitura”, reiterou José Inácio.
- Capa do livro
- O biólogo da Estação, Roberto Balbino prestigiou o lançamento do livro
- O lançamento do livro contou com a participação de seus autores
Coasplan promove 1º Encontro Cultivar que reuniu produtores para debater uso de insumos que asseguram melhores rendimentos
O 1º Encontro Cultivar promovido pela Cooperativa dos Associados da Asplan (COASPLAN), em outubro, foi um sucesso de participação de produtores e de nível de debates e palestras. O momento, que contou com a parceria da Agrivalle e EuroChem, aconteceu na sede da fazenda do presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio, em Mamanguape. Segundo o diretor comercial da Cooperativa, Thiago Queiroz, a iniciativa da Coasplan é atuar em várias frentes, inclusive, na realização de encontros como esse. “Foi um momento de muito aprendizado e difusão de conhecimentos que agregam valor ao negócio de nossos associados, possibilitando que eles tenham mais informações para gerir melhor suas lavouras”, destacou Thiago, lembrando que a idéia é realizar outros momentos como esse, brevemente.
Parceiros fortes da Coasplan, a Agrivalle e EuroChem, participaram do 1º Encontro Cultivar mostrando os diferenciais de seus produtos. A Agrivalle apresentou, na ocasião, a linha de enraizadores, fungicidas e nematicidas e a forma de atuação da bactéria Welt, demonstrando um menor custo por hectare, com resultados entre seis a doze toneladas comparando com os tratamentos convencionais e com um custo bem reduzido. Já a EuroChem mostrou os diferenciais da tecnologia utilizada em seus fertilizantes, com ênfase na Linha Nitrofosca, que contém todos os nutrientes necessários a planta, em apenas um grão.
“Esses parceiros têm trazido para o mercado canavieiro e para o agronegócio de um modo geral o menor custo de utilização de insumos por hectare. Neste evento foi realizado duas palestras, sob a responsabilidade destes parceiros, mostrando a viabilidade e retorno no uso dos produtos prospectados na ocasião. Saímos todos da fazenda de José Inácio com informações e dados importantes que balizarão, com certeza, os próximos investimentos na lavoura de nossos associados”, finaliza Thiago.
- As palestras focaram o custo e os benefícios dos insumos
- O encontro aconteceu na fazenda do presidente da Asplan, José Inácio
- O evento aconteceu em outubro
- Os parceiros do evento
- Produtores que participaram do encontro
- Thiago é o diretor comercial da Coasplan
- Thiago e rodutires participantes
Monitoramento da cana feito pela Asplan nas indústrias assegura ganho real ao produtor canavieiro paraibano
O trabalho de fiscalização dos agentes tecnológicos contratados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), para acompanhar a avaliação da qualidade da matéria-prima entregue pelos produtores canavieiros às indústrias processadoras paraibanas, vem assegurando, ano após ano, que o produtor receba uma remuneração compatível com a matéria-prima que está direcionando as usinas. Agora em outubro, a eficácia deste trabalho ficou ainda mais evidente quando um agente tecnológico da Asplan identificou uma falha de processo na Destilaria Giasa, comunicou o fato a referida empresa que, prontamente, tomou providências para corrigir o problema e ressarcir as diferenças em função do mesmo.
“O DETEC vem desenvolvendo um belo trabalho em prol dos associados e no que diz respeito a fiscalização nas unidades industriais esse trabalho é fundamental para assegurar ao produtor que ele receberá uma remuneração compatível com a cana que está entregando”, desta a o diretor técnico do DETEC, Neto Siqueira. Ele ressalta que o problema na Giasa se deu no laboratório de sacarose, com alguns certificados que não estavam dando como clarificados devido a um problema no clarificante usado. “Ao mesmo tempo que parabenizamos o nosso fiscal por ter identificado a falha, também enaltecemos a conduta da Giasa que de imediato resolveu problema e se prontificou a ressarcir os prejuízos noticiados”, reitera Neto Siqueira.
Em comunicado à Asplan, a Giasa esclareceu que assim que tomou conhecimento do problema, suspendeu a utilização do clarificante que estava sendo utilizado substituindo-o por outro produto também homologado pelo Consecana e se prontificou a ressarcir os prejuízos noticiados, programando o pagamento dos mesmos o que ocorreu neste dia 22 de outubro. No ofício endereçado ao DETEC, a direção da Giasa ainda reiterou que o Grupo Olho D’Água tem 100 anos de atuação no mercado sucroalcooleiro e que sempre agiu com ética e transparência no relacionamento com seus clientes, parceiros, colaboradores e fornecedores.
Sobre a fiscalização
O trabalho dos agentes tecnológicos da Asplan nas usinas compreende a análise da matéria-prima que usa a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado) e o acompanhamento de todo o processo, desde a pesagem até a análise no laboratório para que a remuneração paga pela cana seja fidedigna ao que está sendo entregue. O acompanhamento da cana dos associados permanece durante toda a safra, diuturnamente, e enquanto houver fornecimento da matéria-prima para as oito unidades industriais paraibanas. O trabalho de fiscalização da Asplan conta com 18 gentes tecnológicos, sendo que 16 deles atuam nas usinas, um é o coletor das amostras e outro fica no laboratório fazendo as análises.
- A fiscalização assegura que o produtor receba o justo pela matéria-prima entregue
- A fiscalização também inclui análises em laboratório
- As análises também são feitas no laboratório da Asplan
- Os fiscais da Asplan estarão de plantão até o final da safra
José Inácio de Morais é reconduzido ao cargo de presidente da Asplan para o triênio 2021-2023 por aclamação
O atual presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi reconduzido para mais um mandato à frente da entidade. Na manhã desta sexta-feira (09), no auditório da entidade, foi feita a eleição e, em seguida, a posse dos novos dirigentes da Associação. Na presença de fornecedores associados, José Inácio foi aclamado junto aos membros da também da nova diretoria e responderá pela presidência por mais três anos (triênio 2021-2023). Na oportunidade, o dirigente agradeceu a confiança e falou dos novos desafios que o setor deve enfrentar nos próximos anos.
Segundo José Inácio, um dos desafios e fazer com que os produtores de cana tenham acesso aos créditos de carbono do RenovaBio, Programa Nacional dos Biocombustíveis, hoje restrito apenas aos industrias. “Nós, produtores, devemos ter acesso ao crédito financeiro do CBios. Não é sensato, ne justo deixar os produtores as margens deste ganho, já que a liberação de carbono tem início no próprio desenvolvimento da planta. Essa é uma questão de justiça. Se o benefício do sequestro de carbono tem início no campo, com as boas práticas, o fornecedor deve ter acesso a esse crédito. Queremos nossa parte e vamos lutar para conseguir”, disse o presidente.
José Inácio também destacou os desafios de incentivar os fornecedores para que invistam em sua produtividade. Essa, inclusive, é uma prática permanente da Asplan e que vai continuar durante seu próximo mandato. “Hoje a concorrência não está apenas no centro-sul, temos também o etanol americano”, comentou o presidente, frisando que o Departamento Técnico da Asplan (Detec) avançou muito nos últimos anos. “Neto Siqueira, que é nosso Diretor Técnico, está de parabéns”, disse ele, finalizando seu discurso falando do orgulho que sente ao representar a categoria. “Tenho orgulho também de dizer que aqui não existe disputa e sim unidade no trabalho realizado em prol dos associados. Obrigada pela confiança”, concluiu ele, que preside vai para seu terceiro mandato à frente da entidade.
E é essa unidade, aliada à sua experiência no setor canavieiro que leva o fornecedor Gabriel Rangel e apoiar José Inácio. “Para mim, que sou novo no segmento porque era meu avô que estava à frente dos negócios da família, é extremamente importante ter um presidente experiente lutando pelos nossos interesses. Ele mostra a que veio pela experiência e por conseguir unir todos diante dos desafios”, afirmou Gabriel.
O Diretor da Asplan, Oscar Gouvêa também ressaltou a experiência de José Inácio durante seu discurso, sendo, inclusive, bastante aplaudido quando se colocou não como um dos dirigentes da entidade, mas como fornecedor. “A gente tem muita sorte de contar com José Inácio porque ele é inteligente e tem contribuído para o sucesso de todo o setor. Agradeço por tudo que ele tem feito, pela sua dedicação, a exemplo da Cooperativa que ele ajudou a criar. Receba, do fornecedor e não do dirigente, toda a minha confiança”, frisou Oscar.
Com uma chapa democrática, composta por “velha guarda” e nova geração, a fornecedora, Ana Cláudia Santana, que está como 2ª vice-diretora secretária, também despontou como representante feminina no grupo. “Fico honrada e feliz por aqui representar a mulher em um segmento por tanto tempo majoritariamente masculino”, afirmou a fornecedora. Sua mãe, dona Rosa de Lourdes de Santana, que também esteve no evento prestigiando a cerimônia, frisou o seu apoio à recondução do presidente ao cargo. “A experiência dele conta muito para todos nós”.
Além do presidente que foi reconduzido ao cargo, também foram empossados Pedro Campos Neto (1º Vice-presidente); Raimundo Nonato Siqueira (2º vice-presidente); Eduardo Rabelo (Diretor Secretário);Frederico Madruga (1º Vice-diretor secretário); Ana Cláudia Santana (2ª vice-diretora secretária); Oscar de Gouvêa (Diretor Administrativo e Financeiro); Carlos Hein (1º vice-diretor administrativo e financeiro); Francisco Cleanto (2º vice-diretor administrativo e financeiro);Francisco Siqueira Neto (Diretor Técnico); e Alexandre Furtado Honório (vice-diretor técnico). Também assumiram os membros do Conselho Fiscal: Jorge da Costa (efetivo); Paulo Roberto Campos Filho (efetivo); e Hugo Malta de Resende Júnior (efetivo), bem como os suplentes e todo o conselho de representantes.
- A cerimônia foi prestigiada por alguns fornecedores apenas em função das precauções tomadas em relação ao Covd-19
- Ana Claudia e Rosa de Lourdes Santana, fornecedoras
- Fornecedor Gabriel Rangel
- José Inácio agradeceu a confiança e falou do desafio do RenovaBio
- Mesa formada por Jorge Campos, Fernando Rabelo, Ana Cláudia, Celso de Morais, Nonato Siqueira, Oscar de Gouvêa e José Inácio
- Nova Diretora junto ao presidente José Inácio
- Nova diretorias da Asplan e associados
- Novos dirigentes foram eleitos por aclamação
Asplan realiza visita técnica na usina Vale Verde em Baía Formosa e constata eficácia no uso de controladores biológicos
A usina Vale Verde, localizada em Baía Formosa, é uma das unidades industriais que utilizam controladores biológicos no combate a pragas que atacam canaviais. Na semana passada, o biólogo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Roberto Balbino realizou uma visita técnica para avaliar vários talhões de produção tanto na cana planta, quanto de soca, constatando assim a eficácia do uso de insumos biológicos, principalmente, no combate a Diatraea que é combatida pela Cotesia flavipes (Vespas). “Constatamos, in loco, que esse insumo biológico, produzido na estação de Camaratuba, de fato, tem combatido com sucesso e sem agredir o meio ambiente a Diatraea”, afirmou o biológo.
Nas avaliações in loco, Roberto frisou a importância do monitoramento precoce da lavoura para identificar o ataque da Diatraea e logo fazer o manejo adequado para o controle. “Essas visitas técnicas em campo, para avaliar as condições de levantamento e liberação são importantes, pois tornam o controle de pragas com a utilização dos insumos, mais preciso”, afirma o biólogo da Asplan.
De acordo com o coordenador do Departamento Técnico da Asplan (Detec), o engenheiro agrônomo, Luis Augusto, a procura para produção de cana-de-açúcar com baixo impacto ambiental e a parceria existente há vários anos entre a Vale Verde e a Asplan para o fornecimento de insumos biológicos, mostra o quanto é importante o trabalho desenvolvido em Camaratuba. “Constatamos a eficácia do combate as pragas e conseguimos achar brocas parasitadas por Cotesia, que é o nosso controlador biológico. Isso é muito gratificante, pois confirma a qualidade da nossa Cotesia e o nosso compromisso com os nossos parceiros de que o nosso controlador é eficiente, contribuindo há décadas com a produção sustentável de cana não apenas na Paraíba, mas, na região Nordeste”, reforça Luis.
Sobre a Estação
A Estação Experimental de Camaratuba é mantida pela Asplan, através de convênios com o Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Meteorologia e Secretaria de Agricultura da Paraíba. Nos dois laboratórios da Estação são produzidos dois insumos biológicos capazes de controlar duas das principais pragas que atacam os canaviais: a Broca Comum e a Cigarrinha da Folha: Cotesia flavipes (Vespas) e Metahizium anisopliae (Fungo), Os insumos produzidos na Estação são registrados e aprovados para uso da agricultura orgânica e distribuídos, gratuitamente, para os produtores de cana associados e ainda vendidos no mercado paraibano, pernambucano e do Rio Grande do Norte.
- Roberto Balbino durante vistoria técnica na lavoura da usina
- Roberto Balbino e funcionários da usina (1)
- Roberto Balbino e funcionários da usina (7)
Ação de logística reversa de recolhimento de embalagens de defensivos agrícolas tem excelente saldo de 1.800 kg
A ação de Recolhimento Itinerante de embalagens vazias de agrotóxicos realizada neste dia 30 de setembro, em Pedras de Fogo, foi um sucesso. Quase duas toneladas de embalagens foram recolhidas durante todo o dia. A iniciativa que aconteceu graças à uma parceria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), com a Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Nordeste (ARPAN), o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens (INPEV), o CREA, a Prefeitura de Pedras de Fogo e a Secretaria de Agricultura do Estado (Sedap), contou com a mobilização de produtores rurais de cidades próximas a Pedras de Fogo, a exemplo de Juripiranga, Conde, Alhandra e Caaporã. Foram recolhidos 1.800 kilos de recipientes de defensivos agrícolas.
Durante todo o dia foi grande a movimentação no posto de coleta que foi instalado no local do antigo posto do Fisco, na entrada de Pedras de Fogo. O Gerente Administrativo e Institucional da ARPAN, Roberto Chiappetta, que gerencia o Posto de Recolhimento de Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas de Mamanguape (PB) lembra que a ação é uma responsabilidade compartilhada em atendimento à Lei federal nº 9.974 de junho de 2000, que dispõe sobre a logística reversa de embalagens de agrotóxicos. “Essa Lei responsabiliza o agricultor na logística reversa das embalagens vazias de defensivos, que o obriga a realizar a tríplice lavagem, perfurar as embalagens para elas não serem reutilizadas e ainda os obriga a entregar os vasilhames num posto credenciado que, no caso da Paraíba, fica em Mamanguape”, disse ele.
O coordenador do Departamento Técnico da Asplan, o engenheiro agrônomo Luís Augusto, lembra que o resultado da ação em Pedras de Fogo foi além das expectativas. “Foram recolhidas 1.800 kilos de embalagens vazias, numa demonstração de que os produtores estão conscientes da necessidade e importância dessa ação”, reforça Luís. Tudo o que foi arrecadado foi destinado à unidade de recolhimento da ARPAN, na PB. A última ação deste tipo que ocorreu na Paraíba foi no município de Natuba. No início do ano aconteceu ação similar na cidade de Itapororoca. Segundo Luis, a ação de Pedras de Fogo aconteceria em abril, mas foi adiada em função da pandemia.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca que a Associação, bem como os fornecedores estão comprometidos não só em cumprir a Lei, mas em preservar o meio ambiente. “Todos sabem que é preciso fazer a tríplice lavagem do recipiente e entregá-lo no posto montado durante a ação. Não podemos queimar, enterrar, jogar em lixo comum. Isso é contra a lei e contamina o meio ambiente e prejudica a saúde das pessoas”, disse José Inácio, reiterando que o sucesso alcançado pela ação do dia 30, em Pedras de Fogo, é uma demonstração inequívoca do compromisso dos produtores com o meio ambiente. “O recolhimento de 1,8 toneladas de recipientes num só dia é a prova de que os produtores estão conscientes que essa ação é necessária.
Todos os produtores que entregaram as embalagens, receberam recibos de entrega dos recipientes. “Esse comprovante deve ser guardado e apresentado em uma possível fiscalização. A lei só permite que o produtor guarde recipientes vazios de agrotóxicos até um ano. Depois disso, é preciso que ele faça a logística reversa”, reitera Roberto Chiappetta.
- A coleta em Pedras de Fogo foi um sucesso
- Foram recolhidos 1,8 kilos de embalagens (2)
- Os produtores compareceram ao posto
Cooperados da CooafSul decidem iniciar moagem mesmo com negativa de crédito fiscal do Governo
Terceira usina pernambucana a ser revitalizada e retomar as operações graças a iniciativa conjunta de produtores de cana-de-açúcar cooperados, a CooafSul, antiga Estreliana, localizada em Ribeirão, Zona da Mata Sul do Estado, decidiu, mesmo após negativa de crédito fiscal da Sefaz, iniciar a moagem da safra. O apoio de deputados estaduais ao pleito da cooperativa, garantido em sessão plenária realizada nessa terça-feira (22), e a recente autorização da ANP para que a indústria possa produzir e negociar etanol, foram decisivos para que a operação fosse iniciada mesmo sem ter assegurado o crédito presumido definido em lei, que permite uma concessão fiscal de 18,5% para CooafSul. “Não entendemos essa negativa, já que outras usinas cooperativistas que funcionam nos mesmos moldes da CooafSul – a Coaf e a Agrocan – têm esses benefícios”, argumenta o presidente da AFCP, Alexandre Lima, confiante que o governo reavaliará essa decisão.
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais, elogiou a decisão da CooafSul começar a moer e reitera a força do sistema cooperativado. “Nós já temos dois exemplos de sucesso em Pernambuco com indústrias que estavam fechadas e voltaram a produzir e que estão fazendo a diferença no mercado surcroenergético não apenas de Pernambuco, mas do Nordeste, porque os reflexos positivos destes empreendimentos de sucesso repercutem além fronteiras. Eu não tenho dúvidas de que a CooafSul vai ser também um sucesso e tenho esperança que o governo pernambucano reveja essa decisão absurda e descabida de negar os benefícios de isenção fiscal que a cooperativa tem direito”, disse José Inácio, desejando que a CooafSul tenha êxito em sua trajetória.
A usina cooperada foi concebida graças a união de 629 fornecedores de cana da Mata Sul e tem capacidade para gerar e manter 2,7 mil empregos e destinar em forma de imposto, via ICMS, R$ 9,5 milhões com a produção de etanol. Durante a sessão da Alepe, o deputado Antônio Moraes lembrou que o crédito fiscal para a cooperativa tem sido benéfico, inclusive, para estimular a produção de cana dos produtores de assentamentos rurais pernambucanos, como do Miguel Arraes, na área onde ficava as terras da usina Catende. “Hoje, os assentados produzem 200 mil toneladas de cana para a Agrocan. Antes da reativação da usina, eles só produziam 20 mil toneladas”, destacou o parlamentar.
O deputado Clovis Paiva, presidente da Comissão do Setor Sucroalcooleiro da Alepe, disse que acredita que o governador Paulo Câmara achará a solução para a Estreliana. “Somos da base de apoio do governo, mas estamos solidários ao setor e esperamos que o governador garanta este crédito para CooafSul poder tocar a usina cooperativista pelos próximos 10 anos”, reiterou ele. Já o deputado Henrique Queiroz Filho lembrou que a cana em Pernambuco é social, dado o grande volume de emprego e renda que gera às famílias da Zona da Mata, mas, também é lucrativa para os cofres do estado, dado os recursos gerados com ICMS. Ele citou o exemplo da Coaf e Agrocan. “Elas empregam cerca de 8 mil pessoas e já geraram R$ 61 milhões em ICMS para o Estado através da produção de etanol, que é mais rentável em tributos para Pernambuco”, disse o deputado.
O presidente da CooafSul, José Carlos César, está otimista em relação a uma mudança de postura do governo Paulo Câmara. “Vamos dar esse voto de confiança ao Poder Legislativo e ao governo, afinal, o governador Paulo Câmara foi o criador dessas leis em defesa do cooperativismo de usinas através dos produtores de cana, como fez com a Coaf e com a Agrocan. Vamos iniciar a moagem da Estreliana, na esperança de que o governo revisará a questão em favor de todos os envolvidos nesta grande cadeira produtiva e benéfica para Pernambuco”, informou José Carlos.













































