Asplan
A união entre produtores e industriais no NE é fundamental para o sucesso da transição energética na região afirma José Inácio
“Os produtores independentes de cana têm uma grande participação da produção das usinas no Nordeste através do fornecimento de matéria-prima dos canaviais às indústrias, afinal, somos 18 mil produtores, que respondem por boa parte da produção de cana, portanto a união entre esses dois agentes da cadeia produtiva é fundamental para o desenvolvimento das ações de descarbonização, principalmente, no tocante ao Renovabio, que exige que ambos atuem em sintonia e equilíbrio respeitando práticas sustentáveis”. Essa colocação foi feita pelo presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que junto com o vice-presidente da entidade, Pedro Campos Neto, participou do 13º Fórum Nordeste, na última segunda-feira (2). O evento aconteceu em Recife (PE) e foi promovido pelo Grupo EQM, de Eduardo de Queiroz Monteiro.
“O Brasil, no que diz respeito à transição para uma economia de baixo carbono, encontra no etanol, um combustível limpo e renovável, uma solução para ser utilizada em escala mundial e, neste contexto, o Brasil se destaca, uma vez que é o segundo maior produtor de biocombustível do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos, que junto com o nosso país respondem por 90% da produção mundial”, destaca José Inácio, lembrando que isso precisa ficar evidenciado em todos os fóruns que discutam transição energética. “O futuro passa pela descarbonização, pelo uso de energia renovável e pela preservação do meio ambiente e nós produtores temos um papel importante nesse contexto”, reiterou o dirigente canavieiro.






Presidente da Unida lembra que Brasil já está na dianteira no quesito transição energética
“O Brasil é protagonista nesta questão de transição energética e já partiu na frente neste aspecto, através da produção de biocombustíveis, onde o etanol ocupa lugar de destaque, com o aproveitamento e uso da energia solar e eólica, do biodiesel e no debate do enfrentamento das questões climáticas”, afirmou o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida), Pedro Campos Neto, entidade que representar mais de 18 mil produtores de cana do Nordeste. O dirigente canavieiro fez essa afirmativa durante participação do 13º Fórum Nordeste, realizado em Recife (PE), na última segunda-feira (2).
Pedro lembrou ainda que o Brasil também é referência mundial em relação à política de biocombustíveis, tendo um dos mais avançados e modernos programas de estímulo a descarbonização, o Renovabio e que fóruns como esse promovido pelo Grupo EQM enriquecem o debate e ampliam o protagonismo nacional. “Esses debates são de suma importância, pois colocam essa questão da transição energética, que é o assunto do momento no mundo todo, em evidência e quero parabenizar o Dr. Eduardo por ter realizado um evento tão importante e prestigiado”, afirmou o dirigente da Unida, que também preside a Câmara Setorial de Açúcar e Álcool do MAPA.
O evento, promovido pelo Grupo EQM, presidido por Eduardo de Queiroz Monteiro, contou com a participação do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e do prefeito de Recife, João Campos. A questão da transição energética foi pauta de apresentações e debates em vários painéis com especialistas, um deles, com a participação do consultor Plínio Nastari, da Datagro.






Asplan tem expressiva participação no primeiro dia do III Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar
O primeiro dia de atividades do III Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, evento promovido pelo Gesucro, com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e outras empresas e entidades, na cidade de Areia, no Brejo paraibano, ficou marcado pela expressiva participação de representantes da Asplan no evento. O diretor do Departamento Técnico da entidade, Neto Siqueira, fez a palestra de abertura e depois apresentou um panorama da cultura canavieira e sua importância para a Paraíba, o Nordeste e o Brasil. Já o agrônomo da associação, Luis Augusto, abordou o Renovabio e como esse Programa impacta positivamente o setor sucroenergético e toda a cadeia produtiva. O biólogo da Estação de Camaratuba, mantida pela Asplan, Roberto Balbino, foi o moderador das atividades da tarde do primeiro dia do Simpósio.
Participaram da abertura dos trabalhos, compondo a mesa de autoridades, o Diretor do Centro e Orientador do Gesucro, Manuel Bandeira, o presidente da APCA, Thiago Baracho, o secretário de Agricultura de Areia, Erivaldo Guedes, o presidente do Gesucro, Wellington Júnior e a vice-presidente do Gesucro, Rhadija Laura, além do produtor canavieiro e diretor do DETEC da Asplan, Neto Siqueira. Em todas as falas, a importância da cultura da cana-de-açúcar como fator de desenvolvimento da Paraíba, a necessidade de fortalecer o setor canavieiro com novos negócios, a exemplo da produção de cachaça e realização de eventos, da formação de mão de obra qualificada entre outras questões ligadas ao universo canavieiro.
“Esse evento promovido pelo Gesucro é importante para enaltecer a cultura canavieira, é salutar porque traz para debates temas relevantes do setor e, sobretudo, é uma forma de reunir pessoas, profissionais, estudantes e empresas do segmento canavieiro que juntos analisam o setor, ampliam conhecimentos e buscam caminhos para o fortalecimento da cultura que é a mais importante do estado e também do brejo paraibano”, afirma Neto Siqueira que em sua palestra lembrou que a Paraíba cresceu a produção de cana nos últimos anos em 1 milhão de tonelada, sem acréscimo de área plantada, explicando que isso se deveu ao uso da tecnologia, de irrigação, da qualidade da cana e da melhoria dos processos produtivos.
A palestra sobre Renovabio, apresentada por Luis Augusto, focou nos processos e melhoria de produção que têm que ser observadas por produtores e industriais para que a nota de eficiência que vai calcular o CBios (Créditos de Caarbono) seja a melhor possível. “O Renovabio estabelece uma série de critérios avaliativos que levam em conta todas as etapas realizadas no processo produtivo, tanto pelo produtor, no campo, quanto pelo setor industrial, e a nota que será dada para calcular a eficiência energética vai ser um somatório de tudo isso, portanto, mais que nunca, produtor e indústria precisam estar alinhados no mesmo propósito e práticas, porque a eficiência de um impactará no outro e vice-versa”, explicou Luis que fez a palestra substituindo o presidente da Unida e da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, Pedro Campos Neto que teve compromissos fora do Estado na data do evento.
Como mediador das palestras da tarde, coube ao biólogo Roberto Balbino, apresentar os palestrantes, conduzir os trabalhos da parte da tarde do Simpósio, encaminhar as perguntas aos palestrantes e fazer uma avaliação final das apresentações. “Eu nunca tinha atuado como mediador no Simpósio e achei interessante a experiência, mas, mais interessante ainda foi ver o quanto as pessoas que se apresentaram são detentoras de vasto conhecimento sobre os assuntos abordados, o que elevou o nível das abordagens”, disse ele, destacando a palestra do representante da Usina Estivas, Vamberto França que deu uma verdadeira aula de nutrição e manejo químico da cana, assim como a fala do gerente de relacionamento do BNB, Sandoval Vieira Júnior, que apresentou as linhas de crédito da instituição.
Na sexta-feira (30) a programação do Simpósio incluiu uma palestra sobre melhoramento genético, outra sobre inovação na irrigação e também uma abordagem sobre maturação de cana-de-açúcar, assim como manejo de plantas daninhas de difícil controle, portfólio de variedades Ridesa, além de um momento de confraternização. A noite, no encerramento, aconteceu a abertura do evento ‘Areia Mostra Cachaça’.














Associados da Asplan conhecem ferramenta da Agrichem e assistem palestra sobre manejo com o Moddus da Syngenta
O PAMnutri – Programa Agronômico de Monitoramento Nutricional da Agrichem foi apresentado nesta quarta-feira (28), durante evento técnico promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para seus associados. A apresentação da ferramenta, que é gratuita para clientes Agrichem, foi feita pelos Engenheiros Agrônomos, Caroline Maria Macedo e Thomas de Albuquerque Ferraz. Na segunda parte do evento, o representante da Syngenta, Alberto Paulino Júnior, falou sobre Manejo de Maturação com o Moddus.
A partir do tema ‘Rastreabilidade Nutricional” os representantes da Agrichem apresentaram a plataforma PAMnutri, que é exclusiva da empresa, e se constitui numa recomendação baseada em duas análises, uma química, do solo, e a outra de extrato de saturação, e que leva em consideração também aspectos da localidade, tais como, georeferenciamento, precipitação média da cultura, estimativa de produtividade que possibilita gerar um relatório completo que inclui ações de correção de solo, adubação, adubação foliar, respeitando o ciclo e as necessidades da cultura.
“A PAMnutri é uma plataforma gratuita e estamos à disposição para dar um suporte técnico”, disse Caroline Maria. Para ter acesso a ferramenta, basta que o produtor entre em contato com a Agrichem, com a Supra Agrícola ou com a Central de Adubos. O relatório que é gerado com os estudos na propriedade é disponibilizado no celular ou computador do produtor.
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto, que assistiu a palestra, destaca a importância desse serviço. “A PAMnutri é uma ferramenta excelente que a empresa Agrichem vem disponibilizando para as usinas e fornecedores que permite quantificar não só os nutrientes presentes no solo, como também o que efetivamente está disponível e, com base nisso, o produtor identifica os níveis adequados, os que estão em excesso, e a necessidade de complementar ou não e faz as devidas correções”, afirma Luis.
Já na palestra ‘Manejo de Maturação com Moddus’, Alberto Paulino da Silva Júnior, da Syngenta, abordou os principais fatores e parâmetros que influenciam na maturação da cana-de-açúcar no Nordeste, incrementando melhorias na nutrição e sanidade do canavial, o que assegura maiores ganhos de ATR e TAH para o produtor, utilizando as ferramentas da Syngenta.
Neste aspecto, Luis Augusto lembra que é preciso chamar atenção para as médias de ATR das últimas safras que vem baixando em média 10kg/t/safra, saindo de 134 para 124, nas três últimas safras. “O maturador surge como ferramenta tecnológica para o aumento do ATR e, consequentemente, para a maior remuneração do produtor”, destacou o agrônomo. Na ocasião, o representante da Syngenta mostrou exemplos de ganhos de até 11,5 kg de ATR/t de cana com o uso do Moddus, mostrando a viabilidade econômica do uso do produto.






3ª Edição do Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar promovido pelo Gesucro com apoio da Asplan acontece em Areia nos dias 29 e 30
Os assuntos relacionados ao manejo e tecnologia do cultivo de cana-de-açúcar, ao cenário atual da cultura e suas perspectivas estarão em pauta nestes dias 29 e 30 de agosto, em Areia (PB), durante a terceira edição do Simpósio Paraibano sobre Cana-de-Açúcar. Promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro), em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e outras entidades ligadas ao setor, o evento é direcionado para estudantes, professores e profissionais da área agrícola e sucroenergética. As atividades acontecerão no Auditório Maria das Dores Monteiro Baracho, no Campus II, da UFPB.
O evento começa às 8h com o credenciamento dos participantes. Às 10h está programada a solenidade de abertura. Em seguida, acontecerá uma palestra que será proferida pelo presidente da Aspeca, André Amaral Filho. Thiago Baracho, da APCA, falará em seguida. À tarde, a programação segue com uma palestra sobre Renovabio. Um representante do Banco do Nordeste falará em seguida sobre crédito rural. Vamberto, da Usina Estivas, falará sobre nutrição de cana, e Fernando, da TOP/BIO, abordará o uso de bioinsumos na cana-de-açúcar. À noite, encerrando a programação do dia 29, haverá um coquetel para todos os presentes.
Na sexta-feira (30) pela manhã, a programação do Simpósio inclui uma palestra sobre melhoramento genético, outra sobre inovação na irrigação e também uma abordagem sobre maturação de cana-de-açúcar. À tarde, o tema será manejo de plantas daninhas de difícil controle, portfólio de variedades Ridesa e momento de confraternização de ex-membros. A noite, no encerramento do Simpósio, acontecerá a abertura do evento ‘Areia Mostra Cachaça’.
“O Simpósio é uma imersão sobre conhecimento, inovação e tecnologia ligada ao universo canavieiro e uma excelente oportunidade que teremos de atualizar informações do setor com foco no fortalecimento do segmento canavieiro da Paraíba.”, afirma o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site even3.com.br/iii-simposio-de-cana-de-acucar-da-paraiba-478941 ou no dia 29, no local do evento, entre as 8h e às 10h.


Presidente da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool e da Unida pede investigação e repudia incêndios criminosos em São Paulo
Os incêndios criminosos ocorridos em áreas de cana-de-açúcar nos últimos dias em São Paulo, na opinião do presidente da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool e da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida), Pedro Campos Neto, precisam ser investigados e esclarecidos e as pessoas responsáveis deverão responder pelos seus atos em todas as esferas criminais.
“As queimadas em canaviais que facilitam o corte da cana são estudadas, planejadas, acompanhadas de perto e não fogem ao controle de quem as provoca, portanto, isso que aconteceu no interior de São Paulo foge completamente dos procedimentos técnicos adotados para queima de canaviais”, esclarece o dirigente canavieiro.
Pedro Campos Neto lembra que quando há queima controlada de canaviais há todo um preparo para ela ser realizada. “O solo é molhado ao redor de toda a área, na chamada linha fria. O fogo é sempre ateado em oposição à direção do vento para garantir que se espalhe devagar. É feito um comunicado aos vizinhos do dia da queima, assim como aos órgãos responsáveis, há todo um estudo prévio do terreno (declividade, tamanho da área a ser queimada, teor de umidade do solo, etc”, explica Pedro.
“Foi muito estranho esses incêndios aconteceram de forma simultânea em lugares distintos”, reitera Pedro Campos Neto, destacando que o número de focos de incêndio registrados em agosto no Estado de São Paulo é o maior para qualquer mês nas cidades paulistas desde 1998, quando os registros começaram a ser computados pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os 23 dias de agosto, por exemplo, somam 3.175 ocorrências, o que é quase o dobro do que foi registrado ao longo dos 12 meses do ano passado no Estado (1.666).
O dirigente canavieiro também elogiou as iniciativas do governador do Estado, Tarcísio de Freitas, que decretou situação de emergência por 180 dias nos municípios afetados com os incêndios e montou um gabinete de crise e um posto avançado de emergência em Ribeirão Preto.


61ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool debate conjuntura do setor sucroalcooleiro brasileiro
A 61ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool que aconteceu em Brasília, nesta quarta-feira (21), teve como tema central a conjuntura do setor sucroalcooleiro do país. A condução dos trabalhos foi feita pelo atual presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, que foi auxiliado pelo secretário da Câmara, Marcos Fernandes. Bastante prestigiada, a reunião teve a participação do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), do consultor Guilherme Piscino, além de representantes de entidades ligadas ao setor de todas as regiões produtoras de cana-de-açúcar.
Sobre a avaliação da colheita da safra 24/25 de cana no Centro-Sul, um dos assuntos abordados na reunião, o presidente da Câmara Setorial de Açúcar e Álcool lembrou que o Centro-Sul vem passado por um momento de estiagem muito longo e isso deve impactar na safra da região. “As canas colhidas no final da safra passada não desenvolveram, até agora foram moídas as canas melhores e agora começam a colher a cana mais fraca, que foi colhida no final da safra passada. Diante deste quadro, São Paulo deve ter uma redução de safra em torno de 10% a 15% em relação à safra anterior. Já o Nordeste deve manter a produção, mesmo com a parada das chuvas mais cedo”, disse Pedro Campos Neto.
Outro tema debatido na reunião foi a Reforma Tributária. O Dr. Guilherme Piscino discorreu sobre o assunto, detalhando como os novos impostos serão cobrados e como as mudanças irão impactar a cadeia de combustíveis, especialmente, do etanol. Houve ainda a participação do deputado federal por São Paulo, Arnaldo Jardim, relator do Projeto de Lei nº 528/2020, conhecido como Combustível do Futuro, que atualizou os presentes sobre a tramitação da matéria que já foi aprovada na Câmara e está sendo apreciada agora no Senado, através da palestra “Combustível do Futuro e transição energética”.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7596) e (ADI 7617), que questionam a Política Nacional de Biocombustíveis – o Programa Renovabio, também foi pauta da reunião da Câmara Setorial. A ação requer a inconstitucionalidade do Programa Renovabio, com a sua descontinuidade, bem como, concessão de liminar para suspensão imediata das metas do Programa. Atualmente, a ação tem como relator o Ministro Nunes Marques e se encontra conclusa com o ministro para análise. “A ADI 7596 vai de encontro a Política Nacional e Biocombustíveis, estabelecida com a Lei Federal 13.576/2017, que se constitui num grande marco regulatório brasileiro, dentro da agenda de transição energética, climática de sustentabilidade, uma vez que visa o fortalecimento da comercialização e uso dos biocombustíveis, com metas de descarbonização e precisamos estar atentos para se contrapor as ações que questionem esses avanços do Renovabio. Já a ADI 7617 é ainda mais descabida e merece todo o nosso repúdio”, reiterou Pedro Campos Neto.
O presidente da Câmara avaliou a reunião como muito positiva, dinâmica e produtiva com boa participação presencial e online. A próxima reunião acontece em outubro.






Paraíba concede isenção para os veículos elétricos e esquece os movidos a etanol e isso é um equívoco afirma presidente da Asplan
A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, por unanimidade, essa semana, o projeto de autoria do Governo da Paraíba que traz modificações na cobrança do IPVA – Imposto sobre a propriedade de veículos automotores. O projeto aprovado na ALPB prevê a isenção do IPVA de carros movidos por motor elétrico no estado da Paraíba. A medida foi uma modificação da lei 11.007 de 2017, que dispõe sobre o IPVA e dá outras providências para adequá-la à legislação federal. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, no entanto, afirma que a medida é lastimável uma vez que se o argumento é beneficiar o meio ambiente, quem deveria ser isento são os veículos movidos a Etanol e não os elétricos.
“Qual o sentido desta medida de isentar veículos elétricos do IPVA e deixar de fora os que utilizam o Etanol que é um combustível limpo, renovável e de larga produção no Nordeste e no Brasil?”, questiona o dirigente canavieiro. Para José Inácio, essa iniciativa que beneficia os veículos elétricos e não os veículos movidos a etanol, não encontra sustentação naquilo que se defende enquanto metas do futuro para humanidade que tem a preservação ambiental, a partir de fontes renováveis e sustentáveis, como objetivo maior.
O dirigente canavieiro lembra que numa comparação entre os empregos e renda que a energia elétrica gera na Paraíba, atualmente, e o que o etanol gera de postos de trabalho no Estado, a isenção do IPVA de carros movidos a álcool ganha ainda mais consistência, indo além do benefício ao meio ambiente. “A produção local de etanol gera algo próximo de 150 mil empregos diretos e indiretos na Paraíba e colocam a economia de mais de 40 municípios paraibanos para se movimentar com a renda gerada pela atividade, desde a porteira das propriedades até os tanques de combustíveis dos veículos, portanto, isso, por si só, já deveria ser mais bem analisado pelo Poder Executivo paraibano” afirma José Inácio
Ele lembra que a produção de energia a partir da cana-de-açúcar e do milho vem expandindo opções de uso desde os veículos com tecnologia de ponta produzidos no Brasil, inclusive, no Nordeste com reflexo na Paraíba através da empresa Stellantis, que produz veículos bicombustíveis e, agora, os híbridos de etanol, gerando empregos e renda na região e, principalmente, em João Pessoa e nas mais de 10 cidades da fronteira paraibana.
Em artigo para o portal de Tião Lucena, o produtor canavieiro Rômulo Montenegro, que foi secretário da Agropecuária e Pesca do Governo do Estado, afirma que se é para dar um tratamento tributário benéfico para veículos que o façam com coerência e proporcionalidade. “É preciso levar em conta aquilo que possa contribuir com a realidade da Paraíba, com as oportunidades de emprego que possam garantir, como menor dano ao meio ambiente, de fato com o retorno que possa assegurar aos paraibanos, jamais embalados por uma receita pronta e encomendada, vinda de cima para baixo, totalmente destoante das necessidades do nosso povo e da nossa gente”, escreveu Rômulo.
Tanto Rômulo, quanto José Inácio, este último representando uma cadeia produtiva de mais de 1600 associados, e o setor que mais emprega no campo na Paraíba, esperam que o Governo do Estado da Paraíba reveja esse projeto de lei de sua autoria que garantiu benefícios aos carros elétricos em detrimento do ecossistema de produção do etanol paraibano. “Diga-se de passagem, nosso setor tem colocado a Paraíba no pódio da produção da região, assumindo o segundo lugar na produção nordestina de Etanol e isso, por si só, já deveria ter chamado atenção do governo”, finaliza José Inácio.

Paraíba concede isenção para os veículos elétricos e esquece os movidos a etanol e isso é um equívoco afirma presidente da Asplan
A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, por unanimidade, essa semana, o projeto de autoria do Governo da Paraíba que traz modificações na cobrança do IPVA – Imposto sobre a propriedade de veículos automotores. O projeto aprovado na ALPB prevê a isenção do IPVA de carros movidos por motor elétrico no estado da Paraíba. A medida foi uma modificação da lei 11.007 de 2017, que dispõe sobre o IPVA e dá outras providências para adequá-la à legislação federal. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, no entanto, afirma que a medida é lastimável uma vez que se o argumento é beneficiar o meio ambiente, quem deveria ser isento são os veículos movidos a Etanol e não os elétricos.
“Qual o sentido desta medida de isentar veículos elétricos do IPVA e deixar de fora os que utilizam o Etanol que é um combustível limpo, renovável e de larga produção no Nordeste e no Brasil?”, questiona o dirigente canavieiro. Para José Inácio, essa iniciativa que beneficia os veículos elétricos e não os veículos movidos a etanol, não encontra sustentação naquilo que se defende enquanto metas do futuro para humanidade que tem a preservação ambiental, a partir de fontes renováveis e sustentáveis, como objetivo maior.
O dirigente canavieiro lembra que numa comparação entre os empregos e renda que a energia elétrica gera na Paraíba, atualmente, e o que o etanol gera de postos de trabalho no Estado, a isenção do IPVA de carros movidos a álcool ganha ainda mais consistência, indo além do benefício ao meio ambiente. “A produção local de etanol gera algo próximo de 150 mil empregos diretos e indiretos na Paraíba e colocam a economia de mais de 40 municípios paraibanos para se movimentar com a renda gerada pela atividade, desde a porteira das propriedades até os tanques de combustíveis dos veículos, portanto, isso, por si só, já deveria ser mais bem analisado pelo Poder Executivo paraibano” afirma José Inácio
Ele lembra que a produção de energia a partir da cana-de-açúcar e do milho vem expandindo opções de uso desde os veículos com tecnologia de ponta produzidos no Brasil, inclusive, no Nordeste com reflexo na Paraíba através da empresa Stellantis, que produz veículos bicombustíveis e, agora, os híbridos de etanol, gerando empregos e renda na região e, principalmente, em João Pessoa e nas mais de 10 cidades da fronteira paraibana.
Em artigo para o portal de Tião Lucena, o produtor canavieiro Rômulo Montenegro, que foi secretário da Agropecuária e Pesca do Governo do Estado, afirma que se é para dar um tratamento tributário benéfico para veículos que o façam com coerência e proporcionalidade. “É preciso levar em conta aquilo que possa contribuir com a realidade da Paraíba, com as oportunidades de emprego que possam garantir, como menor dano ao meio ambiente, de fato com o retorno que possa assegurar aos paraibanos, jamais embalados por uma receita pronta e encomendada, vinda de cima para baixo, totalmente destoante das necessidades do nosso povo e da nossa gente”, escreveu Rômulo.
Tanto Rômulo, quanto José Inácio, este último representando uma cadeia produtiva de mais de 1600 associados, e o setor que mais emprega no campo na Paraíba, esperam que o Governo do Estado da Paraíba reveja esse projeto de lei de sua autoria que garantiu benefícios aos carros elétricos em detrimento do ecossistema de produção do etanol paraibano. “Diga-se de passagem, nosso setor tem colocado a Paraíba no pódio da produção da região, assumindo o segundo lugar na produção nordestina de Etanol e isso, por si só, já deveria ter chamado atenção do governo”, finaliza José Inácio.

Representantes de associações de AL, PE e PB prestigiam lançamento da safra 24/25 no RN
O lançamento da safra 24/25 no Rio Grande do Norte realizado na noite desta quarta-feira (14), durante um evento, em um restaurante em Natal, não apenas reuniu expressivo grupo de associados locais, mas, também representantes de associações de outros estados, a exemplo de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida), Pedro Campos Neto também esteve presente. O evento foi promovido pela entidade do RN, com apoio da Magnun Tires. O momento teve palestras sobre gestão inteligente de pneus e pagamento de CBios para fornecedores de cana, além de homenagens a personalidades e industriais do setor sucroenergético. O CEO da Magnum Tires, Paulo Vieira, prestigiou o momento.
“Eventos como esse só são possíveis graças ao empenho e dedicação de todos os nossos associados e parceiros e é com essa união que seguimos firmes, superando desafios e impulsionando o crescimento de nossa atividade. Seguiremos juntos a mais uma safra de sucesso”, destacou o presidente da Asplan/RN, Hermano Neto, afirmando que a entidade já conta com mais de 300 associados.
O presidente da Unida, Pedro Campos Neto, enalteceu a importância do soerguimento da associação do Rio Grande do Norte e reforçou a necessidade de associados e industriais permanecerem unidos em prol do desenvolvimento do setor. “Essa união é imprescindível para o fortalecimento da atividade canavieira não apenas no Rio Grande do Norte, mas em todo o Nordeste”, disse Pedro que, na ocasião, teve um vídeo dele divulgado falando da satisfação de utilizar os pneus da Magnun Tires. “Estou satisfeito com os produtos da marca. Há quatro anos uso os pneus deles em toda a linha rodoviária e vou começar a usar também na linha agrícola de minha frota. É uma parceria muito positiva”, disse o produtor canavieiro, que também enalteceu o sucesso do evento. “Quero parabenizar Hermano pelo prestigiado e organizado lançamento de safra o que reforça sua liderança no setor”, disse Pedro Neto.
O presidente da COAF, Alexandre Lima, também elogiou o lançamento da safra do RN. “Nunca vi um evento da associação do Rio Grande do Norte tão prestigiado como esse. Isso demonstra que o trabalho que está sendo realizado aqui pela Associação está tendo o devido reconhecimento de seus associados e do próprio setor”, disse ele.
As homenagens foram ao empresário Eduardo Monteiro, do Grupo EQM, ao também empresário Arlindo Farias, do Grupo Farias, ao Presidente da FAERN, José Vieira, ao secretário de Agricultura do RN, Guilherme Saldanha e aos deputado federal, Benes Leocádio (que foi representado na ocasião por um assessor) e o deputado estadual do RN, Hermano Morais, que apoiam o setor produtivo em diversas pautas e tiveram destacada atuação na defesa da inclusão dos produtores no Renovabio e consequente pagamento de CBios. Todos enalteceram a importância do setor produtivo e a importância de fortalecer o setor que emprega, gera renda, produz combustível limpo e gera divisas para o país.
Diego Paludo, especialista em pneus, foi quem ministrou a palestra sobre a fabricação dos pneus Magnum e Petterson Felipe, da Pecege, abordou a questão do acordo feito entre produtores e industriais para que os fornecedores pudessem ser incluídos no Renovabio e poderem receber pelos Créditos de Carbono. No final do evento, todos se confraternizaram durante um jantar.






