Asplan

O UAPNE25 é uma oportunidade única de aprofundar temas da cadeia bionergética regional afirma presidente da Unida

“Em tempos em que a questão da sustentabilidade ocupa lugar de destaque no mundo e quando temos o Brasil como protagonista nesta questão, inserir o Nordeste nesse debate sobre a responsabilidade da cadeia bioenergética, num fórum tão importante como o Congresso Usinas de Alta Performance Nordeste 2025 (UAPNE25), é uma oportunidade única”, afirma Pedro Campos Neto, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que vai atuar como moderador de um dos painéis do evento: “A Responsabilidade Socioeconômica da Cadeia Bioenergética no Nordeste”. O Congresso, organizado pela ProCana Brasil, acontecerá em Recife (PE), nos dias 26 e 27 de março.
O dirigente canavieiro, que também é vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), lembra que Brasil é uma potência em desenvolvimento neste mercado de bioenergia, com 49% de participação renovável na matriz energética, segundo a Associação da Indústria da Cogeração de Energia (COGEN), tendo na cana-de-açúcar, a mais eficiente e promissora solução da cogeração. Em termos de Nordeste, o segmento canavieiro é o que mais emprega no campo, tendo como destaques os estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, como primeiro, segundo e terceiros maiores produtores da matéria-prima na região, respectivamente.
“Metade da energia utilizada no Brasil é renovável. Nenhum país do mundo chega perto dessa marca, tendo a cana-de-açúcar papel de destaque, na produção de açúcar, etanol, etanol de segunda geração, bioeletricidade, biogás, biometano, SAF (combustível de aviação sustentável) e hidrogênio verde”, destaca Pedro Campos Neto, lembrando que o Brasil conta com 360 usinas de cana-de-açúcar, gerando 690 mil empregos diretos e 2,1 milhões indiretos, além de representar 2% do PIB brasileiro (com US$ 40 bilhões de receitas da cadeia de valor).
“Trazer esse evento para Recife, que vai debater os desafios e inovação das usinas de alta performance, fortalece o setor e a produção bionergética da região, de forma que estou muito feliz de ter a oportunidade de não apenas aprender um pouco mais sobre essa temática, mas, também de ser o mediador de um painel que vai contar com grandes nomes, como Alexandre Lima, Klécio Santos e Túlio Tenório, que vêm fazendo a diferença na nossa região com a COAF, Pindorama e Copervales, respectivamente”, finaliza Pedro.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, vai ser moderador de um painel na UAPNE25

Quem derruba mais a produtividade da cana é a falta de água afirma Dr. Emídio Cantídio durante palestra na Asplan

“Quem derruba a produtividade é a falta de água, pois ela é fundamental para hidratar a planta e dar a ela a condição de absorver bem os nutrientes. Não adianta fazer algo se não tem o veículo de absorção. Então quando a gente começa a entender que água é importante e os manejos são dependentes dessa água, a gente começa a desenhar o canavial em função do déficit hídrico”, Essa afirmação abriu a palestra proferida pelo Professor Dr. Emídio Cantídio, sobre ‘Atualização do manejo da adubação e nutrição da cana-de-açúcar’’, nesta segunda-feira (17), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.
Dr. Emídio lembrou, na ocasião, que a planta só cresce com nutrição e mostrou vários experimentos onde a associação do manejo correto, com irrigação, surtiu efeitos positivos sobre a produtividade das lavouras. Dr. Emídio lembrou que não se pode mais pensar apenas em uma adubação simples. “A gente tem que começar a buscar alternativas e existem várias. É preciso também dar mais importância aos micronutrientes nos tabuleiros, pois eles potencializam tudo”, complementou ele, mostrando dados de adubação e seus resultados positivos baseados em experimentos de campo em várias propriedades.
Segundo ele, o que tem sido feito para obtenção de melhores resultados é aplicar auxina para estimular o crescimento, ocitocinina para deixar a folha mais verde por mais tempo, aumentando o crescimento em altura, aminoácidos voltados para estresse, ou seja, produtos que tenham ácido glutâmico ou prolina que desestressam a planta e são estimulantes voltados à produção de amido e sacarose. Sobre a necessidade de controlar o estresse, ele lembrou que as tecnologias atuam diretamente nos processos fisiológicos da planta, aumentando a eficiência de uso de nutrientes, estimulando o desenvolvimento vegetativo e amenizando os estresses ocasionados a planta pelos fatores bióticos e abióticos. “Estamos, atualmente, com o foco na planta, entendendo melhor a fisiologia dela, não mais com aquela receitinha de bolo padrão, a busca agora é por melhores respostas”, frisou ele.
Segundo o professor, é preciso tratamento, micronutrientes, adubação pré-seca (adubação foliar voltada para seca), para ela ir para o período de seca com mais biomassa, fazendo com que esse canavial passe melhor pelo período de estiagem. “Levem isso para o campo, colham os resultados e a gente vai ajustando. Isso é uma ideia a partir de um manejo novo que a gente está vivenciando no campo para ter um canavial cada vez mais produtivo”, afirmou Emídio. Sobre o consumo ideal de água, segundo estudos, 1 TCH necessita de 10 a 15mm, o que equivaleria a 100 TCH de 1000 a 1500mm, no ciclo, distribuídos de forma uniforme.
O evento, direcionado aos produtores canavieiros e que faz parte do ciclo de palestras promovido pelo Departamento Técnico (Detec) da entidade, foi aberto pelo segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, e pelo diretor do Detec, Neto Siqueira. Ambos destacaram a importância do momento e da iniciativa da Associação em proporcionar momentos de aprendizado e ampliação de conhecimentos para os produtores paraibanos. “Hoje tivemos duas grandes palestras, de profissionais renomados e que entendem muito do que falaram e que trouxeram informações importantes para a gente melhorar a produtividade de nossa cultura”, destacou Nonato também se referindo a segundo palestra do dia com o meteorologista Dr. Alexandre Magno, que abordou as perspectivas climáticas para 2025.
A palestra aconteceu no auditoria master da Asplan
Raomundo Nonato, segundo vice-presidente da Asplan
Dr. Emídio Cantídeo fez palestra sobre atualização do manejo da adubação e nutrição da cana
Dr. Emídio Cantídeo durante sua apresentação

diponegoro4d

Especialista em climatologia prevê boas chuvas para a Paraíba nos próximos meses

“O setor centro-leste da Paraíba, representando as regiões do Agreste, Brejo e Litoral tem um período mais chuvoso de abril a julho. As chuvas de janeiro e fevereiro são muito representativas para as atividades agrícolas e, principalmente, para início da recarga dos reservatórios, sendo característico de que quando o ano começa com chuvas abundantes, há uma início de recarga nos reservatórios. Em anos que essas chuvas são fracas, não se constuma ter uma recarga plena. Então, temos um período de chuvas promissor, com chuvas acima da média”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira (17), pelo Doutor em Meteorologia, Dr. Alexandre Magno, durante palestra promovida pelo Departamento Técnico (Detec), da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

Durante a palestra, o meteorologista também fez uma análise dos registros da ocorrência de precipitações pluviométricas entre julho de 2024 até os dias atuais, mostrando que o quadro de poucas chuvas observado no segundo semeste do ano passado, começou a reverter a partir de dezembro, com o começo do aquecimento das águas do oceano Atlântico, determinando a importância que tem essa condição do oceano para que melhore a regularidade das chuvas no Nordeste.

Sobre Janeiro último, ele observou que houve chuvas significativas, chovendo acima do normal em todas as regiões, a exemplo do Litoral Sul que regisrou chuvas que atingiram mais de 200% acima da média histórica. Já em fevereiro, até o dia 15, apenas a região da Mata Paraibana teve chuvas acima da média, em torno de 80%, acima da média. Em março e abril, estão previstas condições de chuvas bem representativas.

“Hoje temos a perspectiva de uma La Nina fraca a moderada e sua configuração atual está sendo favorável a um período de chuvas mais regulares, já que temos as principais chuvas a partir de abril”, explicou ele.

Ainda segundo o especialista, com a La Nina a perspectiva normal é de chuvas representativas sobre o Nordeste, embora isso não seja uma regra. “Lembremos que em 1999 tivemos a maior La Nina do século, mas que ficou 5% mais seco que o ano anterior, porque o Atlântico estava extremamente frio e não tinha uma condição de favorável para chuvas na região”, explicou Dr. Alexandre.

Ele destacou ainda que os modelos mostram a possibilidade da chegada de um fenômeno El Nino, em meados de junho. “Nestes próximos três meses deveremos ter condições favoráveis. Isso não significa garantia de chuvas abundantes, mas de uma perspectiva melhor”, reiterou o meteorologista.

Os modelos de estudo, segundo ele, começam a mostrar que toda a bacia tropical Sul do Atlântico está aquecendo e toda bacia Norte do Atlântico está resfriando. “Isso daria um indicativo de um dipolo favorável, com indicativo de chuvas mais repesentativas para o Nordeste”, disse ele.

Segundo o especialista, os modelos mostram que até o próximo trimestre se desenha um quadro muito positivo para o Nordeste, com um aquecimento contínuo do Atlântico, o que já ocorre há quase dois anos. “Mantendo-se essa situação de aquecimento das águas do Atlântico temperatura, indicativo nos modelos, devemos permanecer nesta mesma situação até maio, favorecendo o período de chuvas”, finalizou Dr. Alexandre.

O diretor do Detec, Neto Siqueira, afirmou que as previsões trouxeram bastante alivio para os produtores. “É muito bom saber que temos previsão de boas chuvas, pois isso faz toda a diferença em nossa atividade e nos permite uma programação mais assertiva”, disse Neto, agradecendo a participação do palestrante no evento promovido pela Asplan.

Palestra aconteceu no auditório da Asplan, em João Pessoa
Neto Siqueira e Dr. Alexandre Magno
Neto Siqueira, diretor do DETEC da Asplan
Dr. Alexandre Magno fez a palestra sobre perspectivas climáticas para 2025
Dr. Alexandre Magno deu boas notícias aos produtores associados da Asplan

Parceria da Asplan com AFCP vai ampliar uso de bioinsumos produzidos na Paraíba

Otimizar o uso de produtos químicos na lavoura, promover a saúde do solo, estimular a biodiversidade, aumentar a rentabilidade da atividade agrícola e, sobretudo, controlar pragas de forma ecologicamente correta. Essas são algumas das vantagens de utilizar bioinsumos nas lavouras de cana-de-açúcar. E uma parceria que está sendo definida entre a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) vai estimular o uso de Cotesia flavipes (vespas), que combate a broca-comum (Diatraea spp). Essa semana, os engenheiros agrônomos do Departamento Técnico da associação pernambucana Ricardo Moura, Virgílio Pacífico e Álvaro Rodrigues estiveram nas biofábricas da Estação Experimental de Camaratuba, onde se produz os insumos, para conhecer detalhes da produção e definir a logística de aquisição do material e outros detalhes da parceria.
Segundo o Coordenador da Estação e Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, que intermedia a parceria, durante a visita dos técnicos pernambucanos, o biólogo e Supervisor da Estação, Roberto Balbino, fez uma explanação dos danos causados pela broca na cana, sobre a rotina do laboratório e deu outras informações importantes sobre a produção nas biofábricas. “Essa parceria amplia a nossa atuação no mercado de insumos biológicos e fortalece esse trabalho das biofábricas, além, do ganho maior que é expandir o combate às pragas dos canaviais de maneira ecologicamente correta”, destaca Luis, lembrando que além das vespas, a Estação de Camaratuba, que é mantida pela Asplan, também produz o fungo Metarhizium anisopliaeque combate a Cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata).
A produção de insumos biológicos da Estação de Camaratuba tratou, ao longo de 2024, 48.835,5 hectares, com a utilização de 195.342 copos e produziu 8.750kg de fungo. Além de ser utilizada na Paraíba, a produção da Estação também é usada em lavouras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. “O uso de bioinsumos agrega valor à cultura porque há um controle natural das pragas e no caso do uso da Cotesia flavipes ela própria procura a praga e a elimina encerrando o ciclo do ataque da praga na planta”, explicou Roberto aos visitantes.
Os controladores biológicos são distribuídos gratuitamente para os associados da Asplan e vendidos a preços acessíveis para o mercado. A Estação, atualmente, conta com uma equipe de 25 profissionais e fica situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca. Instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan, desde 1989, a Associação assumiu a Estação e deu continuidade a produção de insumos.
Na estação de Camaratuba funcionam duas biofábricas de insumos biológicos
As biofábricas da Estação de Camaratuba são mantidas pela Asplan
Foto da broca diatraea dentro da cana
Potes com Cotesia flavipes prontos para serem liberados em campo
A parceria Asplan e AFCP está sendo definida
A parceria entre a Asplan e a AFCP vai permitir ampliar o mercado dos bioinsumos produzidos na Estação de Camaratuba
O biológo Roberto Balbino explica aos representantes da AFCP o funcionamento das biofábricas

Asplan promove duas palestras técnicas em sua sede na próxima segunda-feira

‘A atualização do manejo da adubação e nutrição da cana-de-açúcar’ e ‘Perspectivas climáticas para 2025’ são os temas de duas palestras técnicas que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promove, na próxima segunda-feira (17), em sua sede, em João Pessoa. Os temas serão apresentados respectivamente, pelos professores doutores, Emídio Cantídeo e Alexandre Magno. O evento, direcionado preferencialmente para os associados da entidade, mas aberto ao público interessado, começa às 9h, no auditório da Asplan, localizado na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro.
A palestra é uma ação do Departamento Técnico da Associação (Detec). O diretor técnico, Neto Siqueira, lembra que a atividade tem o objetivo de levar informações interessantes e que possam ajudar o produtor canavieiro a melhorar sua produção. “Estamos sempre buscando trazer para a Asplan temas que são de interesse de nossos associados, para ajudá-los a melhorar sua produção com conhecimento técnico e científico, além de tecnologias que os ajude a evoluir”, destaca Neto, convidando a todos para participar deste momento. Ele lembra que o evento é gratuito.
As palestras acontecem no dia 17 e são abertas aos associados da Asplan e ao público interessado

Presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool vai solicitar audiência com o ministro do MAPA para tratar de temas diversos

Entre as deliberações da primeira reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA), realizada nesta quarta-feira (12), em Brasília, está a decisão de marcar uma audiência com o ministro Carlos Henrique Fávaro para tratar, entre outros temas, sobre a irrigação em barragens. Segundo o presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, essa é uma questão importante para o setor produtivo canavieiro, especialmente, no Nordeste que vem sofrendo com a redução das precipitações nos últimos meses.
“Foi uma reunião muito boa, dinâmica, proveitosa e que discutimos vários temas, inclusive, a questão da irrigação que vamos levar para debater com o ministro Carlos Fávaro, com apoio técnico do Sr. Afrânio César, presidente da câmara temática de Agricultura Sustentável do ministério”, afirmou Pedro, lembrando que o pedido de audiência com o ministro será feito logo, mas que a data da reunião dependerá da agenda de Fávaro. “Na data que o ministro marcar, estaremos lá”, disse Pedro.
Sobre a previsão do tempo feita durante a reunião pelo representante do Inmet, segundo Pedro, a perspectiva é que o tempo se mantenha estável atéabril, dentro da normalidade para o período. “Em função da presença do fenômeno La Nina de baixa intensidade, o que não interfere muito no clima, a previsão é de estabilidade climática”, destacou Pedro.
Sobre PL 715/23, que dispõe sobre a compatibilidade entre o contrato de trabalho por safra e a condição de titular de benefícios sociais, de autoria do deputado Zé Vitor, ficou esclarecido que o PL está tramitando no Senado, ainda na primeira comissão da Casa. “Como é uma matéria muito importante para o setor, vamos acompanhar de perto essa tramitação e, se for o caso, até trabalhar para pedir urgência na tramitação da mesma”, afirmou Pedro, lembrando que a NR-15, que estabelece as atividades que devem ser consideradas insalubres, gerando direito ao adicional de insalubridade aos trabalhadores, também foi outro assunto colocado em análise durante a reunião e que precisa também de uma atenção especial do setor, pois gerará impactos na atividade produtiva.

Pedro Campos Neto (centro) conduziu a reunião
Paulo Leal, Pedro Campos Neto e Rogério
Pedro Campos Neto, Paulo Lal, da Feplana, Luiz Henrique e Rogério participaram da reunião
Pedro Campos Neto, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA
Reunião da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool aconteceu nesta quarta-feira (12), em Brasília

Primeira reunião do ano da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA acontece no dia 12 de fevereiro

Ações de garantias contra adversidades climáticas, Royalty sobre cultivares e PL 715/23, que dispõe sobre a compatibilidade entre o contrato de trabalho por safra e a condição de titular de benefícios sociais, estão entre as pautas da primeira reunião deste ano da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA). O presidente da Câmara, Pedro Campos Neto confirmou a realização da reunião para essa quarta-feira (12), em Brasília, na sede do Ministério, a partir das 14h.
De acordo com a programação, o presidente fará a abertura, em seguida a secretaria dará alguns avisos. O Presidente da CT Agricultura Sustentável, Afrânio César, fala em seguida sobre o tema ‘Ações de garantias contra adversidades climáticas’. Depois, um representante do Inmet falará sobre ‘⁠Panorama do clima no Brasil’. Na sequência, Luís Gustavo, do MAPA, abordará o tema ‘Royalty sobre cultivares’ e o deputado federal Zé Vitor discorrerá sobre a tramitação do PL 715/23. Encerrando a pauta, Rodrigo Hugueney, da CNA, vai falar sobre a NR 15, que estabelece as atividades que devem ser consideradas insalubres, gerando direito ao adicional de insalubridade aos trabalhadores.
Segundo o presidente da Câmara, a pauta reflete a diversidade de temas de interesse da cadeia produtiva, desde os produtores até os industriais. “São assuntos importantes, atuais e que estão na ordem do dia de quem vive o setor sucroenergético, por isso trouxemos esses temas para discussão na primeira reunião do ano”, afirmou Pedro Campos Neto, que também é presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) e Vice-Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

Membros da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool voltam a se reunir nesta quarta-feira (12)
Pedro Campos Neto, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, estará em Brasília nesta quarta-feira (12)

STJ redefine porte de imóveis rurais excluindo reservas legais do cálculo e presidente da Asplan elogia decisão

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais considerou oportuna, positiva e necessária à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prolatada no Agravo do Recurso Especial 2.480.456, que determinou a exclusão das áreas de preservação ambiental do cálculo total do imóvel rural. “Isso representa um importante avanço para o setor produtivo, pois a correta classificação do porte das propriedades rurais desempenha um papel fundamental na valorização das terras”, disse ele.
Segundo José Inácio, a decisão também atende uma antiga reivindicação do setor produtivo que sempre questionou a inclusão das áreas de preservação no cálculo total das propriedades. “Esse anterior entendimento aumentava o porte do imóvel e resultava na exclusão de diversas pequenas propriedades das proteções legais de impenhorabilidade e também impactava na elevação da carga tributária porque o cálculo era feito sobre toda a área, usada para fins produtivos ou não”, explica o dirigente canavieiro, cuja associação é formada, em sua imensa maioria, por pequenos produtores que serão beneficiados diretamente com essa medida.
José Inácio lembra que a decisão do STJ surgiu a partir de um caso específico, no qual um produtor de uma pequena propriedade no Paraná buscava o reconhecimento da impenhorabilidade de seu imóvel, que em decisão de instâncias inferiores levava em consideração para efeito de cálculo do tamanho da propriedade também as reservas legais, desqualificando a área como de pequena propriedade e, portanto, tornando-a passível de penhora. “O STJ ao rever esse caso agiu corretamente tendo o entendimento de que esse cálculo de tamanho deveria incluir apenas a área efetivamente aproveitável e destinada à produção e atividades econômicas, afinal, não se produz em reservas porque como o próprio nome já diz são reservas e, portanto, áreas intocáveis” finalizou José Inácio.
Decisão do STJ redefine porte de imóveis rurais excluindo reservas legais
José Inácio destaca importância da decisão principalmente para os pequenos produtores

Asplan contabilizou mais de cinco mil atendimentos no setor de Assistência Social e ampliou serviços em 2023

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) não se diferencia apenas como uma entidade de classe que representa uma das culturas mais importantes do Estado. A Asplan, que existe há mais de 60 anos, também é destaque na Assistência Social aos seus associados, funcionários e familiares. Tanto que em 2023, a entidade contabilizou 5014 atendimentos, sendo 3512 no Departamento Médico e Ocupacional. e 1502 no Departamento de Odontologia. Os dados são referentes ao período de janeiro a dezembro do ano passado.
Os serviços médicos incluíram a realização de 2.400 atendimentos Clínico/Ocupacional, sendo 538 realizados na sede da entidade, em João Pessoa, e outros 1853 no campo, em propriedades de associados, além de outros nove procedimentos clínicos. O departamento que é coordenado pelo Médico do Trabalho, Dr. Tarcísio Campos, também ampliou serviços sendo responsável pela realização de 598 exames laboratoriais, 108 atividades de enfermagem, 27 Raios-X, 143 testes de acuidade visual, além de 236 exames de audiometria. Computando todos os serviços, o Departamento contabiliza 3512 atendimentos
No Departamento de Odontologia, a dentista Wilma Dantas, junto com o colega José Jadelson Filho, realizaram 1502 atendimentos em 706 pacientes, entre associados, seus dependentes, além de funcionários da entidade. O dentista José Jadelson começou a atuar no Departamento em março, com atendimentos as sextas-feiras e aos sábados. Entre os serviços executados destacam-se Restauração de Resina Foto, Tartarectomia, Aplicação de Flúor, entre outros.
Os procedimentos de Enfermagem que totalizaram 108 correspondem a curativos, medição de pressão, entre outros e são oferecidos pela Asplan no período da manhã, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h. Os serviços médicos, incluindo exames admissional, demissional, periódicos, são feitos tanto na sede da Asplan, quanto na propriedade dos associados com agendamento prévio.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca que a manutenção e ampliação dos serviços do Departamento de Assistência Social reforça o compromisso da entidade com a saúde e bem estar de seus associados funcionários e dependentes. “Enquanto muitas associações cortaram benefícios, a Asplan segue ampliando seus serviços, tanto que ultrapassamos a marca dos cinco mil atendimentos no Departamento de Assistência Social no ano passado. Em 2023, contratamos mais um dentista e ampliamos nossa assistência e isso a gente só consegue em parceria com nossos associados, que nos apoiam e contribuem para manter a Asplan cada vez mais forte”, finaliza o dirigente.
Um dos atendimento de assistência social realizados na sede da Asplan, em João Pessoa
Os atendimentos médicos acontecem na sede da Asplan (foto) e também na sede dos associados por agendamento
O serviço de odontologia da Asplan contabilizou mais de 1.200 atendimentos em 2024
O Médico do Trabalho, Dr. Tarcísio Campos em um dos atendimentos fora do prèdio sede da Asplan
Em 2024, o departamento médico realizou mais de dois mil atendimentos
Um dos atendimentos na Estação de Camaratuba mantida pela Asplan
O setor odontológico atende associados, seus dependentes e funcionários, além de funcionários da Asplan
Os serviços de assistência social são um benefício que a Asplan disponibiliza para seus associados e dependentes
O atendimento odontológico acontece no prédio sede, em João Pessoa, de segunda a sábado
A Asplan mantém serviços médicos e odontológicos com profissionais de seu próprio quadro
O médico do trabalho, Tarcísio Campos, em um dos atendimentos na sede de associado
Um dos atendimentos odontológios realizados em 2024 em consultório próprio da Asplan

Seca nas regiões produtoras de cana do Nordeste preocupa com perdas de até 30% e impactos negativos na atual e próxima safra

A baixa precipitação de chuvas nas regiões produtoras de cana do Nordeste tem comprometido a atual safra e preocupado os produtores que, em algumas regiões, já contabilizam até cerca de 30% de redução na produção. Segundo estimativa da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) a média geral de redução da região por causa da seca está em torno de 15% a 20%.
E essa situação, segundo o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, já começa a impactar na próxima safra. “Os produtores que não têm condições de irrigar a socaria para a planta nascer está comprometendo a produção futura porque a cana não está brotando e isso já vai impactar negativamente na próxima safra”, afirma o dirigente canavieiro. De acordo com ele, a esperança de melhoria deste cenário são as previsões de chuvas já a partir da segunda quinzena de janeiro. “Vamos aguardar e pedir a Deus que mande chuva”, reitera Pedro.
Ainda segundo o presidente, a Unida vai convocar os presidentes das entidades associadas para uma reunião emergencial para debater a situação e definirem ações a serem tomadas de forma conjunta. “Vamos analisar os dados de cada estado e ver o que a gente pode fazer para minimizar essa perda e garantir melhores resultados para a próxima safra”, disse Pedro Campos Neto. A reunião esta marcada para a terça-feira (21), em Recife (PE). A Unida representa as associações de produtores de cana-de-açúcar dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Presidente da Unida, Pedro Campos Neto, está preocupado com a seca e já convocou reunião para debater assunto