Asplan
Lançamento da safra 24/25 no RN foi bem prestigiado e incluiu palestras, homenagens e participação da Magnum Tires
O lançamento da safra 24/25 no Rio Grande do Norte evidenciou o quanto a Associação dos Plantadores de Cana do Rio Grande do Norte (Asplan/RN) se fortaleceu na gestão do atual presidente Hermano Neto. O evento que marcou o lançamento, realizado na noite desta quarta-feira (14), em um restaurante de Natal, foi bem prestigiado e diversificado. Promovido pela entidade, com apoio da Magnun Tires, o momento teve palestras sobre gestão inteligente de pneus e pagamento de CBios para fornecedores de cana, além de homenagens a personalidades e industriais do setor sucroenergético. O CEO da Magnum Tires, Paulo Vieira, prestigiou o momento.
“Eventos como esse só são possíveis graças ao empenho e dedicação de todos os nossos associados e parceiros e é com essa união que seguimos firmes, superando desafios e impulsionando o crescimento de nossa atividade. Seguiremos juntos a mais uma safra de sucesso”, destacou o presidente da Asplan/RN, Hermano Neto, afirmando que a entidade já conta com mais de 300 associados.
O presidente da Asplan/PB, José Inácio de Morais, falou na ocasião. Ele destacou a importância do fortalecimento da associação do Rio Grande do Norte, a necessidade do estado dispor de mais uma indústria e reiterou que a união dos produtores e a parceria saudável com as indústrias é o caminho para o fortalecimento da classe e do segmento canavieiro. “Estamos no mesmo barco e produtores e industriais precisam andar unidos, pois sem união a gente não chega a nenhum lugar. No Nordeste não existe usina sem fornecedor de cana. No Sul é normal a usina plantar tudo, concentrar renda, aqui não. E aqui no Rio Grande do Norte nós precisamos de mais uma usina. Não sei quem vai assumir essa missão de ampliar o setor industrial aqui, mas, isso é necessário”, destacou José Inácio, pedindo uma salva de palmas para a recuperação da associação do Rio Grande do Norte.
O vice-presidente da Asplan/PB e presidente da União dos Produtores de Cana do Nordeste (Unida), Pedro Campos Neto, presente ao evento, reforçou a satisfação de utilizar os pneus da Magnun Tires com a exibição de um depoimento gravado em vídeo. “Estou satisfeito com os produtos da marca. Há quatro anos uso os pneus deles em toda a linha rodoviária e vou começar a usar também na linha agrícola de minha frota. É uma parceria muito positiva”, disse o produtor canavieiro. Ele ainda enalteceu o sucesso do evento. “Quero parabenizar Hermano pelo sucesso deste lançamento de safra o que reforça sua liderança no setor”, disse Pedro Neto.
O presidente da COAF, Alexandre Lima, também elogiou o lançamento da safra do RN. “Nunca vi um evento da associação do Rio Grande do Norte tão prestigiado como esse. Isso demonstra que o trabalho que está sendo realizado aqui pela Associação está tendo o devido reconhecimento de seus associados e do próprio setor”, disse ele.
As homenagens foram ao empresário Eduardo Monteiro, do Grupo EQM, ao também empresário Arlindo Farias, do Grupo Farias, ao Presidente da FAERN, José Vieira, ao secretário de Agricultura do RN, Guilherme Saldanha e aos deputado federal, Benes Leocádio (que foi representado na ocasião por um assessor) e o deputado estadual do RN, Hermano Morais, que apoiam o setor produtivo em diversas pautas e tiveram destacada atuação na defesa da inclusão dos produtores no Renovabio e consequente pagamento de CBios. Todos enalteceram a importância do setor produtivo e a importância de fortalecer o setor que emprega, gera renda, produz combustível limpo e gera divisas para o país.
Diego Paludo, especialista em pneus, foi quem ministrou a palestra sobre a fabricação dos pneus Magnum, enaltecendo a qualidade, tecnologia e diferenciais dos produtos da marca que é brasileira com padrão de fabricação internacional. “A gestão inteligente de pneus tem que levar em consideração processos bem definidos, ferramentas eficientes e pessoas bem treinadas. O melhor pneu não é o que roda mais, nem o mais barato significa menos custos por km”, disse ele, lembrando que a Magnum Tires ajuda o cliente em todo o processo, desde a aquisição do produto até seu descarte.
Petterson Felipe, da Pecege, abordou a questão do acordo feito entre produtores e industriais para que os fornecedores pudessem ser incluídos no Renovabio e poderem receber pelos Créditos de Carbono. Ele falou sobre CBios, detalhes dos cálculos, das exigências para habilitação dos fornecedores receberem o pagamento e alertou para questões importantes sobre o tema. No final do evento, todos se confraternizaram durante um jantar.








Demonstração de plantadeira de cana marca Dia de Campo no Engenho São José em Itambé
A manhã do último sábado (3) foi bem movimentada no Engenho São José, em Itambé (PE). É que a propriedade do produtor canavieiro e presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, serviu de campo de demonstração do desempenho da plantadeira de cana recém-adquirida por ele numa parceria com a Visanorte, do Paraná.
O equipamento faz 100% da operação de plantio. “Ela sulca, semeia, coloca o adubo, os defensivos, o enraizador, os hormônios de crescimentos, bactérias, além de realizar a coberta”, explica Pedro Neto. A plantadeira trabalha com quatro homens fazendo a alimentação da cana e mais um profissional fazendo a retifica de cabeça.
“Hoje, com essa operação, a gente vai ter condição de plantar uma média de três hectares/dia, a depender do terreno”, destaca o dirigente canavieiro, lembrando que é importante fazer um bom preparo de solo.
Além da agilidade, Pedro Neto destaca que a máquina também tem a vantagem da economia de mão de obra. “Principalmente, em nossa região, quando a gente se depara com a dificuldade de encontrar mão de obra para o campo, com uma máquina dessa precisarei contar com o apoio de apenas sete homens para plantar um hectare, ao passo que se fosse um plantio manual, convencional, eu teria que ter entre 22 a 23 pessoas para fazer o mesmo plantio”, reitera ele.
O vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato, que esteve acompanhando o Dia de Campo, afirma que ficou impressionado com a dinâmica do equipamento e até já faz planos de adquirir o mesmo equipamento no próximo ano. “Gostei muito da máquina. Essa foi uma das apresentações de equipamento que mais me chamou atenção e pretendo investir na aquisição dela, pois a produtividade e a qualidade do serviço, do plantio, fica muito bom”, disse Nonato, lembrando que a máquina também define a profundidade e os espaços de plantio.








Representante do Bradesco faz apresentação de linhas disponíveis do Plano Safra para associados da Asplan
Linhas de custeio, com recursos obrigatórios, e de investimentos para financiamento das lavouras de cana-de-açúcar para manutenção e até ampliação de áreas, além de linhas de BNDES. Esse foi o foco de um encontro realizado nesta segunda-feira (29), com produtores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e o Engenheiro Agrônomo da Plataforma Agro Recife do Bradesco, Diego Cardoso.
“Para aquisição de máquinas, implementos agrícolas, sistemas de irrigação essa linha de crédito do BNDES é muito indicada, enfim, tudo que for investimento a longo prazo”, disse Diego que também falou da CPR, uma cédula de produto rural, que é um recurso de adiantamento de receita. “Esse é um tipo de recurso que o cliente, o produtor pode usar de várias formas dentro da fazenda sem obrigatoriedade de comprovação de usabilidade deste recurso, então ele fica com o recurso disponível para usar livremente, de acordo com a necessidade”, explicou Diego, lembrando as vantagens desta linha, cujo prazo é de até cinco anos, podendo ser pagamento trimestral, anual, semestral, único final, de acordo com o enquadramento do cliente.
Ainda sobre a CPR, Diego lembrou que a linha é isenta de IOF, tem flexibilização na utilização do recurso, tem taxa diferenciada, podendo ser usado até para comprar novas propriedades além de outros fins.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, abriu o encontro, realizado na sede da entidade, em João Pessoa, destacando a relevância do setor para a economia local, regional e nacional e reiterou o importante papel do crédito rural no desenvolvimento da agricultura. “Nós somos o carro-chefe que vem salvando o país, nós somos a locomotiva do Brasil, mas precisamos de ‘combustível’ que é o crédito rural, ele é fundamental para o setor produtivo”, destacou o dirigente canavieiro.
José Inácio fez uma breve retrospectiva sobre o crédito no Brasil, destacando o pioneirismo do Banco do Brasil, os recursos subsidiados do BNB que, segundo ele, têm a menores taxas, mas muitas restrições de acesso e a felicidade do setor de poder contar com a diversidade de instituições fomentando o agronegócio, a exemplo do Bradesco. “É salutar ter várias instituições no mercado, com diversas opções de crédito que mesmo com taxas similares, têm diferenciais de atuação”, disse ele.




Presidente da Unida prestigia solenidade dos 80 anos da AFCP
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida), Pedro Campos Neto prestigiou a solenidade de abertura da safra 24/25 de Pernambuco e da comemoração dos 80 anos da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). A solenidade aconteceu na noite desta segunda-feira (29), na sede da associação pernambucana e contou com a participação de diversas personalidades do setor sucroenergético, além de uma palestra com Dr. Plinio Nastari, sobre cenário atual e perspectivas para o setor.
Pedro Campos Neto integrou a mesa de autoridades junto com o presidente da AFCP, Alexandre Lima, o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, Eduardo Monteiro, do Grupo EQM, Paulo Leal, presidente da Feplana, o deputado estadual, Antônio Morais e o deputado federal, Coronel Meira, além do presidente do Sindicape, Gérson Carneiro Leão. “Foi uma noite de valorização da cultura canavieira, de reconhecimento a pessoas importantes para o setor e onde tivemos a oportunidade de escutar Dr. Plínio Nastari, que sempre nos dá uma aula sobre o mercado e perspectivas, nos encorajando a plantar, cuidar e tratar de cana e crescer cada vez mais”, afirmou Pedro Campos Neto.
Na ocasião, o atual presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, e os ex-presidentes da entidade canavieira paraibana, Raimundo Nonato Siqueira e Oscar Gouveia foram homenageados.
O anfitrião do evento e presidente da AFCP, Alexandre Lima, falou da satisfação de estar a frente da entidade numa data tão importante como essa e destacou a união da classe como fator preponderante para o sucesso das ações da entidade. “Chegamos aos 80 anos com uma história de lutas e conquistas em prol do produtor de cana pernambucano, fortalecendo a cultura canavieira e valorizando os nossos associados com serviços, sempre na defesa de seus interesses. Esperamos outros 80 anos pela frente”, disse ele.








Presidente e ex-presidentes da Asplan são homenageados durante solenidade dos 80 anos da AFCP
O atual presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, e os ex-presidentes da entidade canavieira paraibana, Raimundo Nonato Siqueira e Oscar Gouveia foram homenageados durante solenidade de abertura da safra 24/25 de Pernambuco e da comemoração dos 80 anos da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). A solenidade aconteceu na noite desta segunda-feira (29), na sede da associação pernambucana e contou com a participação de diversas personalidades do setor sucroenergético, além de uma palestra com Dr. Plinio Nastari, sobre cenário atual e perspectivas para o setor.
José Inácio, Raimundo Nonato e Oscar Gouveia agradeceram a homenagem e enalteceram os laços que unem as associações de produtores do Nordeste. “Nós não competimos, nós nos completamos porque os interesses são os mesmos e os objetivos também, ou seja, produzir cana cada vez mais e melhor”, disse José Inácio. “Estou muito honrado com essa homenagem”, destacou Oscar Gouveia. “Ser homenageado pela associação de Pernambuco numa data tão importante me traz uma alegria ímpar”, afirmou Raimundo Nonato.
O presidente da União Nordestina de Produtores de Cana – Unida, Pedro Campos Neto, participou da solenidade e integrou a mesa de autoridades junto com o presidente da AFCP, Alexandre Lima, o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, Eduardo Monteiro, do Grupo EQM, Paulo Leal, presidente da Feplana, o deputado estadual, Antônio Morais e o deputado federal, Coronel Meira, além do presidente do Sindicape, Gérson Carneiro Leão. “Foi uma noite de valorização da cultura canavieira, de reconhecimento a pessoas importantes para o setor e onde tivemos a oportunidade de escutar Dr. Plínio Nastari, que sempre nos dá uma aula sobre o mercado e perspectivas, nos encorajando a plantar, cuidar e tratar de cana e crescer cada vez mais”, afirmou Pedro Campos Neto.
O anfitrião do evento e presidente da AFCP, Alexandre Lima, falou da satisfação de estar a frente da entidade numa data tão importante como essa e destacou a união da classe como fator preponderante para o sucesso das ações da entidade. “Chegamos aos 80 anos com uma história de lutas e conquistas em prol do produtor de cana pernambucano, fortalecendo a cultura canavieira e valorizando os nossos associados com serviços, sempre na defesa de seus interesses. Esperamos outros 80 anos pela frente”, disse ele.









Produtores de cana e industriais do Nordeste reiteram durante evento em Maceió importância da inclusão da classe produtiva no Renovabio
A Política Nacional de Biocombustíveis – Renovabio – deixou de fora os produtores, um elo importante da cadeia produtiva, e eles ficaram sem ter direito a receber o ativo de crédito de descarbonização (CBios). E desde 2016 a classe buscava uma regulamentação na política para incluí-los, o que ocorrerá com aprovação do PL 3179/2020, que está prestes a ser aprovado na Câmara, após acordo feito, este ano, entre produtores e industriais do setor. Nesta quarta-feira (24), em Maceió (AL), a importância desta inclusão e como ela se dará foi a principal pauta de uma reunião realizada na sede da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), com a participação da União dos Plantadores de Cana do Nordeste (Unida) e da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), representadas, respectivamente pelos seus presidentes, Edgar Antunes, Pedro Campos Neto e Paulo Leal.
O repasse de parte da receita gerada com a venda de CBios, explica o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, que também preside a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, é uma reivindicação justa da classe produtiva desde que o Programa foi lançado. “Essa regulamentação deveria ter sido feita logo após o lançamento do Programa para que o produtor pudesse receber a sua parte, mas, isso não aconteceu então tivemos que recorrer a um PL que tramita na Câmara desde 2020, mas que deverá ter sua votação breve em função deste acordo feito entre produtores e industriais”, destaca Pedro. Ele lembra que enquanto o Projeto segue na Câmara, infelizmente, as distribuidoras estão ajuizando ações contra o Renovabio. “A expectativa é que o projeto seja votado ainda neste segundo semestre, ai o mercado tende se acomodar com essa nova realidade”, disse ele.
Durante o evento, o especialista em cálculos e consultor da Pecege, João Botão fez uma apresentação dos cálculos e da forma de habilitação dos fornecedores de cana no acesso a pagamento de CBios, mostrando as regras que é preciso seguir no manejo e eficiência de descarbonização na cultura da biomassa para aumentar a nota de eficiência energética do CBios. Entre essas regras, o produtor não pode promover desmatamento, precisa mensurar detalhadamente os insumos utilizados na cultura, assim como apresentar o CAR – Cadastro Ambiental Rural da propriedade. “É preciso lembrar que toda a cadeia precisa ir bem, porque a nota de eficiência será um somatório de todas as ações individuais”, reiterou o consultor, lembrando que o CBios incide apenas sobre indústrias produtoras de Etanol.
O presidente da Asplana, Edgar Antunes, lembrou o impacto positivo com o recebimento de CBios, estimando um incremento de receita para os produtores de dois a três reais por tonelada de cana. “Trata-se de uma soma positiva que vai gerar um impacto significativo considerando que os fornecedores produzem entre oito e nove milhões de toneladas de cana por ciclo somente em Alagoas, somando os demais estados produtores, dá para se ter um ideia do quanto isso vai impactar positivamente em todo o setor e fora dele”, pontuou Edgar.
O dirigente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Morais, lembrou que em função das atividades da COAF, os cooperados de Pernambuco já recebem 100% de CBios há quatro anos consecutivos, contabilizando a terceira certificação da Cooperativa, mas que o processo não é fácil. “É um processo demorado. Todas as usinas precisam fazer essa certificação em até três anos e depois recertificar, mas é importante os produtores buscarem ser primários e terem uma boa gestão de sua propriedade”, reforçou ele, que disse que a AFCP está adquirindo um aplicativo que vai facilitar essa gestão e que, breve, ele divulgará essa tecnologia para as demais entidades do setor.
O presidente da Feplana, Paulo Leal, destacou a importância das entidades de classe orientarem seus associados sobre a importância desta inclusão no Renovabio e o que é preciso fazer para se ter acesso ao pagamento de CBios. “Os requisitos técnicos para ter direito ao recebimento de CBios são importantes e precisam ser conhecidos para que os fornecedores se preparem, produzam melhor em suas lavouras porque, sem dúvida, essa será a porta de entrada para uma nova era na atividade canavieira do país”, disse ele.
“Infelizmente a legislação atual do Renovabio restringe benefícios aos que transformam matéria-prima em biocombustível, ainda excluindo os fornecedores, o que será sanado com a aprovação do PL e regulamentação desta inclusão da classe produtiva na Política de biocombustíveis do país. Nós já temos a compreensão das unidades industriais para inclusão dos produtores de cana neste processo, num acordo formalizado entre os dois lados, agora falta pouco para o reparo dessa injustiça”, reforçou Pedro Campos Neto.
Ainda participaram do evento em Maceió, o Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas, Álvaro Almeida, o presidente do Grupo EQM e Usina Utinga, Eduardo Monteiro, o diretor da Usina Santa Clotilde e Santa Maria, Daniel Berard, o diretor do Grupo Carlos Lira, Aril Lira, o diretor agrícola da Usina Santo Antônio, Marco Maranhão, o diretor da Usina Serra Grande, Miguel Menezes, o consultor Gregório Maranhão, o diretor da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Fernando Rabelo, o agrônomo da entidade paraibana, Luis Augusto, além de outros representantes do setor e associados da Asplana.









Especialista em climatologia prevê regularidade de chuvas na Paraíba nos próximos dois meses
Durante palestra promovida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN), nesta quarta-feira (17), em João Pessoa, o Dr. em Meteorologia Alexandre Magno fez um relato das previsões divulgadas para os produtores canavieiros. Ele lembrou que de acordo com o que foi divulgado em informes pela ASPLAN, desde dezembro de 2023 já se colocava o fim do fenômeno El Niño e de perspectivas de chuvas acima da média em todo litoral paraibano em 2024, além do estabelecimento do fenômeno La Niña, que viria a favorecer a continuidade das chuvas na categoria acima da média.
Neste ano, segundo o especialista, com o clima favorável se teve uma situação extraordinária para a agricultura e que também contribuiu para o abastecimento pleno dos reservatórios e que ainda terão aportes nos meses de julho e agosto. Alexandre Magno lembrou que de janeiro a junho a condição climática foi muito boa com chuvas abundantes e regulares, acima da média, e a tendência para agosto é de chuvas dentro da normalidade no litoral. “A La Niña está se estabelecendo no Pacífico, há quase dois meses, mas em processo lento no seu estabelecimento, mas as águas mais frias já tomou conta de grande parte do Pacífico”, disse o meteorologista.
Dr. Alexandre lembrou ainda que a mídia fez um estardalhaço em cima do fenômeno El Nino e as perspectivas de seca sobre o Nordeste que não se confirmou. “Um equívoco deste ano foi a divulgação de um super El Nino mas essa condição só se configura quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico é acima de quatro graus de diferença. Esse ano, o maior pico que ele chegou foi a 2,3 graus. É preciso ter muito cuidado na divulgação deste tipo de informação, ela precisa ser técnica e discursiva para não gerar informações distorcidas e inverídicas. Enquanto a Imprensa divulgava que o El Nino seria forte, os boletins meteorológicos da ASPLAN já discordavam dessa informação que, de fato, não se configurou”, disse o especialista, lembrando que tecnicamente não se tem El Nino desde dezembro do ano passado e que, em março, a ASPLAN já havia divulgado as boas perspectivas climáticas para a região litorânea.
Ele lembrou que normalmente o fenômeno La Niña traz anomalias negativas de temperatura sobre a área do Pacífico, trazendo aumento das chuvas no Norte e Nordeste e uma estiagem relativa no Sul e Sudeste”, explicou Dr. Alexandre. Ainda segundo ele, o El Nino e La Niña não afetam tanto a chuva do Leste. “Quem mais influencia é o aquecimento das águas do Atlântico, principalmente, nesta faixa tropical, porque ele é quem alimenta os sistemas de leste. A chuva, na faixa litorânea, é diretamemte relacionada ao aquecimento do oceano Atlântico”, reforçou o especialista.
Dr. Alexandre destacou ainda que junho foi um mês de muita regularidade, com chuvas acima da média no litoral e Campina Grande e que junho de 2024 se comportou como um dos meses mais chuvosos na sua história, e que no período de janeiro a junho também houve chuvas com regularidade. “Há uma perspectiva de melhoria na qualidade das precipitações agora em julho porque o fenômeno La Niña continua com tendência a se estabelecer, e que mesmo durante o período de estiagem, pode contribuir para um verão úmido, como ocorreu no verão passado, apesar da baixa climatologia das chuvas, mas com regularidade, o que é bom para a agricultura de sequeiro”, afirmou ele.
Segundo o meteorologista, há previsões de julho a setembro, que mostram a permanência do fenômeno La Niña sobre a região e que também indicam a manutenção do aquecimento do Atlântico, sinalizando uma condição boa até o final do ano. “Os modelos climáticos apontam julho, agosto e setembro, com chuvas com regularidade”, disse ele, destacando que há uma boa perspectiva de chuva que deve ficar dentro da normalidade esperada para essa época do ano, apesar de que na Paraíba, a partir de agosto, há uma redução normal das chuvas, mas, com precipitações regulares.
O meteorologista lembrou que o modelo climático considera a temperatura da superfície do mar para realização dos cálculos. “Isto porque sendo a superfície do planeta, em sua maior parte, coberta por oceanos, suas oscilações de temperatura tornam-se determinantes para as variações dos climas e, consequentemete, para previsão de chuvas”, reiterou Alexandre Magno.
O presidente da ASPLAN, José Inácio, que abriu a palestra, enalteceu a importância das previsões para os produtores que têm um melhor norte para se orientarem. “Com esse trabalho de previsão climática nós potencializamos nossas atividades porque há subsidíos para tomada de decisões e esse trabalho junto com o Dr. Alexandre foi muito assertivo e importante para termos informações mais precisas para que possamos nos programar melhor. É um trabalho exitoso”, disse José Inácio, elogiando as explanações do meteorologista que integra os quadros da AESA, além de destacar a credibilidade da instituição que se posiciona como a segunda melhor agência do país, atrás apenas da de São Paulo.
O diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, encerrou o evento, reforçando a importância dos boletins meteorológicos fornecidos pela ASPLAN. “Eles orientam melhor nossos associados possibilitando que eles direcionem melhor os investimentos na lavoura, permitindo, assim, um melhor planejamento dos tratos culturais. Esse é um trabalho importante porque o clima afeta diretamente qualquer cultura agrícola”, finalizou Neto, parabenizando o palestrante.







Prazo para emissão do CCIR encerra na próxima quinta-feira lembra Asplan
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) lembra aos seus associados que o prazo para o produtor rural emitir o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) 2024 acaba no próximo dia 18 de julho. O documento está disponível no portal do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para emissão até quinta-feira. O CCIR tem periodicidade anual e sem o certificado, os proprietários de imóveis rurais não conseguem fazer nenhuma movimentação em relação aos seus imóveis. O cadastro do imóvel rural deve ser atualizado sempre em caso de alterações como mudança de área, de titularidade, de exploração e de situação jurídica do imóvel.
O CCIR, que é emitido de forma gratuita, possibilita transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar, partilhar (em caso de divórcio ou herança) o imóvel rural, além de facilitar o acesso aos financiamentos bancários para investimento na propriedade.
O CCIR, explica o presidente da Asplan, José Inácio, é fundamental para qualquer transação envolvendo imóvel rural, além de facilitar a vida do produtor rural no momento de buscar crédito, pois comprova que o imóvel está em situação regular. “Por isso, é importante que todos os proprietários de imóveis rurais providenciem o CCIR “, orienta ele.
O CCIR 2024 substituirá o documento expedido em 2023 e só será válido com a quitação da Taxa de Serviços Cadastrais referente a exercícios anteriores. Para emitir, basta acessar o site do Incra e selecionar a opção “Emissão do CCIR”, ou acessar diretamente pelo link: https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao.
Importante destacar que caso o imóvel rural possua algum tipo de impedimento cadastral no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), o CCIR não estará disponível para emissão. Neste caso, o titular deverá entrar em contato ou se dirigir às Unidades Municipais de Cadastramento – UMC, vinculadas às Prefeituras Municipais, às Unidades Avançadas do INCRA ou às Salas da Cidadania das Superintendências Regionais do INCRA, a fim de receber orientações para resolução da pendência existente.
Fonte: Faesc/Senar
Representantes da Asplan conhecem a fábrica da maior empresa de biotecnologia do mundo
Nos últimos dias 3 e 4 de julho, o diretor do Departamento Técnico (Detec), da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, e o agrônomo, Luis Augusto, conheceram a maior fábrica de levedura do mundo, a da Alltech, no Paraná, que produz tanto para nutrição vegetal, quanto animal.
Na parte vegetal, que é o que interessa para nós produtores, explica Luis Augusto, eles não têm apenas a parte de nutrição, mas, também, de bioestimulantes e de proteção de plantas, usando a base de levedura. Luis destaca ainda o alto nível de organização, automação e segurança da fábrica. “É uma planta de primeiro mundo, com um laboratório de ponta que analisa os produtos e garante sua qualidade e eficiência”, afirma Luis, dando destaque além da visita da fábrica, ao segundo dia de atividades que incluiu uma palestra para todos os convidados sobre os produtos e posicionamento da Alltech no mercado.
O diretor do Detec, Neto Siqueira, reforça a importância da viagem. “Essa visita e a palestra nos deu um panorama geral sobre a produção de leveduras pela Altech, mais conhecimento sobre os produtos que eles fabricam, cujo nível tecnológico é um case de sucesso no ramo do agronegócio e agora vamos repassar para nossos associados o que aprendemos e vimos lá”, finalizou ele.



Sicredi apresenta para produtores de cana linhas de crédito disponíveis para o Plano Safra 24/25
A gerente de Desenvolvimento de Negócios, Ana Paula Marquito, reforçou que a atuação do Sicredi se diferencia das demais instituições, embora haja parâmetros comuns a todas as instituições financeiras que a Cooperativa precisa seguir e mostrou um panorama do mercado, com foco no cenário econômico nacional, com destaque para a meta de inflação contínua, que entrará em vigor a partir de 2025.
Já o Gerente de Desenvolvimento Agro, Claudemir Ferreira, mostrou as linhas do Plano Safra via Sicredi. Segundo ele, apenas os recursos da linha de custeio estão disponíveis, os recursos para investimento ainda não estão liberados. Ele apresentou detalhes do Proirriga, uma linha direcionada a investimentos em projetos de irrigação, que tem uma taxa parametrizada de 10,5% ao ano, o Inovagro, direcionado para projetos de inovação, a exemplo de biomassa, energia solar, cuja taxa também é de 10,5% ao ano, com prazo de oito anos e 2 a 3 anos de carência, o Moderfrota cujas taxas são de 10,5% e 11,5% ao ano, com sete anos de prazo para máquinas novas e cinco anos para usadas e o Moderagro, com taxa de 10,5% ao ano.
O presidente do Conselho de Crédito do Sicredi Evolução, João Bezerra Simões, também presente ao evento reiterou a importância do setor agrícola, especialmente, na Paraíba, o setor canavieiro, e se colocou à disposição para ampliar a parceria da Sicredi com os associados da Asplan, lembrando que a Sicredi tem 122 anos de mercado, oito milhões de associados e R$ 360 bilhões de ativos.
No final da manhã, após as apresentações, o presidente da Asplan agradeceu a disponibilidade dos representantes do Sicredi de irem até a Associação fazerem as apresentações e enalteceu a vantagem do cooperativismo. O Presidente da OCB-PB André Pacelli reforçou a importância da valorização das cooperativas e pediu especial atenção para o formato que está o texto que tramita no Congresso Nacional sobre a reforma tributária que se for aprovada do jeito que está quebrará muitas instituições e cooperativas.










