Asplan

Alunos do curso de Agroecologia conhecem trabalho de produção de insumos biológicos da Estação Experimental de Camaratuba

Estudantes do curso de Bacharelado em Agroecologia do CCHSA, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), do Campus de Bananeiras, visitaram no último dia 13 de março as instalações da Estação Experimental de Camaratuba. Mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o local tem duas biofábricas de produção de insumos biológicos, uma de Cotesia flavipes (vespas) e outra de Metarhizium anisopliae (fungos).
A turma de 15 alunos foi acompanhada pelas professoras Dra. Maria José, titular da disciplina, e pela Coordenadora pedagógica do curso, Dra. Isabela Rangel. Durante a visita, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer todos os processos de produção do parasitoide Cotesia flavipes e de sua atuação, com atividades práticas e teóricas. Eles também puderam ver de perto a ação dos fungos entomopatogênicos no controle de isentos/pragas. A visita foi guiada pelo Biólogo, Roberto Balbino, que coordena os trabalhos na Estação, e pela funcionária Oziene Vicente.
A produção de insumos biológicos da Estação de Camaratuba tratou, ao longo do ano de 2024, 48.835,5 hectares, com a utilização de 195.342 copos e produziu 8.750kg de fungo. Além de ser utilizada na Paraíba, a produção da Estação também é usada em lavouras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. “O uso de bioinsumos agrega valor à cultura porque há um controle natural das pragas e no caso do uso da Cotesia flavipes, ela própria procura a praga e a elimina encerrando o ciclo do ataque da praga na planta”, explicou Roberto aos estudantes.
Os controladores biológicos são distribuídos gratuitamente para os associados da Asplan e vendidos a preços acessíveis para o mercado. A Estação, atualmente, conta com uma equipe de 25 profissionais e fica situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca.

Presidente da Unida e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool elogia ação do governo de regulamentar o Renovabio

O anúncio do governo federal sobre o endurecimento das regras do RenovaBio, programa que incentiva o uso de biocombustíveis no Brasil, agradou o setor produtivo do Nordeste. “É uma ótima notícia essa, pois ela se propõe a aumentar as penalidades para distribuidoras que não cumprirem suas metas, garantindo, assim, uma divisão mais justa dos ganhos com os CBIOs (créditos de descarbonização) entre produtores de cana-de-açúcar e biocombustíveis”, afirma o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto.
O anúncio da regulamentação foi feito nesta segunda-feira (10) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante uma reunião com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEP). Para Pedro Campos Neto a medida vai além de aumentar as penalidades para distribuidoras que não cumprem suas metas. “Ela também vai proibir a compra de combustíveis por empresas que descumprirem as regras do setor e isso será um desestímulo para quem não estiver adequado às normas do Renovabio. A tendência é que isso melhore e aperfeiçoe o Programa”, afirma Pedro.
Sobre a decisão do Governo Federal de zerar o imposto de importação sobre vários produtos, inclusive do açúcar, Pedro Campos Neto avalia que a atitude mais adequada seria baixar os impostos que os produtores de açúcar pagam e não zerar a alíquota de importação.

Pedro Campos Neto elogioiu iniciativa do Governo Federal de regulamentar o Renovabio

O Governo da Paraíba dá um passo importante ao construir estradas e realizar obras na região de Itapororoca afirma Presidente da Asplan

“Será um grande avanço para agricultura local e facilitará muito o escoamento da produção não apenas do abacaxi, mas, sobretudo da cana-de-açúcar, que tem especial presença na região, promovendo ainda mais desenvolvimento e progresso”. Essa afirmação do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, faz referência ao anúncio feito pelo governador João Azevêdo sobre a construção de estradas entre os trechos de Itapororoca, Cuité de Mamanguape até o entroncamento com a PB 073, em Mari, interligando regiões importantes para a produção agrícola paraibana e deslocamento das pessoas.
O trecho, que aproveita uma ponte já concluída na região em 2024, compreende  32 km, com um investimento de R$ 56 milhões. A ordem de serviço para o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) licitar o trecho foi assinada nesta segunda-feira (10). Além desta estrada, o governador assinou ainda outra obra viária entre Itapororoca e Curral de Cima, com mais 22 km, além do trecho de Estacada, um distrito referencia na região, somando mais R$ 35 milhões de investimento.
“Precisamos reconhecer a grandeza destas obras que vão promover uma interligação importante entre esses municípios, favorecendo sobremaneira não apenas o escoamento da produção local, mas a mobilidade naquela região o que, inevitavelmente, se transforma em mais desenvolvimento para a Paraíba”, reitera o presidente da Asplan, lembrando que embora o governador tenha se esquecido de citar a produção canavieira na região, se atendo apenas ao abacaxi, a cana-de-açúcar é uma cultura que ocupa lugar de destaque na localidade, além de ser a mais expressiva da Paraíba.
Governo da Paraíba anuncia construção de estradas que ligam Itapororoca, Cuité de Mamanguape e Mari
A ponte construída em Itapororoca foi inaugurada em maio de 2024 – Foto Secom
José Inácio elogiou anúncio feito pelo governo estadual de construir estradas na Paraíba

Perspectivas climáticas seguem favoráveis para março e abril atesta boletim sobre previsão do tempo divulgado pela Asplan

As precipitações registradas neste primeiro bimestre do ano no estado da Paraíba, no período de 1 de janeiro a 28 de fevereiro, na área do setor leste, compreendida entre as microrregiões do Litoral Norte, Litoral Sul, João Pessoa e Brejo, apresentaram totais pluviométricos predominantemente acima da média histórica e, principalmente, nas microrregiões de João Pessoa e do Litoral Sul, onde os totais acumulados no período ultrapassaram os 500,0 mm, em João Pessoa e Pitimbu com 504,8 mm. Esses índices, segundo boletim sobre previsão do tempo divulgado pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), são índices muito representativos e considerado muito anômalos para o período, já que janeiro e fevereiro, climatologicamente, são considerados meses normais do período de estiagem sobre a faixa litorânea do estado da Paraíba.
O boletim, que é enviado regularmente para os associados da entidade, é produzido pelo Doutor em Meteorologia, Dr. Alexandre Magno, ainda detalha que nos demais municípios do setor leste da Paraíba também foram registrados índices pluviométricos muito representativos, sendo os maiores acumulados, acima de 400,0 mm, sendo observados nos municípios de Caaporã, com 485,0 mm, Santa Rita, com 479,4 mm, Alhandra, com 450,3 mm, Conde, que atingiu 442,8 mm, Bayeux com 437,0 mm, Baía da Traição, com 433,3 mm, Cabedelo, com 417,6 mm e Mataraca, com 409,7 mm.
Segundo previsão do meteorologista, como o fenômeno La Niña encontra-se desconfigurado e apresentando padrão de neutralidade sobre o Oceano Pacífico tropical, o atual padrão de atuação não traz impactos diretos desfavoráveis ao clima do Nordeste do Brasil durante o período chuvoso que se inicia sobre o setor leste da Paraíba. Deste modo, a atual condição climática do Nordeste do Brasil (NEB), passa a depender das condições reinantes sobre a bacia do Oceano Atlântico Tropical.
Como toda a bacia do Oceano Atlântico tropical, principalmente na área próximo à costa leste do litoral paraibano, encontra-se aquecida e com temperaturas em torno de 28oC (próximo ao litoral do NEB), é altamente favorável à incursão de instabilidades atmosféricas e formação de sistemas convectivos que se estabelecem no oceano e se deslocam para o continente. Com isso, segundo o boletim, com a continuidade do aquecimento das Temperaturas da Superfície do Mar (TSM) sobre o Atlântico Tropical, principalmente sobre a costa leste do estado da Paraíba, contribuem para manutenção das precipitações pluviométricas na região e consequente melhoria do quadro de chuvas em todo o setor leste da Paraíba (mesorregiões do Litoral Norte, Litoral Sul, João Pessoa e Brejo), com perspectivas de favorecimento climático neste próximo bimestre e a manutenção das precipitações pluviométricas em toda a faixa leste paraibana.
Ainda de acordo com o boletim, diversos modelos de previsão climática continuam apontando para que o próximo bimestre mantenha precipitações pluviométricas na categoria de normal a ligeiramente acima da média, refletindo, assim, o favorecimento atmosférico sobre o Nordeste do Brasil. O mês de março representa, climatologicamente, a pré-estação chuvosa do setor leste da Paraíba, como período normal das precipitações pluviométricas na região. Deste modo, o período normal das chuvas começa a se estabelecer e os totais climatológicos aumentam em intensidade e regularidade, dando a chegada de um período de precipitações pluviométricas mais regulares e temperaturas mais baixas na região, com a continuidade das precipitações pluviométricas no decorrer dessa segunda semana do mês de março, marcando o início do período normal de chuvas sobre a faixa litorânea e áreas adjacentes.
Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, as previsões trazem boas notícias para os produtores. “No ano passado nós sofremos bastante com a estiagem, inclusive, com comprometimento de safra de quem não pôde irrigar sua cana e saber que as perspectivas são otimistas em relação às precipitações nos deixam mais tranquilos”, afirmou ele.
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, destaca importância das previsões
Alexandre Magno Teodósio de Medeiros é Doutor em Meteorologia e o profissional responsável pela elaboração dos boletins

Presidente da Asplan diz que 1% de crédito complementar não vai resolver problema da não liberação dos recursos do Plano Safra

“O Governo anunciou um Plano Safra de R$ 400,59 bilhões e agora determina, através de Medida Provisória, que vai disponibilizar a título de crédito suplementar R$ 4 bilhões, ou seja, apenas 1% do valor inicialmente divulgado. Esse valor é irrisório frente às necessidades que tem o setor produtivo nacional e não vai resolver o problema de crédito e incentivo à agricultura do Brasil, que tem prazo para plantar e também para colher”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
Para José Inácio, além de o volume ser insignificante, outra questão se põe na ordem do dia: “Quais serão os critérios de acesso a esse montante?”, questiona ele que também critica a inércia do governo, que diante da não votação do orçamento pelo Congresso Nacional no final do ano passado, não se adiantou com outras alternativas. “A gente sabe que o Banco do Nordeste tem recursos do FNE e que estes independem do orçamento ser votado. Então, por que o governo não sinaliza uma solução utilizando esses recursos?”, pondera ele.
Para o dirigente canavieiro, a flexibilização do Banco do Nordeste com a destinação de crédito para cooperativas já foi um avanço que poderia ser estendido ao setor produtivo também. “Se o produtor de cana não pode ter acesso ao crédito, por alguma restrição, porque o governo não flexibiliza o acesso de outras formas? Melhor do que destinar 1% do Plano que não resolverá o problema da imensa maioria dos produtores”, reitera José Inácio.
Para ele, há saídas, basta o governo querer. “O governo tem que tentar viabilizar o acesso ao crédito junto ao Banco do Nordeste, porque a gente sabe que, na atual conjuntura, o governo não tem como liberar recursos por causa da não votação do orçamento. Se o presidente insistir em apenas disponibilizar esse crédito complementar irrisório, não vai atender o setor produtivo e isso gerará impactos negativos imensuráveis na economia e na produção agrícola nacional chegando, inevitavelmente, à mesa do cidadão brasileiro”, finaliza José Inácio.
Presidente da Asplan, José Inácio diz que liberação de 1% do valor do Plano Safra não atende setor produtivo

O UAPNE25 é uma oportunidade única de aprofundar temas da cadeia bionergética regional afirma presidente da Unida

“Em tempos em que a questão da sustentabilidade ocupa lugar de destaque no mundo e quando temos o Brasil como protagonista nesta questão, inserir o Nordeste nesse debate sobre a responsabilidade da cadeia bioenergética, num fórum tão importante como o Congresso Usinas de Alta Performance Nordeste 2025 (UAPNE25), é uma oportunidade única”, afirma Pedro Campos Neto, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que vai atuar como moderador de um dos painéis do evento: “A Responsabilidade Socioeconômica da Cadeia Bioenergética no Nordeste”. O Congresso, organizado pela ProCana Brasil, acontecerá em Recife (PE), nos dias 26 e 27 de março.
O dirigente canavieiro, que também é vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), lembra que Brasil é uma potência em desenvolvimento neste mercado de bioenergia, com 49% de participação renovável na matriz energética, segundo a Associação da Indústria da Cogeração de Energia (COGEN), tendo na cana-de-açúcar, a mais eficiente e promissora solução da cogeração. Em termos de Nordeste, o segmento canavieiro é o que mais emprega no campo, tendo como destaques os estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, como primeiro, segundo e terceiros maiores produtores da matéria-prima na região, respectivamente.
“Metade da energia utilizada no Brasil é renovável. Nenhum país do mundo chega perto dessa marca, tendo a cana-de-açúcar papel de destaque, na produção de açúcar, etanol, etanol de segunda geração, bioeletricidade, biogás, biometano, SAF (combustível de aviação sustentável) e hidrogênio verde”, destaca Pedro Campos Neto, lembrando que o Brasil conta com 360 usinas de cana-de-açúcar, gerando 690 mil empregos diretos e 2,1 milhões indiretos, além de representar 2% do PIB brasileiro (com US$ 40 bilhões de receitas da cadeia de valor).
“Trazer esse evento para Recife, que vai debater os desafios e inovação das usinas de alta performance, fortalece o setor e a produção bionergética da região, de forma que estou muito feliz de ter a oportunidade de não apenas aprender um pouco mais sobre essa temática, mas, também de ser o mediador de um painel que vai contar com grandes nomes, como Alexandre Lima, Klécio Santos e Túlio Tenório, que vêm fazendo a diferença na nossa região com a COAF, Pindorama e Copervales, respectivamente”, finaliza Pedro.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, vai ser moderador de um painel na UAPNE25

Quem derruba mais a produtividade da cana é a falta de água afirma Dr. Emídio Cantídio durante palestra na Asplan

“Quem derruba a produtividade é a falta de água, pois ela é fundamental para hidratar a planta e dar a ela a condição de absorver bem os nutrientes. Não adianta fazer algo se não tem o veículo de absorção. Então quando a gente começa a entender que água é importante e os manejos são dependentes dessa água, a gente começa a desenhar o canavial em função do déficit hídrico”, Essa afirmação abriu a palestra proferida pelo Professor Dr. Emídio Cantídio, sobre ‘Atualização do manejo da adubação e nutrição da cana-de-açúcar’’, nesta segunda-feira (17), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.
Dr. Emídio lembrou, na ocasião, que a planta só cresce com nutrição e mostrou vários experimentos onde a associação do manejo correto, com irrigação, surtiu efeitos positivos sobre a produtividade das lavouras. Dr. Emídio lembrou que não se pode mais pensar apenas em uma adubação simples. “A gente tem que começar a buscar alternativas e existem várias. É preciso também dar mais importância aos micronutrientes nos tabuleiros, pois eles potencializam tudo”, complementou ele, mostrando dados de adubação e seus resultados positivos baseados em experimentos de campo em várias propriedades.
Segundo ele, o que tem sido feito para obtenção de melhores resultados é aplicar auxina para estimular o crescimento, ocitocinina para deixar a folha mais verde por mais tempo, aumentando o crescimento em altura, aminoácidos voltados para estresse, ou seja, produtos que tenham ácido glutâmico ou prolina que desestressam a planta e são estimulantes voltados à produção de amido e sacarose. Sobre a necessidade de controlar o estresse, ele lembrou que as tecnologias atuam diretamente nos processos fisiológicos da planta, aumentando a eficiência de uso de nutrientes, estimulando o desenvolvimento vegetativo e amenizando os estresses ocasionados a planta pelos fatores bióticos e abióticos. “Estamos, atualmente, com o foco na planta, entendendo melhor a fisiologia dela, não mais com aquela receitinha de bolo padrão, a busca agora é por melhores respostas”, frisou ele.
Segundo o professor, é preciso tratamento, micronutrientes, adubação pré-seca (adubação foliar voltada para seca), para ela ir para o período de seca com mais biomassa, fazendo com que esse canavial passe melhor pelo período de estiagem. “Levem isso para o campo, colham os resultados e a gente vai ajustando. Isso é uma ideia a partir de um manejo novo que a gente está vivenciando no campo para ter um canavial cada vez mais produtivo”, afirmou Emídio. Sobre o consumo ideal de água, segundo estudos, 1 TCH necessita de 10 a 15mm, o que equivaleria a 100 TCH de 1000 a 1500mm, no ciclo, distribuídos de forma uniforme.
O evento, direcionado aos produtores canavieiros e que faz parte do ciclo de palestras promovido pelo Departamento Técnico (Detec) da entidade, foi aberto pelo segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, e pelo diretor do Detec, Neto Siqueira. Ambos destacaram a importância do momento e da iniciativa da Associação em proporcionar momentos de aprendizado e ampliação de conhecimentos para os produtores paraibanos. “Hoje tivemos duas grandes palestras, de profissionais renomados e que entendem muito do que falaram e que trouxeram informações importantes para a gente melhorar a produtividade de nossa cultura”, destacou Nonato também se referindo a segundo palestra do dia com o meteorologista Dr. Alexandre Magno, que abordou as perspectivas climáticas para 2025.
A palestra aconteceu no auditoria master da Asplan
Raomundo Nonato, segundo vice-presidente da Asplan
Dr. Emídio Cantídeo fez palestra sobre atualização do manejo da adubação e nutrição da cana
Dr. Emídio Cantídeo durante sua apresentação

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Especialista em climatologia prevê boas chuvas para a Paraíba nos próximos meses

“O setor centro-leste da Paraíba, representando as regiões do Agreste, Brejo e Litoral tem um período mais chuvoso de abril a julho. As chuvas de janeiro e fevereiro são muito representativas para as atividades agrícolas e, principalmente, para início da recarga dos reservatórios, sendo característico de que quando o ano começa com chuvas abundantes, há uma início de recarga nos reservatórios. Em anos que essas chuvas são fracas, não se constuma ter uma recarga plena. Então, temos um período de chuvas promissor, com chuvas acima da média”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira (17), pelo Doutor em Meteorologia, Dr. Alexandre Magno, durante palestra promovida pelo Departamento Técnico (Detec), da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

Durante a palestra, o meteorologista também fez uma análise dos registros da ocorrência de precipitações pluviométricas entre julho de 2024 até os dias atuais, mostrando que o quadro de poucas chuvas observado no segundo semeste do ano passado, começou a reverter a partir de dezembro, com o começo do aquecimento das águas do oceano Atlântico, determinando a importância que tem essa condição do oceano para que melhore a regularidade das chuvas no Nordeste.

Sobre Janeiro último, ele observou que houve chuvas significativas, chovendo acima do normal em todas as regiões, a exemplo do Litoral Sul que regisrou chuvas que atingiram mais de 200% acima da média histórica. Já em fevereiro, até o dia 15, apenas a região da Mata Paraibana teve chuvas acima da média, em torno de 80%, acima da média. Em março e abril, estão previstas condições de chuvas bem representativas.

“Hoje temos a perspectiva de uma La Nina fraca a moderada e sua configuração atual está sendo favorável a um período de chuvas mais regulares, já que temos as principais chuvas a partir de abril”, explicou ele.

Ainda segundo o especialista, com a La Nina a perspectiva normal é de chuvas representativas sobre o Nordeste, embora isso não seja uma regra. “Lembremos que em 1999 tivemos a maior La Nina do século, mas que ficou 5% mais seco que o ano anterior, porque o Atlântico estava extremamente frio e não tinha uma condição de favorável para chuvas na região”, explicou Dr. Alexandre.

Ele destacou ainda que os modelos mostram a possibilidade da chegada de um fenômeno El Nino, em meados de junho. “Nestes próximos três meses deveremos ter condições favoráveis. Isso não significa garantia de chuvas abundantes, mas de uma perspectiva melhor”, reiterou o meteorologista.

Os modelos de estudo, segundo ele, começam a mostrar que toda a bacia tropical Sul do Atlântico está aquecendo e toda bacia Norte do Atlântico está resfriando. “Isso daria um indicativo de um dipolo favorável, com indicativo de chuvas mais repesentativas para o Nordeste”, disse ele.

Segundo o especialista, os modelos mostram que até o próximo trimestre se desenha um quadro muito positivo para o Nordeste, com um aquecimento contínuo do Atlântico, o que já ocorre há quase dois anos. “Mantendo-se essa situação de aquecimento das águas do Atlântico temperatura, indicativo nos modelos, devemos permanecer nesta mesma situação até maio, favorecendo o período de chuvas”, finalizou Dr. Alexandre.

O diretor do Detec, Neto Siqueira, afirmou que as previsões trouxeram bastante alivio para os produtores. “É muito bom saber que temos previsão de boas chuvas, pois isso faz toda a diferença em nossa atividade e nos permite uma programação mais assertiva”, disse Neto, agradecendo a participação do palestrante no evento promovido pela Asplan.

Palestra aconteceu no auditório da Asplan, em João Pessoa
Neto Siqueira e Dr. Alexandre Magno
Neto Siqueira, diretor do DETEC da Asplan
Dr. Alexandre Magno fez a palestra sobre perspectivas climáticas para 2025
Dr. Alexandre Magno deu boas notícias aos produtores associados da Asplan

Parceria da Asplan com AFCP vai ampliar uso de bioinsumos produzidos na Paraíba

Otimizar o uso de produtos químicos na lavoura, promover a saúde do solo, estimular a biodiversidade, aumentar a rentabilidade da atividade agrícola e, sobretudo, controlar pragas de forma ecologicamente correta. Essas são algumas das vantagens de utilizar bioinsumos nas lavouras de cana-de-açúcar. E uma parceria que está sendo definida entre a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) vai estimular o uso de Cotesia flavipes (vespas), que combate a broca-comum (Diatraea spp). Essa semana, os engenheiros agrônomos do Departamento Técnico da associação pernambucana Ricardo Moura, Virgílio Pacífico e Álvaro Rodrigues estiveram nas biofábricas da Estação Experimental de Camaratuba, onde se produz os insumos, para conhecer detalhes da produção e definir a logística de aquisição do material e outros detalhes da parceria.
Segundo o Coordenador da Estação e Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, que intermedia a parceria, durante a visita dos técnicos pernambucanos, o biólogo e Supervisor da Estação, Roberto Balbino, fez uma explanação dos danos causados pela broca na cana, sobre a rotina do laboratório e deu outras informações importantes sobre a produção nas biofábricas. “Essa parceria amplia a nossa atuação no mercado de insumos biológicos e fortalece esse trabalho das biofábricas, além, do ganho maior que é expandir o combate às pragas dos canaviais de maneira ecologicamente correta”, destaca Luis, lembrando que além das vespas, a Estação de Camaratuba, que é mantida pela Asplan, também produz o fungo Metarhizium anisopliaeque combate a Cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata).
A produção de insumos biológicos da Estação de Camaratuba tratou, ao longo de 2024, 48.835,5 hectares, com a utilização de 195.342 copos e produziu 8.750kg de fungo. Além de ser utilizada na Paraíba, a produção da Estação também é usada em lavouras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. “O uso de bioinsumos agrega valor à cultura porque há um controle natural das pragas e no caso do uso da Cotesia flavipes ela própria procura a praga e a elimina encerrando o ciclo do ataque da praga na planta”, explicou Roberto aos visitantes.
Os controladores biológicos são distribuídos gratuitamente para os associados da Asplan e vendidos a preços acessíveis para o mercado. A Estação, atualmente, conta com uma equipe de 25 profissionais e fica situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca. Instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan, desde 1989, a Associação assumiu a Estação e deu continuidade a produção de insumos.
Na estação de Camaratuba funcionam duas biofábricas de insumos biológicos
As biofábricas da Estação de Camaratuba são mantidas pela Asplan
Foto da broca diatraea dentro da cana
Potes com Cotesia flavipes prontos para serem liberados em campo
A parceria Asplan e AFCP está sendo definida
A parceria entre a Asplan e a AFCP vai permitir ampliar o mercado dos bioinsumos produzidos na Estação de Camaratuba
O biológo Roberto Balbino explica aos representantes da AFCP o funcionamento das biofábricas

Asplan promove duas palestras técnicas em sua sede na próxima segunda-feira

‘A atualização do manejo da adubação e nutrição da cana-de-açúcar’ e ‘Perspectivas climáticas para 2025’ são os temas de duas palestras técnicas que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promove, na próxima segunda-feira (17), em sua sede, em João Pessoa. Os temas serão apresentados respectivamente, pelos professores doutores, Emídio Cantídeo e Alexandre Magno. O evento, direcionado preferencialmente para os associados da entidade, mas aberto ao público interessado, começa às 9h, no auditório da Asplan, localizado na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro.
A palestra é uma ação do Departamento Técnico da Associação (Detec). O diretor técnico, Neto Siqueira, lembra que a atividade tem o objetivo de levar informações interessantes e que possam ajudar o produtor canavieiro a melhorar sua produção. “Estamos sempre buscando trazer para a Asplan temas que são de interesse de nossos associados, para ajudá-los a melhorar sua produção com conhecimento técnico e científico, além de tecnologias que os ajude a evoluir”, destaca Neto, convidando a todos para participar deste momento. Ele lembra que o evento é gratuito.
As palestras acontecem no dia 17 e são abertas aos associados da Asplan e ao público interessado