Asplan

Diretoria da Asplan se reúne com executivos do BNB para ver possibilidade de acesso aos créditos do FNE

Com melhores prazos de pagamento, maior tempo de carência e menores taxa de juros as linhas de crédito do Banco do Nordeste, através Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), como bem disse o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ‘é a noiva que todo homem gostaria se casar, mas que é difícil de aceitar a proposta de casamento’. Isto porque a grande burocracia e excesso de exigências dificulta o acesso ao crédito. E foi, justamente, para tentar entender e buscar soluções para essa questão que a diretoria da Associação se reuniu na manhã desta terça-feira (29) com executivos da instituição financeira. O encontro aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa.
O presidente da Asplan, José Inácio, abriu o momento, explanando as necessidades dos produtores canavieiros e reiterando a importância do BNB rever o que ele considera um excesso de exigências. “Não adianta ter crédito barato se ele não é acessível. É preciso que esse crédito chegue ao produtor, é necessário destravar esse caminho tão difícil que é ter acesso aos recursos do FNE”, argumentou ele, destacando que uma taxa de juros hoje praticada pelo mercado de 26% inviabiliza qualquer possibilidade de acesso ao crédito. José Inácio lembrou ainda de uma negociação emergencial feita pelo BNB com produtores de Pernambuco, em 1998, e sugeriu que algo nestes moldes pudesse ser viabilizado.
O diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, também reclamou do excesso de burocracia e entraves do BNB. “Ter acesso aos recursos do FNE é uma estrada longa e sem fim porque a cada etapa é exigido mais coisas o que termina inviabilizando o acesso ao crédito”, disse ele, lembrando que o setor na Paraíba precisa de ajuda imediata para bancar os tratos culturais, uma vez enfrentou uma seca muito grande no final do ano passado e enfrenta agora uma estiagem.
O gerente de Negócios, Idevânio Rodrigues, afirmou que entendia o motivo das queixas, mas esclareceu que as taxas e prazos competitivos do banco (entre 6 e 10% ao ano) se devem ao fato de tratar-se de um recurso oriundo de um fundo constitucional e que por ser recursos públicos possuem por sua natureza um maior nível de exigências por transparência e prestação de contas. “Estamos sujeitos a regras do CMN, BACEN, TCU, CGU as quais advém diretamente de legislação federal e só por ela podem ser alteradas.”
A gerente executiva de Negócios Rurais do BNB, Emanuella Felinto reiterou que o banco vem trabalhando para melhorar processos, encurtando o tempo de atendimento e melhorando a comunicação cliente-banco. Ela, no entanto, ressaltou que o FNE, que é gerido exclusivamente pelo BNB, é uma fonte estável de recursos para o financiamento das atividades rurais produtivas, e que por isso, além das exigências legais cabíveis a qualquer financiamento para atividades rurais e que precisam ser atendidas, há um cuidado diferenciado no acesso a esses recursos. “Nosso processo pode levar um pouco mais de tempo do que o de um banco privado, pois temos que cumprir o regramento específico da fonte de recursos, dos diversos órgãos de controle a que estamos submetidos, além das regras do MCR, mas temos tido avanços importantes, como a possibilidade de cadastro digital e submetimento de propostas através da Plataforma de Crédito, para operações de custeio agrícola”, afirmou.
Diretores, associados e executivos do BNB após a reunião na sede da Asplan
Reunião com o BNB aconteceu no auditório da Asplan
Executivos do BNB explicaram as particularidades da instituição que trabalha com recursos subsidiados do Tesouro Nacional
Reunião debateu importância do acesso dos produtores associados aos recursos do BNB
Diretor Técnico da Asplan Neto Siqueira e o presidente José Inácio
Presidente da Asplan José Inácio de Morais

Asplan contrata consultoria para treinar grupo de trabalho que irá orientar associados a se adequar as regras do Renovabio

A inclusão dos produtores de cana-de-açúcar no Renovabio foi uma grande conquista do setor produtivo que passou a ter direito de ter sua participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização (CBios). Porém, para receber o que lhe cabe o produtor precisa se adequar às normas e diretrizes do Renovabio que exige dele um controle maior de gestão ambiental da propriedade e da produção agrícola. Para orientar melhor seus associados a se adequar ao Programa, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) contratou uma consultoria que vai treinar e formar um grupo de trabalho com essa finalidade, além de se engajar, com o time da Asplan, nas atividades necessárias. Nesta terça-feira (29), houve um primeiro encontro entre os consultores e os funcionários da entidade que ficarão responsáveis por esse trabalho.
A gestora ambiental, Jeruza Cavalcanti e o advogado ambientalista Gileno Machado Guimarães, conduziram o treinamento e serão os responsáveis pela formação da equipe. Eles já desenvolvem, desde o ano passado, esse mesmo trabalho na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). “O produtor canavieiro tem direito a receber uma receita adicional pela cana que ele produz já que o trabalho dele no campo também ajuda para a descarbonização do planeta, porque há muita captura de carbono da atmosfera no processo produtivo, mas ele precisa se adequar às normas e diretrizes do Programa para poder pleitear o que lhe é devido”, explica Gileno.
“Essa conta de quanto ele está gastando de insumos para produzir a cana, seja de óleo diesel, de insumos, de energia elétrica, qual a eficiência dele no processo produtivo e quanto a cana está capturando de carbono enquanto ela estava crescendo, entra nos cálculos do Renovabio”, afirma Jeruza. Segundo ela, a proposta é que o fornecedor associado à Asplan receba todos os subsídios e auxílio necessários para prestar as informações necessárias para adequação ao Programa da ANP e leve isso já pronto para a usina dentro de um arquivo padronizado conforme os requerimentos técnicos numa espécie de ‘kit Renovabio’. “Esse trabalho de orientação para inclusão de dados neste ‘kit’, que tornará apto o fornecedor a receber os CBios, será feito por essa equipe da Asplan que a gente está treinando a partir de hoje, contando sempre com nosso auxílio e suporte técnico”, reitera Jeruza.
“Contratamos essa consultoria para que nossos associados possam ter o suporte necessário para que eles sejam inseridos no Renovabio da melhor forma possível”, afirma o presidente da Asplan, lembrando que é importante que os produtores entendam a importância deste trabalho e do direito que eles têm a receber esse valor adicional pela cana que entregam às indústrias. José Inácio disse ainda que em maio haverá uma reunião na Asplan para apresentar a equipe de consultores, a equipe do Departamento Técnico que está sendo formada e explanado o trabalho que será realizado.
“Esse trabalho da consultoria tem três momentos. O primeiro deles é a formação da equipe, o que a gente está fazendo a partir de hoje, depois é a coleta dos dados para inclusão do fornecedor no Programa e a última etapa é a fiscalização do processo de pagamento nas usinas”, reitera Gileno, lembrando que tão importante como essas etapas é a conscientização do produtor de que ele tem direito a receber CBios, mas que para isso é preciso se adequar às exigências do Programa.
Sobre a legislação
A Lei 15.082/24 é a que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada à produção de biocombustível a participação nas receitas de CBios. Além de incluir os produtores no Renovabio, a nova lei também reforça a regulação do setor com medidas como o aumento de multas para os agentes que não cumprirem as metas de descarbonização estabelecidas. O não cumprimento das metas passa a ser tipificado como crime ambiental e a comercialização de combustíveis será proibida para distribuidores inadimplentes com sua meta individual. A legislação ainda revoga a autorização dada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em casos de reincidência de descumprimento das metas.
De acordo com a lei, os produtores de cana-de-açúcar deverão receber parcelas de, no mínimo, 60% das receitas oriundas da comercialização dos CBios gerados a partir do processamento da cana entregue por eles às usinas. Quando o agricultor fornecer à indústria os dados primários necessários ao cálculo da nota de eficiência energético-ambiental, além desses 60%, ele deverá receber 85% da receita adicional sobre a diferença de créditos, já descontados os custos de emissão. Já os produtores das demais matérias-primas de biocombustíveis, como soja e milho, usados para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente, poderão negociar a parcela de remuneração no âmbito privado.
Primeira reunião de trabalho aconteceu no dia 29 de abril na Asplan
Grupo será treinado para ajudar o produtor associado a ter acesso a pgamento dos CBios
Gileno Machado e Jeruza Cavalcanti são os consultores responsáveis pelo treinamento
Equipe do Departamento Técnico e Administrativo da Asplan que vai conduzir o processo
Asplan contrata consultoria para treinar grupo de trabalho do Renovabio

A AFCP acerta mais uma vez ao reconduzir Alexandre Lima para um novo mandato

“Em time que está ganhando não se mexe. Essa frase se aplica muito bem a Associação de Pernambuco que decidiu reconduzir Alexandre Lima para um novo mandato, afinal, além de ele estar disposto a assumir, mais uma vez, a presidência da entidade, o trabalho que ele vem fazendo desde 2007 à frente da AFCP bem o credencia para essa missão, de forma que estou muito feliz em estar aqui, em Recife, participando deste momento que não apenas fortalece a associação pernambucana, mas, o setor canavieiro do Nordeste como um todo”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
José Inácio faz referência a realização da assembleia de prestação de contas da atual diretoria da AFCP e eleição da nova direção da entidade para o próximo triênio que foi realizada na manhã desta segunda-feira (28), na sede da entidade, em Recife. A eleição aconteceu com chapa única.
A chapa eleita e encabeçada por Alexandre Andrade Lima (presidente), conta ainda com Paulo Giovanni (1° vice-presidente), José Humberto (2° vice-presidente), Felipe Neri (1° secretário), Paulo Sandro (2° secretário), Damião Pereira (tesoureiro) e Ivaldo Alvim (vice-tesoureiro). E os conselheiros fiscais Marcelo Sabino (titular), Celso Romero (titular), Bartolomeu Guedes (titular), João Vital Borba (suplente), Severino Barbosa (suplente) e Carlos Antônio César de Albuquerque Filho (suplente).
Presidente da Asplan, José Inácio de Morais prestigiou a eleição da AFCP
Mesa de autoridades da assemleia da AFCP realizada nesta segunda-feira (28)
José Inácio, da Asplan, parabenizou os associados de Pernambuco pela reeleição de Alexandre
Evento de recondução de Alexandre Lima na presidência da AFCP em Recife

A publicação deste decreto que assegura o pagamento do CBios aos produtores é o coroamento de uma luta e do amadurecimento do setor

“A publicação do Decreto 12.437/25 simboliza o coroamento de uma luta de seis anos, de muitas idas e vindas de Brasília, de muito trabalho e do resultado de um esforço conjunto e também o amadurecimento do setor, tanto da parte dos industriais, quando do setor produtivo que pôde formalizar um acordo que beneficia todo mundo”. Essa afirmativa é do presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, e se refere ao decreto publicado no Diário Oficial da União do último dia 17 que obriga as indústrias que produzem etanol a repassarem para os produtores de cana-de-açúcar a parte correspondente do Crédito de Descarbonização (CBios) e dá outras providências.
O dirigente canavieiro destaca a importância da participação do então Deputado Federal e hoje Senador da República, Efraim Filho no contexto desta conquista. “Efraim foi o autor do Projeto de Lei que incluiu os produtores no Renovabio, foi o relator da matéria no Senado e nos ajudou bastante nessa luta e neste momento em que conseguimos êxito é preciso deixar registrado esse reconhecimento”, reitera Pedro Campos Neto, lembrando ainda o empenho de outros parlamentares no apoio a causa, a exemplo do relator Benes Leocadio, do RN, e do deputado Arnaldo Jardim, de São Paulo, que não apenas defenderam a proposta, mas ajudaram na interlocução entre produtores e industriais.
Pedro lembra que além dos parlamentares é também preciso enaltecer o papel da Feplana, dirigida por Paulo Leal, na defesa dos interesses dos produtores canavieiros. “A Federação sai mais forte desta luta e com isso ganha todo o setor produtivo por ela defendida”, destaca ele, lembrando que o Decreto além de assegurar o pagamento dos CBios aos produtores, ainda reforça a regulação do setor com várias medidas, a exemplo do aumento de multas para quem não cumprir as metas de descarbonização estabelecidas.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e vice-presidente da Asplan

Decreto não contempla apenas produtores, ele também regulamenta o mercado e fortalece o RenovaBio afirma presidente da Asplan

“A publicação do Decreto 12.437/2025, que regulamenta uma série de novos mecanismos sobre o Renovabio, entre os quais, obriga as indústrias que produzem etanol a repassarem para os produtores de cana-de-açúcar a parte correspondente do Crédito de Descarbonização (CBios), não contempla apenas os produtores canavieiros. Ele também aumenta a pressão sobre as distribuidoras que adotam práticas de mercado desleais, e isso ajudará a regulamentar melhor o mercado, fortalecendo o Renovabio”, afirmou nesta quarta-feira (23) o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), na última quinta-feira (17).
A edição do decreto, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), já era esperada pela cadeia de combustíveis desde a publicação da Lei 15.082/2024 no final do ano passado. A lei é derivada de um projeto de lei proposto pelo então deputado federal, hoje Senador da República, Efraim Filho (União/PB). José Inácio lembra que o PL tinha como objetivo original estabelecer regras para que as receitas geradas com a venda de Créditos de Descarbonização (CBios) no mercado de carbono do RenovaBio fossem repartidas entre os fabricantes de biocombustíveis e os produtores da biomassa usada em sua produção, mas o decreto ampliou esse objetivo.
“Lutamos mais de seis anos para que fossemos inseridos no Renovabio e hoje isso é uma realidade. Nossa luta sempre foi justa porque pleiteávamos apenas a parte que nos cabe no Renovabio enquanto produtores da matéria-prima”, reitera José Inácio, lembrando que foi oportuno o PL também se tornar um instrumento para que o Congresso buscasse coibir práticas pouco ortodoxas que vinham se disseminando no mercado de distribuição. “No final ganharam todos. Os produtores que receberão CBios sobre a matéria-prima entregue às indústrias produtoras de etanol, o mercado que ficará melhor regulamentado e o meio ambiente, porque afinal, isso fortalecerá o Renovabio”, reitera José Inácio, fazendo um agradecimento especial a todos que contribuíram para que essa luta, enfim, fosse coroada de sucesso.
“Quando a gente conquista algo importante é preciso agradecer a quem nos ajudou e, neste aspecto, quero destacar a atuação do senador Efraim Filho, do deputado federal Arnaldo Jardim, e de todos os parlamentares que votaram a favor e defenderam essa bandeira, além da Feplana que abraçou a causa junto com a gente e as entidades representativas que, a exemplo da Asplan, não poupou esforços para estar presente em reuniões, debates e eventos que se debatesse essa questão”, destaca José Inácio.
Presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra importância do decreto para o Renovabio e para os produtores

Asplan promove alegria da criançada de escola rural em Cicerolândia com distribuição de ovos de chocolate pelo terceiro ano consecutivo

As 47 crianças que estudam na escola municipal rural Joaquim Torres, localizada no  assentamento Águas Turvas, em Santa Rita, tiveram um alegre motivo  para comemorar a Páscoa. É que elas receberam ovos de chocolate doados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A entrega dos brindes aconteceu essa semana, na sede da escola que funciona na localidade. Esse é o terceiro ano consecutivo que a entidade promove essa doação. Desta vez foram 50 unidades.

O Diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, lembra que boa parte dos pais das crianças é mini produtor de cana-de-açúcar e associado da entidade ou trabalhador que atua na cultura canavieira e que a Asplan abraçou essa ação também como forma de retribuir a dedicação do trabalho deles no campo. “Observamos que as crianças do assentamento nunca recebiam ovos de Páscoa e resolvemos tornar isso possível. Fizemos isso em 2023, repetimos em 2024 e estamos doando de novo esse ano. Tornar o dia destas crianças mais alegre, também alegra seus pais que são nossos trabalhadores”, afirma Neto.

A gestora da escola, Juliana Torres agradeceu a iniciativa da Asplan e disse que ela ajudou a manter a tradição da comemoração da Páscoa. “Neste período trabalhamos com os alunos o verdadeiro significado da Páscoa, que é a morte e ressurreição de Cristo, porém como existe a tradição dos chocolates e ovos de Páscoa, graças a doação da Asplan, já que a grande maioria dos estudantes são de baixa renda, a gente pôde presentear os alunos com os ovos”, destacou Juliana.

Os alunos também trabalharam o significado cristão da Páscoa
Professoras da escola e alunos na comemoração da Páscoa nesta semana
Os estudantes ganharam ovos de Páscoa graças a iniciativa da Asplan
Os estudantes da escola com seus ovos de páscoa
Outros estudantes contemplados com os ovos doados pela Asplan
A gestora da escola Juliana Torres recebendo a doação da Asplan
Os alunos tambpem trabalharam o significado cristão da Páscoa

É grande a dificuldade de mão de obra no campo destaca presidente da Unida durante participação em um dos painéis do UAPNE 2025

A gente vem passando por muitas dificuldades em relação à mão de obra no campo, que está cada vez mais difícil. A idade media do cortador de cana no Nordeste aumentou muito, o pessoal está sem querer registrar a carteira e as dificuldades em relação a essa questão são enormes. Há um Projeto de Lei tramitando no Congresso que já passou pela Câmara e, atualmente, está no Senado, que propõe que o safrista não perca nenhum benefício social se assinar a carteira. Isso deve contribuir para minimizar esse problema de mão de obra que hoje está cada vez mais precário”. Essa afirmação foi feita pelo presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Apelam), Pedro Campos Neto, nesta quarta-feira (27), durante participação, como moderador, do painel “A Responsabilidade Socioeconômica da Cadeia Bioenergética no Nordeste”, no Congresso Usinas de Alta Performance – UAPNEOrganizado pela ProCana Brasil, o evento aconteceu em Recife nos dias 26 e 27 de março.
Na abertura do painel, que contou com os palestrantes Alexandre Lima, Klécio Santos e Túlio Tenório, respectivamente presidentes da COAF, Pindorama e Copervales, Pedro enfatizou que já se tentou implementar várias culturas no Nordeste, a exemplo do eucalipto e seringueira, fruticultura, mas, a cultura que mais gera emprego é mesmo a cana-de-açúcar. “Eu sou a quinta geração de minha família plantando cana e posso dizer com propriedade que a geração de emprego no campo do Nordeste não pode ser dissociada da cultura canavieira”, reforçou ele. Sobre o sistema cooperativado, Pedro enalteceu a importância da união de esforços e talentos, destacando a relevância desse sistema de trabalho e os avanços que a Pindorama, Coaf e Copervales representam nesse processo de trabalho cooperativado. “Esse três cases de sucesso são gigantes. Não é fácil o sistema cooperativista no Nordeste e eu tiro o chapéu para vocês”, reiterou ele.
“Nosso primeiro contrato com a Usina Cruangi foi assinado no dia 31 de março de 2014 e, desde então, iniciamos nesse mundo do cooperativismo que, na realidade, começou com a cooperativa de insumos, cuja inspiração foi a Coagro, do RJ. Temos hoje 562 colaboradores na unidade industrial na produção de açúcar e álcool e cachaça. Nosso contrato de arrendamento com a usina vai até 2040. Começamos com 291 mil toneladas de cana moída e hoje já atingimos o recorde de 1,53 bilhão de toneladas de cana há três anos e, este ano, nos moemos 880 mil. E a gente tem que trabalhar muito porque uma usina tem um capital social enorme e a gente não pode admitir que não se feche mais nenhuma usina”, afirmou Alexandre Lima, Presidente da COAF/AFCP.
Em seguida falou Klécio Santos, Presidente da Cooperativa Pindorama. “Já estamos na 43ª safra, e esse período, significa muita luta, muito sacrifício, muito aprendizado, sul de Alagoas, a 110 km de Maceió. Área própria de 30 mil hectares, distribuída com 15 mil hectares de cana, 5 mil de pecuária, 1000 com coco, 300 com abacaxi, 100 com acerola, entre outras culturas, dividida em 1400 lotes, com a participação 32 mil pessoas e 1050 associados, produzindo diversos produtos e serviços, com 14 unidades industriais inseridas neste contexto. E uma cooperativa neste modelo é um desafio permanente. Mas, estamos atentos, seguindo em frente e avançando porque entendemos que quando se fecha uma usina, se mata uma comunidade”, afirmou Klécio.
E encerrando o painel, falou o presidente da Copervales, Túlio Tenório. “A Copervales surgiu em 2014, no município de Murici (AL), para otimizar custos de produção e diversificar nossa atividade, com a primeira moagem em 2015. Enfrentamos muitos desafios no início, sendo o acesso ao crédito o mais difícil deles. Mas, juntamos alguns fornecedores e levantamos recursos para colocar a usina para funcionar. Hoje, 95% do nosso produto é para exportação, o açúcar para o mercado interno é muito pouco e temos cerca de dois mil empregos diretos. O cooperativismo é comprometimento e nós cobramos muito isso de nossos associados”, reforçou ele.
“Fiquei muito feliz em participar do UAPNE25, que é um evento importante para o setor bioenergético, onde todos aqui reafirmam o compromisso com o fortalecimento do setor e o desenvolvimento sustentável do Nordeste, no firme propósito de contribuir para o crescimento econômico da região”, finalizou Pedro.
Túlio Tenório falou sobre a Copervales
Alexandre Lima falou sobre a COAF
Klecio Santos falou sobre a Pindorama
Pedro Campos Neto foi moderador do painel ‘A responsabilidade socieconômica da cadeia bionergética no NE’
Eduardo de Queiroz Monteiro, do Grupo EQM, foi palestrante do primeiro dia do evento
José Bolivar, da Japungu, foi palestrante do primeiro dia do evento
Luis Augusto, Pedro Neto e Gabriel Rangel da Asplan
Tulio, Klécio, Alexandre, o promotor do UAPNE, Josias, e Pedro Neto
Mário Lorencatto, da Usina Coruripe, foi palestrante do primeiro dia do evento
Carol e Gabriel Rangel, Pedro Neto e Luis Augusto da Asplan no UAPNE 2025

Asplan tem destacada participação no Tecnobio NE 2025 com case sobre produção de insumos e manejo biológico de pragas em canaviais

O controle biológico de pragas e doenças das pequenas e grandes culturas avança em ritmo acelerado no Brasil. Atualmente, o setor tem mais de 400 produtos biológicos registrados no país. No entanto, ainda há um desconhecimento geral sobre a tecnologia de aplicação desses bioprodutos e o potencial de uso, o que pode comprometer essa prática. E foi para debater questões ligadas a esse tema que surgiu, em 2013, o evento TECNOBIO CANA NORDESTE  que teve sua terceira edição, no 19 de março, com destacada participação da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), através da apresentação do case de sucesso da associação que mantém duas biofábricas na Estação de Camaratuba, feita pelo biólogo Roberto Balbino.
Roberto participou do painel ‘Fórum Manejo Biológico em Canaviais’ juntamente como professor doutor Alexandre Pinto, que atuou como moderador, e teve a participação do Dr. Elio Guzzo, da Embrapa, de Pedro Sarmento, da Usina Santa Clotilde e do engenheiro agrônomo da BP Bioenergy, Hairá Reis. O Fórum encerrou a programação do 3º TECNOBIO CANA NORDESTE, que foi realizado na cidade de Maceió (AL).
“Participei como palestrante do Fórum e falei sobre atualização do manejo de pragas com Bioinsumos, mostrando o trabalho que a Asplan vem desenvolvendo com os fornecedores na utilização de controle biológicos utilizando Metarhizium anisopliae e Cotesia flavipes”, afirmou Roberto que é responsável pela produção na Estação que, no ano passado, tratou, 48.835,5 hectares, com a utilização de 195.342 copos e produziu 8.750kg de fungo. Além de ser utilizada na Paraíba, a produção da Estação também é usada em lavouras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Roberto, recentemente, foi aprovado após defesa de doutorado com uma abordagem sobre a dinâmica e infestação deDiatraea impersonatella emvariedades de cana-de-açúcar em sistemas irrigado e sequeiro.
Roberto Balbino, da Asplan, com o professor doutor Alexandre de Pinto Sene, da Occasio
Painel sobre manejo biológico em canaviais
Roberto Balbino representou a Asplan no evento

A recondução de Paulo Leal e Alexandre Lima fortalece a Feplana que continua a ter líderes respeitados em seu comando diz Pedro Campos Neto

A recondução de Paulo Leal e Alexandre Andrade Lima para a presidência e vice-presidência da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), segundo o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, fortalece a entidade e também a defesa do setor em nível nacional. “Tanto Paulo Leal, quanto Alexandre Lima são pessoas que conhecem profundamente o setor canavieiro e trabalham com bastante dedicação para que ele se fortaleça. Então a recondução deles para mais um mandato é bom para o setor que tem a certeza da continuidade das lutas e defesas da classe produtora”, afirma o dirigente canavieiro.
Pedro Campos Neto lembrou ainda do nome de José Inácio de Morais, que integra a atual e futura gestão e que também foi reconduzido ao cargo de 1
º Secretário da Feplana em eleição que aconteceu nesta quarta-feira (19), em Brasília. “Como vice-presidente da Asplan, tendo José Inácio como presidente, posso afirmar que a Feplana conta com um produtor experiente, um profissional competente, um líder respeitado e que agrega valor em qualquer cargo que ocupar”, disse ele. A nova gestão vai conduzir a Feplana no biênio 2025-2028.
Outra questão destacada por Pedro durante assembleia da Feplana foi o encontro com o deputado federal, Arnaldo Jardim. “Tenho profundo respeito por esse parlamentar que nos apoia, defende nossas causas no Congresso Nacional e tem sido um importante aliado no avanço de questões de interesse do setor produtivo, especialmente do canavieiro e fiquei muito feliz de reencontrá-lo na eleição da Feplana”, disse Pedro Campos Neto, que também é presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA.
Paulo Leal comandará a Feplana entre 2025 e 2028
Assembleia aconteceu no dia 19 de março, em Brasília
Paulo Leal durante a assembleia que o reconduziu a presidência da Feplana
José Inácio, da Asplan, deputado federal, Arnaldo Jardim, e Pedro Campos Neto, da Unida
Nova diretoria da Feplana vai comandar a entidade de 2025 a 2028

Paulo Leal e Alexandre Lima são reconduzidos ao comando da Feplana e presidente da Asplan continua como 1º Secretário

Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) reuniu associados nesta quarta-feira (19), em Brasília, e durante assembleia geral os atuais presidente e vice-presidente da entidade, respectivamente, Paulo Leal e Alexandre Andrade Lima foram reconduzidos aos cargos, por unanimidade. A nova gestão compreende o biênio 2025-2028. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que já ocupava o cargo de 1º Secretário na diretoria, também teve seu nome referendado para permanecer na mesma função.
“Integrar uma equipe tão competente, com pessoas que conhecem profundamente o universo canavieiro e trabalham diuturnamente para fortalecê-lo, como Paulo Leal e Alexandre, é sempre uma honra e mais ainda porque a Feplana nos representa em nível nacional, o que a torna uma entidade fundamental na defesa dos interesses de nosso setor e em todas as regiões do país”, afirmou José Inácio logo após a proclamação do resultado da eleição.
Além de Paulo Leal, Alexandre Lima e José Inácio integram a nova gestão, o 2° vice-presidente, Tito Inojosa/RJ, a 2ª Secretária, Nádia Gomiere/SP, o 1° tesoureiro, Luis Scabello/SP, o 2° tesoureiro, Luiz Dalben/SP, além dos conselheiros titulares Marcelo Rangel/SP, Eduardo Quintanilha/PR e Hermano Neto/RN, tendo como suplentes José Amado/SE, Edgar Lehay/AL e Marcelo Hamdan/BA.
Presidente da Asplan participou da assembleia e foi reconduzido ao cargo de 1º Secretário da Feplana
Paulo Leal foi recinduzido ao cargo de presidente da Feplana para o período 2025-2028
Nova diretoria da Feplana
José Inácio, deputado Arnalddo Jardim, e Pedro Neto durante assembleia da Feplana
Assembleia de eleição da Felpana aconteceu no dia 19 de março, em Brasília
Presidente da Asplan, José Inácio, participou da assembleia da Feplana, em Brasília