Asplan
“Sou entusiasta da agricultura e tenho honra de ser filho, neto e bisneto de produtor rural” diz presidente da Asplan em posse da FAEPA/SENAR
“Eu venho acompanhando essa luta de Mário Borba e da Faepa e sou testemunha do excelente trabalho que ele vem fazendo junto com o Sérgio (Senar) em prol do setor na Paraíba e sei que ela é importante para o fortalecimento dos produtores. Que Deus lhe dê saúde Mário, para você continuar essa luta. Conte comigo sempre porque sou entusiasta da agricultura, criei minha família na agricultura e tenho honra de ser filho,neto e bisneto de produtor rural. Temos dificuldades sim, mas não podemos perder as esperanças”, disse o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro fez essa saudação durante a cerimônia de posse dos novos membros da diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), do Conselho Fiscal da entidade, e dos integrantes do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (SENAR-PB). O evento aconteceu nesta segunda-feira (28), no auditório do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, em João Pessoa.
José Inácio compôs a mesa de autoridades da solenidade, junto com o vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, do deputado federal, Cabo Gilberto Silva, do deputado estadual, Tovar Correia Lima, representante da ALPB na ocasião, entre outras autoridades e lideranças do setor agropecuário e sindical. Antes da posse e discursos das autoridades, a violinista Belle Soares tocou, cantou e encantou o público presente.
Mário Antônio Pereira Borba foi reconduzido a presidência da FAEPA e em seu discurso, ele enalteceu a importância da união dos produtores, de uma representação política que entenda os problemas do setor e o defenda e, sobretudo, com a continuidade de ações que defendam o homem do campo e lhes dê maior e melhor capacidade de produção. “Assumo essa missão com o trabalhador rural, o cidadão que levanta cedo para trabalhar, que coloca alimento na mesa das pessoas, com entusiasmo, com alegria e também com a certeza de que haveremos de construir melhores caminhos”, disse ele.
Na mesma solenidade foram empossados os membros do Conselho Administrativo do SENAR-PB tendo o presidente Mário Borba, acumulando a função com a presidência da FAEPA, bem como seus conselheiros titulares e suplentes, além do superintendente do Senar Paraíba, Sérgio Martins, também reconduzido ao cargo. Entre os conselheiros titulares, destaca-se Francisco Siqueira de Lima Neto que também é Diretor do Departamento Técnico da Asplan e que assumiu a titularidade do cargo em substituição ao seu pai, Raimundo Nonato Siqueira, que por muitos anos foi conselheiro da instituição. “Muito me honra, a partir de agora, ser conselheiro de uma instituição tão importante para o setor produtivo em nosso estado e também por ocupar um espaço que foi de meu pai. Darei o melhor de mim para contribuir com o Senar porque entendo que capacitação é um fator primordial para termos bons resultados”, finalizou Neto.














Nova diretoria do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte tem dois profissionais da Asplan
O Engenheiro de Segurança do Trabalho da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e o Técnico de Segurança do Trabalho da entidade, Natanael Leal agora fazem parte da nova diretoria do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN). A eleição que os conduziu para os cargos de Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, aconteceu nesta quinta-feira (24), na Câmara Municipal de Mamanguape, durante a 2ª Reunião Ordinária do ano. A nova gestão responderá pelas ações do comitê no período 2025-2028.
Além de Alfredo, que representa a Sociedade Civil e de Natanael, que tem acento como Usuário de Recursos Hídricos, foram eleitos e integram a nova diretoria o 1° Secretário Geral, Gibran Feitosa Nogueira, que representa o Poder Público Municipal, e o 2° Secretário Geral, Luis Carlos Silva de Almeida, que tem acento como representante da Sociedade Civil.
O novo presidente destacou a importância de integrar o comitê, desta vez, como dirigente, reiterando que não apenas para a agricultura, mas para a sociedade e o meio ambiente, é importante a boa gestão dos recursos hídricos. “A gestão eficaz dos recursos hídricos é crucial para garantir o acesso à água potável, proteger ecossistemas aquáticos, dar suporte a atividades econômicas como agricultura e indústria, e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Uma boa gestão envolve planejamento, uso sustentável, e prevenção contra a poluição, assegurando a disponibilidade e qualidade da água para as presentes e futuras gerações. E é dentro deste contexto que o comitê atua”, destaca Alfredo.
Além da eleição, a pauta da reunião deste dia 24 incluiu o acompanhamento da elaboração do Plano de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas Litorâneas (PRHBHL), uma discussão sobre os encaminhamentos da Comissão de Alocação de Água do açude Araçagi, além da escolha dos representantes que irão participar do ENCOB-2025. Houve ainda uma capacitação para novos membros do comitê sobre
“Comitês de Bacia: o que é e o que faz”, ministrada pelo diretor de Gestão e Apoio Estratégico da Aesa, Waldemir Fernandes de Azevedo.
Produção de insumos biológicos da Paraíba é destaque no Programa Globo Rural exibido no último domingo Fotos: reprodução vídeo da reportagem
Odair Amaral, agricultor do Rio Grande do Sul, percebeu algo estranho em sua plantação de cana-de-açúcar: as plantas estavam aparecendo com furos misteriosos e, pouco tempo depois, começavam a secar. Preocupado, ele registrou o problema em fotos e enviou para a equipe do Globo Rural. O programa, veiculado pela Rede Globo, no último domingo (20), procurou especialistas para darem uma explicação sobre esse acontecimento e encontraram na Paraíba as respostas, com o professor e agrônomo José Bruno Malaquias, da Universidade Federal da Paraíba, e o biólogo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Roberto Balbino, que mostrou como os insumos biológicos produzidos na Estação de Camaratuba atacam de forma natural essa praga comum em canaviais.
“O que está acontecendo na sua lavoura é a infestação por brocas, mais especificamente a Diatraea saccharalis. Essa praga é uma mariposa que deposita seus ovos nas plantas. Quando os ovos eclodem, as pequenas larvas – conhecidas como brocas – começam a se alimentar das folhas e, em seguida, perfuram o caule da cana. Os danos causados são sérios e podem comprometer toda a plantação”, explicou o professor.
Nas plantas mais jovens, segundo Bruno Malaquias, o sintoma mais comum é o chamado “coração morto” – quando a folha central da planta começa a secar lentamente, junto com o restante da estrutura. Esse nome vem do fato de que essa região central funciona como o “coração” da planta, responsável pela distribuição dos nutrientes. Quando danificada, a planta perde sua capacidade de desenvolvimento. Nas plantas mais maduras, complementou ele, a praga ataca o colmo (caule), danificando sua estrutura interna. “Além disso, os furos provocados pelas larvas abrem caminho para a entrada de fungos, que podem comprometer ainda mais a qualidade da cana-de-açúcar. Se não for controlada, a broca se espalha com rapidez e pode destruir grandes áreas de cultivo”, alertou.
“Mas, há um vetor que vem da natureza que pode atacar essa praga”, explica Roberto Balbino que coordena as duas biofábricas mantidas pelo Asplan, na Estação Experimental de Camaratuba. “A forma mais comum e eficaz de controle desta praga é o manejo biológico, usando inimigos naturais da praga. E a principal aliada nesse combate é a vespa Cotesia flavipes. Inofensiva para os humanos, essa vespa é letal para a broca. Ao ser liberada no canavial, a Cotesia coloca seus ovos dentro da larva da broca, que então morre e dá origem a novas vespas, prontas para continuar o controle natural”, detalha Roberto.
Ainda segundo o biólogo, o ataque das vespas é rápido e eficiente. “Em poucos minutos, elas conseguem extrair uma larva de dentro do caule. Os casulos formados pelas vespas emergem em cerca de cinco dias, prontos para serem soltos novamente no campo. A liberação pode ser feita manualmente, e cada vespa tem um raio de ação de cerca de 30 metros”, disse Roberto, lembrando que ao usar a vespa no canavial o produtor já vê resultados em, aproximadamente, 25 dias.
E a Paraíba dá um bom exemplo na produção de insumos biológicos que combatem pragas em canaviais, sendo referência no Nordeste na produção da Cotesia flavipes (vespas) e também do Metarhizium anisopliae (fungos). A Estação de Camaratuba que tem duas biofábricas é mantida pela Asplan e os insumos produzidos são distribuídos gratuitamente para os associados da entidade e vendidos a preços acessíveis para o mercado regional, especialmente, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Presidente da Asplan comemora aprovação de PL que flexibiliza regras da legislação ambiental e diz que país ganha com isso
A aprovação do Projeto de Lei 2.159/2021, que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil, realizada pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (17), por 267 votos favoráveis e 116 contra, foi celebrada por setores ligados ao agronegócio, entre os quais o segmento canavieiro. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi um dos dirigentes que avalia como positiva a aprovação. “O país não deixa de ter regras rígidas e penas até maiores para quem desobedecer à legislação ambiental. Na realidade essa flexibilização permitirá destravar projetos e obras importantes que promoverão o desenvolvimento do país, sem comprometer o meio ambiente, gerando mais empregos e renda”, disse ele.
O dirigente canavieiro lembra que atual marco regulatório tem regras sobrepostas e algumas bem conservadoras e ultrapassadas, o que trava iniciativas importantes e desestimula investimentos responsáveis. “Toda vez que se tenta melhorar e modernizar a legislação ambiental, algumas pessoas se colocam contra e muitas delas até desconhecendo o conteúdo das propostas acusam equivocadamente o agronegócio ou alguém que queria empreender no setor primário no Brasil que não esteja nem ai para o meio ambiente. É preciso acabar, de uma vez por todas, com essa falsa ideia até porque quem planta só sobrevive se conviver em sintonia com a natureza”, afirmou.
José Inácio reitera que o PL em questão, na realidade, uniformiza e simplifica os procedimentos apenas para os empreendimentos de menor impacto no meio ambiente. O projeto prevê a criação de novos tipos de licenças, diminui prazos de análises e simplifica adesões. Aprovado anteriormente no Senado com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o texto voltou para a Câmara porque foi alterado pelos senadores com a inclusão de 29 emendas. Agora segue para sanção presidencial.
Palestra mostra importância do maturador para a cana-de-açúcar e ganhos para o produtor
‘O manejo ideal para incrementar a qualidade da cana-de-açúcar’. Esse foi o mote de uma palestra técnica que aconteceu na última terça-feira (15), na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O engenheiro agrônomo da Syngenta, Guilherme Corrêa, conduziu o evento abordando os principais fatores e parâmetros que influenciam na maturação da cana-de-açúcar e as vantagens do uso do produto Moddus neste processo. “Ao utilizar o maturador, o produtor tem assegurado maiores ganhos de ATR e TAH porque o maturador surge como ferramenta tecnológica para o aumento do ATR e, consequentemente, para a maior remuneração do produtor”, reiterou o palestrante.
Antes da palestra, o vice-presidente da Asplan, Pedro Neto, fez uma breve atualização sobre notícias do mercado, com foco na taxação anunciada pelo governo americano e seus impactos no preço da cana. “Em cada mercado há um impacto, tem o etanol anidro, o etanol hidratado, o açúcar no mercado interno, o açúcar refinado e a cota americana. Cada um tem um percentual que impacta na cotação do valor da matéria-prima e estimamos que sofreremos um impacto em torno de 19% na formação do preço da cana”, disse ele, reiterando que o produtor não interfere no mercado externo, mas precisa produzir uma cana mais rica, com menos custos.
Em seguida, o diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, lembrou que é imprescindível que o produtor fique atento aos custos de produção. “Não existe mais aquele velho ditado que era plantar, chover, colher e ganhar. Isso já está ultrapassado. Se o fornecedor não fizer conta, não colocar no papel e conhecer seus custos, ele vai chegar na entressafra sem dinheiro. É preciso focar nestes quatro pilares: vender bem a cana, fazer seus tratos culturais, colher bem e receber bem. Se não produzir com qualidade, não há ganho”, reiterou Neto.
No início da palestra, Guilherme apresentou um vídeo educativo de como o produtor deve proceder corretamente em caso de uso de produtos agrícolas, com cinco regras básicas, passando pela leitura do rótulo dos produtos, pelo jeito correto de aplicação e manuseio, passando pela quantidade correta de aplicação, pela segurança de quem aplica e uso de EPIs e descarte correto das embalagens.
Para falar de maturação, Guilherme lembrou que é preciso entender também de fisiologia da planta, de solo e clima. “O crescimento da cana é irreversível, depois de plantada, ela vai crescer até o final, até florescer. E a partir daí a gente pode chegar a potenciais diversificados levando em consideração vários fatores, a exemplo de variedades, a compactação do solo, as plantas daninhas, as fito toxidades, as pragas e doenças etc. E pensando sobre o TCH, quanto antes a gente colher é melhor”, disse o palestrante.
Sobre a composição da cana, o palestrante lembrou que em torno de 70% da cana é água, e os 30% restantes formam a fibra (casca e bagaço) e o brix (sólidos solúveis). Ele lembrou que o maturador usado na cana tem duas funções. “No início de safra ele é usado como um foguete, para acelerar a curva de maturação, e no final de safra, é usado como paraquedas, para diminuir a queda de ATR no final, principalmente em canas irrigadas”, disse ele.
Apresentando dados de cinco anos de estudos na Zona da Mata de Pernambuco, o palestrante mostrou como equilibrar o ATR por quilo e ATR por hectare. E sobre como enriquecer a cana com o uso de maturadores e fazer a melhor escolha, o palestrante lembrou que é preciso optar por um maturador que seja eficiente, que realmente converta a glicose e frutose em sacarose e que tenha qualidade, sabendo que ele entra rápido na planta e vai funcionar. “É preciso que o maturador não induza o crescimento de sua planta, não corra risco de morte da sua gema pical e não danifique sua soqueira subsequente. Esses são os pontos principais que precisam ser levados em consideração quando se trata de maturador”, explicou Guilherme, lembrando que há três tipos de maturador no mercado, que são os: estressantes, hormonais e fisiológicos.
Sobre se o fertilizante foliar pode substituir o maturador, o palestrante respondeu que não, pois eles são tecnologias complementares que quando são utilizados associados aumentam a produtividade do canavial. Sobre o Moddus, ele lembrou que é um produto de maior rentabilidade e que melhora o ATR, otimizando os custos do produtor porque ele tira mais por hectare, que o mais importante que a dose é o tempo de permanência do produto na planta e que ele é um produto que se paga muito fácil.







Produtor de cana paraibano com propriedade modal própria de 100 ha teve R$ 28 de margem líquida positiva na safra 24/25 diz estudo
Após o preenchimento de uma planilha de custos de produção local, que levou em consideração todas as despesas e investimentos que teve o produtor canavieiro paraibano para produzir na safra 24/25, a partir de uma propriedade modal de 100 hectares e de cinco cortes, a equipe do Projeto Campo Futuro chegou à conclusão que houve uma margem líquida positiva de R$ 28,00. Os dados que culminaram nesse resultado foram tabulados e apresentados na manhã desta terça-feira (2), na sede da Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa). Diretores e integrantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) forneceram os dados para o estudo que será apresentado em sua integralidade no dia 14 de agosto próximo, em João Pessoa.
Ao analisar e tabular o custo de produção de cana-de-açúcar, incluindo muda, preparo, plantio e tratos culturais, os parâmetros técnicos, gastos com mão de obra, utilização de maquinário, insumos, despesas administrativas, depreciação, remuneração do proprietário, remuneração da terra e capital, entre outros itens, a Analista de Custos Cana da Pecege, Lorena Hanzawa, e a Assistente Técnica da CNA, Eduarda Lee Ferreira, da equipe do Campo Futuro, que conduziram o levantamento estimaram em R$ 11.125 o custo médio de formação do canavial por hectare na Paraíba, levando em consideração uma meta de produção de 58,8 toneladas por ha, numa cana de cinco cortes. Ainda sobre investimento na produção de cana, o levantamento ainda mostrou um custo operacional por tonelada de R$ 172,97, com um faturamento de R$ 201,00.
Para o 1º vice-presidente da Asplan e presidente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que participou do estudo e colaborou no levantamento dos dados, esse estudo é muito importante para os produtores se aprofundarem nesta questão tendo uma visão mais profissional de seu negócio. “A oscilação de preços do mercado de commodities não tem interferência da gente que produz, portanto o que precisamos fazer é agir da porteira para dentro, baixando e racionalizando custos, aumentando a produção e longevidade do canavial, crescendo verticalmente, investindo em irrigação, fazendo o manejo de forma adequada, por exemplo, para não perder a socaria e melhorando práticas. Com esses dados consolidados, temos também uma visão global de nosso negócio o que nos permite ter decisões mais assertivas”, destacou Pedro.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira que também colaborou com a consolidação dos dados, reforça que o produtor não pode encarar os custos de produção como despesa apenas, mas como investimento. “É importante saber o custo por hectare, tanto quanto se vai ganhar e para isso é preciso conhecer os detalhes destes cálculos de custos da produção, e isso a gente tem bem consolidado com o projeto Campo Futuro”, afirmou Neto Siqueira, que estava acompanhado de seu pai, o também produtor canavieiro e 2º vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato.
Pedro Neto lembra que os produtores canavieiros estão muito acostumados a mexer com fluxo de caixa, mas pouco familiarizados com cálculos de custos. “O fluxo de caixa é que mantém nosso negócio vivo, mas é preciso saber sobre como e onde investir, o que se gasta, para ter uma boa safra, e esses parâmetros do Campo Futuro nos dão um panorama geral de tudo isso”, finalizou ele.
Campo Futuro – É um projeto realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O projeto, que se destina aos produtores rurais, é efetivado em parceria com as seguintes universidades e centros de pesquisas: Cepea Esalq/USP; CIM/UFLA; Labor Rural/UFV e Pecege, este último no caso da cana-de-açúcar.






A grande preocupação do setor produtivo é com a elevada taxa de juros afirma presidente da Unida sobre Plano Safra 25/26
O Plano Safra 2025/26 anunciado nesta terça-feira (1) terá R$ 516,2 bilhões destinados a financiamentos da agricultura empresarial brasileira para custeio, comercialização e investimentos. Isso significa uma alta de 1,5%, o equivalente a R$ 8 bilhões a mais em relação ao plano anterior. Apesar de um maior volume de recursos, alguns setores criticaram a elevada taxa de juros que varia entre 8,5% e 14% ao ano. “Essa elevada taxa de juros torna o crédito rural praticamente inacessível para a maioria dos produtores. É importante ter um maior volume de recursos, mas com taxas mais atrativas”, afirma o presidente da União Nordestina de Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que acompanhou o lançamento do Plano, em Brasília.
No Plano Safra anterior, lembra Pedro, os juros oscilavam de 7% a 12%. Segundo ele, a explicação do Governo para elevação dos juros foi a escalada da Selic que passou de 10,5% a 15% ao ano entre as safras. Também presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto reconhece o esforço do Governo Federal em disponibilizar recursos para fomentar a agricultura e pecuária do país numa conjuntura desfavorável de recursos, mas, reitera que a elevação da taxa de juros, num momento crítico de baixa nos preços das commodities nos últimos anos e diante de um aumento do endividamento dos produtores rurais do Brasil, desestimula o produtor a tomar emprestado esses recursos.
Ele destaca, no entanto, o crescimento nominal do crédito que destinou R$ 414,7 bilhões para custeio e comercialização, 3,34% mais que na temporada passada que foi R$ 401,3 bilhões, porém faz uma ressalva para a redução de recursos para as linhas de investimento de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, o equivalente a 5,41%. “Isso também limita a ampliação dos negócios para o setor”, disse Pedro.




Equipe do Projeto Campo Futuro volta a Paraíba para mapear custos de produção de cana-de-açúcar
Na próxima quarta-feira (2), a partir das 9h30, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participa de um importante momento com a equipe do projeto “Campo Futuro”, que reúne produtores, técnicos e representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) e Pecege para mapear os custos de produção da cana no Estado na safra 24/25. O evento acontece na sede da Faepa, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.
O objetivo do mapeamento de custos, explica o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, é aprofundar o conhecimento sobre as despesas dos produtores canavieiros com insumos, mão de obra, maquinário e logística. “Quanto mais a gente tiver esses dados consolidados, melhor planejaremos a safra e teremos tomadas de decisões mais assertivas em relação a margens de lucro, negociação de compras e eficiência de produção”, afirma Neto, convidando os associados para se fazerem presentes na reunião.
O projeto Campo Futuro é coordenado pela CNA, com suporte técnico do Pecege e articulação da Faepa. O levantamento coleta dados diretamente de produtores e tem o objetivo de subsidiar desde estratégias individuais até políticas públicas para as regiões produtoras de cana-de-açúcar. E neste aspecto a Paraíba ocupa lugar de destaque por ser o terceiro maior produtor de cana do Nordeste, ficando atrás em volume apenas de Alagoas e Pernambuco.
Asplan compra desfibrilador e treina equipe para saber agir em caso de primeiros socorros
O que fazer com alguém que está engasgado, como agir em caso de parada cardíaca, como ajudar alguém em convulsão ou que sofreu uma fratura, o que fazer com a pessoa que desmaia ou se afoga e como proceder em caso de necessidade de massagem cardíaca. Essas questões foram abordadas, na manhã desta segunda-feira (30), durante um treinamento conduzido pelo médico Tarcísio Campos. O momento serviu para apresentar como funciona o desfibrilador recentemente adquirido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e também para treinar a equipe para agir em situações de emergência, com noções básicas de primeiros socorros.
“A proposta deste treinamento foi a de capacitar a equipe da Asplan com práticas seguras de primeiros socorros para atuação em vários cenários que acontecem no nosso cotidiano”, explica o médico que também integra a equipe da Associação. No caso de desmaios, ele explicou que uma ação rápida pode prevenir lesões adicionais. “Neste caso, deve se deitar a pessoa, mantendo a cabeça mais baixa que o restante do corpo, pois isso ajuda a reestabelecer o fluxo sanguíneo para o cérebro e virar a cabeça da pessoa para o lado para que ela não se sufoque com a saliva ou vômito”, explicou Dr. Tarcísio, lembrando que não se deve jogar água no rosto da pessoa, nem oferecer qualquer substância para cheirar ou beber.
No caso do engasgo, ele demonstrou como fazer corretamente a manobra de Heimlich, que consiste em posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a com as mãos fechadas acima da altura do umbigo, apertando o abdômen com movimentos rápidos para cima, como se estivesse tentando levantar a pessoa. “Essa simples (comprimindo o diafragma) porém eficaz (manobra Heimlich) salva vidas”, reitera Dr. Tarcísio.
Sobre ação de alguém que sofre fratura exposta ou fechada, o médico explicou que a prioridade é controlar o sangramento quando houver e imobilizar a área, mas sem mexer no osso quando se tratar de fratura externa e chamas o serviço de emergência ou levar a pessoa a um hospital. Neste caso, ele alerta para o perigo de fratura fechada que muitas vezes pode ocasionar sangramentos internos não identificados que dependendo da dimensão e volume podem levar a complicações e até ao óbito. “As pessoas se assustam quando vem um osso de fora, mas, em alguns casos é mais perigoso a fratura interna, por isso, em ambos os casos é preciso buscar assistência hospitalar”, reforça ele.
Em relação a como agir quando houver uma crise epilética, o médico reforçou que a prioridade é afastar objetos que possam causar mais lesões a pessoa durante os movimentos involuntários, não tentar conter os movimentos, e observar a duração da crise, que dura em torno de cinco minutos, e virar a cabeça da pessoa para evitar que ela se sufoque com saliva e vômito.
Quanto à parada cardiorrespiratória, Dr. Tarcísio reforçou que o agir nestes casos precisa ser imediato e que além de socorrer a vítima com massagens cardíacas e respiração boca a boca, alternando as duas medidas, deve-se ligar para o SAMU (192). Caso haja a disponibilidade do desfibrilador, o equipamento deve ser usado de imediato. Com ajuda de um protótipo, o médico fez simulações de socorro alternando compressões e ventilações. Ele lembrou que a massagem cardíaca deve ter de 100 a 120 compressões por minuto e que elas devem ser firmes e rápidas. “Essa compressão deve ser realizada no centro do tórax da pessoa, com ela deitada no chão e com as pernas estiradas”, reforça o médico. Ainda segundo ele, a preocupação da Asplan em treinar a equipe é louvável. “Uma equipe bem treinada pode prestar os primeiros atendimentos, estabilizar a vítima evitando o agravamento do quadro até a chegada do socorro médico e o que a Asplan está fazendo aqui é agindo preventivamente”, disse ele, elogiando a iniciativa da Associação a adquirir o desfibrilador. “Esse equipamento que ajuda a salvar vidas, infelizmente, não tem um preço acessível, mas ele é fundamental numa situação de parada cardiorrespiratória e a Asplan está de parabéns por adquiri-lo e isso, além deste treinamento, reforça o compromisso da entidade com seus funcionários e associados”, finaliza Dr. Tarcísio.
A Gerente Administrativa da Asplan, Kiony Vieira, explica que a Associação adquiriu o equipamento pelo comprometimento que tem com a saúde dos colaboradores, visitantes e clientes. “O DEA pode salvar vidas e temos um fluxo bastante considerável de pessoas no prédio e, em muitos casos, o SAMU pode demorar mais que 10 minutos para chegar. Com um DEA a gente pode antecipar o socorro e manter a pessoa viva até a chegada do atendimento especializado”, reforça ela.









Câncer bucal: prevenção, diagnóstico e impacto nos trabalhadores canavieiros e aqueles expostos ao sol
O câncer bucal é uma doença que afeta diversas partes da boca, como lábios, gengivas, língua e garganta. No Brasil, é o oitavo tipo de câncer mais frequente, com uma estimativa de 15.100 novos casos por ano, sendo 72% deles em homens. E os trabalhadores canavieiros e aqueles que ficam expostos ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis ao câncer bucal devido à exposição prolongada e, em alguns casos, ao uso de tabaco e álcool. O dentista da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Jadelson Filho, que acaba de ser aprovado no processo seletivo do curso ‘Diagnóstico Precoce do Câncer de Boca’, do Instituto Nacional do Câncer, faz o alerta para a importância da prevenção e do cuidado deste tipo de malignidade.
O odontólogo chama atenção para um estudo realizado com trabalhadores rurais no Nordeste que revelou que 91% deste público nunca realizou o autoexame para detecção precoce da doença e muitos desconhecem os fatores de risco associados. Ele explica que entre os trabalhadores canavieiros e aos expostos a radiação solar de forma direta, a lesão bucal mais comum associada ao câncer é o carcinoma espinocelular (ou carcinoma de células escamosas), que representa mais de 90% dos casos de câncer bucal no Brasil. “Ele aparece nos lábios, especialmente o inferior, por conta da exposição ao sol, na língua e assoalho da boca e é uma ferida que não cicatriza, geralmente indolor no início, podendo apresentar bordas endurecidas e crescimento progressivo”, afirma Jadelson, lembrando que a ainda a queilite actínica, que é uma lesão pré-maligna comum nesses trabalhadores, principalmente nos lábios, pode evoluir para câncer se não for tratada adequadamente.
Como fatores de Risco, além da exposição solar sem proteção que é especialmente perigosa para os lábios, ele destaca o Tabagismo, que é responsável por cerca de 90% dos casos, o consumo excessivo de álcool, que potencializa os efeitos nocivos do tabaco, a infecção pelo HPV, associada a alguns casos de câncer de orofaringe, além da má higiene bucal que favorece o desenvolvimento da doença. “Se o trabalhador notar feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou vermelhas na boca ou língua, inchaço ou caroços na região da boca ou pescoço, dificuldade para mastigar ou engolir e dor persistente na boca, precisa consultar um dentista imediatamente”, reforça ele.
Como formas de prevenir as lesões cancerígenas na boca para quem trabalha exposto ao sol, o dentista orienta o uso diário de protetor solar labial com FPS 30 ou superior, de chapéus de aba larga para proteção direta do rosto, evitar o tabagismo e o consumo de álcool, realizar o autoexame labial e ter um acompanhamento odontológico regular. “O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos”, destaca Jadelson Filho, reiterando que a conscientização e o acesso à informação são essenciais para a prevenção do câncer bucal, especialmente entre os trabalhadores canavieiros e expostos ao sol de forma direta.
Para realizar um trabalho preventivo, a Asplan ampliou os atendimentos odontológicos aos associados e seus trabalhadores para além do consultório odontológico que funciona no prédio sede, em João Pessoa e levou essas consultas para o campo, nas fazendas dos produtores. “Passamos, desde o ano passado, a ofertar esse serviço de avaliação dos trabalhadores que é feito junto com as visitas do médico do Trabalho, Dr. Tarcisio Campos, e nos exames in loco, pudemos ver trabalhadores com lesões pre-malignas (chamadas queilite actínica que se não fossem tratadas a tempo evoluiriam para o câncer bucal”, explica Jadelson, complementando que quando isso acontece é dado informações e o tratamento clinico ao colaborador, que passa a ser acompanhado pelos dentistas da Asplan. “Vale ressaltar que o cuidado da Odontologia vai além dos dentes, ela desempenha um papel importante na prevenção de doenças sistêmicas e no tratamento de condições que afetam a qualidade de vida”, finaliza Jadelson Filho, lembrando que consultas regulares ao dentista, acompanhadas de uma rotina de higiene oral rigorosa, são essenciais para prevenir problemas bucais e, por sua vez, proteger a saúde geral. A equipe de Odontologia da Asplan também é formada pela dentista Wilma Dantas, os atendimentos acontecem de segunda a sábado e são gratuitos para fornecedores, familiares e seus trabalhadores.














