Asplan

Representantesde cadeias produtivas da Paraíba alinham com a Energisa soluções que atendammelhor as demandas do setor rural

Quedas de energia, demora no atendimento aos pleitos do setor produtivo, dificuldade em acessibilidade no call-center do setor rural, demora na entrega e ligação de novos projetos, novas linhas de transmissão para propriedades mais distantes. Essas e outras reclamações do setor produtivo rural foram elencadas nesta segunda-feira (25), durante uma reunião com representantes da Energisa, na sede da companhia de energia elétrica, em João Pessoa. O momento faz parte do Programa ‘Energisa Agro’ que busca melhorar o atendimento da empresa no campo e acontece a cada 60 dias.

            O diretor do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, que estava acompanhado da também diretora da associação, Ana Claudia Tavares, elogiou a iniciativa da empresa e disse que o momento foi muito proveitoso. “Debatemos questões que são muito importantes para o nosso setor agrícola, recebemos um bom feedback da empresa que se comprometeu a alinhar melhor nossas demandas, não apenas com os produtores canavieiros, mas com toda a cadeia produtiva paraibana, tanto que vamos formar um comitê para melhor alinharmos nossos pleitos”, afirmou Neto.

            “Gostei da reunião principalmente porque a discussão se concentrou em um planejamento a ser feito pelo setor privado que visa o atendimento de todas as demandas atuais e futuras de nosso segmento, de forma que não exista falta de energia para apoiar as iniciativas que irão surgir daqui em diante no setor produtivo. Percebi que a empresa está disposta a participar ativamente, na busca de soluções técnicas, políticas e financeiras que solucionem os problemas hoje existentes no campo”, reforça Ana Claudia.

            “Nos últimos anos tem sido comum quedas de energia, o que impacta negativamente na produção, há também muitos roubos de transformadores e, neste caso, há a necessidade de envolver as forças de segurança pública, fortalecendo a segurança na zona rural, e é preciso também promover melhorias na qualidade do serviço, especialmente, do fornecimento de energia no campo. Mas, sentimos que a Energisa está empenhada em dar encaminhamento aos nossos pleitos e ficamos muito contentes com esse empenho em melhorar”, destaca o Presidente do Sistema Faepa/Senar, Mário Borba que também participou da reunião.

            Essas reuniões entre produtores rurais com representantes da Energisa e órgãos como a Faepa/Senar, para discutir questões como quedas de energia, recadastramento rural, melhorias na qualidade do serviço, acontecem a cada 60 dias e têm o objetivo de alinhar soluções e firmar compromissos para o setor agrícola, como a melhoria do fornecimento de energia em propriedades rurais.

 

Representantes de várias cadeias produtivas da Paraíba participaram da reunião na Energisa

‘Ação chega no momento certo quando setor está passando por pior momento’ afirma presidente da Asplan

A proposta de emenda à MP 1309, protocolada na última terça-feira (19), pelo senador Efraim Filho (União-PB) e o deputado federal Meira (PL-PE), que propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida na região Norte e Nordeste, na avaliação do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, chega no momento certo. “Estamos passando um dos piores momentos da cana-de-açúcar no Nordeste. Só com esse tarifaço dos EUA, nós perdemos uma cota preferencial que irá acarretar, no mínimo, 5% de perda no preço da cana. Então, essa proposta chega no momento certo”, afirma ele.
Ainda segundo José Inácio, o lançamento dos R$ 30 bilhões pelo Governo Federal para ajudar as empresas e setores que foram prejudicados com essas medidas econômicas impostas pelo governo americano podem ser direcionados também para o setor canavieiro. “Com esse impacto na Cota Americana perdemos cerca de R$ 12,00 no preço da tonelada da matéria-prima. Então o momento é oportuno para direcionar parte deste dinheiro, o equivalente a apenas cerca de 1% deste montante, para ajudar os produtores canavieiros do Nordeste. É mais que justo e necessário essa solicitação de subvenção”, reitera o líder canavieiro.
O presidente da Asplan lembra ainda que essa ajuda irá beneficiar, em sua imensa maioria, o pequeno produtor canavieiro que hoje, na Paraíba, representa 80% dos produtores ligados à Associação. “Esses R$ 12,00 vai beneficiar, principalmente, o pequeno e médio produtor, o assentado, o indígena. Se existe o dinheiro, é mais do que justo que o governo olhe com bons olhos para nosso setor que terá uma safra muito complicada, pois aumentou-se os custos e diminui-se a receita, o que ameaça a manutenção de milhares de empregos na região, caso não haja esse aporte a título de subvenção já no segundo semestre deste ano”, afirma José Inácio.
Proposta – A emenda à MP 1309 propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida nas regiões Norte e Nordeste, que pode ser concedida sob a forma de transferência direta de recursos orçamentários para capital de giro ou investimento. Em seu parágrafo 2º a emenda destaca que a execução da subvenção será realizada preferencialmente por meio de: Fundo de Garantia à Exportação;Bancos públicos federais, bancos oficiais de fomento e de desenvolvimento regional; Programa de assistência técnica e extensão rural do MAPA e por Programa de Preço Mínimo operacionalizado pela Conab.
De acordo com a proposta, os critérios de habilitação para receber a subvenção incluem a localização geográfica (regiões Norte e Nordeste);impacto comprovado das tarifas dos EUA e/ou fatores climáticos adversos;comprovação de atividade produtiva significativa, além do compromisso de manutenção de empregos diretos, na forma do regulamento. Na justificativa se destaca a necessidade de apoio a uma região de baixos índices de investimento e maior fragilidade socioeconômica, reiterando que esse apoio fortalecerá a cadeia produtiva, preservará empregos e promoverá o desenvolvimento regional, estando em sintonia com os objetivos do Plano Brasil Soberano de resiliência econômica frente às tarifas impostas pelos EUA.
Presidente da Asplan, José Inácio, destaca importância da Emenda na atual conjuntura

‘O Congresso e o Governo têm uma saída para defender o setor sucroenergético e manter empregos no campo’ diz presidente da Unida

“O Congresso Nacional e o Governo Federal têm uma oportunidade única de defender e garantir a manutenção de empregos no campo ao abraçar a causa dos cerca de 130 mil trabalhadores canavieiros do Norte/Nordeste, sendo 80% deles da agricultura familiar, que vão sofrer impactos diretos em função das medidas econômicas impostas pelo governo americano, neste caso, no setor sucroenergético, com a taxação de 50% sobre o açúcar e de 18% sobre o etanol exportado para os EUA”, afirma o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto.
Ele se refere à aprovação de uma proposta de emenda à MP 1309, protocolada nesta terça-feira (19), de autoria do senador Efraim Filho (União-PB) e do deputado federal Meira (PL-PE), que propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida nestas regiões a título de mitigar os impactos oriundos destas taxações americanas ao etanol e o fim da cota de isenção a uma parte do açúcar produzido nestas localidades. “Essa subvenção já foi concedida no governo Dilma aos canavieiros do Nordeste, diante da grave seca daquela época, e teve efeitos muito positivos no setor”, reitera Pedro Campos Neto, que também preside a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA.
O senador Efraim Filho destaca a preocupação do setor produtivo com essas taxações e a necessidade de medidas compensatórias para a desoneração da folha de pagamento e manutenção dos empregos no setor. “A MP 1309/2025 busca garantir a soberania nacional e a competitividade do Brasil no cenário internacional, ao mesmo tempo em que protege setores estratégicos da economia, como o agronegócio e, consequentemente, os empregos gerados pelo setor. O que estamos propondo é uma medida compensatória para reduzir esses efeitos negativos assegurando, assim, a sustentabilidade dos negócios brasileiros e os empregos gerados pelo setor sucroenergético”, afirma o senador paraibano, reiterando que essa é uma medida emergencial. As emendas apresentadas, segundo ele, visam aprimorar a MP 1309, tornando-a mais eficaz no enfrentamento dos desafios econômicos impostos pelas tarifas adicionais dos EUA.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, entidade que congrega cerca de 1.400 produtores, sendo 80% da agricultura familiar, reitera a importância da iniciativa de inclusão de emendas que socorram o setor diante das taxações impostas pelo governo Trump. “As perdas futuras no preço da cana em decorrência da taxação de 50% da cota americana, que incide sobre o açúcar produzido e exportado por indústrias do Nordeste, além da taxação do etanol brasileiro exportado para os EUA, terá um efeito devastador no setor que sem ajuda desta subvenção terá prejuízos incalculáveis, com repercussões muito negativas na manutenção dos empregos no campo e na própria estabilidade e equilíbrio dos negócios”, destaca José Inácio.
A proposta de emenda a MP sugere que a subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana seja liberada por meio de programas de preço mínimo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além de indicar várias fontes para tal pagamento, a exemplo do Banco do Brasil, BNDES e Ministério da Agricultura, além da forma direta em favor do canavieiro comprovadamente afetado pela taxação americana.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, destaca importância da iniciativa de Efraim Filho e Deputado Meira de propor uma emenda a MP

Chuvas de agosto animam produtores canavieiros paraibanos

As chuvas voltaram a ocorrer em pleno mês de agosto sobre a faixa litorânea do estado da Paraíba, com precipitações muito representativas que contribuem favoravelmente para a evolução do canavial e formação da safra. Nas últimas 24 horas, entre os dias 14 e 15, as previsões indicavam uma incursão do sistema meteorológico distúrbio ondulatório de leste que se formou sobre o Oceano Atlântico e transportou umidade para o continente, induzindo a ocorrência de precipitações pluviométricas representativas. Assim, as precipitações ocorreram de forma regular, nestas últimas 24 horas, e os índices acumulados chegaram a 183,0 mm em Lucena, 181,4 mm em Santa Rita e 175,2 mm em João Pessoa. “Chuva é benção para nós que vivemos do que bota da terra e chover assim, neste período, é ainda mais animador”, comemora o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
E, segundo o Doutor em Meteorologia, Alexandre Magno, as chuvas estão ocorrendo de forma regular e bem distribuídas, com maiores precipitações concentradas sobre os municípios mais a leste do estado, principalmente, na grande João Pessoa e litoral norte da Paraíba. “Para as próximas 48 horas, o sistema meteorológico deverá enfraquecer e as precipitações devem reduzir entre este sábado (16) e domingo (17)”, afirma o especialista.
O diretor do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, reforça a importância das chuvas para o homem do campo. “Primeiramente temos que agradecer a Deus pela dádiva de mandar chuva e depois enaltecer o trabalho de consultoria do Dr. Alexandre que nos repassa relatórios de climatologia que nos permite planejarmos melhor nosso plantio e colheita”, destaca Neto, lembrando que esse mês de agosto está sendo muito bom e que essas chuvas consolidam a safra 25/26 com prenúncio de boa produtividade. “Quando chove em agosto da forma como está acontecendo, a gente tem boa safra”, destaca ele
 O Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, reitera que as chuvas amenizam o estresse hídrico acentuado, que é uma realidade da região Nordeste, e provocam uma boa recuperação nos canaviais. “Quando chove como está acontecendo agora na Paraíba, em pleno agosto,  isso tem reflexos diretos e positivos na cultura da cana-de-açúcar porque essas chuvas provocam uma recuperação muito boa no canavial que ajuda a melhorar a produtividade, especialmente nas canas de final de safra, porque são canas que ainda estão no meio de seu ciclo, com seis ou sete meses, e em pleno crescimento e quando a chuva se prolonga beneficia a cana, assim como também na cana que está sendo cortada neste início de safra”, afirma ele.
Ainda segundo o engenheiro agrônomo, a chuva aumenta a umidade do solo e ajuda na brotação da cana, além de promover uma economia significativa nos custos de irrigação, já que os sistemas são menos utilizados ou até mesmo deixam de ser temporariamente como neste momento na Paraíba. “Chuva é benção para a agricultura porque não há cultura que se desenvolva sem água, por isso quando chove o produtor rural só agradece e renova as esperanças numa boa safra”, finaliza Luis.

O presidente da Asplan, José Inácio destaca benção vinda do céu
As chuvas neste período são importantes para melhorar a produtividade dos camaviais
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, fala com entusiasmo sobre as chuvas de agosto
Alexandre Magno é Doutor em Meteorologia

Estudo da CNA atesta que produtor canavieiro do Nordeste teve um custo total médio de R$ 11,7 mil por hectare na safra 24/25

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (14), em João Pessoa (PB), os custos de produção da cana-de-açúcar na região Nordeste, durante o terceiro encontro do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro. O evento, que reuniu produtores canavieiros e lideranças sindicais e do setor, foi realizado em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/PB) e a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O estudo mostrou, entre outros dados, que no Nordeste o produtor teve um custo médio total de R$ 11,724,00 por hectare para produção de cana na safra 24/25 e que a escassez de chuva prejudicou o desenvolvimento dos canaviais, resultando em níveis reduzidos de produtividade.
O levantamento apresentado foi resultado de um estudo feito em 16 cidades do país, sendo três no Nordeste – Recife, Maceió e João Pessoa. Os painéis 2025 fazem referência às médias levantadas em todos esses 16 municípios, sendo a safra no Centro/Sul a de 25/26, que compreende entre abril de 2025 e março de 2026, enquanto que no Nordeste a referência foi a safra 24/25, que começou em setembro de 24 e se estendeu até agosto deste ano.
Os dados apresentados mostram uma produtividade no Centro/Sul com redução na casa de dois dígitos, tendo o Nordeste também queda de produtividade, mas com avanço no ATR, tendo João Pessoa apresentado maior produtividade em relação a Maceió e Recife.
Sobre mecanização na colheita, no Centro/Sul 100% da área colhida é mecanizada, com dados relevantes de mecanização também no plantio, enquanto que no Nordeste isso equivale ainda a apenas 1/5 da área total, sobretudo em função da topografia e relevo da região.
Em relação a custos de produção, no Nordeste o produtor teve um custo operacional efetivo – colheita, parte administrativa e capital de giro – equivalente a R$ 7.200 por hectare, porém quando se associa a outros custos de produção, incluindo a remuneração da terra e do capital investido, esse valor chega a um total final médio de R$ 11.724 por hectare para o cultivo da cana-de-açúcar, sendo 15% do custo total desse valor voltado à formação do canavial. Sobre receita, a tendência é que os custos tendem a subir. “O cenário de preços no próximo ciclo do Nordeste deve ser de aumento de custos, preços pressionados e margens ainda mais estreitas”, reiterou Raphael Delloiagono, da Pecege, que apresentou os dados finais do estudo.
Sobre os insumos agrícolas que vêm subindo desde o segundo semestre de 2024, alertou-se para uma redução do uso deles no campo. “Vale salientar que essa ‘economia’ é uma ideia perigosa, porque compromete de maneira mais intensa a produtividade, com impactos diretos no custo de produção por tonelada. A redução de custos no campo não passa pela redução de uso dos insumos, o resultado para melhorar a margem passa por eficiência, e no Nordeste, inevitavelmente, pelo custo da mão de obra que é bastante representativa”, disse Raphael.
O presidente da Federação, Mário Borba, destacou a importância do Projeto Campo Futuro. “O que foi apresentado hoje, sobre custos e mercados interno e externo, é um trabalho de conscientização fundamental para o produtor”, afirmou. O presidente da Asplan, José Inácio reforçou a relevância do levantamento. “Nós sempre trabalhamos em conjunto com a Federação e atuamos em conjunto para somar. A união e esperança sempre devem estar com a gente que atua neste segmento e aqui estamos juntos para ajudar os produtores a melhorarem sua produção e com acesso a esses dados a gente tem uma visão macro deste cenário, podendo se preparar melhor”, afirmou José Inácio.
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, reforçou a necessidade do produtor conhecer melhor os custos e ter uma visão ampla do negócio para administrar melhor sua propriedade. “A gente costuma dizer que da porteira para fora a gente não tem interferência, mas, da porteira para dentro a ação é nossa e precisamos ter domínio de tudo o que envolve produção para poder administrar da melhor forma possível a propriedade, e conhecer esses dados nos dão um bom norte neste sentido”, afirmou ele.
O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA, Nelson Pérez Júnior, ressaltou que o levantamento na região Nordeste reforça a importância de comparar realidades regionais para compreender os desafios da produção. “O Campo Futuro é uma ferramenta estratégica para que o produtor conheça seus custos e tome decisões mais assertivas. Entender essas diferenças entre as regiões é fundamental para buscar eficiência e melhorar a rentabilidade do setor”, reforçou ele.
A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee Lima, destacou que, no Nordeste, a mão de obra continua sendo um dos principais componentes de custo na cana-de-açúcar, especialmente pela necessidade de plantio e colheita feitos de forma manual em áreas onde o relevo dificulta a mecanização. “Esse cenário reforça a importância das estratégias de gestão para otimizar recursos e buscar maior eficiência, já que o impacto é significativo e tende a se manter elevado enquanto não existirem soluções viáveis para ampliar a mecanização na região”, disse ela.
O evento incluiu ainda palestras sobre gestão de risco e preços de fertilizantes, com Renato Françoso, da Stonex, e sobre custos e rentabilidade da safra, além do cenário da cana no Brasil e no mundo, com outro representante da mesma empresa. No final, todos se confraternizaram durante um coquetel.
Sérgio Martins, Pedro Campos, Mario Borba, José Inácio,Nelson Perez, Nonato Siqueira e Neto Siqueira
Representante da Stonex
Renato Françoso, da Stonex, falou sobre gestão de risco e preço de fertilizantes
Presidente do Sistema FaepaSenarPB, Mário Borba
Presidente da Comissão Nacional de Cana da CNA, Nelson Perez Junior
Presidente da Asplan, José Inácio
Pedro Campos, Mário Borba, Nelson Perez, Neto Siqueira e Nonato Siqueira
Evento de apresentação dos resultados do Campo Futuro aconteceram na sede da Faepa, em João Pessoa
Evento aconteceu no auditório do Sistema FaepaSenar da Paraíba, em João Pessoa
Eduarda Lee Lima, da CNA conduziu os trabalhos
Dirigentes, líideres sindicais e produtores canavieiros participaram do evento da CNA

Apresentação dos trabalhos acomteceu nesta quinta-feora (14), em João Pessoa

Safra de cana no Centro/Sul deve ter redução de 2% a 3% e no Nordeste de 5% atestam representantes do setor em reunião no MAPA

Um panorama da expectativa de safra 25/26 do Centro/Sul feita por representantes da ÚNICA, que aponta uma queda de safra não muito forte, ficando entre de 2% a 3%, e no Nordeste que deve ficar em 5%; a repercussão do tarifaço americano e seu impacto no mercado de açúcar e o crescimento do mercado de etanol de milho. Esses foram os temas abordados durante a terceira reunião deste ano da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA), realizada na quarta-feira (13), em Brasília. O presidente da Câmara, Pedro Campos Neto, que também preside a União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), conduziu os trabalhos.
Sobre o impacto da taxação anunciada pelo presidente americano Donald Trump aos produtos brasileiros, incluindo o açúcar, Pedro Campos Neto disse que o prejuízo para o açúcar que não está na Cota Americana e tem valor fixo não será muito impactante. “Dependendo do valor da tonelada, o açúcar que não está na cota, chega até a 100% de taxação”, lembrou ele.
Em relação ao mercado de etanol de milho, cujos números são surpreendentes e cada vez mais crescentes, Pedro descartou uma suposta concorrência com os produtores de etanol de cana. “Quem produz etanol de cana não olha o produtor de etanol de milho como adversário, mas como parceiro, onde ambos têm que procurar novos mercados, pleitear aumento da mistura do etanol na gasolina de 30% para 35%, explorar o mercado do combustível marítimo, enfim buscar novos mercados e trabalhar juntos para o crescimento da produção de etanol no Brasil”, reforçou ele.
No que diz respeito à safra de cana-de-açúcar no Nordeste, segundo o presidente, a perspectiva é de que Pernambuco mantenha a mesma safra que a anterior, Alagoas deve cair em função de um período longo de estiagem, e Paraíba e Rio Grande do Norte também devem cair um pouco. “Mesmo com a volta das chuvas, mas o período longo sem precipitações regulares comprometeu um pouco a produção da safra na Paraíba e Rio Grande do Norte, localidades onde a qualidade do solo não é a mesma de Pernambuco e Alagoas, e isso vai refletir numa redução de safra de cerca de 5% na região”, disse ele, reiterando que a reunião foi muito produtiva, com temáticas relevantes sobre o setor sucroenergético nacional.
Um dos temas da pauta da reunião foi a safra na região Centro Sul
Reunião da Câmara Setorial aconteceu no ultimo dia 13, em Brasília
Pedro Campos Neto, presidente da Câmara, conduziu os trabalhos

Fiscalização da matéria-prima de associados da Asplan nas usinas é ampliada para melhor acompanhar a safra

O trabalho de fiscalização dos agentes tecnológicos contratados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para acompanhar a avaliação da qualidade da matéria-prima entregue pelos produtores canavieiros às usinas paraibanas começou desde o início do mês e, este ano, o número de agentes tecnológicos foi ampliado de 19 para 27 profissionais. Esse aumento tem o objetivo de aprimorar o processo de acompanhamento de entrega e avaliação da matéria-prima nas indústrias.
O trabalho desenvolvido pelos 27 agentes contratados este ano acontece 24h desde o início e até o final da safra. Os trabalhos da fiscalização na atual safra (2025/2026) começaram na primeira semana de agosto e devem acontecer até fevereiro ou março de 2026, data prevista para o final da moagem. Das usinas paraibanas, apenas a São João e a Dpadua ainda não iniciaram a safra.
“A análise da matéria-prima usa a fórmula da ATR (Açúcar Total Recuperado) e nós acompanhamos todo o processo, desde a pesagem da cana do associado até a análise no laboratório da usina para que a remuneração paga pela cana seja fidedigna ao que está sendo entregue, até porque dizemos hoje que não vendemos mais a cana, mas o seu teor de sacarose”, explica o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, setor responsável pela coordenação dos trabalhos em campo da fiscalização. Ele lembra que a Asplan também colhe amostras que são analisadas no laboratório própria da entidade, que funciona no prédio sede, localizado em João Pessoa.
O trabalho de fiscalização da matéria-prima acontece simultaneamente, nas oito indústrias paraibanas, em regime de 24h, em turnos de trabalho que variam de uma unidade para outra. Dos 27 agentes, 25 deles atuam nas usinas, um atua como coletor das amostras e outro faz as análises no laboratório próprio. Antes de atuarem nas usinas todos os agentes receberam treinamento. Os novatos participaram de uma capacitação na sede da Asplan e os fiscais veteranos apenas reviram os procedimentos dos trabalhos de fiscalização.
Na Paraíba, três indústrias fabricam álcool e açúcar (Miriri, Monte Alegre, Giasa e Tabu), uma fabrica açúcar (Agroval) e duas produzem só álcool (Japungu e Dpadua). A Paraíba detém a terceira maior produção de cana-de-açúcar do Nordeste, uma vez que produz mais que o Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Maranhão e Piauí. Em produção, a Paraíba só fica atrás de Alagoas e Pernambuco, que são tradicionalmente os maiores produtores da região. Atualmente, entre 50% e 60% da matéria-prima paraibana é oriunda de lavouras próprias ou arrendadas pelas indústrias, sendo o restante produzido pelos fornecedores de cana ligados a Asplan que contabilizam cerca de 1.400 associados, entre pequenos, médios e grandes produtores.
A Asplan mantém um laboratório próprio para verificação da anlaíse da matéra-prima dos associados
A fiscalização atua durante toda a safra em todas as unidades industriais da Paraíba
Os fiscais verificam todas as etapas de avaliação da matéria-prima dos associados nas usinas
Com a fiscalização os produtores de cana recebem o valor correto pela matéria-prima
A fiscalização também acompanha o processo de pesagem
A fiscalização atua 24h durante todo o período da safra
A análise da qualidade da matéria-prima também é fiscalizada pelos agentes

Asplan renova parceria com a RIDESA que possibilita acesso dos associados às antigas e novas variedades de clones de cana

A renovação de um acordo de parceria entre a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA) e o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar – PMGCA da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) vai possibilitar que os associados da entidade tenham acesso legal e sem ônus às antigas e novas variedades de clones de cana-de-açúcar patenteadas pela instituição. O contrato de renovação do Acordo de Parceria, assinado em julho, já está em vigor e tem validade de cinco anos.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais frisou que o melhoramento genético da cana-de-açúcar é um dos caminhos que o produtor canavieiro deve buscar para obter maior produtividade de sua lavoura. “A gente tem que buscar a tecnologia para melhorar a produtividade e a utilização de variedades mais promissoras, mais resistentes e que se adéquam melhor as características de nosso solo e clima é um dos caminhos dessa busca, sendo um dos mais importantes”, destaca o dirigente canavieiro.
O diretor do Departamento Técnico (DETEC), da Asplan, Neto Siqueira, lembra que esse convênio permitirá que a Asplan e, consequentemente, os associados da entidade tenham acesso à tecnologia do PMGCA, incluindo licenciamento não exclusivo para cultivo das variedades RB protegidas e genótipos em desenvolvimento. “O Associado da Asplan terá a garantia de licença para plantar e multiplicar as variedades tendo respaldo jurídico junto ao Ministério da Agricultura e outros órgãos de fiscalização para utilizar os cultivares”, reitera Neto, lembrando que o plantador da cana da Paraíba ainda poderá escolher qual variedade irá utilizar, entre as disponibilizadas pela RIDESA, baseada nas características e peculiaridades de sua região de plantio.
Neto adianta ainda que o convênio é destinado a todos os plantadores de cana associados, mas para ter acesso aos benefícios da parceria o produtor deverá estar adimplente com a contribuição financeira da associação. “Estamos investindo neste convênio e há um custo mensal para isso, que não é baixo, por isso é preciso que o produtor esteja em dia com suas obrigações financeiras junto à entidade para usufruir do benefício”, reforça ele.
No dia 22 de outubro deste ano, a RIDESA lançará 18 novas variedades durante um evento em Ribeirão Preto (SP). Atualmente, a instituição de pesquisa tem 116 variedades patenteadas. Todas elas, incluindo as que serão lançadas, segundo Djalma Euzébio, da RIDESA, estão contempladas na parceria Asplan/RIDESA, representada no Acordo de Parceria pela Fundação Apôlonio Salles de Desenvolvimento Educacional (FADURPE).
Presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca importância do melhoramento genético na melhoria da produtividade
Diretor Técnido da Asplan, Neto Siqueira, destaca importância da parceria com a RIDESA
Djalma Euzébio, da RIDESA, anunciou a renovação do contrato de parceria durante evento de abertura da safra na Asplan
O contrato permite acesso dos associados da Asplan a todas as variedades da RIDESA

Asplan realiza lançamento de safra 2025/2026 e abre oficialmente o período da colheita da cana-de-açúcar na Paraíba

Uma cultura que existe há mais de 500 anos, que apesar dos altos e baixos, sobrevive independente de governos, se reinventa, é a mais expressiva da Paraíba e é reconhecida e respeitada. Essa é a cultura canavieira e nesta quinta-feira (31), a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), entidade que engloba os fornecedores de cana do estado, algo em torno de 1.600 produtores, entre micros e grandes plantadores, reuniu seus associados e convidados para fazer a abertura da safra 2025/2026. O encontro aconteceu na sede da entidade, em João Pessoa e teve a participação do deputado estadual, Tovar Correia Lima e associados, além de convidados.
.O Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, foi o Mestre de Cerimônias da solenidade e antes da fala do presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o Padre Salvador conduziu um momento ecumênico que culminou com a benção da diretoria da Asplan e de todos os presentes. Em sua fala, o dirigente canavieiro reforçou a importância do papel da cana-de-açúcar no mercado local e nacional e da crença do produtor em acreditar que dias melhores virão. “A cana é uma cultura que tem tradição, é importante para a economia nacional, tem grande empregabilidade no campo e sobrevive a qualquer governo. E para isso basta que o produtor acredite, faça a sua parte da porteira para dentro, o dever de casa, acredite e trabalhe. Essa é nossa missão e a desempenhamos muito bem”, disse José Inácio.
Em seguida aconteceu o primeiro painel sobre ‘O cenário econômico do agronegócio’ que foi conduzido pelos economista
s Werton Oliveira e Cristiano Aguiar. Werton abordou pontos do cenário macroeconômico, com foco na agricultura. “O PIB tem desacelerado, mas ainda sem sinais claros de que vai continuar assim. Os juros do Brasil ainda são muito altos, o que compromete o crédito. A inflação influencia nestes juros mais altos. A dívida pública também precisa ser analisada mais de perto, porque temos tido um acendente muito forte nos últimos anos e, por fim, o cenário internacional que está complexo”, disse o economista, lembrando que o Brasil está tendo um crescimento positivo com tendência a essa manutenção. Sobre 2025, há expectativa de crescimento de 2,5%, disse ele.
O vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto, que também é presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da Unida falou sobre a frustração do setor em relação ao Plano Safra que teve os juros aumentado em torno de 1,5%. Em relação à cultura canavieira, ele lembrou que 80% do Plano é direcionado a custeio e apenas 20% para investimento. “Como nossa maior necessidade de recursos é para investimento, esse baixo percentual pesa muito”, enfatizou Pedro, lembrando que no próximo dia 14 de agosto, na sede da FAEPA, haverá uma apresentação sobre custo de cana. “O principal é ser eficiente, moer bem, colher na hora certa. Da porteira para dentro depende da gente”, reforçou ele, convidando todos para a apresentação dos resultados no dia 14.
O economista e assessor financeiro da Asplan, Cristiano Aguiar, abordou detalhes do ‘Plano Safra 2025/2026’ reiterando que apesar dos juros mais altos em relação ao ano anterior, o plano traz uma nuance interessante que é o foco no médio produtor, com vários produtos para esse público, o que favorece boa parte dos fornecedores de cana associados.  Em seguida, os representantes dos bancos Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste teceram falas sobre linhas de crédito com foco no produtor rural.
O terceiro painel sobre “Melhoramento genético: presença da RIDESA nos canaviais da Paraíba”, foi conduzido por Djalma Euzébio do PMGCA/UFRPE/RIDESA e pelo Doutor em Fitopatologia, Willams Oliveira, e o Mestre em melhoramento genético da RIDESA, Amaro Epifânio. Os pesquisadores abordaram a importância das novas variedades na melhoria da produção canavieira e do desenvolvimento de pesquisas de novas variedades e, neste aspecto, Djalma lembrou que a Asplan acaba de renovar o contrato de licenciamento com a RIDESA por mais cinco anos, permitindo que os associados da entidade possam plantar as novas variedades RB, sem nenhum ônus. A RIDESA tem a patente de 116 variedades e lançará mais 18, no dia 22 de outubro, em Ribeirão Preto (SP).
O presidente da Asplan avaliou o lançamento como muito positivo. “Preparamos esse evento que marca o início de mais uma safra com foco em atualizar nossos associados com informações importantes e atingimos nosso objetivo. Recursos, economia global, cenários e perspectivas, variedades e Plano Safra são questões cruciais para nós e abordamos tudo isso, com muita propriedade, com palestras de alto nível e bom conteúdo e ainda fomos abençoados pelo Padre Salvador que nos lembrou que fé e trabalho são fundamentais em todas as atividades, especialmente na nossa, de forma que saímos daqui otimistas, mantendo a esperança que essa será uma boa safra”, finalizou José Inácio. Ele elogiou ainda a condução da solenidade, que foi feita pelo Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira e a decoração dos ambientes que foi toda feita pela equipe da Asplan. O evento foi encerrado com o almoço.
Neto Siqueira, Djalma Euzébio, José Inácio, Pedro Neto, Oscar Gouvea e Sergio Martins (Senar)
Diretores da Asplan com o Padre Salvador
Pedro Campos Neto, presiente da Unida e vice-presidente da Asplan
Willams Oliveira, da Ridesa
Representante do Bradesco
Representante do Banco do Nordeste
Representante do Banco do Brasil
Representante da Caixa Econômica
Djalma Euzèbio, da Ridesa
Amaro Epifânio, da Ridesa
A associada Ana Claudia leu um trecho bíblico
O evento foi encerrado com um almoço
Diretores e associados da Asplan
Diretores e associados da Asplan no momento do almoço
O economista Cristiano Aguiar abordou o Plano Safra
Werton Oliveira falou sobre o cenário econômico do agronegócio
O economista Werton Oliveira
Padre Salvador falou da importância da fé e do trabalho
Padre Salvador benzeu a diretoria da Asplan
Lançamento de safra foi bastante prestigiado
Evento aconteceu no auditório da Asplan
Presidente da Asplan, José Inácio de Morais
José Inácio enalteceu importância da cultura canavieira
O diretor do Detec, Neto Siqueira, conduziu a solenidade

Asplan realiza evento de lançamento de safra 2025/2026 com palestras sobre cenário econômico e Plano Safra

Depois de encerrada a safra 2024/2025, quando a Paraíba comemorou um sensível aumento no volume de produção de cana-de-açúcar em relação à safra anterior, com um total de 7.406.179 toneladas de cana, sendo 4.333,090 referente à matéria-prima de fornecedores e acionistas que integram a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), agora é a hora de já pensar na próxima safra. E é com esse objetivo que a Asplan reúne seus associados, neste dia 31 de julho, em sua sede, em João Pessoa, para o evento de abertura da safra 2025/2026.
O evento começará às 10h com uma benção religiosa com o Padre Salvador. Em seguida, o presidente da entidade, José Inácio de Morais fará uma abertura. Na sequência acontecerão três painéis: o primeiro vai abordar o tema ‘O cenário econômico do agronegócio’, com os economistas Werton Oliveira e Cristiano Aguiar. O segundo painel que vai abordar ‘Plano Safra 2025/2026’ será conduzido pelo presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da Unida e Vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto. Já o terceiro painel será “Melhoramento genético: presença da RIDESA nos canaviais da Paraíba, com Djalma Euzébio do PMGCA/UFRPE/RIDESA.
Haverá ainda a participação de representantes de instituições bancárias credenciadas que abordarão a questão do acesso aos crédito do Plano Safra. Já confirmaram presença o Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Nordeste. No final do evento haverá um almoço de confraternização. “Essa será uma excelente oportunidade de nossos associados atualizarem informações importantes sobre o cenário econômico nacional para poderem se planejar melhor e tirarem dúvidas em relação ao Plano Safra”, afirma José Inácio. O evento é restrito aos associados da entidade e convidados.
Sobre a safra 2024/2025
Na safra que se encerrou em março passado, o volume total de produção na Paraíba (fornecedores e industriais) foi de 7.406.179 toneladas, sendo 4.333.090 de cana de fornecedores e acionistas ligados a Asplan. A atual safra foi superior à safra passada cujo volume foi de 7.341.806 toneladas. A Paraíba é o terceiro maior produtor de cana do Nordeste, sendo Alagoas o estado que mais produz (17.604.167) e Pernambuco, com 13.523.508 ficando em segundo colocação. A safra total do Nordeste foi de 49.679.355, incluindo ai o Rio Grande do Norte e Sergipe, que também produzem cana-de-açúcar na região.
A Giasa começou a safra em 23/07/24 e terminou em 19/02/25, a Japungu em 25/07/24 e encerrou em 13/05/25, a Miriri iniciou a moagem em 13/08/24 e encerrou em 24/03/25, a D’Pádua começou em 09/08/24 e encerrou em 19/02/25, a Tabu em 07/08/24 e terminou em 18/01/25, a Agroval iniciou em 05/08/24 e encerrou em 31/03/25, a Monte Alegre em 08/08/24 e terminou em 01/03/25 e a São João em 07/08/24 e encerrou a moagem em 21/01/25. A produção de açúcar no estado ficou em 293.437 toneladas enquanto que de etanol anidro foi de 161.551 m³ e de hidratado 236.720 m³.
Do volume de 4.333,090 toneladas de cana cultivada por produtores ligados a Asplan e acionistas, 802 fornecedores são considerados micros produtores, com volumes de até 1000 toneladas, 303 são pequenos, com volumes entre 1000 e 5000 toneladas, 70 estão classificados como médios produtores, com produção entre 5000 e 10.000 toneladas por safra e 82 são considerados grandes produtores com volumes acima de 10000 toneladas de cana.
A safra da Paraíba junta à produção de cana de fornecedores ligados à Asplan a cana própria e de acionistas das oito unidades industriais em atividade no Estado. Todas as unidades industriais moeram cana de fornecedores paraibanos nesta safra. A atual safra deve começar em agosto e ser encerrada por volta de abril e maio de 2026.
José Inácio de Moraism presidente da Asplan
Em época de safra, o setor canavieiro paraibano emprega cerca de 40 mil trabalhadores
A safra na Paraíba foi encerrada em março deste ano
A Paraíba é o terceiro maior produtor de cana do Nordeste
A Paraíba começa nova safra agora em agosto