Asplan
Asplan renova parceria com a RIDESA que possibilita acesso dos associados às antigas e novas variedades de clones de cana
A renovação de um acordo de parceria entre a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA) e o Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar – PMGCA da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) vai possibilitar que os associados da entidade tenham acesso legal e sem ônus às antigas e novas variedades de clones de cana-de-açúcar patenteadas pela instituição. O contrato de renovação do Acordo de Parceria, assinado em julho, já está em vigor e tem validade de cinco anos.
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais frisou que o melhoramento genético da cana-de-açúcar é um dos caminhos que o produtor canavieiro deve buscar para obter maior produtividade de sua lavoura. “A gente tem que buscar a tecnologia para melhorar a produtividade e a utilização de variedades mais promissoras, mais resistentes e que se adéquam melhor as características de nosso solo e clima é um dos caminhos dessa busca, sendo um dos mais importantes”, destaca o dirigente canavieiro.
O diretor do Departamento Técnico (DETEC), da Asplan, Neto Siqueira, lembra que esse convênio permitirá que a Asplan e, consequentemente, os associados da entidade tenham acesso à tecnologia do PMGCA, incluindo licenciamento não exclusivo para cultivo das variedades RB protegidas e genótipos em desenvolvimento. “O Associado da Asplan terá a garantia de licença para plantar e multiplicar as variedades tendo respaldo jurídico junto ao Ministério da Agricultura e outros órgãos de fiscalização para utilizar os cultivares”, reitera Neto, lembrando que o plantador da cana da Paraíba ainda poderá escolher qual variedade irá utilizar, entre as disponibilizadas pela RIDESA, baseada nas características e peculiaridades de sua região de plantio.
Neto adianta ainda que o convênio é destinado a todos os plantadores de cana associados, mas para ter acesso aos benefícios da parceria o produtor deverá estar adimplente com a contribuição financeira da associação. “Estamos investindo neste convênio e há um custo mensal para isso, que não é baixo, por isso é preciso que o produtor esteja em dia com suas obrigações financeiras junto à entidade para usufruir do benefício”, reforça ele.
No dia 22 de outubro deste ano, a RIDESA lançará 18 novas variedades durante um evento em Ribeirão Preto (SP). Atualmente, a instituição de pesquisa tem 116 variedades patenteadas. Todas elas, incluindo as que serão lançadas, segundo Djalma Euzébio, da RIDESA, estão contempladas na parceria Asplan/RIDESA, representada no Acordo de Parceria pela Fundação Apôlonio Salles de Desenvolvimento Educacional (FADURPE).




Asplan realiza lançamento de safra 2025/2026 e abre oficialmente o período da colheita da cana-de-açúcar na Paraíba
Uma cultura que existe há mais de 500 anos, que apesar dos altos e baixos, sobrevive independente de governos, se reinventa, é a mais expressiva da Paraíba e é reconhecida e respeitada. Essa é a cultura canavieira e nesta quinta-feira (31), a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), entidade que engloba os fornecedores de cana do estado, algo em torno de 1.600 produtores, entre micros e grandes plantadores, reuniu seus associados e convidados para fazer a abertura da safra 2025/2026. O encontro aconteceu na sede da entidade, em João Pessoa e teve a participação do deputado estadual, Tovar Correia Lima e associados, além de convidados.
.O Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, foi o Mestre de Cerimônias da solenidade e antes da fala do presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o Padre Salvador conduziu um momento ecumênico que culminou com a benção da diretoria da Asplan e de todos os presentes. Em sua fala, o dirigente canavieiro reforçou a importância do papel da cana-de-açúcar no mercado local e nacional e da crença do produtor em acreditar que dias melhores virão. “A cana é uma cultura que tem tradição, é importante para a economia nacional, tem grande empregabilidade no campo e sobrevive a qualquer governo. E para isso basta que o produtor acredite, faça a sua parte da porteira para dentro, o dever de casa, acredite e trabalhe. Essa é nossa missão e a desempenhamos muito bem”, disse José Inácio.
Em seguida aconteceu o primeiro painel sobre ‘O cenário econômico do agronegócio’ que foi conduzido pelos economista
s Werton Oliveira e Cristiano Aguiar. Werton abordou pontos do cenário macroeconômico, com foco na agricultura. “O PIB tem desacelerado, mas ainda sem sinais claros de que vai continuar assim. Os juros do Brasil ainda são muito altos, o que compromete o crédito. A inflação influencia nestes juros mais altos. A dívida pública também precisa ser analisada mais de perto, porque temos tido um acendente muito forte nos últimos anos e, por fim, o cenário internacional que está complexo”, disse o economista, lembrando que o Brasil está tendo um crescimento positivo com tendência a essa manutenção. Sobre 2025, há expectativa de crescimento de 2,5%, disse ele.
O vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto, que também é presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da Unida falou sobre a frustração do setor em relação ao Plano Safra que teve os juros aumentado em torno de 1,5%. Em relação à cultura canavieira, ele lembrou que 80% do Plano é direcionado a custeio e apenas 20% para investimento. “Como nossa maior necessidade de recursos é para investimento, esse baixo percentual pesa muito”, enfatizou Pedro, lembrando que no próximo dia 14 de agosto, na sede da FAEPA, haverá uma apresentação sobre custo de cana. “O principal é ser eficiente, moer bem, colher na hora certa. Da porteira para dentro depende da gente”, reforçou ele, convidando todos para a apresentação dos resultados no dia 14.
O economista e assessor financeiro da Asplan, Cristiano Aguiar, abordou detalhes do ‘Plano Safra 2025/2026’ reiterando que apesar dos juros mais altos em relação ao ano anterior, o plano traz uma nuance interessante que é o foco no médio produtor, com vários produtos para esse público, o que favorece boa parte dos fornecedores de cana associados. Em seguida, os representantes dos bancos Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste teceram falas sobre linhas de crédito com foco no produtor rural.
O terceiro painel sobre “Melhoramento genético: presença da RIDESA nos canaviais da Paraíba”, foi conduzido por Djalma Euzébio do PMGCA/UFRPE/RIDESA e pelo Doutor em Fitopatologia, Willams Oliveira, e o Mestre em melhoramento genético da RIDESA, Amaro Epifânio. Os pesquisadores abordaram a importância das novas variedades na melhoria da produção canavieira e do desenvolvimento de pesquisas de novas variedades e, neste aspecto, Djalma lembrou que a Asplan acaba de renovar o contrato de licenciamento com a RIDESA por mais cinco anos, permitindo que os associados da entidade possam plantar as novas variedades RB, sem nenhum ônus. A RIDESA tem a patente de 116 variedades e lançará mais 18, no dia 22 de outubro, em Ribeirão Preto (SP).
O presidente da Asplan avaliou o lançamento como muito positivo. “Preparamos esse evento que marca o início de mais uma safra com foco em atualizar nossos associados com informações importantes e atingimos nosso objetivo. Recursos, economia global, cenários e perspectivas, variedades e Plano Safra são questões cruciais para nós e abordamos tudo isso, com muita propriedade, com palestras de alto nível e bom conteúdo e ainda fomos abençoados pelo Padre Salvador que nos lembrou que fé e trabalho são fundamentais em todas as atividades, especialmente na nossa, de forma que saímos daqui otimistas, mantendo a esperança que essa será uma boa safra”, finalizou José Inácio. Ele elogiou ainda a condução da solenidade, que foi feita pelo Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira e a decoração dos ambientes que foi toda feita pela equipe da Asplan. O evento foi encerrado com o almoço.
























Asplan realiza evento de lançamento de safra 2025/2026 com palestras sobre cenário econômico e Plano Safra
Depois de encerrada a safra 2024/2025, quando a Paraíba comemorou um sensível aumento no volume de produção de cana-de-açúcar em relação à safra anterior, com um total de 7.406.179 toneladas de cana, sendo 4.333,090 referente à matéria-prima de fornecedores e acionistas que integram a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), agora é a hora de já pensar na próxima safra. E é com esse objetivo que a Asplan reúne seus associados, neste dia 31 de julho, em sua sede, em João Pessoa, para o evento de abertura da safra 2025/2026.
O evento começará às 10h com uma benção religiosa com o Padre Salvador. Em seguida, o presidente da entidade, José Inácio de Morais fará uma abertura. Na sequência acontecerão três painéis: o primeiro vai abordar o tema ‘O cenário econômico do agronegócio’, com os economistas Werton Oliveira e Cristiano Aguiar. O segundo painel que vai abordar ‘Plano Safra 2025/2026’ será conduzido pelo presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA e da Unida e Vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto. Já o terceiro painel será “Melhoramento genético: presença da RIDESA nos canaviais da Paraíba, com Djalma Euzébio do PMGCA/UFRPE/RIDESA.
Haverá ainda a participação de representantes de instituições bancárias credenciadas que abordarão a questão do acesso aos crédito do Plano Safra. Já confirmaram presença o Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Nordeste. No final do evento haverá um almoço de confraternização. “Essa será uma excelente oportunidade de nossos associados atualizarem informações importantes sobre o cenário econômico nacional para poderem se planejar melhor e tirarem dúvidas em relação ao Plano Safra”, afirma José Inácio. O evento é restrito aos associados da entidade e convidados.
Sobre a safra 2024/2025
Na safra que se encerrou em março passado, o volume total de produção na Paraíba (fornecedores e industriais) foi de 7.406.179 toneladas, sendo 4.333.090 de cana de fornecedores e acionistas ligados a Asplan. A atual safra foi superior à safra passada cujo volume foi de 7.341.806 toneladas. A Paraíba é o terceiro maior produtor de cana do Nordeste, sendo Alagoas o estado que mais produz (17.604.167) e Pernambuco, com 13.523.508 ficando em segundo colocação. A safra total do Nordeste foi de 49.679.355, incluindo ai o Rio Grande do Norte e Sergipe, que também produzem cana-de-açúcar na região.
A Giasa começou a safra em 23/07/24 e terminou em 19/02/25, a Japungu em 25/07/24 e encerrou em 13/05/25, a Miriri iniciou a moagem em 13/08/24 e encerrou em 24/03/25, a D’Pádua começou em 09/08/24 e encerrou em 19/02/25, a Tabu em 07/08/24 e terminou em 18/01/25, a Agroval iniciou em 05/08/24 e encerrou em 31/03/25, a Monte Alegre em 08/08/24 e terminou em 01/03/25 e a São João em 07/08/24 e encerrou a moagem em 21/01/25. A produção de açúcar no estado ficou em 293.437 toneladas enquanto que de etanol anidro foi de 161.551 m³ e de hidratado 236.720 m³.
Do volume de 4.333,090 toneladas de cana cultivada por produtores ligados a Asplan e acionistas, 802 fornecedores são considerados micros produtores, com volumes de até 1000 toneladas, 303 são pequenos, com volumes entre 1000 e 5000 toneladas, 70 estão classificados como médios produtores, com produção entre 5000 e 10.000 toneladas por safra e 82 são considerados grandes produtores com volumes acima de 10000 toneladas de cana.
A safra da Paraíba junta à produção de cana de fornecedores ligados à Asplan a cana própria e de acionistas das oito unidades industriais em atividade no Estado. Todas as unidades industriais moeram cana de fornecedores paraibanos nesta safra. A atual safra deve começar em agosto e ser encerrada por volta de abril e maio de 2026.
“Sou entusiasta da agricultura e tenho honra de ser filho, neto e bisneto de produtor rural” diz presidente da Asplan em posse da FAEPA/SENAR
“Eu venho acompanhando essa luta de Mário Borba e da Faepa e sou testemunha do excelente trabalho que ele vem fazendo junto com o Sérgio (Senar) em prol do setor na Paraíba e sei que ela é importante para o fortalecimento dos produtores. Que Deus lhe dê saúde Mário, para você continuar essa luta. Conte comigo sempre porque sou entusiasta da agricultura, criei minha família na agricultura e tenho honra de ser filho,neto e bisneto de produtor rural. Temos dificuldades sim, mas não podemos perder as esperanças”, disse o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro fez essa saudação durante a cerimônia de posse dos novos membros da diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), do Conselho Fiscal da entidade, e dos integrantes do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (SENAR-PB). O evento aconteceu nesta segunda-feira (28), no auditório do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, em João Pessoa.
José Inácio compôs a mesa de autoridades da solenidade, junto com o vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, do deputado federal, Cabo Gilberto Silva, do deputado estadual, Tovar Correia Lima, representante da ALPB na ocasião, entre outras autoridades e lideranças do setor agropecuário e sindical. Antes da posse e discursos das autoridades, a violinista Belle Soares tocou, cantou e encantou o público presente.
Mário Antônio Pereira Borba foi reconduzido a presidência da FAEPA e em seu discurso, ele enalteceu a importância da união dos produtores, de uma representação política que entenda os problemas do setor e o defenda e, sobretudo, com a continuidade de ações que defendam o homem do campo e lhes dê maior e melhor capacidade de produção. “Assumo essa missão com o trabalhador rural, o cidadão que levanta cedo para trabalhar, que coloca alimento na mesa das pessoas, com entusiasmo, com alegria e também com a certeza de que haveremos de construir melhores caminhos”, disse ele.
Na mesma solenidade foram empossados os membros do Conselho Administrativo do SENAR-PB tendo o presidente Mário Borba, acumulando a função com a presidência da FAEPA, bem como seus conselheiros titulares e suplentes, além do superintendente do Senar Paraíba, Sérgio Martins, também reconduzido ao cargo. Entre os conselheiros titulares, destaca-se Francisco Siqueira de Lima Neto que também é Diretor do Departamento Técnico da Asplan e que assumiu a titularidade do cargo em substituição ao seu pai, Raimundo Nonato Siqueira, que por muitos anos foi conselheiro da instituição. “Muito me honra, a partir de agora, ser conselheiro de uma instituição tão importante para o setor produtivo em nosso estado e também por ocupar um espaço que foi de meu pai. Darei o melhor de mim para contribuir com o Senar porque entendo que capacitação é um fator primordial para termos bons resultados”, finalizou Neto.














Nova diretoria do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte tem dois profissionais da Asplan
O Engenheiro de Segurança do Trabalho da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e o Técnico de Segurança do Trabalho da entidade, Natanael Leal agora fazem parte da nova diretoria do Comitê das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN). A eleição que os conduziu para os cargos de Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, aconteceu nesta quinta-feira (24), na Câmara Municipal de Mamanguape, durante a 2ª Reunião Ordinária do ano. A nova gestão responderá pelas ações do comitê no período 2025-2028.
Além de Alfredo, que representa a Sociedade Civil e de Natanael, que tem acento como Usuário de Recursos Hídricos, foram eleitos e integram a nova diretoria o 1° Secretário Geral, Gibran Feitosa Nogueira, que representa o Poder Público Municipal, e o 2° Secretário Geral, Luis Carlos Silva de Almeida, que tem acento como representante da Sociedade Civil.
O novo presidente destacou a importância de integrar o comitê, desta vez, como dirigente, reiterando que não apenas para a agricultura, mas para a sociedade e o meio ambiente, é importante a boa gestão dos recursos hídricos. “A gestão eficaz dos recursos hídricos é crucial para garantir o acesso à água potável, proteger ecossistemas aquáticos, dar suporte a atividades econômicas como agricultura e indústria, e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Uma boa gestão envolve planejamento, uso sustentável, e prevenção contra a poluição, assegurando a disponibilidade e qualidade da água para as presentes e futuras gerações. E é dentro deste contexto que o comitê atua”, destaca Alfredo.
Além da eleição, a pauta da reunião deste dia 24 incluiu o acompanhamento da elaboração do Plano de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas Litorâneas (PRHBHL), uma discussão sobre os encaminhamentos da Comissão de Alocação de Água do açude Araçagi, além da escolha dos representantes que irão participar do ENCOB-2025. Houve ainda uma capacitação para novos membros do comitê sobre
“Comitês de Bacia: o que é e o que faz”, ministrada pelo diretor de Gestão e Apoio Estratégico da Aesa, Waldemir Fernandes de Azevedo.
Produção de insumos biológicos da Paraíba é destaque no Programa Globo Rural exibido no último domingo Fotos: reprodução vídeo da reportagem
Odair Amaral, agricultor do Rio Grande do Sul, percebeu algo estranho em sua plantação de cana-de-açúcar: as plantas estavam aparecendo com furos misteriosos e, pouco tempo depois, começavam a secar. Preocupado, ele registrou o problema em fotos e enviou para a equipe do Globo Rural. O programa, veiculado pela Rede Globo, no último domingo (20), procurou especialistas para darem uma explicação sobre esse acontecimento e encontraram na Paraíba as respostas, com o professor e agrônomo José Bruno Malaquias, da Universidade Federal da Paraíba, e o biólogo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Roberto Balbino, que mostrou como os insumos biológicos produzidos na Estação de Camaratuba atacam de forma natural essa praga comum em canaviais.
“O que está acontecendo na sua lavoura é a infestação por brocas, mais especificamente a Diatraea saccharalis. Essa praga é uma mariposa que deposita seus ovos nas plantas. Quando os ovos eclodem, as pequenas larvas – conhecidas como brocas – começam a se alimentar das folhas e, em seguida, perfuram o caule da cana. Os danos causados são sérios e podem comprometer toda a plantação”, explicou o professor.
Nas plantas mais jovens, segundo Bruno Malaquias, o sintoma mais comum é o chamado “coração morto” – quando a folha central da planta começa a secar lentamente, junto com o restante da estrutura. Esse nome vem do fato de que essa região central funciona como o “coração” da planta, responsável pela distribuição dos nutrientes. Quando danificada, a planta perde sua capacidade de desenvolvimento. Nas plantas mais maduras, complementou ele, a praga ataca o colmo (caule), danificando sua estrutura interna. “Além disso, os furos provocados pelas larvas abrem caminho para a entrada de fungos, que podem comprometer ainda mais a qualidade da cana-de-açúcar. Se não for controlada, a broca se espalha com rapidez e pode destruir grandes áreas de cultivo”, alertou.
“Mas, há um vetor que vem da natureza que pode atacar essa praga”, explica Roberto Balbino que coordena as duas biofábricas mantidas pelo Asplan, na Estação Experimental de Camaratuba. “A forma mais comum e eficaz de controle desta praga é o manejo biológico, usando inimigos naturais da praga. E a principal aliada nesse combate é a vespa Cotesia flavipes. Inofensiva para os humanos, essa vespa é letal para a broca. Ao ser liberada no canavial, a Cotesia coloca seus ovos dentro da larva da broca, que então morre e dá origem a novas vespas, prontas para continuar o controle natural”, detalha Roberto.
Ainda segundo o biólogo, o ataque das vespas é rápido e eficiente. “Em poucos minutos, elas conseguem extrair uma larva de dentro do caule. Os casulos formados pelas vespas emergem em cerca de cinco dias, prontos para serem soltos novamente no campo. A liberação pode ser feita manualmente, e cada vespa tem um raio de ação de cerca de 30 metros”, disse Roberto, lembrando que ao usar a vespa no canavial o produtor já vê resultados em, aproximadamente, 25 dias.
E a Paraíba dá um bom exemplo na produção de insumos biológicos que combatem pragas em canaviais, sendo referência no Nordeste na produção da Cotesia flavipes (vespas) e também do Metarhizium anisopliae (fungos). A Estação de Camaratuba que tem duas biofábricas é mantida pela Asplan e os insumos produzidos são distribuídos gratuitamente para os associados da entidade e vendidos a preços acessíveis para o mercado regional, especialmente, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Presidente da Asplan comemora aprovação de PL que flexibiliza regras da legislação ambiental e diz que país ganha com isso
A aprovação do Projeto de Lei 2.159/2021, que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil, realizada pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (17), por 267 votos favoráveis e 116 contra, foi celebrada por setores ligados ao agronegócio, entre os quais o segmento canavieiro. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi um dos dirigentes que avalia como positiva a aprovação. “O país não deixa de ter regras rígidas e penas até maiores para quem desobedecer à legislação ambiental. Na realidade essa flexibilização permitirá destravar projetos e obras importantes que promoverão o desenvolvimento do país, sem comprometer o meio ambiente, gerando mais empregos e renda”, disse ele.
O dirigente canavieiro lembra que atual marco regulatório tem regras sobrepostas e algumas bem conservadoras e ultrapassadas, o que trava iniciativas importantes e desestimula investimentos responsáveis. “Toda vez que se tenta melhorar e modernizar a legislação ambiental, algumas pessoas se colocam contra e muitas delas até desconhecendo o conteúdo das propostas acusam equivocadamente o agronegócio ou alguém que queria empreender no setor primário no Brasil que não esteja nem ai para o meio ambiente. É preciso acabar, de uma vez por todas, com essa falsa ideia até porque quem planta só sobrevive se conviver em sintonia com a natureza”, afirmou.
José Inácio reitera que o PL em questão, na realidade, uniformiza e simplifica os procedimentos apenas para os empreendimentos de menor impacto no meio ambiente. O projeto prevê a criação de novos tipos de licenças, diminui prazos de análises e simplifica adesões. Aprovado anteriormente no Senado com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o texto voltou para a Câmara porque foi alterado pelos senadores com a inclusão de 29 emendas. Agora segue para sanção presidencial.
Palestra mostra importância do maturador para a cana-de-açúcar e ganhos para o produtor
‘O manejo ideal para incrementar a qualidade da cana-de-açúcar’. Esse foi o mote de uma palestra técnica que aconteceu na última terça-feira (15), na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O engenheiro agrônomo da Syngenta, Guilherme Corrêa, conduziu o evento abordando os principais fatores e parâmetros que influenciam na maturação da cana-de-açúcar e as vantagens do uso do produto Moddus neste processo. “Ao utilizar o maturador, o produtor tem assegurado maiores ganhos de ATR e TAH porque o maturador surge como ferramenta tecnológica para o aumento do ATR e, consequentemente, para a maior remuneração do produtor”, reiterou o palestrante.
Antes da palestra, o vice-presidente da Asplan, Pedro Neto, fez uma breve atualização sobre notícias do mercado, com foco na taxação anunciada pelo governo americano e seus impactos no preço da cana. “Em cada mercado há um impacto, tem o etanol anidro, o etanol hidratado, o açúcar no mercado interno, o açúcar refinado e a cota americana. Cada um tem um percentual que impacta na cotação do valor da matéria-prima e estimamos que sofreremos um impacto em torno de 19% na formação do preço da cana”, disse ele, reiterando que o produtor não interfere no mercado externo, mas precisa produzir uma cana mais rica, com menos custos.
Em seguida, o diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira, lembrou que é imprescindível que o produtor fique atento aos custos de produção. “Não existe mais aquele velho ditado que era plantar, chover, colher e ganhar. Isso já está ultrapassado. Se o fornecedor não fizer conta, não colocar no papel e conhecer seus custos, ele vai chegar na entressafra sem dinheiro. É preciso focar nestes quatro pilares: vender bem a cana, fazer seus tratos culturais, colher bem e receber bem. Se não produzir com qualidade, não há ganho”, reiterou Neto.
No início da palestra, Guilherme apresentou um vídeo educativo de como o produtor deve proceder corretamente em caso de uso de produtos agrícolas, com cinco regras básicas, passando pela leitura do rótulo dos produtos, pelo jeito correto de aplicação e manuseio, passando pela quantidade correta de aplicação, pela segurança de quem aplica e uso de EPIs e descarte correto das embalagens.
Para falar de maturação, Guilherme lembrou que é preciso entender também de fisiologia da planta, de solo e clima. “O crescimento da cana é irreversível, depois de plantada, ela vai crescer até o final, até florescer. E a partir daí a gente pode chegar a potenciais diversificados levando em consideração vários fatores, a exemplo de variedades, a compactação do solo, as plantas daninhas, as fito toxidades, as pragas e doenças etc. E pensando sobre o TCH, quanto antes a gente colher é melhor”, disse o palestrante.
Sobre a composição da cana, o palestrante lembrou que em torno de 70% da cana é água, e os 30% restantes formam a fibra (casca e bagaço) e o brix (sólidos solúveis). Ele lembrou que o maturador usado na cana tem duas funções. “No início de safra ele é usado como um foguete, para acelerar a curva de maturação, e no final de safra, é usado como paraquedas, para diminuir a queda de ATR no final, principalmente em canas irrigadas”, disse ele.
Apresentando dados de cinco anos de estudos na Zona da Mata de Pernambuco, o palestrante mostrou como equilibrar o ATR por quilo e ATR por hectare. E sobre como enriquecer a cana com o uso de maturadores e fazer a melhor escolha, o palestrante lembrou que é preciso optar por um maturador que seja eficiente, que realmente converta a glicose e frutose em sacarose e que tenha qualidade, sabendo que ele entra rápido na planta e vai funcionar. “É preciso que o maturador não induza o crescimento de sua planta, não corra risco de morte da sua gema pical e não danifique sua soqueira subsequente. Esses são os pontos principais que precisam ser levados em consideração quando se trata de maturador”, explicou Guilherme, lembrando que há três tipos de maturador no mercado, que são os: estressantes, hormonais e fisiológicos.
Sobre se o fertilizante foliar pode substituir o maturador, o palestrante respondeu que não, pois eles são tecnologias complementares que quando são utilizados associados aumentam a produtividade do canavial. Sobre o Moddus, ele lembrou que é um produto de maior rentabilidade e que melhora o ATR, otimizando os custos do produtor porque ele tira mais por hectare, que o mais importante que a dose é o tempo de permanência do produto na planta e que ele é um produto que se paga muito fácil.







Produtor de cana paraibano com propriedade modal própria de 100 ha teve R$ 28 de margem líquida positiva na safra 24/25 diz estudo
Após o preenchimento de uma planilha de custos de produção local, que levou em consideração todas as despesas e investimentos que teve o produtor canavieiro paraibano para produzir na safra 24/25, a partir de uma propriedade modal de 100 hectares e de cinco cortes, a equipe do Projeto Campo Futuro chegou à conclusão que houve uma margem líquida positiva de R$ 28,00. Os dados que culminaram nesse resultado foram tabulados e apresentados na manhã desta terça-feira (2), na sede da Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa). Diretores e integrantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) forneceram os dados para o estudo que será apresentado em sua integralidade no dia 14 de agosto próximo, em João Pessoa.
Ao analisar e tabular o custo de produção de cana-de-açúcar, incluindo muda, preparo, plantio e tratos culturais, os parâmetros técnicos, gastos com mão de obra, utilização de maquinário, insumos, despesas administrativas, depreciação, remuneração do proprietário, remuneração da terra e capital, entre outros itens, a Analista de Custos Cana da Pecege, Lorena Hanzawa, e a Assistente Técnica da CNA, Eduarda Lee Ferreira, da equipe do Campo Futuro, que conduziram o levantamento estimaram em R$ 11.125 o custo médio de formação do canavial por hectare na Paraíba, levando em consideração uma meta de produção de 58,8 toneladas por ha, numa cana de cinco cortes. Ainda sobre investimento na produção de cana, o levantamento ainda mostrou um custo operacional por tonelada de R$ 172,97, com um faturamento de R$ 201,00.
Para o 1º vice-presidente da Asplan e presidente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que participou do estudo e colaborou no levantamento dos dados, esse estudo é muito importante para os produtores se aprofundarem nesta questão tendo uma visão mais profissional de seu negócio. “A oscilação de preços do mercado de commodities não tem interferência da gente que produz, portanto o que precisamos fazer é agir da porteira para dentro, baixando e racionalizando custos, aumentando a produção e longevidade do canavial, crescendo verticalmente, investindo em irrigação, fazendo o manejo de forma adequada, por exemplo, para não perder a socaria e melhorando práticas. Com esses dados consolidados, temos também uma visão global de nosso negócio o que nos permite ter decisões mais assertivas”, destacou Pedro.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira que também colaborou com a consolidação dos dados, reforça que o produtor não pode encarar os custos de produção como despesa apenas, mas como investimento. “É importante saber o custo por hectare, tanto quanto se vai ganhar e para isso é preciso conhecer os detalhes destes cálculos de custos da produção, e isso a gente tem bem consolidado com o projeto Campo Futuro”, afirmou Neto Siqueira, que estava acompanhado de seu pai, o também produtor canavieiro e 2º vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato.
Pedro Neto lembra que os produtores canavieiros estão muito acostumados a mexer com fluxo de caixa, mas pouco familiarizados com cálculos de custos. “O fluxo de caixa é que mantém nosso negócio vivo, mas é preciso saber sobre como e onde investir, o que se gasta, para ter uma boa safra, e esses parâmetros do Campo Futuro nos dão um panorama geral de tudo isso”, finalizou ele.
Campo Futuro – É um projeto realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O projeto, que se destina aos produtores rurais, é efetivado em parceria com as seguintes universidades e centros de pesquisas: Cepea Esalq/USP; CIM/UFLA; Labor Rural/UFV e Pecege, este último no caso da cana-de-açúcar.






A grande preocupação do setor produtivo é com a elevada taxa de juros afirma presidente da Unida sobre Plano Safra 25/26
O Plano Safra 2025/26 anunciado nesta terça-feira (1) terá R$ 516,2 bilhões destinados a financiamentos da agricultura empresarial brasileira para custeio, comercialização e investimentos. Isso significa uma alta de 1,5%, o equivalente a R$ 8 bilhões a mais em relação ao plano anterior. Apesar de um maior volume de recursos, alguns setores criticaram a elevada taxa de juros que varia entre 8,5% e 14% ao ano. “Essa elevada taxa de juros torna o crédito rural praticamente inacessível para a maioria dos produtores. É importante ter um maior volume de recursos, mas com taxas mais atrativas”, afirma o presidente da União Nordestina de Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que acompanhou o lançamento do Plano, em Brasília.
No Plano Safra anterior, lembra Pedro, os juros oscilavam de 7% a 12%. Segundo ele, a explicação do Governo para elevação dos juros foi a escalada da Selic que passou de 10,5% a 15% ao ano entre as safras. Também presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto reconhece o esforço do Governo Federal em disponibilizar recursos para fomentar a agricultura e pecuária do país numa conjuntura desfavorável de recursos, mas, reitera que a elevação da taxa de juros, num momento crítico de baixa nos preços das commodities nos últimos anos e diante de um aumento do endividamento dos produtores rurais do Brasil, desestimula o produtor a tomar emprestado esses recursos.
Ele destaca, no entanto, o crescimento nominal do crédito que destinou R$ 414,7 bilhões para custeio e comercialização, 3,34% mais que na temporada passada que foi R$ 401,3 bilhões, porém faz uma ressalva para a redução de recursos para as linhas de investimento de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, o equivalente a 5,41%. “Isso também limita a ampliação dos negócios para o setor”, disse Pedro.
















