Renovabio e suas perspectivas será tema de evento promovido pela Asplan nesta quinta-feira

O RenovaBio, programa do governo brasileiro que visa aumentar o uso de biocombustíveis, tem perspectivas positivas para o futuro, com foco em maior descarbonização, investimentos em infraestrutura e a expansão de novas fontes de biocombustíveis como o biogás e o etanol de segunda geração, mas não é somente esses ganhos. Para as indústrias produtoras de biocombustíveis, o Programa promove um aumento da previsibilidade do mercado, a possibilidade de gerar e comercializar Créditos de Descarbonização (CBIOs), além do incentivo à produção sustentável. Já para os produtores de matéria-prima, a exemplo da cana-de-açúcar, há um ganho real já que parte da comercialização dos CBIOs é direcionada a eles proporcionalmente a quantidade de cana entregue às usinas. E para entender um pouco mais sobre essa sistemática do Renovabio, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promove nesta quinta-feira (12), um evento em sua sede, em João Pessoa, a partir das 10h.
A partir do tema ‘Renovabio: uma nova perspectiva para os fornecedores de cana-de-açúcar’, a Associação vai trazer especialistas no assunto para atualizar seus associados sobre o Programa, como os palestrantes Jeruza Cavalcanti e Gileno Machado, das consultorias PGA e VertESG, além do vice-presidente da entidade e presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto, que fará uma participação especial. Representantes dos departamentos Técnico, Jurídico, Administrativo/Financeiro e Contábil da Asplan também participarão dos debates.
“A proposta é trazer as informações mais atualizadas para nossos associados sobre o Programa, principalmente, no que diz respeito ao recebimento de CBIOs. Vamos orientá-los a como proceder para ter acesso aos créditos que lhes é devido”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. Ele lembra que a Asplan já contratou uma consultoria para ajudar a equipe daentidade a ajudar os associados a se organizarem melhor para terem direito a parte que lhes compete do CBIOs. “Será uma renda importante dentro do processo produtivo, mas, muito além da renda também estaremos contribuindo com o meio ambiente com regras e práticas ainda mais sustentáveis que fazem parte do Programa”, reitera José Inácio, lembrando que o setor produtivo ficou de fora do Programa durante quase seis anos, mas que agora precisa usufruir de algo que lhe pertence por direito.
Cinco anos do Programa
Em cinco anos da operacionalização do Programa, instituído pela Lei nº 13.576, de 26/12/2017, o Renovabio vem contribuindo de forma relevante para a redução da intensidade de carbono da matriz de transporte brasileira e assegurando a previsibilidade para o mercado de combustíveis. “Hoje, os números do RenovaBio são expressivos. Aproximadamente 80% das usinas de etanol, 60% dos produtores de biodiesel e 40% dos produtores de biometano autorizados pela ANP estão certificados no Programa. Desde seu início, mais de 147 milhões de CBIOs foram gerados, evitando a emissão – e esse número é muito relevante – de 147 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Isso é absolutamente notável e coloca o Brasil numa posição de destaque no cenário internacional de transição energética. É um programa de que todos devemos ter muito orgulho”, destacou o Diretor-Geral da ANP, Rodolfo Saboia, em evento realizado em outubro de 2024, que celebrou os cinco anos de existência do Renovabio.
Asplan realiza evento sobre o RenovaBio neste dia 12 de junho
Posted on: 11/06/2025administrador