Author: News Comunicação
Festejos Juninos curiosidades e muito mais!
A Festa Junina tem suas origens na cultura europeia da época da Idade Média. Foi trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, porém sofreu várias adaptações em nosso território, onde foram incorporadas tradições brasileiras.
Para cada santo há um tipo de fogueira diferente. Na fogueira de São João as madeiras são colocadas em formato de cone. Na fogueira de Santo Antônio, as madeiras são colocadas em formato de quadrado. Já na fogueira de São Pedro, as madeiras ficam na posição de triângulo.
Há muitos anos, em Portugal, a Festa Junina era chamada de “Festa Joanina”, em homenagem a São João Batista.
As canções de Luiz Gonzaga (“o rei do Baião”) são as mais tocadas nas Festas Juninas brasileiras.
A Festa Junina é a segunda mais importante festa popular brasileira da cultura brasileira (fica atrás somente do Carnaval).
O milho é a base de muitas comidas da Festa Junina, pois é neste mês que ocorre a colheita dele.
A região Nordeste do Brasil é a que mais comemora a Festa Junina.
A quadrilha é um dos destaques da Festa Junina no Brasil. Esta dança surgiu como uma forma de agradecimento aos três santos católicos (São João, São Pedro e Santo Antônio) pela colheita realizada.
A maior Festa Junina do Brasil ocorre na cidade paraibana de Campina Grande, reunindo milhares de pessoas todos os anos.
Antigamente, imagens dos três santos católicos da Festa Junina eram pintadas em bandeiras e espalhadas pelos locais da festa. Com o tempo, estas bandeiras foram transformadas em bandeirinhas, que até hoje são usadas para decorar os ambientes da festa.
As roupas típicas da Festa Junina estão relacionadas ao modo de se vestir dos habitantes da zona rural de décadas atrás.
A fogueira, símbolo marcante das festas juninas, é uma tradição de origem pagã, que servia para comemorar o solstício de verão no hemisfério norte.
Os instrumentos musicais mais utilizados para acompanhar as músicas das festas juninas são: violão, viola, triângulo, sanfona, zabumba, pandeiro e cavaquinho.
PL de Jeová que assegura vaga em hospital privado para pacientes do SUS com Covid é aprovado pela ALPB
A internação de pacientes infectados pelo novo coronavírus (COVID-19), na rede hospitalar privada, na hipótese de inexistência de vagas nos hospitais públicos do Estado da Paraíba, quando requisitado por médico credenciado ao Sistema Único de Saúde, pode se tornar uma realidade na Paraíba caso o governador João Azevêdo sancione o Projeto de Lei nº 1698/2020. O PL, de autoria do deputado Jeová Campos, foi aprovado em sessão remota da ALPB, na manhã desta terça-feira (09), por 20 votos favoráveis. Os deputados Tião Gomes e Ricardo Barbosa se abstiveram de votar e quatro parlamentares votaram contra (Walber Virgulino, Cabo Gilberto, Moacir Rodrigues e Tovar Correia Lima).
Antes da votação, houve muitos debates entre os parlamentares que questionaram a intromissão do poder público em gestão hospitalar privada, já que o PL assegura o atendimento aos usuários do SUS, com coronavírus, em hospitais privados da Paraíba. Outro ponto de debate, foi a existência de uma iniciativa similar, do deputado Wilson Filho. Mas, o deputado Jeová Campos, em pronunciamento na defesa da aprovação da matéria, explicou que há diferença nos Projetos e que as vagas cedidas pelos hospitais privados aos pacientes do SUS serão custeadas com recursos públicos, não onerando as empresas de saúde privada e que as vagas só serão solicitadas em caso de colapso nas unidades públicas. Esse argumento fez com que vários parlamentares que antes tinham se manifestado contrários à proposta, mudassem de opinião e votassem favoráveis a iniciativa, a exemplo da deputada Camila Toscano.
O PL assegura a internação de pacientes infectados pelo novo coronavírus (COVID-19), em hospital privado na hipótese de inexistência comprovada de vagas na rede pública de saúde do Estado da Paraíba, desde que essa vaga seja requisitada e prescrita por médico credenciado ao Sistema Único de Saúde – SUS, que informará em laudo médico a situação de gravidade do paciente e a inexistência de vagas nas unidades públicas de saúde da Paraíba. O PL também estabelece que o Poder Executivo disciplinará o pagamento das despesas decorrentes das internações nos hospitais privados a serem apuradas com base nas tabelas de valores do SUS.
“Esse é um projeto que busca salvar vidas, porque a gente sabe que diante da situação de calamidade pública instalada no Brasil, de modo especial na Paraíba, é fundamental que possamos contar com a internação em leito hospitalar privado na hipótese de inexistência comprovada de vagas na rede pública de saúde do Estado da Paraíba”, justifica o parlamentar, lembrando que, atualmente, a rede pública de atendimento aos pacientes com Covid no Estado já atingiu, segundo mais recente boletim da Secretaria Estadual de Saúde, 81% de ocupação das UTIs.
Ainda segundo Jeová, mesmo tendo conhecimento e louvando o esforço que o governo estadual está fazendo em prol do enfrentamento e combate o novo coronavírus, com instalação de hospitais de campanha e reforço das unidades de referência, ainda não se tem como avaliar se os leitos dos hospitais públicos serão suficientes para atender a provável demanda de pacientes que, eventualmente, sejam infectados. “Essa iniciativa é de elevado alcance social, uma vez que poderá salvar a vida de inúmeras pessoas que poderão necessitar de atendimento médico/hospitalar. É uma providência de urgência que assegura uma vaga num hospital privado quando essa não existir em hospital público. É, por fim, uma iniciativa que defende os mais humildes que só podem ter acesso ao tratamento através do setor público, mas que, ao chegar lá, se não houver leito disponível, terá a garantia que será atendido e bem tratado”, finaliza Jeová.
- PL foi aprovado com 20 votos a favor
Hospital de Patos recebe doação de itens que ajudarão no combate a pandemia da ONG Compassion
Uma importante contribuição, em forma de doação de itens diversos, vai ajudar o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, na luta contra o Covid-19. Trata-se de uma doação da ONG Compassion do Brasil, que inclui dez itens fundamentais, entre EPI’s e materiais de desinfecção que estão sendo bastante utilizados em tempos de pandemia. A doação dos 1005 itens ocorrerá na manhã desta terça-feira (09) e será recebida pela diretora geral do Complexo, Liliane Sena, na própria unidade hospitalar. Além do hospital de Patos, outras unidades de saúde do Nordeste que são referência para tratamento de casos de Covid-19 serão contempladas com a ação da ONG. Da Paraíba, apenas o Complexo foi escolhido em função de trabalhos da instituição no município.
A lista de materiais doados inclui 25 máscaras TNT, mais 300 máscaras PFF 22, 100 gorros descartáveis, 70 louvas de procedimento, 100 aventais hospitalares, 140 óculos de proteção, 70 litros de álcool em gel 70%, 100 litros de água sanitária, mais 50 de Hipoclorito de Sódio e 50 de Antisséptico. O valor total dos 1005 itens é de R$ 21.305,00. Além do Hospital de Patos, o Hospital Macroregional Tomáz Martins – Santa Inês/Ma, o Hospital Regional de Urgê – Presidente Dutra/Ma, o. Hospital Macroregional – Coroatá/MA, o Hospital Regional Laura Vasconcelos – Bacabal/MA, o Hospital de Campanha Nossa Senhora de Fátima – Parnaíba/PI e o Hospital Regional Norte – Sobral/CE também receberão esses itens.
A diretora geral do Complexo de Patos, Liliane Sena, destacou a importância destas doações para a unidade na atual conjuntura. “Ficamos muito contentes em sermos contemplados com essa iniciativa da ONG e, principalmente, pelo fato de todos esses itens serem de suma importância neste momento, pois eles são imprescindíveis no combate a pandemia e, sobretudo, na proteção de nossos pacientes e profissionais, de forma que estamos muito gratos e lisonjeados por terem nos acolhido e pela ajuda que estão nos dando”, destacou ela.
Sobre a Compassion do Brasil
Organização beneficente cristã, a Compassion do Brasil está presente no país há mais de 30 anos com significativo investimento na política de assistência social. Através de seus 204 parceiros espalhados pelo Nordeste contribuindo com o desenvolvimento integral direto de mais de 62 mil crianças e adolescentes, e indiretamente com cerca de 250 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social. ‘Neste tempo de pandemia, mesmo não se configurando como uma organização de Ajuda Humanitária, a Compassion do Brasil se alegra em contabilizar até aqui a doação de mais de 2,7 milhões de reais em cestas básicas, kits de higiene/limpeza e máscaras a cerca de 45 mil famílias, de 104 municípios do Nordeste e agora em dar sua contribuição a alguns hospitais onde tem atuação. Serão mais de R$ 200.000,00 em compras de EPI´S e materiais de desinfectação’, destaca uma nota assinada pela diretora nacional da ONG, Vanessa Viotti.
- Hospital de Patos foi o único da PB a receber a doação da ONG Compassion
Urgência do Hospital de Patos atendeu média de seis pacientes/dia vítimas de acidentes na primeira semana de junho
Mesmo com a redução de circulação de pessoas nas ruas devido a pandemia, a urgência e emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, registrou o atendimento de 43 pessoas vítimas de acidentes de trânsito, na primeira semana de junho (01 a 07/06), o que dá uma média de seis atendimentos/dia somente com esse tipo de ocorrência. A maior parte dos acidentados, 35 pessoas, deram entrada por causa de acidentes com motos.
Boa parte destes 43 registros de acidentados do período se concentraram no final de semana (05 a 07/06), onde 25 pessoas foram atendidas, sendo 21 delas decorrentes de acidentes com motos. Os demais atendimentos recaíram em vítimas de acidentes com bicicletas (05), atropelamentos (02) e um acidente de automóvel. No período não houve registro de acidentes com tração animal.
Na primeira semana de junho, o relatório de casos atendidos no Complexo por causa de violência registrou sete ocorrências, sendo quatro vítimas feridas com arma branca, duas por armas de fogo e uma por agressão física. A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, confirma que houve uma sensível redução no número de acidentados nos últimos tempos e atribui essa queda as medidas de isolamento impostas pela pandemia. “A gente vem percebendo essa redução no número de casos, mas, 25 pessoas atendidas num único final de semana por causa de acidentes ainda é um número bastante significativo”, reitera ela.
CCJ da ALPB aprova por unanimidade Projeto de Lei que cria auxílio emergencial para classe artística paraibana
Depois de dois pedidos de vista, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALPB, que se reuniu nesta segunda-feira (08), aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei (1756/2020), de autoria do deputado Jeová Campos, que institui a criação de um Auxílio Emergencial para os trabalhadores do setor cultural e para os espaços culturais no Estado da Paraíba, durante o período de calamidade pública decorrente do Covid-19. O PL segue agora para apreciação em plenário.
A apreciação da matéria já havia sido adiada por duas vezes. A primeira por causa de um pedido de vista do deputado Ricardo Barbosa e depois, pelo mesmo motivo, por solicitação do deputado Dr. Taciano Diniz. O deputado Jeová Campos comemorou a aprovação da matéria na CCJ, lembrando que essa é uma questão urgente, importante e necessária. “Quem vive da Arte e Cultura não só na Paraíba vem enfrentando de forma muito cruel essa pandemia e o pior, sem nenhuma expectativa de voltar as suas atividades, já que é um setor que não tem chance de voltar à normalidade antes do fim desta pandemia”, disse Jeová.
O PL beneficia o trabalhador do setor cultural com um recebimento do Auxílio Emergencial no valor equivalente a um salário mínimo nacional, ou seja, R$ 1.045,00 ou da complementação até este valor, caso o beneficiário receba auxílio de renda básica no âmbito do Governo Federal. Já os estabelecimentos receberiam um subsídio mensal no valor de R$ 3.500 para a manutenção desses Espaços Culturais.
Outros projetos de Jeová
Na mesma sessão da CCJ, outros dois projetos do parlamentar também foram apreciados. O PL 1657/2020, que trata sobre a obrigatoriedade de disponibilidade de fornecimento de equipamentos de proteção individual para os funcionários das empresas concessionárias de energia elétrica, que atuam no ambiente externo foi aprovado, por unanimidade pelos integrantes da Comissão. Já o PL 1656/2020, que destinava recursos arrecadados e não utilizados provenientes de depósitos referentes a penas alternativas na Justiça e fianças de ocorrências sob a administração do poder judicial estadual, para compra de EPIs para profissionais da área de saúde pública na vigência do estado de calamidade pública, foi rejeitado pela CCJ, que o entendeu inconstitucional.
- Deputado Jeová Campos comemorou aprovação do PL na CCJ
Hospital do Bem mantém atendimentos e realiza 520 sessões de quimioterapia em três meses
OHospital do Bem – unidade de oncologia do Sertão – não parou suas atividades neste período de pandemia e vem mantendo a assistência aos pacientes, adotando um rígido controle de prevenção para proteger os pacientes oncológicos que fazem parte do grupo de risco em relação ao Covid-19. Nos últimos 90 dias, a unidade contabilizou 1028 atendimentos ambulatoriais e a realização de 520 sessões de quimioterapia.
Em março, o Hospital do Bem realizou 377 atendimentos e 173 sessões de quimioterapia. Já em abril, foram 350 atendimentos ambulatoriais e mais 185 sessões. Em maio, foram contabilizadas 301atendimentos e mais 162 sessões de quimioterapia. Os atendimentos ambulatoriais se dividem nas especialidades Oncologia Clínica e Cirúrgica, Mastologia, Cirurgia Plástica e Urologia.
Por ordem de demanda, a Oncologia Clínica foi a que teve um maior número de atendimentos, com 672 registros. Em segundo lugar foi Mastologia, com 149 atendimentos, seguido de Oncologia Cirúrgica, com 119 casos. A Cirurgia Plástica teve 65 atendimentos, enquanto a Urologia teve outros 23 casos.
A diretora geral do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, no qual o Hospital do Bem está inserido, Liliane Sena, reitera que o hospital continua em pleno funcionamento, mantendo controles de desinfecção e limpeza ainda mais rígidos. “Adotamos uma série de medidas para garantir a segurança de nossos pacientes na atual conjuntura, a exemplo de distanciar os leitos e cadeiras da recepção e sala de quimioterapia, disponibilizamos máscaras para pacientes e acompanhantes que não possuem o acessório, álcool em gel em todas as dependências, reduzimos a quantidade de pacientes atendidos diariamente para evitar aglomerações e ainda orientamos nossos pacientes sobre medidas preventivas”, destaca Liliane.
O Hospital do Bem atua com atendimento ambulatorial, tratamento quimioterápico e cirúrgico para quatro tipos de câncer: pele, próstata, mama e colo de útero. A sala de quimioterapia tem capacidade para atender dez pacientes simultaneamente, mantendo uma distância segura entre todos eles. O Hospital do Bem só atende pacientes regulados, ou seja, com consultas e procedimentos já agendados previamente, via Secretarias de Saúde dos municípios, apor meio da Central de Regulação do Estado.
- As sessões de quimioterapia do Hospital do Bem continuam acontecendo mesmo no período da pandemia
- O Hospital do Bem realizou 520 sessões nos últimos três meses
A crise do setor é passageira e os produtores merecem ter acesso aos ganhos do CBIOs foram algumas das constatações da live do IFAG
A crise é passageira, tem uma luz no fim do túnel, o consumo de etanol está voltando, o produtor precisa renovar seu canavial, o governo federal tem que ajudar o setor a superar essa crise, é urgente melhorar a visibilidade e o entendimento da importância do setor na sociedade e isso se dá através de ações de comunicação, o produtor terá acesso aos créditos de descarbonização, o CBIOs dará ainda mais credibilidade ao setor sucroenergético e o setor industrial precisa ser ainda mais parceiro do produtor. Essas foram algumas das constatações de uma live, realizada na noite desta sexta-feira (05), que reuniu representantes de várias entidades ligadas ao setor sucroenergético nacional. A live debateu os cenários atual e futuro do setor e foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), SENAR, Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e Sindicato Rural de Goiás. A mediação do evento foi feita pelo Coordenador Técnico do IFAG, Alexandro Santos.
O presidente da CNA, Ênio Fernandes, da Orplana, Gustavo Rattes, da Feplana, Alexandre Andrade e da Unida e da Asplan, José Inácio de Morais foram os debatedores da live. Para José Inácio esse debate sobre a atual conjuntura do setor canavieiro foi oportuno e importante. “Vivemos um cenário adverso, sob o qual ninguém sabe ao certo quais serão as repercussões e precisamos, mais que nunca, estar unidos e coesos para juntos conseguirmos fortalecer o setor”, disse José Inácio, lembrando que essa pandemia não é a maior crise que o setor enfrenta no Nordeste. Segundo ele, os sete anos de seca na região, os 16 anos dos governos do PT e a crise de 1986 foi ainda mais cruel. “Naquela época enfrentamos uma inflação de 80% e uma cana com baixo preço. Hoje, já atingimos R$ 100, oscilamos em R$ 80 e já caminhamos para R$ 95”, destacou José Inácio, que elogiou a postura da ministra da Agricultura, Thereza Cristina, criticou a demora do Banco do Brasil em ajudar o setor e lembrou que o produtor não deve deixar de renovar seu canavial em 10%,12% ou nos ideais 16%.
O dirigente da Unida disse ainda que não entende a resistência de alguns representantes do setor industrial em destinar parte dos créditos de descarbonização do CBIOs para os fornecedores, inclusive porque o valor a ser direcionando aos produtores além de ser merecido, não vai comprometer o lucro da indústria. Por fim, José Inácio reiterou que o setor precisa andar coeso e destacou, neste sentido, a necessidade de que todas as entidades trabalhem para a aprovação do Projeto de Lei 3149, apresentado pelo deputado paraibano, Efraim Filho. “Esse PL tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou os fornecedores fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios), restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais”, lembrou José Inácio, conclamando todas as entidades a lutarem pela aprovação do Projeto.
- A live aconteceu na noie desta sexta-feira
Presidente da Unida elogia iniciativa de deputado paraibano de propor inclusão de CBios para produtores de cana e outras culturas do país
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais elogiou a iniciativa do líder dos Democratas na Câmara Federal, deputado paraibano Efraim Filho, que apresentou o PL 3149. A Iniciativa tem o objetivo de corrigir uma injustiça contra os produtores independentes de cana na lei do RenovaBio, que deixou de fora do recebimento dos créditos descarbonização (CBios) os fornecedores de cana, restringindo o acesso aos ganhos apenas aos industriais.
A iniciativa do deputado Efraim Filho encontra respaldo na reivindicação da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), que se manifestaram desde o início dos debates sobre o Renovabio favoráveis a inclusão dos produtores canavieiros independentes nos ganhos com o CBIOs. “Os produtores são um elo importante na cadeia sucroenergética, no entanto, ficaram de fora dos ganhos dos créditos de descarbonização (CBios), de forma que somente um Projeto de Lei pode mudar essa realidade e reverter essa injustiça com essa categoria”, destaca José Inácio.
O dirigente canavieiro lembra que o setor produtivo é responsável por 30% da matéria-prima do etanol e açúcar produzidos nas usinas do país, mas, mesmo com essa representatividade, o Renovabio não incluiu os canavieiros nem produtores de milho e de soja no direito ao recebimento de créditos (CBios), a serem pagos pela produção do biocombustível. “O PL acaba com a exclusão, como esses setores também passam a dividir com as usinas os custos operacionais exigidos pelo mercado de CBios. O projeto também cria regulamentações para garantir aos agricultores a coparticipação e recebimento proporcional dos créditos correspondentes à produção de etanol da unidade onde a matéria-prima foi fornecida”, explica o deputado autor do PL, lembrando que o produtor rural desempenha importante papel na cadeia produtiva de biocombustíveis, e precisa participar ativamente do RenovaBio, principalmente, no que se refere aos créditos de descarbonização (CBios).
O dirigente da Feplana, Alexandre Lima, complementa. “O setor canavieiro tem respaldo para participar do mercado de CBios porque grande parte das metas de descarbonização ocorrerá no campo, por meio das ações realizadas pelo produtor rural. Isso quer dizer que o canavieiro é um dos grandes agentes econômicos do RenovaBio”, reitera Alexandre. Ele lembra que por causa dessa questão não ter sido incluída na lei dos biocombustíveis, de autoria do então ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, ainda no governo de Michel Temer, algumas usinas não querem agora compartilhar espontaneamente os CBios com os fornecedores independentes de cana, como foi acordado entre as entidades sucroenergéticas durante as negociações para a aprovação da lei do RenovaBio. “O PL do deputado Efraim busca corrigir está questão ao incluir o produtor independente de matéria-prima destinada à produção de biocombustíveis, dando a ele efetiva participação no RenovaBio e no justo recebimento de CBios”, finaliza o presidente da Feplana.

Mais um funcionário do Complexo de Patos supera o Covid e volta às suas atividades
“É preciso que cada um faça a sua parte. Lave constantemente as mãos, fiquem em casa e só saiam para o que for urgente e bem protegido, com máscara e luvas, porque o vírus está em todo canto e a gente nunca sabe como pode se contaminar”. Essa afirmação é da Auxiliar de Serviços Gerais do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, Edinete Nunes Santana, de 38 anos. Ela é uma das funcionárias da unidade que superou o Covid-19 e regressou a sua rotina nesta quinta-feira (04), quando teve calorosa recepção dos colegas de trabalho, a ponto de se emocionar com as palavras de carinho e os cartazes com corações. Na semana passada, o Complexo contabilizava 43 profissionais afastados, sendo 31 deles com testagem positiva para Covid-19 e outros 12 com suspeita da doença. Alguns destes, a exemplo de Edinete, já voltaram às suas atividades após o período de isolamento.
Com sintomatologia leve, apresentando apenas dores de cabeça, entupimento do nariz e falta de paladar, Edinete conta que achou que esses sintomas fossem algo ligado a sinusite, tanto que ficou surpresa após fazer a tomografia e o médico lhe informar que 25% do pulmão apresentava comprometimento. O teste rápido que positivou para Covid, realizado no dia 21 de maio, fechou o diagnóstico e imediatamente após o exame, ela entrou de licença, foi para casa, no Distrito de Santa Gertrudes, onde permaneceu em isolamento domiciliar por 14 dias, sendo oito dos quais, completamente sozinha em seu quarto.
O restante do tempo em casa, também foi em isolamento domiciliar, mas com saídas do quarto, com luvas, máscara e gorro, por causa do filhinho de três anos dela, o José Mathias, que cobrava atenção da mãe que estava em casa, mas, que ele não via. “É difícil uma criança de três anos entender que a mãe está em casa e ele não pode vê-la. Então, sob orientação da minha agente de saúde, eu saia do quarto, com toda a proteção, mas, mantendo a distância segura de meus quatro filhos e de meu esposo”, disse ela, que teve neste período também o apoio da mãe, a Sra. Maria de Fátima.
Edinete, que atua na Urgência e Emergência do Hospital, admite que sentiu medo ao receber o diagnóstico e que ficou receosa de precisar de uma UTI e de ser intubada, mas, que recebeu tantas palavras de conforto e carinho, que decidiu enfrentar a doença sem maiores receios. “Eu só tive sintomas leves, mas, como essa é uma doença nova, pouco estudada, ninguém tem certeza de nada, mas, graças a Deus eu não tive nada sério e estou aqui contando a minha história de superação”, destaca ela, acrescentando que tudo isso também reforçou a sua fé.
- A recepção dos colegas no retorno de Edinete
- Edinete voltou ao trabalho no dia 04 de junho
Complexo Regional de Patos recebe doação de aerocâmaras e máscaras cirúrgicas
O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) vai passar a disponibilizar na terapêutica dos pacientes com Covid-19 um dispositivo de ventilação não invasivo que pode evitar a intubação. Trata-se de aerocâmaras, um equipamento que já vem sendo usado em vários hospitais referência para o tratamento de casos de coronavirus e que agora, com a doação de 20 equipamentos pelo Manaíra Shopping, de João Pessoa, estarão disponíveis também para os pacientes de Patos. A unidade também recebeu a doação de 3.600 máscaras cirúrgicas que foram compradas com verbas da 2ª Vara Mista de Patos. A entrega das máscaras destinadas ao Complexo se deu na sede da OAB, seccional Patos, na manhã desta sexta-feira (05), com a presença da diretora geral da unidade, Liliane Sena.
“Além do atendimento humanizado, de equipamentos que facilitam a terapêutica, o hospital agora terá essas aerocâmaras e mais máscaras”, atesta a diretora geral do Complexo, Liliane Sena. Ela explica que dos 20 equipamentos, 10 ficarão na unidade e os outros dez serão encaminhados para os hospitais de Pombal, Piancó e Cajazeiras que também integram a rede estadual referenciada de atendimentos para casos de Covid-19. Liliane lembra que o hospital já tinha recebido a doação de um equipamento similar, feito pelo empresário Anderson Gaudino.
Ela explica que a cápsula respiradora é usada como primeira opção para pacientes com dificuldades de respirar antes de decidir pela intubação. “O que tem se observado onde esse equipamento já está em uso é que o resultado do uso da aerocâmara é muito bom, com os pacientes evoluindo muito bem sem a necessidade de intubação e UTI”, destaca a diretora do Complexo, lembrando que muitos já apelidaram o equipamento de ‘cápsula da vida’. Liliane destaca ainda que uma outra vantagem da aerocâmara é a diminuição dos riscos de contaminação dos profissionais de saúde, que atuam na linha de frente.
Sobre as máscaras doadas, ela lembra que a decisão da destinação de recursos para aquisição de EPI’s foi proferida pelo juiz Diego Garcia Oliveira, em atendimento a uma solicitação da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção/Patos, e que essa doação fará muita diferença na atual conjuntura. “Vivemos um momento de pandemia, com muitas necessidades de materiais, principalmente de EPI’s, que são imprescindíveis na luta contra o contágio e a disseminação da doença, diante de um mercado saturado devido a muita procura por materiais e uma doação desse porte é uma ajuda oportuna, necessário e fundamental, de forma que agradecemos a OAB por ter solicitado essa ajuda e a Justiça por ter entendido a importância do pleito”, reforçou Liliane. Segundo divulgação da Justiça, os recursos são oriundos de pena de prestação pecuniária, transação penal e suspensão condicional do processo nas ações criminais e serão destinados para o Complexo de Saúde Municipal de Patos, Hospital Regional, Maternidade e Hospital Infantil.
- A diretora do Complexo, Liliane Sena recebendo a doação das máscaras na sede da OAB Patos
- As aerocâmaras já foram entregues no Complexo e já começam a ser utilizadas
- Detalhe da aerocâmara
- Modelo de câmara doada ao hospital













