Hospital Regional de Patos

Complexo de Patos recebe novos equipamentos da SES

O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) recebeu, nesta segunda-feira (03), da Secretaria de Saúde Estadual (SES), 24 novas camas hospitalares, 20 bombas de infusão, um carro de bisturi e seis monitores. Os equipamentos, segundo a direção da unidade, serão instalados logo após o processo de tombamento no patrimônio. As camas serão destinadas às Enfermarias em substituição de outras já muito usadas e os demais itens para diversos espaços.

“Esses itens possibilitarão melhorar, ainda mais, o cotidiano da unidade e, consequentemente, a qualidade de atendimento aos nossos pacientes”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, agradecendo a equipe da SES, na pessoa do secretário Dr. Geraldo Medeiros e, especialmente, a equipe do Núcleo de Assistência Hospitalar (NAH) que tem se mostrado sensível às demandas do hospital, tanto em relação às necessidades da pandemia e dos pacientes com Covid, como todos os demais serviços da unidade.

Mês de Segurança do Paciente é encerrado no Complexo de Patos com várias ações

A campanha Abril Pela Segurança do Paciente, criada para que as instituições de saúde revisassem estratégias e ações que busquem aumentar a Segurança do Paciente, ganhou este ano a adesão do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC). A unidade, durante todo o mês de abril, realizou várias ações reforçando condutas e debatendo a importância de ter uma atenção mais que especial com o paciente. As atividades foram encerradas nesta quinta-feira (29), com o lançamento de uma ação de arrecadação de materiais de higiene pessoal e roupas para pacientes e acompanhantes em situação de vulnerabilidade social, com corte de cabelo para os pacientes nas enfermarias e um momento de louvor e congraçamento respeitando as normas vigentes de não aglomeração e distanciamento seguro.

A programação, que acontecia desde o dia 1º de Abril, incluiu rodas de conversas com acompanhantes, pacientes e profissionais, campanhas internas a exemplo da “Adorno Zero” e palestras com temas diversos, tais como, “Seis metas internacionais de segurança do paciente”, “Importância do Uso de EPI’s”, “Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos”, “Reduzir risco de queda e lesão por pressão”, “Pneumonia e mudança de decúbito, fatores de risco e estratégias para a prevencão” e “Higienização das mãos para prevenir infecção”.

Todas as atividades foram realizadas em conjunto pelo CCIH, Núcleo da Segurança do Trabalho em conjunto com o Serviço Social da unidade, envolvendo também todas as coordenações de setores e a direção Administrativa, Técnica e Geral do Complexo. “Foi um mês de muitas atividades e reforço de ações e condutas importantes no que diz respeito ao trato com o paciente. Toda instituição de saúde deve ter um olhar especial e se preocupar com a qualidade e segurança da assistência ao paciente e ao reforçarmos isso não apenas em Abril, mas neste mês com mais ênfase, estamos nos aperfeiçoando enquanto instituição. Nós não podemos esquecer que a segurança do paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado a ele prestado”, destacou a Diretora Técnica do Complexo, Dra. Jaqueline Andrade.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, participou do encerramento das atividades e reforçou a importância de tudo o que foi revisto durante a campanha ‘Abril Pela Segurança do Paciente’. “Nós não podemos negligenciar quando o assunto é vidas humanas e aqui no Complexo lidamos com isso cotidianamente. Então, quanto mais capacitados e comprometidos estivermos com as nossas ações, mais segurança teremos ao executar nossas atividades”, disse Francisco, agradecendo o engajamento dos profissionais nas ações e a condução das atividades pelas equipes de todos os setores, especialmente, do CCIH, do Núcleo da Segurança do Trabalho e do Serviço Social da unidade.

Complexo de Patos tem aumento de 11% nos atendimentos na Urgência e Emergência no final de semana

Comparando os atendimentos deste final de semana (23 a 25) com os do final de semana anterior (16 a 18/04), a Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) teve um aumento de 11% no número e atendimentos e de 80% no número de pacientes vítimas de acidentes. Entre às 18h da última sexta-feira (23) e a meia noite do domingo (25), o plantão da unidade registrou o atendimento de 146 pacientes, deste total 36 foram de pessoas que se acidentaram. O plantão de maior movimento foi o do domingo, quando 72 pessoas foram atendidas, seguido do plantão do sábado, quando deram entrada na unidade outras 51 pessoas. Das 18h da sexta-feira até a meia noite, mais 23 pessoas foram atendidas por causas diversas. Nove cirurgias foram realizadas neste período, sendo dois procedimentos de Ortopedia, a mesma quantidade de Cirurgia Geral e mais cinco cirurgia oncológica.
Comparando os dados da Urgência e Emergência da unidade deste final de semana com o anterior, houve um aumento de 11% no número de atendimentos (16 a 18/04 foram 131 atendimentos). Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, automóvel, bicicleta e veículo de tração animal, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com síndrome gripal, queda da própria altura, queda de nível, dor abdominal,

, entorse ou torção, dor no peito, dor renal, acidente com objeto perfuro-cortante, problemas ligados à hipertensão, entre outros motivos.
O boletim de atendimento de pacientes vítimas de acidentes de trânsito mostra que dos 33 acidentados, a quase totalidade foi de pessoas que estavam em motocicletas, com 28 casos. Houve ainda quatro pessoas que se envolveram com acidentes de automóvel e uma que se acidentou com bicicleta. Dos 33 acidentados, seis deles precisaram permanecer internados para cuidados posteriores. Os demais foram liberados após os primeiros socorros. Dos acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com 16 pessoas no total, mas vieram pacientes das cidades de Aguiar, Cacimbas, Desterro, Imaculada, Matureia, Olho D’água, Paulista, Piancó, Santa Teresinha, Santana de Mangueira, São Bento, São José do Bonfim, Tavares, João Pessoa e São Mamede.

Continuar Cuidando: Complexo de Patos monitora pós-alta de pacientes que tiveram forma grave de Covid-19

O nome do projeto é bem sugestivo: Continuar Cuidando. E ele é direcionado aos pacientes que tiveram Covid na forma mais complicada e que passaram dias em internamento. Criado pelo Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Saúde, a iniciativa visa monitorar o paciente que desenvolveu a forma grave da doença, a fim de acompanhar sua evolução após a alta hospitalar. Esse acompanhamento também é feito no ambulatório do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) desde agosto do ano passado. A unidade é uma das referências no tratamento de pacientes com Covid, desde março de 2020.

Dr. Pedro Augusto, que atua na linha de frente do setor Covid do Complexo, destaca que esse acompanhamento pós-alta é muito importante. “Uma das coisas que a gente tem que prestar bastante atenção são os efeitos futuros do Covid, pois a gente se depara muitas vezes com pacientes com déficit neurológicos, cognitivos fraqueza muscular, dores articulares e são pessoas que não tinham isso antes da doença. E o pior de todos é o quadro respiratório crônico, essa fibrose pulmonar que o paciente pode virar um paciente dependente de oxigênio”, esclarece o médico. Para ele, esse acompanhamento é fundamental não apenas nos PSFs, mas, também nos ambulatórios especializados no acompanhamento destes pacientes.

A Chefe do Núcleo de Enfermagem, Sefora Cândida Vasconcelos, explica que quando o paciente recebe alta do setor de isolamento Covid, o prontuário dele é cadastrado no sistema do projeto e as informações são repassadas para uma equipe multiprofissional que vai através da telemedicina fazer a primeira triagem desse paciente e agendar o dia para o retorno. “As consultas geralmente acontecem nas quintas-feiras no ambulatório Covid e no momento da consulta o médico identifica se há necessidade do paciente fazer algum exame como, por exemplo, uma tomografia, exames laboratoriais, ecocardiograma e o que se fizer necessário para avaliação atual do paciente. Em seguida, o médico traça a conduta necessária e encaminha o paciente de volta ao seu município”, explica Sefora.

O médico Diego Varela, responsável pelos atendimentos de pacientes pós-alta Covid no Complexo, lembra que essa doença viral, de acometimento pulmonar, pode deixar sequelas ocasionando sintomatologia respiratória grave mesmo após a alta hospitalar. “Desta forma, esses pacientes após o período inflamatório e mesmo após a pronta recuperação parcial ou total da sintomatologia necessitam após a alta de um acompanhamento ambulatorial que lhes dê a assistência e restauração completa da saúde, não só com o acompanhamento médico, mas também fisioterápico entre outros”, afirma Dr. Diego, complementando que no ambulatório de egressos é possível monitorar esses pacientes que já estão em casa, ajudando para que os mesmos não necessitem de internamento posterior à alta. “Além de reduzirmos a ocupação de leitos por uma eventual reincidência dos problemas, com o serviço do ambulatório nós ainda diminuímos de forma considerável a mortalidade destes pacientes”, finaliza Dr. Diego.

Paciente do Complexo de Patos é removida de helicóptero para o Hospital Metropolitano em operação inédita na unidade

Há seis anos, a Sra. Maria Zélia de Sousa, de Patos, se submeteu a uma cirurgia de troca de válvula mitral e vivia sua vida normal. Mas, há cerca de 15 dias, ela começou a apresentar sinais que apontaram que era chegado o momento de substituir a prótese, que tem um tempo de vida útil. A paciente, que estava internada no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), foi removida para o Hospital Metropolitano de Santa Rita, unidade referenciada para esse tipo de intervenção. O inusitado desta história é que a paciente foi transferida por via aérea, no helicóptero Acauã, na tarde desta quarta-feira (21), em segurança e com todo o aparato médico e tecnológico e recebida pela equipe do cirurgião cardiointervencionista, Dr. Antônio Pedrosa, numa operação inédita até então para a equipe do CHRDJC.

A diretora técnica do Complexo, Dra. Jaqueline Andrade, uma das responsáveis pela operação batizada de ‘Salva Vida”, explica que a paciente teve todo o suporte clínico sintomático enquanto permaneceu na unidade até que a transferência aérea fosse viabilizada. “Ela não teria condições de ser transportada por via terrestre devido a gravidade do quadro e assim que constatamos isso, iniciamos os esforços para garantir esse transporte aéreo e assegurar a rapidez dessa regulação”, explica a médica, agradecendo o apoio do prefeito de Patos, Nabor Wanderley, que foi decisivo na agilidade da obtenção da aeronave que fez o transporte. “Era um caso muito grave e o tempo, neste momento, era crucial”, destaca a médica, complementando que após a cirurgia da troca da válvula a paciente voltará a ter vida normal.

Além de assegurar o transporte aéreo da paciente, que saiu da unidade em direção ao aeroporto onde chegou às 15h, o Complexo ainda assegurou que ela fizesse todo o trajeto até o Hospital Metropolitano em segurança sendo assistida pelo médico. Dr. Diego Varella, Coordenador da Clínica Médica da unidade e pela enfermeira Júlia Maria César. A paciente chegou ao Metropolitano às 15h50 e foi recebida pela equipe médica do Dr. Antônio Pedrosa, especialista no tipo de procedimento cardíaco que a Sra. Maria Zélia de Sousa necessita.
“Foi um dia atípico, nós nunca tínhamos feito uma ação desta natureza, mas, graças a Deus tudo ocorreu dentro das expectativas e a nossa paciente terá o tratamento adequado para reestabelecer sua saúde e qualidade de vida. Quero agradecer a todos os profissionais que se envolveram e não mediram esforços para que a ação fosse um sucesso, especialmente, a nossa diretora técnica, Dra. Jaqueline, que se empenhou, inclusive, na captação da aeronave e acompanhou a paciente até o aeroporto entregando-a aos cuidados de Dr. Diego que teve a nobre missão de acompanhá-la durante a viagem até o Metropolitano”, disse o diretor geral do Complexo Francisco Guedes.

Complexo de Patos realiza programação educativa para lembrar Mês de Segurança do Paciente

A administração incorreta de um medicamento, a identificação equivocada de um exame ou mesmo uma cirurgia em local errado pode afetar a saúde do paciente e causar-lhe danos graves. A campanha Abril Pela Segurança do Paciente foi criada justamente para que as instituições de saúde revisassem estratégias e ações que buscam aumentar a Segurança do Paciente. E, este ano, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) aderiu à ação e desde o dia 1º está realizando atividades, em todos os setores, reforçando a importância e iniciativas que reforçam a atenção com o paciente. As atividades são realizadas pelo Núcleo da Segurança do Trabalho em conjunto com o Serviço Social da unidade, envolvendo também todas as coordenações de setores e a direção Administrativa, Técnica e Geral do Complexo.

A programação inclui rodas de conversas com acompanhantes, pacientes e profissionais, campanhas internas a exemplo da “Adorno Zero” e palestras com temas diversos, tais como, “Seis mjetas internac ionais de segurança do paciente”, “Importância do Uso de EPI’s”, “Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos”, “Reduzir risco de queda e lesão por pressão”, “Pneumonia e mudança de decúbito, fatores de risco e estratégias para a prevencão” e “Higienização das mãos para prevenir infecção”.

No último dia da campanha, em 30 de abril, haverá o dia D com o lançamento de uma ação de arrecadação de materiais de higiene pessoal e roupas para pacientes e acompanhantes em situação de vulnerabilidade social, corte de cabelo para os pacientes nas enfermarias e um momento de louvor e congraçamento respeitando as normas vigentes de não aglomeração e distanciamento seguro. Toda a programação é realizada em conjunto pela direção geral, técnica e administrativa, pelas coordenações, pelo NSP, CCIH e Serviço Social.

A Diretora Técnica do Complexo, Dra. Jaqueline Andrade, destaca a importância desta iniciativa e o que isso influencia na segurança dos pacientes. “Quanto mais treinados e motivados estiverem os profissionais, mais segurança e melhor qualidade teremos na nossa prestação de serviços aos nossos pacientes. Toda instituição de saúde deve se preocupar com a qualidade e segurança da assistência ao paciente e ao reforçarmos isso não apenas em Abril, mas neste mês com mais ênfase, estamos nos aperfeiçoando enquanto instituição. Nós não podemos esquecer que a segurança do paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado a ele prestado”, disse a médica agradecendo o apoio e o engajamento dos profissionais do Complexo não apenas na campanha, mas, sobretudo, no dia a dia no trato com os pacientes.

Com a diminuição de casos de internação os leitos de UTI Covid do Noaldo foram destinados agora para atendimento à demanda infantil

Com a diminuição de casos de internação os leitos de UTI Covid do

Noaldo foram destinados agora para atendimento à demanda infantil

Levando em consideração a redução do número de internações de casos Covid e a necessidade de leitos de terapia intensiva para crianças e adolescentes com outras enfermidades, a direção do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) em parceria com a direção do Hospital Infantil Noaldo Leite decidiu redirecionar os cinco leitos de UTI abertos no Noaldo para o público alvo da unidade. Numa oportuna coincidência, chegaram quatro casos de crianças necessitando de suporte intensivo que já foram beneficiadas com essa nova destinação de leitos de terapia intensiva.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, explica que esse redirecionamento é provisório e vai permanecer enquanto se mantiver essa redução de casos de Covid. “Essa mudança é temporária, muito embora ela possa ser efetivada caso essa situação de redução dos casos graves de coronavirus se mantenha dentro dos atuais percentuais. Se avaliarmos que a situação mudou, poderemos reativar os leitos para o setor Covid novamente”, afirma Francisco.

Em relação à segurança no uso dos equipamentos e instalações que antes eram destinadas aos pacientes de coronavírus, a diretora geral do Noaldo, Isabella Cristina argumenta que não há qualquer possibilidade de existir contágio para os pacientes que não são de Covid. “Os utensílios utilizados nos equipamentos de suporte ventilatório são de uso individual e exclusivo e são descartados após o uso, o ambiente foi completamente higienizado, ou seja, não há a menor possibilidade dos pacientes da UTI pediátrica se contaminarem com Covid”, destaca a diretora, lembrado que ainda permanecem disponíveis os 12 leitos de Enfermaria Clínica no Noaldo destinado aos pacientes com Covid. No Complexo são mais 32 leitos de UTI Covid e outros 32 leitos de Enfermaria Clínica.

Direção do Complexo de Patos tranquiliza população sobre estoque de medicamentos e suprimentos

Nos últimos dias, vários veículos de comunicação têm veiculado diversas matérias sobre a falta de medicamentos, principalmente, para o chamado ‘kit intubação’ utilizado para sedar e manter sedados pacientes graves de coronavirus. Essa dificuldade dos hospitais em manter estoques razoáveis destes medicamentos é uma realidade nacional em função da alta procura destes insumos, frente a uma produção em escala que não acompanha a demanda. Contudo, a realidade do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC) de Patos é bem diferente. A unidade além de dispor de todos os medicamentos e suprimentos ainda tem conseguido, graças a uma gestão pró-ativa, manter estoques suficientes para os 15 dias subsequentes e nunca teve sua Farmácia e almoxarifado tão abastecidos em toda a sua história.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, desmente qualquer notícia de falta de sedativo na unidade. “Nós não temos medicamento em falta, inclusive, de sedativos e estamos com estoque para os próximos 15 dias. Mesmo quando não há a Midazolam de 50 mg, um medicamento em escassez no mercado, não apenas local, mas nacional, nós temos outros sedativos, a exemplo do Propofol, que fazem o mesmo efeito terapêutico e são até mais caros, portanto, não temos problemas em manter nossos pacientes sedados”, disse o diretor.

Respondendo a informações que circularam em redes sociais nesta segunda-feira, de que a família de uma paciente que está internada na unidade, e que pedia contato de fornecedores de medicamentos para suprir as necessidades de seu familiar, o diretor foi enfático. “Essa informação não procede e não tem o mínimo de cabimento e se algum profissional do Complexo solicitou isso da família do paciente, além de tomar essa iniciativa sem autorização da direção do hospital, incorreu em falha grave e será advertido por isso, já que não há necessidade de tal procedimento, uma vez que temos em casa todos os medicamentos e suprimentos para atender satisfatoriamente e em segurança nossos pacientes”, finalizou Francisco Guedes, tranquilizando a população de Patos e dos mais de 60 municípios atendidos pelo Complexo.

Ocupação de leitos de UTI e Enfermaria Covid diminuem no Complexo de Patos

Com picos de ocupação de 100% de leitos do setor de isolamento Covid no final de março, as taxas de internação no setor do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) têm caído nos últimos dias, reflexo das medidas restritivas de circulação adotada pelo Estado e municípios paraibanos. Nesta quinta-feira (15), por exemplo, o censo de meio-dia do setor aponta uma ocupação de 70% dos leitos de UTI e de 45% de leitos de Enfermaria Clínica Covid. Já estão inclusos nestes percentuais os leitos disponíveis no Hospital Noaldo Leite que dão apoio ao Complexo no atendimento a pacientes com coronavírus.

De acordo com esses percentuais, dos 32 leitos de UTI Covid do Complexo, 25 deles estão com pacientes graves que precisam de cuidados intensivos e dos 32 leitos de enfermarias, 18 estão ocupados nesta quinta-feira. Já no Noaldo, dos cinco leitos de UTI Covid, um apenas está com paciente, enquanto que dos 12 leitos de enfermarias dois estão ocupados.

“A taxa de ocupação vem decrescendo, pois já chegamos a lotar a UTI e as Enfermarias por mais de uma ocasião e isso não ocorre há mais de uma semana. Mas, volto a reiterar que o momento não é de relaxamento. Os resultados da restrição de circulação começaram a ser sentidos em toda a rede referenciada de Covid, mas precisamos nos manter vigilantes e, principalmente, seguindo as medidas preventivas para evitar a propagação da circulação do vírus”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

Dados nacionais de redução

Boletim Extraordinário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado essa semana atesta que caíram as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos na Paraíba. De acordo com o boletim houve redução de 77% para 70%, entre 5 e 12 de abril. Mesmo com a situação amena, a Fiocruz mostra que a pandemia deve permanecer em níveis preocupantes ao longo de todo o mês de abril. Os hospitais paraibanos têm a segunda menor taxa de ocupação desses leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) segundo a Fundação. O menor registro é apontado em Roraima, com 44%. Além da Paraíba, também tiveram queda desse índice os estados do Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%) e São Paulo (de 91% para 86%).

Diabético e com 60% dos pulmões comprometidos Patoenese que recebeu alta do Complexo é prova viva que a doença pode ser vencida

Diabético e com 60% dos pulmões comprometidos Patoenese que

recebeu alta do Complexo é prova viva que a doença pode ser vencida

Nas duas últimas semanas, a vida do patoense Ronnier Cleber Marques Leite, de 54 anos, morador do bairro do São Sebastião, deu uma guinada significativa por causa do Covid. No final de março, Ronnier começou a apresentar alguns sintomas da doença e começou a tratar-se em casa, mas com o agravamento dos sintomas, que incluía falta de ar e cansaço, foi levado pela filha, Lays Leite, a UPA de Patos, na última quinta-feira (08) de onde foi transferido, poucas horas depois, para o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), onde permaneceu cinco dias internado na Enfermaria Clínica do isolamento. O detalhe é que além do comprometimento de 60% dos pulmões, identificado através de tomografia computadorizada em exame feito no Centro de Imagem do Complexo, Ronnier também tinha associado à doença uma comorbidade que agrava o quadro de doentes com coronavírus: ele é diabético. Mas, essa história acabou com final feliz e em superação na manhã desta terça-feira (13), quando Ronnier voltou para casa e reencontrou sua esposa Ana.

“Foram dias de muita reflexão, mas, sobretudo de gratidão aos profissionais que tão bem cuidaram de mim no hospital. Essa minha internação mudou completamente o meu conceito do serviço do Complexo, pois pude acompanhar de perto todo o cuidado que os profissionais do hospital tiveram comigo e com todos lá. Patos está num patamar muito elevado de assistência, o cuidado com a medicação, com a higienização, com o acolhimento, as refeições são muito boas, a equipe, sem distinção de médicos, enfermeiras, técnicos, realmente trata os pacientes com muita atenção e cuidado e estou muito feliz de constatar que minha cidade está muito bem preparada e equipada para tratar os doentes não apenas de Covid. Me senti acolhida e muito bem cuidado”, disse Ronnier.

Segundo ele, em nenhum momento ele perdeu as esperanças de ficar curado. “É claro que essa doença assusta. Você vê a todo o momento gente morrendo e eu tinha o agravante de ter 60% dos pulmões já comprometidos e de ser diabético, mas a equipe do hospital, sempre muito atenta e carinhosa, não deixava a gente entristecer, nem faltou nada. O apoio da família, dos amigos também foi importante, assim como a possibilidade de ficar com meu celular, que me permitia fazer ligações e até chamadas de vídeo durante todo o tempo que estive internado. Como o Covid é uma doença que impede que alguém possa lhe acompanhar, o fato de eu poder falar com minha esposa, minha filha, meus parentes e amigos durante minha internação também foi muito importante para minha recuperação”, disse Ronnier.

Para o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, depoimentos como o deste paciente são fundamentais não apenas para atestar a eficiência da prestação de serviço da unidade, mas, também por atestar que as chances de cura e alta são relevantes quando se tem Covid. “Esse paciente, por exemplo, tinha 60% dos pulmões comprometidos e ainda apresentava uma comorbidade que é a diabetes, mas, com tratamento adequado, ele com seguiu se recuperar e ter alta hoje. E nós ficamos muito felizes de poder fazer a diferença na vida das pessoas e ser o suporte necessário em um momento como esse”, destacou Francisco. O diretor lembra que desde que o Complexo começou a tratar de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid, em março do ano passado até março deste ano, 1505 pessoas já foram tratadas no setor de isolamento Covid da unidade, das quais 1018 obtiveram alta. Infelizmente, 488 não puderam voltar para suas casas e para suas famílias como fez na manhã de hoje, o Sr. Ronnier que vai continuar tomando medicações em casa e, daqui a duas semanas volta ao Centro de Imagem do Complexo para fazer nova tomografia e acompanhar a evolução de seus pulmões.