Hospital Regional de Patos
Hospital de Patos implanta projeto para facilitar comunicação de pacientes de UTI
Muitas vezes a internação hospitalar, somada às características e particularidades de cada indivíduo dificulta e até limita a comunicação do paciente com os profissionais que cuidam dele num ambiente hospitalar. E foi partindo desta realidade e para ajudar os pacientes a expressar suas necessidades com mais facilidade, que um grupo multidisciplinar de estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) se uniu para produzir ‘Cartões de Comunicação Alternativa’ que tenham essa finalidade de facilitar o diálogo entre equipe e paciente. E, essa semana, esse projeto foi implantado nas UTI’s Convencional e Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC).
A ideia de trazer esse projeto para a unidade foi da coordenadora de Psicologia do hospital, Pryscila Guedes. “A limitação e até o impedimento da fala causado durante a internação hospitalar, em alguns casos, associado às questões pessoais de cada indivíduo, dificultam a comunicação no ambiente hospitalar e foi pensando em facilitar esse processo que resolvemos adotar aqui os Cartões de Comunicação Alternativa”, explica a psicóloga.
Os cartões reúnem um conjunto de pedidos, expressões, sentimentos e respostas dos pacientes, por meio de símbolos gráficos, que lhes permitem expressar suas necessidades apenas ao escolher uma figura. Pryscila lembra que além de facilitar a comunicação, o uso dos cartões é mais uma forma de humanizar o tratamento e acolhimento dos pacientes da unidade, especialmente, àqueles mais vulneráveis que ficam internos em UTI’s.
Os cartões que estão sendo usados no hospital de Patos têm imagens prontas de determinadas situações, tipo se está sentido dor, se quer trocar a fralda, se quer dormir, se está tudo bem, se quer entrar em contato com a família, bastando apenas apontar para figura. “Há também os quadros com letras que o paciente pode formar frases e também uma escala de dor e onde ela está localizada. Basta que o paciente aponte para a figura para se estabelecer a comunicação”, explica a psicóloga, destacando que os cartões foram distribuídos essa semana nas UTIs e foi esclarecido como melhor utilizá-los.
“Essa ação, apesar de simples, tem uma importância singular já que ajuda no processo de reestabilização da saúde dos pacientes, na medida em que facilita a comunicação com as pessoas que cuidam dele e contribui de forma decisiva para aqueles pacientes com dificuldade de fala e de escrita. Em pacientes intubados, inclusive, essa forma de comunicação diminui o estresse”, reforça a Coordenadora das UTIs, Lorena Maria, lembrando que esses cartões estão disponíveis para serem utilizados por todos os profissionais que lidam com o paciente, sejam eles médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, etc.
“Há estudos que apontam que o paciente que é acolhido em ambiente hospitalar e tem condições de melhor expressar seus desejos e anseios, tem mais chances de resgatar sua saúde e receber alta hospitalar mais prontamente e ao melhorar essa comunicação entre equipe e paciente estamos também melhorando nosso serviço e humanizando ainda mais nosso atendimento”, destaca a diretora técnica do Complexo, Dra. Jaqueline Andrade, parabenizando a equipe de Psicologia da unidade pela iniciativa.
E os pacientes já estão fazendo uso do cartão, que o diga a Sra. Maria Marluce Pontes Silva, que está internada há 30 dias, na UTI 2, leito 2, do setor de isolamento Covid, que já aderiu ao uso do cartão para se comunicar.
- Equipe da UTI Convencional já recebeu as cartelas
- Equipe da UTI Convencional já recebeu as cartelas
- Maria Marluce, paciente da UTI Covid já fez uso do cartão de comunicação
- O material que será utilizado
- Profisionais da UTI Covid 3 também se integrará ao projeto
- Profissionais da UTI 1 Covid com o material do projeto
Equipe do Médicos Sem Fronteiras se despede do Complexo de Patos mas deixa um legado que será perpetuado
“Desenvolvemos um trabalho incrível, multiprofissional, que foi realizado tanto pelos integrantes do MSF, quanto pela equipe do Complexo de Patos, com muita sabedoria, entrega, dedicação e planejamento, que culminou em ações de acolhimento e práticas que se concretizaram na mudança da realidade para muito melhor, já que conseguimos, de forma conjunta, construir ações que, efetivamente, resultaram na queda da mortalidade de pacientes. Conseguimos com esse trabalho no Complexo intervir junto a vidas e isso foi muito fantástico, já que tivemos vários casos de extubação, de alta de UTI para a enfermaria e depois ver esse paciente voltar para casa foi muito impactante. Como resultado de tudo isso, podemos usar a expressão ‘Semente plantada’, pois sei que o que a gente começou aqui vai ser realmente perpetuado, pois a equipe do Complexo abraçou as orientações como uma causa muito importante, são pessoas comprometidas e que construíram junto com a gente as ações propostas. Dessa missão, o mais fantástico além dos resultados, foi ver o comprometimento da equipe da unidade e constatar que o MSF se retira daqui, mas as ações serão perpetuadas”.
Depoimento de Gabriela Valente, enfermeira, que integrou a equipe do MSF que atuou no Complexo de Patos, e em nome de sua equipe do Médicos Sem Fronteiras.
Levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Essa é a principal missão dos profissionais que integram as equipes do Médicos Sem Fronteiras (MSF). Nos últimos 32 dias, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) teve o privilégio de contar com o apoio de uma equipe multiprofissional formada por integrantes desta organização humanitária internacional. Durante esse período, a equipe do MSF junto com os colaboradores do hospital desenvolveu muitas atividades e ações no setor de isolamento Covid, com destaque para a evolução dos pacientes, a implantação de novos protocolos, o que resultou no crescimento dos casos de extubação de pacientes Covid, no aumento de altas do setor e da queda da mortalidade. Nesta quarta-feira (28), os trabalhos foram encerrados com uma reunião de avaliação.
“Foram trinta e dois dias de muito trabalho e dedicação o que fortaleceu sobremaneira a atuação multiprofissional de nossos colaboradores, resultando num atendimento ainda melhor aos nossos pacientes e na melhoria de nossa prestação de serviço, inclusive, com a adoção e implantação de novos protocolos”, destaca a diretora técnica do Complexo Dra. Jaquelline Andrade, lembrando que os protocolos e ações continuarão a ser desenvolvidos pela equipe da unidade.
“De nossa parte, temos uma imensa gratidão por esse trabalho que muito nos auxiliou na atual conjuntura de pandemia, agregando valor a nossa atuação junto aos nossos pacientes do setor de isolamento Covid. Além de agradecer a dedicação e atuação dos MSF, também queremos registrar a importância da doação que eles fizeram para a nossa unidade de vários itens e equipamentos que farão a diferença no dia a dia do Complexo. Gratidão e muito obrigado são palavras que definem nosso sentimento agora”, reforçou o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.
Numa lista de 20 itens que foram doados pela equipe do MSF ao Complexo de Patos destaca-se a doação de 22 oxímetros, 400 máscaras cirúrgicas, 1 PNI, um cabo de monitoração cardíaca de cinco vias, 45 dispenseres de álcool, 50 lixeiras de 50 litros, 10 termômetros eletrônicos, três estetoscópios e dois oxímetros de pulso, entre outros itens. “Esses itens servirão de suporte para implantação de algumas ações nas UTIs Covid”, explica Francisco, lembrando que além de médicos, a equipe do MSF era composta por outros profissionais da área de saúde, a exemplo de fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Sobre o MSF
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), além de levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias, a exemplo da pandemia do Covid, também tem como missão chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60,k em Biafra, na Nigéria. Enquanto socorriam vítimas em meio a uma guerra civil brutal, os profissionais perceberam as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos, que faziam com que muitos se calassem, ainda que diante de situações gritantes. MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, MSF recebeu o prêmio Nobel da Paz.
- A equipe multiprofissional do MSF que atuou no Complexo de Patos
- A reunião de avaliação final foi feita de forma conjunta
- A ultima atividade do MSF no Complexo foi uma reunião de avaliação
- As ações e protocolos serão mantidos no Complexo mesmo com a saída do MSF
- Na avaliação, mensuou-se resultados, a exemplo do aumento das altas do setor Covid
- O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes e a equipe do MSF
- Os profissionais do MSF atuaram na unidade durante 32 dias
- Profissionais do Complexo e os integranhtes da equipe do MSF
Emergência e Urgência do Hospital de Patos realizou 154 atendimentos e 21 cirurgias neste final de semana
O plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) deste final de semana (23 a 25) registrou o atendimento de 154 pessoas. Entre às 18h da sexta-feira (23) até a meia noite deste domingo (25), a unidade realizou ainda 21 procedimentos cirúrgicos, sendo nove Oncológicos, sete de Cirurgia Geral, dois de Ortopedia e mais três de Vascular. Os plantões de sábado e domingo tiveram o mesmo quantitativo de atendimentos, com 65 pacientes em cada dia. Das 18h à meia noite da sexta-feira, mais 26 pessoas foram atendidas. Comparando esses dados com os do final de semana anterior, a unidade registrou uma queda de 12% nos atendimentos gerais e de 3% nos acidentes de moto em relação ao final de semana passado.
O relatório de gestão do Complexo apontou ainda que 30 pessoas deram entrada na unidade por causa de acidentes de trânsito, sendo 19 do sexo masculino e 11 do sexo feminino. Destes, 26 foram acidentados por motocicletas, duas pessoas com bicicleta e outras duas por automóvel. Dos acidentados, 14 são da cidade de Patos. Mas, houve registro de acidentados vindo das cidades de Condado, Teixeira, Cacimbas, Santana de Mangueira, Piancó, São Bento, Coremas, Vista Serrana, Desterro, Água Branca, Olho D´água e São José do Bonfim. Dos 30 pacientes vítimas de acidentes de trânsito, seis precisaram ficar internados para cuidados posteriores.
Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com dor abdominal, queda da própria altura, acidente com animal peçonhento, entorse ou torção, rebaixamento da consciência/desmaio, dormência/paralisia, contusão, desorientação, queda de nível, dificuldade de respirar, crise nervosa, entre outros motivos.
- O Complexo realizou 21 cirurgias neste final de semana
- Ac cirurgias do Complexo estão sendo realizadas na sede da Ginecam enquanto o bloco da unidade passa por reforma
Complexo de Patos realizou mais de 8 mil exames de tomografia nos primeiros seis meses deste ano
Entre janeiro e o último dia 21 de junho, o Centro de Imagens do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) realizou 8.165 tomografias. Em média, são realizados cerca de 1.300 tomografias/mês na unidade. Nos primeiros 21 dias de junho, 1.358 exames deste tipo já foram realizados. Como esse exame tem a finalidade de explorar através de imagens de alta resolução várias partes do corpo, a exemplo de ossos, cérebro, rins, fígado, pâncreas, pulmões, ovários, vias biliares e pleura, ele é um aliado importantíssimo no fechamento de diagnósticos e da conduta médica no paciente.
Desde a semana passada, no entanto, o Tomógrafo do Complexo está em manutenção para substituição de uma peça que vem de fora do estado da Paraíba. Mas, enquanto o equipamento do Centro de Imagem da unidade está sendo consertado, os pacientes de urgência, emergência, os que fazem tratamento oncológico e que estão internados no hospital estão fazendo suas tomografias numa clínica em Patos. A previsão de conclusão do conserto do equipamento, de acordo com a própria General Eletric, a empresa do tomógrafo, é de 25 dias.
“A quebra e conserto do equipamento, mesmo que por poucos dias, exigiu de nós uma dinâmica e logística diferenciada. Como a peça não tem no mercado local e precisa vir de fora, o que demanda certo tempo, para não prejudicar nossos pacientes fizemos um contrato temporário e emergencial de terceirização deste serviço com a Clínica Integrada SOS de Patos”, afirma o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.
Neste período, o procedimento interno para realização dos exames não mudou, já que o Núcleo de Regulação Interna (NIR) continua com a prerrogativa de fazer a marcação dos exames, coordenando os trabalhos da Clinimagem, a empresa responsável pelo Centro de Imagens do Complexo. “O que muda é o local da realização dos exames que ao invés de serem feitos na nossa unidade estão sendo na Clínica. O processo interno de solicitação e autorização continua sem alteração”, reitera Francisco. Ele reforça que apenas os exames eletivos e que não são urgentes estão sendo reagendados para quando o tomógrafo da unidade voltar a funcionar.
Hospital Regional e Secretaria de Saúde de Patos firmam parceria para acompanhar pacientes de Covid pós-alta
OComplexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, vai ampliar o atendimento que vem sendo dado, desde agosto do ano passado, aos pacientes que receberam alta hospitalar após internação por Covid-19 e que adquiriram alguma sequela por causa da doença. A ampliação deste acompanhamento pós-alta foi garantida por meio de parceria firmada em reunião entre representantes do hospital e do Núcleo de Assistência aos Pacientes Pós-Covid, pertencente à Secretaria Municipal de Saúde de Patos.
A reunião contou com as presenças da chefe do Núcleo de Enfermagem do Complexo, Séfora Cândida Vasconcelos, e do fisioterapeuta Thaynan de Sousa Morais e da psicóloga Ingrid Gisely Alves de Oliveira, que integram o Núcleo de Patos. A parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Patos com o Complexo Regional abrangerá toda a população.
“O Hospital vai nos comunicar sobre as altas do setor Covid e nossa equipe fará uma busca ativa do paciente em todo o âmbito do município para que ele, em caso de necessidade, tenha uma reabilitação de maneira mais adequada”, explica o fisioterapeuta Thaynan de Sousa.
“Antes desta parceria, a unidade identificava a necessidade de o paciente continuar com sessões de fisioterapia, por exemplo, mas não havia um espaço referenciado para tal na cidade ou quando existia um serviço referenciado este não existia, especificamente, para atendimento de pacientes que tiveram Covid. Agora, com esse Núcleo, o paciente não terá apenas a identificação do acompanhamento que ele precisa, mas o cuidado adequado. Estamos muito felizes com essa parceria porque identificamos que a maioria dos pacientes que passam pelo ambulatório de egressos Covid do hospital precisam, principalmente, de fisioterapia e de serviços de psicologia. No caso de Patos, agora nós teremos esse serviço referenciado”, afirma Séfora Vasconcelos.
O ambulatório de egressos de Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro funciona uma vez por semana, com consultas pré-agendadas e é coordenado pelo médico Diego Varela, que é o responsável pelos atendimentos clínicos. Quando o paciente tem alta, é feito um cadastro no qual consta o histórico clínico dele e telefones para que, posteriormente, seja feito um contato, a fim de marcar uma consulta no ambulatório. Essa marcação, explica Séfora, pode ser feita tanto por uma equipe de teleconsulta, que funciona na sede da SES, em João Pessoa, ou diretamente, pela unidade onde o paciente esteve internado.
“Algumas vezes há dificuldade em localizar o paciente por causa dos telefones de contato que não atendem ou estão errados”, explica Séfora, lembrando que as consultas acontecem, geralmente, entre 15 e 30 dias após a alta. Na consulta médica, o paciente é avaliado e se o médico identificar que há necessidade de realização de novos exames, eles são realizados no Centro de Imagem da unidade e se houver necessidade de continuar a realizar outros procedimentos, ele é orientado a procurar atendimento posterior.
“Muitos pacientes, após o período inflamatório e mesmo após a pronta recuperação parcial ou total da sintomatologia do Covid e da alta, necessitam de um acompanhamento ambulatorial que lhes dê a assistência e restauração completa da saúde, não só com o acompanhamento médico, mas também fisioterápico entre outros e esse trabalho do ambulatório de egressos, além de reduzir a ocupação de leitos por uma eventual reincidência dos problemas, consegue uma diminuição considerável de mortalidade destes pacientes pós-alta”, afirma Dr. Diego.
O médico Pedro Augusto, que atua na linha de frente do setor Covid do Complexo, complementa que esse acompanhamento pós-alta é muito importante. “Uma das coisas que a gente tem que prestar bastante atenção são os efeitos futuros do Covid, pois nos deparamos, muitas vezes, com pacientes com déficit neurológicos, cognitivos, fraqueza muscular, dores articulares e são pessoas que não tinham isso antes da doença. E o pior de todos é o quadro respiratório crônico, essa fibrose pulmonar que o paciente pode virar um paciente dependente de oxigênio”, esclarece o médico.
- Dr. Diego Varela durante atendimento no ambulatório de pacientes que tiveram alta de Covid
- Séfora Vasconcelos, do Complexo, e os representantes do Núcleo de Patos, Thaynan e Ingrid
Reforma do bloco cirúrgico do Complexo de Patos já está em andamento e previsão de conclusão da obra é final de outubro
A reforma do bloco cirúrgico do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) já está em ritmo acelerado. Com um investimento de R$ 260 mil, o novo espaço contará com três amplas e modernas salas cirúrgicas construídas conforme determinação da norma reguladora RDC 50, ganhará mais um repouso pós-anestésico, um posto de enfermagem e um estar médico. Além das novas salas e espaços, a reforma vai permitir ampliar a quantidade de leitos pós-anestésico, de dois para três unidades. Desde que começou a obra, as cirurgias da unidade foram transferidas para a sede da Ginecam, sem nenhum prejuízo aos pacientes.
“Lógico que a logística das cirurgias mudou um pouco, requerendo de nós uma série de ações complementares, incluindo o transporte deste paciente, mas, sem nenhum prejuízo para eles, pois pensamos nos mínimos detalhes antes de começar a obra e tivemos o cuidado de só iniciá-la após estarmos com toda a estrutura pronta para receber nossos pacientes na Ginecam”, afirma a diretora técnica do Complexo, Dra. Jaquelline Andrade.
A coordenadora de Regulação em Saúde do Complexo, Lidiane Nascimento explica como se dá esse fluxo. “Os pacientes que chegam à nossa porta de entrada são acolhidos e passam por uma avaliação dos nossos plantonistas. A partir desta avaliação e da necessidade de exames complementares, nós teremos uma equipe de transporte 24h, com médicos e enfermeiras, que estarão transferindo esse paciente para a Ginecam se ele necessitar de algum procedimento cirúrgico”, destaca Lidiane. Ela lembra que, paralelamente, a essa conduta uma equipe da unidade já avisa a equipe da Ginecam que esse paciente está sendo transferido. “Ao chegar à Ginecam a sala e equipe já está pronta para realizar o procedimento”, enfatiza Lidiane. As equipes médicas e de enfermagem e suporte ficam de plantão tanto na sede da Ginecam, quanto na unidade.
Ainda segundo Lidiane, após a realização do procedimento, o paciente fica em observação numa sala de estabilização e, somente após o período de observação necessário a cada caso e com absoluta segurança, o paciente é removido para o seu leito no Complexo. Lidiane destaca que além das ambulâncias para o transporte dos pacientes 24h, todos os dias da semana, o Complexo ainda dispõem de dois veículos que estão exclusivos, um para o transporte de material sujo e o outro para o transporte de material limpo. Além disso, todos os dias, uma equipe da Farmácia do Complexo visita a Ginecam para repor os insumos e medicamentos necessários aos procedimentos. A coordenadora do bloco cirúrgico dá expediente na sede da Ginecam para dar todo o suporte necessário aos procedimentos enquanto durar o processo de reforma do bloco cirúrgico do hospital.
“A reforma era necessária e urgente e pensamos muito em como proceder sem que houvesse interrupção de nossos serviços, garantindo a segurança de procedimentos e a melhor forma que encontramos foi esse convênio com a Ginecam. Daí montamos toda uma logística que está nos permitindo manter o mesmo ritmo de trabalho, atendendo a nossa demanda e assegurando a segurança dos procedimentos e, consequentemente, preservando os nossos pacientes que é o mais importante”, finaliza o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.
- A obra está sendo feita respeitando a norma reguladora RDC 50
- A previsão é de que em outubro tudo esteja concluído
- A reforma do bloco cirurgico da unidade era uma ação necessária e urgente
- A reforma do bloco cirurgico já está em andamento
- A reforma vai ampliar o níumero de leitos pós-anestésico
- As novas salas cirurgicas serão mais amplas e modernas
- As obras representam um investimento de R$ 260 mil
- Dra. Jaqueline Andrade, diretora técnica do Complexo
- Francisco Guedes, diretor geral do Complexo
Hospital de Patos registra aumento de 12% nos atendimentos de urgência e emergência e 35% nos acidentes de trânsito
A Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, teve um final de semana bem movimentado com um aumento de 12% nos atendimentos em relação ao mesmo período da semana passada. De sexta-feira à noite (16), a partir das 18h, até a meia-noite deste domingo (18), a unidade atendeu 175 pessoas e realizou 11 cirurgias. Houve também um aumento de 35% nos casos de atendimento às vítimas de acidentes em relação ao final de semana anterior, com 31 pessoas socorridas, sendo 24 homens e sete mulheres.
Coincidentemente, os plantões do sábado e do domingo, registraram o mesmo número de atendimentos na urgência e emergência, com 78 pessoas em cada um deles. Entre as 18h e a meia-noite da sexta-feira, mais 19 pessoas deram entrada no Complexo, totalizando 175 pacientes do final de semana.
Das 31 pessoas atendidas por causa de acidentes de trânsito, a maior parte estava em motocicletas, com 25 ocorrências, quatro de automóvel e houve ainda o registro de dois atropelamentos. Das 31 vítimas de acidentes, cinco precisaram ficar internadas no hospital para cuidados posteriores. As demais tiveram alta após o atendimento médico.
Além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com queda da própria altura (25), dor abdominal (16), dor renal (9), entorse ou torção (7), acidente com animal peçonhento ou raivoso (7), hemorragia (4), dor no peito (4), entre outros motivos. Das 11 cirurgias realizadas neste final de semana, a maior parte foi de procedimentos oncológicos, com sete cirurgias, seguido de ortopedia, com dois casos e mais dois casos de cirurgia geral.
O boletim de atendimento de pacientes vítimas de acidentes de trânsito mostra que, além de acidentados da cidade de Patos, que teve 17 ocorrências, a unidade ainda recebeu pacientes das cidades de Condado, Teixeira, Conceição, São Bento, Piancó, São José de Caiana, Catolé do Rocha, Aguiar, Desterro, Imaculada e Olho D’água.
O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, destaca que os aumentos dos atendimentos que têm sido notados nos últimos finais de semana refletem a volta da circulação de mais pessoas, mas alerta a população para continuar evitando saídas desnecessárias. “O aumento da circulação de pessoas nas cidades é sentido diretamente na nossa porta de entrada, principalmente na urgência e emergência e nos acidentes de trânsito, mas é preciso que a população se conscientize de que é importante circular o mínimo possível, em função da pandemia ainda existir, além de continuar mantendo os cuidados de proteção preventivos, como o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos, além do distanciamento seguro”, reforçou Francisco.
- Francisco Guedes, diretor geral do Complexo lembra que o momento ainda é de muita cautela
Visita técnica inicia ações do projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos no Complexo Regional de Patos
Primeiro veio à inscrição para o processo seletivo do projeto, depois uma entrevista com toda a equipe e, em seguida, o tão esperado resultado de aprovação e inclusão no Projeto pioneiro de Reestruturação de Hospitais Públicos no Estado da Paraíba. E nesta terça-feira (13), o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) iniciou, efetivamente, as ações do projeto ‘Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP)’, desenvolvido, desde 2009, pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), por meio do PROADI-SUS. Ontem, representantes do HAOC e do Ministério da Saúde estiveram na unidade realizando a primeira visita técnica. O projeto vai contribuir com a gestão hospitalar, através de uma melhor sistematização de processos assistenciais, administrativos e gerenciais, que promoverão a redução de riscos aos pacientes, familiares e colaboradores seguindo os princípios do Programa Nacional de Segurança do Paciente, do Ministério da Saúde.
Segundo a diretora clínica do Complexo, Dra. Jaquelline Andrade, o projeto vai possibilitar o aperfeiçoamento de práticas que melhorarão, ainda mais, a assistência prestada pela unidade, inclusive e principalmente, no setor Covid. “Com o projeto esperamos aperfeiçoar nossos processos internos, impactando positivamente na redução do tempo de internação, no aperfeiçoamento do giro de leitos, numa melhor disseminação da cultura de qualidade no atendimento e segurança do paciente e ainda reforçar a otimização de custos da unidade que já tem uma gestão consciente e eficaz de recursos”, destaca a diretora.
O diretor geral da unidade, Francisco Guedes, reforça a importância do projeto para o Hospital de Patos. “As ações que nos dão suporte para melhorar nossa prestação de serviços, como esse projeto, sempre encontrarão espaço para serem implantadas e executadas e, neste caso específico, estamos muito contentes e ainda mais receptivos, pois ele trará para a nossa unidade um conjunto de ações que fortalecerão, ainda mais, o processo de melhoria contínuo que já está em andamento desde o ano passado”, reforça o diretor geral, agradecendo a Tarcianna Suassuna, do Ministério da Saúde, que foi quem inscreveu o CHRDJC no Projeto.
As ações realizadas nesta terça-feira marcam o começo efetivo do projeto, que consiste na aplicação da Ferramenta de Avaliação Hospitalar (FAHosp) que vai servir para fazer o diagnóstico da situação atual da unidade. A partir daí, explica a coordenadora do Projeto pelo HAOC, Carolinne Abrahão, serão feitos o planejamento de melhorias, seguido da implantação de processos que serão monitorados ao longo dos próximos 18 meses, através de visitas presenciais e atividades remotas periódicas. A unidade já formou uma equipe interna multiprofissional que terá a responsabilidade e compromisso de ser multiplicadora de conhecimentos com os demais colaboradores em seus mais variados setores de atuação.
A equipe que representou o Hospital Alemão Oswaldo Cruz na visita técnica ao Complexo de Patos foi composta pela médica, Ana Lúcia Acquesta, pelo enfermeiro, Leonardo Tome da Silva, pela farmacêutica, Tatiana da Silva Francelino e ainda pela Coordenadora do Projeto RHP, Carolinne Abrahão. Já a Força Nacional do SUS foi representada pela enfermeira Tarcianna Suassuna.
Sobre o Projeto
O Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP) é uma ação de intervenção e de instrumentalização em gestão em saúde que desenvolve ações para fortalecer e fomentar melhorias nos processos assistenciais, administrativos e gerenciais dos hospitais do SUS, com enfoque na avaliação e no monitoramento contínuo de processos, na redução de custos e no gerenciamento consciente de recursos humanos e materiais, consequentemente contribui para a padronização de rotina e a redução de riscos aos pacientes, aos familiares e trabalhadores da saúde. O projeto já contempla outros 56 hospitais públicos no país, localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas onde o número de casos de Covid cresceu muito nos últimos meses. Na Paraíba, além do Complexo Hospitalar de Patos, outras unidades vão desenvolver o Projeto, a exemplo do Hospital de Trauma de Campina Grande e o Hospital Militar Edson Ramalho, em João Pessoa.
- A equipe do Complexo com os técnicos do Hospital e da Força nacional
- A equipe multiprofissional do Complexo difundirá as informações para os demais colaboradores
- A equipe técnica visitou todas as instalações da unidade
- A estrutura do Hospital do Bem também foi avaliada
- A parte externa do hospital também foi visitada
- A UTI também foi avaliada
- A visita técnica foi feita em todos os setores da unidade
- A visita técnica passou por vários setores
- Diretoria e representante do Ministério e da Força Nacional formalizam início do Projeto em Patos
- Na Farmácia, Dra. Jaquelline mostra ao técnico os protocolos internos
- O estoque de suprimentos também foi avaliado
- O estoque e disposição dos insumos na Farmácia também foram vistos
- O Projeto trará melhorias para a unidade
- Os procedimentos internos também foram checados
- Os processos internos formam avaliados
- Os técnicos avaliaram processos internos e vão sugerir melhorias
- Os técnicos passaram toda a terça-feira em Patos
- Os trabalhos foram feitos também à noite
Censo do setor de isolamento Covid do Complexo de Patos atesta que pacientes adultos jovens superam idosos nas internações
Dados do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que no primeiro ano da pandemia de Covid-19 no Brasil de 70% a 80% dos óbitos estavam concentrados entre pessoas com mais de 60 anos. Este ano, no segundo ano da pandemia, os números começaram a mudar e as mortes de pessoas mais novas, até 59 anos, já passam da metade dos óbitos registrados no país.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1413016&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1413016&o=node Não apenas essa tendência de redução da idade das pessoas que não resistiram à doença, como também da faixa etária de quem precisa de internação para tratar de complicações da Covid é influenciada, principalmente, pelo avanço da vacinação no país, que iniciou no fim de janeiro pelas pessoas mais velhas. Os dados do censo do setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) atestam que cada vez mais pessoas na faixa etária de adultos jovens, entre 30 e 40 anos e até 50 anos estão superando o número de internações de pacientes de idade mais avançada.
Nesta segunda-feira (12), por exemplo, dos 30 pacientes internados no setor Covid da unidade, a grande maioria deles, o equivalente a 73% do total, são de pessoas na faixa etária entre 30 e 50 anos, sendo sete pacientes na faixa dos 30 anos, nove na faixa dos 40 anos e seis pacientes na faixa etária dos 50 anos. Na faixa etária de 60 anos há três pacientes, na de 80 anos mais três e apenas um paciente está na faixa de 80 anos. Há ainda um paciente faixa etária de 20 anos. E esses dados refletem uma realidade observada nos últimos meses.
O coordenador do setor Covid do Complexo, Dr. Pedro Augusto reforça essa constatação. “Os casos graves da doença, já há algum tempo, não estão mais concentrados na faixa etária de idades mais avançadas, pois estamos nos deparando cotidianamente e tratando casos graves de Covid em adultos jovens, na faixa etária dos 25 aos 55 anos de idade”, destaca o médico, lembrando que isso se deve, principalmente, ao avanço da vacinação nos idosos, que já imunizou a população acima de 70 anos com uma cobertura de segunda dose bastante expressiva e que acima de 80 anos já se tem 80% da população com a segunda dose e passados mais de 20 dias da imunização.
O médico alerta que independentemente da idade, ao notar os sinais suspeitos de Covid ou agravamento da doença, a recomendação é procurar atendimento imediato. “O principal sintoma é o desconforto respiratório, que pode incluir sensação de cansaço, falta de ar, aumento de inspirações por minuto e mal-estar intenso. A piora tende a acontecer entre o sétimo e o décimo, portanto, ao perceber alguns destes sinais, é prudente procurar o serviço de saúde para verificar o que deve ser feito”, reforça Dr. Pedro, lembrando que tratamentos caseiros e paliativos só agravam o quadro do paciente que, em alguns casos, chegam aos hospitais com um quadro tão grave que fica difícil ter resposta satisfatória ao tratamento.
Fonte: Com informações da Agência Brasil
- Dr. Pedro Augusto está na linha de frente do Covid-19 no Hospital de Patos e alerta população sobre mudança de faixa etária
- No setor de isolamento Covid de Patos é cada vez mais comum a internação de adultos jovens
Hospital de Patos atendeu 187 pessoas na Urgência e Emergência neste final de semana
AEmergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), em Patos, teve um final de semana bem movimentado com o atendimento de 187 pessoas, entre as quais 23 por causa de acidentes de trânsito e todas elas vítimas de acidentes com motocicleta. Entre as 18h da última sexta-feira (9) até a meia noite deste domingo (11), a unidade realizou seis cirurgias, sendo três vasculares, uma de ortopedia, outra oncológica e uma cirurgia geral.
O plantão de maior movimento foi o de domingo (11), quando 82 pessoas deram entrada no Complexo, seguido do plantão de sábado (10) quando foram atendidas mais 78 pessoas. E das 18h até a meia noite da sexta-feira (9), mais 27 pessoas passaram pela Urgência e Emergência da unidade. Quatro pessoas vítimas de acidentes precisaram permanecer internadas após os primeiros atendimentos.
Além dos casos envolvendo os acidentados com motos, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com queda da própria altura (14), sintomas de síndrome gripal (10), dor no peito (8), dor abdominal (7), rebaixamento da consciência/desmaio (7), agressão física (5), entorse ou torção (5), crise nervosa (4), agressão animal (4), dor renal (3), dor de cabeça (3), entre outros motivos.
O boletim de atendimento de pacientes vítimas de acidentes de trânsito mostra que, além de acidentados da cidade de Patos, que teve 10 ocorrências, a unidade ainda recebeu pacientes das cidades de Condado, Cacimba de Areia, Teixeira, Coremas, Quixaba, Boa Ventura, Passagem, Manaíra e Matureia e até um paciente da cidade de São Francisco do Oeste (RN).



















































