Asplan
Liberação do carro a diesel no Brasil gera polêmica justificada porque aumentará a poluição e trará outras complicações
A Asplan é uma das entidades que se declaram publicamente contra essa proposta
Na semana passada, sem muito alarde, ocorreu uma reunião da Comissão Mista do Congresso com o objetivo de avaliar o Projeto de Lei 1013 de 2011, que libera a comercialização de veículos leves com motor diesel no Brasil. A reunião solicitada de última hora pelo presidente deputado Expedito Netto (PSD/RO) e pelo relator, deputado Evandro Roman (PSD/PR), não constava na agenda do Congresso e reacendeu a questão que tem gerado muita polêmica. Dentre as argumentações contrárias ao PL, pode-se destacar o aumento da poluição do ar. Várias entidades, contrárias ao PL, já se manifestaram. Uma delas é a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).
De acordo com o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, é preciso que a sociedade se mobilize e pressione os deputados e senadores para não aprovarem o PL. “Enquanto a Europa, EUA e outros países discutem formas de reduzir a poluição e de restringir o uso de motores a diesel, o Brasil corre o risco de pegar a contramão nessa questão com esse projeto”, argumenta Murilo. Ele lembra que a cogitada permissão para motores diesel em automóveis particulares aumentaria as emissões de CO2. “O etanol – puro ou misturado à gasolina – é praticamente neutro no seu ciclo de vida, enquanto o diesel é altamente poluente”, afirma Murilo.
O dirigente da Asplan disse ainda que a sociedade precisa reagir e ficar vigilante em relação à tramitação deste PL no Congresso. “Nesta reunião da semana passada, por pouco o relatório para a aprovação do PL não foi votado. Por pressão de várias entidades foi aprovada a solicitação de alguns deputados para a prorrogação da votação do relatório por cinco sessões. Desta forma, o PL deve ser votado até o dia 15 de junho”, afirma Murilo, lembrando que a sociedade precisa se mobilizar para barrar esse PL.
Entre os principais argumentos contra o PL destaca-se o aumento da concorrência do combustível poluente em detrimento ao renovável; o
descumprimento do acordo que o Brasil foi signatário na COP 21 para a diminuição de poluentes no ar; o aumento da emissão de poluentes de risco a saúde (NOx);
o aumento do preço do diesel devido aos custos de sua importação, além da diminuição da arrecadação tributária, principalmente estadual. Quem defende o PL argumenta que haverá ganhos econômicos importantes para o Brasil, especialmente em termos de evolução tecnológica dos motores e das exportações de carros a diesel. Atualmente, apenas picapes, vans, caminhões, ônibus e tratores movidos por diesel são liberados para comercialização no Brasil. O país proíbe automóveis abastecidos por óleo combustível.
Temer deve sancionar MP que beneficia produtores rurais com ampliação do prazo para quitação ou renegociação de dívidas rurais
Informação foi divulgada pelo senador Cássio Cunha Lima, após sair de uma
reunião de trabalho com o presidente interino, nesta terça-feira (07)
A Medida Provisória (MP) 707/15, que reabre prazos e concede benefícios para a quitação ou renegociação de dívidas rurais, segundo declarações do senador paraibano, Cássio Cunha Lima, será sancionada pelo presidente interino, Michel Temer. Cássio afirmou que essa decisão será anunciada no próximo dia 14, durante visita do chefe interino do executivo nacional, a cidade de Arapiraca, em Alagoas. O senador tucano deu a boa notícia para os produtores, ao sair de uma reunião de trabalho com Temer, nesta terça-feira (07).
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, recebeu a notícia com muita satisfação, já que a MP afeta, diretamente, boa parte dos produtores canavieiros paraibanos. “Essa MP amplia o prazo para evitar que produtores em atraso tenham suas dívidas cobradas judicialmente e encaminhadas a Dívida Ativa da União. É um fôlego importante para quem pretende ver formas de renegociar suas pendências”, afirma Murilo.
A MP prorroga a data final de quitação ou renegociação de dívidas, de dezembro de 2015 para dezembro de 2016 e também concede anistia de multas pelo atraso na entrega da Guia de Recolhimento do FGTS (Gfip), ainda que somente informativa, no período de 27 de maio de 2009 a 31 de dezembro de 2015.
Estudo padroniza o bagaço da cana-de-açúcar
Trabalho pode reacender os debates sobre mudanças no preço pago pela tonelada da matéria-prima aos fornecedores. Hoje, o preço da cana leva em conta apenas o ATR
O bagaço de cana-de-açúcar agora está caracterizado cientificamente. O estudo interlaboratorial realizado pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e o National Renewable Energy Laboratory (NREL), em parceria com sete instituições brasileiras, irá beneficiar as pesquisas na área da biomassa produzida em grande quantidade no Brasil por usinas instaladas no território nacional e também pode reacender o debate sobre o cálculo no preço da cana fornecida às indústrias.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, lembra que o estudo sobre a caracterização científica do bagaço da cana também trará ganhos para os produtores de cana-de-açúcar brasileiros. “Atualmente, a remuneração do fornecedor de cana baseia-se, exclusivamente, na ATR, não levando em consideração outros componentes da matéria-prima, a exemplo do bagaço e da palha da cana, de forma que a partir desse estudo teremos mais subsídios para voltar a debater a inclusão desse valor na remuneração da matéria-prima e aumentar o preço pago pela tonelada da cana fornecida às indústrias”, destaca Murilo.
Publicado no Journal of AOAC International ele é a primeira publicação que apresenta uma comparação entre métodos de caracterização química desta biomassa.O artigo, intitulado “Evaluation of Brazilian Sugarcane Bagasse Characterization: An Inter-laboratory Comparison Study” apresenta os resultados da composição do bagaço da cana, obtidos por oito laboratórios utilizando técnicas semelhantes com pequenas alterações nos métodos analíticos, com o objetivo de determinar as variações esperadas nesta análise. Com a publicação do trabalho, a próxima etapa é o estabelecimento da padronização em norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Para a pesquisadora do CTBE e uma das autoras do artigo, Maria Teresa Borges Pimenta Barbosa, o resultado do trabalho beneficiará muitas instituições nacionais e internacionais que estão trabalhando com o bagaço da cana-de-açúcar. Na sua opinião, para a comunidade científica é muito importante ter uma base concreta de consulta das metodologias para a caracterização do bagaço de cana, uma vez que a literatura especializada reporta normas específicas para a caracterização de outras biomassas que, quando utilizadas para a caracterização do bagaço de cana, acarretam em erros experimentais que dificultam a comparação dos resultados.
A produção de energia por meio do bagaço de cana tem se mostrado eficaz e uma grande fonte de alternativa energética. Prova disso é que diversas usinas de cana-de-açúcar no país já dispõe de sistema de co-geração de energia elétrica, através da queima do bagaço da cana, muitas das quais já estão com disponibilidade de comercialização de energia. Segundo especialistas, o Brasil tem potencial para instalar 2.500 MW a mais de energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Esse valor representa, por exemplo, cerca de 20% da capacidade de produção da hidrelétrica de Itaipu, a maior do País. “Atualmente, o bagaço e a palha da cana já são considerados importantes componentes da matriz energética do Brasil, mas, infelizmente, ainda não entram na composição do valor da matéria-prima e isso precisa mudar”, afirma Murilo.
Fonte: CanaOnline
Estudantes da UFPB visitam a Estação de Camaratuba para conhecer produção de insumos biológicos contra pragas da cana
Vinte alunos do Campus I, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estudantes do curso de Tecnologia Açucareira, conheceram o trabalho de produção de insumos biológicos na Estação Experimental de Camaratuba, que é mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), através de convênios com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (SEDAP). A visita, que aconteceu no dia 24 de maio, foi monitorada pela professora Márcia, com acompanhamento do Engenheiro Agrônomo e coordenador do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan e da Estação, Vamberto Rocha.
De acordo com Vamberto Rocha, na oportunidade foram apresentados ao grupo, inicialmente os laboratórios que produzem em larga escala, Cotesia flavipes (Vespas) e Metarhizium anisopliae (Fungos), que são referência no Nordeste no controle biológico de pragas dos canaviais, tais como a broca-comum (Diatraea spp.) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata). Já o biólogo Roberto Balbino mostrou aos estudantes todos os setores da estação e o fluxograma de produção dos laboratórios de Matharhizium e Cotesia, assim como os métodos de levantamento e liberação no campo destes dois controladores biológicos.
Também em maio, no dia 11, estudante de graduação do curso de Agronomia, do Campus de Areia, acompanhados do professor Jacinto, conheceram a estação, com foco na área de cultivo de cana-semente de variedades promissoras e de plantação destinada à pesquisa agrícola. Segundo Vamberto, as visitas de estudantes acontecem, frequentemente, na Estação, que desenvolve um trabalho de excelência na produção de insumos biológicos e cana-semente
Sobre a Estação
Situada na BR 101, próximo à entrada do município de Mataraca, a Estação Experimental de Camaratuba foi instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan. Entretanto, desde 1989, a Asplan assumiu a Estação e buscou novos parceiros para dar continuidade às pesquisas que vinham sendo desenvolvidas. Atualmente, uma equipe formada por auxiliares técnicos, técnicos de nível médio e superior, trabalha no local. A área possui 220 hectares, sendo 80 deles para o cultivo de cana-semente de variedades promissoras e também uma área de plantação destinada à pesquisa agrícola. Os demais 140 hectares constituem área de preservação ambiental, já que a Estação está localizada em meio a uma reserva de Mata Atlântica. Na Estação ainda existe uma estação meteorológica, onde diariamente, três vezes ao dia, às 9h, 15h, e 21h, os técnicos colhem informações sobre velocidade e posição do vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica, evaporação, pluviometria, entre outras e, repassam para o 3º DISME, em Recife.
Senado aprova ampliação do prazo para inscrição no Cadastro Ambiental Rural e tira da MP 707 a questão da subvenção da cana
Os senadores aprovaram, na última terça-feira (17), a MP 707 que entre outras questões autoriza a ampliação do prazo de realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e muda prazos para a renegociação das dívidas de produtores rurais de diferentes portes, suspendendo até 31 de dezembro de 2017, a cobrança judicial de dívidas relativas a empreendimentos localizados na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). O artigo que prorrogava a lei da subvenção da cana, que estava inserida na MP, foi excluído pelo líder do governo no Senado, Eunício Oliveira (PMDB/CE).
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, lamentou a exclusão do artigo da lei da subvenção da MP. “É de conhecimento público o quanto o pagamento da subvenção é importante para os produtores do Nordeste e o equilíbrio do setor canavieiro na região frente aos prejuízos causados pela seca e a diferença de custo de produção em relação ao Sudeste. Infelizmente, a presidente Dilma não honrou com o pagamento, cuja lei foi sancionada desde julho de 2014 e agora o país passa por uma grave crise econômica e nos fomos prejudicados pela atual conjuntura”, argumenta Murilo.
Segundo o dirigente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Lima, as entidades ainda mantém a esperança de que o subsídio seja pago. Isto porque, um dia após Eunício Oliveira excluir o artigo que prorrogava a lei, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), declarou apoio ao subsídio. “O senador antecipou a dificuldade de defender agora uma MP específica sobre o tema junto ao novo governo, por várias questões, mas garantiu apoiar a aprovação de emenda sobre o assunto em uma futura MP com tema correlato”, afirma Alexandre, que entendeu as razões apresentadas pelos senadores e já começou a pesquisar novas MPs com temas correlatos à questão do setor agrícola, da qual o setor canavieiro e a lei da subvenção possam ser inseridas.
Sobre CAR e Prazos
Com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão 8/2016, contida na MP707, o prazo de realização do CAR foi prorrogado de 05 de maio deste ano para 31 de dezembro de 2017. A medida provisória aprovada pelos senadores também muda prazos para a renegociação das dívidas de produtores rurais de diferentes portes. Os prazos previstos na MP original eram mais curtos e destinados a pequenos produtores, mas os parlamentares modificaram o texto para fixar prazos mais longos e favorecer grandes produtores. Entre outros pontos, o texto suspende, até 31 de dezembro de 2017, a cobrança judicial de dívidas relativas a empreendimentos localizados na área de abrangência da SUDENE. A proposta aprovada também proíbe que, até esta data, essas dívidas sejam inscritas na Dívida Ativa da União. A matéria ainda beneficia os caminhoneiros que adquiriam veículos com crédito do BNDES autorizando, até 30 de dezembro deste ano, a ampliação do prazo para negociação de refinanciamento de empréstimos feitos por caminhoneiros e cooperativas na aquisição de caminhões.
Produtores de cana-de-açúcar conhecem produto que aumenta a retenção de água e nutrientes da planta
Informações foram repassadas durante evento na Asplan, nesta quarta-feira (18)
Mais uma vez, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) cumpriu seu papel de difundir boas práticas na área da cana-de-açúcar. Nesta quarta-feira (18), produtores paraibanos se reuniram no auditório da entidade, em João Pessoa, para conhecer os resultados e aplicações de um produto que trabalha na adição de disponibilidade dos nutrientes do solo e no enraizamento da cana para melhor absorção destes. Trata-se doHumitec, um produto desenvolvido para ser um corretor húmico natural e que aumenta a superfície de retenção dos adubos solúveis, evitando as perdas por lixiviação. O Humitec vem sendo utilizado com ótimo retorno financeiro na Paraíba.
Obtido a partir da Leonardita Americana e apresentado sob a forma de grânulos solúveis (WG), o produto melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo. O uso do produto, utilizado com fertilizantes como esterco, torta ou até vinhaça na cana, aumenta a superfície de retenção dos adubos solúveis, evitando as perdas por lixiviação, além de reduzir os antagonismos entre os diferentes elementos nutritivos devido a seu efeito de vedação. Segundo o agrônomo e palestrante da Agronil, empresa que comercializa o produto, Renato Menezes, o Humitec já vem sendo utilizado em 65 países, em diversas culturas e os resultados são pra lá de satisfatórios.
“O Humitec forma um composto argilo-húmico que melhora a retenção de água, a aeração e a estrutura do solo. Ou seja, permite melhorar e transformar o solo, ao mesmo tempo em que facilita a disponibilidade e assimilação dos elementos nutritivos para esses cultivos, inclusive a cana-de-açúcar. Uma dupla atuação, portanto”, explicou Renato. Durante o encontro, inclusive, diversos produtores de cana deram seus depoimentos falando de seus retornos financeiros que estão verificando em suas fazendas com a aplicação do Humitec.
A Usina Monte Alegre, por exemplo, conseguiu um incremento de 14,66 toneladas por hectare com o uso de uma mistura de 4 kg de Humitec e 20 toneladas de torta por hectare. “Tivemos uma produtividade idêntica com o uso quanto de 30 toneladas de torta. Foi um lucro que ficou entre R$ 700,00 e R$ 1.000 por hectare”, expôs o diretor da Usina, Hugo Amorim. Além dele, outros produtores também tiveram excelentes resultados. Foi o caso do produtor e fornecedor de cana, Celso Morais, que gravou, inclusive, um vídeo mostrando a diferença da área tratada com Humitec e outra que não recebeu o produto. “Estou muito satisfeito com o retorno”, comentou.
Ao final do encontro, o diretor adjunto da Asplan, José Inácio de Morais, também deu seu depoimento a respeito do produto, confirmando tudo o que já havia sido colocado pelos outros produtores, e também destacou que a Paraíba vem melhorando a sua cana a cada dia. “A Paraíba está de parabéns porque tem uma cana de primeira qualidade. Temos potencial para aumentar nossa produtividade e agora é aproveitar o momento de preço bom da cana e investir nisso”, afirmou o diretor.
Ao final da palestra, a Agronil abriu espaço para uma mesa redonda onde também tirou diversas dúvidas a respeito da aplicação do Humitec em outras culturas como a macaxeira, a batata-doce e o feijão, além de pasto.
Recomendações
Vale frisar que a recomendação da Agronil é usar de 3 a 5 kg do produto por hectare. Essa aplicação é feita com jato dirigido no sulco de plantio ou soqueira. O período mais indicado para fazer isso é na implantação da cultura ou no pós corte. Também é importante que o produtor realize a sua adubação orgânica junto ao Humitec para obter os resultados esperados.
Asplan e Agronil promovem palestra técnica sobre importância da matéria orgânica no desenvolvimento da cultura canavieira
Evento é gratuito e direcionado para os plantadores de
cana-de-açúcar, mas é aberto ao público interessado
Para uma adubação correta, o produtor rural precisa além de conhecer as deficiências do solo e corrigi-las adequadamente, levando em conta o diagnóstico da acidez. Também é necessário que ele selecione variedades que se adaptem melhor a região e se puder utilizar matéria orgânica para aumentar sua produtividade, melhor ainda. E é justamente para orientar os produtores canavieiros que a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) vai realizar, na próxima quarta-feira (18), a palestra técnica ‘A importância do uso da matéria orgânica e seus ganhos de produtividade no manejo da cana-de-açúcar’. O evento acontece no auditório da entidade, a partir das 9h30.
O professor Gilson Moura Filho, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), será o palestrante do evento que, no final, terá uma mesa redonda mediada pelo professor Dr. Emídio Cantídio Almeida de Oliveira, do Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Segundo o engenheiro agrônomo da Asplan e coordenador do Departamento Técnico (Detec) da entidade, a fertilidade do solo da região Nordeste é normalmente baixa e sempre têm algum tipo de deficiência para corrigir, sendo a deficiência de fósforo uma das mais frequentes em solos paraibanos. “Essa palestra vai abordar essa questão além de trazer para os produtores informações importantes de como ter uma maior produtividade utilizando a matéria orgânica Humitec”, afirma Vamberto.
Projetos de custeio de safra e investimento em cana-de-açúcar na Paraíba ultrapassam os R$ 15 milhões
A Asplan, através de seu departamento técnico, elaborou e remeteu
aos bancos, este ano, 64 projetos que pleiteiam esses recursos
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), por meio do Departamento Técnico (Detec), está disponível o ano inteiro para a elaboração de projetos técnico/financeiro para a aquisição de recursos direcionados ao custeio ou investimento para plantio de cana-de-açúcar na Paraíba. As propostas elaboradas, este ano, pelo Detec totalizam 64 projetos, sendo 62 de custeio edois de investimento, e chegam ao montante de R$ 15.213.883,76. Esse volume de recursos pleiteado foi direcionado para o Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Bradesco e Caixa Econômica Federal (CEF).
O Banco que mais recebeu propostas foi o BB, com 28 projetos de custeio de safra e dois de financiamento, totalizando 30 projetos. Juntas essas propostas chegaram ao valor de R$ 6.254,394. Ao Bradesco foram enviados 24 projetos de custeio totalizando R$ 6912.998,33, sendo a instituição com o maior valor total das propostas. Para a CEF foram remetidos seis projetos de custeio de safra com valor total de R$ 1.577.181,17. Enquanto que para o BNB foi enviado quatro projetos de custeio, totalizando R$ 469.309,36.
As propostas formatadas pela Asplan somaram um total de R$ 15.213.883,76, sendo R$ 15.010.095,94 para os 62 projetos de custeio e apenas R$ 203.778,82 para novos investimentos. Oserviço de elaboração dos projetos é realizado gratuitamente pelo Detec para os associados e é feito pelo geotecnólogo da Asplan e responsável pelos projetos na entidade, Thybério Luna. “Com esse serviço nós oferecemos um suporte técnico-administrativo ao produtor para que ele possa, cada vez mais, investir e melhorar sua cultura e produtividade”, afirma o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.
O Detec da Asplan funciona de segunda-feira a quinta- feira, das 8h às 12h e das 13h00 às 17h00, e as sextas, das 8h às 13h e fica localizado no prédio sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro de João Pessoa.
MP 707 determina suspensão da execução contra produtores rurais até o dia 31 de dezembro deste ano
Todos os juízes da Paraíba já receberam o ofício circular N°010/2016, do último dia 06 de maio, assinado pelo juiz-corregedor auxiliar, Sivanildo Torres Ferreira, com orientações sobre à respeitabilidade da Medida Provisória 707/2015. A MP estabelece que os prazos de execução contra os produtores rurais permaneçam suspensos até o dia 31 de dezembro deste ano.
A Medida Provisória 707/2015 foi aprovada no dia 04 deste mês pela Câmara dos Deputados. Com isso, reabriram-se prazos e se concedeu benefícios para a quitação ou renegociação de dívidas rurais. A MP original prorrogava prazos para evitar que mutuários com pagamentos em atraso fossem cobrados judicialmente ou suas dívidas encaminhadas à Dívida Ativa da União. A data final que era dezembro de 2015 passou a ser dezembro deste ano.
O ofício circular N°010/2016 encaminhado a todos os juízes paraibanos foi feita a partir de uma solicitação do presidente da Associação dos Mutuários de Crédito Rural do Estado da Paraíba, Jair Pereira. “Estávamos recebendo intimações para negociar com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e essa cobrança vai de encontro com a referida medida de suspensão da execução”, disse Jair Pereira.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, lembra que a MP beneficia, especialmente, os pequenos produtores do Nordeste, que perderam lavouras inteiras com a rigorosa seca iniciada em 2011 e a maior parte dos associados da entidade que é formada por micros e pequenos produtores. “Essa MP é muito importante para o setor, pois além de suspender as execuções, dá mais tempo para os produtores renegociarem suas dívidas e, em alguns casos, quitarem até a data limite”, afirma Murilo.
Setor canavieiro da Paraíba tem boa expectativa no governo Temer e avalia que mudança será positiva para o país
A admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovada pelo Senado por 55 votos favoráveis e 22 contra, deixou o setor canavieiro paraibano mais aliviado. Isto porque, de acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, o atual governo não tinha mais rédeas das decisões importantes que precisam ser tomadas para retomar o equilíbrio econômico que o pais necessita. “Dilma não governava mais, o Brasil estava à deriva e agora assume um governo que acreditamos seja capaz de reequilibrar o país sob vários aspectos”, argumenta Murilo.
O dirigente da Asplan também elogiou a posição dos três senadores paraibanos que votaram a favor do impeachment. “Nossos representantes no Senado mostraram espírito cívico e visão de futuro ao contribuir, com seus votos, para que o país tenha uma nova chance de crescer e se desenvolver”, disse Murilo referindo-se aos senadores Cássio Cunha Lima, José Maranhão e Raimundo Lira.
Especificamente para o setor canavieiro, o presidente da Asplan lembra ainda que essa mudança no comando geral da nação reacende as esperanças de que o pagamento da subvenção da cana dos produtores do Nordeste e do Rio de Janeiro, prometido e autorizado pela presidenta Dilma desde julho de 2014, mas que até agora não foi pago, seja concretizado. “Vamos aguardar os acontecimentos, mas, o fato é que essa mudança abre novas perspectivas no que diz respeito a esse pagamento ainda pendente”, diz Murilo.
O pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi anunciado as 6h33 desta quinta-feira (12), após uma sessão que durou mais de 20h. Dos 81 senadores, 78 estiveram presentes, dos quais 55 votaram a favor da medida. Com essa decisão, o vice-presidente Michel Temer assume interinamente o comando do país, por um prazo máximo de 180 dias, até que se julgue o mérito da acusação contra a presidenta que poderá perder o cargo se for condenada ou reassumir as funções caso seja considerada inocente.