Asplan

Presidente da Unida será um dos palestrantes da Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA) e da  Câmara Setorial do Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Campos Neto será um dos palestrantes do painel ‘O que esperar a frente’, que vai acontecer no dia 21 de outubro, dentro da programação da 25ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol. A edição deste ano, que acontece nos dias 20 e 21, em São Paulo, no Grand Hyatt Hotel, reúne diferentes perspectivas para olhar o presente e o futuro da cadeia sucroenergética, com espaço para conversa direta, troca de experiências e atualização técnica. Esta edição será híbrida, com participação presencial e virtual.
O painel que terá a participação do dirigente da Unida reunirá presidentes de diversas entidades, empresas e instituições e terá como moderador o presidente da DATAGRO, Plinio Nastari. “Esse é um dos eventos mais importantes do setor e uma excelente oportunidade de não apenas atualizar informações, mas, também de encontrar e interagir com pessoas que conhecem profundamente as questões ligadas ao universo sucroenergético e participar da Conferência como palestrante é uma responsabilidade muito grande que assumi com muito entusiasmo”, destaca Pedro Campos Neto.
A programação inclui temas como análise da safra 2025/26, transição energética e o papel dos biocombustíveis de baixa intensidade de carbono, RenovaBio, evolução da tecnologia automotiva e rotas de diversificação como bioeletricidade, biogás, etanol 2G, integração cana-milho, captura de carbono e combustível sustentável de aviação, além de questões sobre mercado mundial, trading, inovação agrícola, novas soluções de financiamento. O e-mail de inscrições é inscrição@datagro.com e informações pelo (11) 4133-3944 ou (11) 99749-0480.
Pedro Campos Neto será palestrante do painel ‘Presidentes’
Pedro Campos Neto será um dos palestrantes da Conferência
Pedro Campos Neto é presidente da Unida, da Câmara Setorial do Açúcar e Álcool do MAPA e vice-presidente da Asplan

Asplan destaca importância da homenagem em memória do produtor e industrialGeraldo Antônio Cavalcanti de Morais

O trecho da Rodovia Estadual PB-011, atualmente em construção, compreendido entre a cabeceira da ponte sobre o Rio Una (Ponte do Futuro), que ligará a BR-230, em Cabedelo, até o entroncamento com a rodovia PB-025, em Santa Rita, será denominada Geraldo Antônio Cavalcanti de Morais. A propositura do deputado estadual Tovar Correia Lima consta na Lei 13.921, publicada no Diário Oficial da Paraíba do dia 24 de setembro. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, destaca a importância da iniciativa. “Geraldo foi um homem empreendedor, que acreditou e investiu na Paraíba, tendo uma contribuição fundamental na implantação da Destilaria Miriri, localizada em Santa Rita”, afirma o dirigente canavieiro.
Natural da cidade de Macaparana (PE), Geraldo Antônio Cavalcanti de Morais nasceu em 31 de outubro de 1934. Durante anos, viveu na zona rural de Timbaúba. Em 1963, mudou-se com a família para a zona urbana, sem jamais se afastar das atividades do campo, atuando em setores como serraria, destilação de cachaça, criação de gado e cultivo de cana-de-açúcar.
A história de Geraldo Antônio com a Paraíba começa a partir de sua visão empreendedora e seu espírito pioneiro. Em 1975, com o lançamento do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) pelo governo federal, ele vislumbrou uma oportunidade de crescimento e transformação. Com vasta experiência na produção de açúcar ao lado dos irmãos, e motivado pelo ideal de expansão, foi o primeiro da família a se lançar nesse negócio fora de seu estado natal.
Em 1976, mudou-se com toda a família para João Pessoa. Seu trabalho foi fundamental não apenas na instalação e operação da usina, mas também na dinamização da economia da região. “Através da destilaria, ele gerou empregos, atraiu familiares e colaboradores para a região, impulsionou a cultura da cana-de-açúcar e contribuiu para o desenvolvimento sustentável do município. O nome de Geraldo não pode ser dissociado do progresso de Santa Rita e porque não dizer da Paraíba”, reitera José Inácio.
O presidente da Asplan lembra que a implantação da Miriri marcou o início de um ciclo virtuoso de progresso e desenvolvimento na região que impulsionou a vida de muita gente com os novos postos de trabalho, a capacitação de mão de obra local, o incremento da economia e fortalecimento da cultura canavieira. “Hoje, o legado da família Morais já está em sua quarta geração, com raízes fincadas na Paraíba e, em especial, no município de Santa Rita. De forma que parabenizamos essa iniciativa do deputado Tovar e o reconhecimento do governador em sancionar a Lei que reconhece um grande cidadão que não era paraibano de nascimento, mas contribuiu sobremaneira para o progresso deste estado”, destaca José Inácio.
 Sobre o homenageado
Geraldo Antônio Cavalcanti de Morais foi um homem de caráter exemplar: simples, íntegro, incansável no trabalho e dotado de um profundo senso de justiça, soube equilibrar firmeza e generosidade. Era conhecido por seu estilo agregador e pela capacidade de reconhecer o valor de quem estava disposto a contribuir com empenho e dedicação.
Acreditava no poder da união — entre irmãos, colaboradores e parceiros — como base para o sucesso duradouro. Por esse motivo, em determinado momento, compreendendo que já havia oferecido uma contribuição significativa à trajetória empresarial da família, passou a liderança da Destilaria para a segunda geração, sem jamais se afastar do campo ou de seus compromissos com a região de Santa Rita.
Seguiu, então, administrando seus próprios empreendimentos no setor sucroalcooleiro, sempre com discrição, ética e dedicação. Faleceu serenamente em 2021, em sua residência, ao lado da esposa e companheira de vida, a pernambucana Lúcia Maria Lyra Montarroyos de Morais, com quem construiu uma sólida família e teve sete filhos, encerrando sua jornada com dignidade e serenidade.

Geraldo Antônio Cavalcanti de Morais teve um papel fundamental no fortalecimento do setor canavieiro paraibano

Diretoria da Asplan recebe em sua sede visita do prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo Cícero Lucena

A diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) se reuniu, na última segunda-feira (6), com o prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena. A visita de cortesia aconteceu na sede da entidade canavieira, no Centro da capital paraibana, e contou ainda com a participação do ex-deputado estadual paraibano, Trocolli Júnior.
O presidente da Asplan, José Inácio, reiterou na ocasião que a Associação não tem atuação, nem preferência política, mas que como uma forte entidade de classe, representativa da maior e mais importante cultura da Paraíba, é natural que candidatos queiram apresentar suas propostas e se aproximar. “Nós aqui defendemos o produtor canavieiro, independente de qual mandatário está no poder, seja ele na esfera municipal, estadual ou federal”, afirmou José Inácio que estava acompanhado dos dois vice-presidentes da entidade, Pedro Campos Neto, 1º Vice-presidente e Raimundo Nonato, 2º Vice-presidente, além de outros diretores.
Além da pretensa postulação nas eleições do próximo ano do pré-candidato, a pauta da reunião incluiu ainda questões tributárias, de melhorias de vias para escoamento da produção e outros temas pertinentes aos interesses dos produtores de cana da Paraíba. O presidente da entidade reiterou que a Asplan está de portas abertas para qualquer candidato, de qualquer legenda, que queira fortalecer o setor produtivo. “Nós somos apartidários e nossa Casa está aberta para qualquer candidato que queira ouvir nossos pleitos e valorizar o setor agrícola e, sobretudo, a nossa cultura”, finalizou ele.
Na ocasião, Cícero disse que a visita a Asplan faz parte de sua estratégia política de ouvir vários segmentos da economia e, a parir daí, formular um amplo programa de governo que tenha uma visão macro das questões da Paraíba.

Presidente da Asplan, José Inácio reiterou que a entidade está de portas abertas para receber qualquer candidato
Reunião de Cícero com diretores da Asplan aconteceu na sede da Associação, em João Pessoa
Ex-Deputado Trocolli Júnior participou da reunião
Prefeito Cícero Lucena foi recebido pela diretoria da Asplan na última segunda-feira

Produtores de cana-de-açúcar da Paraíba estão preocupados com baixo preço pago pela tonelada da matéria-prima

“Todo mundo que planta cana sabe que a cultura tem altos e baixos, afinal, são 500 anos de história no Nordeste brasileiro, mas esse ano está difícil, contudo já superamos muitas dificuldades e essa não será a única, nem a última. Cana está ruim por questões mundiais, não por causa de problemas com a cultura. Esse tarifaço dos Estados Unidos atingiu a Cota Americana no Nordeste e isso prejudicou toda a cadeia produtiva, mas estamos confiantes que essa fase vai passar”, destaca o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O preço bruto da tonelada de cana comercializada na quarta semana de setembro é R$ 150,82, um valor menor 5,17% em relação ao mês de agosto. O kg do ATR bruto está em R$ 1,2674.
Essa situação, segundo José Inácio, compromete a sustentabilidade da atividade, principalmente dos pequenos e médios produtores que são maioria na Paraíba, porque esse valor não é suficiente para cobrir os custos de produção, que seguem em alta devido ao aumento nos preços de insumos, combustíveis e mão de obra, mas ele afirma que o produtor deve ter esperança de dias melhores. “O momento não é bom, mas haveremos de superar essa crise que seria maior aqui se não estivesse chovendo. Estamos tentando junto ao Governo Federal uma ajuda a título de equalização para todos os produtores canavieiros do Nordeste, no valor de R$ 12,00 por tonelada, para equilibrar a perca da Cota Americana”, afirma o dirigente canavieiro.
A cultura canavieira, segundo José Inácio, continua e continuará viva. “Na atual conjuntura, o produtor precisa buscar diminuir custos, procurar tecnologias mais baratas, para não perder produtividade, buscando alternativas para se manter de pé”, reforça ele, lembrando que há uma perspectiva de melhora em novembro em função do término da safra de São Paulo que se mostra menor que a esperada. “Estamos acreditando que a partir de novembro essa realidade melhore. Como o mercado é oferta e procura, com essa safra menor no Sudeste e uma menor oferta de açúcar no mercado de lá, o preço tende a subir aqui”, disse o presidente da Asplan.
José Inácio lembra que como a cultura canavieira é a mais expressiva do Nordeste e também da Paraíba, a retração no setor tem impactos diretos na economia da região. “A cana-de-açúcar é uma das principais atividades agrícolas do Nordeste, responsável por movimentar a economia regional e a que mais emprega trabalhadores no campo e nas indústrias de transformação, por isso, qualquer impacto negativo no setor resvala em toda a economia local”, destaca ele, reiterando que a valorização da tonelada é essencial para garantir a continuidade da produção e a manutenção de milhares de empregos no interior nordestino. “O Governo Federal precisa ter esse olhar mais amplo e nos ajudar com essa equalização porque essa ajuda é positiva para todo mundo”, finaliza José Inácio.
Valor pago pela matéria-prima não está remunerando bem o produtor
Produtores estão preocupados com o preço da tonelada de cana
José Inácio de Morais presidente da Asplan lembra sazonalidade da cultura e sua resistência secular no Nordeste

Integrantes da Unida pleiteiam subvenção durante audiência com o vice-presidente Geraldo Alckmin em Brasília

A questão da subvenção que ajudará o setor produtivo canavieiro do Nordeste a superar as perdas impostas pela taxação do governo americano a produtos brasileiros foi pauta de uma audiência nesta terça-feira (9), em Brasília, entre o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin e integrantes da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida). O presidente da entidade, Pedro Campos Neto participou da reunião juntamente com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, e do presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Lima.
Na ocasião, os dirigentes canavieiros nordestinos apresentaram ao vice-presidente um panorama do setor canavieiro diante dos desafios que se impõem com as perdas oriundas da taxação imposta pelo governo americano de 50% sobre o açúcar e de 18% sobre o etanol exportado para os EUA e que tem reflexos negativos diretos na Cota Americana e impactos na redução do preço da matéria-prima que já atinge perdas em torno de R$ 20,00 por toneladas de cana. “A gente veio solicitar ajuda do Governo Federal para enfrentar esse momento difícil e assim poder garantir o equilíbrio do setor e a manutenção do emprego dos cerca de 130 mil trabalhadores canavieiros do Norte/Nordeste, sendo 80% deles da agricultura familiar”, afirma o presidente da Unida.
De acordo com Pedro Campos Neto, Alckmin foi bastante receptivo ao pleito e se prontificou a estudar o caso e ver de que forma ele pode ser operacionalizado. A sugestão apresentada ao vice-presidente foi a proposta de emenda à MP 1309, de autoria do senador Efraim Filho (União-PB) e do deputado federal Meira (PL-PE), que propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida nestas regiões a título de mitigar os impactos oriundos destas taxações americanas ao etanol e o fim da cota de isenção (Cota Americana) a uma parte do açúcar produzido nestas localidades.
“Lembramos ao vice-presidente que essa subvenção já foi concedida no governo Dilma aos canavieiros do Nordeste, diante da grave seca daquela época, e teve efeitos muito positivos no setor e eu isso pode ser operacionalizado via MP”, afirma Pedro Campos Neto, que também preside a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA.
Após a audiência, os integrantes da Unida ainda se reuniram com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta e com o senador Efraim Filho e o deputado federal, Meira. O senador Veneziano Vital do Rego foi o articulador da audiência com o vice-presidente, que também contou com a participação do deputado federal paraibano, Ruy Carneiro.
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o dia foi muito produtivo. “Estamos no caminho certo. Primeiro entramos com a Emenda à MP 1309, com o apoio de Efraim Filho e o deputado Meira, hoje tivemos encontros importantes em Brasília no sentido de esclarecer a necessidade desta subvenção e buscar apoios fundamentais para que esse pleito vire realidade. Estamos no caminho certo e se Deus quiser seremos vitoriosos”, finalizou o dirigente canavieiro.
A proposta de emenda a MP sugere que a subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana seja liberada por meio de programas de preço mínimo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além de indicar várias fontes para tal pagamento, a exemplo do Banco do Brasil, BNDES e Ministério da Agricultura, além da forma direta em favor do canavieiro comprovadamente afetado pela taxação americana.
Presidente da Asplan, José Inácio de Morais e senador Efraim Filho
Pedro Campos Neto, Geraldo Alckmin, José Inácio e Alexandre Lima
Pedro Campos Neto, vice-presidente Geraldo Alckmin e José Inácio, da Asplan
Pedro Campos Neto, ministro José Múcio, José Inácio, Alexandre Lima e Rodrigo Carvalho
Pedro Campos Neto, José Inácio, Efraim Filho e Alexandre Lima
Pedro Campos Neto, da Unida, e o senador Efraim Filho
José Inácio, Pedro Campos, Hugo Motta, Alexandre Lima
José Inácio, Alexandre Lima e Pedro Campos Neto na anti sala da vice-presidência da República
Dirigentes da Unida com o senador Efraim Filho

Representantesde cadeias produtivas da Paraíba alinham com a Energisa soluções que atendammelhor as demandas do setor rural

Quedas de energia, demora no atendimento aos pleitos do setor produtivo, dificuldade em acessibilidade no call-center do setor rural, demora na entrega e ligação de novos projetos, novas linhas de transmissão para propriedades mais distantes. Essas e outras reclamações do setor produtivo rural foram elencadas nesta segunda-feira (25), durante uma reunião com representantes da Energisa, na sede da companhia de energia elétrica, em João Pessoa. O momento faz parte do Programa ‘Energisa Agro’ que busca melhorar o atendimento da empresa no campo e acontece a cada 60 dias.

            O diretor do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Neto Siqueira, que estava acompanhado da também diretora da associação, Ana Claudia Tavares, elogiou a iniciativa da empresa e disse que o momento foi muito proveitoso. “Debatemos questões que são muito importantes para o nosso setor agrícola, recebemos um bom feedback da empresa que se comprometeu a alinhar melhor nossas demandas, não apenas com os produtores canavieiros, mas com toda a cadeia produtiva paraibana, tanto que vamos formar um comitê para melhor alinharmos nossos pleitos”, afirmou Neto.

            “Gostei da reunião principalmente porque a discussão se concentrou em um planejamento a ser feito pelo setor privado que visa o atendimento de todas as demandas atuais e futuras de nosso segmento, de forma que não exista falta de energia para apoiar as iniciativas que irão surgir daqui em diante no setor produtivo. Percebi que a empresa está disposta a participar ativamente, na busca de soluções técnicas, políticas e financeiras que solucionem os problemas hoje existentes no campo”, reforça Ana Claudia.

            “Nos últimos anos tem sido comum quedas de energia, o que impacta negativamente na produção, há também muitos roubos de transformadores e, neste caso, há a necessidade de envolver as forças de segurança pública, fortalecendo a segurança na zona rural, e é preciso também promover melhorias na qualidade do serviço, especialmente, do fornecimento de energia no campo. Mas, sentimos que a Energisa está empenhada em dar encaminhamento aos nossos pleitos e ficamos muito contentes com esse empenho em melhorar”, destaca o Presidente do Sistema Faepa/Senar, Mário Borba que também participou da reunião.

            Essas reuniões entre produtores rurais com representantes da Energisa e órgãos como a Faepa/Senar, para discutir questões como quedas de energia, recadastramento rural, melhorias na qualidade do serviço, acontecem a cada 60 dias e têm o objetivo de alinhar soluções e firmar compromissos para o setor agrícola, como a melhoria do fornecimento de energia em propriedades rurais.

 

Representantes de várias cadeias produtivas da Paraíba participaram da reunião na Energisa

‘Ação chega no momento certo quando setor está passando por pior momento’ afirma presidente da Asplan

A proposta de emenda à MP 1309, protocolada na última terça-feira (19), pelo senador Efraim Filho (União-PB) e o deputado federal Meira (PL-PE), que propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida na região Norte e Nordeste, na avaliação do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, chega no momento certo. “Estamos passando um dos piores momentos da cana-de-açúcar no Nordeste. Só com esse tarifaço dos EUA, nós perdemos uma cota preferencial que irá acarretar, no mínimo, 5% de perda no preço da cana. Então, essa proposta chega no momento certo”, afirma ele.
Ainda segundo José Inácio, o lançamento dos R$ 30 bilhões pelo Governo Federal para ajudar as empresas e setores que foram prejudicados com essas medidas econômicas impostas pelo governo americano podem ser direcionados também para o setor canavieiro. “Com esse impacto na Cota Americana perdemos cerca de R$ 12,00 no preço da tonelada da matéria-prima. Então o momento é oportuno para direcionar parte deste dinheiro, o equivalente a apenas cerca de 1% deste montante, para ajudar os produtores canavieiros do Nordeste. É mais que justo e necessário essa solicitação de subvenção”, reitera o líder canavieiro.
O presidente da Asplan lembra ainda que essa ajuda irá beneficiar, em sua imensa maioria, o pequeno produtor canavieiro que hoje, na Paraíba, representa 80% dos produtores ligados à Associação. “Esses R$ 12,00 vai beneficiar, principalmente, o pequeno e médio produtor, o assentado, o indígena. Se existe o dinheiro, é mais do que justo que o governo olhe com bons olhos para nosso setor que terá uma safra muito complicada, pois aumentou-se os custos e diminui-se a receita, o que ameaça a manutenção de milhares de empregos na região, caso não haja esse aporte a título de subvenção já no segundo semestre deste ano”, afirma José Inácio.
Proposta – A emenda à MP 1309 propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida nas regiões Norte e Nordeste, que pode ser concedida sob a forma de transferência direta de recursos orçamentários para capital de giro ou investimento. Em seu parágrafo 2º a emenda destaca que a execução da subvenção será realizada preferencialmente por meio de: Fundo de Garantia à Exportação;Bancos públicos federais, bancos oficiais de fomento e de desenvolvimento regional; Programa de assistência técnica e extensão rural do MAPA e por Programa de Preço Mínimo operacionalizado pela Conab.
De acordo com a proposta, os critérios de habilitação para receber a subvenção incluem a localização geográfica (regiões Norte e Nordeste);impacto comprovado das tarifas dos EUA e/ou fatores climáticos adversos;comprovação de atividade produtiva significativa, além do compromisso de manutenção de empregos diretos, na forma do regulamento. Na justificativa se destaca a necessidade de apoio a uma região de baixos índices de investimento e maior fragilidade socioeconômica, reiterando que esse apoio fortalecerá a cadeia produtiva, preservará empregos e promoverá o desenvolvimento regional, estando em sintonia com os objetivos do Plano Brasil Soberano de resiliência econômica frente às tarifas impostas pelos EUA.
Presidente da Asplan, José Inácio, destaca importância da Emenda na atual conjuntura

‘O Congresso e o Governo têm uma saída para defender o setor sucroenergético e manter empregos no campo’ diz presidente da Unida

“O Congresso Nacional e o Governo Federal têm uma oportunidade única de defender e garantir a manutenção de empregos no campo ao abraçar a causa dos cerca de 130 mil trabalhadores canavieiros do Norte/Nordeste, sendo 80% deles da agricultura familiar, que vão sofrer impactos diretos em função das medidas econômicas impostas pelo governo americano, neste caso, no setor sucroenergético, com a taxação de 50% sobre o açúcar e de 18% sobre o etanol exportado para os EUA”, afirma o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto.
Ele se refere à aprovação de uma proposta de emenda à MP 1309, protocolada nesta terça-feira (19), de autoria do senador Efraim Filho (União-PB) e do deputado federal Meira (PL-PE), que propõe o pagamento de uma subvenção econômica de R$ 12,00 por tonelada de cana produzida nestas regiões a título de mitigar os impactos oriundos destas taxações americanas ao etanol e o fim da cota de isenção a uma parte do açúcar produzido nestas localidades. “Essa subvenção já foi concedida no governo Dilma aos canavieiros do Nordeste, diante da grave seca daquela época, e teve efeitos muito positivos no setor”, reitera Pedro Campos Neto, que também preside a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA.
O senador Efraim Filho destaca a preocupação do setor produtivo com essas taxações e a necessidade de medidas compensatórias para a desoneração da folha de pagamento e manutenção dos empregos no setor. “A MP 1309/2025 busca garantir a soberania nacional e a competitividade do Brasil no cenário internacional, ao mesmo tempo em que protege setores estratégicos da economia, como o agronegócio e, consequentemente, os empregos gerados pelo setor. O que estamos propondo é uma medida compensatória para reduzir esses efeitos negativos assegurando, assim, a sustentabilidade dos negócios brasileiros e os empregos gerados pelo setor sucroenergético”, afirma o senador paraibano, reiterando que essa é uma medida emergencial. As emendas apresentadas, segundo ele, visam aprimorar a MP 1309, tornando-a mais eficaz no enfrentamento dos desafios econômicos impostos pelas tarifas adicionais dos EUA.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, entidade que congrega cerca de 1.400 produtores, sendo 80% da agricultura familiar, reitera a importância da iniciativa de inclusão de emendas que socorram o setor diante das taxações impostas pelo governo Trump. “As perdas futuras no preço da cana em decorrência da taxação de 50% da cota americana, que incide sobre o açúcar produzido e exportado por indústrias do Nordeste, além da taxação do etanol brasileiro exportado para os EUA, terá um efeito devastador no setor que sem ajuda desta subvenção terá prejuízos incalculáveis, com repercussões muito negativas na manutenção dos empregos no campo e na própria estabilidade e equilíbrio dos negócios”, destaca José Inácio.
A proposta de emenda a MP sugere que a subvenção de R$ 12,00 por tonelada de cana seja liberada por meio de programas de preço mínimo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além de indicar várias fontes para tal pagamento, a exemplo do Banco do Brasil, BNDES e Ministério da Agricultura, além da forma direta em favor do canavieiro comprovadamente afetado pela taxação americana.
Pedro Campos Neto, presidente da Unida, destaca importância da iniciativa de Efraim Filho e Deputado Meira de propor uma emenda a MP

Chuvas de agosto animam produtores canavieiros paraibanos

As chuvas voltaram a ocorrer em pleno mês de agosto sobre a faixa litorânea do estado da Paraíba, com precipitações muito representativas que contribuem favoravelmente para a evolução do canavial e formação da safra. Nas últimas 24 horas, entre os dias 14 e 15, as previsões indicavam uma incursão do sistema meteorológico distúrbio ondulatório de leste que se formou sobre o Oceano Atlântico e transportou umidade para o continente, induzindo a ocorrência de precipitações pluviométricas representativas. Assim, as precipitações ocorreram de forma regular, nestas últimas 24 horas, e os índices acumulados chegaram a 183,0 mm em Lucena, 181,4 mm em Santa Rita e 175,2 mm em João Pessoa. “Chuva é benção para nós que vivemos do que bota da terra e chover assim, neste período, é ainda mais animador”, comemora o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
E, segundo o Doutor em Meteorologia, Alexandre Magno, as chuvas estão ocorrendo de forma regular e bem distribuídas, com maiores precipitações concentradas sobre os municípios mais a leste do estado, principalmente, na grande João Pessoa e litoral norte da Paraíba. “Para as próximas 48 horas, o sistema meteorológico deverá enfraquecer e as precipitações devem reduzir entre este sábado (16) e domingo (17)”, afirma o especialista.
O diretor do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, reforça a importância das chuvas para o homem do campo. “Primeiramente temos que agradecer a Deus pela dádiva de mandar chuva e depois enaltecer o trabalho de consultoria do Dr. Alexandre que nos repassa relatórios de climatologia que nos permite planejarmos melhor nosso plantio e colheita”, destaca Neto, lembrando que esse mês de agosto está sendo muito bom e que essas chuvas consolidam a safra 25/26 com prenúncio de boa produtividade. “Quando chove em agosto da forma como está acontecendo, a gente tem boa safra”, destaca ele
 O Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto, reitera que as chuvas amenizam o estresse hídrico acentuado, que é uma realidade da região Nordeste, e provocam uma boa recuperação nos canaviais. “Quando chove como está acontecendo agora na Paraíba, em pleno agosto,  isso tem reflexos diretos e positivos na cultura da cana-de-açúcar porque essas chuvas provocam uma recuperação muito boa no canavial que ajuda a melhorar a produtividade, especialmente nas canas de final de safra, porque são canas que ainda estão no meio de seu ciclo, com seis ou sete meses, e em pleno crescimento e quando a chuva se prolonga beneficia a cana, assim como também na cana que está sendo cortada neste início de safra”, afirma ele.
Ainda segundo o engenheiro agrônomo, a chuva aumenta a umidade do solo e ajuda na brotação da cana, além de promover uma economia significativa nos custos de irrigação, já que os sistemas são menos utilizados ou até mesmo deixam de ser temporariamente como neste momento na Paraíba. “Chuva é benção para a agricultura porque não há cultura que se desenvolva sem água, por isso quando chove o produtor rural só agradece e renova as esperanças numa boa safra”, finaliza Luis.

O presidente da Asplan, José Inácio destaca benção vinda do céu
As chuvas neste período são importantes para melhorar a produtividade dos camaviais
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, fala com entusiasmo sobre as chuvas de agosto
Alexandre Magno é Doutor em Meteorologia

Estudo da CNA atesta que produtor canavieiro do Nordeste teve um custo total médio de R$ 11,7 mil por hectare na safra 24/25

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (14), em João Pessoa (PB), os custos de produção da cana-de-açúcar na região Nordeste, durante o terceiro encontro do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro. O evento, que reuniu produtores canavieiros e lideranças sindicais e do setor, foi realizado em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/PB) e a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O estudo mostrou, entre outros dados, que no Nordeste o produtor teve um custo médio total de R$ 11,724,00 por hectare para produção de cana na safra 24/25 e que a escassez de chuva prejudicou o desenvolvimento dos canaviais, resultando em níveis reduzidos de produtividade.
O levantamento apresentado foi resultado de um estudo feito em 16 cidades do país, sendo três no Nordeste – Recife, Maceió e João Pessoa. Os painéis 2025 fazem referência às médias levantadas em todos esses 16 municípios, sendo a safra no Centro/Sul a de 25/26, que compreende entre abril de 2025 e março de 2026, enquanto que no Nordeste a referência foi a safra 24/25, que começou em setembro de 24 e se estendeu até agosto deste ano.
Os dados apresentados mostram uma produtividade no Centro/Sul com redução na casa de dois dígitos, tendo o Nordeste também queda de produtividade, mas com avanço no ATR, tendo João Pessoa apresentado maior produtividade em relação a Maceió e Recife.
Sobre mecanização na colheita, no Centro/Sul 100% da área colhida é mecanizada, com dados relevantes de mecanização também no plantio, enquanto que no Nordeste isso equivale ainda a apenas 1/5 da área total, sobretudo em função da topografia e relevo da região.
Em relação a custos de produção, no Nordeste o produtor teve um custo operacional efetivo – colheita, parte administrativa e capital de giro – equivalente a R$ 7.200 por hectare, porém quando se associa a outros custos de produção, incluindo a remuneração da terra e do capital investido, esse valor chega a um total final médio de R$ 11.724 por hectare para o cultivo da cana-de-açúcar, sendo 15% do custo total desse valor voltado à formação do canavial. Sobre receita, a tendência é que os custos tendem a subir. “O cenário de preços no próximo ciclo do Nordeste deve ser de aumento de custos, preços pressionados e margens ainda mais estreitas”, reiterou Raphael Delloiagono, da Pecege, que apresentou os dados finais do estudo.
Sobre os insumos agrícolas que vêm subindo desde o segundo semestre de 2024, alertou-se para uma redução do uso deles no campo. “Vale salientar que essa ‘economia’ é uma ideia perigosa, porque compromete de maneira mais intensa a produtividade, com impactos diretos no custo de produção por tonelada. A redução de custos no campo não passa pela redução de uso dos insumos, o resultado para melhorar a margem passa por eficiência, e no Nordeste, inevitavelmente, pelo custo da mão de obra que é bastante representativa”, disse Raphael.
O presidente da Federação, Mário Borba, destacou a importância do Projeto Campo Futuro. “O que foi apresentado hoje, sobre custos e mercados interno e externo, é um trabalho de conscientização fundamental para o produtor”, afirmou. O presidente da Asplan, José Inácio reforçou a relevância do levantamento. “Nós sempre trabalhamos em conjunto com a Federação e atuamos em conjunto para somar. A união e esperança sempre devem estar com a gente que atua neste segmento e aqui estamos juntos para ajudar os produtores a melhorarem sua produção e com acesso a esses dados a gente tem uma visão macro deste cenário, podendo se preparar melhor”, afirmou José Inácio.
O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Pedro Campos Neto, reforçou a necessidade do produtor conhecer melhor os custos e ter uma visão ampla do negócio para administrar melhor sua propriedade. “A gente costuma dizer que da porteira para fora a gente não tem interferência, mas, da porteira para dentro a ação é nossa e precisamos ter domínio de tudo o que envolve produção para poder administrar da melhor forma possível a propriedade, e conhecer esses dados nos dão um bom norte neste sentido”, afirmou ele.
O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA, Nelson Pérez Júnior, ressaltou que o levantamento na região Nordeste reforça a importância de comparar realidades regionais para compreender os desafios da produção. “O Campo Futuro é uma ferramenta estratégica para que o produtor conheça seus custos e tome decisões mais assertivas. Entender essas diferenças entre as regiões é fundamental para buscar eficiência e melhorar a rentabilidade do setor”, reforçou ele.
A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee Lima, destacou que, no Nordeste, a mão de obra continua sendo um dos principais componentes de custo na cana-de-açúcar, especialmente pela necessidade de plantio e colheita feitos de forma manual em áreas onde o relevo dificulta a mecanização. “Esse cenário reforça a importância das estratégias de gestão para otimizar recursos e buscar maior eficiência, já que o impacto é significativo e tende a se manter elevado enquanto não existirem soluções viáveis para ampliar a mecanização na região”, disse ela.
O evento incluiu ainda palestras sobre gestão de risco e preços de fertilizantes, com Renato Françoso, da Stonex, e sobre custos e rentabilidade da safra, além do cenário da cana no Brasil e no mundo, com outro representante da mesma empresa. No final, todos se confraternizaram durante um coquetel.
Sérgio Martins, Pedro Campos, Mario Borba, José Inácio,Nelson Perez, Nonato Siqueira e Neto Siqueira
Representante da Stonex
Renato Françoso, da Stonex, falou sobre gestão de risco e preço de fertilizantes
Presidente do Sistema FaepaSenarPB, Mário Borba
Presidente da Comissão Nacional de Cana da CNA, Nelson Perez Junior
Presidente da Asplan, José Inácio
Pedro Campos, Mário Borba, Nelson Perez, Neto Siqueira e Nonato Siqueira
Evento de apresentação dos resultados do Campo Futuro aconteceram na sede da Faepa, em João Pessoa
Evento aconteceu no auditório do Sistema FaepaSenar da Paraíba, em João Pessoa
Eduarda Lee Lima, da CNA conduziu os trabalhos
Dirigentes, líideres sindicais e produtores canavieiros participaram do evento da CNA

Apresentação dos trabalhos acomteceu nesta quinta-feora (14), em João Pessoa