Asplan

Técnicos da Vale Verde vão à Estação de Camaratuba para capacitação de controle de qualidade de vespas e fungos

Nove profissionais de uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar do Rio Grande do Norte, a Usina Vale Verde, foram recebidos na última quarta-feira (05) na Estação Experimental de Camaratuba para aprimorar seus conhecimentos acerca das metodologias de manejo de controladores biológicos da cana-de-açúcar. Essa técnica de defensivos biológicos tem o objetivo de acabar com as pragas agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais. A procura pelos biodefensivos tem crescido nos últimos anos e a Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, é referência no Nordeste nesse método, produzindo em larga escala dois controladores naturais de pragas que assolam a cana: a Cotesia flavipes (Vespas) e o Metarhizium Anisopliae (Fungos).

Parceiros da Estação Experimental de Camaratuba já há alguns anos, a Usina Vale Verde é uma entre as várias uni8dades industriais que adquirem biodefensivos e fazem o controle de pragas de forma híbrida, ou seja, com produtos químicos, vespas e fungos, principalmente no controle da broca-comum (Diatraea spp.) e da cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata). É por isso que, para aprimorar cada vez mais os conhecimentos acerca do método, os técnicos da Vale Verde foram conferir o controle de qualidade da produção de vespas e fungos na Estação Experimental. A ideia é reduzir ao máximo o uso de produtos químicos e fortalecer o uso de inibidores que não deixem resíduos nos alimentos e sejam inofensivos ao meio ambiente e à saúde da população.

Ano passado, a produção média da Estação chegou a 126 mil copos de vespas e 11.368 kg de fungos. O diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, lembra que através da Estação, os plantadores de cana-de-açúcar não só da Paraíba, mas também de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, têm à disposição técnicas avançadas de controle de pragas que seguem, inclusive, uma tendência mundial de redução do uso de agroquímicos para combater pragas e doenças nas lavouras. “Lá eles tém toda orientação que precisam e têm também a produção de controladores que é vendida a preços acessíveis a outros produtores e entidades de classe e que para associados à Asplan, esse defensivo é distribuído gratuitamente”, explicou o diretor, salientando que existe uma demanda significativa e que o serviço é oferecido desde a década de 90.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, desde 2016 que o mercado de produtos biológicos vem crescendo. Em 2017, por exemplo, a produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% no último ano no Brasil, movimentando R$ 464,5 milhões ante R$ 262,4 milhões em 2017. O resultado brasileiro é considerado o mais expressivo da história do setor e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional.

Para o engenheiro agrônomo da Asplan, Luís Augusto, o crescimento do mercado brasileiro de defensivos biológicos segue uma convergência mundial. “Os agricultores tem investido no controle biológico. As vantagens são indiscutíveis. Não tem problema de resíduos químicos e não há desequilíbrios biológicos. São usados o que chamamos de inimigos naturais e isso é uma tendência mundial”, explicou o engenheiro.

Para Sonildo Ricardo da Silva, engenheiro agrônomo da Vale Verde e responsável pelo setor de Fitossanidade da Usina, a capacitação na Estação foi de grande importância para a equipe. “Já utilizamos os controladores biológicos em nossa cana e queríamos aprimorar o conhecimento que já temos. Foi de suma importância o treinamento por isso”, disse Sonildo, que agradeceu aos profissionais da Estação, em especial o supervisor dos laboratórios de vespas e fungos, Roberto Balbino, que mostrou aos técnicos agrícolas da Vale Verde como ocorre a produção e armazenamento dos insumos biológicos.

Os produtos da estação são repassados sem custo para os produtores associados à Asplan e, em forma de parcerias, para as usinas nordestinas. Para obter os insumos, basta que o interessado entre em contato com o DETEC – Departamento Técnico da Asplan. A produção de vespas acontece durante todo o ano. Já a de Fungo se concentra nos meses de março, abril, maio e junho bastando que estes solicitem uma visita ou mesmo façam seus pedidos na sede da Asplan, através do telefone (83) 3241-6424, de 2ª a 6ª feira, das 7h às 13h.

Molion, um dos principais nomes da Meteorologia brasileira, estará em João Pessoa no próximo dia 19 para uma palestra na Asplan

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), receberá, no próximo dia 19, às 10h, um dos principais meteorologistas brasileiros, o professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutor em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, Luiz Carlos Baldicero Molion. Ele dará a palestra “Perspectiva do clima para 2020 e sua tendência para os próximos 10 anos”. O evento vai acontecer no auditório da Asplan, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, em João Pessoa. Molion defende que o homem e suas emissões de gases estufa na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. O evento é direcionado, prioritariamente, aos associados, mas o público interessado poderá assistir se houver espaço no auditório que tem capacidade para 250 pessoas.

Em maio de 2019, o pesquisador afirmou, por exemplo, em evento promovido pelo Senado Federal, que os modelos aplicados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) possuem lacunas e fragilidades no seu rigor científico e servem mais a interesses geopolíticos e econômicos. Segundo informou a Agência de notícias do Senado Federal, na época, Molion apresentou dados provando que entre 1920 e 1940 a temperatura média da Terra aumentou mais de 4° centígrados, num período em que a concentração de CO2 era inferior a 300 partes por milhão.

Além disso, depois da 2ª Guerra Mundial, quando em todo o mundo o processo de industrialização foi extremamente intensificado e as emissões de gases foram muito maiores, a temperatura média caiu. O meteorologista fez questão de ressaltar que até hoje a temperatura média global é inferior à verificada na década de 1930 e que o recente período de aquecimento global, verificado a partir da década de 1990, está ligado à cobertura das nuvens, ou seja, na falta dela, a temperatura se eleva naturalmente.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, o tema é importante para a classe produtora para que os governos deixem de introduzir políticas públicas e legislações restritivas e se comprometer com metas internacionais tendo como base documentos rudimentares como o próprio Molion considera. “O modelo de gestão da questão ambiental pode estar impedindo regiões do país de se desenvolverem. É inteligente que tenhamos outros estudos, principalmente vindo de um pesquisador respeitado como Molion, que também atua junto a universidades dos Estados Unidos e outras da Europa para estudar o tema”, finalizou José Inácio.

Produtores canavieiros da Paraíba poderão mapear solos com a tecnologia da Cropman

Imagina você dispor de uma espécie de scanner para o solo e poder, a partir de uma análise minuciosa de dados, otimizar o uso de insumos, ter um diagnóstico preciso do que é necessário colocar na terra em termos de nutrientes, baratear custos e aumentar a produtividade. Essa tecnologia denominada Cropman foi apresentada na manhã desta quarta-feira (29), à diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, em João Pessoa, e está disponível para quem quiser contratá-la. O custo do serviço é de R$ 50,00 por hectare e o equipamento tem capacidade para mapear até 250 hectares/dia.

A apresentação desta tecnologia canadense, já amplamente utilizada por produtores canavieiros do Sudeste do país, foi apresentada pelo diretor da Cropman, Henrique Junqueira. Ele explicou que essa tecnologia analisa cada metro quadrado do solo, com o uso de sensores de condutividade elétrica. “Esse mapeamento da variabilidade espacial do solo é associado a variações de relevo e de amostras de solo coletadas em locais estratégicos permitindo, assim, a criação de unidades de manejo homogêneas”, disse ele. O estudo é apresentado ao cliente em mapas digitais que nortearão os tratos culturais da propriedade de forma localizada e eficiente, o que possibilita um aumento de produtividade, com redução de custos.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, vai experimentar a tecnologia e já contratou a realização deste levantamento para 100 hectares de uma de suas propriedades. “Esse mapeamento é uma ferramenta importante que contribui com o aprimoramento da produtividade”, destacou o dirigente da Asplan, lembrando que vários industrias do Nordeste já fazem uso desta tecnologia obtendo bons resultados tanto na economia e racionalidade com insumos, quanto no aumento da produtividade.

O diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, estava na apresentação e também gostou das explanações. “Toda ferramenta ou tecnologia que vier agregar valor à produção, seja na racionalidade dos investimentos, seja no aumento da produtividade, será sempre bem-vinda para o setor e a Cropman reúne esses dois propósitos, ou seja, promete reduzir custos e melhorar a produtividade”, finaliza ele.

IFPB, prefeituras e Asplan se unem em projeto para revitalização de APPs da Bacia do Rio Gramame

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está empenhada na revitalização das Áreas de Preservação Permanente (APPs), Matas Ciliares e nascentes da Bacia do Rio Gramame. Nesta terça-feira (21) um grupo de trabalho formado pela direção do campus de Pedras de Fogo do Instituto Federal da Paraíba – IFPB, pelas prefeituras de Pedras de Fogo e de Juripiranga, Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP) e Asplan, reuniu-se no IFPB de Pedras de Fogo para tratar de parcerias que visem à preservação do Meio Ambiente e à Educação Ambiental de todo o Litoral Sul da Paraíba, região de grande influência da cultura da cana-de-açúcar. A Asplan agora é parceira do IFPB em um projeto piloto de recuperação das APPs na Bacia do Rio Gramame e fomentará ações para condução da produção de compostagem e plantio de mudas nativas nas propriedades de fornecedores de cana ligados à Associação. O único desafio agora é recuperar as áreas invadidas, que são o ponto de tensão e também de partida de todo o projeto.

Segundo o Diretor Técnico da Asplan, Neto Siqueira, o projeto uniu o útil ao agradável porque os fornecedores de cana precisavam fazer essa revitalização, mas também queriam orientação e aval técnico de um órgão federal, a exemplo do IFPB. “Em 2020 esse será um dos pilares da Asplan, que é a educação ambiental e a revitalização dessas áreas. Vislumbramos, na reunião, essa restauração através dessa parceria que também inclui prefeituras que precisam dar um destino ao seu lixo orgânico e estão focadas na coleta seletiva e na produção de compostagem de grande qualidade para ser utilizada no plantio das mudas nas APPs”, comentou Neto.

As localidades da Bacia do Rio Gramame que serão revitalizadas foram apontadas em um estudo da Universidade Federal da Paraíba – UFPB no final do ano de 2018. A pesquisa foi encomendada pela Cagepa e Asplan e outras entidades que foram alertadas pelo Ministério Público Federal – MPF. “Fomos movidos por uma ação do MPF. Na época ficamos surpresos e propomos um estudo que foi feito pela UFPB. O MPF apontava os produtores de cana e as indústrias da região como os principais poluidores do Rio. No entanto, o diagnóstico da UFPB mostrou que não há resíduos de agrotóxicos nas águas e nem nas margens ou nascentes. O que retirou o peso da responsabilidade da poluição dos produtores de cana e colocou nas indústrias, visto que havia metais pesados presentes do Rio”, explicou o diretor técnico da Asplan.

Ainda assim, os produtores fornecedores de cana ligados à Asplan vão fazer a recomposição de suas APP’s, áreas destruídas, na realidade, por invasores de terras que se fixaram nas localidades e hoje produzem macaxeira, batata, e outras culturas de subsistência. “Temos um problema sério que são as invasões. E temos muitas. Só em uma fazenda tem 18 invasões. Eles, os invasores, entendem que área de APP não é de proprietário, é de governo, e invadem e destroem”, explicou o diretor técnico da Asplan, Neto Siqueira, salientando que no projeto que o IFPB está formulando, o primeiro ponto a ser revitalizado serão as áreas que ainda não foram invadidas.

“Vamos reflorestar, repovoando com a ajuda dos órgãos, que vão nos mostrar qual é a vegetação certa, do clima certo e, depois, quando a Justiça se pronunciar a respeito das áreas invadidas, também faremos a revitalização dessas áreas após elas sejam desocupadas.

O projeto: compostagem, mudas, plantio, recomposição

O projeto de revitalização das APPs da Bacia do Rio Gramame consiste no plantio de mudas nativas conforme o atual Código Florestal. Para isso, o IFPB aglutinou interesses e reuniu prefeituras também da região no projeto. Elas entrarão fornecendo o lixo orgânico para a produção de compostagem a ser usada nas APPs e o IFPB com o projeto e os estudantes que fabricarão esse adubo orgânico. “Vamos pegar o resíduo orgânico da poda, do resto de feira, etc, para fazer a compostagem que será usada para resgate de APP, mata ciliar. E já temos o projeto ‘Seu resíduo me alimenta’, que trabalha com a produção de adubo orgânico e a educação ambiental”, explicou o Diretor Geral do campus do IFPB de Pedras de Fogo, Frederico Campos.

Além das prefeituras, também foi convidada a participar a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP), que fornecerá as primeiras mudas para o projeto. Essas mudas, por essa vez, serão cultivadas no Parque Ecológico Silvio Milanez, localizado na cidade de Pedras de Fogo. “Lá os estudantes bolsistas conduzirão a compostagem e o cultivo das mudas que serão plantadas nas APPs”, salientou o diretor do IFPB de Pedras de Fogo, Frederico Campos.

O secretário da Seman, Anderson Fontes, destacou durante a reunião que o Parque será um instrumento importante para a conscientização da importância do lixo entre as pessoas da cidade. “O parque se torna aproveitável porque a realidade é que não se tem onde comprar adubo orgânico, bem como o próprio lixo orgânico para a produção da compostagem. Mas, quando se acha o caminho a própria população produz para você, bem como as associações”, disse Anderson.

O prefeito de Juripiranga, Paulo Dália, ressaltou que a situação das pequenas cidades e de seus lixos é premente e que o projeto é uma solução que deve ser duradoura. “O MPF pressiona e o que precisa ser feito é criar uma área piloto em que se faça tudo o que deve ser feito. Temos uma série de mudas e podemos produzir sua própria compostagem. A ideia é incentivar o comercio de resíduos e depois vamos montar uma unidade de triagem para talvez instalar uma fábrica de adubo orgânico”, contou o prefeito. Ele adiantou que para uma boa condução do projeto, porém, é preciso capacitar pessoal. “A educação é fundamental para saber o que se fazer com esse resíduo, capacitando para trabalhar”, frisou Paulo.

A preocupação com a educação ambiental e a capacitação também é preocupação do prefeito de Pedras de Fogo, Dedé Romão. “A gente está com essa preocupação da importância da separação do lixo. Estamos fazendo um trabalho pesado de conscientização. É um desafio, mas a prefeitura tem feito tudo que está ao seu alcance. Distribuímos baldes na feira, damos EPI. Queremos um projeto que dure. Não adianta a gente pensar num projeto que ele dure apenas alguns meses”, disse ele, agradecendo a parceria da Asplan. “Fico feliz com a presença dos produtores de cana para buscar saídas para ter soluções que aprimorem essa problemática do lixo e, além disso, ajudar a recuperar o meio ambiente”, disse Dedé, que foi à reunião acompanhado da coordenadora de Educação Ambiental de Pedras de Fogo, Josineide Macedo.

Agora, o próximo passo é em direção a selecionar o pessoal capacitado para atuar na compostagem no Parque Ecológico de Pedras de Fogo. O projeto ‘Seu resíduo me alimenta’, de estudantes do IFPB é o carro-chefe da captação dos resíduos para a compostagem. A Semam de João Pessoa fornecerá as primeiras mudas e os produtores de cana, através da Asplan, mostraram interesse em adquirir o restante da compostagem que não for utilizada na adubação das mudas que irão para as APPs.

Asplan participará de reunião que tratará na revitalização das matas ciliares dos rios Gramame e Abiaí degradadas por invasores

A qualidade das águas das bacias hidrográficas dos rios Gramame e Abiaí, no Litoral Sul da Paraíba tem sido objeto de preocupação de diversos órgãos e comunidade científica no estado há mais de 30 anos. Um estudo realizado em janeiro de 2017, por exemplo, revisou as pesquisas anteriores e estabeleceu, que até 2020, “as prioridades para o período serão iniciativas para frear a crise hídrica”. A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan participou de um grupo que custeou as pesquisas junto a órgãos e empresas como Cagepa Coteminas e Giasa que identificou características dos recursos hídricos e das matas ciliares dos rios Gramame e Abiaí e nesta terça-feira (21), na sede do Instituto Federal da Paraíba – IFPB, em João Pessoa, acontecerá uma reunião para debater encaminhamentos e ações para revitalização desses espaços.

Esse estudo, feito por uma equipe de profissionais mestres e doutores das áreas de química, ciências biológicas e geografia da Universidade Federal da Paraíba- UFPB, com a colaboração de outros de profissionais técnicos da SUDEMA, concluiu que os rios vêm recebendo efluentes de diversas atividades industriais e até mesmo esgoto sanitário, sem qualquer tipo de tratamento e isentou os produtores de serem causadores de poluição na área. Além disso, o estudo identificou o uso incorreto do solo às margens dos rios, sendo feito por pessoas que ocuparam indevidamente as áreas e degredaram as principais Áreas de Preservação Permanente (APPs) que agora precisam de restauração.

Antes, acreditava-se que, em função de a área onde se localiza a Bacia do Rio Gramame-Mamuaba ter grande predomínio da cultura da cana-de-açúcar, que seriam os produtores de cana um dos responsáveis pelas atividades mal conduzidas que envolvem ocupação e uso do solo e que levaram a um processo de remobilização e contaminação do sedimento/solo próximo aos rios. No entanto, foi observado que as margens ou as APPs foram invadidas por outras pessoas que degradaram a floresta ciliar que protege as margens dos referidos rios. A reunião desta terça-feira é justamente para tratar da retirada dessas pessoas e do início da reposição ciliar.

“É preciso que comecemos logo esse processo de recomposição, mas, para tanto, é preciso que antes as áreas sejam desocupadas”, comentou o presidente da Asplan, José Inácio, preocupado com a resolução do problema, tendo em vista que as metas foram colocadas para serem cumpridas até o ano de 2020. “Já foi feito o estudo, observou-se que o produtor de cana não é responsável diretamente pela poluição e lixiviação dos rios, mas sim grupos de ocupantes ilegais que se estabeleceram nos locais. Mesmo assim, com a retirada dessas pessoas, os donos das propriedades farão o reflorestamento ciliar de das margens”, explicou José Inácio.

Vale dizer que a área de drenagem da bacia do Gramame é de aproximadamente 589,1 km e o seu principal curso de água é o rio Gramame, com extensão aproximada de 54 km, tendo seus principais afluentes os rios Mumbaba e Mamuaba. Também localizada no litoral sul do estado da Paraíba, a bacia hidrográfica do rio Abiaí possui uma área de drenagem de aproximadamente 449,5 km2, e limita-se a Norte com a bacia do rio Gramame, a Sul e Oeste com o estado de Pernambuco e a Leste com o Oceano Atlântico. O rio Abiaí, principal curso da bacia, possui uma extensão de 28km.

Dentre os apontamentos do estudo, dividido em três partes: Ocupação do Solo – caracterização física e química da água e do sedimento; Fitoplanton do reservatório com ênfase nas cianobactérias; e Estudo do Uso e Ocupação do Solo. O estudo destacou que o prejuízo que a contaminação do rio causou às comunidades ribeirinhas é incomensurável e que precisa de ação reparadora urgente. A grande quantidade de material orgânico lançado através dos efluentes tem sido motivo também de desoxigenação das águas, tornando o ambiente impróprio para a vida aquática. Além disso, as indústrias ali instaladas ainda continuam a despejar seus metais, especialmente Ferro e Alumínio nos rios.

Em resumo as não conformidades dizem respeito, principalmente, ao Oxigênio Dissolvido e concentrações de alguns metais como Alumínio, Ferro, Cobre, Manganês e Chumbo. Além destes parâmetros, há que citar a Turbidez e Coliformes Fecais encontrados nas águas. Este último causado pela ocupação urbana com geração de esgoto doméstico.

Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, os dados obtidos sobre a qualidade química das águas são suficientes para auxiliar os órgãos competentes na reavaliação do atual quadro. “A Asplan e os produtores de cana em geral sempre estiveram à disposição dos órgãos para tratar da questão que não é simples, até devido á grande ocupação urbana e industrial da região”, destacou o dirigente, confiante que a reunião determinará as próximas ações do grupo de trabalho.

Aneel suspende recadastramento para manter descontos na energia elétrica para irrigação e produtor pode respirar mais tranquilo

Uma boa notícia para o produtor rural veio essa semana, de Brasília. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atendeu a uma demanda da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e manteve os descontos nas tarifas de energia elétrica para irrigação e aquicultura no período de 21h às 6h. Em novembro ultimo, a Aneel havia emitido uma recomendação às concessionárias de energia elétrica para que aplicassem prazo diferenciado de recadastramento dos produtores rurais para a obtenção de benefícios tarifários. Agora, a agência suspendeu o processo de recadastramento tendo em vista que prejudicava a produção irrigada e a aquicultura do país, já com seus custos altos.

Na Paraíba, segundo a Energisa, em 2019, haviam sido convocados 53 mil clientes, de 71 cidades do sertão do estado, dentre elas, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Patos, Pombal, Princesa Isabel, Sousa, Teixeira, Queimadas e Massaranduba para que procurassem uma agência de atendimento para realizarem seu recadastramento. O prazo foi até o dia 20 de novembro de 2019, tendo, a Aneel, emitido recomendação para que se ampliasse o prazo no mês de novembro e, agora em 2020, decidiu pela suspensão da obrigação de recadastramento para obtenção do benefício.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, essa foi a decisão mais acertada que a Aneel poderia ter tomado porque muitos produtores seriam penalizados com seus benefícios suspensos até que ele fosse renovado com o recadastramento. “Caso o consumidor não atendesse à convocação para a atualização de seu cadastro durante o prazo, ele não teria direito de atualizar os dados posteriormente e perdia o benefício. Então, o produtor agora pode fazer isso espontaneamente, sem angustia, apresentando sua documentação como o licenciamento ambiental e a outorga do direito de uso de recursos hídricos”, disse o dirigente da Asplan.

Asplan tem suplente na chapa do presidente reeleito do SINDCAP

Diretores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan prestigiam eleição da nova direção do Sindicato dos Produtores Rurais de Caaporã/Alhandra/Pitimbu/Conde – SINDCAP nesta quinta-feira (16). Dácio Martins foi reeleito presidente do Sindicato junto a Sérgio Ricardo G. Martins, o vice-presidente, que também é o atual Superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-PB). O Diretor-Secretário da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, é suplente da direção do novo Sindicato.

Para o Diretor-Técnico da Asplan, Neto Siqueira, que também esteve presente na eleição apoiando a chapa, esse é um momento importante para a região, que também possui muita cana-de-açúcar. “A reeleição de Dácio nos traz uma perspectiva muito boa para o cenário, principalmente, quando se fala no desenvolvimento territorial da região perante aos órgãos e aos modais da localidade”, comentou Neto.

A eleição para o SINDCAP acontece a cada três anos. Fundado em 2005, o Sindicato é a entidade que mobiliza os produtores do Litoral Sul da Paraíba para atividades ligadas ao desenvolvimento da região e do setor rural, dentre elas, diversos treinamentos que acontecem com o apoio do Senar e da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), além da Asplan.

Asplan envia profissionais para participar de curso de Multiplicação de Microrganismos ON FARM que é a nova aposta da agricultura

Já se sabe que hoje existem muitas pesquisas acontecendo no campo da agricultura, principalmente no que se refere à criação de mecanismos que reduzam os custos de produção. A cada dia que passa cientistas ampliam mais o conhecimento sobre a interação, por exemplo, entre os microrganismos e as plantas, tendo em vista que fungos e bactérias em culturas agrícolas podem aumentar o rendimento das lavouras, estimulando o seu crescimento ou as protegendo de doenças. Assim, o Coordenador do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o engenheiro agrônomo Luís Augusto, e o biólogo da Estação Experimental de Camaratuba – mantida pela Associação, Roberto Balbino, foram em busca de mais informações sobre o assunto e participaram, nos últimos dias 10 e 11 de janeiro, de um curso de Multiplicação de Microrganismos ON FARM, que aconteceu na cidade de Toledo, no Paraná.

O objetivo de participar do curso em Toledo, afirmou Luís Augusto, foi a atualização das técnicas de multiplicação de microrganismos, uma vez que essa prática está no contexto do controle biológico que, juntamente com outros métodos de controle, como os defensivos químicos, faz com que agricultura seja ainda mais sustentável e produtiva. A Estação Experimental de Camaratuba, mantida pela Asplan no município de Mataraca, já produz e distribui macro e microorganismos, como Cotesia flavipes e Metarhizium anisopliae, dois controladores biológicos das principais pragas da cana-de-açúcar. A ideia é, no futuro, também oferecer o serviço de produção On Farm para estímulo do desenvolvimento das plantas.

O curso foi realizado no Sindicato dos Produtores Rurais de Toledo. Na tarde do dia 10 e durante todo dia 11, os participantes tiveram módulo prático no laboratório de microbiologia da PUC do campus de Toledo. “Lá foram trabalhados microrganismos, tais como, as bactérias (Bacillus subtilis e Azospirillum brasilense), e o fungo trichoderma, que são promotores de crescimento, precursores de fitohormônios, solubilizadores de nutrientes, entre eles o próprio fósforo, além de formar uma barreira protetora contra nematóides e fungos indesejáveis ao colonizarem as raízes das plantas cultivadas, quando assim são aplicados”, explicou o engenheiro agrônomo.

A produção On Farm ou caseira de biopesticidas consiste na multiplicação de organismos vivos na propriedade rural para uso no controle de pragas da lavoura. Essa é uma prática que, segundo o engenheiro agrônomo da Asplan, Luís Augusto, vem revolucionando a agricultura brasileira, seja pela queda na eficiência dos inseticidas químicos, que têm um custo cada vez mais alto, seja pela excelente ferramenta de controle que é.

“On farm de microrganismos junto a outras práticas está revolucionando a agricultura brasileira, diminuindo custos de produção e diminuindo a dependência das multinacionais, porque também promove o menor uso de insumos químicos e a maior eficiência nos químicos já usados. Temos assim, maior sustentabilidade na atividade”, reitera o diretor do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, afirmando que essa é a nova aposta do setor para os próximos nãos. “Estudos apostam no crescimento da demanda nos próximos anos”, finalizou Neto.

Plantio de Ipê Rosa no Parque Solon de Lucena marca agradecimento de familiares e amigos de Neto Siqueira pela recuperação de sua saúde

A partir de agora, quem passar pelo Parque Sólon de Lucena, em João Pessoa, mais precisamente em frente à doceria ZENY, encontrará um Ipê Rosa que se torna uma lembrança especial para amigos e familiares do Diretor Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, Neto Siqueira. O Ipê, plantado na manhã desta quarta-feira (08), vai florescer e recordar uma luta de quase três meses pela vida, passados entre uma cirurgia e a saída do hospital, boa parte em UTI, mantido pela perseverança de médicos e, sobretudo, pela vontade de Deus.

A iniciativa do plantio do Ipê foi do amigo, engenheiro agrônomo e diretor da Secretaria de Meio Ambiente – SEMAM, Anderson Fontes. A homenagem foi feita na presença de amigos e familiares, a exemplo do pai de Neto, Raimundo Nonato (Diretor Secretário da Asplan); Thiago Queiroz; Rogério Chaves; Guilherme Sena; Weyber Feitosa; Alfredo Feitosa; e o próprio Anderson Fontes. Todos se emocionaram em poder celebrar o dom da vida, da retomada da saúde, da volta ao lar e, sobretudo, a pela nova chance de continuar ao lado de seus pais, filhos, familiares e amigos.

“Foi uma homenagem muito bonita celebrar minha vida plantando uma árvore, que é outra vida. Foi muito emocionante e fiquei muito feliz com isso. Essa foi uma comemoração pelo dom da vida, da minha vida, e ficará registrado para meus filhos e netos”, disse Neto Siqueira, lembrado que a árvore quando estiver florescendo vai deixar ainda mais linda a paisagem do parque.

Asplan fecha parceria com Sicredi para facilitar captação de recursos para investimento ou custeio de produtores

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, está fechando uma parceria com o Sicredi, segunda maior instituição de crédito rural no Brasil. Dentro em breve, os associados da Asplan terão uma ferramenta prática e resolutiva para conseguir crédito junto a bancos públicos como o BNDES procurando apenas um engenheiro agrônomo da Associação credenciado para fazer projetos de investimento ou custeio junto ao Sicredi.

De acordo com o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, essa é uma facilidade que chamará a atenção do produtor. “Através de um engenheiro agrônomo que vai lançar todos os dados da propriedade numa ferramenta digital e online, o produtor terá o controle do que está sendo feito na sua plantação e pode projetar melhor o futuro, além de ampliar as possibilidades de linhas de crédito”, comentou o dirigente, frisando que a plataforma será manuseada pelos engenheiros agrônomos da Asplan, José Inácio lembrou ainda que a Asplan já tem boas parcerias com o Banco do Brasil, Bradesco e outras instituições financeiras, mas qualquer agente que vier agregar valor ao negócio e facilitar o acesso ao crédito para os produtores será bem-vindo.

Para o presidente do Conselho de Administração do Sicredi Evolução, João Bezerra Júnior, a parceria com o Sicredi é uma conquista importante. “O trabalho da instituição financeira cooperativa que estará atuando diretamente na parceria com a Asplan será o de construir juntos, facilitando a vida dos produtores paraibanos de forma colaborativa, com uma orientação célere e muito mais próxima”, destacou ele.

Segundo o gerente de negócios agro da Sicredi Evolução, Aurélio Pizano Timm, depois de assinado o contrato com a Associação, o segundo passo é cadastrar os engenheiros agrônomos no sistema do Sicredi. “Toda captação de recursos passa por um projeto técnico e é isso que os engenheiros farão e enviarão pela plataforma. Depois, recebemos a solicitação imediatamente, online. Se for necessária alguma alteração, reenviamos na mesma hora. Ou seja, tudo mais rápido”, disse Aurélio.

Na semana passada, representantes da Asplan se reuniram com a equipe do Sicredi para treinamento. Os produtores poderão contratar qualquer linha de crédito do Agro, tanto para investimento como para custeio. “A ideia foi qualificar os engenheiros para que eles façam tudo isso para o produtor, informando sobre a propriedade. Depois, a ferramenta também é de fiscalização. Poderemos ver se está sendo feito o que foi acordado”, explicou Aurélio.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Outras informações: www.sicredi.com.br e

www.sicredi.com.br/evolucao