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Profissionais da Asplan participam de palestra sobre prevenção de câncer de mama em alusão ao Outubro Rosa

O câncer de mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhão de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). E os dados alarmantes não param por aí. No Brasil, o Ministério da Saúde estima mais de 52 mil casos novos em um ano. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Com todos esses dados, não dá para descuidar do autoexame e da realização de exames preventivos que podem diagnosticar o câncer de mama em sua fase inicial, quando as chances de cura são maiores. E foi justamente para alertar as mulheres que integram os quadros da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que a enfermeira da Unimed, Rilena Pires esteve nesta quinta-feira (17), na sede da entidade, em João Pessoa, dando uma palestra sobre o assunto.

A atividade, que foi alusiva às comemorações da campanha Outubro Rosa, foi realizada no mini auditório da Asplan e contou ainda com a participação da psicóloga, Roberta Mota, também da Unimed. “A proposta deste momento foi envolver as colaboradoras da Asplan em torno do debate deste tema, com foco na prevenção, principalmente, neste caso de câncer de mama, que a gente sabe que faz muita diferença, porque quanto mais cedo é descoberta a doença, mais chances de cura existem”, afirma a gerente administrativa da Associação, Kiony Vieira.

E foi justamente esse o foco da palestra da enfermeira, Rilena. Ela abordou os fatores de risco, os sintomas e sinais da doença, a importância dos exames de rotina, do autoexame, detalhes do tratamento, enfim, passou informações importantes sobre o câncer de mama. Na oportunidade, também foi colocado para as funcionárias da Asplan que a Unimed criou um grupo para dar apoio psicológico aos clientes, principalmente, com foco em questões de estresse, de situações de depressão, inclusive, como apoio no enfrentamento de doenças após o diagnóstico.

No final do encontro, ficou definido que a Asplan, em parceria com o programa ‘Viver Melhor’, da Unimed, promoverá palestras mensais sempre com foco na melhoria da qualidade de vida e de saúde dos funcionários e associados. Depois do Outubro Rosa, que focou o câncer de mama, em novembro, será a vez de abordar o câncer de próstata, dentro da programação do Novembro Azul. Diabetes, obesidade, nutrição serão temas das palestras futuras.

Presidente da Asplan participa de instalação do comitê do Plano AgroNordeste na PB e faz críticas a exclusão da região do litoral

Região que concentra boa parte da cultura canavieira da Paraíba, além de outras atividades produtivas que geram emprego e renda, a região litorânea do estado ficou de fora do Plano AgroNordeste, que irá contemplar somente 29 municípios do Cariri Oriental e Ocidental. No lançamento do primeiro comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste, ocorrido na última quarta-feira (09), em João Pessoa, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Moais, fez críticas à exclusão do Litoral no referido Plano. “O Plano tem bons objetivos, mas peca por deixar de fora uma região que abriga setores produtivos importantes”, disse o dirigente canavieiro.

José Inácio lembrou que, a exemplo do que fez a Sudene, que excluiu o setor canavieiro de suas atividades e investimentos, o Plano AgroNordeste, também comete um pecado ao excluir o Litoral de suas ações. “É no Litoral que se concentra boa parte da cultura canavieira no Nordeste, além de vários arranjos produtivos que geram renda e emprego e que precisam de aporte para se desenvolverem e, erroneamente, essa região fica de fora do Plano. O governo federal volta a errar na estratégia de não fomentar a região litorânea e também a cultura da cana-de-açúcar no Plano, pois esse é o setor que mais emprega e gera renda na região”, destacou o presidente da Asplan.

José Inácio lembrou também que, durante a atuação da Sudene, o setor de cana-de-açúcar não teve apoio nenhum, ficando à margem dos investimentos, mas, mesmo assim sobreviveu a vários governos, se manteve firme e hoje é o setor que mais gera empregos, algo em torno de 35 mil postos de trabalho, na Paraíba, em épocas de safra como agora. “Penso que o governo erra na estratégia de excluir a região litorânea do Plano e contemplar apenas o Cariri Oriental e Ocidental”, reiterou José Inácio, lembrando que não há mais monocultura de cana na região, uma vez que a maior parte dos produtores canavieiros também são agropecuaristas, criam camarão e têm outras atividades. Jose Inácio lembrou ainda que mais de 80% dos produtores associados da Asplan se enquadram no perfil de pequenos e médios produtores, que são alvo do Plano AgroNordeste, mas que boa parte deles ficarão fora do Plano.

Sobre o AgroNordeste na PB

O comitê estadual de coordenação do Plano AgroNordeste da Paraíba, que foi instalado essa semana, tem a missão de fazer os levantamentos necessários para definição dos projetos que serão desenvolvidos nas regiões contempladas com o Plano, que é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. O diretor geral do programa AgroNordeste na Paraíba é Danilo Forte. Em nível local, o AgroNordeste vai atuar em 29 municípios do Cariri Oriental e Ocidental, que vão contar com a oferta de assistência técnica e gerencial do Senar. A coordenação estadual do AgroNordeste contará com representantes do Senar-PB, Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sebrae e Embrapa.

Presidente da Unida diz que saída para contornar mal-estar criado pelo governo federal passa por medidas que não prejudiquem o setor e atenda o mercado

O aceno do Governo Federal para contornar o mal-estar e os prejuízos causados ao setor sucroenergético nacional, especialmente, no Nordeste, o maior prejudicado com a medida, pela publicação do decreto que aumentou a cota de etanol importado dos EUA, sem taxa, em 150 milhões de litros, segundo o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais deve, necessariamente, passar por medidas que não prejudiquem o setor no país e atenda às necessidades do mercado interno, ou seja, dos consumidores.

“É fato, que nós precisamos importar etanol nos meses de entressafra para suprir a demanda do mercado consumidor, então, essa medida do governo de atenuar os prejuízos com a liberação do amento da cota americana de etanol, que passou de 600 milhões de litros para 750 milhões, deve passar necessariamente por medidas que garantam que o setor sucroenegético do Nordeste não seja prejudicado com a chegada deste produto em plena safra”, destacou José Inácio. Ele lembra que se essa importação acontecer entre os meses de maio a julho, época de entressafra no Nordeste, os impactos da medida serão minimizados.

Mas, segundo José Inácio, o setor ainda está apreensivo, pois o Governo ainda não oficializou a decisão de somente destinar esse produto para a região na época da entressafra. “Estamos na expectativa do presidente Bolsonaro assinar novo decreto autorizando a importação de volumes maiores de etanol apenas no período da entressafra, deixando uma quantidade reduzida para ser adquirida do exterior durante a safra de cana-de-açúcar”, reitera o dirigente canavieiro.

O decreto foi assinado pelo presidente Bolsonaro no início de setembro e foi um aceno do governo brasileiro a um pedido do presidente americano, Donald Trump. A expectativa do governo brasileiro ao acatar o pedido, era que os americanos ampliassem a entrada do açúcar do Brasil no mercado americano. Mas, até o momento, não houve qualquer sinalização dos EUA nesse sentido, apesar das várias interlocuções da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com esse intuito. “Essa também seria outra forma de minimizar os impactos negativos desse aumento de cota do etanol sem taxa”, afirma José Inácio.

Asplan marcará presença no Fórum Nordeste onde estarão o governador da PB e a Ministra da Agricultura para debater o setor sucroenergético

Um grande evento em Recife (PE), na próxima segunda-feira (16), o Fórum Nordeste 2019, vai reunir governadores nordestinos; inclusive João Azevedo, da Paraíba, a Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, o Ministro de Minas e Energia, Bento Câmara, o diretor – geral da Agência Nacional do Petróleo, Gas Natural e Biocombustivel, Décio Oddone, além de especialistas para discutir sobre os desafios e oportunidades nos setores de biocombustíveis e energias renováveis. O evento, que é uma iniciativa do Grupo EQM e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), também contará com a presença do Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, José Inácio de Morais, além de diretores da entidade.

Para José Inácio, esse será um momento muito interessante porque juntará autoridades nordestinas e representantes da esfera Federal em um único lugar para discutir e pensar em soluções que impulsionem o Brasil e o Nordeste frente à crescente demanda por combustiveis limpos. “Vamos conhecer o que está sendo feito em relação a isso, as produções de Biocomhustiveis no Nordeste, debater sobre a sustentabilidade do setor e o plano do governo federal para desenvolver o setor energético nacional”, comentou o dirigente da Asplan.

O Fórum Nordeste 2019 traz uma programação com temas bastante atuais, entre eles: implementação da RenovaBio, investimentos em irrigação, combustíveis e o setor elétrico. Na lista dos palestrantes confirmados, estão, além de Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP); Reive Barros, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia; Plínio Nastari, da Datagro; Donizete Tokarsi, da Ubrabio e Renato Cunha, presidente do SIndaçúcar-PE e presidente executivo da Novabio. O Fórum será no Arcádia do Paço Alfândega, a partir das 9h, durante todo o dia.

Canavieiros do NE debatem a repercussão e medidas para reduzir o impacto da importação de etanol dos EUA para o Brasil

O aumento do volume subsidiado de etanol importado dos Estados Unidos para o Brasil e sua repercussão no mercado nacional, especialmente, no Nordeste que está em plena safra, e quais alternativas para reduzir esse impacto negativo no mercado produtor regional foi o mote de uma reunião, realizada esta segunda-feira (09), em Recife. Convocada pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), o encontro contou com a participação de representantes do setor de vários estados do Nordeste e foi realizada na sede da Associação de Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

“Quem faz parte desta cadeia produtiva está muito apreensivo desde que o governo federal ampliou a cota de importação do etanol subsidiado dos EUA e nós, que produzimos no Nordeste e estamos em plena safra, caso o governo não destine boa parte deste montante ao sudeste, seremos extremamente prejudicados com essa medida”, destaca o presidente da Unida e também da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro lembra que a cota foi ampliada de 600 milhões de litros para 750 milhões e que o governo fez exatamente o contrário do que tinha pedido o setor. “A expectativa era de que não haveria mais cota para importação do etanol americano e para nossa surpresa, não só se manteve a cota como também se ampliou com acréscimo de 150 milhões de litros”, reclama José Inácio, que clama agora por uma contra partida do governo que amenize os impactos desta situação.

Como sugestão, tirada da reunião desta segunda-feira, está o aumento da cota americana de exportação de açúcar que, atualmente, é de 157 mil toneladas. Para o setor essa cota, que é restrita ao mercado nacional nordestino, deveria passar para 300 mil toneladas. Outra reivindicação é que esse etanol importado seja dividido para todo o Brasil e não apenas para o Nordeste e só entre no mercado nordestino nos meses de junho, julho e agosto quando há déficit do produto para suprir o mercado local. E como outra alternativa, o setor sugere que o governo volte a pagar a subvenção aos produtores do Nordeste que competem em condições de desigualdade em relação aos do Sudeste do país.

Para o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, o governo precisa criar uma saída para não prejudicar, ainda mais, a safra atual no Nordeste. “Estamos em plena safra que começou agora em setembro e vai até março ou abril de 2020. Nós não temos como concorrer com o etanol de milho vindo dos EUA uma vez que ele já é subsidiado lá e ainda tem uma isenção de 20% para entrar no mercado brasileiro. Isso é injusto com o setor”, reitera Alexandre Lima.

Efraim Filho sai em defesa do setor sucroalcooleiro que irá ser prejudicado com decisão do governo de aumentar cota de importação do etanol dos EUA

Não são apenas os industriais do setor sucroalcooleiro do país e, especialmente, do Nordeste, que serão os mais prejudicados com a elevação do volume de etanol dentro de uma cota livre da cobrança de tarifa de importação dos EUA, que estão questionando o Governo Federal sobre essa decisão de não apenas manter a cota de importação, como ampliá-la de 600 milhões de litros anuais, para 750 milhões de litros por ano sem cobrança. Alguns parlamentares também estão se contrapondo a essa decisão. É o caso do deputado federal pela Paraíba, Efraim Filho (DEM). “Com essa decisão, a indústria brasileira sofrerá um duro golpe e, principalmente, o Nordeste para onde a maior parte desse álcool será destinada”, argumenta o parlamentar.

Nesta quarta-feira (04), o parlamentar se reuniu com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para solicitar dela uma intermediação junto ao governo para buscar uma alternativa que minimizasse os prejuízos que a indústria nacional terá com essa medida. Segundo Efraim Filho, a expectativa do setor era de que o governo federal acabasse em definitivo com a cota ou mantivesse o acordo nos níveis atuais, fortalecendo, assim, a indústria nacional. “Conversei com vários representantes do setor, que estão convocando suas bancadas em Brasília, e eles disseram que ficaram surpresos com a decisão do governo em ampliar a cota e como conheço a importância deste setor para o equilíbrio econômico da região Nordeste, tomei a iniciativa de me reunir com a ministra e ser um dos interlocutores do setor para buscar uma saída que amenize os impactos negativos desta decisão”, justifica o parlamentar.

Para o presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o aumento da cota para importação de etanol sem tarifa é uma forma do governo brasileiro fortalecer a parceria Brasil-Estados Unidos aos olhos do presidente Donald Trump, mas, foi uma medida desastrosa para a indústria nacional e que afetará muito o setor no Nordeste. “Ao ampliar essa cota, o presidente, automaticamente, fragilizou a indústria nacional, geradora de emprego e renda no país, especialmente, no Nordeste, onde o setor sucroenergético ocupa destacado papel econômico. É preciso que o governo pense em alguma alternativa que minimize os estragos causados não apena com a manutenção, mas, com a ampliação da cota”, afirma José Inácio.

O dirigente da Asplan lembra que a cota para importação de etanol livre de tarifa foi criada pelo governo brasileiro, em 2017, como uma forma de atender a um pleito das usinas da região Norte-Nordeste. “Nosso biocombustível perdia espaço de mercado frente ao grande volume importado dos Estados Unidos. O que vai voltar a ocorrer com esse aumento do volume de importação com subsidio”, reitera José Inácio. Para ele, o livre mercado proposto pelos americanos tem que ser uma via de mão dupla. “Eles pedem para zerar as cotas da alíquota de importação de etanol e que tal se eles fizessem o mesmo com o açúcar brasileiro?”, sugere José Inácio.

Segundo divulgou a Imprensa, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tinha se manifestado favorável a renovação da cota, por até um ano, mas queria discutir contrapartidas com os americanos. Em conversa com o secretário do Departamento de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, a ministra pediu que Washington aceite comprar mais açúcar do Brasil, dobrando a atual cota de 150 mil toneladas anuais de açúcar destinada ao Brasil. Até agora, somente os americanos lucraram com essa decisão.

Com o aumento da cota para importação do etanol dos EUA as indústrias brasileiras sofrerão um grande revés avalia presidente da Unida e Asplan

O governo brasileiro aceitou um pedido dos Estados Unidos para elevar o volume de etanol dentro de uma cota livre da cobrança de tarifa de importação. O prazo da atual cota, de 600 milhões de litros anuais, expirou no último sábado (31) e o presidente Jair Bolsonaro decidiu elevar para 750 milhões de litros por ano essa importação sem cobrança. “Com essa decisão, a indústria brasileira sofrerá novo revés”, destaca o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

A expectativa do setor, segundo José Inácio, era de que o governo federal acabasse em definitivo com a cota ou mantivesse o acordo nos níveis atuais, fortalecendo, assim, a indústria nacional. “Mas não foi isso que aconteceu. Nós sabemos que o aumento da cota para importação de etanol sem tarifa é uma forma do governo brasileiro fortalecer a parceria Brasil-Estados Unidos aos olhos do presidente Donald Trump e também uma forma de agradecer simbolicamente às manifestações feitas pelo presidente americano em defesa da soberania brasileira quanto ao controle das queimadas na Amazônia, mas, nosso presidente não pode esquecer de que ao ampliar essa cota ele está, automaticamente, fragilizando a indústria nacional, geradora de emprego e renda no país, especialmente, no Nordeste, onde o setor sucroenergético ocupa destacado papel econômico”, afirma José Inácio.

Atualmente, os volumes de importação do etanol americano que ultrapassam o limite pagam uma tarifa de 20% – sem a cota, todos os envios do biocombustível ao Brasil passam a estar sujeitos à taxa. Em março, durante visita à Casa Branca, Bolsonaro já havia atendido a outro pleito americano na área agrícola: a liberação de uma cota de 750 mil toneladas anuais de trigo para entrada no Brasil sem tarifa. Como no caso do etanol, o benefício vale para todos os países que tenham a intenção de fornecer ao mercado brasileiro, mas os EUA são o único com condições de mercado de aproveitar imediatamente à cota.

O dirigente da Unida lembra que a cota para importação de etanol livre de tarifa foi criada pelo governo brasileiro, em 2017, como uma forma de atender a um pleito das usinas da região Norte-Nordeste. “Nosso biocombustível perdia espaço de mercado frente ao grande volume importado dos Estados Unidos. O que vai voltar a ocorrer com esse aumento do volume de importação com subsidio”, reitera José Inácio. Para ele, o livre mercado proposto pelos americanos tem que ser uma via de mão dupla. “Eles pedem para zerar as cotas da alíquota de importação de etanol e que tal se eles fizessem o mesmo com o açúcar brasileiro?”, sugere José Inácio.

Segundo divulgou a Imprensa, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já se manifestou favorável a renovação da cota, por até um ano, mas queria discutir contrapartidas com os americanos. Em conversa com o secretário do Departamento de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, a ministra pediu que Washington aceite comprar mais açúcar do Brasil, dobrando a atual cota de 150 mil toneladas anuais de açúcar destinada ao Brasil.

Para o consultor da Unida, Gregório Maranhão, a decisão do governo brasileiro significa uma derrota para a indústria nacional. “A decisão de aceitar essa renovação com a ampliação da cota, sem contra partida do aumento da cota de exportação de açúcar, é muito prejudicial para o país, especialmente, para o Nordeste”, afirma Gregório, lembrando que o Brasil já foi exportador de mais do triplo da cota atual de açúcar para o mercado preferencial Norte Americano até o início dos anos oitenta.
Gregório Maranhão lembra que a performance da produção de etanol a partir de milho, não gerando bagaço a exemplo da cana- de-açúcar, para alimentação energética do processamento industrial, de certa forma compromete o etanol resultante como combustível limpo e renovável. “Vale salientar que o processamento a partir do milho requer combustível fóssil derivado de petróleo – pneus triturados e/ou fuel oil. De qualquer forma é altamente prejudicial ao Brasil permitir o ingresso de etanol americano no nosso mercado com esse subsídio”, atesta ele.

Ainda segundo Gregório, a posição dos EUA na produção de etanol, a partir de milho, não é das melhores e o Brasil precisa ter cuidado, pois o eventual aumento na importação de etanol americano pode complicar, e muito, a situação da indústria nacional. “Se diminuirmos o mercado para absorção do etanol nacional, a única saída para nós, seria aumentar a produção de açúcar cujo preço de mercado já se encontra deprimido por excesso de oferta”, avalia o consultor da Unida.

Ele sugere como alterativa o Brasil exportar mel rico ( high test mollaces ) para o mercado americano como matéria-prima substituta ou complementar ao milho na produção de etanol. “Pelo alto teor de açúcar (75%), o mel rico entendido pela legislação brasileira, como se açúcar fosse, permite obter até 450 litros de etanol por tonelada processado, contra 300 litros a partir de melaço (mel pobre com 58% de ART). Se for viável, como já foi no passado, a ideia seria ampliar a cota de exportação de açúcar para os EUA sob a forma de Mel Rico, capturando 75% do preço do açúcar no mercado Americano”, sugere o consultor da Unida.

Segundo Gregório, a operação em larga escala seria interessante para o produtor americano e para o produtor brasileiro. “Reduziríamos a oferta de açúcar (substituído pelo mel rico) e, consequentemente, forçaríamos para cima o mercado de açúcar por redução na oferta. Tudo isso são ideias para serem analisadas e discutidas oportunamente em fórum técnico”, reitera Gregório Maranhão.

Presidente da Unida e Asplan elogia iniciativa de Bolsonaro em mudar decreto e permitir queimadas fora da Amazônia

A publicação do decreto nº 9.992, de 28 de agosto, que proibia as queimadas em todo o País durante o período da seca causou um grande rebuliço no setor canavieiro do Nordeste. Isto porque se a proibição fosse mantida, ela inviabilizaria a colheita da cana-de-açúcar em regiões produtoras do Nordeste e comprometeria seriamente a safra 2019/2020 recentemente iniciada. Mas, a sensibilidade do presidente Bolsonaro e de sua equipe de governo, o fez rever a proibição e abrir uma exceção para tal prática agrícola fora da Amazônia Legal.

“Nosso presidente mostrou, mais uma vez, que quer ver o país progredindo e publicou novo decreto, em edição extra do Diário Oficial da última sexta-feira (30), permitindo a realização de queimadas em razão de práticas agrícolas, o que nos deu um alívio muito grande, pois se a decisão tivesse sido mantida seria um caos para os produtores de cana do Nordeste”, argumenta o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

A decisão do presidente altera a medida que havia proibido a prática de queimadas por 60 dias em todo o território nacional. O novo decreto presidencial permite a realização de queimadas em razão de práticas agrícolas, fora da Amazônia Legal, quando imprescindíveis à realização da operação de colheita, desde que previamente autorizada pelo órgão ambiental estadual, o que se enquadra as lavouras de cana-de-açúcar do Nordeste, a maior parte das quais localizadas em áreas que não permite a mecanização em função da declividade e topografia dos terrenos.

Segundo o dirigente da Unida e da Asplan, se o decreto anterior fosse mantido, isso inviabilizaria a colheita da cana em regiões produtoras do Nordeste, justamente, no início da safra atual, causando prejuízos incalculáveis a uma região onde a cultura canavieira é uma das atividades econômicas mais expressivas. “Queremos agradecer não apenas ao presidente, mas a toda sua equipe, especialmente, representados pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que tem feito um trabalho brilhante à frente da Pasta, por reavaliar essa medida que é muito oportuna para a região Amazônica, mas que não é adequada para nossa região”, destaca José Inácio, lembrando que as queimadas realizadas para o corte da cana são todas programadas, cuidadosamente realizadas, acompanhadas pelos órgãos ambientais competentes e rigorosamente controladas.

Produtores de cana da Paraíba prestigiam missa que marca abertura da safra 2019/2020 da COAF

O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, além de dirigentes da entidade paraibana, prestigiou a missa campal, realizada nesta quarta-feira (28), em Timbaúba (PE). A cerimônia marcou o início da moagem de cana-de-açúcar da antiga Usina Cruangi que, desde 2015, é administrada pela Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar (Coaf). “Testemunhar o sucesso desta iniciativa, muito nos alegra, pois, a COAF está fazendo história, gerando emprego e renda, valorizando o produtor e contribuindo de maneira significativa com o setor canavieiro e o mercado sucroenergético do Nordeste”, destacou José Inácio. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara e outras autoridades também estiveram presentes.

A previsão da COAF, que fabrica etanol e cachaça, para a safra 2019/2020 é processar 780 mil toneladas de cana, fabricar cerca de 60 milhões de litro de etanol, além de 10 milhões de litros de aguardente, no período de setembro deste ano a março de 2020 quando está previsto o encerramento da moagem. A COAF é formada por um grupo de 800 fornecedores de cana que assumiu a antiga Cruangi, em 2015. De lá para cá, vem crescendo ano a ano.

Segundo o presidente da COAF, Alexandre Lima, a cooperativa trabalha na atual safra com uma expectativa bem positiva, incluindo novas fontes de renda com a venda de energia elétrica. Para tanto, a direção da COAF já está trabalhando junto a ANEEL para regularizar a situação de venda de energia, além de já realizar a venda do bagaço direcionada a alimentação animal. “Temos uma boa expectativa de safra, já que o inverno foi bem distribuído e aumentou a produtividade na região de forma considerável, além disso trabalhamos com uma extra safra porque compramos 220 mil toneladas de cana, aumentando nosso contingente de matéria-prima e deveremos bater recorde de safra esse ano, com a graça de Deus e muito trabalho”, destacou Alexandre.

O presidente da Unida lembra um outro ponto importante da Cooperativa para o setor canavieiro que é a melhoria na remuneração dos fornecedores. “A COAF se destaca como a melhor pagadora do preço da cana dentre as usinas de Pernambuco. Nos dois últimos anos, pagou a maior média de ATR (taxa de açúcar da cana) e isso, naturalmente, serve de referencial para as demais indústrias”, reitera José Inácio. O ATR é um dos indicadores principais para definição do valor que as usinas pagam aos fornecedores pela cana.

Presidente da Asplan dá palestra no 18º Workshop da STAB e destaca os métodos de plantio e tratos culturais utilizados na Paraíba

Os produtores de cana nordestinos participaram, essa semana, do 18º Workshop sobre Plantas Daninhas, Nutrição e Adubação em Cana-de-açúcar que aconteceu no auditório Planalsucar, da Estação Experimental de Carpina, da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. O evento, que teve início no dia 27 e concluído nesta quinta-feira (29), contou com a participação do presidente da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que proferiu palestra no dia 28. Na ocasião, José Inácio falou sobre o “Manejo de Plantio e Tratos Culturais de fornecedores” de cana da Paraíba. A palestra foi marcada pela apresentação dos métodos em solos paraibanos e pela experiência do dirigente da Asplan no cultivo de cana-de-açúcar.

José Inácio iniciou sua palestra falando da importância de se escolher bem uma área para plantio e fazer a correção de solo. Nos solos paraibanos, ele mostrou que se faz muita correção com gesso e calcário e chamou atenção de todos para que não caiam em armadilhas de vendedores. “Cuidado com novidades do mercado e com modismos”, disse José Inácio, destacando que é interessante conversar com outros produtores para conhecer as técnicas que estão dando certo em outras propriedades, afinal, trata-se de um mesmo tipo de solo, mudando, talvez, apenas o tipo de variedade de cana.

“O solo é o mesmo e geralmente o modo de correção que dá certo para um, dá para outros, por isso é tão importante eventos como esse para que possamos mostrar nossas experiências e trocar ideias. O que muda pode ser a variedade de cana e olhe lá porque também procuramos escolher uma que melhor se adapte à nossa região”, comentou o dirigente da Asplan. Ainda sobre o plantio de cana dos fornecedores, José Inácio abordou o tratamento de fundo de sulco – sua profundidade, inclusive, o plantio de baixa densidade e os tipos de coberta, que pode ser manual ou mecanizada.

Já em relação aos tratos culturais, o dirigente frisou que os fornecedores paraibanos não têm acesso à torta, vinhaça e outros derivados e procuram alternativas como o esterco bovino, esterco de aves e os condicionadores de solo. Também colocou seriedade na irrigação. “Quem tem condições financeiras de fazer, faz irrigação controlada e isso proporciona uma grande diferença na produtividade”, salientou, mostrando que não é algo comum, por isso, a necessidade ainda maior de fazer um bom plantio e trato cultural.

“Estamos vendo que algumas ações têm dado certo, como a rotação da cultura, a adubação feita conforme as necessidades do momento através de análises, e também a aplicação de herbicidas sempre alternando as moléculas e verificando a umidade do solo para definição correta do produto”, afirmou José Inácio, concluindo que cada fornecedor deve procurar ver o que vem sendo feito e escolher um modelo a seguir, bem como também deve procurar sempre parcerias com as indústrias para fortalecer seus tratos.

Para José Inácio, o 18º Workshop da STAB foi de grande relevância para o produtor. “É como sempre digo: encontros como esses fortalecem o setor no sentido de estarmos sempre trocando informações e vendo quais as técnicas que o colega vem aplicando e que vem dando certo. Vemos onde estamos errando e tentamos corrigir”, salientou o presidente da Asplan, frisando que além do plantio e tratos culturais os temas trabalhados no Workshop foram bem variados e todos com o objetivo de informar ao produtor de cana qual a melhor opção para manter seus campos saudáveis e produtivos. Além disso, pesquisadores de plantas daninhas, nutrição vegetal e adubação também deram suas contribuições para ajudar o público na tomada de melhores decisões.