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Asplan espera redução no preço do etanol para consumidor paraibano com a venda direta da indústria para os postos de combustíveis
Com a publicação do Decreto 41.663/2021, do Governo do Estado, constante na edição da quarta-feira (06) do Diário Oficial, indústrias da Paraíba poderão vender etanol hidratado diretamente aos postos de combustíveis. A flexibilidade na comercialização do produto – que coloca como opcional a necessidade de atuação da distribuidora – tomou por base as medidas provisórias 1.063 e 1069 do Governo Federal, publicadas em agosto e setembro deste ano. Com a mudança, a tendência é que os custos fiquem mais baratos e os preços nas bombas também mais vantajosos para o consumidor final. O tema é um pleito antigo da Feplana – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, apoiado pela Asplan – Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba. “Nossa expectativa é que os preços na bomba fiquem mais baixos sem essa intermediação das distribuidoras”, afirma o dirigente da Asplan, José Inácio de Morais.
O Decreto estadual também torna as usinas responsáveis por recolher o tributo do ICMS para a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB), visto que serão as comercializadoras diretas do produto. “Essa é uma vitória para a sociedade e para a indústria sucroalcooleira já que a nova legislação favorece a cadeia produtiva do etanol no país e também contribui para o meio ambiente”, reitera José Inácio.
O presidente da Asplan lembra que desde a época que se lançou o carro flex, que o setor lutava para que essa venda pudesse ser feita de forma direta. “Quando lançaram o carro flex, a ideia foi essa, ou seja, dar opções ao consumidor. Precisava apenas que o governo editasse medidas que autorizassem essa venda direta que, com certeza, barateará os custos da logística beneficiando o consumidor final”, comentou José Inácio.
Segundo ele, a mudança, na prática, também vai agilizar o processo de entrega do produto. “A revenda do etanol hidratado aos postos era de responsabilidade exclusiva das distribuidoras e isso gerava custos no transporte. Você vende o etanol, coloca na carreta, às vezes ela vai para Suape, para a revenda dos postos Ipiranga, por exemplo, e volta para a comercialização no município de origem criando custos desnecessários”, explicou ele, José Inácio, parabenizando essa decisão do governo federal que acaba de ser referendada em nível local com o decreto publicado nesta quarta-feira (06).
- ETANOL / CURITIBA/13/07/11/ PRECO ETANOL / POSTO NO BAIRRO PILARZINHO / ALCOOL / CANA / FOTO:JONATHAN CAMPOS / AGENCIA DE NOTICIAS GAZETA DO POVO
- José Inácio, presidente da Asplan, tem boas expectativas com a venda direta
Profissionais da Asplan visitam laboratório da TOPBIO para buscar dados de como modernizar laboratório da Estação de Camaratuba
A TOPBIO, parceira da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) em tecnologia de multiplicação de microorganismos “On farm” (na fazenda), recebeu, nesta quinta-feira (30), a visita do biólogo e supervisor de produção da Estação de Camaratuba mantida pela Asplan, Roberto Balbino, e do Coordenador do Departamento Técnico da Associação, agrônomo Luis Augusto. Eles foram conhecer as instalações da TOPBIO e ver in loco como o laboratório localizado em Tibáu, no Rio Grande do Norte atua.
O Coordenador do Departamento Técnico da Asplan explica que o objetivo da visita foi buscar subsídios que possam ser aplicados na Estação de Camaratuba, onde a Associação produz o Metarhizium anisopliae para o controle da cigarrinha, e a vespinha para o controle da broca comum. Há alguns anos que pretendemos ampliar nossa produção de microorganismos para servir de matrizes no processo de multiplicação, principalmente, aqueles chamados produtores de crescimento e fomos na TOPBIO, justamente, nos municiar de dados para adaptar a nossa realidade”, disse Luis Augusto.
Ele lembra que a Estação de Camaratuba é referência de produção do Metarhizium, desde 1993. “O insumo biológico Metarhizium é fornecido para nossos associados. E estamos planejando produzir futuramente o fungo Trichoderma e algumas bactérias, tais como, Bacillus spp e Azospirillum, pois temos potencial para diversificar nossa produção”, reiterou Luis.
O biólogo da Estação reforça que a aplicação desses microorganismos ajudam os os canaviais a ficarem mais mais sadios e produtivos. “Isso está evidenciado na literatura em diversos trabalhos científicos. O Trichoderma, por exemplo, induz a resistência da planta a doenças, controla nematoides, bioestimula e ajuda a planta a tolerar estresses abióticos, disponibilza nutrientes no solo e etc”, afirma Roberto Balbino.
De acordo com Singh et al (2010) o uso de Trichoderma aumentou em 27,2%, 65,1% e 44,2% os elementos N, P e K no solo, levando a cana a um incremento de 13,1 t/há. Segundo Scudelleti (2016), a aplicação de Azospirillum em cana na variedade RB 867515 feita via foliar produziu 20 t/há a mais do que a testemunha. “Isso demonstra o quanto é importante aplicarmos esses microorganismos em nossos canaviais”, finalizou Luis, lembrando que a visita foi muito produtiva e enriquecedora.
Sobre a Estação de Camaratuba
Situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca, a Estação Experimental de Camaratuba foi instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan. Entretanto, desde 1989, a Associação assumiu a Estação e buscou novos parceiros para dar continuidade às pesquisas que vinham sendo desenvolvidas lá. A área possui 220 hectares, sendo 80 deles para o cultivo de cana-semente de variedades promissoras e também uma área de plantação destinada à pesquisa agrícola. Os demais 140 hectares constituem área de preservação ambiental, já que a Estação está localizada em meio a uma reserva de Mata Atlântica. Na Estação ainda existe uma estação meteorológica, onde diariamente, três vezes ao dia, às 9h, 15h, e 21h, os técnicos colhem informações sobre velocidade e posição do vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica, evaporação, pluviometria, entre outras e, repassam para o 3º DISME, em Recife. Tudo o que é produzido na Estação é fornecido gratuitamente aos associados da Asplan e vendidos a preços bem acessíveis para o mercado local e regional.
- Roberto Balbino e Luis Augusto da Asplan visitaram o laboratório da TOPBIO no RN
José Inácio de Morais é reconduzido a novo mandato para o triênio 2021/2023 como presidente da Unida
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e atual dirigente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-açúcar (Unida) foi reconduzido ao cargo para novo mandato como presidente da Unida. José Inácio foi reeleito por aclamação, durante reunião realizada na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), em Recife, nesta quinta-feira (30), com a presença de representantes de entidades associadas de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba. O novo mandato será no triênio 2021/2023.
“A cana faz parte da história de meus ancestrais, de minha história, cresci em meio aos canaviais, estudei agronomia por entender que deveria me especializar e ter mais conhecimento, sou de uma família que enxerga na cana-de-açúcar desenvolvimento, progresso e fonte de renda e, naturalmente, fui me envolvendo de forma mais direta com a representação de classe e ser eleito, por mais de um mandato, presidente da Asplan e da Unida, penso eu que é consequência de um trabalho bem feito e de dedicação na defesa dos pleitos dos produtores de cana do Nordeste”, disse José Inácio, lembrando que aceitou mais esse desafio por acreditar na importância dos órgãos de classe no fortalecimento das lutas e defesas em prol do setor.
O presidente da AFCP e da Feplana, Alexandre Lima, que conduziu a reunião em Recife, elogiou a atuação de José Inácio e disse que o setor agradece a compreensão dele sobre a importância de assumir novo mandato. “Além de dedicação às nossas causas, José Inácio é um profundo conhecedor do setor e é um líder muito respeitado e capacitado, de forma que estamos muito felizes dele ter aceitado continuar na presidência da Unida e somar forças na linha de frente na defesa das causas dos produtores de cana”, disse Alexandre.
Sobre CBIOs
Além da eleição para o novo mandato da Unida, a pauta da reunião em Recife também incluiu o debate sobre a condução do processo de remuneração de CBIOs que, inclusive, teve a participação do coordenador-geral de cana-de-açúcar e agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Jorge Caldas e de representantes de entidades ligadas aos industriais, a exemplo do Sindálcool, Única e Orplana. Em debate, uma proposta de acordo para o percentual de recebimento devido aos produtores dos Créditos de Carbono. “Mais uma vez, o setor industrial insiste em nos ofertar apenas 60% do pagamento líquido sobre a nossa cana depois de descontado os impostos e nós não abriremos mão de receber o que é nosso, o que é justo, que equivale a 100% descontando os encargos”, disse o diretor da Asplan, Pedro Neto que estava na reunião.
Ainda segundo Pedro Neto ficou decidido que no próximo dia 14 de outubro, todos os presidentes de associações e entidades ligadas aos produtores de cana irão à Brasília participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. “Essa questão do CBIOs destinada aos fornecedores precisa ser resolvida, pois já entraremos na terceira safra tendo prejuízos e sem que essa questão seja equacionada”, reiterou Pedro Neto.
- Reunião em Recife que reconduziu José Inácio à presidência da Unida e debateu pagamento de CBIOs
Asplan lembra que encerra nesta quinta-feira prazo para envio da DITR/2021
Todos os donos de imóveis rurais devem enviar a Receita Federal, até essa quinta-feira (30), a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural 2021. A regra se aplica a todas as pessoas e empresas que são proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras a qualquer título do imóvel rural. A declaracão deve ser feita por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, disponibilizado na página da Receita Federal http://www.gov.br/receitafederal. O documento também precisa ser enviado pela Internet. Quem não enviar a DITR até esse prazo máximo, pagará multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido.
Se, após a apresentação da declaração, o contribuinte perceber erros ou falta de informações, poderá enviar uma declaração retificadora, que substitui totalmente a originalmente apresentada. Assim é necessário que contenha todas as informações anteriormente prestadas, com as alterações e exclusões necessárias para corrigi-la, bem como as informações adicionadas, se for o caso.
Segundo comunicado da Receita Federal, o valor do imposto pode ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, sendo que nenhuma quota pode ter valor inferior a R$ 50,00. O imposto de valor inferior a R$ 100,00 deve ser pago em quota única. A quota única ou a primeira quota deve ser paga até o dia 30 de setembro de 2021, último dia do prazo para a apresentação da DITR.
Estão obrigados a entregar a declaração a pessoa física ou jurídica que, entre 1º de janeiro de 2021 e a data da efetiva apresentação da declaração, perdeu a posse do imóvel rural ou o direito de propriedade pela transferência ou incorporação do imóvel rural ao patrimônio do expropriante.
- A declaração de ITR deve ser entregua até 30 de setembro
Asplan e Energisa unem forças para combater incêndios criminosos em canaviais da Paraíba
Um grupo de trabalho com o intuito de rastrear e denunciar às autoridades policiais as autorias de incêndios criminosos e ilegais em canaviais paraibanos foi formalizado na última sexta-feira (17), durante reunião de representantes da Companhia Energética da Paraíba – Energisa e diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Só este ano, segundo dados da Energisa, já foram registradas mais de 140 ocorrências no estado e o tempo seco (que ainda seguirá até dezembro), associado às altas temperaturas e atitudes dolosas, já fizeram com que 400 mil unidades consumidoras de energia na Paraíba ficassem sem o fornecimento do serviço. Os produtores de cana, que repudiam essa prática ilegal e criminosa, também temem por mais perdas na safra visto que também são prejudicados com essas ocorrências de queimadas criminosas.
Durante a reunião, da qual participaram a Gerente de Distribuição e Manutenção da Energisa Paraíba, Danielly Formiga, o coordenador de operações, Júlio César Calisto e Eduardo Assunção, coordenador de manutenção, criou-se um grupo de whatsapp onde todos os envolvidos terão acesso a localização e informações sobre focos de incêndios. A ideia é tornar mais rápido o acesso ao local e a descoberta da autoria. Vale lembrar que a maior parte dos focos de incêndio nas plantações de cana tem origem nas áreas limítrofes com rodovias e geralmente ficam próximo à comunidades. Bitucas de cigarro, fósforos, limpeza de terrenos com fogo, são algumas dos exemplos dessas condutas. “São perdas irreparáveis. O tempo todo sou vítima desses incêndios, já perdi quase cinco mil toneladas de cana e ainda respondi na Justiça por um ato que não cometi”, disse o diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouveia,
O constrangimento de ser apontado como responsável pelos focos de incêndios tem sido uma preocupação para a classe produtiva. A produtora de cana, Ana Cláudia Santana, comentou a respeito afirmando que é uma questão cultural. “Fazemos tudo controlado. Isso já é uma questão cultural de achar que o produtor, pequeno ou grande é sempre o responsável por tudo de mau que acontece”, comentou.
O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, lembrou aos presentes que produtor não faz queimadas durante o dia e que todas as queimadas realizadas pelos produtores associados à Asplan são controladas e programadas, inclusive, com aporte de carros-pipa, caso haja alguma intercorrência. “É mais seguro realizar a queimada pela noite, quando as temperaturas são mais baixas e quando a vegetação está mais úmida, restringindo o alastramento do fogo e os ventos mais fracos. Observem os horários dos incêndios. Nós não queimamos cana assim e nem durante o dia e também fazemos com o auxílio de carro-pipa e levando em consideração as condições ambientais favoráveis como força e a direção do vento, que direciona o fogo, fazendo com que ele queime com maior ou menor rapidez”, disse o dirigente, lembrando que queimadas durante o dia é fogo criminoso.
O produtor José de Souza, que fez questão de participar da reunião, deu seu depoimento à equipe da Energisa sobre os incêndios criminosos. “Tenho cana há 18 anos e nunca coloquei fogo de forma desordenada e nem na cana do vizinho. Inclusive já adiei diversas vezes por não ter as condições favoráveis ou o carro-pipa não estar comigo na ocasião. No entanto, já foi culpado por incêndio criminoso sem ter nada a ver com o acontecido”, desabafou o produtor.
O coordenador de operações da Energisa, Júlio César Calisto, destacou que essa foi uma manhã de aprendizado e que a ideia é justamente esta: a cooperação entre entidades para que se saiba como agir. “Aprendi muito hoje. Vi que o produtor não põe fogo na cana durante o dia, por exemplo, porque não tem como controlar pela temperatura e ventos. Então temos muito a ganhar com essa comunicação mais direta”, comentou ele, que junto à sua gerente Danielly Formiga, já saiu do encontro na Asplan com a sugestão de se montar um mapa cronológico de toda a safra, bem como os trajetos de escoamento da safra para o acompanhamento direto da Energia.
- A reunião aconteceu no auditório da Asplan
- Diretores da Asplan, Neto Siqueira e Pedro Neto
- Diretores da Asplan, Raimundo Nonato e Oscar Gouveia
- O vice-diretor da Asplan, Raimundo Nonato
- O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato
- Presidente da Asplan, José Inácio
- Produtores canavieiros que participaram da reunião
- Profissionais da Energisa estiveram hoje na Asplan
- Representante da Energisa
- Representante da Energisa
Sicredi apresenta proposta de crédito rural para fornecedores de cana
Taxas acessíveis e sem burocracia. Esse é o desejo de todo e qualquer produtor que quer investir no campo. Para isso, fornecedores de cana ligados à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) reuniram-se na manhã desta sexta-feira (17), no auditório da entidade, para conhecer as propostas da Sicredi Evolução. Entre as modalidades que variam entre crédito comercial, consórcio, cartões, seguros de crédito, destacou-se a de CPR- Cédula de Produto Rural, que é um título que pode ser emitido por produtores rurais e por cooperativas de produção.
O crédito rural do Sicredi, segundo os gerentes Tomás Pontin e Claudemir Ferreira, tem opções para custeio e aquisição de insumos para fornecedores e cooperativas. “Essa é uma excelente oportunidade de crédito para o fornecedor da Paraíba. É muito atrativa. Inclusive já foram liberadas propostas para duas unidades industriais aqui”, destacou Claudemir Ferreira, acrescentando que a carta-fiança é uma das opções sem burocracia da instituição e que duas usinas que possuem propostas liberadas e através dela os fornecedores também poderão avançar.
Na ocasião, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, frisou que as melhores taxas para o agronegócio os produtores tem encontrado no Banco do Nordeste, porém, a instituição tem elevada burocracia, o que limita muito o acesso aos recursos. “É a grande menina dos olhos do produtor, só que é uma instituição engessada em sua burocracia e isso só vai mudar quando existir uma política pública em Brasília destinada a alavancar a produção no país. Então, precisamos de parceiros de verdade para que possamos ser sócios, já que temos cooperativas já de sucesso em nossa região”, comentou o dirigente.
Asplan e o Sicredi já possuem parceria de mais de cinco anos. Agora é tentar firmar parcerias no âmbito da cooperativa da Asplan, a Coasplan, ou seja, de cooperativa para cooperativa. “O sentido é sermos sócios da cooperativa”, arrematou o presidente da Asplan, apostando que venha pela frente mais modelos interessantes de solução em crédito para o fornecedor através da Coasplan e do Sicredi.
- A reunião aconteceu no auditório da Asplan
- Diretores da Asplan e representantes do Sicredi
- Presidente da Asplan, José Inácio
- Produtores canavieiros que participaram da reunião
- Representante do Sicredi
Produtores canavieiros da PB podem receber cerca de R$ 10 milhões em ação coletiva contra cobrança inexigível do Salário Educação
A ação coletiva movida por produtores canavieiros paraibanos contra a União, que questiona a cobrança indevida referente ao Salário Educação de produtores rurais sobre pessoa física, está em fase de liquidação de sentença e até 2021 os autores da ação saberão o valor dos cálculos de quanto receberão. Essa boa notícia foi dada nesta sexta-feira (17), durante reunião na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), pelo advogado, Jeferson da Rocha, da Felisberto Córdova Advogados, que é o escritório que acompanha a ação em vários locais, inclusive na Paraíba. “Nós estamos trabalhando desde 2009 nesta ação do Salário Educação, que foi a primeira ação coletiva ajuizada no Nordeste e que, apesar de todos os percalços de lentidão na Justiça, hoje está em fase de liquidação de sentença e deve devolver aos produtores paraibanos entre R$ 10 e 8 milhões”, reiterou o advogado.
Segundo Jeferson da Rocha, a Fazenda Nacional deve seguir na Paraíba, o exemplo de Alagoas, Pernambuco e Sergipe, onde já foi firmada uma conciliação. “É a Fazenda quem apresenta os cálculos e ai não há discussão sobre os valores, porque são montantes que a própria Receita já apresenta”, esclareceu o advogado, adiantando que em Alagoas já foram devolvidos mais de R$ 15 milhões em precatórios. Em Pernambuco, a estimativa segundo o advogado é que seja em torno de R$ 10 a 15 milhões também. “Aqui na Paraíba, a ação é muito boa, pois pegamos um período de indébito muito bom, e estimamos que entre R$ 10 e 8 milhões serão devolvidos aos produtores a título de cobrança indevida do salário educação que vai retornar para quem de direito”, afirmou ele.
O advogado reforçou que o produtor pessoa física não é devedor deste tributo que é cobrado ilegalmente, há muito tempo e destacou que a ação que foi iniciada em 2009, buscou o indébito dos cinco anos anteriores e até hoje. “Essa é uma tese tributária que, felizmente, não é constitucional, por isso não foi para o STF e foi julgada no STJ, já com precedentes e, em 2010, já consolidada, portanto, não há mais discussão em cima deste tema”, destacou Dr. Jeferson.
De acordo com ele, o problema é apenas o tempo do andamento do Poder Judiciário. “Infelizmente, há locais onde a Justiça é mais rápida e noutros mais lentas e aqui, na Paraíba, nós tivemos uma dificuldade maior com a lentidão da Vara Federal de João Pessoa. Mas, estamos aqui na fase final de conciliação e apresentação de cálculos, e, em 2021, não passará deste ano, a apresentação dos cálculos para que vocês saibam quanto terão a receber”, disse o advogado, lembrando que isso quer dizer, na prática, dinheiro na mão. “Isto porque, hoje o crédito de precatórios pode ser comercializado e muitos produtores tem vendido seus créditos para antecipar o valor, com deságio de até 20%. Há ainda a possibilidade de compensação de tributos federais que também é interessante”, explicou ele.
O presidente da Asplan, José Inácio Morais, lembrou que a Asplan está formando outro grupo para ingressar na Justiça contra essa cobrança indevida do Salário Educação. “De 2009 para cá, outros associados se integraram à nossa entidade e queremos que esse grupo tenha o mesmo direito dos que já estão pleiteando a reparação da cobrança indevida”, afirmou José Inácio, lembrando a importância do órgão de classe na defesa dos direitos de seus associados. “Nada se consegue sem a representação de uma entidade forte e sem unidade não teremos forças”, finalizou o dirigente canavieiro que tem tido seu nome lembrando para disputar um cargo eletivo nas eleições de 2022. A ação coletiva na Paraíba foi movida por 1.554 associados da Asplan e a nova ação a ser proposta deve reunir 688 associados que, à época da primeira ação ainda não faziam parte da Associação. Segundo Dr. Jeferson esse novo grupo pode aproveitar a interrupção do prazo prescricional numa ação coletiva ajuizada pelo Sindicato de Pernambuco. “Esse é um fato novo para que nós possamos buscar um indébito igual ao da primeira ação. Dos últimos cinco anos é certo que dá, mas queremos retroagir, nesta nova ação, até 2004/2005”, finalizou Dr. Jeferson.
O advogado da Asplan, Lindomar Soares, que acompanha a ação em nível local, adianta que o entendimento para julgar indevida a cobrança está respaldado no fato de que a atividade do empregador rural não se enquadra no conceito de empresa para fins de incidência da contribuição ao salário educação na Constituição Federal. “A cobrança de pessoa física é, portanto, inexigível”, esclareceu Lindomar. A tributação do Salário Educação está prevista na Lei 9.424/96.
- A reunião aconteceu no auditório da Asplan
- Dr. Jeferson deu a boa notícia para os produtores
- Dr. Jeferson Rocha
- José Inácio destacou importância da união de classe
- O Advogado Dr. Jeferson Rocha
- Presidente da Asplan, José Inácio
- Produtores canavieiros que participaram da reunião
Presidente da Asplan é homenageado em evento online pelo Grupo de Estudos Sucroenergético da UFPB do Campus de Areia
Como grande admirador e profundo conhecedor do universo canavieiro, o produtor, agrônomo, ex-secretário executivo de Estado da Agricultura e presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio de Morais, sempre foi uma fonte de inspiração seja para quem cultiva, seja para quem simplesmente estuda esse setor, em seus diversos aspectos. Não apenas por esses motivos, mas também por ser um acervo vivo sobre o agronegócio paraibano e um grande incentivador e entusiasta da cultura canavieira. Nesta quarta-feira (15), por tudo o que representa para o segmento produtivo, José Inácio foi homenageado pela comunidade científica, mais especificamente pelo Centro de Ciências Agrárias – CCA da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, Campus de Areia, e pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (GESUCRO), durante a realização remota do III Dia de Campo sobre Cana-de-Açúcar.
Convidado a participar do evento online, José Inácio, que também foi aluno egresso do CCA da UFPB, foi recebido pelo coordenador do curso de Ciências Agrárias da UFPB, Fabio Mielezrski, e pela presidente da GESUCRO, Mayara Alves. Na ocasião, o dirigente da Asplan enalteceu a parceria com a UFPB, defendeu a cana-de-açúcar como pilar da economia paraibana, onde gera cerca de 30 mil empregos diretos durante a entressafra e 40 mil em épocas de safra, e como principal matéria para o uso do combustível limpo. Ele também falou dos ganhos que a permissão de venda direta do etanol aos postos de combustíveis (Medida Provisória publicada nesta segunda-feira, 13) vai trazer para o mercado, falou de cooperativismo e do sucesso de iniciativas em Pernambuco e ainda da potencialidade para a agricultura da Paraíba que além de cana, sua principal cultura, é rica em outros cultivares.
Sobre a MP, que é um dos assuntos mais atuais, José Inácio explicou que ela foi um pleito antigo da Feplana – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, apoiado pela Asplan, e que tem o objetivo de não apenas baratear o preço do combustível nas bombas, como favorecer a cadeia produtiva do etanol no país e contribuir para o meio ambiente. “Se observarmos, ao longo do ano tem vários meses que o etanol ganha na bomba de combustível para o consumidor. A ideia do carro flex foi essa: sempre dar opções. Então o governo precisa editar medidas que favoreçam essa ideia”, comentou o presidente da Asplan, frisando que a MP vem para beneficiar inclusive o consumidor. “Você vende o etanol, coloca na carreta, às vezes ela vai para Suape, para a revenda dos postos Ipiranga, por exemplo, e volta para a comercialização no município de origem criando onerações desnecessárias”, explicou ele, destacando que daqui a 30 anos ninguém mais falará em combustíveis fósseis.
José Inácio, com seu distinto conhecimento do agronegócio, também enalteceu a parceria da Asplan com a UFPB, citou o nome de diversos professores e pesquisadores da cana-de-açúcar que tem dado um apoio muito importante aos produtores locais e ao estudo da cultura canavieira. Ele citou a transposição das águas do São Francisco e a necessidade da UFPB “chegar junto” para pesquisa de potenciais culturas. “Se os estados se unirem para gerenciar a chegada dessa água, teremos cerca de 16 mil hectares de terra irrigáveis. Dessas, quatro mil é de cana, mas é preciso ver a aptidão da região para outras culturas”, disse ele, complementando que a UFPB será uma grande aliada nisso, como tem sido para o setor sucroalcooleiro. José Inácio lembrou ainda que defende o cultivo concomitante de outras culturas junto à cana-de-açúcar. “Nos não defendemos a monocultura. Quem pensa assim se engana com o setor”, frisou o presidente da Asplan.
Sobre a Homenagem do CCA
Ao final de sua participação na live, José Inácio, que participou do evento da sede da Asplan, recebeu uma comenda enviada à Associação pelos organizadores do III Dia de Campo sobre Cana-de-Açúcar. A presidente do GESUCRO, Mayara Alves, explicou que o gesto simbolizava todo o agradecimento do setor acadêmico ao apoio e dedicação de José Inácio à UFPB. “Pelo apoio e contribuição também para o setor da Paraíba e no Nordeste”, comentou a dirigente, sendo seguida pelo coordenador do curso de Ciências Agrárias da UFPB, Fabio Mielezrski. José Inácio agradeceu a homenagem e disse estar de portas abertas sempre para boas parcerias. “Tenho muito orgulho de ter feito meu curso de Agronomia na UFPB, em Areia, e fico extremamente feliz com esse gesto. Muito obrigada e estou sempre à disposição de alunos, professores e quem quiser acrescentar conhecimento no setor canavieiro. Sou um apaixonado pelo campo, meu filho Inacinho seguiu meus passos e meu neto, também deverá seguir, já que mesmo pequeno ele gosta de terra, de trator e de cana”, finalizou José Inácio.
- Durante live da Gesucro, José Inácio abordou vários temas ligados ao universo canavieiro
- José Inácio exibe a placa de homenageado
Modelos de crédito da Sicredi serão apresentados aos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba durante evento na Asplan
Quem não gostaria de ter um parceiro para o seu negócio com atendimento personalizado e de uma instituição que conhece a realidade do campo, suas dificuldades e vantagens? Pois essa é a proposta do Sicredi que será apresentada ao produtor canavieiro paraibano, nesta sexta-feira (17), às 11h, durante evento na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. Na oportunidade, os produtores conhecerão os novos gerentes agrícolas da instituição financeira cooperativa de João Pessoa e as novidades que a cooperativa dispõe de modelos de crédito “desenhados”, exclusivamente, para atender às necessidades do agronegócio local.
De acordo com diretor comercial da Cooperativa dos Associados da Asplan – Coasplan, Thiago Queiroz, embora o Sicredi já atue apresentando as vantagens do Cooperativismo de Crédito ofertadas para o agronegócio, nas modalidades de Custeio, Investimentos, Comercialização e Industrialização, os novos gerentes Tomás Pontin, Claudemir Ferreira e Wellington Ferreira, trazem consigo a expertise que faltava ao agronegócio na Paraíba. “Eles já desenvolveram estudos e trabalhos com cooperativas em outros estados e tem muito a nos mostrar”, comentou Thiago.
Segundo Thiago, os representantes do Sicredi apresentarão as linhas de crédito disponíveis para o produtor, principalmente, no que se refere à compra de insumos. “A instituição tem financiamento de crédito em conta com 14 meses para pagar na compra de insumos, crédito com carta-finança e outras opções de crédito que chagam a 300 modelos de financiamento”, lembra Thiago, destacando que a parceria da Coasplan e o Sicredi vem desde a fundação da cooperativa, há um ano, mas os produtores de cana pessoa física já conhecem e confiam na instituição há muito tempo.
“O Sicredi é sólido e está no mercado há mais de 100 anos. Além disso, são milhões de associados no país, muitos na Paraíba, e queremos com esse evento de sexta-feira estreitar, ainda mais, as relações de nossos associados com o Sicredi porque nosso interesse é buscar parcerias que favoreçam os produtores sejam eles com o Sicredi, com o Banco do Brasil, com o Bradesco ou com qualquer outra instituição que possa fomentar o desenvolvimento e crescimento do setor”, reiterou o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, convidando os associados a participarem deste evento nesta sexta-feira (17).
Cobrança inexigível do Salário Educação sobre pessoa física será tema de reunião na Asplan
Uma ação coletiva movida por produtores canavieiros contra a União que questiona a cobrança indevida referente ao Salário Educação de produtores rurais sobre pessoa física, com decisões judiciais já favoráveis em outros Estados, será tema de debate na próxima sexta-feira (17), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento, que vai contar com a participação do advogado, Jeferson da Rocha, da Felisberto Córdova Advogados, que acompanha a ação em vários locais, inclusive na Paraíba, também tem o objetivo de incluir no processo outros produtores que na época ainda não eram associados à entidade canavieira. O advogado José Lindomar Soares Júnior que acompanha a ação na Paraíba também estará presente. O encontro acontecerá às 10h, no auditório da Asplan, na Rua Rodrigues de Aquino, 630.
O advogado da Asplan, Lindomar Soares destacou que esses novos produtores devem se informar sobre a ação impetrada pela Asplan para que possam dispor da exclusão do pagamento do Salário Educação sobre suas folhas de pagamento. O tema já tem decisão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que compreendeu a inexigibilidade do tributo de 2,5% do INSS referente à comercialização da matéria-prima junto às usinas para o produtor pessoa física.
“O entendimento é de que a atividade do empregador rural não se enquadra no conceito de empresa para fins de incidência da contribuição ao salário educação na Constituição Federal. A cobrança de pessoa física é, portanto, inexigível”, esclareceu o advogado. A tributação do Salário Educação está prevista na Lei 9.424/96.
- O advogado Jeferson Rocha estará na Paraíba conversando com produtores canavieiros
































