Asplan

A Segurança Pública deve se aprimorar para combater a bandidagem e a PRF está de parabéns pelo Sinal Agro diz presidente da Asplan

“Os agricultores brasileiros ganharam um forte aliado que amplia a segurança no campo e ajuda no combate a criminalidade, especialmente, no tocante a furtos e roubos de animais e maquinário agrícola e a PRF está de parabéns pela iniciativa de combate a bandidagem que muito nos auxiliará nesta questão de segurança, que é uma questão crucial para quem vive e trabalha no campo”, disse hoje (25) o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro, que representa cerca de 1.800 produtores paraibanos, refere-se a o novo sistema de registro de furtos e roubos de animais e maquinário agrícola lançado, recentemente, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Trata-se do ‘Sinal Agro’.

Em nota divulgada na Imprensa, a PRF explica que o ‘objetivo do novo sistema é agilizar a comunicação de abigeato, que é o furto de animais do campo como bovinos e equinos, e também o roubo e furto de maquinários e defensivos agrícolas, que têm alto valor agregado’. E para acessar o ‘Sinal Agro’, basta que o produtor rural faça o registro na página da PRF na internet e clique no ícone correspondente, seguindo o passo a passo determinado pelo site. Após receber a comunicação, a PRF vai analisar e validar a ocorrência que será disparada para todos os celulares de policiais em operação naquela localidade, num raio de ação de até 200 km do local que ocorreu o fato. O serviço funciona 24 horas por dia e no futuro será integrado a sistemas em funcionamento dos estados para garantir o aumento da cobertura de atendimento.

Mas, o dirigente da Asplan, lembra que o registro no sistema ‘Sinal Agro’ não substitui o boletim de ocorrência que deverá ser emitido pela Polícia Civil. “Além de acionar o sistema que a PRF lançou, o produtor deve também fazer o registro na Polícia Civil, já que o ‘Sinal Agro’ serve apenas para os patrulheiros da instituição”, destaca José Inácio, reforçando que quando se faz o registro na PC o informe fica disponível para todas as forças de segurança pública fazerem a consulta, o que amplia as possibilidades de identificação e apreensão dos itens roubados e de quem praticou o delito.

Na nota da PRF, a instituição alerta ainda que, em caso de falsa comunicação por meio do sistema, o cidadão que o fizer poderá incorrer em crime previsto no Artigo 340 do Código Penal, e está sujeito a pena de detenção, de um a seis meses, ou multa. Quem não tiver acesso a Internet, pode fazer o registro por telefone pelo número de emergência da PRF, o 191.

Conab prevê queda de 9,5% na produção de cana-de-açúcar no Brasil mas percentual na Paraíba pode chegar até a 30%

O 2º levantamento da Safra 2021/22, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prevê uma estimativa de queda no volume de produção de cana-de-açúcar no Brasil em 9,5%. Mas, essa queda deve ser ainda mais acentuada na Paraíba devido à baixa precipitação de chuvas nos meses de junho e julho. Estimativa da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) aponta que esse decréscimo pode oscilar entre 25% a 30% o que dá uma estimativa de produção de cerca de cinco milhões de toneladas nesta safra.

O diretor da Asplan, Pedro Neto, lembra que a baixa precipitação pluviométrica nos meses que, tradicionalmente, são mais favoráveis, é a principal razão dessa queda na produção canavieira paraibana. “Historicamente, nos meses de junho e julho chove até cerca de 600 milímetros e, este ano, na região que mais choveu no estado atingiu cerca de 200 milímetros”, disse o produtor.

Ele lembra que para agravar ainda mais a situação, apenas 30% dos produtores canavieiros locais dispõe de irrigação. “Esse percentual de produtores com irrigação de salvação tem que aumentar para se prevenir, justamente, uma situação como essa e para que não tenhamos uma oscilação tão grande de safra por causa da escassez de chuvas”, reitera Pedro Neto.

O levantamento da Conab estima uma expectativa nacional de colheita de 592 milhões de toneladas, representando um volume de cerca de 62 milhões de toneladas de matéria-prima a menos em relação à safra 2020/21. Os efeitos climáticos adversos da estiagem durante o ciclo produtivo das lavouras e as baixas temperaturas registradas em junho e julho estão entre as causas da redução, que incluem ainda episódios de geadas em algumas áreas de produção, sobretudo nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. No 1º levantamento realizado pela Conab em maio, os números já mostravam queda percentual de 4% na cana em relação à safra anterior.

A pesquisa para o 2º levantamento mostra que no Nordeste, houve redução de 1,9% na área a ser colhida, mas o aumento de 4,2% na produtividade média deverá resultar em uma produção de 49,5 milhões de toneladas, 2,2% a mais que na safra passada. Na Região Norte, a tendência é de manutenção da área a ser colhida e crescimento de 7,5% de matéria prima, totalizando 3,7 milhões de toneladas.

Na Região Sudeste, principal produtora do país, houve redução de 6,6% na área a ser colhida, totalizando cinco milhões de hectares, e decréscimo de 13,3% na produção, estimada em 371,5 milhões de toneladas. Já o Centro-Oeste, com área semelhante à colhida na última safra, tem volume previsto em 135,4 milhões de toneladas, 3,2% menor que a obtida na safra anterior. No Sul, a pequena elevação de 0,2% na área cultivada não garantiu aumento na produção total, que pode chegar a 31,9 milhões de toneladas, com redução de 6,7% em comparação com o ciclo passado, devido à redução na produtividade.

Os dados completos sobre o 2° Levantamento da Safra 2021/22 de cana-de-açúcar e as condições de mercado deste produto podem ser conferidas no Boletim de Safra da Cana-de-Açúcar. Outras informações sobre os efeitos do clima nas safras são disponibilizadas regularmente nas edições do Monitoramento de Geadas e no Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab.

Fonte: Conab e DP

Produtores rurais pedem reforço na segurança da zona rural do litoral Sul da Paraíba e de Santa Rita por causa dos assaltos e roubos

O aumento de assaltos, roubos, furtos e até sequestros, este ano, na região de Alhandra e Pedras de Fogo e em áreas próximas e adjacentes da Bacia do Rio Gramame, além de Santa Rita, está preocupando e deixando aflitos os produtores rurais e moradores daquela região. Isto porque não há policiamento suficiente e o aparato da segurança pública naquela região quase inexiste. Só há um posto policial, assim mesmo com funcionamento precário, em Odilândia, com pouco efetivo, para atender todo o entorno da Bacia do Rio Gramame. No último sábado (14), por exemplo, um assalto com requintes de crueldade foi praticado contra trabalhadores da fazenda Imbiribeira, que foram amarrados, agredidos fisicamente e abandonados num canavial. O veiculo – um Fiat Strada – tomado pelos assaltantes e pertencente ao produtor canavieiro Oscar Barreto só foi localizado um dia depois, amassado e com vários itens faltando.

A Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), inclusive, está enviando comunicados à Polícia Militar e as demais autoridades de Segurança Pública solicitando um reforço no policiamento da região e mais patrulhamento. “Enquanto os homens de bem e trabalhadores estão em suas casas acuados e com medo, os bandidos estão agindo livremente, já que sabem que não há um aparato de segurança pública que os detenha. Da forma como estamos hoje, a bandidagem está fazendo o que bem entende”, lamenta o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro lembra que os produtores estão com medo até de transitar pelas estradas vicinais que dão acesso às suas propriedades por causa das frequentes tocaias e assaltos e também não estão tranquilos quando estão em casa, pois os assaltos e roubos à residências também aumentaram este ano.

No assalto aos trabalhadores da fazenda Imbiribeira, ocorrido em plena luz do dia, por volta das seis da manhã, na zona rural do município de Pedras de Fogo, os seis homens não apenas tomaram o veículo, como bateram nas vítimas, com socos e coronhadas, fizeram tortura psicológica ameaçando matá-las e as amarraram e abandonaram no canavial. “Aquela região está muito perigosa. No caso do assalto aos nossos funcionários foram seis homens, que também assaltaram outras pessoas que passaram pela estrada. Graças a Deus, eles não foram mortos, mas a gente tem notícia que isso já ocorreu, além de sequestros e roubos a residências”, afirma o filho do proprietário do carro roubado, Rafael Barreto.

Presidente da Asplan participa de live sobre inclusão de produtores no recebimento de CBios e diz que Lei é fundamental para que isso ocorra

Há quase três safras, que os produtores brasileiros, especialmente, os de cana-de-açúcar, pleiteiam a justa parte que lhes é devida no pagamento do Crédito Financeiro de Descarbonização (CBios) criado pelo RenovaBio. E o setor produtivo quer regulamentar esse pagamento, através de um Projeto de Lei (3149/2020), que tramita na Comissão de Agricultura da Câmara Federal. Nesta quinta-feira (12), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, participou de mais uma live com representantes do setor e do Ministério da Agricultura (MAPA), para avaliar como o mercado está se comportando em relação a isso. “Até agora só há pagamentos pontuais e na base de acordos caso a caso e nós queremos regulamentar esse processo para tornar efetivo esse pagamento”, destacou José Inácio na ocasião.

Durante a live, foi abordada a necessidade de realização de uma Audiência Pública na Câmara, com a participação de representantes do Governo Federal, das indústrias e das entidades de classe dos produtores para tratar sobre o tema. Mas, antes da realização deste momento, ficou acordado que no próximo dia 19, às 15h, haverá outro encontro online para ver se haverá uma nova proposta das indústrias sobre o percentual a ser pago aos produtores. “O entendimento é sempre o melhor caminho quando há impasses a serem resolvidos, mas, é preciso deixar claro que é importante regulamentar essa questão e formalizar esse acordo em Lei”, argumenta José Inácio que também é presidente da União Nordestina de Plantadores de Cana (Unida).

O dirigente canavieiro destaca que já tem indústrias pagando R$ 3,50 por crédito de CBios por tonelada de cana, mas que isso não está sendo uma prática na maior parte das usinas do país. “Pela proposta que estamos recebendo, ficaríamos com apenas 60% do líquido o que não é justo, uma vez que o maior processo de sequestro de Carbono é no campo, ou seja, no fundo agrícola”, destaca José Inácio, lembrando que os produtores concordam em descontar as despesas, mas a partir da fixação de 100% dos ganhos da indústria referentes ao CBios. Ele lembra ainda que, na Paraíba, usinas e destilarias estão dando cerca de R$ 35,00 de ajuda de custo para o produtor, mas se recusando a instituir o pagamento do CBios como algo permanente.

“Nós defendemos uma legislação que regulamente a situação do fornecedor de forma clara e que não deixe margem a dúvidas no que deve ser pago ao fornecedor”, destaca José Inácio. Para ele, na atual conjuntura, infelizmente, não existe outra maneira de inserir os produtores no recebimento do CBios que não criando essa legislação. “O que a Lei determinar que deva pagar, seja lá quanto for, eles terão que cumprir e o pagamento se dará de forma igualitária para o pequeno, o médio ou o grande produtor de cana. Eu volto a dizer, nós queremos somente o que é nosso. O fato é que essa situação é muito ruim para o setor e da forma como está, atualmente, o produtor está perdendo”, afirma José Inácio.

Asplan arrecada e doa 100 cestas especiais para a campanha ‘Estrada Solidária’ da PRF

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) não apenas aderiu à campanha nacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ‘Estrada Solidária’ como colaborou de forma significativa para o sucesso da ação. A entidade, que representa os produtores canavieiros da Paraíba, arrecadou e doou 100 cestas especiais com alimentos diversos. Os donativos arrecadados foram entregues na sede da PRF, em João Pessoa, no último sábado (7), pelo supervisor da Associação, José Altemar Serafim.

Cada cesta doada pela Asplan continha 5 pacotes de fubá, 2 kg de arroz, 2 kg de açúcar, 4 pacotes de macarrão, 2 kg de feijão, 1 kg de farinha e 1 pacote de café. Os donativos foram doados por associados, colaboradores e visitantes do prédio. Mas, além deste público, houve a doação do diretor da AR 19 Certificadora Digital, Elvis Camargo, que fez a doação de dez cestas. Os itens foram arrecadados e ficaram num estande montado na portaria da entrada da Asplan, no térreo do prédio sede, até a entrega dos itens na sede da PRF.

“Ficamos muito felizes em poder dar essa significativa contribuição para a campanha da PRF e de exercitar, mais uma vez, a nossa responsabilidade social, pois entendemos que ao ajudar o próximo estamos também dando nossa parcela de contribuição para um mundo mais fraterno”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

Segundo divulgação da PRF, ao todo 36 entidades serão beneficiadas com a Campanha deste ano, que pretende levar alimentos para mesa daquelas pessoas que mais precisam, já que todos os alimentos arrecadados serão entregues a instituições beneficentes que prestam auxílio para pessoas em situações de vulnerabilidade.

Presidente da Unida e da Asplan parabeniza Governo Federal pela MP que possibilita venda direta de etanol

“Com a possibilidade de venda direta de etanol hidratado ganha o país, o mercado, o setor e, sobretudo, o consumidor que poderá dispor de um produto com a mesma qualidade e com preços mais competitivos, isto porque teremos um aumento da livre concorrência com potencial redução de valores. O Governo Federal mostra que tem uma visão moderna e dá um passo importante ao adotar esse novo modelo”, disse hoje (11), o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro se referiu à assinatura da Medida Provisória, assinada nesta quarta-feira, pelo presidente Jair Bolsonaro, que autoriza a venda de etanol por produtores ou importadores diretamente aos postos de combustíveis.

A MP atende o pleito do setor produtivo e industrial que pedia a abertura da política energética nacional para possibilitar essa venda direta. “Esse passo é importantíssimo para o setor, pois ele dispensa a intermediação de empresas distribuidoras, que era obrigatória e passa a ser facultativa, incentivando a concorrência o que, potencialmente, significa um ganho também para o consumidor que poderá ter o produto a preços mais acessíveis”, reitera José Inácio.

A MP, que trata de aspectos regulatórios e tributários da comercialização de etanol, também flexibiliza a fidelidade à bandeira, ou seja, permite que postos que exibem determinada marca comercial revendam combustíveis de outros distribuidores. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o novo modelo de revenda é facultativo, e os contratos em vigor devem ser respeitados.

Durante a solenidade de assinatura da MP, prestigiada por vários ministros, inclusive, Paulo Guedes (Economia) e Teresa Cristina (Agricultura), foi esclarecido o objetivo do governo. Que é “propiciar mais eficiência logística para o setor”. De acordo com o MME, a medida está alinhada aos princípios da política energética nacional e promove a abertura do mercado e o aumento da concorrência, com potencial redução dos preços dos combustíveis, trazendo benefícios importantes para o consumidor final. Com esse novo modelo de comercialização, o governo espera, a partir de 2022, promover uma nova dinâmica em todas as etapas da comercialização, possibilitando uma redução no preço do produto.

A MP entra em vigor no quarto mês após a publicação no Diário Oficial da União. Segundo a Presidência, o prazo visa propiciar aos estados tempo suficiente para adequação à mudança proposta para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual. O prazo também atende ao princípio da anterioridade nonagesimal, que determina que o Fisco só pode exigir um tributo instituído ou aumentado após 90 dias da data em que foi publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

Com informações da Agência Brasil

Asplan-PB marca presença no almoço de abertura da safra 21/22 promovida pela Asplan-RN

Para marcar a abertura da safra 2021/22 e apresentar a nova diretoria que vai dirigir a entidade de 2021 a 2025, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Rio Grande do Norte (Asplan-RN), Hermano Neto, e a diretoria da entidade, promoveu nesta quarta-feira (04), um almoço de confraternização. Realizado no Parque de Exposição do Rio Grande do Norte, o evento reuniu associados da entidade, políticos, empresários e convidados ligados ao setor produtivo e industrial. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan-PB), José Inácio de Morais, prestigiou o momento, junto com os diretores da entidade paraibana, Pedro Neto e Neto Siqueira, e com o agrônomo, Luis Augusto.

“A Associação do Rio Grande do Norte tem tudo para retomar o caminho do crescimento e desenvolvimento da cultura canavieira no estado e esse evento de hoje mostra que a entidade, que já teve seu apogeu, passou por períodos de dificuldade, agora está ressurgindo ainda mais forte”, disse José Inácio, enaltecendo a importância da cultura canavieira para o desenvolvimento do país. Na ocasião, José Inácio lembrou ainda da importância dos produtores participarem do Renovabio e terem o recebimento de CBios regulamentado em lei. “Estamos muito otimistas que o PL que tramita na Câmara Federal seja aprovado para que os produtores possam receber o que lhes é de direito e justo”, frisou o presidente da Asplan.

O anfitrião do evento falou da retomada das atividades da Associação e disse estar confiante que uma nova história de sucesso começava a ser reescrita no Rio Grande do Norte. Ele aproveitou ainda para fazer uma retrospectiva da história da entidade e falou sobre as metas de sua gestão. “Estamos iniciando a safra bastante otimistas, cheios de esperança que avançaremos a cada ano e com o apoio dos associados fortaleceremos, cada vez mais, a nossa entidade. Vamos instalar laboratório e balanças para conferência da matéria-prima, colocar fiscalização nas usinas, interagir com os associados em suas mais variadas demandas, inclusive, em serviços de assistência direcionados as necessidades dos produtores”, disse Hermano, lembrando que, até a safra passada, contava com 55 associados, mas, a expectativa é que a Associação chegue até uns 300 associados ainda nesta safra. “Nosso evento foi um sucesso e estamos confiantes que faremos um bom mandato e conseguiremos fomentar a atividade em nosso estado”, destacou Hermano.

Sobre ranking de produção no NE

Segundo a CONAB, o RN é o quarto maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste, ficando atrás de Alagoas – AL, Pernambuco – PE e Paraíba – PB, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro maiores produtores da região. A produção canavieira do Rio Grande do Norte é destinada para as usinas Vale Verde Empreendimentos (Baia Formosa), a Ceará Mirim Agro Industrial (Ypioca), Usina Estivas e a D’padua Agroindustrial (Gican). Um pequeno percentual produzido no estado ainda é moído na Paraíba. Ano passado, na safra 2019/20, foi moída 1,2 tonelada de cana de fornecedor e a expectativa para a atual safra é de 1 milhão de tonelada.

Asplan se torna parceira da campanha da PRF de arrecadação e doação de alimentos para entidades que assistem pessoas carentes

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) aderiu à campanha nacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ‘Estrada Solidária’ e se integra às empresas parceiras da ação na Paraíba. Para tanto, associados, colaboradores e visitantes do prédio sede da entidade, que fica localizado na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro, já podem contribuir com a campanha doando alimentos não perecíveis. Um stand para colocação dos produtos está montado na entrada do auditório, no térreo para arrecadação dos itens que podem ser doados até o dia 08 de agosto, data definida pela PRF para finalizar a arrecadação.

“A Asplan tem um olhar atento para questões sociais e aderir a essa ação da PRF faz parte de nossa atuação de responsabilidade social, fizemos isso na pandemia do Covid, com a doação de álcool 70% para diversas entidades e participamos de outras iniciativas que tem a solidariedade e empatia pelo próximo como foco, afinal entendemos que o mundo precisa de gestos de gentileza e doação, por isso, também, quando tomamos conhecimento desta ação da PRF nos sensibilizamos e resolvemos participar”, destaca o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

Segundo divulgação da PRF, ao todo 36 entidades serão beneficiadas com a Campanha deste ano, que pretende levar alimentos para mesa daquelas pessoas que mais precisam, já que todos os alimentos arrecadados serão entregues a instituições beneficentes que prestam auxílio para pessoas em situações de vulnerabilidade. Qualquer produto não perecível, exceto sal, pode ser doado, a exemplo de arroz, óleo, macarrão, feijão, açúcar, farinha, etc.

Na Paraíba, a rede de apoio solidária conta com 36 instituições parceiras, do litoral ao sertão do Estado, que receberão os alimentos e distribuirão o material a quem mais precisa. “A PRF convida qualquer pessoa ou empresa para ajudar nesta Campanha doando alimentos não perecíveis. Um ato de amor que poderá ajudar quem mais precisa”, explica Priscila Machado, da Assessoria de Comunicação da PRF na Paraíba. Segundo ela, já foram feitos dois pedais de divulgação da ação, um no sertão e outro em João Pessoa e, neste próximo domingo, acontecerá outro passeio ciclístico, desta vez, em Campina Grande.

Além da sede da Asplan, na Paraíba, as doações poderão ser realizadas na Sede Administrativa da PRF, localizada em João Pessoa, no bairro do Cristo, nas Delegacias da PRF, localizadas nos municípios de João Pessoa, Campina Grande e Patos e nas 10 Unidades Operacionais, situadas do litoral ao sertão do Estado.

Fonte: Com informações da Comunicação da PRF

Em live produtores de cana reforçam necessidade da união da classe em prol da aprovação de PL e do recebimento justo do CBios

Em uma live realizada na manhã desta segunda-feira (02), representantes de entidades de classe de produtores de cana-de-açúcar reforçaram a importância da aprovação do Projeto de Lei 3149/2020, que regulamenta a situação dos produtores em relação ao recebimento de créditos de carbono (CBios), do RenovaBio e da união da classe produtiva para inserção da categoria neste pagamento. O PL já tramita na Comissão de Agricultura da Câmara Federal e será pauta de uma audiência pública, nos próximos dias, em Brasília. O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, participaram do debate remoto.

“As usinas vieram com a proposta de só pagar 60% descontados as despesas, o que não tem nenhum cabimento, e a gente recusou essa proposta e vamos trabalhar e defender esse Projeto de Lei que coloca o produtor dentro da legislação”, disse Alexandre. Ele lembrou que na última reunião da Câmara Setorial, o representante da Única, que é a entidade mais forte em nível nacional, que reúne as principais indústrias do país, colocou que só aceitaria sentar para negociar no Grupo se a classe produtiva abrisse mão do PL. “Isso está fora de cogitação e não tem cabimento, pois as usinas estão dentro da Lei, o fornecedor de cana ainda não, daí ser importante a aprovação deste projeto para regularizar a situação dos produtores de cana no Renovabio”, reforçou o dirigente da Feplana.

Para Alexandre, o setor tem que conversar e se entender, mas da forma como está não pode continuar. “Inclusive, essa situação está repercutindo no mercado internacional e o próprio ministro Paulo Guedes já disse que o Renovabio parece uma ‘Bolsa Usineiro’”, destacou o dirigente da Feplana, lembrando que é preciso, no entanto, fazer justiça já que há usinas que estão pagando 100% do CBios ao produtor. “Há uma usina em Goiás que já paga o que é direito do produtor, a Coaf também já pagou aos seus cooperados, a Agrocan e Coaf Sul vai fazer o mesmo, então por que as outras usinas não podem pagar?”, questionou Alexandre. Ele ressaltou ainda que os produtores têm que permanecer unidos e não entregar nenhuma documentação referente ao CBios às indústrias.

“A solução para o produtor não é uma acordo, mas uma legislação que regulamente a inserção dele no recebimento de CBios”, reforçou o presidente da Unida e da Asplan, José Inácio de Morais. “Ou o fornecedor recebe 100% do que é seu por direito, descontados as despesas, ou é melhor não receber. Aceitar 20 ou 30% não é justo. Vamos ter paciência, não vamos radicalizar, mas não podemos abrir mão do que é nosso. Nós queremos, exclusivamente, o que é nosso por direito. Se esperamos até agora, vamos esperar a Lei”, afirmou José Inácio.

José Inácio reiterou ainda que o CBios é a contemplação do Renovabio no que se refere aos biocombustíveis, mas há também a questão do crédito de carbono. “Nós temos uma demanda grande neste aspecto, que é um negócio de muito futuro, já que toda cana é passível de venda de crédito de carbono e nós temos também que lutar para ganhar com isso, pois o ganho na venda da matéria-prima não se encerra, nem se limita ao ATR. O Renovabio se refere aos biocombustíveis, mas há outras questões a serem inseridas no computo geral dos ganhos do produtor”, falou José Inácio, lembrando que tudo tem que ser justo e dividido entre produtor e indústria.

Foi reforçada na live a orientação de que o fornecedor não libere nenhuma documentação sobre o CAR para as indústrias enquanto esse impasse não for solucionado. “As usinas estão pedindo a documentação, mas a orientação das entidades de classe é que o produtor não entregue a documentação”, disse Alexandre, lembrando que isso não prejudicará em nenhum aspecto o produtor, já que esse tipo de informação é inerente à cana própria e não diz respeito à indústria.

Para José Inácio, o melhor caminho é o do entendimento. “É preciso prevalecer o bom senso e a justiça entre produtores e industriais. Há um direito evidente e justo de recebimento do CBios proporcional à entrega da matéria-prima, então o que está faltando é a apenas regulamentar isso. E nós precisamos ter isso definido em lei para que a parceria volte a imperar entre a cadeia produtiva e a industrial, isso porque parceria, como a própria palavra já diz, é um caminho de mão dupla, onde todos ganham o justo, ninguém querendo tirar uma coisa que é do outro. Esperamos que os usineiros nos procurem antes da audiência pública, que acontecerá nos próximos dias, em Brasília, para debater essa questão com uma proposta justa. Estamos com a consciência tranquila que estarmos defendendo um direito que é nosso de receber o equivalente em CBios pela cana destinada às indústrias, descontada as devidas despesas”, finalizou José Inácio.

Além da Feplana, Unida e Asplan, as entidades CNA, OCB, Aprosoja, ABCZ, Abrapalma, Orplana e Abramilho assinam o manifesto conjunto que defende a destinação justa de ganho referente ao CBios proporcional à matéria-prima entregue as indústrias, descontadas as despesas.

Presidente da Asplan participa de encontro com dirigente do Banco do Nordeste e solicita melhor acesso ao crédito

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que representa uma entidade que congrega mais de 1.600 produtores de cana-de-açúcar, muitos dos quais clientes do Banco do Nordeste, foi um dos convidados de um encontro na última sexta-feira (30), com o presidente do Banco, Romildo Rolim. Durante o encontro, que aconteceu em João Pessoa e contou com a participação de representantes de vários segmentos econômicos da região, José Inácio elogiou a iniciativa da instituição em se modernizar tecnologicamente, em criar soluções para mais investimentos na região, mas, lembrou que é preciso que o banco desburocratize o acesso ao crédito.

“Toda empresa que se preze, na atualidade, precisa de inovação tecnológica, e neste aspecto, pela explanação que vi hoje dos representantes do Banco do Nordeste, inclusive do presidente da instituição, o banco está cada vez mais moderno, mas para o produtor muito mais importante que inovação tecnológica é ter revisto, por exemplo, algumas questões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que é o principal instrumento financeiro da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) desde 1990, mas, continua até hoje com muita burocracia. Para facilitar o acesso ao crédito isso precisaria ser também objeto de análise e mudanças”, sugeriu José Inácio na ocasião.