Asplan

Presidente da Asplan afirma que juros do Plano Safra continuam altos para setor canavieiro e recursos para equalização são insuficientes

Mesmo com valores recordes, algo em torno de R$ 364,2 bilhões, o novo Plano Safra só disponibilizou 1/5 dos R$ 25 bilhões requeridos pelo agronegócio para a equalização dos juros. O setor produtivo canavieiro, por exemplo, reforça que os juros ainda estão altos e estima que os recursos equalizados deverão acabar em tempo recorde. “Ano passado, esses recursos com taxas de juros menores acabaram em menos de dois meses e esse ano isso deve se repetir ou até ser ainda mais reduzido”, acredita o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro acompanhou o lançamento do Plano, em Brasília, e também reclamou dos juros altos.

José Inácio explica que o giro da cana-de-açúcar é anual, acontecendo apenas uma vez por ano e que diante desta realidade juros de 1,5% ao mês ainda ficam muito altos para o segmento. “O ideal é que a taxa oscilasse entre 5% e 8% ao ano, ao invés dos 12% propostos pelo Plano. Para a gente que só colhe uma vez ao ano, que só tem um resultado financeiro anual, esse patamar de juros é muito alto”, destaca José Inácio.

O dirigente canavieiro sugere, inclusive, que haja um olhar diferenciado para o setor e também defende a regionalização de ações. “Na elaboração destes Planos de apoio ao setor produtivo é preciso levar em consideração particularidades do segmento, tais como, as incertezas climáticas, política de preço, o prejuízo com pragas, com práticas de mercado que muitas vezes desestabilizam o negócio. Agricultura não é comércio e serviço que tem giro todo dia, por isso precisa de um olhar diferenciado do Governo”, defende ele, que acha que também deveriam ter Planos Safras por regiões. “Cada região tem sua particularidade e isso não é levado em consideração”, reforça ele, lembrando que é preciso que o governo aumente o volume de recursos equalizados, sob pena deles serem consumidos rapidamente e não serem suficientes para empréstimos a juros controlados.

Plano Safra tem volume de recursos recorde mas ainda taxas pouco atrativas para o setor produtivo
José Inácio, Paulo Leal, da Feplana, Alexandre Lima, da AFCP e outros dirigentes canavieiros participaram do lançamento do Plano Safra

Paraíba tem aumento de produção e fecha safra 2022/2023 com um volume de 7,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar produzidas

Fechada a safra 2022/2023, a Paraíba comemora um aumento significativo no volume de produção de cana-de-açúcar, com um total de 7.429.674,490 toneladas de cana. Deste volume total, 3.971.093,051 são de cana cultivada por produtores ligados a Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A atual safra também foi superior a safra passada (2021/2022), com um volume de 5.687.959 toneladas, e maior que as de 2020/2021 (6.080.490) e 2019/2020 (6.059.540). A Paraíba é o terceiro maior produtor de cana do Nordeste, sendo Alagoas e Pernambuco os estados que  mais produzem.

“Essa safra foi marcada pelo aumento do preço da tonelada de cana e por boas chuvas, de forma que o resultado foi bem positivo com um patamar de produção maior que as três safras anteriores”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. Ele lembra que a destinação de cana produzida na Paraíba para usinas de PE e RN não estão contabilizadas como safra na Paraíba, o que evidencia que a produção no Estado pode ter sido um pouco maior que esses dados apresentados.

Do volume de 3.971.093,051 de toneladas de cana cultivada por produtores ligados a Asplan, 66,71% são oriundas de grandes produtores, 11,60% de médios, 15,49% de pequenos e 6,19% de micro produtores. Entende-se como grandes àqueles que produzem acima de 10 mil toneladas, médios os que produzem entre 5 mil e 10 mil, pequenos os que cultivam de 1 mil até 5 mil toneladas e micros os que atingem até 1 mil tonelada.

A safra da Paraíba junta a produção de cana de fornecedores ligados à Asplan à cana própria e de acionistas das sete indústrias em atividade no Estado que são a Monte Alegre, Agroval, Japungu, Giasa, Tabu, Miriri e Pemel. Todas as sete unidades industriais moeram cana de fornecedores paraibanos nesta safra. A atual safra começou em julho do ano passado e foi encerrada em maio último, mas os dados consolidados só foram divulgados recentemente.

Presidente da Asplan, José Inácio comemora bons números da safra
Safra 22.23 supera as três safras anteriores em volume de produção canavieira
Produção de cana na Paraíba ultrapassou 7 milhões de toneladas na safra 22.23
Paraiba fecha safra 22.23 com um volume total de 7.429.674,490 toneladas de cana
Durante toda a safra, a Asplan manteve fiscalização própria nas usinas
Paraíba é o teceiro maior produtor de cana de açúcar do Nordeste

Representantes de entidades canavieiras se reúnem em Brasília para pedir aos parlamentares mais celeridade na tramitação do PL do CBIOs

 Projeto de Lei 3.941/2020, que inclui o produtor rural fornecedor de matéria- prima dentro da Política Nacional e Biocombustíveis (RenovaBio), ainda tramita no Congresso e os representantes das entidades canavieiras estão se mobilizando para pedir mais celeridade dos parlamentares na apreciação da matéria. Nesta quarta-feira (14), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, se reuniu, em Brasília, com o senador Efraim Morais e deputados para solicitar especial atenção ao PL. O senador paraibano é o autor do Projeto de inclusão dos produtores no recebimento de CBIOs.

“Nós tivemos reuniões muito importantes, nas quais lembramos aos parlamentares a importância da aprovação do PL, e tivemos respostas positivas em relação a esse pleito”, destaca José Inácio, lembrando que o Projeto, atualmente, encontra-se para ser votado na Comissão de Minas e Energia da Câmara, mas, ainda sem data para essa apreciação. “Esperamos que o PL passe nas comissões temáticas que e entre na pauta da Câmara o mais rápido possível, pois já estamos esperando há mais de três anos e não é justo que estejamos de fora do CBIOs por muito  mais tempo”, disse o dirigente canavieiro que estava acompanhado de representantes de outras entidades ligadas ao setor, a exemplo da Associação de Pernambuco e da CNA.

José Inácio reitera que é preciso reparar essa injustiça com os produtores. “Grande parte das metas de descarbonização ocorre no campo, por meio de ações realizadas pelo produtor rural preservacionista, partindo da forma de cultivo da matéria-prima até o cumprimento da manutenção da sua Reserva Legal e das Áreas de Proteção Permanente em sua propriedade e não é justo que a gente, que desempenha esse importante papel, continue fora deste programa de recebimento do CBIOs”, afirma o dirigente da Asplan. O PL 3.941/2020 inclui o produtor pessoa física ou jurídica, que cultiva em terras próprias ou de terceiros, que explore a atividade agropecuária e destine a sua produção as usinas que fabricaram etanol exclusivamente ou não.

Homenagem

Além de participar de reuniões com parlamentares, o presidente da Asplan também prestigiou a Sessão Solene da Câmara dos Deputados em homenagem ao 25º Aniversário de fundação do jornal Folha de Pernambuco. “A Folha é um veículo de comunicação estratégico não apenas para Pernambuco, mas, para todo o Nordeste, e desempenha um importante papel no cenário da comunicação, como uma referência em jornalismo de qualidade, de forma que não poderia deixar de prestigiar esse momento ao lado do meu conterrâneo, o presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro”, finalizou José Inácio.

Houve ainda uma reunião no gabinete do senador Efraim Morais
José Inácio esteve reunido no gabinete do sendaor Efraim Filho
José Inácio com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro
Alexandre Lima e José Inácio foram conversar com parlamentares para pedir agilidade na apreciação do PL
Alexandre Lima, Eduardo Monteiro e José Inácio na solenidade de homenagem a Folha de Pernambuco

Aprovação do PL do marco temporal na Câmara é uma vitória da segurança jurídica no país afirma presidente da Asplan

A aprovação, nesta terça-feira (30), do Projeto de Lei (PL 490/07) sobre o marco temporal, que trata da ocupação de terras por povos indígenas, na opinião do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, traz  tranquilidade para quem atua no setor produtivo. “O PL reforça a tese do direito à propriedade e fortalece a segurança jurídica no campo de forma que estamos confiantes que o texto também será aprovado no Senado porque ele representa o bom senso que envolve essa questão”, afirmou o dirigente canavieiro.

José Inácio lembra que a aprovação da matéria não deve ser encarada como uma briga do agronegócio contra os indígenas. “Nós não somos contra os índios, nem muito menos questionamos os direitos dos povos originários, mas, é preciso ter segurança jurídica no campo porque, da forma como está, o direito à propriedade ficava vulnerável”, reiterou José Inácio, reforçando que a preservação da flora e fauna e dos recursos naturais também é uma bandeira do agro e não apenas dos indígenas.

A Câmara dos Deputados aprovou, por 283 a 155, o texto-base. A matéria segue agora para o Senado e caso também seja aprovada, vai para sanção presidencial. Em nota, a Federação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Feplana) avalia que a Câmara Federal deu seu indicativo constitucional sobre a questão e precisa ser respeitado. “Com a aprovação do PL ontem, o Parlamento manda uma mensagem à sociedade e para o STF ao estabelecer uma Ordem Democrática e Constitucional entre os poderes que regem nosso País, dizendo a todos que a decisão sobre o marco temporal dos indígenas é matéria de competência do Congresso Nacional”, disse o presidente da Federação, Paulo Leal.

O tema ainda será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 7 de junho. Nesta data será decidido se os povos indígenas também terão direito de ocupar terras que ocuparam ou que disputam após 5 de outubro de 1988, data da Constituição em vigor. O STF já adiou por sete vezes esse julgamento.

Sobre o marco temporal

O marco temporal estabelece que povos indígenas têm direito apenas às terras que já ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição. A tese surgiu em 2009, em parecer da Advocacia-Geral da União sobre a demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima, quando esse critério foi usado. Em 2003, foi criada a Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, mas uma parte dela, ocupada pelos indígenas Xokleng e disputada por agricultores, está sendo requerida pelo governo de Santa Catarina no Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento é que essa área, de aproximadamente 80 mil m², não estava ocupada em 5 de outubro de 1988.

Os Xokleng, por sua vez, argumentam que a terra estava desocupada na ocasião porque eles haviam sido expulsos de lá. A decisão sobre o caso de Santa Catarina firmará o entendimento do STF para a validade ou não do marco temporal em todo o País, afetando mais de 80 casos semelhantes e mais de 300 processos de demarcação de terras indígenas que estão pendentes.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca importância da aprovação do PL do marco legal

Asplan integra rede pioneira de monitoramento de clima urbano da Paraíba com ponto de apoio na Estação de Camaratuba

A Paraíba terá a primeira rede de monitoramento de clima urbano do Brasil, graças a uma iniciativa do Governo do Estado, através da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). E a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) será parceira do projeto com a implantação de uma das 73 estações climatológicas que irão monitorar o clima paraibano, sendo 53 instaladas em zonas urbanas e 23 em áreas rurais. O ponto cedido pela Asplan para instalação dos equipamentos fica na Estação Experimental de Camaratuba, situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca. A estação é mantida pela entidade canavieira desde 1979 e lá funcionam laboratórios de produção de insumos biológicos, viveiros de cana-semente, uma usina solar fotovoltaica e agora a estação climatológica.

Os técnicos que estão instalando os equipamentos estiveram nesta segunda-feira (22) na Estação de Camaratuba e já montaram o ponto de monitoramento no espaço cedido pela Asplan. O presidente da entidade canavieira, José Inácio de Morais fala da importância deste projeto para o setor produtivo paraibano e da satisfação da entidade em integrar um projeto desta magnitude. “A agricultura depende, diretamente, das condições climáticas e poder contribuir com um projeto que vai nos fornecer informações importantes sobre o tempo e clima nos deixa muito felizes, até porque também estaremos usufruindo de dados que nos serão muito importantes na nossa atividade”, destaca José Inácio.

O gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa e Doutor em Meteorologia, Alexandre Magno, lembra que com esse projeto a Paraíba terá a primeira rede de monitoramento urbano do Brasil com medição de variações de temperatura, umidade do ar, vento, radiação solar, precipitação e pressão barométrica, além de medir a umidade e temperatura do solo. “Teremos estações meteorológicas super completas que estão entre as mais modernas do mundo. Com estes equipamentos, nós formaremos uma rede de estudos do aquecimento urbano, uma rede pioneira em todo o país para monitorar as principais cidades da Paraíba”, informou Dr. Alexandre Magno. Para criar a rede, o Governo do Estado, por meio de um convênio com o Banco Mundial, está investindo R$ 7,5 milhões. Os dados ficarão disponíveis no site aesa.pb.gov.br para quem tiver interesse nas informações.  As estações meteorológicas têm vida útil entre sete e 10 anos.

Com informações da Secom/PB

 

José Inácio, presidente da Asplan, destaca importância do projeto para a agricultura paraibana
Um dos 73 pontos de observação do projeto
Técnico montando a estação que vai funcionar em espaço cedido pela Asplan
O equipamento já montado no terreno cedido pela Asplan na Estação de Camaratuba
A montagem do ponto de observação da Estação de Camaratuba aconteceu na última segunda-feira
O equipamento da Estação de Camaratuba é um dos 23 instalados em áreas rurais
O equipamento faz parte do projeto do Governo do Estado que terá 73 estações

Produtores ganham apoio do Ministério da Agricultura para inclusão no CBIOs e buscam agora deputados para agilizar apreciação de PL

Essa semana, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, se mostrou favorável à inclusão dos produtores na política nacional do Renovabio. O aceno positivo do ministro à pauta da classe produtiva foi dado na última terça-feira (16), durante reunião com representantes da Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA), em Brasília. Agora, produtores se mobilizam para solicitar aos deputados federais celeridade na apreciação do Projeto de Lei 3149/2020, que prevê a inclusão deles no programa de remuneração do CBIOs.

O PL tramita na Câmara há quase três anos e ainda está em apreciação na primeira, de cinco comissões da Casa. Atualmente, ele está sendo analisado na Comissão de Minas e Energia para, posteriormente, seguir para as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.

“Vamos à Brasília na próxima semana para tentar ver junto aos deputados como agilizar essa apreciação, já que o PL tramita na Câmara desde 2020 e até agora só passou por uma, das cinco comissões da Casa”, argumenta o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. A Unida reúne cerca de 15 mil produtores canavieiros no Nordeste que estão prejudicados por estarem fora da política de recebimento dos Créditos de Descarbonização (CBIO) do Renovabio, dos quais, 1.600 integram os quadros da Asplan.

“Um CBIO, atualmente, equivale a R$ 100,00 e nós, produtores, estamos deixando de ganhar injustamente, mesmo sendo a gente o maior responsável pela produção de créditos de carbono, já que isso acontece no campo. Já passou do tempo desta injustiça ser reparada e isso pode ser feito com a aprovação deste PL”, reitera José Inácio.

Presidente da Unida e da Asplan, José Inácio de Morais, reclama da demora da inclusão dos produtores no CBIOs

Diretoria da Asplan se reúne com superintendente do DER para definir parceria para obras de pavimentação e recuperação de estradas

Já se antevendo a safra de cana-de-açúcar 2023/2024 na Paraíba, quando acontece uma movimentação mais intensa nas estradas que servem para o escoamento da produção canavieira, a diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) se reuniu, nesta quarta-feira (17), com o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER), Carlos Pereira. Em pauta uma parceria público/privada para recuperação de vias vicinais e também da PB 016 por onde escoa a produção de cana-de-açúcar e outras culturas.

“Em épocas de safra o movimento nas estradas aumenta muito e elas precisam estar preparadas para esse fluxo e uma estrada bem conservada, asfaltada faz toda diferença neste processo de escoamento da produção que não é somente de cana-de-açúcar, mas de várias culturas”, afirmou o presidente da Asplan, José Inácio, que participou da reunião junto com o segundo vice-presidente da entidade, Raimundo Nonato, o tesoureiro, Oscar Gouveia, o diretor do DETEC da Asplan, Neto Siqueira e os produtores associados, Ana Cláudia e Marcos Américo.

O pleito da Asplan foca em estradas vicinais localizadas nos municípios do Conde, Pedras de Fogo, Alhandra, Santa Rita, Mamanguape e Itapororoca, além de trechos da PB 016. “Ficou acordado na reunião que será formalizado uma parceria público/privada, entre o DER e a Asplan, cabendo ao órgão estadual entrar com toda parte de maquinário e mão de obra e a Asplan com o custeio do combustível das máquinas, além de alimentação das equipes que vão atuar nas obras de recuperação das estradas”, disse José Inácio.

Segundo o diretor do DETEC da Asplan, Neto Siqueira, a reunião foi muito proveitosa. “Fomos muito bem recebidos pela diretoria do DER, eles avaliaram que os nossos pleitos são justos e importantes e avançamos bastante no sentido de viabilizar essa parceria público/privada que já foi firmada em safras passadas com muito sucesso”, disse ele. O cronograma de obras e início das ações ainda será definido em reuniões posteriores, mas, a expectativa é que em junho os trabalhos já sejam iniciados.

Direção e associados da Asplan com o superintendente do DER, Carlos Pereira

Meteorologista prevê um El Niño moderado, com precipitações variando de normal a abaixo da média e com impactos negativos menores no clima e tempo do NE

 “O El Niño já se estabeleceu, será de média magnitude, mas, com impactos negativos menos severos no clima e tempo do Nordeste, em virtude da situação favorável das temperaturas no oceano Atlântico, com um indicativo de previsão de chuvas variando de normal a abaixo da média entre os meses de junho e agosto”. Essa afirmação foi feita pelo Doutor em Meteorologia, Alexandre Magno Teodosio de Medeiros durante palestra sobre “Perspectivas Climáticas para 2023”, realizada nesta terça-feira (16), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

Ainda segundo o especialista, a situação do El Niño (Fenômeno que reflete o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico) se projeta estável porque o oceano Atlântico se mantém quente o que pode resultar num período de chuva satisfatório, mesmo abaixo da média. “Não devemos olhar apenas para o El Niño, mas, também para a situação do Atlântico que se mantém quente o que traz boas perspectivas de chuva no Nordeste, especialmente, nos estados da Paraíba e Pernambuco”, disse Dr. Alexandre Magno.

Ele lembrou ainda que o mês de Maio marca o retorno do El Niño, depois de praticamente três anos da atuação do La Niña e isso provoca mudanças nos padrões médios dos ventos e pressão atmosférica, influenciando diretamente no tempo e clima do período chuvoso do Nordeste. “Isso causa irregularidades tanto na distribuição espacial quanto temporal das precipitações pluviométricas da região”, explicou ele, lembrando que as análises de diversos modelos de previsão de tempo em longo prazo dão indicativos de precipitações pluviométricas concentradas na faixa litorânea Leste do Nordeste do Brasil, em particular nas regiões do Litoral, Agreste e Brejo da Paraíba.

Dr. Alexandre disse ainda que há uma tendência de melhoria nas condições de precipitação de chuvas sobre o setor Leste da Paraíba, em Maio, em função da oscilação de Madden&Julian, que por volta do dia 18 iniciará uma fase favorável, auxiliando na evolução dos sistemas convectivos e atuando na redução do bloqueio atmosférico na região. “Por causa disso, neste período, é provável que haja uma melhoria na regularidade e quantidades de chuvas na região”, afirmou ele.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, que participou da palestra destacou a importância destas previsões para os produtores. “A agricultura é uma atividade que depende de fatores climáticos, já que a mudança no clima pode afetar a produção agrícola de variadas formas. Portanto, conhecer antecipadamente as condições de tempo e clima influencia na tomada de decisões mais efetivas e precisas, gerando resultados melhores na prática agrícola”, destacou o dirigente canavieiro, parabenizando o palestrante pelas informações apresentadas.

O Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, elogiou a palestra e reiterou a importância da consultoria firmada entre a entidade e o especialista em meteorologia. “Essa consultoria, que começou em março e prevê o monitoramento quinzenal e mensal das condições de tempo e clima sobre o Nordeste do Brasil, com ênfase nas mesorregiões do Agreste e da Mata Paraibana, além de avaliação das condições registradas e previstas, está sendo muito importante para que nossos associados tenham uma previsão e possam tomar decisões mais assertivas”, disse Neto, lembrando que a consultoria também prevê a realização de palestras técnicas de previsão de clima e tempo como a que ocorreu nesta terça-feira para associados e convidados.

Sobre o palestrante

Alexandre Magno Teodosio de Medeiros é Doutor em Meteorologia, com mais de 28 anos de experiência comprovada na área de Meteorologia, Climatologia e Instrumentação Ambiental, integra a equipe da AESA Campina Grande, além de prestar consultoria e apoio na análise de previsão do tempo e clima de diversas empresas, inclusive do setor sucroalcooleiro, a exemplo da Miriri Alimentos e Bioenergia, Grupo Japungu Agroindustrial, além da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco – AFCP, dentre outras.

Palestra foi sobre Perspectivas Climáticas para 2023
Agrônomo Luis Augusto, José Inácio, Dr. Alexandre Magno e Neto Siqueira
Palestra reuniu diretores, associados e convidados
Palestra aconteceu no mini auditório da Asplan, em João Pessoa
Segundo Dr. Alexandre Magno o El Niño vai causar impactos negativos menores no tempo e clima do NE
Palestrante, Dr. Alexandre Magno

Presidente da Asplan comemora aniversário e diz que é importante preparar sucessão, mas, reitera disposição de continuar dirigindo entidade

Liderança respeitada em nível regional e nacional, dirigente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em seu terceiro mandato, e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), grande produtor rural e profundo conhecedor do agronegócio brasileiro, o Engenheiro Agrônomo, José Inácio de Morais comemorou o seu aniversário transcorrido ontem (11), com um almoço na sede da entidade, em João Pessoa, nesta sexta-feira (12), junto com fornecedores de cana, amigos e funcionários da Associação. Na ocasião, José Inácio falou da importância de preparar sua sucessão, mas disse que se houver desejo da categoria no sentido de recondução de seu nome, como nas vezes anteriores, ele pode continuar a dirigir a Asplan por mais um mandato.

“A gente tem que realmente começar a preparar a sucessão e eu vejo nesta nova geração de produtores, muita gente capaz de conduzir os destinos da Asplan”, disse ele, citando alguns nomes presentes na ocasião, como Pedro Neto, Neto Siqueira, Frederico Madruga e Fernando Rabelo Filho. “Eu já dei minha contribuição a Asplan como dirigente, pois já estou no meu terceiro mandato, e nunca deixarei de estar aqui fortalecendo a Associação, mas, se os que integram a entidade entenderem que ainda não é hora de passar o bastão, posso ficar por mais um mandato, mas somente mais um”, disse José Inácio.

O aniversariante também mencionou a alegria de ter nascido numa família unida e amorosa, de ser natural de Macaparana (PE), uma cidade pequena que, segundo ele,  sempre se mostrou diferente, tendo quatro governadores nascidos lá. “A vida é isso, é seguir os bons exemplos, fazer o bem sem saber a quem e não ter medo de avançar e trabalhar”, reiterou José Inácio, lembrando de feitos da década de 70 em sua cidade, de sua vinda para a Paraíba, na mesma época, e do início de seu trabalho na Asplan, como sucessor de seu primo, Antônio Celso, e de suas atividades como produtor, em Itapororoca.

O dirigente canavieiro também criticou a forma como a atual novela da Globo, das 21h, mostra a atuação do agronegócio em rede nacional. “Essa novela nos mostra como grilheiros de terras, assassinos, aproveitadores e isso é triste demais, lamentável, porque o agronegócio não é nada disso, ele é pujante, importante, responsável e imprescindível”, afirmou José Inácio, destacando que o PIB do agronegócio representa 30% de todo volume do Produto Interno Bruto Nacional. “Nós alimentamos boa parte do mundo, além do Brasil”, disse ele. O presidente da Asplan também criticou as recentes invasões de terras no país, reiterando que isso não pode ser encarado com naturalidade. “Somos cumpridores da lei, empregadores de mão de obra no campo, defendemos o meio ambiente e produzimos riquezas, portanto, precisamos ser respeitados. Eu nunca tive medo de dormir na minha propriedade e desejo continuar assim”, disse ele.

Antes do discurso do presidente, o atual diretor tesoureiro da entidade, Oscar Gouveia leu uma mensagem para José Inácio, em nome dos funcionários e associados da Asplan, e algumas pessoas presentes fizeram discursos enaltecendo a boa conduta dele na entidade, a forma como ele contribui com sua experiência e competência com a   Associação, a disponibilidade dele enquanto amigo, conselheiro e consultor técnico e, sobretudo, a valorosa contribuição que ele dá não apenas a Asplan, mas, a todo o setor canavieiro paraibano, nordestino e nacional. Na ocasião, ele recebeu de presente uma bela sela de cavalo. José Inácio é também um apaixonado por cavalgadas.

Oscar Gouveia, o advogado Markilwer e José Inácio
Pedro Neto e José Inácio
O segundo vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato também enalteceu a boa gestão de José Inácio
O almoço aconteceu na sede da Asplan
O almoço aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
O diretor tesoureiro, Oscar Gouveia leu uma mensagem para o aniversariante
O advogado Walkilver Goes
O advogado Ricardo Afonso enalteceu a conduta de José Inácio à frente da Asplan
José Inácio com associados e convidados
Kiony Vieira, gerente Administrativa da Asplan, com o presidente José Inácio
José Inácio e integrantes da Asplan
José Inácio, Kiony, gerente administrativa da Asplan. Oscar Gouveia e Cristiano Aguiar, consultor financeiro da Asplan
José Inácio foi presenteado com uma sela para cavalo, já que é apreciador de cavalgadas
Associados, diretores e funcionários participaram do almoço
A comemoração aconteceu com decoração junina
Associados e convidados foram prestigiar o almoço de comemoração de José Inácio
Domingos Sávio, produtor canavieiro e irmão de José Inácio
José Inácio agradeceu os elogios e lembrou da importância da união entre os associados

Asplan dá suporte técnico a associados na Agrishow e se municia de informações para trazer novidades para os produtores paraibanos

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) teve destacada participação na  Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, realizada em Ribeirão Preto (SP), entre os últimos dias 1 a 5. Vários associados foram se inteirar das últimas novidades em termos de tecnologia e implementos agrícolas e contaram com o apoio técnico do Coordenador do Departamento Técnico da entidade, Engenheiro Agrônomo, Luis Augusto e do consultor financeiro da entidade, Cristiano  Aguiar. Luis, por sinal, também aproveitou a oportunidade para ir até Piracicaba na fábrica da Superohm, empresa fabricante de equipamentos científicos, para buscar informações e dar prosseguimento ao projeto de aquisição de uma unidade de tratamento térmico que, em breve, estará à disposição dos produtores canavieiros da Paraíba, na Estação Experimental de Camaratuba.

“Fui conhecer a fabricação das Unidades de Tratamento Térmico, na sede da fábrica da Superohm, pois iremos adquirir uma unidade de tratamento, que será instalada na Estação Experimental de Camaratuba. Ela nos dará um suporte importante no tratamento contra uma das mais frequentes doenças da cana-de-açúcar que se chama o raquitismo da soqueira. Essa doença está ligada diretamente com a degeneração e o baixo potencial produtivo das variedades de cana”, afirma Luis.

Ainda segundo o Engenheiro Agrônomo, com a aquisição desta unidade de tratamento, a Asplan terá condições de realizar o tratamento térmico garantindo que os  produtores tenham mudas sadias em relação ao raquitismo da soqueira. “Isso garantirá que o potencial produtivo das variedades não caiam bruscamente e, com isso, uma variedade que possui no mínimo dez anos para ser lançada, possa ter uma vida útil mais alongada. A literatura aponta no Brasil a perda de 30 a 40% de produtividade em função do raquitismo da soqueira”, reitera Luis.

Além de conhecer a fábrica da Superohm, Luis também esteve na UFSCAR- Campus de Araras para visitar a Estação Experimental da RIDESA, antiga sede do PLANALSUCAR. “Lá, eu visitei os laboratórios de biotecnologia e conversei com pesquisadores a respeito das modernas técnicas de melhoramento genético e de serviços prestados pelos laboratórios”, disse Luis, complementando que a semana passada foi muito rica em conhecimento.

Sobre a Agrishow

A 28ª edição da Agrishow 2023, principal feira de tecnologia do setor no Brasil, que terminou na última sexta-feira (5) em Ribeirão Preto (SP), alcançou volume recorde de R$ 13,290 bilhões de negócios gerados e intenções de compra em máquinas  agrícolas, de irrigação e de armazenagem. O montante representa um crescimento nominal de 18% e um aumento real de 9,5% (descontada a inflação) em relação à edição de 2022. No ano passado, a Agrishow movimentou R$ 11,243 bilhões em negócios. Este ano a feira recebeu 195 mil pessoas, em sua maioria, produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades de todas as regiões do país e também do exterior.

Luis visitou o Campus da UFSCAR onde funciona a estação experimental da RIDESA, antiga sede da PLANALSUCAR
Luis com Thiago Balsalobre, pesquisador de biotecnologia de plantas, e Luiz Fernando, auxiliar de pesquisa em Melhoramento Genético da RIDESA
Luis com Emílio Rugai, diretor da empresa que fornecerá a Unidade de Tratamento Térmico da Asplan
A Agrishow aconteceu em Ribeirão Preto (SP), de 1 a 5 de Maio último
Este ano, a feira recebeu 195 mil pessoas, em sua maioria, produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades
Luis com Luiz Fernando, da RIDESA
Luis com o Diretor geral da Superohm, Emílio Rugai e a Diretora Comercial, Talita Leite