Asplan

Asplan contabiliza quase cinco mil atendimentos no setor de Assistência Social entre janeiro e dezembro de 2022

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) não é referência apenas como um órgão de classe que representa uma das culturas mais importantes do Estado. A entidade, que existe há mais de 60 anos, também é destaque na Assistência Social aos seus associados. Tanto que, em 2022, contabilizou quase cinco mil atendimentos médicos e odontológicos. Foram exatos 4.930 atendimentos entre os meses de janeiro e dezembro, sendo 3018 no Departamento Médico e outros 1912 no Departamento Odontológico. A Asplan ainda disponibiliza para seus cerca de 1300 associados assistência técnica e jurídica gratuitas.

Os serviços médicos incluíram a realização de 2.304 atendimentos Clínico/Ocupacional, 585 exames laboratoriais, além de 129 atividades de Enfermagem. O departamento atua sob a coordenação do Médico do Trabalho, Dr. Tarcísio Campos, que atende tanto no consultório que fica no primeiro andar do prédio sede, em João Pessoa, quanto nas propriedades dos associados. Dos procedimentos ocupacionais realizados pelo Departamento Médico a grande maioria, ou seja, 2.104 foram realizados no campo, nas fazendas dos associados, enquanto que apenas 151 foram feitos na sede da Asplan.

No Departamento de Odontologia, a dentista Wilma Dantas, contabilizou 1912 procedimentos ao longo de 2022. Foram 1.315 procedimentos diversos e 597 atendimentos aos associados, seus dependentes, além de funcionários da entidade.  Restauração de Resina Foto aparece no topo da lista dos procedimentos odontológicos mais realizados, com um total de 677 atendimentos, mais que o dobro dos realizados em 2021, seguido de Tartarectomia, com 170 serviços realizados, e Aplicação de Flúor, com 140 procedimentos.

Os procedimentos de Enfermagem (curativos, medição de pressão, entre outros) são oferecidos pela Asplan no período da manhã, de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h. Já o setor Odontológico funciona de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os serviços médicos, incluindo exames admissional, demissional, periódicos, podem ser feitos tanto na sede da Asplan, quanto na propriedade dos associados com agendamento prévio.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca que a realização de quase cinco mil atendimentos de assistência social demonstra o compromisso da entidade com a saúde e bem estar de seus associados. “A disponibilidade destes serviços, de forma gratuita e com qualidade, amplia o nosso compromisso com os associados, afinal, existimos para eles”, destaca o dirigente canavieiro. José Inácio aproveita para agradecer a dentista, Wilma Dantas, e ao médico, Tarcísio Campos, pela parceria, dedicação e compromisso e, principalmente, a confiança dos associados que fortalecem a entidade a cada ano.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais destaca o compromisso da Associação com os produtores paraibanos
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais destaca o compromisso da Associação com os produtores paraibanos
Dr. Tarcísio Campos em atendimento no consultório da Asplan, em João Pessoa
Dr. Tarcísio Campos em atendimento no consultório da Asplan, em João Pessoa
O Departamento Médico realizou3.018 atendimentos em 2022, sendo 2104 no campo
O Departamento Médico realizou3.018 atendimentos em 2022, sendo 2104 no campo
O Departamento Odontológico da Asplan contabilizou 1912 procedimentos ao longo de 2022
O Departamento Odontológico da Asplan contabilizou 1912 procedimentos ao longo de 2022
Os atendimentos odontológicos acontecem no consultório localizado no prédio sede da Asplan
Os atendimentos odontológicos acontecem no consultório localizado no prédio sede da Asplan
A dentista Wilma Dantas é a responsavel pelos atendimentos
A dentista Wilma Dantas é a responsavel pelos atendimentos

Serviço de Segurança e Saúde da Asplan alerta produtores sobre obrigatoriedade de exames previstos no PCMSO do eSocial

A legislação trabalhista atual exige que todo empregador envie, obrigatoriamente, informações relacionadas aos seus empregados para o eSocial. E isso vale tanto para a parte de Segurança, quando da Saúde do Trabalhador. E neste último item, referente à Medicina Ocupacional, alguns exames já foram definidos como obrigatórios e constam no Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional (PCMSO) e precisam ser feitos. O alerta é do Médico do Trabalho, Tarcísio Campos, que coordena o serviço de Medicina do Trabalho da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

Dr. Tarcísio lembra que as dúvidas são muitas, já que as exigências, embora já previstas em Lei, somente a partir deste ano se tornaram passíveis de multas caso o empregador não atualize as informações no eSocial. “Isso é uma mudança de cultura que agora gera muitas dúvidas e questionamentos, mas, que com o tempo se tornarão rotina protegendo tanto o empregador quanto o empregado”, afirma o médico, fazendo uma alusão ao uso obrigatório do cinto de segurança nos veículos. “Logo que a norma surgiu, muita gente se revoltou, se recusou a usar, até que quem não cumpria a lei foi sendo multado e, com o tempo as pessoas foram percebendo as vantagens do uso do cinto para proteção da própria vida e hoje a ação acontece naturalmente quando se entra num veículo. Assim está sendo agora com essa mudança no envio das informações trabalhista do eSocial. Tudo é uma questão de tempo e de costume com as normas”, reforça o médico.

E para melhor orientar seus associados, a Asplan montou uma equipe técnica específica para ajudar os produtores canavieiros a se adequarem à norma. E no tocante aos exames obrigatórios, a entidade alerta aos associados que o PCMSO define o que é preciso apresentar de cada trabalhador. Para Motorista de Caminhão, Tratorista, Carregadeira (ou similares), é necessário apresentar um ELETROCARDIOGRAMA, CLICEMIA, ACUIDADE VISUAL, AUDIOMETRIA. Já para os funcionários que atuam como Mecânico, auxiliar mecânico e Borracheiro é também necessário apresentar os exames de ACIDO METILHIPURICO, TGO E TGP, GAMA CT e AUDIOMETRIA. Os empregados que exercem a função de Tratorista aplicador de herbicida, Trabalhador Rural aplicador de herbicida é preciso também fazer o HEMOGRAMA, ACETILCOLINESTERAS e ERITROCITARIA.

Dr. Tarcísio lembra ainda que para o fechamento do ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) é necessários a realização dos exames previstos no PCMSO. “Lembramos que qualquer trabalhador que esteja exposto a agentes nocivos, sejam eles químicos ou biológicos, é obrigatório a realização de exames”, reitera o médico. A gerente Administrativa da entidade, Kiony Vieira, lembra que qualquer dúvida o associado pode entrar em contato com o Serviço de Segurança e Saúde do Trabalhador da ASPLAN, através do telefone 98859-1397, e falar com Washington. “Vale salientar que o produtor tem até o dia 15 do mês subsequente ao exame como data limite para incluir esses dados no eSocial, pois, após essa data ele estará sujeito a multas”, afirma Kiony.

O Diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, reforça que é preciso que o produtor se antecipe a essa data e procure as clínicas credenciadas para realização dos exames. “Há várias clinicas em João Pessoa, mas, a orientação que estamos repassando para nossos associados é que procurem identificar nos municípios próximos de suas propriedades quais estabelecimentos estão credenciados para realização dos exames, pois isso reduz custos e facilita a logística já que os empregados deverão fazer os exames no local”, destaca Neto, lembrando que após a realização dos exames, os laudos e resultados deverão ser encaminhados a Asplan para posterior inclusão no eSocial.

Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira lembra necessidade de adequação à norma
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira lembra necessidade de adequação à norma
A equipe técnica da Asplan
A equipe técnica da Asplan
A Asplan montou uma equipe técnica para orientar os produtores associados sobre as normas do eSocial
A Asplan montou uma equipe técnica para orientar os produtores associados sobre as normas do eSocial
Dr. Tarcísio Campos, Médico do Trabalho, alerta sobre os exames exigidos no PCMSO do eSocial
Dr. Tarcísio Campos, Médico do Trabalho, alerta sobre os exames exigidos no PCMSO do eSocial

Decisão do STF torna retenção do FUNRURAL inconstitucional a partir de janeiro deste ano afirma advogado Jeferson da Rocha

“Foi julgado, no final do ano passado, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade 4395 e, nessa ação, por 6×5, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entenderam que o Inciso IV, do Artigo 30, da Lei 8.212, é inconstitucional. A inconstitucionalidade, neste caso, significa dizer que não existe mais no ordenamento jurídico a forma de cobrança do FUNRURAL, que se dava através do desconto pelo adquirente, que no caso dos produtores de cana, são as indústrias, de uma alíquota de 1,3%. Desde o dia 10/01/23, quando publicada a ata de julgamento, no nosso entendimento, as empresas adquirentes já não mais possuem base legal para realizar o desconto/sub-rogação dos 1,3% sobre a receita bruta”. Essa afirmação do advogado Jeferson Rocha foi feita, nesta terça-feira (24), durante reunião com produtores canavieiros paraibanos, na sede da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

O advogado explicou que há um efeito prático nessa decisão. “Para o produtor rural que recolhe sobre receita, até que não venha uma lei nova, regulamentando a cobrança, ele embora seja constitucional passou a ser inexigível e isso pode resultar em redução da carga tributária da ordem de 86% sobre a receita bruta da comercialização da produção”, destacou ele.

Dr. Jeferson reiterou que isso é uma situação nova e que deverá ser discutida com toda a cadeia produtiva. “Felizmente, aqui na Paraíba, os produtores estão encerrando a safra e terão tempo de discutir isso mais para frente e até lá, as associações irão buscar essa interloução com as usinas, que devem espontaneamente, deixar de reter o Funrural sobre a receita bruta”, avalia o advogado que veio à Paraíba, especialmente, divulgar essa boa notícia. “Estamos aqui divulgando essa mudança proveniente do julgamento do Supremo e orientando nossos clientes na expectativa de que as adquirentes, no caso as usinas, cumpram de forma espontânea essa decisão. Mas, eventualmente, caso não haja esse entendimento, poderão ser ajuizadas ações neste sentido”, destacou ele.

Durante a reunião, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, levantou a questão do produtor que opta por recolher sobre folha de salário, mas, ainda assim é descontado. “Desde 2019, quando o produtor faz essa opção, ele fica desonerado da receita, mas, na prática, não funciona desta forma na fixação do preço, pois quando o preço é atrelado ao Consecana, as indústrias incluem o tributo de uma forma geral, sem levar em conta essa especificidade”, alegou José Inácio. O dirigente canavieiro alegou que não vê dificuldade no cumprimento desta nova jurisdição pelas usinas ressaltando que o canal de diálogo do setor produtivo com o industrial na Paraíba sempre se deu de maneira tranquila e amigável. “Contudo, é preciso entender que essa determinação vale para todo o país e não apenas para a Paraíba”, destacou José Inácio.

Neste caso levantado por José Inácio, explicou o advogado, o produtor recolhe sobre a folha e também sobre a receita bruta. “Mas, nesta situação, o produtor pode buscar de volta o indébito sobre a receita bruta, na Receita Federal ou no próprio adquirente, no caso dele ter comunicado a opção sobre a folha de acordo com a lei 13606 e, mesmo assim, ter sofrido o desconto na receita bruta. A devolução do indébito, neste caso, pode ser feita por ação individual ou coletiva”, finalizou Dr. Jeferson.

Além do presidente da Asplan, participaram da reunião vários diretores da entidade, outros advogados ligados à Associação, o contador Aderaldo Júnior e alguns associados.

Produtores tiraram dúvidas sobre a suspensão da cobrança
Produtores tiraram dúvidas sobre a suspensão da cobrança
O presidente da Asplan, Jospe Inácio, e o contador, Aderaldo Júnior
O presidente da Asplan, Jospe Inácio, e o contador, Aderaldo Júnior
O advogado Jeferson Rocha explicou a mudança após julgamento do STF
O advogado Jeferson Rocha explicou a mudança após julgamento do STF
Diretoria e associados participaram da reunião
Diretoria e associados participaram da reunião
A reunião aconteceu na sede da Asplan
A reunião aconteceu na sede da Asplan
A reunião aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa
A reunião aconteceu na sede da Asplan, em João Pessoa

Suporte técnico para adequação às exigências do SST do eSocial já foi dado a 55 produtores e serviço continua à disposição na Asplan

Desde o dia 10 de janeiro de 2022 que todos os empregadores brasileiros deveriam enviar periodicamente informações de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST) por meio do eSocial, substituindo assim os formulários físicos utilizados para envio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e do Perfil Profissiográfico (PPP). E as empresas que não enviaram as informações até o último dia 15 poderão pagar multas que não são baixas e variam de R$ 2.656,61 a R$ 265.659,51. Na Paraíba, 55 produtores canavieiros associados já utilizaram o suporte técnico da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan) para se adequar a atual legislação trabalhista. O serviço continua à disposição no primeiro andar do prédio sede da entidade, no horário de funcionamento da Associação.

A gerente Administrativa da entidade, Kiony Vieira, explica que a Asplan montou uma equipe técnica permanente para orientar e ajudar os associados a se adequarem e atenderem as exigências das novas normas do Ministério do Trabalho em relação ao eSocial. A equipe conta com um Engenheiro de Segurança do Trabalho, o Médico do Trabalho, o Técnico de Segurança do Trabalho, uma assessora e uma secretária que agenda os atendimentos. “Montamos esse equipe multiprofissional para atender nossos associados e ajudá-los a se adequar e cumprir a legislação”, afirma Kiony, lembrando que não há custo adicional ao produtor para utilização deste serviço, bastando apenas que ele agende seu atendimento pelo 3241-6424.

Ficará sob a responsabilidade desta equipe a elaboração do CAT, PGR, PPP, o ASO e o PCMSO. Os testes específicos, a exemplo de audiometrias, exames toxicológicos, entre outros, assim como os exames previstos no PCMSO deverão ser realizados pelos associados em clínicas especializadas e habilitadas para tal função. O Engenheiro de Segurança do Trabalho, Alfredo Nogueira Neto, lembra que para realização do cadastro, o associado tem que apresentar no momento do atendimento cópias do RG e CPF, cópia da matrícula do CAEPF e as fichas dos funcionários ativos.

O cronograma de implantação do sistema simplificado de Escrituração Digital de Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) foi publicado no Diário Oficial da União no dia 29 de junho de 2021, mas a obrigatoriedade do envio das informações começou em janeiro de 2022 para as empresas do Grupo 3 que englobam empregadores pessoa física (exceto doméstico) optantes pelo SIMPLES, produtor rural PF (no qual os associados da Asplan se enquadram) e entidades sem fins lucrativos.

O diretor do Departamento Técnico da Associação (DETEC), Neto Siqueira, reforça a importância do produtor está atento a essa questão. “Essa exigência do Ministério do Trabalho tem que ser cumprida, ela não é optativa, é obrigatória, desde o dia 15 de janeiro que se o empregador não estiver com os dados corretos solicitados disponibilizados na plataforma do eSocial pode ser multado. Então, o associado que ainda não se atualizou, tem esse serviço gratuito pela Asplan”, destaca Neto, lembrando que dados inconsistentes ou enviados fora dos prazos também estão passíveis de multas.

A equipe técnica da Asplan que ficará responsável pelos atendimentos
A equipe técnica da Asplan que ficará responsável pelos atendimentos
A sala de atendimento está no piso administrativo da Asplan, no prédio sede, em João Pessoa
A sala de atendimento está no piso administrativo da Asplan, no prédio sede, em João Pessoa
É preciso fazer o agendamento prévio para ser atendido
É preciso fazer o agendamento prévio para ser atendido

Natal é comemorado na Estação de Camaratuba com café da manhã e sorteio de uma TV

A rotina da Estação de Camaratuba foi alterada na manhã da última sexta-feira (23) com a comemoração natalina promovida pelo Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Em meio a um café da manhã, os 20 profissionais que trabalham no local, onde são produzidos os bioinsumos Metarhizium anisopliae, para o controle da cigarrinha, e a vespinha, para o controle da broca comum, se confraternizaram e comemoraram os bons resultados deste ano. O diretor do Detec, Neto Siqueira e o Coordenador do Departamento Técnico da Associação, agrônomo Luis Augusto participaram do momento representando toda a diretoria da Asplan. O sortudo ganhador da TV sorteada na ocasião foi José Carlos, funcionário do campo.

O biólogo e supervisor de produção da Estação de Camaratuba, Roberto Balbino, distribuiu uma mensagem com todos os presentes e falou da satisfação de ter uma equipe profissional e comprometida e dos bons resultados deste ano. “Foi um ano positivo, onde conseguimos superar nossas metas com relação à produção de Cotesia flavipes, chegando a número expressivo de 168 mil copos. Isso equivale a uma área tratada de cana-de-açúcar de 42 mil hectares. Trabalhamos para produzir o que há de melhor em bioinsumos, entregando aos nossos parceiros produtos com qualidade e alto índice de eficiência, tudo isso se deve ao nosso time de controle de qualidade, que tem uma estratégia de avaliação interna e externa dos bioinsumos produzidos aqui”, destacou Roberto, lembrando que a estação acompanha o crescimento nacional com relação à produção de bioinsumos.

O diretor do Detec, Neto Siqueira agradeceu o empenho da equipe da estação  e anunciou que para 2023 há projetos de ampliação de produção, inclusive para outros insumos.“Há alguns anos que pretendemos ampliar nossa produção de  microorganismos, a exemplo do fungo Trichoderma e algumas bactérias, tais como, Bacillus spp e Azospirillum, já que temos potencial para diversificar nossa produção e uma grande equipe aqui capaz de fazer acontecer”, afirmou Neto.

Luis Augusto reforçou esse projeto de expansão e a importância dos insumos biológicos para a plantação. “Os microorganismos ajudam os canaviais a ficarem mais sadios e produtivos. Isso está evidenciado na literatura em diversos trabalhos científicos. O Trichoderma, por exemplo, induz a resistência da planta a doenças, controla  nematoides, bioestimula e ajuda a planta a tolerar estresses abióticos, disponibiliza nutrientes no solo, etc”, destacou Luis.

Na Estação Experimental de Camaratuba, que é mantida pela Asplan, trabalham 20 profissionais, sendo 16 deles nos laboratórios e outros quatro profissionais no campo. Esse ano foi produzido 24 toneladas de fungo Metarhizium anisopliae e a produção de  Cotesia flavipes cobriu uma área de 42 mil hectares de plantação de cana-de-açúcar.

Sobre a Estação

A Estação de Camaratuba é referência de produção do Metarhizium, desde 1986. O insumo biológico é fornecido para os associados gratuitamente, assim como a Cotesia.  Situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca, a Estação Experimental de Camaratuba foi instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan. Entretanto, desde 1989, a Associação assumiu a Estação e buscou novos parceiros para dar continuidade às pesquisas que vinham sendo desenvolvidas lá. A área possui 220 hectares, sendo 80 deles para o cultivo de cana-semente de variedades promissoras e também uma área de plantação destinada à pesquisa agrícola. Os demais 140 hectares constituem área de preservação ambiental, já que a Estação está localizada em meio a uma reserva de Mata Atlântica. Na Estação ainda existe uma estação meteorológica automatizada que capta informações sobre velocidade e posição do vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica, evaporação, pluviometria, entre outras cujos dados são atualizados na plataforma do INMET. Tudo o que é produzido na Estação é fornecido gratuitamente aos associados da Asplan e vendidos a preços bem acessíveis para o mercado local e regional.

Coordenador do Departamento Técnico da Associação, agrônomo Luis Augusto
Coordenador do Departamento Técnico da Associação, agrônomo Luis Augusto
O diretor do Detec, Neto Siqueira, falou de projetos futuros
O diretor do Detec, Neto Siqueira, falou de projetos futuros
Um café da manhã marcou a comemoração
Um café da manhã marcou a comemoração
O sortudo ganhador da TV sorteada na ocasião foi José Carlos, funcionário do campo
O sortudo ganhador da TV sorteada na ocasião foi José Carlos, funcionário do campo
O biólogo e supervisor de produção da Estação de Camaratuba, Roberto Balbino
O biólogo e supervisor de produção da Estação de Camaratuba, Roberto Balbino

Produtores associados à Asplan terão suporte técnico para se adequarem às exigências do Ministério do Trabalho em relação à SST do eSocial

A partir de janeiro de 2023, todos os empregadores brasileiros deverão enviar periodicamente informações de Saúde e Segurança do Trabalhador (SST) por meio do eSocial, substituindo assim os formulários físicos utilizados para envio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e do Perfil Profissiográfico (PPP). E as empresas que não enviarem as informações pagarão multas que não são baixas. Na Paraíba, os produtores canavieiros terão um suporte técnico da Associação dos Plantadores de Cana (Asplan) para se adequar a atual legislação trabalhista.

A gerente Administrativa da entidade, Kiony Vieira, explica que a Asplan montou uma equipe técnica para orientar e ajudar seus associados para se adequarem e atenderem as exigências das novas normas do Ministério do Trabalho em relação ao eSocial. Além disso, segundo Kiony, a entidade vai adquirir um Programa que possibilitará a inclusão dos dados referentes aos eventos S-2210, S-2020 e S-2240. “Montamos uma equipe própria com um Engenheiro de Segurança do Trabalho, ampliamos o contrato com nosso Médico do Trabalho e já dispomos de um Técnico de Segurança do Trabalho que continuará dando orientações e suporte. De forma que esses profissionais, mais uma secretária que agendará os atendimentos, darão o suporte necessário para que nossos associados possam se adequar e cumprir com o que determina a legislação a partir de janeiro do próximo ano”, afirma Kiony.

Ela adianta que a equipe fará o CAT, PGR, PPP, o ASO e o PCMSO. Os testes específicos, a exemplo de audiometrias, exames toxicológicos, entre outros, Assim como os exames previstos no PCMSO deverão ser realizados pelos associados em clínicas especializadas e habilitadas para tal função. Kiony destaca ainda que a Asplan municiará seus associados das informações necessárias, mas, que eles é que serão responsáveis por transmitir as informações para o eSocial, tanto que cada produtor/empregador deverá indicar o responsável para receber os arquivos. Caberá também a cada produtor/empregador manter os programas atualizados, assim como os exames necessários previstos dentro do PCMSO e ainda contratar o serviço especializado para realização das medições previstas nos PGR, que incluem nível de luminosidade, ruído, vibração, calor, exposição a produtos, etc.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, lembra que essa iniciativa é mais uma contribuição da entidade para auxiliar o produtor canavieiro paraibano. “Nós já temos o nosso Departamento Técnico, mas, diante do nível de exigência da legislação trabalhista referente às informações do eSocial e das particularidades de nossa atividade, avaliamos que deveríamos ampliar essa assistência, daí decidimos montar essa equipe para orientar e ajudar os nossos associados a cumprir a lei trabalhista e não ser penalizado”, reitera o presidente, lembrando que não haverá custo adicional ao produtor para utilização deste serviço, bastando apenas que ele agende seu atendimento.

Para o diretor do Departamento Técnico da Associação (DETEC), Neto Siqueira, essa ação da Asplan reforça, ainda mais, o compromisso com seus associados. “A nossa entidade está atenta, através de seus variados setores, às demandas que o mercado exige na questão da capacitação técnica, orientação, auxílio em diversas questões e agora disponibilizando mais esse serviço gratuito que, com certeza, dará um aporte fundamental ao produtor canavieiro  neste processo de adequação a essa nova norma em vigor”, finaliza Neto.

A equipe técnica da Asplan que ficará responsável pelos atendimentos
A equipe técnica da Asplan que ficará responsável pelos atendimentos
A sala de atendimento está no piso administrativo da Asplan, no prédio sede, em João Pessoa
A sala de atendimento está no piso administrativo da Asplan, no prédio sede, em João Pessoa

Asplan prestigia homenagem a Dr. Murilo Tavares de Melo fundador do grupo Olho D’Água com inauguração de barragem em Aliança

Otimizar a oferta de água para manter a regularidade das safras de cana-de-açúcar, assegurando a alta produtividade de suas indústrias. Foi com esse objetivo que o Grupo Olho D’Água, que possui 50 mil hectares de área agriculturável, dos quais 70% já são beneficiados com irrigação, inaugurou nesta quarta-feira (9), a Barragem Dr. Murilo Tavares de Melo. Localizada no município de Aliança (PE), a barragem homenageia o patriarca que, em 1994, começou as atividades do Grupo Olho D’Água,  que é uma referência em cultivo de cana e produção de açúcar e etanol nas regiões Norte e Nordeste. Uma delegação da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) prestigiou a inauguração do novo reservatório de água que tem capacidade para 17,8 milhões de metros cúbicos de água.

A barragem, que foi construída em menos de um ano, tem uma extensão de coroamento de 240 metros, um volume total de solo de 350 mil metros cúbicos e altura de 26 metros e faz parte da primeira etapa de um grande projeto de irrigação para 4 mil hectares, dos quais 1,2 mil hectares serão irrigados por gotejo, e outros 2,8 mil por aspersão. Dos R$ 74,2 milhões do custo da obra, R$ 58,8 milhões são recursos financiados pelo Banco do Nordeste (BNB).

O diretor do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Neto Siqueira, que integrou a comitiva dos produtores de cana paraibanos que foram prestigiar o evento, enaltece a visão empreendedora do Grupo e de seu fundador. “Dr. Murilo Tavares de Melo é uma referência no setor industrial canavieiro, um homem de muita visão e coragem, que deixou um legado importantíssimo para o setor e que continua a inspirar seus descendentes e o setor sucroenergético não apenas no Nordeste, mas em todo o país”, destacou Neto.

Informações veiculadas na Imprensa destacam que as três usinas do Grupo respondem por uma capacidade industrial de moagem 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, pela produção de 300 mil toneladas de açúcar refinado, cristal e demerara, por 170 milhões de litros de etanol, álcool e aguardente e a geração de 80 mil MWh de energia ao ano.

A barragem fica na cidade de Aliança, em Pernambuco
A barragem fica na cidade de Aliança, em Pernambuco
Grupo da Asplan que prestigiou a inauguração da nova barragem
Grupo da Asplan que prestigiou a inauguração da nova barragem
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto e o diretor do DETEC, Neto Siqueira
O agrônomo da Asplan, Luis Augusto e o diretor do DETEC, Neto Siqueira
A nova barragem tem uma altura de 26 metros
A nova barragem tem uma altura de 26 metros
Placa em homenagem ao fundador do Grupo Olho D'Água
Placa em homenagem ao fundador do Grupo Olho D’Água

Produtores canavieiros paraibanos assistem palestras sobre aumento de produtividade e rentabilidade da ICL e Vertt Agrícola

 

“O caminho da eficiência e rentabilidade é o único que garante o sucesso de um empreendimento”. Essa frase tão bem empregada no mundo dos negócios também se adéqua perfeitamente à agricultura que está, cada vez mais, focada em soluções que potencializem os ganhos de produção. E foi justamente esse o foco de um encontro promovido pelo Departamento Técnico (DETEC) da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) em sua sede, em João Pessoa, nesta terça-feira (8). Desta vez, o momento foi partilhado com representantes da ICL, empresa líder global de fertilizantes em nutrição controlada, e a Vertt Agrícola, representante de Produtos Agrícolas.

O Consultor de Desenvolvimento de Mercado da ICL, Muriel Panosso, apresentou dados globais da ICL e falou do Polyblen, um fertilizante de solo com grânulos constituídos de nitrogênio e potássio revestidos por uma camada de enxofre e de polímeros que é liberado gradualmente, de acordo com a necessidade da cultura. Ao falar das vantagens do uso do produto, ele destacou a qualidade granulométrica do Polyblen, inclusive, fazendo uma demonstração de seu padrão que, segundo estudos, está acima da média usual de seus  concorrentes. Ele também apresentou resultados de experimentos realizados em lavouras de cana-de-açúcar que atestam ganhos de produtividade com uma diferença superior a 15 toneladas/hectare. “Há um estudo desenvolvido pelo professor Pedro Henrique Cerqueira Luz, da USP, em uma usina do interior paulista que comprova um ganho de produtividade de 16% com o uso do Polyblen comparado ao tratamento convencional”, afirmou o consultor, lembrando que não há produto similar no mercado. Ainda segundo Muriel, o produto tem fórmulas específicas para cada tipo de cultura.

Em sua participação, o consultor da ICL ainda falou sobre as vantagens do uso do Phusion, um fertilizante fosfatado com quatro tecnologias e oito nutrientes no mesmo grânulo, sobre o Longevus, um condicionador de solo que propicia ganhos de produtividade tanto na cana planta, algo em torno de 10,2%, quanto na cana soca, com índices que chegam a 13,5%, e ainda sobre a tecnologia foliar Supera. “A agricultura caminha para a eficiência e rentabilidade e nós temos a nutrição assertiva na boca da planta, respeitando as demandas e fases de cada cultura”, destacou Muriel, lembrando ainda que a ICL detém o selo ‘Mais Integridade’ outorgado pelo MAPA.

Em seguida, o diretor da Vertt Agrícola, Paulo Henrique, falou das vantagens do uso do Fast Result, um produto formado por basicamente fósforo e nitrogênio, que possibilita a redução de uso de 50% da dose de glifosato e dispensa adjuvantes. Paulo também apresentou resultados de experimentos feitos em campos de várias usinas, a exemplo da Monte Alegre e Miriri, na Paraíba, e Cucaú e Estivas, em Pernambuco, que comprovam a eficácia do uso do Fast Resulte a superioridade de resultados comparado a9o uso de outros produtos. Ele também apresentou detalhes de uma campanha de vendas que tem, entre outras vantagens, a possibilidade de prazo médio de pagamento de produtos de 120 dias, mas com pedidos feitos até o dia 30 de novembro.

O agrônomo da COAF, Geraldo Barros, fez uma breve explanação, reforçando a importância do uso adequado e correto dos produtos disponíveis no mercado, enaltecendo que a busca pela longevidade do canavial será sempre mais assertiva que a renovação. “Os altos custos que a renovação requer sempre serão muito maiores”, enfatizou ele.

 E, finalizando o evento, o agrônomo Luis Augusto, do DETEC da Asplan, reforçou a importância de momentos como esse. “Primeiro quero agradecer a todos que participaram deste evento técnico e nos trouxeram informações relevantes sobre produtividade e rentabilidade na agricultura, especialmente, da cultura da cana-de-açúcar, ampliando os nossos conhecimentos e lembrar que os produtos precisam ser testados e nós vamos acompanhar os resultados para poder repassar as informações aos associados da Asplan”, disse Luis. O diretor técnico do DETEC, Neto Siqueira e o primeiro vice-presidente da Asplan, Pedro Neto, que prestigiaram o momento, avaliaram como muito proveitoso o compartilhamento de informações sobre manejos, tecnologias e experimentos.

Paulo Henrique, da Vertt Agrícola
Paulo Henrique, da Vertt Agrícola
O evento está inserido nas ações do DETEC da Asplan
O evento está inserido nas ações do DETEC da Asplan
Murilo Panosso, consultor da ICL fez a palestra principal
Murilo Panosso, consultor da ICL fez a palestra principal
Geraldo Barros, da COAF
Geraldo Barros, da COAF
Houve demonstração in loco sobre reação do produto
Houve demonstração in loco sobre reação do produto
Luis Augusto, agronômo do DETEC da Asplan
Luis Augusto, agronômo do DETEC da Asplan
As palestras aconteceram no auditório da Asplan
As palestras aconteceram no auditório da Asplan
Diretores da Asplan prestigiaram o evento
Diretores da Asplan prestigiaram o evento

A safra 21/22 foi dramática e a perspectiva para 22/23 é de positividade, mas, com margens mais achatadas afirma João Rosa

“A safra 2021/22 foi dramática, com um nível de utilização de capacidade instalada caindo de 90% para 75%, deixando ¼ das indústrias ociosas por falta de cana-de-açúcar, com impactos consideráveis nos custos de produção em torno de 40%. A safra 2022/23 deve ser mais positiva, mas com margens mais achatadas”. Essa afirmação foi feita pelo gestor do Pecege Projetos e Consultoria, João Rosa, durante a palestra ‘Gestão de Custos Sucroenergéticos: análise das safras 21/22 e 22/23’, proferida na sede da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta quarta-feira (19), em João Pessoa. O evento foi uma realização do Departamento Técnico (DETEC) da entidade, com apoio das empresas Crop e da Fertilizantes Yara Brasil.

O estudo que balizou o achado destes dados foi feito com um universo de 58 grupos agroindustriais, representantes de 116 unidades em diversos locais do país e encontra-se na fase de consolidação. Os resultados finais, segundo João Rosa, serão divulgados no dia 17 de novembro, durante um evento online. De acordo com o levantamento, a diferença dos custos de produção entre as regiões Sul/Sudeste e Nordeste não foram relevantes nesta safra e estão quase que praticamente igualados. Dados preliminares levantados pelo Pecege e apresentados por João Rosa aos produtores paraibanos mostram que os custos de produção de cana na safra 21/22, no Nordeste, ficou em 147, enquanto que no Centro/Sul ficou em 148. Na preparação do solo, por exemplo, enquanto no Centro/Sul foi de 2.749, no Nordeste o resultado preliminar aponta um valor de 2.187. No investimento do plantio por hectare, a diferença é ainda menor ficando em 6.977 no Centro/Sul e 6.794 no Nordeste.

Comparando os valores de referência dos dados das safras 20/21 com a 21/22, os custos operacionais de produção de cana por tonelada aumentou de 103 para 148. O estudo mostra ainda que na safra 21/22 o custo que mais pesou na produção de cana em relação à formação do canavial foi o da operação, respondendo por 51%, seguido dos custos com mudas (21%) e fertilizantes (14%). Nos tratos com soca, o custo com a operação também foi o que mais pesou, respondendo por 44%, seguido de fertilizantes (31%) e fungicidas (21,1%).

Sobre as perspectivas apontadas, a Pecege trabalha para a safra 22/23 com um valor para formação do canavial entre 13 a 20 mil, de tratos com cana soca, de  3,5 a 6 mil, de um custo operacional em R$/tonelada de 160 a 170, com uma produtividade/TCH de 75, uma ATR de 136 e com uma perspectiva de moagem de 543 milhões de toneladas. Em relação ao custo x preço, o gestor do Pecege lembrou que na safra 21/22 o custo se elevou e o preço se elevou ainda mais e que a perspectiva na safra 22/23 é que o custo aumente e o preço, por sua vez, lateralize/caia.

 “A grande questão é não focar na quantidade de cana produzida, mas no ATR por hectare alcançado e lembrar que a cana tem ciclos de oscilação históricos para cima e para baixo e que para se manter com equilíbrio no mercado é preciso fazer um planejamento de cinco anos para frente”, disse João Rosa, lembrando que o produtor ao invés de querer atingir três dígitos de TCH, precisa focar nos dois dígitos de TAH e não deve confundir produtividade com ‘produtivaidade’ e que o custo em R$/ha, no geral, pouco tem a dizer.

No final da palestra, o diretor técnico do DETEC, Neto Siqueira, agradeceu a participação do representante da Pecege e reiterou a importância do produtor se planejar previamente e estar atento ao bom uso da tecnologia e das ferramentas disponíveis para melhorar sua lavoura e seus resultados. “Essa será uma safra técnica e daqui em diante quem não acompanhar a evolução tecnológica, as práticas modernas de produção, nutrição, etc, não vai conseguir resultados satisfatórios”, afirmou Neto, lembrando que o DETEC da Asplan está à disposição dos associados para orientações, apoio técnico e suporte no que o produtor precisar. No final da palestra, os presentes participaram de um almoço na sede da Asplan.


José Inácio, presidente da Asplan
José Inácio, presidente da Asplan
Diretores da Asplan durante a palestra
Diretores da Asplan durante a palestra
Apresentação dos produtos e diferenciais da Yara
Apresentação dos produtos e diferenciais da Yara
Houve apresentação de equipamentos e máquinas durante o evento
Houve apresentação de equipamentos e máquinas durante o evento
A palestra aconteceu no auditório da Asplan
A palestra aconteceu no auditório da Asplan
O vice-presidente da Asplan e diretor da Crop, Raimundo Nonato
O vice-presidente da Asplan e diretor da Crop, Raimundo Nonato
O gestor da Pecege ESALQ, João Rosa, que foi o palestrante do evento
O gestor da Pecege ESALQ, João Rosa, que foi o palestrante do evento
Os palestrantes com os diretores da Asplan
Os palestrantes com os diretores da Asplan
O diretor do DETEC, Neto Siqueira elogiou a palestra e disse que a Asplan está à disposição dos produtores canavieiros
O diretor do DETEC, Neto Siqueira elogiou a palestra e disse que a Asplan está à disposição dos produtores canavieiros
O diretor do Detec, Neto Siqueira, com o presidente da Asplan, José Inácio
O diretor do Detec, Neto Siqueira, com o presidente da Asplan, José Inácio
Palestrantes, diretores da Asplan e representantes da Yara e da Crop
Palestrantes, diretores da Asplan e representantes da Yara e da Crop
Produtores de cana da Paraíba foi o público do evento
Produtores de cana da Paraíba foi o público do evento

Distinguir antes o cenário da cana é fundamental para o melhor aproveitamento das tecnologias disponíveis afirma Dr. Sérgio Guassi

“É preciso entender antes de qualquer ação o cenário da lavoura para definir o melhor e mais apropriado manejo nutricional”. Essa afirmação abriu a palestra proferida pelo Dr. Sérgio Guassi, da QuatroS, sobre ‘Manejo nutricional com anti estresse oxidativo em cana-de-açúcar’, na manhã desta quarta-feira (19), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O evento, direcionado aos produtores canavieiros, faz parte do ciclo de palestras promovido pelo Departamento Técnico (DETEC) da entidade e, nesta edição, teve o apoio das empresas Crop e da Fertilizantes Yara Brasil.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, deu as boas-vindas aos participantes e enalteceu a importância de encontros com esse direcionamento técnico. “Qualquer ação que venha para nos ajudar nessa batalha cotidiana de melhoria de produtividade e tratos culturais terá todo o nosso apoio”, afirmou José Inácio. O diretor da Asplan e da Crop, Raimundo Nonato, também falou na abertura enaltecendo a importância do uso da tecnologia como aliada do produtor na busca de melhores resultados. “Em 1977, quando cheguei aqui na implantação da Giasa, nós sofremos muito para produzir cana nos tabuleiros de areia. Hoje, dispomos de tecnologia avançada para o enfrentamento das situações adversas” disse ele. Tanto José Inácio, quanto Nonato também lembraram do momento político que o Brasil vive e da responsabilidade que cada cidadão tem na escolha de seus representantes.

Dr. Sérgio Guassi iniciou sua palestra destacando a importância do conhecimento das condições da lavoura para definição das melhores práticas. “É fundamental entender o ciclo da cana, é preciso as boas práticas agronômicas para que a tecnologia possa agir em sua plenitude. Para que a junção do conhecimento com a tecnologia produza os resultados esperados”, disse ele. Como dicas elementares, mas, fundamentais, ele lembrou que o ajuste do plantio, respeitando a época mais favorável, e a rotação de cultura para oxigenar o solo são imprescindíveis. “Estudos mostram que esse ajuste quando não realizado adequadamente pode comprometer até 26% do teto produtivo da cultura. Quanto a rotatividade, ela potencializa a produção por causa da disponibilidade de mais matéria orgânica”, lembrou ele.

Sobre o efeito da temperatura no cultivo da cana-de-açúcar, o palestrante lembrou que entre 25º a 32ºC é a temperatura mais favorável ao desenvolvimento, maior que 32º C há restrição no crescimento e que temperaturas  muito baixas, em torno de 5ºC, podem provocar a morte da planta. Sobre o consumo ideal de água, segundo estudos, 1 TCH necessita de 10 a 15mm, o que equivaleria a 100 TCH de 1000 a 1500mm, no ciclo, distribuídos de forma uniforme.

 Em relação aos tipos de estresse na cultura canavieira, o palestrante elencou a radiação solar baixa ou alta, a temperatura mínima ou máxima, o déficit ou excesso hídrico, o desequilíbrio nutricional e o planejamento inadequados dos tratos culturais como fatores preponderantes. Sobre a necessidade de controlar o estresse, ele lembrou que as tecnologias atuam diretamente nos processos fisiológicos da planta, aumentando a eficiência de uso de nutrientes, estimulando o desenvolvimento vegetativo e amenizando os estresses ocasionados a planta pelos fatores bióticos e abióticos.

No final de sua participação, o Dr. Sérgio Guassi mostrou diversos experimentos e  trabalhos de campo com resultados positivos tanto no que diz respeito ao aumento do açúcar, quanto da produtividade, com o uso do bioestimulante Biotrac. Ele lembrou ainda que a aplicação foliar deve levar em consideração o tempo e que deve ser evitada em horários mais quentes e em dias de muito vento. A palestra foi encerrada com uma breve explanação de produtos Yara e diferenciais da marca.

Produtores de cana da Paraíba foi o público do evento
Produtores de cana da Paraíba foi o público do evento
Palestrantes, diretores da Asplan e representantes da Yara e da Crop
Palestrantes, diretores da Asplan e representantes da Yara e da Crop
Dr. Sérgio Guassi, da QuatroS, foi o palestrante
Dr. Sérgio Guassi, da QuatroS, foi o palestrante
O vice-presidente da Asplan e diretor da Crop, Raimundo Nonato
O vice-presidente da Asplan e diretor da Crop, Raimundo Nonato
José Inácio, presidente da Asplan
José Inácio, presidente da Asplan
Apresentação dos produtos e diferenciais da Yara
Apresentação dos produtos e diferenciais da Yara
A palestra foi realizada no auditório da Asplan, em João Pessoa
A palestra foi realizada no auditório da Asplan, em João Pessoa