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‘Vamos acabar com essa história de agricultura boa, agricultura ruim’ diz presidente da Asplan durante Simpósio de Cana-de-açúcar na PB

 “Vamos acabar com essa história de agricultura boa e agricultura ruim. Toda cultura que gera emprego, renda e desenvolvimento, é boa. Quem segura o Brasil é o agro junto com a agricultura familiar e nós somos bons, independente de governos”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, durante palestra de abertura do II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nos dias 26 e 27 de julho, na cidade de Areia (PB). O dirigente canavieiro falou sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios do setor’.

            Para uma plateia formada em sua grande maioria por estudantes dos cursos do Campus II, da UFPB, José Inácio lembrou que a cana representa o grosso do PIB agrícola da Paraíba e é a única cultura que se mantém há mais de 500 anos. “O sisal e o algodão colorido não resistiram. As demais culturas são importantes também, mas, nenhuma delas tem a abrangência e importância que a cana”, afirmou ele. “Cheguei aqui na Paraíba em 1978, quando a usina Santa Maria estava sendo reformada e  a usina Tanques moendo. Enfrentamos a maior seca, em 1993, quando tivemos 90% de redução de safra e sobrevivemos e, neste período, a cana passou pelo seu momento mais difícil. Agora estamos com novos desafios, tais como, o surgimento do álcool de milho”, disse ele.

            Em sua participação, José Inácio fez uma retrospectiva histórica da cultura canavieira no Nordeste. “A cana-de-açúcar começou bem, com o Proálcool, de 1975 a 1990. Foi o auge da cultura no país. O ano de 1990 foi um divisor, mas, em 1986, já estava ruim, com uma inflação muito alta, de 82% ao mês, que culminou, para piorar, com o fechamento do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), no governo Collor de Melo”, lembrou ele.

“Eu vi produtores de cana chorarem porque não sabiam como iam continuar produzindo, sem a tutela do IAA. Porque, naquela época, a produtividade de cana do Nordeste em relação ao Sul era gritante. Eles já estavam nos três dígitos, e o NE ainda patinava com 50 toneladas de cana. Naquele tempo, havia um subsídio, tutelado pelo governo, existia cotas preferenciais americanas e europeias. E depois, abriu o mercado nacional e nós tivemos que concorrer com a produtividade do Sul. Essa é a história da cana real. Acabou o IAA, mercado aberto, veio a seca de 93, a maior seca que o Nordeste já viu, e a consequência foi uma redução de 90% na safra, naquele ano. Quem moía 10 mil toneladas, moeu 1000”, recordou José Inácio.

Mas, segundo ele, quando chega o desafio, também surgem as oportunidades. “O desafio era produzir cana na Paraíba neste cenário, numa região seca. Ai, a Paraíba partiu na frente de Alagoas e Pernambuco e também no Rio Grande do Norte, na busca por tecnologia, com irrigação e manejo”, afirmou José Inácio, lembrando que agora quase que está equiparada a produtividade do Nordeste com o Centro/Sul. “Com os investimentos feitos na região, foi reduzida a diferença entre as regiões produtoras do país. Lá, eles estão na média de 78/80 toneladas de cana/média, e nós estamos aqui com 80 toneladas na usina Monte Alegre”, destacou. Ele lembrou que no Nordeste há ainda a vantagem de uma boa logística, com as usinas a 40/50 km do porto, enquanto que no Mato Grosso, essa distância equivale a 700 km.

Sobre novos desafios, ele aponta o surgimento da concorrência do etanol de milho. “Para se ter uma ideia, a cana tem 500 anos e em pouco mais de quatro anos o etanol de milho já se equipara a toda cana do Nordeste, com tendência a aumentar muito. E o que a gente vai fazer com isso. Concorrer, se adequar. Investir em novas tecnologias, bioinsumos, para melhorar a produtividade e competitividade”, enfatiza ele, lembrando que há outras alternativas para uso do etanol, pois, já se fala em biocombustível marítimo, de aviação.  Outro desafio enfrentado pelo setor, segundo ele,  é a questão do governo segurar o preço da gasolina de forma artificial. “Esperamos que se encontre um equilíbrio onde o produtor não seja penalizado e o consumidor também não seja prejudicado. Mas, ninguém vai produzir álcool de graça para ninguém, pois sem ganhar dinheiro, nenhuma atividade sobrevive”, afirmou.

“A exportação de açúcar está segurando o preço da cana. Um ano o etanol ajuda, no outro o açúcar ajuda, e a gente continua produzindo. E a Paraíba teve uma particularidade. Na década de 90, fecharam as três usinas do Brejo. E quem comemorou isso, criticando a monocultura da cana, se arrependeu depois porque aumentou o desemprego, diminuiu a arrecadação e anos depois o IDH do Brejo estava menor que o do Cariri paraibano, considerada a região mais pobre do estado. Mas, tivemos aqui no Brejo os que migraram para produção de cachaça e hoje são grandes produtores das melhores cachaças nacionais”, lembrou José Inácio.

Sobre o futuro, ele disse: “O que a gente precisa fazer é agregar valor com qualidade de produto. Eu continuo otimista, o mais difícil já passou, há desafios, a concorrência é enorme, mas, é preciso pesquisar, chegar junto”, afirmou. Sobre uma das questões que mais preocupam os produtores de cana do Nordeste hoje, que é o corte de cana, ele foi enfático: “É uma situação complicada. Vai chegar um momento que não teremos mais cortador de cana, pois a média de idade hoje dos cortadores, que há alguns anos era 30/32 anos, já passou de 40. Os jovens não querem mais cortar cana. É um serviço que remunera bem, mas é pesado e não é todo mundo que aguenta. Então vamos ter que arrumar alternativas para colher cana. Infelizmente, ainda não chegou uma máquina boa para colher em topografias acidentadas e em encostas”.

Sobre o futuro dos jovens estudantes do setor agrícola, ele lembrou que o Brasil tem vaga no campo e precisa de mão de obra qualificada. “Se não tiver espaço na Paraíba, tem em Mato Grosso, no Maranhão, em várias localidades. Espaço tem e o Brasil precisa de mão de obra qualificada. Não tenham medo de ousar, façam estágio, aprimorem conhecimento porque essa profissão tem futuro”, disse ele.

Sobre não desistir da atividade, ele reitera que o pior já passou. “No ano passado, batemos recorde de produção com a maior safra da Paraíba, além da produtividade. E esses resultados refletem um esforço conjunto de produtores, pesquisadores, especialistas que fazem experimentos e investem para melhorar a produtividade. O açúcar cresce e a Paraíba continua firme e forte. O Brasil é agro, quem segura esse país é o agro junto com o agricultor familiar. Eu tenho orgulho de ser agricultor, engenheiro agrônomo e de plantar cana também”, finalizou ele.

O II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), e teve como tema central nesta edição “Tecnologia e Produção no Nordeste”.

José Inácio lembrou que a cana é o PIB agrícola da Paraíba
José Inácio se dedica a atividade canavieira há mais de 40 anos
Simposio Paraibano de Cana aconteceu no auditório do Campus II, da UFPB, em Areia
Simpósio aconteceu nos dias 26 e 27 de julho, em Areia, na Paraíba
José Inácio e representantes da Asplan
O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, fez a palestra de abertura do evento
Representantes da Asplan e de usinas que participaram do simpósio
Na opinião do dirigente da Asplan, José Inácio, o pior já passou
José Inácio e o público do evento, em sua maioria estudantes da área agrícola
José Inácio lembrou das dificuldades, superação e desafios do setor canavieiro

Presidente da Asplan é homenageado durante II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi homenageado durante o II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nesta quarta (26) e quinta-feira (27), na cidade de Areia (PB). O dirigente canavieiro, que fez a palestra de abertura do evento, foi surpreendido pela homenagem anunciada pelo Coordenador do Curso de Agronomia, Campus II, da UFPB, Rosivaldo Sobrinho. “Fiquei emocionado e gratificado com a homenagem e, mais ainda, porque isso aconteceu num evento onde se debateu o universo da cana-de-açúcar, um ambiente que muito me fascina, onde trabalho com amor e ainda na universidade onde me formei em 1982”, disse José Inácio.

Ao anunciar a homenagem, o professor Rosivaldo Sobrinho, lembrou que o dirigente canavieiro tem uma vida dedicada ao setor, com destacada atuação não apenas na Paraíba, mas, também no Nordeste e no Brasil. “José Inácio é uma referência quando se fala em cana no Brasil. È um líder local, regional e nacional que sempre deu uma grande contribuição para o desenvolvimento do setor”, afirmou Rosivaldo, destacando o vasto currículo do homenageado, que já foi secretário executivo de Agricultura da Paraíba, e é também dirigente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida) e ainda integrante da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

O professor lembrou ainda a importância da parceria com a Asplan e contou que a entidade, através de seu presidente, possibilitou que fossem trazidas de São Paulo um banco de mudas para estudo no Campus de Areia. “Nós não tínhamos logística para trazer o banco de geoplasma e foi através de José Inácio que conseguimos trazer o material de São Paulo”, disse Rosivaldo, reiterando que outros avanços da Academia em Areia tiveram o apoio e incentivo do dirigente da Asplan.

José Inácio, por sua vez, reiterou que a parceria Asplan/Universidade continuará a existir. “Nossa Associação sempre estará aberta para ajudar no que for possível, porque entendemos que a Academia não pode estar separada do setor produtivo”, reiterou José Inácio, sugerindo que não apenas a Asplan abra espaço para os estudantes conhecerem o mercado de trabalho, mas, também outras entidades como o Senar/Faepa e as usinas. “O Brasil precisa de mão de obra qualificada e os estudantes precisam desta vivência no mercado”, reforçou ele.

O II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, foi promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), e teve o objetivo de debater aspectos relacionados ao manejo e tecnologia do cultivo de cana-de-açúcar, seu cenário atual e suas perspectivas. O tema do simpósio deste ano foi “Tecnologia e Produção no Nordeste”.  A palestra do presidente da Asplan foi sobre “Panorama atual, perspectivas e novos desafios no setor canavieiro”, e teve como moderador do painel o Diretor Técnico da Associação, Neto Siqueira que avaliou o evento como muito positivo. “Tivemos palestras de altíssimo nível, com abordagens atuais sobre temas que impactam diretamente no setor, feitas por profissionais que vivenciam o dia a dia do segmento canavieiro”, finalizou o Diretor Técnico da Asplan.

Fotos: Valmar Pessoa

Presidente da Asplan, José Inácio foi homenageado durante o evento
O presidente da Asplan, José Inácio foi homenageado durante o Simpósio
José Inácio se dedica a atividade canavieira há mais de 40 anos
Professor e Coordenador do Curso de Agronomia, Campus II, da UFPB, Rosivaldo Sobrinho.

Dirigente da Asplana/SE participa do II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar

Com cerca de 400 fornecedores de cana-de-açúcar e uma produção de 2,8 milhões de toneladas, o mercado sergipano tem sua importância no cenário canavieiro do Nordeste, assim como a Associação dos Plantadores de Cana de Sergipe (Asplana/SE), entidade que representa a categoria no estado. A Associação, que é dirigida há duas décadas pelo produtor, José Amado, teve representatividade no II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar, que aconteceu nesta quarta (26) e quinta-feira (27), na cidade de Areia (PB).

“Não conhecia a região do Brejo paraibano, queria reencontrar o meu amigo e líder setorial, José Inácio, e também acompanhar as palestras do evento que, por sinal, estão em altíssimo nível” disse José Amaro, que após o evento no primeiro dia, foi com José Inácio, num prédio do Campus, conhecer a placa de formatura do amigo, que concluiu Agronomia em Areia, em 1982.

Segundo o dirigente canavieiro, embora a topografia sergipana seja ondulada e tenha pouca área plana, a produção de cana no estado segue evoluindo e sendo bem absolvida pelas cinco usinas locais que são a Pinheiro, a maior delas, com 1,1 milhão de toneladas, seguida da Taquari, com 1 milhão de toneladas, Campo Lindo, responsável por 700 mil toneladas, URTE, com 400 e a Junco Novo, que tem uma moagem de 150 mil toneladas.

 Fotos: Walmar Pessoa

Simpósio aconteceu nos_dias 26 e 27 de julho, em Areia, na_Paraíba
O presidente da AsplanaSE, José Amaro, e o presidente da Asplan, José Inácio participaram do Simpósio em Areia

‘O mundo olha para nosso país hoje’ afirma dirigente canavieiro paraibano referindo-se ao Renovabio

“O Brasil é pioneiro neste Programa e o  mundo olha  para o nosso país hoje”. Foi assim que o Engenheiro Agrônomo e Vice-Presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Pedro Neto, abriu sua palestra  sobre ‘Eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa’, no II Seminário Paraibano Sobre Cana-de-açúcar. O evento, foi realizado no Campus II, da UFPB, na cidade de Areia (PB), nos dias 26 e 27 de julho.

Ele se referia a Política Nacional de Bicombustíveis (RenovaBio), criada a partir da Lei nº 13.576, de 26 de dezembro de 2017, com a contribuição de estudos da Embrapa, Datagro e outras entidades. “A Lei, nada mais é que a gente tentar substituir combustível fóssil ampliando a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira”, explicou Pedro Neto, lembrando que o combustível fóssil além de ser finito é poluidor.

Em sua explanação, ele detalhou o fluxograma do Renovabio, destacando como funciona. “Começamos pelo CBIOs, que são os créditos gerados pelo Renovabio, passando pelo produtor, usina, distribuidoras, posto, até chegar ao consumidor final, que é o veículo”, disse Pedro, lembrando que o Renovabio é o maior Programa de descarbonização do mundo.

“Desde 2017, antes de ser votado o Projeto, as firmas tinham que se cadastrar na ANP para estar apta a fiscalizar as usinas e as distribuidoras e os produtores”, disse Pedro, lembrando que uma das premissas que é essencial para o produtor ou usina participar do CBIOs é ter o CAR, além da documentação da terra e apresentar notas fiscais de tudo o que envolver a produção do etanol, desde o plantio até o processo industrial.

Ele lembrou ainda que vários fatores vão impactar na nota final do CBIOs da usina e do produtor. “As distribuidoras é quem compra o CBIOs, mas, ele também está no mercado, na bolsa de valores, qualquer empresa que polui pode comprar o CBIOS, que nada mais é que um crédito de carbono”, explicou ele, lembrando que os principais instrumentos para a concretização da Política podem ser resumidos em três eixos estratégicos: a definição das metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), a certificação da produção de biocombustíveis e o Crédito de Descarbonização (CBIO).

Sobre as metas do Programa, ele explicou que a meta deste ano de compra de CBIOs pelas distribuidoras que atuam no Brasil é de 37 milhões e que ela é baseada nas vendas de combustível fóssil de cada empresa, no ano anterior. “Quem mais vende gasolina e diesel, terá que compensar comprando mais CBIOS ou vendendo mais etanol”, disse Pedro Neto, reiterando que, atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece metas nacionais de descarbonização para um período de dez anos, segundo definições do Decreto nº 9.888, de 27 de junho de 2019.

Ele explicou ainda que para calcular o CBIOs, tem que ser preenchida a Renovacalc, que é uma calculadora, que analisa todas as suas compras e as origens dela, tanto no campo. “Por exemplo, a gente tem que informar a quantidade de óleo diesel que se consumiu ao produzir a safra. A quantidade de energia elétrica consumida. A fonte do adubo e a média de produção de tonelada de cana por hectare são alguns dos itens levados em consideração. Portanto, para eu produzir mais CBIOs, eu tenho que produzir melhor, com mais eficiência, gastando menos óleo diesel”, disse ele. Segundo Pedro Neto, na parte industrial, é levado em consideração ainda, o rendimento da usina. “É verificada o rendimento da indústria, com a média de ATR de uma usina que produz etanol. Se ela produzir abaixo da média, ela será penalizada, ou seja, vai gerar menos CBIOs, consequentemente, menos renda”, explicou ele, lembrando que apenas a cana-de-açúcar direcionada para produção de etanol gera CBIOs.

Sobre a nota de eficiência energética, Pedro Neto destacou que ela é calculada após o preenchimento os dados da Renovacalc com os dados do campo e da parte industrial. “Com esses dados tabulados, se calcula a nota de eficiência energética e isso gerará os créditos de CBIOs, que podem ser negociados na bolsa. Há dois anos, um CBIO valia R$ 25,00, em média, hoje está R$ 130,00”, disse Pedro Neto, lembrando que isso é um mercado seguro, já que as distribuidoras são obrigadas a comprar CBIOs. “Hoje, as distribuidoras de combustível são obrigadas a comprar CBIOs, mas, já se fala em ampliar essa obrigação para outros setores, a exemplo de fábricas  de cimento”, disse ele.

Sobre o momento atual, Pedro Neto lembrou que há um projeto em tramitação no Congresso Nacional, de autoria do ex-deputado federal paraibano e atual senador, Efraim Filho, que inclui os produtores canavieiros no Renovabio. “La atrás, quando foi votado a Lei, esqueceram de incluir os fornecedores de cana no Programa. E com isso, só quem está participando do Programa, atualmente, é as usinas e a gente quer participar e temos direito, porque o etanol é também feito com nossa cana. A gente também tem o sequestro de carbono no campo”, explicou Pedro Neto. O PL já passou por duas comissões da Câmara dos Deputados e ainda não tem prazo para ser votado em plenário. Ele propõe uma participação de 80% para o fornecedor.

“Hoje, já existe uma proposta de usinas, mas ainda não chegamos a um consenso”, reiterou o dirigente da Asplan, lembrando que o potencial de produção de CBIOs no Brasil pode ser ampliado 15 a 20 vezes mais do que hoje. “É um mercado novo, mas, extremamente promissor”, finalizou o dirigente da Asplan, destacando que na proporção dos 80% proposto pelo PL de Efraim, no preço que está o CBIOs hoje, isso equivale a R$ 8,00 por tonelada de cana, numa cana de R$ 170,00, é 5% a mais, o que no volume total, representa muita coisa.

FOTOS: Walmar Pessoa e Eliane Sobral

 

Pedro Neto falou sobre eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa
Pedro Neto, vice-presidente da Asplan, destacou que o CBIOs é um mercado promissor
Pedro Neto, vice-presidente da Asplan, falou sobre Renovabio no II Simpósio Paraibano de Cana
Simposio Paraibano de Cana aconteceu no auditório do Campus II, da UFPB, em Areia

‘A gente tem um produto excelente, mas ainda não tão valorizado como deveria’ diz Plinio Nastari em palestra na Paraíba

“A gente tem um produto excelente, mas, ainda não tão valorizado como deveria. O mundo tem uma inveja enorme do que o setor sucroenergético faz aqui. E, para mim, vocês são grandes vencedores e é assim que o mundo enxerga esse setor”, disse o Dr. Plinio Nastari, CEO da Datagro, durante palestra proferida em João Pessoa, na noite da última quinta-feira (20). O evento, promovido pela  UPL – uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis -, com apoio da Cooperativa do Agronegócio dos Fornecedores de Cana-de-açúcar (COAF) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), reuniu produtores de cana e industriais do Nordeste e marcou a abertura da safra 23/24 na região.

Principal palestrante da noite, Dr. Plinio Nastari, discorreu sobre o tema ‘Cenário atual e perspectivas para o setor sucroenergético 23/24’. Sobre ATR, ele lembrou que a oferta de ATR de cana está estável desde 2010/11, na faixa entre 85 e 94,5 mmt e que, em 22/23, esse valor ficou em 84,9 mmt. “De 2010 para cá a oferta de ATR está estabilizada e quando se leva em conta o etanol de milho, verifica-se que a oferta de ATR cana+milho está em crescimento”, destacou Plinio Nastari. Em 22/23, segundo o CEO da Datagro, o etanol de milho respondeu por 7,42 mmt de ATR e a estimativa é que, em 23/24, serão 10,21 mmt. “Esse volume já é maior de que a produção do Norte/Nordeste. Em 23/24, o Norte/Nordeste do Brasil deverá ter uma oferta de 7,81 mmt de ATR”, destacou ele.

            Sobre a menor participação do etanol no mercado, ele lembrou que em maio último o consumo de combustível do ciclo Otto aumentou 5% em relação a maio de 2022, para 4,562 bilhões de litros de gasolina equivalente, atingindo 22,860 bilhões de litros desde janeiro, 8,5% acima do volume registrado há um ano. “Com isso, a participação do etanol (hidratado + anidro) chegou a 39,7% de janeiro a maio, o menor patamar para o período, desde 2017. Ele explicou que os preços do etanol no Brasil caíram para o patamar de R$ 2,22/litro de hidratado, abaixo da estimativa do custo caixa da Datagro (R$ 2,50-2,60/litro), o que indica o grande incentivo para os produtores focarem no açúcar.

            “O preço do álcool está ruim. O valor de R$ 2,22 por litro é uma penalidade grande para o produto que perde mercado, principalmente, por causa do subsídio da gasolina. A intervenção de preço no mercado de etanol está fazendo mal para o país e isso reflete numa maior produção de açúcar e menos de álcool. Não se pode deixar a Petrobras dar um subsídio de 19% à gasolina”, frisou ele, que falou ainda sobre o mercado da Índia que, desde 2017, está de olho no etanol. “Novos mercados estão surgindo e que é importante que industriais e fornecedores se unam para fortalecer o produto brasileiro”, reiterou ele.

            Em relação ao CBIO, Nastari afirmou que no final do ano passado foi feita alterações que impactaram negativamente no Programa, mas, que o atual governo reverteu à situação passando o valor do CBIO de R$ 100,00 para R$ 145,00 por tonelada, o que segundo ele ainda não é muito, mas, está melhor. “A insegurança regulatória é um risco e não pode prevalecer”, reforçou Dr. Plinio.

            Sobre a safra 23/24 da região Norte/Nordeste do Brasil, a estimativa da Datagro, é que ela tenha maior disponibilidade de cana, devendo atingir 62 milhões de toneladas, num crescimento de 0,6% em relação à safra anterior (22/23), de 61,65 milhões de toneladas, com um ATR estimado em 126,00, o que equivale a um aumento de 2,7% em relação à safra passada. Em relação aos dados nacionais, a Datagro estima que a produção de cana brasileira atinja 668,50 milhões de toneladas na safra 2023/24, sendo o Centro-Sul responsável por 606,50 milhões deste montante. Segundo ele, as condições fisiológicas para a colheita da cana no último terço da atual safra 23/24 do Centro/Sul são melhores do que no ano passado, indicando uma maior disponibilidade de cana para ser colhida.

A respeito do açúcar, ele disse que a estimativa de produção no país é de 42,900 milhões de toneladas, sendo o Nordeste responsável por 3,600 milhões e o Centro/Sul por 39,300 milhões de toneladas. A estimativa de consumo no mercado doméstico de açúcar é de 8,800 milhões de toneladas e 34,100 milhões para exportação. A produção de açúcar, segundo os estudos da Datagro, deve subir 7%, com uma estimativa de produção de 3,60 milhões de toneladas. Estima-se que a capacidade de produção de açúcar no Centro/Sul do Brasil para 24/25 aumente em 1,4 milhão de toneladas. Já a produção de etanol deve cair, 2,35 bilhões de litros, com queda de 1,26 bilhões de litros no álcool anidro e subida de 1,09 bilhões de litros no álcool hidratado.

 Perguntado se diante dos números nacionais a produção nordestina é irrelevante, Plinio Nastari foi enfático: “Vocês respondem por 10% da produção do Centro Sul e isso não é pequeno, além disso, é falácia dizer que o Norte/Nordeste não é competitivo, porque aqui há a vantagem das usinas estarem próximo dos centros consumidores, vocês sempre superaram as adversidades e têm a vantagem de contar com o apoio das forças políticas”, respondeu ele, destacando que há boas perspectivas para novos mercados, a exemplo do etileno verde, bioeletricidade e o uso de biocombustíveis no transporte marítimo. “No entanto, é preciso criar condições para que tudo isso se materialize”, afirmou, lembrando que uma política industrial de mobilidade com  vetor ambiental, que reconheça o potencial do etanol como carregador de H² e que estimule a bioeletricidade são definições de médio e longo prazo que trazem boas perspectivas para expansão do mercado sucroenergético nacional e mundial.

Dinâmica do evento

Além da palestra de Dr. Plinio Nastari, o encontro teve ainda a apresentação de um vídeo institucional mostrando como a UPL foca na sustentabilidade, com inovação e novas respostas para cumprir sua missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável. O vídeo mostrou ainda porque a UPL é considerada uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, com  robusto portfólio de soluções biológicas e tradicionais de proteção de cultivos, com mais de 14.000 registros. Em seguida, foi mostrado um vídeo institucional da atuação da COAF na Paraíba, antiga Coasplan.

O presidente da Asplan, José Inácio discorreu sobre produção canavieira, destacando a atuação da Paraíba no cenário de produção regional. “A Paraíba foi o estado da região que menos perdeu cana nas últimas três safras. Enquanto Pernambuco e Alagoas, que são os estados maiores produtores de cana da região, reduziram sua produção, aqui, na Paraíba nos batemos recorde de produção ano passado, atingindo a maior safra da história e isso muito nos orgulha”, disse o dirigente canavieiro, destacando que isso se deve ao fato da Paraíba ter bons agricultores, empresários empreendedores e ter partido na frente com investimentos em irrigação.

José Inácio lembrou ainda que é urgente que os produtores passem a receber os CBIOs. “A gente não quer nada da usina, apenas receber o que nos é devido e para isso não precisaria a gente está correndo atrás de  político, nem de PL, devemos sentar e tentar resolver”, disse ele, dirigindo-se a uma plateia que inclua também vários industriais.

O presidente da COAF, Alexandre Morais, reforçou  o discurso de José Inácio e lembrou ainda da importância do cooperativismo e de como a COAF se estabeleceu em Pernambuco, inspirada num modelo de uma cooperativa do Rio de Janeiro. “Nós fomos lá, conhecemos o projeto, copiamos o modelo, adaptamos a nossa realidade, e deu certo”, disse Alexandre.

O Presidente da Feplana, Paulo leal, também abordou a questão do Renovabio e destacou que a parceria produtor/indústria é um caminho de mão dupla. “Somos parceiros e nossas pautas são muito similares, então não tem porque ter conflitos entre nós”, afirmou o dirigente da Feplana. Houve ainda a participação do consultor Gregório Maranhão, que discorreu sobre a importância social e econômica da cana-de-açúcar no Nordeste, e do produtor, Bennon Barreto, que reforçou essa premissa. O evento, realizado no Restaurante NAU, em João Pessoa,  foi encerrado com um jantar.

Representantes da Asplan, Coaf, Feplana e indústria no evento de lançamento da safra 23-24 no Nordeste
Pedro Neto e José Inácio, da Asplan, Dr. Plinio Nastari, Alexandre Lima e Paulo Leal
O presidente da Asplan, José Inácio, falou sobre a produção recorde de cana na Paraíba
O evento reuniu industriais e fornecedores de cana do Nordeste
O evento foi promovido pela UPL, com apoio da Asplan e Coaf
José Inácio, da Asplan, e Paulo Leal, da Feplana
Dr. Plinio Nastari lembrou que o preço do etanol não está bom
Dr. Plinio Nastari destacou protagonismo do Nordeste na produção canavieira e enfatisou que mercado do Nordeste é relevante
Alexandre Lima, da Coaf, falou sobre a importância do cooperativismo
a palestra de Dr. Plinio Nastari focou a produção canavieira, etanol e açúcar

II Simpósio Paraibano de Cana-de-açúcar promovido pela Asplan e Gesucro acontece em Areia nos dias 26 e 27 de julho

Debater aspectos relacionados ao manejo e tecnologia do cultivo de cana-de-açúcar, seu cenário atual e suas perspectivas. Esses são objetivos do II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar que será promovido pelo Grupo de Estudos Sucroenergético (Gesucro) em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraiba (Asplan). O evento, aberto para estudantes, professores e profissionais da área agrícola e sucroenergética, acontecerá nos dias 26 e 27 de julho, no Auditório Maria das Dores Monteirro Baracho, no Campus II da UFPB, em Areia. O tema do simpósio deste ano será “Tecnologia e Produção no Nordeste”.

            O evento começa as 7h30 com o credenciamento dos participantes. As 9h30 está programada a solenidade de abertura, com homenagens. Em seguida, o Presidente da Asplan, José Inácio de Morais, faz a primeira palestra do evento com o tema “Panorama atual. perspectivas e novos desafios no setor canavieiro”, tendo como moderador do painel o Diretor Técnico da Associação, Neto Siqueira.

            A segunda palestra será proferida pelo vice-presidente da Asplan, Pedro Neto, sobre “Renovabio – eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa”. Após o intervalo do almoço, a programação segue com a abordagem do tema “Nutrição da cana-de-açúcar”, feita por Silas Alves, do Grupo Olho D’água. Na sequência, falará Hugo Amorim, da Usina Monte Alegre, sobre “Evolução da colheita mecanizada e novos desafios”. A última apresentação do dia será sobre “Uso de drones na aplicação de insumos agrícolas na cana-de-açúcar” que será feita por João Borba, da Itec Brasil. Em seguida será servido um coquetel para os presentes.

            A programação do segundo dia do simpósio começa às 8h, com palestra de Djalma Euzébio Neto, da Ridesa, sobre “Censo varietal e resultados de variedades e clones promissores”, tendo a mediação do Engenheiro Agrônomo da Asplan, Luis Augusto. “Manejo varietal – case de sucesso da usina estivas”, será o tema abordado em seguida por Vamberto Geraldo Silva, da Usina Estivas (RN). A última palestra da manhã será feira por Willams Oliveira, da Ridesa, sobre “Evolução da utilização de bioinsumos na agricultura brasileira”.

A parte da tarde está reservada para apresentação de trabalhos que se destacaram no GESUCRO, com os temas: “Efeito residual da calagem sobre o diâmetro de colmo de duas variedades de cana-de-açúcar”, “Produtividade de genótipos de cana-de-açúcar em ressoca oriundos de micropropagação no brejo paraibano” e “Desenvolvimento vegetativo, trocas gasosas e produtividade de cana-de-açúcar adubada com torta de filtro enriquecida”, este último apresentado por Fábio Mielezrski.

“Essa será uma excelente oportunidade que teremos de atualizar informações do setor e reencontrar os amigos para juntos definirmos prioridades de atuação com foco no fortalecimento do setor canavieiro da Paraíba e região”, afirma José Inácio. As inscrições para o simpósio são gratuitas e podem ser feitas no dia e local do evento, entre as 7h30 e 9h30.

José Inácio, presidente da Asplan, fará a primeira palestra do Simpósio
O II Simpósio Paraibano de Cana-de-Açúcar acontecerá em Areia, nos dias 26 e 27 de julho

Representantes do Banco do Brasil apresentam detalhes do Plano Safra 2023/2024 para produtores canavieiros em evento na Asplan

Com R$ 240 bilhões alocados do Plano Safra para temporada 2023/2024, volume 27% superior ao disponibilizado na safra passada, o Banco do Brasil deve manter sua posição de ser a instituição que mais destina recursos do crédito rural para o produtor brasileiro. E de olho no filão da maior e mais importante cultura do Estado, nesta quinta-feira (6), representantes do banco apresentaram para produtores de cana-de-açúcar paraibanos informações sobre a disponibilidade destes recursos, taxas, prazos e outros detalhes. O evento aconteceu na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa. O Plano Safra 2023/2024 vai disponibilizar no total R$ 364,2 bilhões destinados para o financiamento da agricultura e da pecuária no país.

O Superintendente Comercial de Varejo João Pessoa, Paulo Marinho Júnior, abriu o evento expondo a disponibilidade de recursos e diferenciais do Banco do Brasil, destacando as vantagens e objetivos da instituição em fomentar o agronegócio brasileiro, lembrando que o volume disponibilizado este ano é recorde. “Estamos aqui para um momento de diálogo, para ver o que o setor necessita e asseguro que não faltarão recursos para o setor neste Plano Safra”, disse ele. Ele lembrou que no plano anterior, o BB realizou 590 mil operações, com um volume de recursos de R$ 188 bilhões.

Em seguida, o Gerente de Negócios Super Nordeste, Ruan Henrique Lemos, apresentou o detalhamento dos recursos. Dos R$ 240 bilhões do BB, R$ 139 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, R$ 53 bilhões para a cadeia de valor agro e R$ 48 bilhões para a agricultura familiar e médio produtor. Para custeio o banco destinou R$ 121 bilhões, para investimentos R$ 42 bilhões, R$ 24 bilhões para comercialização e industrialização e ainda R$ 53 bilhões para títulos, crédito agroindustrial e giro. Segundo ele, os recursos estão com taxas mais atrativas, inclusive, com redução em toda a linha do Pronaf. Para o segmento canavieiro, Ruan disse que o Moderagro, que oferece carência de dois anos, prazo de 10 anos e limites de R$ 880 mil a R$ 2,64 milhões por beneficiário, é uma excelente modalidade. A taxa é de 10,5% a.a.

E foi, justamente, em relação à taxa de juros, que o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, inicialmente se manifestou. Na opinião dele, elas ainda estão altas para a atividade produtiva, principalmente, a canavieira que gira apenas uma vez ao ano. Outra observação do dirigente canavieiro foi sobre a necessidade de a instituição ver uma forma de regionalizar as propostas, uma vez que o Brasil é um país continental e há uma enorme diversidade de realidades e também de sazonalidade de culturas. Ele também abordou a pouca disponibilidade dos recursos obrigatórios, cujas taxas são mais atrativas.

 José Inácio reconheceu, no entanto, a agilidade do banco e disposição de investir no segmento produtivo. “O Bando do Brasil tem recursos, tem representantes com boa vontade de atender nossas necessidades e, neste Plano Safra, até reduziu algumas taxas, mas é preciso criar uma modalidade especial para o Nordeste, para que a gente possa ter acesso aos recursos obrigatórios, que têm taxas mais atrativas, ou se criar linhas mais acessíveis, a exemplo das do FNE que, infelizmente, são muito difíceis de serem conseguidas. A burocracia e excesso de exigências são muito grandes para ter acesso aos recursos do Fundo”, afirmou José Inácio.

O Gerente de Relacionamento Agro, Jucelino Coutinho, lembrou da importância do produtor ter um cadastro bem feito e contar com uma assistência técnica, destacando que isso faz uma diferença enorme na agilização dos processos. “Já tivemos operações que foram iniciadas e finalizadas numa manhã. O Banco tem interesse em fomentar o segmento e tem recursos para tanto, mas, é preciso que o produtor preencha os requisitos da operação e saiba aproveitar as oportunidades como agora, quando se tem uma modalidade de investimento para compra de tratores com 100% de financiamento. Para que esperar a próxima safra se não haverá garantia de ter essa mesma facilidade”, reforçou Jucelino.

O secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Joaquim Hugo Vieira Carneiro, presente ao evento, destacou a importância dos investimentos no setor produtivo e reiterou que o Governo da Paraíba tem um olhar atento sobre todas as cadeias produtivas, independente do segmento e porte. “Para nós, não importa se é pequeno ou grande, porque tudo é agronegócio, e nós estamos atuando em várias frentes para impulsionar o setor em nosso estado, com um olhar plural, com várias ações e atividades, porque onde estiver um agricultor, seja com uma enxada ou com um trator, a gente deve estar junto”, disse o secretário. Quem também prestigiou o evento foi o Superintendente do Senar Paraíba, Sérgio Martins.

Além do Superintendente Comercial de Varejo João Pessoa, Paulo Marinho de Aguiar Júnior e do Gerente de Negócios Super Nordeste, Ruan Henrique Nunes Lemos, e do Gerente de Relacionamento Agro, Jucelino da Silva Coutinho, participaram do evento na Asplan o Superintendente Comercial Pessoa Física Nordeste,Vinícios Silveira, o Assessor de Agronegócios, Paulo Cesar Medeiros de Carvalho, e os Gerentes Gerais, Alexandre Nascimento da Silva, Júlia Narzina Azevedo de Lucena e Ana Karla do Rozario Camara. Na ocasião, foi anunciado que duas carretas agro estarão na Paraíba, em outubro, para realização de Circuitos de Negócios e Treinamentos Agro.

Superintendente do Senar Paraíba, Sérgio Martins
Superintendente Comercial de Varejo João Pessoa, Paulo Marinho Júnior
Secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Joaquim Hugo Vieira Carneiro
Representantes do BB que participaram do evento na Asplan
Secretário Joaquim Hugo Vieira Carneiro com o presidente da Asplan, José Inácio de Morais
Presidente da Asplan, José Inácio
O evento foi realizado no auditório da Asplan
Gerente de Negócios Super Nordeste, Ruan Henrique Lemos
A apresentação foi feita para produtores canavieiros
Apresentação do BB sobre recursos do Plano Safra aconteceu em João Pessoa, no auditório da Asplan

Banco do Brasil faz apresentação das linhas de crédito para o Plano Safra 2023/2024 para produtores canavieiros da Paraíba

Representantes do Banco do Brasil vão apresentar, nesta quinta-feira (06), aos produtores que atuam no setor canavieiro da Paraíba, as linhas de crédito disponíveis para o Plano Safra 2023/2024. A iniciativa partiu da instituição e teve o apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A apresentação acontecerá no auditório da entidade canavieira, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro, em João Pessoa. O evento é também aberto e qualquer produtor interessado no assunto, mesmo que de outra cultura.

            O Presidente da Aplan, José Inácio, explica que a apresentação é importante, já que o Banco do Brasil é a instituição financeira que mais disponibiliza recursos para o setor. “O BB é o principal parceiro do agronegócio no país, inclusive, é executor do Plano Safra, respondendo pela maior parte de todo o recurso que é destinado ao produtor rural no Crédito Rural, então essa explanação será importante e interessante para todos nós”, afirma José Inácio.

O presidente da Asplan lembra, inclusive, que os produtores paraibanos já contam, desde o último dia 1º, com uma agência especializada, a primeira com a carteira Estilo Agro da Paraíba. A agência fica na Rua Fernando Luiz Henrique dos Santos, no Jardim Oceania, em João Pessoa e funciona, das 10h às 16, tendo como Gerente de Relacionamento Agro, Jucelino Coutinho.

Banco do Brasil implanta primeira carteira Estilo Agro na Paraíba

Dados do IBGE atestam que em  2022 o agronegócio alcançou uma participação de 24,8% do PIB nacional, o equivalente a uma movimentação de R$ 2,5 trilhões. E um setor tão importante como esse merece atenção diferenciada. E foi partindo desta realidade, que o Banco do Brasil decidiu disponibilizar para os produtores paraibanos uma agência especializada, a primeira com a carteira Estilo Agro da Paraíba. A agência fica na Rua Fernando Luiz Henrique dos Santos, no Jardim Oceania, em João Pessoa e funciona, das 10h às 16h e, desde o dia 1º de Julho, disponibiliza mais essa carteira. O Gerente de Relacionamento Agro, Jucelino Coutinho, responde pelo serviço.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, elogiou a iniciativa do banco. “O Banco do Brasil dá um passo a frente ao disponibilizar uma agência especializada em atender o agro na Paraíba. Isso ajudará muito na prospecção e formalização de novos contratos. Tenho certeza de que faremos bons negócios”, disse ele.

Jucelino lembra que o Banco do Brasil é o principal parceiro do agronegócio no país, inclusive, por ser executor do Plano Safra, respondendo pela maior parte de todo o recurso que é destinado ao produtor rural no Crédito Rural. “Com essa agência estamos nos aproximando do setor com o compromisso de atender com excelência os produtores, atendo-os em sua plenitude, trazendo as melhores soluções e customizando as vantagens para o produtor, oferecendo um atendimento personalizado. O banco volta a ser protagonista neste processo de atendimento ao produtor rural na Paraíba com a disponibilidade desta agência”, finaliza Jucelino, que é especialista em Agronegócio pela ESALQ-SP.

O presidente da Asplan, José Inácio, com o representante do BB, Jucelino Coutinho e Cleanto,2º Vice-diretor Administrativo da Asplan

Projetos de custeio e investimento para safra 2023/2024 de cana-de-açúcar na Paraíba ultrapassam os R$ 17 milhões

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), por meio do Departamento Técnico (DETEC), elaborou 57 projetos agrícolas de custeio e investimentos para a safra 2023/2024, que juntos pleiteiam recursos às instituições financeiras na ordem de R$ 17.009.289,46 milhões. A elaboração de projetos técnico/financeiro para a aquisição de recursos direcionados ao custeio ou investimento para plantio de cana-de-açúcar na Paraíba é realizado anualmente para associados da entidade.

As propostas elaboradas, este ano, pelo DETEC totalizam 57 projetos, sendo 35 de custeio e 22 de investimento. Os recursos pleiteados foram direcionados para o Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF) e Sicredi.

            O Banco que mais recebeu propostas foi o BB, com 18 projetos de custeio de safra e 17 de investimento, totalizando 35 projetos. Ao Bradesco foram enviados 10 projetos de custeio. Para a CEF foram remetidos três projetos de custeio de safra, enquanto que para o BNB foi enviado dois projetos de investimento. Já para o Sicredi foram direcionados quatro projetos de custeio e três de investimento.

O serviço de elaboração dos projetos é feito pelo geotecnólogo da Asplan e responsável pelos projetos na entidade, Thybério Luna. “Com esse serviço nós oferecemos um suporte técnico-administrativo ao produtor para que ele possa, cada vez mais, investir e custear sua cultura melhorando sua produtividade”, afirma o Diretor Técnico do DETEC, Neto Siqueira.

             O DETEC da Asplan funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h00 às 17h00, e fica localizado no prédio sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, no Centro de João Pessoa.

Georreferenciamento

            O Departamento Técnico da Asplan também realiza trabalhos de georreferenciamento nas propriedades dos associados da entidade e, este ano, já mediu uma área total de 7.913,85 há, totalizando 74 propriedades atendidas pelo serviço prestado de forma gratuita aos associados da entidade.

A Asplan também fez um trabalho de georreferenciamento em 74 propriedades

Os projetos são para custeio e investimento na produção canavieira da Paraíba

Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira lembra importância do trabalho de elaboração de projetos