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Asplan promove alegria da criançada de escola rural em Cicerolândia com distribuição de ovos de chocolate pelo terceiro ano consecutivo

As 47 crianças que estudam na escola municipal rural Joaquim Torres, localizada no  assentamento Águas Turvas, em Santa Rita, tiveram um alegre motivo  para comemorar a Páscoa. É que elas receberam ovos de chocolate doados pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A entrega dos brindes aconteceu essa semana, na sede da escola que funciona na localidade. Esse é o terceiro ano consecutivo que a entidade promove essa doação. Desta vez foram 50 unidades.

O Diretor do Departamento Técnico (Detec) da Asplan, Neto Siqueira, lembra que boa parte dos pais das crianças é mini produtor de cana-de-açúcar e associado da entidade ou trabalhador que atua na cultura canavieira e que a Asplan abraçou essa ação também como forma de retribuir a dedicação do trabalho deles no campo. “Observamos que as crianças do assentamento nunca recebiam ovos de Páscoa e resolvemos tornar isso possível. Fizemos isso em 2023, repetimos em 2024 e estamos doando de novo esse ano. Tornar o dia destas crianças mais alegre, também alegra seus pais que são nossos trabalhadores”, afirma Neto.

A gestora da escola, Juliana Torres agradeceu a iniciativa da Asplan e disse que ela ajudou a manter a tradição da comemoração da Páscoa. “Neste período trabalhamos com os alunos o verdadeiro significado da Páscoa, que é a morte e ressurreição de Cristo, porém como existe a tradição dos chocolates e ovos de Páscoa, graças a doação da Asplan, já que a grande maioria dos estudantes são de baixa renda, a gente pôde presentear os alunos com os ovos”, destacou Juliana.

Os alunos também trabalharam o significado cristão da Páscoa
Professoras da escola e alunos na comemoração da Páscoa nesta semana
Os estudantes ganharam ovos de Páscoa graças a iniciativa da Asplan
Os estudantes da escola com seus ovos de páscoa
Outros estudantes contemplados com os ovos doados pela Asplan
A gestora da escola Juliana Torres recebendo a doação da Asplan
Os alunos tambpem trabalharam o significado cristão da Páscoa

É grande a dificuldade de mão de obra no campo destaca presidente da Unida durante participação em um dos painéis do UAPNE 2025

A gente vem passando por muitas dificuldades em relação à mão de obra no campo, que está cada vez mais difícil. A idade media do cortador de cana no Nordeste aumentou muito, o pessoal está sem querer registrar a carteira e as dificuldades em relação a essa questão são enormes. Há um Projeto de Lei tramitando no Congresso que já passou pela Câmara e, atualmente, está no Senado, que propõe que o safrista não perca nenhum benefício social se assinar a carteira. Isso deve contribuir para minimizar esse problema de mão de obra que hoje está cada vez mais precário”. Essa afirmação foi feita pelo presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Apelam), Pedro Campos Neto, nesta quarta-feira (27), durante participação, como moderador, do painel “A Responsabilidade Socioeconômica da Cadeia Bioenergética no Nordeste”, no Congresso Usinas de Alta Performance – UAPNEOrganizado pela ProCana Brasil, o evento aconteceu em Recife nos dias 26 e 27 de março.
Na abertura do painel, que contou com os palestrantes Alexandre Lima, Klécio Santos e Túlio Tenório, respectivamente presidentes da COAF, Pindorama e Copervales, Pedro enfatizou que já se tentou implementar várias culturas no Nordeste, a exemplo do eucalipto e seringueira, fruticultura, mas, a cultura que mais gera emprego é mesmo a cana-de-açúcar. “Eu sou a quinta geração de minha família plantando cana e posso dizer com propriedade que a geração de emprego no campo do Nordeste não pode ser dissociada da cultura canavieira”, reforçou ele. Sobre o sistema cooperativado, Pedro enalteceu a importância da união de esforços e talentos, destacando a relevância desse sistema de trabalho e os avanços que a Pindorama, Coaf e Copervales representam nesse processo de trabalho cooperativado. “Esse três cases de sucesso são gigantes. Não é fácil o sistema cooperativista no Nordeste e eu tiro o chapéu para vocês”, reiterou ele.
“Nosso primeiro contrato com a Usina Cruangi foi assinado no dia 31 de março de 2014 e, desde então, iniciamos nesse mundo do cooperativismo que, na realidade, começou com a cooperativa de insumos, cuja inspiração foi a Coagro, do RJ. Temos hoje 562 colaboradores na unidade industrial na produção de açúcar e álcool e cachaça. Nosso contrato de arrendamento com a usina vai até 2040. Começamos com 291 mil toneladas de cana moída e hoje já atingimos o recorde de 1,53 bilhão de toneladas de cana há três anos e, este ano, nos moemos 880 mil. E a gente tem que trabalhar muito porque uma usina tem um capital social enorme e a gente não pode admitir que não se feche mais nenhuma usina”, afirmou Alexandre Lima, Presidente da COAF/AFCP.
Em seguida falou Klécio Santos, Presidente da Cooperativa Pindorama. “Já estamos na 43ª safra, e esse período, significa muita luta, muito sacrifício, muito aprendizado, sul de Alagoas, a 110 km de Maceió. Área própria de 30 mil hectares, distribuída com 15 mil hectares de cana, 5 mil de pecuária, 1000 com coco, 300 com abacaxi, 100 com acerola, entre outras culturas, dividida em 1400 lotes, com a participação 32 mil pessoas e 1050 associados, produzindo diversos produtos e serviços, com 14 unidades industriais inseridas neste contexto. E uma cooperativa neste modelo é um desafio permanente. Mas, estamos atentos, seguindo em frente e avançando porque entendemos que quando se fecha uma usina, se mata uma comunidade”, afirmou Klécio.
E encerrando o painel, falou o presidente da Copervales, Túlio Tenório. “A Copervales surgiu em 2014, no município de Murici (AL), para otimizar custos de produção e diversificar nossa atividade, com a primeira moagem em 2015. Enfrentamos muitos desafios no início, sendo o acesso ao crédito o mais difícil deles. Mas, juntamos alguns fornecedores e levantamos recursos para colocar a usina para funcionar. Hoje, 95% do nosso produto é para exportação, o açúcar para o mercado interno é muito pouco e temos cerca de dois mil empregos diretos. O cooperativismo é comprometimento e nós cobramos muito isso de nossos associados”, reforçou ele.
“Fiquei muito feliz em participar do UAPNE25, que é um evento importante para o setor bioenergético, onde todos aqui reafirmam o compromisso com o fortalecimento do setor e o desenvolvimento sustentável do Nordeste, no firme propósito de contribuir para o crescimento econômico da região”, finalizou Pedro.
Túlio Tenório falou sobre a Copervales
Alexandre Lima falou sobre a COAF
Klecio Santos falou sobre a Pindorama
Pedro Campos Neto foi moderador do painel ‘A responsabilidade socieconômica da cadeia bionergética no NE’
Eduardo de Queiroz Monteiro, do Grupo EQM, foi palestrante do primeiro dia do evento
José Bolivar, da Japungu, foi palestrante do primeiro dia do evento
Luis Augusto, Pedro Neto e Gabriel Rangel da Asplan
Tulio, Klécio, Alexandre, o promotor do UAPNE, Josias, e Pedro Neto
Mário Lorencatto, da Usina Coruripe, foi palestrante do primeiro dia do evento
Carol e Gabriel Rangel, Pedro Neto e Luis Augusto da Asplan no UAPNE 2025

Asplan tem destacada participação no Tecnobio NE 2025 com case sobre produção de insumos e manejo biológico de pragas em canaviais

O controle biológico de pragas e doenças das pequenas e grandes culturas avança em ritmo acelerado no Brasil. Atualmente, o setor tem mais de 400 produtos biológicos registrados no país. No entanto, ainda há um desconhecimento geral sobre a tecnologia de aplicação desses bioprodutos e o potencial de uso, o que pode comprometer essa prática. E foi para debater questões ligadas a esse tema que surgiu, em 2013, o evento TECNOBIO CANA NORDESTE  que teve sua terceira edição, no 19 de março, com destacada participação da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), através da apresentação do case de sucesso da associação que mantém duas biofábricas na Estação de Camaratuba, feita pelo biólogo Roberto Balbino.
Roberto participou do painel ‘Fórum Manejo Biológico em Canaviais’ juntamente como professor doutor Alexandre Pinto, que atuou como moderador, e teve a participação do Dr. Elio Guzzo, da Embrapa, de Pedro Sarmento, da Usina Santa Clotilde e do engenheiro agrônomo da BP Bioenergy, Hairá Reis. O Fórum encerrou a programação do 3º TECNOBIO CANA NORDESTE, que foi realizado na cidade de Maceió (AL).
“Participei como palestrante do Fórum e falei sobre atualização do manejo de pragas com Bioinsumos, mostrando o trabalho que a Asplan vem desenvolvendo com os fornecedores na utilização de controle biológicos utilizando Metarhizium anisopliae e Cotesia flavipes”, afirmou Roberto que é responsável pela produção na Estação que, no ano passado, tratou, 48.835,5 hectares, com a utilização de 195.342 copos e produziu 8.750kg de fungo. Além de ser utilizada na Paraíba, a produção da Estação também é usada em lavouras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Roberto, recentemente, foi aprovado após defesa de doutorado com uma abordagem sobre a dinâmica e infestação deDiatraea impersonatella emvariedades de cana-de-açúcar em sistemas irrigado e sequeiro.
Roberto Balbino, da Asplan, com o professor doutor Alexandre de Pinto Sene, da Occasio
Painel sobre manejo biológico em canaviais
Roberto Balbino representou a Asplan no evento

A recondução de Paulo Leal e Alexandre Lima fortalece a Feplana que continua a ter líderes respeitados em seu comando diz Pedro Campos Neto

A recondução de Paulo Leal e Alexandre Andrade Lima para a presidência e vice-presidência da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), segundo o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, fortalece a entidade e também a defesa do setor em nível nacional. “Tanto Paulo Leal, quanto Alexandre Lima são pessoas que conhecem profundamente o setor canavieiro e trabalham com bastante dedicação para que ele se fortaleça. Então a recondução deles para mais um mandato é bom para o setor que tem a certeza da continuidade das lutas e defesas da classe produtora”, afirma o dirigente canavieiro.
Pedro Campos Neto lembrou ainda do nome de José Inácio de Morais, que integra a atual e futura gestão e que também foi reconduzido ao cargo de 1
º Secretário da Feplana em eleição que aconteceu nesta quarta-feira (19), em Brasília. “Como vice-presidente da Asplan, tendo José Inácio como presidente, posso afirmar que a Feplana conta com um produtor experiente, um profissional competente, um líder respeitado e que agrega valor em qualquer cargo que ocupar”, disse ele. A nova gestão vai conduzir a Feplana no biênio 2025-2028.
Outra questão destacada por Pedro durante assembleia da Feplana foi o encontro com o deputado federal, Arnaldo Jardim. “Tenho profundo respeito por esse parlamentar que nos apoia, defende nossas causas no Congresso Nacional e tem sido um importante aliado no avanço de questões de interesse do setor produtivo, especialmente do canavieiro e fiquei muito feliz de reencontrá-lo na eleição da Feplana”, disse Pedro Campos Neto, que também é presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA.
Paulo Leal comandará a Feplana entre 2025 e 2028
Assembleia aconteceu no dia 19 de março, em Brasília
Paulo Leal durante a assembleia que o reconduziu a presidência da Feplana
José Inácio, da Asplan, deputado federal, Arnaldo Jardim, e Pedro Campos Neto, da Unida
Nova diretoria da Feplana vai comandar a entidade de 2025 a 2028

Paulo Leal e Alexandre Lima são reconduzidos ao comando da Feplana e presidente da Asplan continua como 1º Secretário

Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) reuniu associados nesta quarta-feira (19), em Brasília, e durante assembleia geral os atuais presidente e vice-presidente da entidade, respectivamente, Paulo Leal e Alexandre Andrade Lima foram reconduzidos aos cargos, por unanimidade. A nova gestão compreende o biênio 2025-2028. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que já ocupava o cargo de 1º Secretário na diretoria, também teve seu nome referendado para permanecer na mesma função.
“Integrar uma equipe tão competente, com pessoas que conhecem profundamente o universo canavieiro e trabalham diuturnamente para fortalecê-lo, como Paulo Leal e Alexandre, é sempre uma honra e mais ainda porque a Feplana nos representa em nível nacional, o que a torna uma entidade fundamental na defesa dos interesses de nosso setor e em todas as regiões do país”, afirmou José Inácio logo após a proclamação do resultado da eleição.
Além de Paulo Leal, Alexandre Lima e José Inácio integram a nova gestão, o 2° vice-presidente, Tito Inojosa/RJ, a 2ª Secretária, Nádia Gomiere/SP, o 1° tesoureiro, Luis Scabello/SP, o 2° tesoureiro, Luiz Dalben/SP, além dos conselheiros titulares Marcelo Rangel/SP, Eduardo Quintanilha/PR e Hermano Neto/RN, tendo como suplentes José Amado/SE, Edgar Lehay/AL e Marcelo Hamdan/BA.
Presidente da Asplan participou da assembleia e foi reconduzido ao cargo de 1º Secretário da Feplana
Paulo Leal foi recinduzido ao cargo de presidente da Feplana para o período 2025-2028
Nova diretoria da Feplana
José Inácio, deputado Arnalddo Jardim, e Pedro Neto durante assembleia da Feplana
Assembleia de eleição da Felpana aconteceu no dia 19 de março, em Brasília
Presidente da Asplan, José Inácio, participou da assembleia da Feplana, em Brasília

Alunos do curso de Agroecologia conhecem trabalho de produção de insumos biológicos da Estação Experimental de Camaratuba

Estudantes do curso de Bacharelado em Agroecologia do CCHSA, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), do Campus de Bananeiras, visitaram no último dia 13 de março as instalações da Estação Experimental de Camaratuba. Mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), o local tem duas biofábricas de produção de insumos biológicos, uma de Cotesia flavipes (vespas) e outra de Metarhizium anisopliae (fungos).
A turma de 15 alunos foi acompanhada pelas professoras Dra. Maria José, titular da disciplina, e pela Coordenadora pedagógica do curso, Dra. Isabela Rangel. Durante a visita, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer todos os processos de produção do parasitoide Cotesia flavipes e de sua atuação, com atividades práticas e teóricas. Eles também puderam ver de perto a ação dos fungos entomopatogênicos no controle de isentos/pragas. A visita foi guiada pelo Biólogo, Roberto Balbino, que coordena os trabalhos na Estação, e pela funcionária Oziene Vicente.
A produção de insumos biológicos da Estação de Camaratuba tratou, ao longo do ano de 2024, 48.835,5 hectares, com a utilização de 195.342 copos e produziu 8.750kg de fungo. Além de ser utilizada na Paraíba, a produção da Estação também é usada em lavouras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. “O uso de bioinsumos agrega valor à cultura porque há um controle natural das pragas e no caso do uso da Cotesia flavipes, ela própria procura a praga e a elimina encerrando o ciclo do ataque da praga na planta”, explicou Roberto aos estudantes.
Os controladores biológicos são distribuídos gratuitamente para os associados da Asplan e vendidos a preços acessíveis para o mercado. A Estação, atualmente, conta com uma equipe de 25 profissionais e fica situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca.

Presidente da Unida e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool elogia ação do governo de regulamentar o Renovabio

O anúncio do governo federal sobre o endurecimento das regras do RenovaBio, programa que incentiva o uso de biocombustíveis no Brasil, agradou o setor produtivo do Nordeste. “É uma ótima notícia essa, pois ela se propõe a aumentar as penalidades para distribuidoras que não cumprirem suas metas, garantindo, assim, uma divisão mais justa dos ganhos com os CBIOs (créditos de descarbonização) entre produtores de cana-de-açúcar e biocombustíveis”, afirma o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto.
O anúncio da regulamentação foi feito nesta segunda-feira (10) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante uma reunião com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEP). Para Pedro Campos Neto a medida vai além de aumentar as penalidades para distribuidoras que não cumprem suas metas. “Ela também vai proibir a compra de combustíveis por empresas que descumprirem as regras do setor e isso será um desestímulo para quem não estiver adequado às normas do Renovabio. A tendência é que isso melhore e aperfeiçoe o Programa”, afirma Pedro.
Sobre a decisão do Governo Federal de zerar o imposto de importação sobre vários produtos, inclusive do açúcar, Pedro Campos Neto avalia que a atitude mais adequada seria baixar os impostos que os produtores de açúcar pagam e não zerar a alíquota de importação.

Pedro Campos Neto elogioiu iniciativa do Governo Federal de regulamentar o Renovabio

O Governo da Paraíba dá um passo importante ao construir estradas e realizar obras na região de Itapororoca afirma Presidente da Asplan

“Será um grande avanço para agricultura local e facilitará muito o escoamento da produção não apenas do abacaxi, mas, sobretudo da cana-de-açúcar, que tem especial presença na região, promovendo ainda mais desenvolvimento e progresso”. Essa afirmação do presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, faz referência ao anúncio feito pelo governador João Azevêdo sobre a construção de estradas entre os trechos de Itapororoca, Cuité de Mamanguape até o entroncamento com a PB 073, em Mari, interligando regiões importantes para a produção agrícola paraibana e deslocamento das pessoas.
O trecho, que aproveita uma ponte já concluída na região em 2024, compreende  32 km, com um investimento de R$ 56 milhões. A ordem de serviço para o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) licitar o trecho foi assinada nesta segunda-feira (10). Além desta estrada, o governador assinou ainda outra obra viária entre Itapororoca e Curral de Cima, com mais 22 km, além do trecho de Estacada, um distrito referencia na região, somando mais R$ 35 milhões de investimento.
“Precisamos reconhecer a grandeza destas obras que vão promover uma interligação importante entre esses municípios, favorecendo sobremaneira não apenas o escoamento da produção local, mas a mobilidade naquela região o que, inevitavelmente, se transforma em mais desenvolvimento para a Paraíba”, reitera o presidente da Asplan, lembrando que embora o governador tenha se esquecido de citar a produção canavieira na região, se atendo apenas ao abacaxi, a cana-de-açúcar é uma cultura que ocupa lugar de destaque na localidade, além de ser a mais expressiva da Paraíba.
Governo da Paraíba anuncia construção de estradas que ligam Itapororoca, Cuité de Mamanguape e Mari
A ponte construída em Itapororoca foi inaugurada em maio de 2024 – Foto Secom
José Inácio elogiou anúncio feito pelo governo estadual de construir estradas na Paraíba

Perspectivas climáticas seguem favoráveis para março e abril atesta boletim sobre previsão do tempo divulgado pela Asplan

As precipitações registradas neste primeiro bimestre do ano no estado da Paraíba, no período de 1 de janeiro a 28 de fevereiro, na área do setor leste, compreendida entre as microrregiões do Litoral Norte, Litoral Sul, João Pessoa e Brejo, apresentaram totais pluviométricos predominantemente acima da média histórica e, principalmente, nas microrregiões de João Pessoa e do Litoral Sul, onde os totais acumulados no período ultrapassaram os 500,0 mm, em João Pessoa e Pitimbu com 504,8 mm. Esses índices, segundo boletim sobre previsão do tempo divulgado pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), são índices muito representativos e considerado muito anômalos para o período, já que janeiro e fevereiro, climatologicamente, são considerados meses normais do período de estiagem sobre a faixa litorânea do estado da Paraíba.
O boletim, que é enviado regularmente para os associados da entidade, é produzido pelo Doutor em Meteorologia, Dr. Alexandre Magno, ainda detalha que nos demais municípios do setor leste da Paraíba também foram registrados índices pluviométricos muito representativos, sendo os maiores acumulados, acima de 400,0 mm, sendo observados nos municípios de Caaporã, com 485,0 mm, Santa Rita, com 479,4 mm, Alhandra, com 450,3 mm, Conde, que atingiu 442,8 mm, Bayeux com 437,0 mm, Baía da Traição, com 433,3 mm, Cabedelo, com 417,6 mm e Mataraca, com 409,7 mm.
Segundo previsão do meteorologista, como o fenômeno La Niña encontra-se desconfigurado e apresentando padrão de neutralidade sobre o Oceano Pacífico tropical, o atual padrão de atuação não traz impactos diretos desfavoráveis ao clima do Nordeste do Brasil durante o período chuvoso que se inicia sobre o setor leste da Paraíba. Deste modo, a atual condição climática do Nordeste do Brasil (NEB), passa a depender das condições reinantes sobre a bacia do Oceano Atlântico Tropical.
Como toda a bacia do Oceano Atlântico tropical, principalmente na área próximo à costa leste do litoral paraibano, encontra-se aquecida e com temperaturas em torno de 28oC (próximo ao litoral do NEB), é altamente favorável à incursão de instabilidades atmosféricas e formação de sistemas convectivos que se estabelecem no oceano e se deslocam para o continente. Com isso, segundo o boletim, com a continuidade do aquecimento das Temperaturas da Superfície do Mar (TSM) sobre o Atlântico Tropical, principalmente sobre a costa leste do estado da Paraíba, contribuem para manutenção das precipitações pluviométricas na região e consequente melhoria do quadro de chuvas em todo o setor leste da Paraíba (mesorregiões do Litoral Norte, Litoral Sul, João Pessoa e Brejo), com perspectivas de favorecimento climático neste próximo bimestre e a manutenção das precipitações pluviométricas em toda a faixa leste paraibana.
Ainda de acordo com o boletim, diversos modelos de previsão climática continuam apontando para que o próximo bimestre mantenha precipitações pluviométricas na categoria de normal a ligeiramente acima da média, refletindo, assim, o favorecimento atmosférico sobre o Nordeste do Brasil. O mês de março representa, climatologicamente, a pré-estação chuvosa do setor leste da Paraíba, como período normal das precipitações pluviométricas na região. Deste modo, o período normal das chuvas começa a se estabelecer e os totais climatológicos aumentam em intensidade e regularidade, dando a chegada de um período de precipitações pluviométricas mais regulares e temperaturas mais baixas na região, com a continuidade das precipitações pluviométricas no decorrer dessa segunda semana do mês de março, marcando o início do período normal de chuvas sobre a faixa litorânea e áreas adjacentes.
Para o diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira, as previsões trazem boas notícias para os produtores. “No ano passado nós sofremos bastante com a estiagem, inclusive, com comprometimento de safra de quem não pôde irrigar sua cana e saber que as perspectivas são otimistas em relação às precipitações nos deixam mais tranquilos”, afirmou ele.
Diretor técnico do Detec da Asplan, Neto Siqueira, destaca importância das previsões
Alexandre Magno Teodósio de Medeiros é Doutor em Meteorologia e o profissional responsável pela elaboração dos boletins

Presidente da Asplan diz que 1% de crédito complementar não vai resolver problema da não liberação dos recursos do Plano Safra

“O Governo anunciou um Plano Safra de R$ 400,59 bilhões e agora determina, através de Medida Provisória, que vai disponibilizar a título de crédito suplementar R$ 4 bilhões, ou seja, apenas 1% do valor inicialmente divulgado. Esse valor é irrisório frente às necessidades que tem o setor produtivo nacional e não vai resolver o problema de crédito e incentivo à agricultura do Brasil, que tem prazo para plantar e também para colher”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
Para José Inácio, além de o volume ser insignificante, outra questão se põe na ordem do dia: “Quais serão os critérios de acesso a esse montante?”, questiona ele que também critica a inércia do governo, que diante da não votação do orçamento pelo Congresso Nacional no final do ano passado, não se adiantou com outras alternativas. “A gente sabe que o Banco do Nordeste tem recursos do FNE e que estes independem do orçamento ser votado. Então, por que o governo não sinaliza uma solução utilizando esses recursos?”, pondera ele.
Para o dirigente canavieiro, a flexibilização do Banco do Nordeste com a destinação de crédito para cooperativas já foi um avanço que poderia ser estendido ao setor produtivo também. “Se o produtor de cana não pode ter acesso ao crédito, por alguma restrição, porque o governo não flexibiliza o acesso de outras formas? Melhor do que destinar 1% do Plano que não resolverá o problema da imensa maioria dos produtores”, reitera José Inácio.
Para ele, há saídas, basta o governo querer. “O governo tem que tentar viabilizar o acesso ao crédito junto ao Banco do Nordeste, porque a gente sabe que, na atual conjuntura, o governo não tem como liberar recursos por causa da não votação do orçamento. Se o presidente insistir em apenas disponibilizar esse crédito complementar irrisório, não vai atender o setor produtivo e isso gerará impactos negativos imensuráveis na economia e na produção agrícola nacional chegando, inevitavelmente, à mesa do cidadão brasileiro”, finaliza José Inácio.
Presidente da Asplan, José Inácio diz que liberação de 1% do valor do Plano Safra não atende setor produtivo