Asplan
Produtor de cana paraibano com propriedade modal própria de 100 ha teve R$ 28 de margem líquida positiva na safra 24/25 diz estudo
Após o preenchimento de uma planilha de custos de produção local, que levou em consideração todas as despesas e investimentos que teve o produtor canavieiro paraibano para produzir na safra 24/25, a partir de uma propriedade modal de 100 hectares e de cinco cortes, a equipe do Projeto Campo Futuro chegou à conclusão que houve uma margem líquida positiva de R$ 28,00. Os dados que culminaram nesse resultado foram tabulados e apresentados na manhã desta terça-feira (2), na sede da Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa). Diretores e integrantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) forneceram os dados para o estudo que será apresentado em sua integralidade no dia 14 de agosto próximo, em João Pessoa.
Ao analisar e tabular o custo de produção de cana-de-açúcar, incluindo muda, preparo, plantio e tratos culturais, os parâmetros técnicos, gastos com mão de obra, utilização de maquinário, insumos, despesas administrativas, depreciação, remuneração do proprietário, remuneração da terra e capital, entre outros itens, a Analista de Custos Cana da Pecege, Lorena Hanzawa, e a Assistente Técnica da CNA, Eduarda Lee Ferreira, da equipe do Campo Futuro, que conduziram o levantamento estimaram em R$ 11.125 o custo médio de formação do canavial por hectare na Paraíba, levando em consideração uma meta de produção de 58,8 toneladas por ha, numa cana de cinco cortes. Ainda sobre investimento na produção de cana, o levantamento ainda mostrou um custo operacional por tonelada de R$ 172,97, com um faturamento de R$ 201,00.
Para o 1º vice-presidente da Asplan e presidente da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que participou do estudo e colaborou no levantamento dos dados, esse estudo é muito importante para os produtores se aprofundarem nesta questão tendo uma visão mais profissional de seu negócio. “A oscilação de preços do mercado de commodities não tem interferência da gente que produz, portanto o que precisamos fazer é agir da porteira para dentro, baixando e racionalizando custos, aumentando a produção e longevidade do canavial, crescendo verticalmente, investindo em irrigação, fazendo o manejo de forma adequada, por exemplo, para não perder a socaria e melhorando práticas. Com esses dados consolidados, temos também uma visão global de nosso negócio o que nos permite ter decisões mais assertivas”, destacou Pedro.
O diretor do Departamento Técnico da Asplan, Neto Siqueira que também colaborou com a consolidação dos dados, reforça que o produtor não pode encarar os custos de produção como despesa apenas, mas como investimento. “É importante saber o custo por hectare, tanto quanto se vai ganhar e para isso é preciso conhecer os detalhes destes cálculos de custos da produção, e isso a gente tem bem consolidado com o projeto Campo Futuro”, afirmou Neto Siqueira, que estava acompanhado de seu pai, o também produtor canavieiro e 2º vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato.
Pedro Neto lembra que os produtores canavieiros estão muito acostumados a mexer com fluxo de caixa, mas pouco familiarizados com cálculos de custos. “O fluxo de caixa é que mantém nosso negócio vivo, mas é preciso saber sobre como e onde investir, o que se gasta, para ter uma boa safra, e esses parâmetros do Campo Futuro nos dão um panorama geral de tudo isso”, finalizou ele.
Campo Futuro – É um projeto realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O projeto, que se destina aos produtores rurais, é efetivado em parceria com as seguintes universidades e centros de pesquisas: Cepea Esalq/USP; CIM/UFLA; Labor Rural/UFV e Pecege, este último no caso da cana-de-açúcar.






A grande preocupação do setor produtivo é com a elevada taxa de juros afirma presidente da Unida sobre Plano Safra 25/26
O Plano Safra 2025/26 anunciado nesta terça-feira (1) terá R$ 516,2 bilhões destinados a financiamentos da agricultura empresarial brasileira para custeio, comercialização e investimentos. Isso significa uma alta de 1,5%, o equivalente a R$ 8 bilhões a mais em relação ao plano anterior. Apesar de um maior volume de recursos, alguns setores criticaram a elevada taxa de juros que varia entre 8,5% e 14% ao ano. “Essa elevada taxa de juros torna o crédito rural praticamente inacessível para a maioria dos produtores. É importante ter um maior volume de recursos, mas com taxas mais atrativas”, afirma o presidente da União Nordestina de Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, que acompanhou o lançamento do Plano, em Brasília.
No Plano Safra anterior, lembra Pedro, os juros oscilavam de 7% a 12%. Segundo ele, a explicação do Governo para elevação dos juros foi a escalada da Selic que passou de 10,5% a 15% ao ano entre as safras. Também presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto reconhece o esforço do Governo Federal em disponibilizar recursos para fomentar a agricultura e pecuária do país numa conjuntura desfavorável de recursos, mas, reitera que a elevação da taxa de juros, num momento crítico de baixa nos preços das commodities nos últimos anos e diante de um aumento do endividamento dos produtores rurais do Brasil, desestimula o produtor a tomar emprestado esses recursos.
Ele destaca, no entanto, o crescimento nominal do crédito que destinou R$ 414,7 bilhões para custeio e comercialização, 3,34% mais que na temporada passada que foi R$ 401,3 bilhões, porém faz uma ressalva para a redução de recursos para as linhas de investimento de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, o equivalente a 5,41%. “Isso também limita a ampliação dos negócios para o setor”, disse Pedro.




Equipe do Projeto Campo Futuro volta a Paraíba para mapear custos de produção de cana-de-açúcar
Na próxima quarta-feira (2), a partir das 9h30, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participa de um importante momento com a equipe do projeto “Campo Futuro”, que reúne produtores, técnicos e representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) e Pecege para mapear os custos de produção da cana no Estado na safra 24/25. O evento acontece na sede da Faepa, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.
O objetivo do mapeamento de custos, explica o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira, é aprofundar o conhecimento sobre as despesas dos produtores canavieiros com insumos, mão de obra, maquinário e logística. “Quanto mais a gente tiver esses dados consolidados, melhor planejaremos a safra e teremos tomadas de decisões mais assertivas em relação a margens de lucro, negociação de compras e eficiência de produção”, afirma Neto, convidando os associados para se fazerem presentes na reunião.
O projeto Campo Futuro é coordenado pela CNA, com suporte técnico do Pecege e articulação da Faepa. O levantamento coleta dados diretamente de produtores e tem o objetivo de subsidiar desde estratégias individuais até políticas públicas para as regiões produtoras de cana-de-açúcar. E neste aspecto a Paraíba ocupa lugar de destaque por ser o terceiro maior produtor de cana do Nordeste, ficando atrás em volume apenas de Alagoas e Pernambuco.
Asplan compra desfibrilador e treina equipe para saber agir em caso de primeiros socorros
O que fazer com alguém que está engasgado, como agir em caso de parada cardíaca, como ajudar alguém em convulsão ou que sofreu uma fratura, o que fazer com a pessoa que desmaia ou se afoga e como proceder em caso de necessidade de massagem cardíaca. Essas questões foram abordadas, na manhã desta segunda-feira (30), durante um treinamento conduzido pelo médico Tarcísio Campos. O momento serviu para apresentar como funciona o desfibrilador recentemente adquirido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e também para treinar a equipe para agir em situações de emergência, com noções básicas de primeiros socorros.
“A proposta deste treinamento foi a de capacitar a equipe da Asplan com práticas seguras de primeiros socorros para atuação em vários cenários que acontecem no nosso cotidiano”, explica o médico que também integra a equipe da Associação. No caso de desmaios, ele explicou que uma ação rápida pode prevenir lesões adicionais. “Neste caso, deve se deitar a pessoa, mantendo a cabeça mais baixa que o restante do corpo, pois isso ajuda a reestabelecer o fluxo sanguíneo para o cérebro e virar a cabeça da pessoa para o lado para que ela não se sufoque com a saliva ou vômito”, explicou Dr. Tarcísio, lembrando que não se deve jogar água no rosto da pessoa, nem oferecer qualquer substância para cheirar ou beber.
No caso do engasgo, ele demonstrou como fazer corretamente a manobra de Heimlich, que consiste em posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a com as mãos fechadas acima da altura do umbigo, apertando o abdômen com movimentos rápidos para cima, como se estivesse tentando levantar a pessoa. “Essa simples (comprimindo o diafragma) porém eficaz (manobra Heimlich) salva vidas”, reitera Dr. Tarcísio.
Sobre ação de alguém que sofre fratura exposta ou fechada, o médico explicou que a prioridade é controlar o sangramento quando houver e imobilizar a área, mas sem mexer no osso quando se tratar de fratura externa e chamas o serviço de emergência ou levar a pessoa a um hospital. Neste caso, ele alerta para o perigo de fratura fechada que muitas vezes pode ocasionar sangramentos internos não identificados que dependendo da dimensão e volume podem levar a complicações e até ao óbito. “As pessoas se assustam quando vem um osso de fora, mas, em alguns casos é mais perigoso a fratura interna, por isso, em ambos os casos é preciso buscar assistência hospitalar”, reforça ele.
Em relação a como agir quando houver uma crise epilética, o médico reforçou que a prioridade é afastar objetos que possam causar mais lesões a pessoa durante os movimentos involuntários, não tentar conter os movimentos, e observar a duração da crise, que dura em torno de cinco minutos, e virar a cabeça da pessoa para evitar que ela se sufoque com saliva e vômito.
Quanto à parada cardiorrespiratória, Dr. Tarcísio reforçou que o agir nestes casos precisa ser imediato e que além de socorrer a vítima com massagens cardíacas e respiração boca a boca, alternando as duas medidas, deve-se ligar para o SAMU (192). Caso haja a disponibilidade do desfibrilador, o equipamento deve ser usado de imediato. Com ajuda de um protótipo, o médico fez simulações de socorro alternando compressões e ventilações. Ele lembrou que a massagem cardíaca deve ter de 100 a 120 compressões por minuto e que elas devem ser firmes e rápidas. “Essa compressão deve ser realizada no centro do tórax da pessoa, com ela deitada no chão e com as pernas estiradas”, reforça o médico. Ainda segundo ele, a preocupação da Asplan em treinar a equipe é louvável. “Uma equipe bem treinada pode prestar os primeiros atendimentos, estabilizar a vítima evitando o agravamento do quadro até a chegada do socorro médico e o que a Asplan está fazendo aqui é agindo preventivamente”, disse ele, elogiando a iniciativa da Associação a adquirir o desfibrilador. “Esse equipamento que ajuda a salvar vidas, infelizmente, não tem um preço acessível, mas ele é fundamental numa situação de parada cardiorrespiratória e a Asplan está de parabéns por adquiri-lo e isso, além deste treinamento, reforça o compromisso da entidade com seus funcionários e associados”, finaliza Dr. Tarcísio.
A Gerente Administrativa da Asplan, Kiony Vieira, explica que a Associação adquiriu o equipamento pelo comprometimento que tem com a saúde dos colaboradores, visitantes e clientes. “O DEA pode salvar vidas e temos um fluxo bastante considerável de pessoas no prédio e, em muitos casos, o SAMU pode demorar mais que 10 minutos para chegar. Com um DEA a gente pode antecipar o socorro e manter a pessoa viva até a chegada do atendimento especializado”, reforça ela.









Câncer bucal: prevenção, diagnóstico e impacto nos trabalhadores canavieiros e aqueles expostos ao sol
O câncer bucal é uma doença que afeta diversas partes da boca, como lábios, gengivas, língua e garganta. No Brasil, é o oitavo tipo de câncer mais frequente, com uma estimativa de 15.100 novos casos por ano, sendo 72% deles em homens. E os trabalhadores canavieiros e aqueles que ficam expostos ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis ao câncer bucal devido à exposição prolongada e, em alguns casos, ao uso de tabaco e álcool. O dentista da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Jadelson Filho, que acaba de ser aprovado no processo seletivo do curso ‘Diagnóstico Precoce do Câncer de Boca’, do Instituto Nacional do Câncer, faz o alerta para a importância da prevenção e do cuidado deste tipo de malignidade.
O odontólogo chama atenção para um estudo realizado com trabalhadores rurais no Nordeste que revelou que 91% deste público nunca realizou o autoexame para detecção precoce da doença e muitos desconhecem os fatores de risco associados. Ele explica que entre os trabalhadores canavieiros e aos expostos a radiação solar de forma direta, a lesão bucal mais comum associada ao câncer é o carcinoma espinocelular (ou carcinoma de células escamosas), que representa mais de 90% dos casos de câncer bucal no Brasil. “Ele aparece nos lábios, especialmente o inferior, por conta da exposição ao sol, na língua e assoalho da boca e é uma ferida que não cicatriza, geralmente indolor no início, podendo apresentar bordas endurecidas e crescimento progressivo”, afirma Jadelson, lembrando que a ainda a queilite actínica, que é uma lesão pré-maligna comum nesses trabalhadores, principalmente nos lábios, pode evoluir para câncer se não for tratada adequadamente.
Como fatores de Risco, além da exposição solar sem proteção que é especialmente perigosa para os lábios, ele destaca o Tabagismo, que é responsável por cerca de 90% dos casos, o consumo excessivo de álcool, que potencializa os efeitos nocivos do tabaco, a infecção pelo HPV, associada a alguns casos de câncer de orofaringe, além da má higiene bucal que favorece o desenvolvimento da doença. “Se o trabalhador notar feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou vermelhas na boca ou língua, inchaço ou caroços na região da boca ou pescoço, dificuldade para mastigar ou engolir e dor persistente na boca, precisa consultar um dentista imediatamente”, reforça ele.
Como formas de prevenir as lesões cancerígenas na boca para quem trabalha exposto ao sol, o dentista orienta o uso diário de protetor solar labial com FPS 30 ou superior, de chapéus de aba larga para proteção direta do rosto, evitar o tabagismo e o consumo de álcool, realizar o autoexame labial e ter um acompanhamento odontológico regular. “O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos invasivos”, destaca Jadelson Filho, reiterando que a conscientização e o acesso à informação são essenciais para a prevenção do câncer bucal, especialmente entre os trabalhadores canavieiros e expostos ao sol de forma direta.
Para realizar um trabalho preventivo, a Asplan ampliou os atendimentos odontológicos aos associados e seus trabalhadores para além do consultório odontológico que funciona no prédio sede, em João Pessoa e levou essas consultas para o campo, nas fazendas dos produtores. “Passamos, desde o ano passado, a ofertar esse serviço de avaliação dos trabalhadores que é feito junto com as visitas do médico do Trabalho, Dr. Tarcisio Campos, e nos exames in loco, pudemos ver trabalhadores com lesões pre-malignas (chamadas queilite actínica que se não fossem tratadas a tempo evoluiriam para o câncer bucal”, explica Jadelson, complementando que quando isso acontece é dado informações e o tratamento clinico ao colaborador, que passa a ser acompanhado pelos dentistas da Asplan. “Vale ressaltar que o cuidado da Odontologia vai além dos dentes, ela desempenha um papel importante na prevenção de doenças sistêmicas e no tratamento de condições que afetam a qualidade de vida”, finaliza Jadelson Filho, lembrando que consultas regulares ao dentista, acompanhadas de uma rotina de higiene oral rigorosa, são essenciais para prevenir problemas bucais e, por sua vez, proteger a saúde geral. A equipe de Odontologia da Asplan também é formada pela dentista Wilma Dantas, os atendimentos acontecem de segunda a sábado e são gratuitos para fornecedores, familiares e seus trabalhadores.





Presidente da Unida e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool afirma que Brasil deu um grande passo ao aprovar aumento da mistura de etanol à gasolina
“Essa decisão vem em um momento importante, justamente quando a oferta de etanol vem numa crescente muito grande, devido ao etanol de milho. Veio na hora certa, e deve acomodar o mercado e consolidar o Brasil no protagonismo político e geopolítico na economia de baixo carbono, na redução das emissões e no estimulo a produção e ao uso de combustíveis renováveis”, afirma o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do MAPA, Pedro Campos Neto.
O dirigente canavieiro refere-se à aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30% e de 14% para 15% no biodiesel anunciados na última quarta-feira (26). A medida entra em vigor a partir de 1º de agosto e vai permitir que o Brasil avance na autossuficiência e na redução do preço dos combustíveis.
Pedro Campos Neto reitera a autossuficiência do Brasil na produção de etanol e a importância desta medida para fortalecer o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira. “Neste processo de transição do combustível fóssil para a bioenergia, o Brasil além de ter um potencial enorme a ser explorado, ainda é autossuficiente o que dá uma vantagem enorme em relação a outros países, além de reduzir a dependência brasileira em combustíveis fósseis”, afirma ele, lembrando que pela capacidade de produção de matéria-prima e pelo parque fabril instalado no país, o Brasil está pronto para atender essa demanda de imediato.
Dados divulgados pelo Governo Federal atestam que somente com a adoção do E30, o Brasil voltará a ser autossuficiente em gasolina após 15 anos. As estimativas indicam que a redução do preço nos postos pode chegar a 20 centavos para o consumidor. Apenas com a transição do E27 para o E30, são esperados mais de R$ 10 bilhões em investimentos e a criação de mais de 50 mil postos de trabalho.
Asplan abraça ideia e torna-se parceira de atividade educativa de sensibilização ambiental e responsabilidade ecológica do colégio Marista
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) abraçou a ideia do Colégio Marista Pio X, de João Pessoa, e tornou-se parceira de uma atividade educativa realizada nesta quarta-feira (19), numa fazenda produtora de cana-de-açúcar, localizada no município de Santa Rita. Lá, estudantes da 3ª série do Ensino Médio do educandário realizaram plantios de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, aprenderam sobre insumos biológicos e reforçaram conceitos de responsabilidade ecológica e ambiental. Além da Asplan, a Sicredi, a Prefeitura de Santa Rita e a SEMAM – Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa foram parceiros da ação educativa.
A ação, que faz parte de um projeto da escola chamado ‘Eco trote’, teve o objetivo de estimular a cidadania e promover uma maior interação entre os alunos. Neste caso, através do plantio de árvores numa área que precisava ser reflorestada na propriedade. No total, foram destinadas à atividade 400 mudas, de várias espécies, a exemplo de Pau Brasil, Pitanga Gigante, Aroeira, Pau D’arco, pés de acerola e Carne de Vaca. As mudas foram cedidas pela SEMAM – Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa e pela Secretaria de Meio Ambiente de Santa Rita e ocuparão quando todas estiverem plantadas uma área de aproximadamente 2,5 hectares.
A orientadora educacional do Ensino Médio, Ruth Nascimento, foi uma das profissionais da escola que acompanhou o grupo de cerca de 60 alunos. “Esse projeto além desta formação cidadã busca criar nos alunos memórias do período da educação básica deles e hoje, especialmente, eles estão fazendo a diferença plantando essas mudas. Ao plantar árvores hoje, nossos estudantes deixam uma marca positiva para as futuras gerações, mostrando que pequenas ações podem gerar grandes transformações”, disse ela.
Para o aluno Filipe Henrique, 17 anos, que se prepara para fazer o Enem no final do ano para o curso de Educação Física, a atividade foi muito importante e interessante. “Esse foi um dia bem diferente das aulas normais e aprendemos muitas coisas aqui, inclusive sobre o uso de insumos biológicos que podem substituir o uso do agrotóxico o que preserva o meio ambiente, além do plantio de mudas que foi bem divertido e importante, pois ajudamos a reflorestar uma área sem árvores”, disse ele.
A produtora canavieira, Ana Claudia, anfitriã do evento em sua propriedade, enalteceu a importância do contato dos alunos com o campo e reiterou o compromisso dos produtores rurais com a produção de alimentos e a preservação ambiental. “Quem produz alimentos neste país tem compromisso com o meio ambiente, preserva o verde e tem consciência ecológica, inclusive porque vivemos do que brota da natureza então seria um contracenso a gente não cuidar do ambiente de onde tiramos o nosso sustento e de nossas famílias”, afirmou ela que estava aniversariando neste dia 19 e que teve um ‘Parabéns’ especial cantado por todos os presentes.
Antes do plantio das mudas, o biólogo Roberto Balbino, responsável pela produção de insumos biológicos na Estação Experimental de Camaratuba, que é mantida pela Asplan, falou sobre a produção de Cotesia flavipes (vespas) e Metarhizium anisopliae (fungos) e de como eles agem nos canaviais atacando e matando as pragas nos plantios de cana-de-açúcar. Em seguida, os alunos puderam manusear recipientes com os fungos e insetos produzidos na estação e depois, aqueles que se interessaram vivenciaram a experiência de colocar as vespinhas no canavial e ver in loco como o bioinsumo é aplicado nas plantas. Roberto lembrou que dos 110 mil hectares plantados com cana na Paraíba, cerca de 30 mil já são tratados com os bioinsumos.
Após as atividades no campo, os alunos foram para outra propriedade vizinha onde almoçaram e depois tiveram uma tarde livre de lazer com várias atividades recreativas e esportivas retornando a João Pessoa no final da tarde.





























Asplan reúne equipe de Segurança e Saúde no Trabalho para definir ações que melhor atendam os associados
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) reuniu, na manhã desta segunda-feira (16), a equipe de profissionais do setor de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) para avaliar ações e definir novas estratégias que possam aprimorar as atividades do setor tanto no âmbito da sede, em João Pessoa, quanto nos atendimentos nas propriedades dos associados. Atualmente, a entidade tem cerca de 1.400 associados entre pequenos, médios e grandes produtores de cana-de-açúcar, sendo a maior parte deles de pequenos fornecedores.
Durante o encontro, explica a gerente Administrativo-Financeira da Asplan, Kiony Vieira, foram discutidas ações estratégicas para a criação de um software personalizado que irá facilitar a gestão do programa SST. “A proposta é integrar dados e aperfeiçoar processos, inclusive, para facilitar a tabulação e avaliação dos trabalhos executados”, esclarece Kiony.
Segundo o Engenheiro de Segurança do Trabalho da Asplan, Alfredo Nogueira Neto, a reunião serviu para alinhar os pontos que tem no SST, para atender melhor o associado. “Vimos quais foram as novidades que foram alteradas do ano passado para cá no que diz respeito às normas, combinamos a logística interna de trabalho, com Dr. Tarcísio Campos na parte de Medicina do Trabalho, Natanael Leal na parte técnica e segurança do trabalho também e Andrea Guedes e Lucele Santos na parte de cadastro e Washington Luis na logística que são pontos fundamentais para melhorar a eficiência e a qualidade do atendimento, visando uma atuação mais ágil e assertiva da equipe”, reforçou Alfredo.
Ainda segundo Kiony, a reunião também marcou o início da preparação da equipe de SST para as demandas da próxima safra 2025/2026, reforçando o compromisso da ASPLAN com a segurança, o bem-estar e a produtividade no campo. “Nosso campo de atuação é amplo e tem sempre como foco principal o nosso associado, inclusive e principalmente nesta questão de saúde e segurança”, finaliza Kiony.
Tributar a LCA é prejudicar quem produz alimentos neste país afirma presidente da Asplan
“Quem produz neste país precisa de respeito, de mais crédito, de incentivo para o plantio e produção e não de mais impostos. Ao propor tributar as Letras de Crédito Agropecuário (LCA), o governo reduz o direcionamento de recursos para o crédito rural e prejudica o setor, uma vez que as LCA tem um papel decisivo para o financiamento do segmento produtivo. Ao taxá-lo, o governo diminui o interesse dos investidores e, consequentemente, a oferta de fontes de investimento”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.
O dirigente canavieiro se reporta a proposta do Governo Federal de taxar o setor através da cobrança de 5% de Imposto de Renda sobre as LCAs, que hoje são isentas. “A LCA, que é um dos principais instrumentos de captação de recursos financeiros para os produtores rurais brasileiros, tem papel fundamental e cada vez mais importante para o financiamento do Plano Safra. Taxá-la vai significar menos recursos para o crédito rural e sem crédito rural não se produz alimento neste país”, reiterou José Inácio.
Além disso, outra preocupação do setor, segundo José Inácio recai sobre uma nota informativa da Secretaria do Tesouro Nacional que suspende as linhas de crédito equalizadas do Plano Safra vigente 24/25. “A expectativa recai agora sobre o próximo Plano Safra que deverá ser anunciado em julho próximo. Com as taxas de juros precificadas pelo mercado em torno de 15%, o setor produtivo terá ainda mais dificuldades de acesso ao crédito e precisará de mais recursos do Tesouro Nacional”, finalizou o presidente da Asplan.
Asplan apresenta equipe que ajudará fornecedor de cana a se adequar as normas do RenovaBio para receber CBIOs
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promoveu, nesta quinta-feira (12), uma reunião com fornecedores de cana-de-açúcar, em sua sede em João Pessoa, para apresentar a equipe técnica que vai auxiliar os produtores a se adequarem as normas do Programa RenovaBio e ficarem aptos a receberem os Créditos de Carbono (CBIOs) equivalentes à matéria-prima entregue às indústrias produtoras de etanol. Foi também um momento para tirar dúvidas sobre o Programa. O presidente da entidade canavieira, José Inácio de Morais, e o vice-presidente, Pedro Campos Neto conduziram o momento acompanhados dos consultores Jeruza Cavalcanti e Gileno Machado, contratados para atuar junto à equipe técnica da entidade neste processo de inclusão dos fornecedores no RenovaBio.
Na abertura dos trabalhos, José Inácio, lembrou da luta de quase oito anos dos produtores para serem inseridos no RenovaBio. “Desde a implantação do Programa, em 2017, que a gente lutava para ser inserido, o que só foi possível com a aprovação do Projeto de Efraim Filho, este ano. Como agora é Lei, chegou o momento de habilitação dos produtores para terem direito aos CBIOs e estamos aqui para apresentar a equipe que vai ajudar nossos associados neste processo e falar como ele se dará”, destacou ele. José Inácio lembrou que o serviço de coleta e envio de dados às indústrias não incorrerá em nenhum pagamento extra para os fornecedores associados. “Esse é mais um serviço que a gente agrega para nossos associados, sem nenhuma taxa a mais”, frisou ele.
O vice-presidente da Asplan, Pedro Campos Neto, fez uma retrospectiva da implantação do Programa, reforçando que os fornecedores ficaram de fora dele até este ano. “Na época, disseram que iam aprovar o Programa como estava, deixando de fora os produtores que seriam inseridos oportunamente, mas, ficamos anos sem ter direito o que, efetivamente, aconteceu este ano”, reiterou Pedro Neto, lembrando da importância da participação do senador Efraim Filho na apresentação do PL que inseriu os produtores no Programa quando era deputado federal e na aprovação da matéria, no Senado. “O RenovaBio é o maior projeto de descarbonização do mundo e nós somos parte importante neste processo e nada mais justo que a gente participasse dele e estamos inseridos graças à luta de várias entidades, entre elas a Asplan, e o fundamental apoio de Efraim”, reforçou ele.
Sobre o CBIO, Pedro Neto lembrou que ele é gerado no campo, na indústria e equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida. “Ele é negociado na bolsa de valores e as empresas distribuidoras de combustível são obrigadas a comprar CBIOs oriundos das indústrias de etanol para compensar a venda de combustíveis fósseis. Por isso, quanto mais combustível fóssil a distribuidora vender, mais obrigação de comprar CBIOs ela terá”, explicou Pedro Neto. Ele frisou que todos os anos a ANP emite as metas de descarbonização que é baseada nas vendas de combustíveis de cada empresa e que o CBIO é comprado às usinas, através da bolsa. Hoje, cada CBIO equivale a cerca de R$ 60,00, mas já chegou a ser comercializado por R$ 220,00. “Hoje, os bancos estão entrando neste mercado de CBIOs o que já é um indicativo de boa lucratividade”, disse ele.
“Não se assustem com a complexidade deste processo, que estaremos aqui ajudando vocês, de forma individual, com apoio da equipe técnica para chancelar todos os dados que farão com que vocês sejam inseridos no Programa, seja como fornecedores padrão ou primário”, destacou Jeruza Cavalcanti. No primeiro caso, frisou ela, o fornecedor precisa apresentar o CAR e um comprovante da produção de cana. Para ser incluído como Primário é preciso de dados mais detalhados.
O consultor Gileno Machado reiterou que o fornecedor Primário participa ativamente do processo de CBIOs, recebendo mais créditos, porque apresenta dados específicos e detalhados de toda a produção de cana-de-açúcar, mostrando o que ele usou de insumos, energia elétrica, combustível, etc, durante os últimos três anos. Ele lembrou também do laudo de elegibilidade do RenovaBio, reiterando que para efeito de cálculo para inserção no Programa, o produtor não pode ter suprimido de sua propriedade, ainda que legalmente, área de vegetação e transformado em área de plantio de cana, entre os anos de 2017 e 2025.
“O importante é o fornecedor ficar tranquilo e seguro porque antes da gente passar qualquer informação para usina, todos os dados serão checados”, reiterou Gileno, lembrando que o primeiro passo será o preenchimento de um questionário padrão com os dados que balizarão esse início de chancela e de formatação dos dados do fornecedor para formar uma espécie de ‘kit’ que será entregue à usina’. Sobre produtores que têm mais de uma propriedade, a consultoria e a equipe técnica verão caso a caso qual cana será elegível.
O consultor lembrou ainda que a Lei define que as associações de classe são as responsáveis por fiscalizar a distribuição dos CBIOs feitas pelas usinas para o fornecedor, o que torna o trabalho da equipe técnica da Asplan ainda mais importante porque ela também fiscalizará as usinas para saber se elas estão pagando certo, fazendo as contas certas, descontando somente o que deve descontar e se ela está cumprindo os contratos.


















