Author: News Comunicação

Deputado José Mário será o relator da Comissão de Agricultura que analisará PL que inclui produtores no recebimento de CBIOs

O relator na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPDR) da Câmara dos Deputados que vai analisar a proposta parlamentar que altera a Lei no 13.576, de 26 de dezembro de 2017, materializada pelo Projeto de Lei 3.941/2020, que inclui o produtor rural fornecedor de matéria- prima dentro da Política Nacional e Biocombustíveis (RenovaBio), será o deputado José Mário Schreiner (DEM-GO). O nome do parlamentar foi divulgado na última quinta-feira (15) e agradou os produtores, uma vez que o deputado conhece muito bem a realidade do campo, uma vez que é presidente da Federação de Agricultura de Goiás. O PL 3.941/2020 é de autoria do deputado federal paraibano Efraim Filho.

O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, disse que a escolha de José Mário tranquiliza o segmento produtivo pela vivência e conhecimento do parlamentar das questões ligadas ao campo. “Obviamente que a escolha de um deputado que tenha familiaridade com o campo, conheça a nossa realidade e, portanto, sabe que é justa a reivindicação que estamos pleiteando, nos dá tranquilidade em relação ao encaminhamento da matéria”, disse o dirigente da Feplana.

Após analisada pela CAPDR, a proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois, o texto segue para votação em Plenário. Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, a expectativa é que agora a matéria tramite na Câmara de forma mais rápida. “Nós, produtores, já esperamos bastante para ter revista essa situação absurda de ter deixado o segmento produtivo do campo de fora do CBIOs. Com a escolha do relator, a expectativa é que a matéria siga agora seu rito. Esperamos que, em breve, ela seja votada e aprovada pelos deputados”, disse José Inácio, lembrando que os parlamentares têm agora a oportunidade de reparar essa falha grave do Renovabio. “Um Programa que se propõe a estimular a baixa emissão de CO2 jamais poderia ter deixado de fora quem participa diretamente dessa ação, uma vez que é no processo produtivo que isso acontece em maior escala”, finalizou José Inácio.

É preciso que o Congresso reconheça a justa reivindicação de incluir o produtor no RenovaBio e no recebimento de CBIOs afirma José Inácio

A Política Nacional de Biocombustíveis, o Renovabio, que instituiu o ativo de crédito de descarbonização (CBios) deixou de fora o mais importante elo desse processo que são os produtores, uma vez que é no campo que acontece a maior parte de captura de carbono. E essa injustiça está sendo revista graças a um Projeto de Lei apresentado pelo deputado federal Efraim Filho (DEM/PB) que inclui os fornecedores de matéria-prima entre os beneficiários do CBIOs. “É inadmissível que um Programa que se propõe a estimular a baixa emissão de CO2 tenha deixado de fora quem participa diretamente dessa ação, uma vez que é no processo produtivo que isso acontece em maior escala. Esse PL precisa ser votado urgentemente para que essa injustiça seja reparada o quanto antes”, afirma o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

Segundo o dirigente canavieiro, os produtores não querem tirar nada das indústrias, apenas receber o que lhes é de direito. E para chamar atenção dessa questão e tentar acelerar o processo de apreciação da matéria e sensibilizar os parlamentares federais, produtores publicaram um manifesto em apoio a mudanças do Renovabio. No texto, assinado por várias entidades, a categoria manifesta pleno apoio à proposta parlamentar de alteração da Lei no 13.576, de 26 de dezembro de 2017, materializada pelo Projeto de Lei 3.941/2020, que inclui o produtor rural fornecedor de matéria- prima dentro da Política Nacional e Biocombustíveis (RenovaBio). “Temos o direito de participar dessa Política na exata proporção da matéria-prima entregue por nós às indústrias, descontados os custos de emissão, negociação e de comercialização dos Créditos de Descarbonização (Cbios)”, reitera José Inácio.

O texto do Manifesto reforça que “Grande parte das metas de descarbonização ocorrerá no campo, por meio de ações realizadas pelo produtor rural preservacionista, partindo da forma de cultivo da matéria-prima até o cumprimento da manutenção da sua Reserva Legal e das Áreas de Proteção Permanente em sua propriedade”. Além da Unida, assinam o documento a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) e Associação Brasileira dos Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma).

O PL do deputado paraibano Efraim Filho inclui o produtor pessoa física ou jurídica, que cultiva em terras próprias ou de terceiros, que explore a atividade agropecuária e destine a sua produção as usinas que fabricaram etanol exclusivamente ou não. “O PL dá previsibilidade da participação do canavieiro no RenovaBio e no recebimento justo de CBIOs com base no que forneceu de cana à usina e com o total de etanol lá fabricado, evitando, inclusive, conflito de interesse sobre a partilha do CBios com o produtor da matéria-prima”, explica o presidente da Feplana, Alexandre Lima. Ele adianta ainda que se a produção da usina é 50% açúcar e 50% etanol, por exemplo, ela receberá apenas os CBIOs relativos ao etanol e a partilha desse crédito de descarbonização deverá, proporcionalmente, levar em conta a matéria-prima do produtor independente sobre a produção do biocombustível.

Fonte: valor.globo.com

Alexandre Lima, presidente da Feplana loembra que CBIOs é pago relativo a produção de etanol
Alexandre Lima, presidente da Feplana loembra que CBIOs é pago relativo a produção de etanol

Projeto desenvolvido na Fazenda Maracanã destina toda a produção de feijão para trabalhadores

Há vários anos, os proprietários da fazenda Maracanã, em Santa Rita, desenvolvem um projeto solidário que ao mesmo tempo em que ajuda as famílias dos trabalhadores a terem feijão o ano todo e obter uma renda extra, também contribui com a rotatividade de culturas, que é uma das boas práticas agronômicas. Este ano, 30 hectares da fazenda que pertence ao engenheiro agrônomo e produtor canavieiro, Raimundo Nonato Siqueira, foram cedidos aos funcionários da propriedade para o plantio de feijão, cuja colheita é destinada 100% aos trabalhadores para consumo próprio e comercialização de excedentes, com renda destinada também, exclusivamente, a eles. A expectativa é que a safra de feijão verde e seco seja colhida até maio.

Em junho, explica o filho de Nonato, Neto Siqueira, a terra é devolvida para o plantio de cana-de-açúcar, que é a principal lavoura da propriedade. “Nos sentimos extremamente gratificados por poder proporcionar um ganho extra aos nossos colaboradores e também assegurar o feijão para consumo próprio deles durante todo o ano”, destaca Neto, que também é engenheiro agrônomo e é quem ajuda a administrar a fazenda do pai.

Ele lembra que a rotação de culturas é uma técnica agrícola de conservação que visa a diminuir a exaustão do solo. “Isto é feito trocando as culturas a cada novo plantio de forma de que as necessidades de adubação sejam diferentes a cada ciclo. Consiste em alternar espécies vegetais numa mesma área agrícola”, explica ele, lembrando que além de contribuir com a conservação do solo, ela também ajuda no controle de pragas e doenças da lavoura e, neste caso, específico também tem um viés social e econômico importante, já que ajuda na alimentação e renda dos trabalhadores.

Ocupação de leitos de UTI e Enfermaria Covid diminuem no Complexo de Patos

Com picos de ocupação de 100% de leitos do setor de isolamento Covid no final de março, as taxas de internação no setor do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) têm caído nos últimos dias, reflexo das medidas restritivas de circulação adotada pelo Estado e municípios paraibanos. Nesta quinta-feira (15), por exemplo, o censo de meio-dia do setor aponta uma ocupação de 70% dos leitos de UTI e de 45% de leitos de Enfermaria Clínica Covid. Já estão inclusos nestes percentuais os leitos disponíveis no Hospital Noaldo Leite que dão apoio ao Complexo no atendimento a pacientes com coronavírus.

De acordo com esses percentuais, dos 32 leitos de UTI Covid do Complexo, 25 deles estão com pacientes graves que precisam de cuidados intensivos e dos 32 leitos de enfermarias, 18 estão ocupados nesta quinta-feira. Já no Noaldo, dos cinco leitos de UTI Covid, um apenas está com paciente, enquanto que dos 12 leitos de enfermarias dois estão ocupados.

“A taxa de ocupação vem decrescendo, pois já chegamos a lotar a UTI e as Enfermarias por mais de uma ocasião e isso não ocorre há mais de uma semana. Mas, volto a reiterar que o momento não é de relaxamento. Os resultados da restrição de circulação começaram a ser sentidos em toda a rede referenciada de Covid, mas precisamos nos manter vigilantes e, principalmente, seguindo as medidas preventivas para evitar a propagação da circulação do vírus”, destaca o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

Dados nacionais de redução

Boletim Extraordinário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado essa semana atesta que caíram as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos na Paraíba. De acordo com o boletim houve redução de 77% para 70%, entre 5 e 12 de abril. Mesmo com a situação amena, a Fiocruz mostra que a pandemia deve permanecer em níveis preocupantes ao longo de todo o mês de abril. Os hospitais paraibanos têm a segunda menor taxa de ocupação desses leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) segundo a Fundação. O menor registro é apontado em Roraima, com 44%. Além da Paraíba, também tiveram queda desse índice os estados do Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%) e São Paulo (de 91% para 86%).

Deputado Jeová Campos pede intensificação de policiamento na zona rural do município de Cachoeira dos Índios

A ação de criminosos tem amedrontado a população de Cachoeira dos Índios, no sertão paraibano, especialmente, os moradores da área rural do município. Sensibilizado com a situação e os relatos de vários conhecidos que foram vítimas de crimes de assalto e furtos nos últimos dias, o deputado estadual Jeová Campos protocolou na ALPB o Requerimento de Nº 14.169, aprovado, na sessão remota de ontem (13), solicitando ao Comandante-Geral da Policia Militar da Paraíba, coronel Euller de Assis Chaves, que sejam adotadas providências no sentido de intensificar as atividades de policiamento ostensivo na zona rural de Cachoeira dos Índios. “O policiamento ostensivo inibe a ação de criminosos que têm praticados vários assaltos nos últimos dias e, por conseguinte, proporciona mais segurança aos cidadãos da região”, argumentou Jeová.

O parlamentar lembra que o município de Cachoeira dos Índios limita-se com três municípios do Estado do Ceará – Barro, Aurora e Ipaumirim e que n os últimos meses, frequentemente, são registrados casos de violência naquele município. “Recentemente, dois jovens residentes no Ceará, foram presos na cidade de Cachoeira dos Índios pela Policia Militar do Estado do Ceará com o apoio da Polícia Militar da Paraíba, onde os mesmos afirmaram que iriam realizar um assalto a um estabelecimento comercial naquela cidade. Graças à ação rápida das policias militares dos dois estados o crime não se concretizou, destaca Jeová.

Segundo o deputado, no último dia 05 de abril de 2021, no Sitio Bom Jardim, uma família de idosos foi feita refém por dois criminosos, que agiram com violência física e psicológica, roubando vários aparelhos celulares, dinheiro, eletrodomésticos, entre outros objetos. Na tarde do dia 06 de abril de 2021, um homem foi preso quando conduzia em um veículo com mais de 600 quilos de drogas e uma arma de fogo, fato também ocorrido na zona rural de Cachoeira dos Índios. A prisão e a apreensão foram realizadas pelo BOPE da Policia Militar e pela Policia Federal.

“O problema da violência preocupa os cidadãos de Cachoeira dos Índios, que temem por sua segurança e cobram mais ações concretas e ostensivas do Estado para diminuir a ocorrência desses crimes. Por conta disso, faz-se necessária a adoção de medidas urgentes para assegurar plenamente o direito à segurança da população. Dentre as medidas necessárias, destaca-se a intensificação das atividades de policiamento ostensivo e patrulhamento rural, com a função de realizar a prevenção de crimes e contravenções penais, além da violação de normas administrativas, incluindo as de trânsito, dai a razão de meu requerimento”, finalizou o parlamentar.

Requerimento do deputado Jeová Campos que inclui os moto-taxistas no Programa Habilitação Social 2021 é aprovado pela ALPB

Habilitação Social gratuita para motoboys que trabalham com serviços de delivery e não têm condições financeiras de custear as taxas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Pegando esse mesmo mote, o deputado estadual Jeová Campos propôs, através do Requerimento Nº 14.124/21 a expansão desse benefício aos moto-taxistas. O Requerimento foi aprovado na sessão remota da ALPB e segue agora para apreciação do governador João Azevedo.

“Da mesma forma que os entregadores de delivery estão passando por dificuldades na atual conjuntura de pandemia do coronavírus, os moto-taxistas também estão, então achei justo e oportuno solicitar a inclusão desta categoria no Programa Habilitação Social 2021, estendendo também a eles a possibilidade de atender as normas de trânsito, renovando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de forma gratuita já que eles também usam a moto como instrumento de trabalho”, argumenta o parlamentar.

ALPB aprova PL de Jeová que institui selo “Escola de Excelência” destinado ao profissional da educação e alunos da Educação Básica

Paulo Freire estava certo quando disse que “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Referência na área, o pedagogo sabia que educação é uma ‘arma’ poderosa e transformadora de realidades. O deputado estadual Jeová Campos, que está em seu terceiro mandato parlamentar na ALPB, é prova viva dessa transformação através da Educação. De menino pobre no sertão paraibano, filho de agricultores, Jeová saiu da roça para vender alho na feira livre de Cajazeiras, conseguiu concluir os estudos, ingressar na universidade, concluir o curso de Direito e passar no concurso para professor da UFCG, mudando a realidade de sua vida. Mirando-se no próprio exemplo, o parlamentar é o autor do Projeto de Lei 2.320/2021, que institui o Selo “Escola de Excelência”, que tem o objetivo de incentivar melhorias na qualidade da Educação Básica pública e privada no Estado da Paraíba. O PL foi aprovado, por unanimidade, na sessão remota da ALPB, nesta terça-feira (13).

“A educação é a base de tudo. É através dela que um cidadão se torna mais crítico, tem mais oportunidades de emprego e pode melhorar a sua própria qualidade de vida e de outras pessoas. E a educação atua diretamente no desenvolvimento econômico, social e cultural de um povo, portanto, quanto mais as escolas estejam preparadas e os profissionais motivados, melhor se tornará a Educação”, afirma o parlamentar. O PL agora vai para sanção ou veto do governador João Azevedo.

De acordo com a proposta, o selo “Escola de Excelência” tanto é um reconhecimento ao profissional da educação, quanto aos alunos, e busca incentivar melhorias na qualidade da Educação Básica. São consideradas iniciativas necessárias à obtenção do selo as seguintes ações: evolução da qualidade do ensino do estabelecimento escolar ao longo das edições da avaliação oficial da educação básica, expressa por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Prova Brasil), ou por outro indicador oficial adotado pelo Ministério da Educação. O incentivo à participação do corpo discente no Exame Nacional do Ensino Médio e a elaboração e execução de planos de gestão de projetos pedagógicos inovadores relativos a cada nível e modalidade de ensino são também condições para obtenção do selo, assim como a realização de projetos de gestão educacional com envolvimento comunitário e empresarial de forma a gerar melhorias nas instalações e equipamentos escolares.

Em seu Parágrafo único, o PL destaca que: Considera-se incentivo à participação do corpo discente no Exame Nacional do Ensino Médio o aumento percentual progressivo, a cada ano, do número de alunos que prestam as provas do referido exame. De acordo com o Artigo 3º do PL os interessados no recebimento do selo devem requerê-lo ao órgão competente designado pelo Poder Executivo Estadual, ao qual caberá avaliar as iniciativas e deferir, ou não, a certificação do candidato. O recebimento do selo autoriza ao contemplado o uso publicitário da certificação e a certificação e, conseqüente, autorização de uso publicitário do selo possuirá validade por dois anos, podendo ser renovada por iguais períodos, desde que o estabelecimento escolar mantenha ativas as iniciativas que geraram a certificação anterior, ou desenvolva novas ações para melhoria do ensino. Ainda de acordo com o PL, as despesas decorrentes da execução e outorga do selo correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário

Diabético e com 60% dos pulmões comprometidos Patoenese que recebeu alta do Complexo é prova viva que a doença pode ser vencida

Diabético e com 60% dos pulmões comprometidos Patoenese que

recebeu alta do Complexo é prova viva que a doença pode ser vencida

Nas duas últimas semanas, a vida do patoense Ronnier Cleber Marques Leite, de 54 anos, morador do bairro do São Sebastião, deu uma guinada significativa por causa do Covid. No final de março, Ronnier começou a apresentar alguns sintomas da doença e começou a tratar-se em casa, mas com o agravamento dos sintomas, que incluía falta de ar e cansaço, foi levado pela filha, Lays Leite, a UPA de Patos, na última quinta-feira (08) de onde foi transferido, poucas horas depois, para o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), onde permaneceu cinco dias internado na Enfermaria Clínica do isolamento. O detalhe é que além do comprometimento de 60% dos pulmões, identificado através de tomografia computadorizada em exame feito no Centro de Imagem do Complexo, Ronnier também tinha associado à doença uma comorbidade que agrava o quadro de doentes com coronavírus: ele é diabético. Mas, essa história acabou com final feliz e em superação na manhã desta terça-feira (13), quando Ronnier voltou para casa e reencontrou sua esposa Ana.

“Foram dias de muita reflexão, mas, sobretudo de gratidão aos profissionais que tão bem cuidaram de mim no hospital. Essa minha internação mudou completamente o meu conceito do serviço do Complexo, pois pude acompanhar de perto todo o cuidado que os profissionais do hospital tiveram comigo e com todos lá. Patos está num patamar muito elevado de assistência, o cuidado com a medicação, com a higienização, com o acolhimento, as refeições são muito boas, a equipe, sem distinção de médicos, enfermeiras, técnicos, realmente trata os pacientes com muita atenção e cuidado e estou muito feliz de constatar que minha cidade está muito bem preparada e equipada para tratar os doentes não apenas de Covid. Me senti acolhida e muito bem cuidado”, disse Ronnier.

Segundo ele, em nenhum momento ele perdeu as esperanças de ficar curado. “É claro que essa doença assusta. Você vê a todo o momento gente morrendo e eu tinha o agravante de ter 60% dos pulmões já comprometidos e de ser diabético, mas a equipe do hospital, sempre muito atenta e carinhosa, não deixava a gente entristecer, nem faltou nada. O apoio da família, dos amigos também foi importante, assim como a possibilidade de ficar com meu celular, que me permitia fazer ligações e até chamadas de vídeo durante todo o tempo que estive internado. Como o Covid é uma doença que impede que alguém possa lhe acompanhar, o fato de eu poder falar com minha esposa, minha filha, meus parentes e amigos durante minha internação também foi muito importante para minha recuperação”, disse Ronnier.

Para o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, depoimentos como o deste paciente são fundamentais não apenas para atestar a eficiência da prestação de serviço da unidade, mas, também por atestar que as chances de cura e alta são relevantes quando se tem Covid. “Esse paciente, por exemplo, tinha 60% dos pulmões comprometidos e ainda apresentava uma comorbidade que é a diabetes, mas, com tratamento adequado, ele com seguiu se recuperar e ter alta hoje. E nós ficamos muito felizes de poder fazer a diferença na vida das pessoas e ser o suporte necessário em um momento como esse”, destacou Francisco. O diretor lembra que desde que o Complexo começou a tratar de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid, em março do ano passado até março deste ano, 1505 pessoas já foram tratadas no setor de isolamento Covid da unidade, das quais 1018 obtiveram alta. Infelizmente, 488 não puderam voltar para suas casas e para suas famílias como fez na manhã de hoje, o Sr. Ronnier que vai continuar tomando medicações em casa e, daqui a duas semanas volta ao Centro de Imagem do Complexo para fazer nova tomografia e acompanhar a evolução de seus pulmões.

Dra. Rivana receberá medalha da ALPB em reconhecimento à sua luta pelos direitos humanos no Brasil e no exterior

A paraibana e Defensora Pública, Dra. Rivana Barreto Ricarte de Oliveira, receberá a Medalha Epitácio Pessoa, a mais alta honraria da ALPB, em reconhecimento a sua luta pelos direitos humanos no Brasil e exterior. A aprovação do Projeto de Resolução Nº 276/2021 aconteceu durante sessão remota na manhã desta terça-feira e foi aprovada pelos deputados por unanimidade. O parlamentar autor da proposta, subscrita por vários outros deputados, deputado Jeová Campos destacou, na defesa de sua iniciativa, o orgulho que Dra. Rivana dá aos paraibanos e aos brasileiros. “Como profissional, Dra. Rivana desenvolve um trabalho meritório na Defensoria Pública brasileira que já extrapolou os limites nacionais, sendo representante do Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, na condição de presidente Nacional da Associação dos Defensores Públicos do Brasil”, afirmou Jeová.

O deputado lembrou a responsabilidade de conceder essa medalha, que é a mais alta honraria da ALPB. “Essa medalha não pode ser concedida a qualquer pessoa, pois pela história e grandeza de Epitácio Pessoa e em memória dele tem que ser feita com muito critério. Dra. Rivana é uma paraibana que nos orgulha, pela essência de seu trabalho, pelo compromisso que ela tem quanto à questão dos Direitos Humanos”, reiterou Jeová, dizendo-se muito feliz em ter a oportunidade de homenagear a Dra. Rivana.

A comenda será entregue em Sessão Solene da Assembleia Legislativa, em dia e horário a serem definidos, de acordo com a disponibilidade da homenageada e das condições da pandemia no país. “Vamos aguardar essa pandemia passar e nos dar condições de realizar uma solenidade à altura da Dra. Rivana. O importante é saber que o meu reconhecimento agora se tornou de todos os paraibanos e fiquei muito feliz da concessão da medalha ter sido aprovada por unanimidade”, disse Jeová que teve a iniciativa subscrita pelos deputados Adriano Galdino, Dra. Paula. Júnior Araújo e Janduhy Carneiro.

Dra. Rivana receberá medalha da ALPB

É uma pena que o Brasil hoje discuta sobre armas e não sobre vacinas lamenta deputado Jeová Campos – Crédito Foto: Revista Exame

O deputado estadual Jeová Campos usou parte de sua fala no Pequeno Expediente durante sessão remota da ALPB, nesta terça-feira (13), para criticar o debate nacional sobre as mudanças propostas pelo governo Bolsonaro em relação à aquisição de armamento pela população brasileira. “Só tenho a lamentar profundamente que em meio a essa pandemia, com milhares de brasileiros mortos pelo Covid, em meio a tantas famílias enlutadas, com tanta gente passando fome e necessidades, o Brasil se volte para debater a flexibilização do porte e posse de armas”, disse o parlamentar.

Para que discutir o armamento do povo agora. Qual o sentido disto neste momento?, questionou Jeová, lembrando que agora o povo brasileiro está precisando é de ‘vacina no braço’. “O povo está precisando viver em paz e com saúde para trabalhar. É preciso construir uma cidadania coletiva baseada na paz social e não no armamentismo. Isso é uma falta de vergonha e também de respeito”, disse Jeová, complementando que não ia se alongar neste tema porque tinha coisas muito mais importantes para se deter.
Foto: Revista EXAME

Deputado criticou flexibilização de armamento e debate do tema na atual conjuntura