Author: News Comunicação

Produtores rurais pedem reforço na segurança da zona rural do litoral Sul da Paraíba e de Santa Rita por causa dos assaltos e roubos

O aumento de assaltos, roubos, furtos e até sequestros, este ano, na região de Alhandra e Pedras de Fogo e em áreas próximas e adjacentes da Bacia do Rio Gramame, além de Santa Rita, está preocupando e deixando aflitos os produtores rurais e moradores daquela região. Isto porque não há policiamento suficiente e o aparato da segurança pública naquela região quase inexiste. Só há um posto policial, assim mesmo com funcionamento precário, em Odilândia, com pouco efetivo, para atender todo o entorno da Bacia do Rio Gramame. No último sábado (14), por exemplo, um assalto com requintes de crueldade foi praticado contra trabalhadores da fazenda Imbiribeira, que foram amarrados, agredidos fisicamente e abandonados num canavial. O veiculo – um Fiat Strada – tomado pelos assaltantes e pertencente ao produtor canavieiro Oscar Barreto só foi localizado um dia depois, amassado e com vários itens faltando.

A Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), inclusive, está enviando comunicados à Polícia Militar e as demais autoridades de Segurança Pública solicitando um reforço no policiamento da região e mais patrulhamento. “Enquanto os homens de bem e trabalhadores estão em suas casas acuados e com medo, os bandidos estão agindo livremente, já que sabem que não há um aparato de segurança pública que os detenha. Da forma como estamos hoje, a bandidagem está fazendo o que bem entende”, lamenta o presidente da Asplan, José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro lembra que os produtores estão com medo até de transitar pelas estradas vicinais que dão acesso às suas propriedades por causa das frequentes tocaias e assaltos e também não estão tranquilos quando estão em casa, pois os assaltos e roubos à residências também aumentaram este ano.

No assalto aos trabalhadores da fazenda Imbiribeira, ocorrido em plena luz do dia, por volta das seis da manhã, na zona rural do município de Pedras de Fogo, os seis homens não apenas tomaram o veículo, como bateram nas vítimas, com socos e coronhadas, fizeram tortura psicológica ameaçando matá-las e as amarraram e abandonaram no canavial. “Aquela região está muito perigosa. No caso do assalto aos nossos funcionários foram seis homens, que também assaltaram outras pessoas que passaram pela estrada. Graças a Deus, eles não foram mortos, mas a gente tem notícia que isso já ocorreu, além de sequestros e roubos a residências”, afirma o filho do proprietário do carro roubado, Rafael Barreto.

Hospital de Patos registra aumento em internações por causa de acidentes de trânsito no final de semana

Com uma média de cinco internações por final de semana de vítimas de acidentes de trânsito, este ano, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) registrou, neste final de semana (13 a 15), um aumento de 140% no número de internações, atingindo a marca de 12 pacientes, sendo 10 deles vítimas de acidentes de moto, um de automóvel e outro de bicicleta. Dos 29 acidentados, 21 eram homens e oito mulheres. No final de semana, entre às 18h da sexta-feira (13) e a meia noite do domingo (15), o plantão da Emergência e Urgência do Complexo registrou o atendimento de 162 pessoas e a realização de 16 cirurgias.

“Infelizmente, ao compararmos a demanda de internações deste final de semana com a média dos demais finais de semana do ano, constatamos esse aumento muito significativo. E apesar de termos tido menos acidentes que o final de semana anterior, o quantitativo de internações foi bem maior, o que demonstra que os acidentes foram mais graves”, destaca o diretor geral do Complexo. Francisco Guedes.

O plantão de maior movimento foi o de sábado, quando 74 pessoas foram atendidas. No domingo foram mais 70 pacientes e na noite da sexta-feira, outras 18 pessoas deram entrada na unidade. Entre às 18h do dia 13 até a meia noite deste domingo, o boletim de atendimentos do hospital, que integra a rede estadual de saúde, apontou ainda que foram realizadas 16 cirurgias, sendo cinco Vascular, quatro cirurgias Oncológicas, quatro procedimentos de Ortopedia e ainda três Cirurgias Geral.

Dos 29 acidentados, 12 deles permaneceram internados para cuidados posteriores. Os demais foram liberados após os primeiros socorros. Dos acidentados, a maior parte deles foi da cidade de Patos, com 10 pessoas no total, mas vieram pacientes das cidades de São Bento, São José de Espinharas, Santa Teresinha, Santana dos Garrotes, Catolé do Rocha, Brejinho, Vista Serrana, Paulista, Desterro e Diamante. Duas pessoas que não moram na Paraíba, mas se acidentaram em nosso Estado também foram socorridas para a unidade. Uma da cidade de Bom Jesus da Penha (MG) e outra de Fortaleza (CE).

Na emergência, além dos casos envolvendo os acidentados no trânsito, os demais principais motivos dos atendimentos da unidade neste último final de semana foram de pacientes com dor abdominal, queda da própria altura, hipertensão, contusão diversa, queda de nível, sintomas de síndrome gripal, edema, entorse/torção, dor no tórax, vacinação, dormência/paralisia, sangramento, reação alérgica, dificuldade de respirar, dor de cabeça, entre outros motivos.

Semana começa no Complexo de Patos com ocupação de 27% dos leitos de UTI e 19% de Enfermarias Covid

O setor de isolamento Covid do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) começa a semana de forma tranquila e com baixa ocupação de leitos tanto na UTI, quanto nas enfermarias. O censo de meio-dia, desta segunda-feira (16), atesta que dos 26 leitos de UTI, sete estão com pacientes que precisam de cuidados intensivos, o equivalente a 27% dos leitos disponíveis, e dos 20 leitos de enfermaria, seis estão ocupados, correspondendo a 19% de ocupação. No computo geral, a unidade está com 22% de ocupação no setor Covid.

“Esses dados e os dos últimos dias nos dão certa tranquilidade, o que se repete na maior parte dos hospitais paraibanos em relação à baixa ocupação de leitos Covid, mas, o momento ainda nos pede muita cautela e cuidados. Não é o momento de relaxar nas medidas que previnem a propagação do vírus e evitar aglomerar, usar máscaras e lavar frequentemente as mãos ainda são medidas necessárias e importantes”, afirma a diretora clínica do Complexo, Dra. Jaqueline Andrade.

A médica lembra que além de muita gente ainda não ter se vacinado ou ter tomado apenas a primeira dose, o que não garante a imunização completa, há a questão das novas variantes do vírus. “Os vírus passam por mutações o tempo todo e a maioria destas mudanças não é relevante. Mas, existem alterações que podem tornar a doença mais infecciosa ou perigosa e essas são as mutações que tendem a predominar. A variante Delta do coronavírus, por exemplo, já foi identificada em nosso país e continua a se espalhar rapidamente. Por ser altamente contagiosa, ela está causando novos surtos, principalmente entre pessoas não vacinadas, daí é fundamental que as pessoas não relaxem nas medidas de proteção e prevenção para que não voltemos a ter os leitos todos ocupados e, em alguns casos, até com filas de espera”, reitera Dra. Jaqueline.

No CHRDJC existem, atualmente, 20 leitos de UTI VCovid e mais 20 leitos de Enfermaria destinados, exclusivamente, para internação dos doentes sintomáticos respiratórios com Covid -19. Há ainda, mais 12 leitos no Hospital Infantil Noaldo Leite que não foram desativados, mas, em função da baixa demanda estão sem utilização no momento.

Deputado Jeová lembra que a Educação mudou sua vida ao parabenizar escola de Cachoeira dos Índios pelos 50 anos de fundação

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Essa frase dita por Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, considerado como o mais importante líder da África Negra e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, poderia ser acrescida com as palavras: e as pessoas. Sim porque a Educação além de mudar o mundo, transforma também as pessoas e os horizontes delas. Um bom exemplo da influência da Educação na mudança de perspectiva de vida é a do deputado estadual paraibano Jeová Campos. Filho de agricultores e de origem humilde, Jeová conseguiu superar adversidades através dos estudos e graças a eles, além de parlamentar em seu terceiro mandato, o sertanejo Jeová é advogado e professor concursado da Universidade Federal da Paraíba, do Campus de Sousa. “A Educação mudou minha vida, a de minha família e deu outro horizonte para meus filhos”, diz ele que, neste domingo (15), parabenizou as Bodas de Ouro da Escola Estadual Prof. Adalberto de Sousa Oliveira, de Cachoeira dos Índios, onde estudou em 1978.

“Menino pobre, querendo ir além das fronteiras do roçado de meus pais, estudei na Prof. Adalberto de Sousa Oliveira quando morava, de favor, na casa de um tio. Essa escola do Padre Ibiapina fez muita diferença na vida de muita gente. Lembro até hoje da diretora da época, a professora Maria Ciete de Sousa Brasil, que era esposa de meu tio Serafim. Lembro também do professor Egídio. Fui estudar na escola a pedido de meu tio Toinho Batista”, conta Jeová. Ele lembra que o assessor jurídico de seu gabinete, o advogado Hugo Moreira, também é ex-aluno da escola de Cachoeira dos Índios.

O deputado lembra que na época não havia água encanada na cidade e que a água consumida pela população era tirada de um chafariz. “Eram tempos sem nenhuma facilidade, mas que recordo com grata satisfação porque ao olhar por onde passei, valorizo ainda mais onde estou e a Educação foi a minha mola mestra. Foi a partir de meus estudos que descortinei o mundo, mudei minha realidade, pude ajudar minha família e dar aos meus filhos muitas das coisas que eu jamais sonhei que teria algum dia, embora eu sempre tenha acreditado que mudaria minha realidade através de minha formação”, destaca Jeová que noutra época de sua vida, para poder estudar em Cajazeiras, vendia alho na feira livre, dai porque, carinhosamente é chamado do ‘Rei do alho’.

Sobre a escola

Fundada no dia 15 de Agosto de 1971, pelo Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira, o Padre Mauro Carli, que era italiano. E tendo como colaboradores o Dr. Bosco Cândido e Egídio Ricarte de Alencar, na época Vereador do Município. Os três foram procurar as autoridades do município com o Prefeito Dr. Vicente Leite Rolim, a Câmara de Vereadores, o Delegado, em Cajazeiras o Juiz, o Promotor da Comarca. Todos concordaram e assinaram para que fosse criado o Ensino Fundamental 2 ou seja da 5ª a 8ª Série, hoje do 6º ao 9º ano. Foi criada então a Escola pertencente à Fundação Padre Ibiapina de João Pessoa, com o nome de Ginásio Comercial de Cachoeira dos Índios – Colégio Cachoeira dos Índios.

No final dos anos 70 e início dos ano 80 essa escola foi estadualizada e passou para o Estado da Paraíba com o nome Escola Estadual de Ensino Fundamental de Cachoeira dos Índios. No dia 13 de Dezembro de 2001 passou a se chamar E.E.E.F.F Prof. Adalberto de Sousa Oliveira, até hoje, quando completou 50 anos.

Presidente da Asplan participa de live sobre inclusão de produtores no recebimento de CBios e diz que Lei é fundamental para que isso ocorra

Há quase três safras, que os produtores brasileiros, especialmente, os de cana-de-açúcar, pleiteiam a justa parte que lhes é devida no pagamento do Crédito Financeiro de Descarbonização (CBios) criado pelo RenovaBio. E o setor produtivo quer regulamentar esse pagamento, através de um Projeto de Lei (3149/2020), que tramita na Comissão de Agricultura da Câmara Federal. Nesta quinta-feira (12), o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, participou de mais uma live com representantes do setor e do Ministério da Agricultura (MAPA), para avaliar como o mercado está se comportando em relação a isso. “Até agora só há pagamentos pontuais e na base de acordos caso a caso e nós queremos regulamentar esse processo para tornar efetivo esse pagamento”, destacou José Inácio na ocasião.

Durante a live, foi abordada a necessidade de realização de uma Audiência Pública na Câmara, com a participação de representantes do Governo Federal, das indústrias e das entidades de classe dos produtores para tratar sobre o tema. Mas, antes da realização deste momento, ficou acordado que no próximo dia 19, às 15h, haverá outro encontro online para ver se haverá uma nova proposta das indústrias sobre o percentual a ser pago aos produtores. “O entendimento é sempre o melhor caminho quando há impasses a serem resolvidos, mas, é preciso deixar claro que é importante regulamentar essa questão e formalizar esse acordo em Lei”, argumenta José Inácio que também é presidente da União Nordestina de Plantadores de Cana (Unida).

O dirigente canavieiro destaca que já tem indústrias pagando R$ 3,50 por crédito de CBios por tonelada de cana, mas que isso não está sendo uma prática na maior parte das usinas do país. “Pela proposta que estamos recebendo, ficaríamos com apenas 60% do líquido o que não é justo, uma vez que o maior processo de sequestro de Carbono é no campo, ou seja, no fundo agrícola”, destaca José Inácio, lembrando que os produtores concordam em descontar as despesas, mas a partir da fixação de 100% dos ganhos da indústria referentes ao CBios. Ele lembra ainda que, na Paraíba, usinas e destilarias estão dando cerca de R$ 35,00 de ajuda de custo para o produtor, mas se recusando a instituir o pagamento do CBios como algo permanente.

“Nós defendemos uma legislação que regulamente a situação do fornecedor de forma clara e que não deixe margem a dúvidas no que deve ser pago ao fornecedor”, destaca José Inácio. Para ele, na atual conjuntura, infelizmente, não existe outra maneira de inserir os produtores no recebimento do CBios que não criando essa legislação. “O que a Lei determinar que deva pagar, seja lá quanto for, eles terão que cumprir e o pagamento se dará de forma igualitária para o pequeno, o médio ou o grande produtor de cana. Eu volto a dizer, nós queremos somente o que é nosso. O fato é que essa situação é muito ruim para o setor e da forma como está, atualmente, o produtor está perdendo”, afirma José Inácio.

Asplan arrecada e doa 100 cestas especiais para a campanha ‘Estrada Solidária’ da PRF

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) não apenas aderiu à campanha nacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ‘Estrada Solidária’ como colaborou de forma significativa para o sucesso da ação. A entidade, que representa os produtores canavieiros da Paraíba, arrecadou e doou 100 cestas especiais com alimentos diversos. Os donativos arrecadados foram entregues na sede da PRF, em João Pessoa, no último sábado (7), pelo supervisor da Associação, José Altemar Serafim.

Cada cesta doada pela Asplan continha 5 pacotes de fubá, 2 kg de arroz, 2 kg de açúcar, 4 pacotes de macarrão, 2 kg de feijão, 1 kg de farinha e 1 pacote de café. Os donativos foram doados por associados, colaboradores e visitantes do prédio. Mas, além deste público, houve a doação do diretor da AR 19 Certificadora Digital, Elvis Camargo, que fez a doação de dez cestas. Os itens foram arrecadados e ficaram num estande montado na portaria da entrada da Asplan, no térreo do prédio sede, até a entrega dos itens na sede da PRF.

“Ficamos muito felizes em poder dar essa significativa contribuição para a campanha da PRF e de exercitar, mais uma vez, a nossa responsabilidade social, pois entendemos que ao ajudar o próximo estamos também dando nossa parcela de contribuição para um mundo mais fraterno”, afirma o presidente da Asplan, José Inácio de Morais.

Segundo divulgação da PRF, ao todo 36 entidades serão beneficiadas com a Campanha deste ano, que pretende levar alimentos para mesa daquelas pessoas que mais precisam, já que todos os alimentos arrecadados serão entregues a instituições beneficentes que prestam auxílio para pessoas em situações de vulnerabilidade.

Presidente da Unida e da Asplan parabeniza Governo Federal pela MP que possibilita venda direta de etanol

“Com a possibilidade de venda direta de etanol hidratado ganha o país, o mercado, o setor e, sobretudo, o consumidor que poderá dispor de um produto com a mesma qualidade e com preços mais competitivos, isto porque teremos um aumento da livre concorrência com potencial redução de valores. O Governo Federal mostra que tem uma visão moderna e dá um passo importante ao adotar esse novo modelo”, disse hoje (11), o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. O dirigente canavieiro se referiu à assinatura da Medida Provisória, assinada nesta quarta-feira, pelo presidente Jair Bolsonaro, que autoriza a venda de etanol por produtores ou importadores diretamente aos postos de combustíveis.

A MP atende o pleito do setor produtivo e industrial que pedia a abertura da política energética nacional para possibilitar essa venda direta. “Esse passo é importantíssimo para o setor, pois ele dispensa a intermediação de empresas distribuidoras, que era obrigatória e passa a ser facultativa, incentivando a concorrência o que, potencialmente, significa um ganho também para o consumidor que poderá ter o produto a preços mais acessíveis”, reitera José Inácio.

A MP, que trata de aspectos regulatórios e tributários da comercialização de etanol, também flexibiliza a fidelidade à bandeira, ou seja, permite que postos que exibem determinada marca comercial revendam combustíveis de outros distribuidores. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o novo modelo de revenda é facultativo, e os contratos em vigor devem ser respeitados.

Durante a solenidade de assinatura da MP, prestigiada por vários ministros, inclusive, Paulo Guedes (Economia) e Teresa Cristina (Agricultura), foi esclarecido o objetivo do governo. Que é “propiciar mais eficiência logística para o setor”. De acordo com o MME, a medida está alinhada aos princípios da política energética nacional e promove a abertura do mercado e o aumento da concorrência, com potencial redução dos preços dos combustíveis, trazendo benefícios importantes para o consumidor final. Com esse novo modelo de comercialização, o governo espera, a partir de 2022, promover uma nova dinâmica em todas as etapas da comercialização, possibilitando uma redução no preço do produto.

A MP entra em vigor no quarto mês após a publicação no Diário Oficial da União. Segundo a Presidência, o prazo visa propiciar aos estados tempo suficiente para adequação à mudança proposta para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual. O prazo também atende ao princípio da anterioridade nonagesimal, que determina que o Fisco só pode exigir um tributo instituído ou aumentado após 90 dias da data em que foi publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

Com informações da Agência Brasil

Profissionais do Complexo de Patos passam por treinamento para melhorar processos internos

Com o constante crescimento do Sistema Único de Saúde e a mudança na complexidade dos atendimentos da rede pública, a importância de uma gestão efetiva sobre os recursos, bem como a necessidade de um atendimento mais qualificado ao paciente exige de quem atua no setor público a adoção de procedimentos e ferramentas que melhorem, cada vez mais, a prestação de serviços. E foi justamente com esse propósito que o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) foi inserido no projeto ‘Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP)’, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio do PROADI-SUS. E dando prosseguimento as ações do projeto, nesta quarta-feira (11), profissionais de vários setores do hospital estão participando do treinamento sobre ‘Ferramenta de Avaliação Hospitalar’ (FAHOSP).

O treinamento tem o objetivo de criar o hábito de fazer auditorias internas nos procedimentos e ações e ainda nos equipamentos para saber se tudo está funcionando como tem que funcionar, seguindo a risca a legislação, normas e procedimentos padrões de cada setor. “Vamos uniformizar padrões de atuação nos serviços para que todos os profissionais daquele determinado setor tenham condições de desenvolver as ações dentro de uma mesma rotina de trabalho”, explica o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

Ele explica que essa Ferramenta traz requisitos importantes para identificar se o serviço está sendo executado de maneira uniforme em todos os setores da unidade. “Isso repercute na dinâmica da prestação de serviço que tende a melhorrar, dando ainda mais segurança para o paciente, para a instituição, para os funcionários, além de agilizar e melhorar a qualidade do serviço”, complementa o diretor.

Na prática, segundo Francisco, essa ferramenta vai permitir que a unidade identifique com mais propriedade situações de melhorias e otimização de serviço, seja nas relações de trabalho, revisão de equipamentos, processos de trabalho e normas. “Depois do treinamento, os profissionais agora partirão para a avaliação de campo usando essa ferramenta, a fim de averiguar a conformidade ou não conformidade dos procedimentos e identificar os pontos que precisam de melhoria”, reforça Francisco, lembrando que essas melhorias farão parte de um plano de ação a ser elaborado para cada setor do hospital.

“Essa ferramenta FAHOSP foi desenvolvida para instrumentalizar as equipes de saúde no diagnóstico institucional e na tomada de decisões para melhoria de processos e é isso que começamos a fazer agora com mais propriedade”, finalizou o diretor do Complexo. O próximo passo será a realização de auditorias internas e também pelo pessoal do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

ALPB aprova requerimento que pede ao STF julgamento urgente da Inconstitucionalidade da Lei Federal do marco legal do saneamento

Os deputados paraibanos aprovaram hoje (10), durante sessão da ALPB, o Requerimento 16.311/2021, de autoria do Presidente da Comissão de Desenvolvimento, Turismo e Meio Ambiente da Casa, deputado Jeová Campos, que solicita que seja encaminhado ao Supremo Tribunal Federal – STF, manifestação da ALPB requerendo o julgamento, em caráter de Urgência, das Ações Diretas de Inconstitucionalidade de nºs. 6492, 6536, 6583, nas quais se discutem a Declaração da Inconstitucionalidade da Lei Federal nº 14.026/2021 que “Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, para atribuir à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) competência para editar normas de referência sobre o serviço de saneamento. O relator, neste caso, é o Ministro Luiz Fux.

O requerimento também faz referência à votação da Lei nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, que altera o nome e as atribuições do cargo de Especialista em Recursos Hídricos, a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que veda a prestação por contrato de programa dos serviços públicos de que trata o art. 175 da Constituição Federal, a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que aprimora as condições estruturais do saneamento básico no País, a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que trata dos prazos para a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, a Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015 (Estatuto da Metrópole), que estende seu âmbito de aplicação às microrregiões, e ainda a Lei nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017, que autoriza a União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços técnicos especializados.

“Em 2020, em plena pandemia do novo Coronavirus, foi aprovada pelo Congresso Nacional a Lei nº 14.026/2020, que “Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000 e isso provocará impactos muito grandes, já que esse novo marco extingui contratos e programas e não considera mais a água como direito universal e fundamental. Essa Lei do Paulo Guedes entrega um setor que presta um serviço essencial à iniciativa privada”, argumenta Jeová.

Ainda segundo o parlamentar, que está de licença médica para tratamento de saúde, mas teve várias propostas suas em votação na sessão desta terça-feira, o exemplo de privatização da Saelpa, que era a concessionária de energia elétrica da Paraíba, ilustra bem o que pode vir ai também com a privatização dos serviços de água e saneamento no país. “A Energisa hoje estabelece as taxas de energia que quer, não temos mais uma política de governo que dê subsídios, e isso também vai acontecer com a privatização da Cagepa. O impacto na vida das pessoas será igualmente danoso se seguir o que determina esse novo marco regulatório”, reforça o parlamentar.

Jeová lembra que os professores universitários Maria Luiza Pereira Feitosa, José Irivaldo Alves de Oliveira e Aendria de Souza do Carmo fizeram um estudo acadêmico que mostra as armadilhas inconstitucionais sobre o novo marco regulatório e as implicações e impactos deste modelo proposto pelo Governo Federal em serviços tão essenciais como água e esgotamento sanitário. “Eles estudaram os meandros desta questão e produziram um documento de 40 páginas que é convincente do ponto de vista científico. Nele, eles mostram os problemas que essa questão traz e algumas maneiras de como enfrentá-los”, disse o deputado que incluiu trechos deste estudo no documento que será encaminhado pela ALPB para o STF.

Num debate, promovido pela ALPB no último dia 15 de junho, a professora explicou que o problema é que essa Lei, publicada em julho de 2020, no contexto da pandemia, não revogou a Lei 11.445/2007, no entanto, revogou parte dela estabelecendo um novo marco legal para a gestão de saneamento básico no Brasil, que abrange quatro vertentes: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos. “Não estamos falando somente de água e esgoto. A grande mudança, de acordo com o estudo, é que o novo marco abre caminho para a privatização do negócio do saneamento igualando-o, em termos de rentabilidade, ao setor de telefonia, energia e outros”, explicou ela, lembrando que a Lei altera profundamente as competências da Agência Nacional de Água, que agora passa a ser Agência Nacional de Água e Saneamento universalizando os serviços e impondo aos estados um formato de regionalização, seja por iniciativa própria ou por imposição da União.

O novo marco legal precisa ser melhor definido

Veto Parcial sobre PL que concede atendimento prioritário às pessoas com visão monocular na Paraíba não prejudica Lei em vigorVeto Parcial sobre PL que concede atendimento prioritário às pessoas com visão monocular na Paraíba não prejudica Lei em vigor

Mesmo de licença médica, a atuação do deputado estadual Jeová Campos repercute na Assembleia Legislativa tanto que, na manhã desta terça-feira (10), os parlamentares votaram um Veto Parcial do governador João Azevedo a um Projeto de Lei de autoria do deputado paraibano. Trata-se do PL 1936-2020, que propicia atendimento prioritário às pessoas com visão monocular nos estabelecimentos públicos e privados no Estado da Paraíba. Sancionada desde 28 de Maio deste ano, a propositura de Jeová já é Lei (11.968/21), desde então. O Veto Parcial mantido pelos deputados em sessão remota de hoje, por um placar de 8 a 16, não prejudica a propositura que foi aprovada em plenário por unanimidade, apenas considera o vício de origem da iniciativa e mantém o veto ao Art. 4º da referida Lei.

Em seu Art. 1º, a Lei assegura o atendimento prioritário às pessoas com visão monocular pelos estabelecimentos públicos e privados sediados no Estado da Paraíba, estabelecendo que o símbolo da pessoa com visão monocular deverá ser utilizado nas placas indicativas de atendimento prioritário para as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Para se beneficiar da Lei é preciso se enquadrar no perfil de pessoa com visão monocular, que é aquela que apresenta cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, assim como as pessoas de baixa visão, com acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60º ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.

Para fazer jus ao atendimento prioritário, a pessoa com visão monocular deverá apresentar qualquer documento firmado por profissional médico que ateste esta deficiência. O descumprimento do disposto nesta lei sujeitará ao infrator a imposição de multa no valor equivalente a 50 (cinquenta) UFR-PB vigente na data da aplicação da penalidade, e no caso de reincidência o valor da penalidade será aplicado em dobro, além de outras sanções previstas na legislação vigente.

Com a Lei pessoas de visão monocular têm prioridade de atendimento na Paraíba