Author: News Comunicação

Jeová afirma que corte de R$ 1 bilhão no orçamento do Ministério do Trabalho vai aumentar fila no INSS e prejudicar os mais vulneráveis

O corte de R$ 3,2 bilhões no Orçamento de 2022 em áreas como assistência social, meio ambiente, saúde, direitos humanos e obras públicas promovido pelo presidente Jair Bolsonaro vai comprometer a operacionalidade do INSS, um órgão fundamental para os trabalhadores brasileiros, dificultar o acesso a aposentadorias e aumentar ainda mais a fila de espera de concessão de benefícios, que já alcança 1,8 milhão de pessoas. Isto porque, deste corte, o maior desfalque financeiro recaiu sobre o Ministério do Trabalho e Previdência, que perderá um montante de R$ 1 bilhão. “Esse corte deixa o INSS sem condições de operacionalidade e vai prejudicar os trabalhadores brasileiros, especialmente, os mais vulneráveis que buscam um benefício para manter suas necessidades básicas de sobrevivência”, denuncia o deputado estadual paraibano, Jeová Campos.

Na manhã desta terça-feira (5), antes de ir para a sessão da Assembleia Legislativa, o parlamentar esteve na sede da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Agricultoras Familiares da Paraíba (Fetag), participando de uma Audiência Pública proposta pela deputada Estela Bezerra, para debater a situação da Previdência Social e a reestruturação do atendimento do INSS frente a essa situação. “Esse corte orçamentário inviabiliza o funcionamento do INSS que hoje foi tomado pelos militares da reserva que não têm aptidão para o exercício da função de serem técnicos da concessão de benefícios previdenciários”, denunciou Jeová.

O deputado lembrou ainda que se o INSS não fosse uma organização pública estaria em situação falimentar. “Esse governo está querendo quebrar o INSS que já enfrentava problemas estruturais há alguns anos, com insuficiência de servidores, sucateamento das agências e restrições ao atendimento à população. Com esse corte, que chega a 41% de todo o orçamento do INSS, os problemas se agravarão ainda mais comprometendo o funcionamento do órgão de maneira extrema”, afirma Jeová, complementando que, atualmente, R$ 1,2 bilhão de benefícios estão represados no INSS. “Com esse corte, a fila de aposentadoria, pensão e auxílio que já estava extensa, vai aumentar ainda mais”, lamenta Jeová, lembrando que os maiores prejudicados serão as pessoas em extrema vulnerabilidade.

Entenda os cortes no INSS

O corte de R$ 3,2 bilhões no Orçamento de 2022 terá seu maior desfalque financeiro recaindo sobre o Ministério do Trabalho e Previdência, que perderá um montante de R$ 1 bilhão. Desse total, R$ 988 milhões são referentes a um corte direto no INSS. A ‘tesourada’ será direcionada mais especificamente às verbas de administração do órgão e de serviços de processamento de dados e reconhecimento de direitos de benefícios. A área do INSS que mais perdeu recursos foi a administração nacional, com corte de R$ 709,8 milhões. Outros R$ 180,6 milhões foram retirados dos serviços de processamento de dados e R$ 94,1 milhões foram vetados de um projeto de melhoria contínua e, por fim, R$ 3,4 milhões da área de reconhecimento de direitos de benefícios previdenciários. O INSS é o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria e outros benefícios dos trabalhadores brasileiros. A falta de mão de obra no INSS é outro agravante, já que o número de servidores caiu 38%, entre 2012 e 2021, chegando a 22,6 mil, segundo dados do Ministério da Economia.

Fonte: Com informações do Site InfoMoney

Hospital de Patos registra aumento de 80% nos atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito no final de semana

Hospital de Patos registra aumento de 80% nos atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito no final de semana

Oplantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), de Patos, neste último final de semana, registrou o atendimento a 159 pessoas, a realização de 11 cirurgias – sendo oito de emergência e três eletivas, além do atendimento a 27 vítimas de sinistros de trânsito, o que representa um aumento de 80%, em relação ao final de semana passado. A quase totalidade das vítimas estavam em motocicletas, com 26 registros, e uma em bicicleta. Os dados referem-se ao período entre as 18h da sexta-feira (01) até a meia-noite do domingo (04).

No sábado, no plantão mais movimentado, 80 pessoas foram atendidas, e no domingo, mais 68 pacientes deram entrada na unidade. No dia 01, entre as 18h e meia-noite, outras 11 pessoas foram atendidas na unidade. O relatório de gestão do hospital, que integra a rede estadual de saúde, registra que dos 27 pacientes que deram entrada na unidade por causa de sinistros de trânsito, oito tiveram que permanecer internados para cuidados posteriores. Patos registrou o maior número de vítimas, com 14 no total, mas houve registro de acidentados vindos das cidades de Brejo da Cruz, Cacimba de Areia, Catingueira, Coremas, Imaculada, Olho D’água, Princesa Isabel, Santa Luzia, São José de Espinharas, São José do Bonfim e Teixeira.

Na Urgência e Emergência, além dos casos envolvendo os acidentados, os demais motivos dos atendimentos da unidade neste final de semana foram de pacientes com queda da própria altura, dor abdominal, hipertensão, contusão diversa/pancada, dificuldade de respirar, dor no peito, dor de cabeça, náusea e vômito, hemorragia, hipotensão, entre outros motivos.

Das 11 cirurgias realizadas, a maior parte delas foi ortopédicas, com sete procedimentos, outras três foram cirurgias gerais e ainda uma vascular.

Paulo Leal assume Presidência da Feplana com Alexandre Lima como Vice

Em eleição por aclamação, na sede da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), em Brasília, o paranaense Paulo Leal, assumiu a presidência da Federeação, na última quarta-feira (30). Ele sucedeu o produtor pernambucano Alexandre Andrade Lima, que ficou no cargo por dois mandatos consecitivos. A diretoria conta ainda com o carioca Tito Lívio na 2ª vice-presidência. O ministro do Turismo, Gilson Machado representou o presidente Bolsonaro na cerimônia de posse realizada logo após o processo eleitoral. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, que integra a diretoria da entidade, também prestigiou a solenidade.

“Temos expectativas positivas para esse mandato. Trabalharemos pela consolidação, no cotidiano, da venda direta de etanol pelas usinas aos postos, pleito da Feplana já atendida pelo presidente Bolsonaro. Mas, o trabalho seguirá no Congresso Nacional em buscas de outras demandas, com destaque a garantia do CBios do RenovaBio também para os fornecedores de cana”, falou Paulo Leal, que se mostrou confiante, sobretudo diante de tantas lideranças e órgãos presentes na posse, todas colocando-se à disposição da nova direção.

Para José Inácio, a eleição por aclamação de Paulo Leal já é uma demonstração de união e força do novo presidente. “Com Paulo Leal na presidência a gente sabe que as ações, defesas e projetos da Feplana não serão descontinuadas, ao contrário, eles serão mantidos, o que nos dá muita tranquilidade, haja vista a importância da entidade em nível nacional”, destacou o dirigente da Asplan.

O evento festivo, que foi realizado em um restaurante na capital federal, contou com vários representantes do Governo Federal, como o secretário adjunto da Presidência, Zezeco, e o presidente da Embratur, Carlos Brito. Além de políticos e representantes de frentes parlamentares, a exemplo do deputado federal Domingos Sávio. E também as entidades do setor canavieiro, representando 10 estados produtores de cana no Brasil, além da presença de Roberto Holanda, diretor executivo do Fórum Nacional Sucroenergético.

Hospital Regional de Patos amplia capacidade de atendimento em UTI

Com a desativação dos leitos para Covid, a partir do dia 1º de Abril, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), vai ampliar sua capacidade de atendimento para pacientes graves, de pós-operatório e àqueles de longa permanência que tenham AVC ou doenças crônicas e que precisem de cuidados intensivos. Isto porque os equipamentos e leitos com aparelhos de ventilação mecânica, antes destinados ao setor Covid, serão todos redirecionados para atendimentos de outras demandas da unidade. O Hospital contava com seis leitos de UTI Convencional e passará a ter 20 leitos com essa nova estrutura de funcionamento.

Agora, explica o diretor técnico do Complexo, Dr. Pedro Augusto, o hospital passa a ter melhores condições de atender os pacientes com três UTIs distintas. “O Hospital de Patos terá um ganho expressivo com essa nova configuração de leitos de cuidados intensivos, saímos de 06 leitos de UTI para 20, mais que dobramos nossa capacidade de atendimento”, explica o médico, lembrando ainda que não mais haverá adiamento de cirurgias em função de déficit de leitos para atendimento de pós-operatório. “Algumas vezes deixamos de realizar cirurgias porque o paciente precisaria de um leito de UTI para o pós-operatório e não tínhamos porque os leitos de UTI estavam ocupados. Isso agora faz parte do passado”, reitera Dr. Pedro.

Com esse novo desenho interno, o Complexo de Patos terá dez leitos na UTI Convencional, ao invés de seis, terá a disponibilidade de outra UTI, com cinco leitos, para pacientes de pós-operatório, e ainda outra UTI, com mais cinco leitos, para pacientes de longa permanência, àqueles graves com sequelas de AVC ou de doenças crônicas.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, destaca a importância destes novos leitos de UTI. “Ampliar a capacidade de atendimento para pacientes graves era uma necessidade de nossa unidade que, felizmente, pôde ser materializada agora com a desativação dos leitos Covid”, destaca o diretor. Francisco lembra que tudo isso só foi possível graças a diligência e o empenho do Governo Estadual, através da Secretaria de Saúde, que adquiriu leitos e aparelhos de ventilação mecânicos para atendimento aos pacientes graves de Covid ampliando a capacidade não apenas de Patos, mas de toda a rede. “Os equipamentos adquiridos na pandemia não sairão do hospital. É um patrimônio da unidade que servirá a população de Patos e dos cerca de 80 municípios para os quais somos referência”, reitera o diretor.

Francisco lembra ainda que com esse redirecionamento de leitos Covid o Complexo ganhará também uma nova Área Amarela com 10 leitos de suporte respiratório que dará apoio a Urgência e Emergência.

ALPB aprova PL de estadualização de estrada vicinal localizada no município de Cachoeira dos Índios

Os deputados aprovaram, na sessão da ALPB desta terça-feira (29), o Projeto de Lei 1238, de autoria de Jeová Campos, que estadualiza a estrada que inicia na BR-116 e termina na divisa com o município de Aurora (CE). A matéria foi aprovada com um aditivo do deputado Taciano Diniz que estabelece que a responsabilidade de manutenção da estrada só passará para o Governo do Estado após o asfaltamento da via. Antes disso, a obrigação de conservação da estrada fica com o município de Cachoeira dos Índios.

Localizada no Sítio Bom Jardim, no município de Cachoeira dos Índios, a estrada, segundo o PL, deverá ser estadualizada em toda a sua extensão, compreendendo desde o início da via no entroncamento da BR-116 até a divisa com o
município de Aurora, no Estado vizinho do Ceará, numa extensão de, aproximadamente, cinco quilômetros.

O parlamentar autor da propositura lembrou-se da importância da estadualização da via que é um importante acesso para os moradores e comerciantes da região. “A transferência da administração de trechos rodoviários para o Estado é, sem dúvida, um caminho que assegura a melhoria da infraestrutura viária e, consequentemente, os acessos, as viagens e o trafego na região”, argumenta Jeová.

A PB tem tecnologia de ponta para identificar até 60 analíticos mas subutiliza equipamento instalado no Lacen-PB com apenas quatro diz Jeová

“Não tem lógica, não é razoável e não tem sentido a Paraíba ter um equipamento de ponta para identificar até 60 analíticos/parâmetros para diagnosticar várias doenças raras em recém-nascidos e estar usando essa tecnologia para identificar apenas quatro”, afirmou o deputado Jeová Campos, durante sua fala na sessão da ALPB, desta terça-feira (29). O parlamentar reiterou que não entende o porquê dessa subutilização estar acontecendo já que não há custo adicional para o pleno uso do equipamento.

O deputado, autor do Projeto de Lei que se transformou na Lei nº 11.566, que trata sobre à implantação do Teste do Pezinho Ampliado na rede estadual de saúde, lembrou que a ALPB fará uma representação ao Ministério Público para que o órgão tome as providências no sentido de cobrar do Lacen que use o equipamento em sua plena capacidade e também estenda a obrigatoriedade da realização do teste ampliado para todas as unidades de saúde da rede, em todos os 223 municípios paraibanos. Em vigor desde 2019, a Lei só está sendo cumprida, atualmente, em 40% dos municípios, embora haja, segundo a SES, 175 postos de coleta ativos em todo o Estado.

O encaminhamento de uma representação da ALPB ao Ministério Público foi decidido durante uma Audiência Pública, realizada semana passada na Casa de Epitácio Pessoa. A representante do órgão e coordenadora estadual de todas as promotorias de Justiça que trata de questões de Saúde na Paraíba, Dra. Fabiana Lobo, participou da Audiência, além de outras autoridades ligadas a temática em questão, a exemplo da representante da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, Dra. Renata Nóbrega, da professora da USP e Presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo, Tânia Bachega, da fundadora do Instituto Vidas Raras, Regina Próspero, do representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dr. Salmo Raskin, além do diretor do Lacen-PB, Bergson Vasconcelos, que foi convocado a participar da audiência.

“O Estado já tem equipamento e condição de dar respostas precisas sobre se uma criança tem os elementos indicativos de uma doença rara, mas, lamentavelmente, o aparelho de ponta que está no Lacen está sendo subutilizado. Todas as aminocidopatias estão sendo excluídas porque os testes não estão sendo feitos de forma ampla. Nós temos um serviço instalado e não estamos utilizando-o em sua plenitude”, reiterou Jeová, lembrando que o espectrômetro de massa está subutilizado porque tem condições técnicas científicas de trabalhar com até 60 analíticos e apenas estão fazendo mais um diagnóstico de ‘leucinose’ e isso não tem sentido e nem é razoável, além de demonstrar ineficiência comprometendo o princípio da eficiência do art 37 da Constituição Federal”, disse Jeová. O parlamentar lembrou que a secretária Renata se comprometeu a estender o teste para toda a Paraíba, mas, não se referiu à questão do uso pleno do equipamento do Lacen.

Complexo de Patos realiza 12 cirurgias de emergência e atendimento a 164 pessoas no plantão do final de semana

O plantão deste final de semana (25 a 27) na Urgência e Emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) foi menos movimentado que o final de semana passado, tendo uma queda de 9% nos atendimentos e uma diminuição de 38% nos sinistros de trânsito. Mas, mesmo com essas reduções a unidade realizou 12 cirurgias de emergência e atendeu 164 pessoas, das quais 15 vítimas de sinistros de trânsito.

Na sexta-feira, das 18h a meia noite, o hospital atendeu 23 pessoas na Urgência e Emergência. No sábado, no plantão de maior movimento, foram mais 73 pacientes e no domingo, outras 68 pessoas deram entrada na unidade. Das 12 cirurgias realizadas, cinco foram de Ortopedia, quatro de Cirurgia Geral e mais três Vascular.

Das 15 vítimas que deram entrada no hospital por causa de sinistros de trânsito, a maior parte delas acidentou-se com motocicletas, com 12 casos, e outras três com bicicletas. Destes, três pacientes precisaram ficar internados para cuidados posteriores. A maior parte das vítimas foi da cidade de Patos, com cinco casos no total, mas o hospital atendeu pacientes das cidades de Igaracy, Quixaba, Santa Luzia, São Bento, São José de Espinharas, Teixeira, Santa Teresinha e Vista Serrana.

Além dos casos envolvendo os acidentados, a Urgência e Emergência do hospital atendeu pessoas por causa de queda da própria altura, que se queixavam de dor abdominal, dor no peito, por entorse/torção, acidente com objeto perfuro/cortante, contusões diversas, convulsão ou mal epiléptico, náusea e vômito, agressão física, dor pélvica, entre outros motivos.

Na quinta etapa do Opera Paraíba este ano Hospital de Queimadas realiza 24 cirurgias em pacientes de 12 municípios

O final de semana no Hospital Geral de Queimadas foi bem movimentado, especialmente, no bloco cirúrgico da unidade que no sábado (26) e domingo (27) ficou praticamente reservado para a realização dos procedimentos do Programa Opera Paraíba. E nesta quinta etapa, deste ano, foram realizadas 24 cirurgias, entre Herniorrafias (hérnias) e Colecistectomia (uma operação em que se efetua a remoção da vesícula biliar), de pacientes de 12 municípios da região. Com esses 24 procedimentos, já somam 118 cirurgias somente nos três primeiros meses do ano em Queimadas.

A agricultura Daniele Josefa Alves, de 26 anos, da cidade de Umbuzeiro, foi uma das pacientes que fizeram a cirurgia de vesícula. Segundo ela, há um ano foi identificada a necessidade do procedimento de retirada de pedra na vesícula, mas, por conta própria ela foi adiando. “Eu sabia que tinha que me operar, mas fui adiando. Até que surgiu essa chance agora e eu vim”, disse ela, elogiando o serviço e o atendimento.

A também agricultora da cidade de Riacho de Santo Antônio, Raiane Cintia Ferreira Batista, de 33 anos, recebeu o diagnóstico há cerca de dois meses e já pôde fazer a cirurgia. “Foi tudo rápido, graças a Deus. Quando tive a crise e soube que tinha que me operar, logo foi tudo resolvido e estou aqui já operada”, disse ela que tirou uma pedra na vesícula.

A doméstica, Dulcinete Vieira de Carvalho, de 75 anos, da cidade de Boqueirão, retirou uma pedra na vesícula. Ela já convivia com o problema há mais de um ano. “Eu sou acomodada e não fiz a cirurgia antes porque não me interessei, mas, se eu soubesse que era assim, já teria feito antes”, disse ela, numa referência à atenção e cuidado que recebeu da equipe do hospital.

No sábado estavam programadas 12 cirurgias, mas foram realizadas 11, em função de uma paciente não apresentar quadro clínico favorável para realização do procedimento. Foram quatro Herniorrafias e sete Colecistectomia. No domingo, todas as 13 cirurgias programadas foram feitas, sem nenhuma intercorrência, sendo oito Colecistectomia e cinco Herniorrafias. “Apenas uma das 25 cirurgias programadas para essa etapa do Opera em nossa unidade não foi feita, e assim mesmo em função do quadro da paciente”, explica o diretor geral do Hospital de Queimadas, Dr. Flávio Daniel, que integra a equipe de cirurgiões da unidade e participa dos mutirões do Opera Paraíba.

Desta vez, o Opera Paraíba em Queimadas realizou cirurgias em pacientes das cidades de Aroeiras, Alcantil, Barra de Santana, Boqueirão, Cabaceiras, Natuba, Riacho de Santo Antônio, Santa Cecília, São Domingos do Cariri, Umbuzeiro e Queimadas.

Retrospectiva

No primeiro mutirão de cirurgias do Opera Paraíba em Queimadas, realizado no dia 14 de fevereiro, foram realizadas 29 cirurgias, na segunda etapa, no dia 21 de fevereiro, foram mais oito procedimentos, na terceira etapa, no dia 28 de fevereiro, foram mais 27 cirurgias eletivas e, neste último final de semana, outras 30 cirurgias foram feitas, totalizando 94 procedimentos. As cirurgias acontecem sempre nos finais de semana para não atrapalhar a rotina da unidade. Ano passado o Hospital de Queimadas realizou 416 cirurgias eletivas somente com o Programa Opera Paraíba.

Complexo de Patos segue orientação da SES e encerra contratos temporários de profissionais que atuaram na pandemia

Seguindo orientação da Secretaria de Estado da Saúde, em observância ao que determinou o Tribunal de Contas e a CGU, os contratos temporários dos profissionais que atuaram durante a pandemia deverão ser encerrados este mês. No Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos, 142 profissionais, de diversas categorias, terão seus contratos encerrados a partir do dia 1º de Abril.

O diretor geral do Complexo, Francisco Guedes, lembra que a rescisão contratual se dará naturalmente, até porque todos os profissionais sabiam que haveria um prazo para encerramento dos mesmos. “A contratação foi em caráter emergencial e todos sabiam que quando acabasse a pandemia não haveria necessidade de ter o aporte de uma equipe extra para dar andamento aos demais atendimentos da unidade”, afirma Francisco.

Ainda segundo o diretor, a partir do início de abril, o Complexo não mais fará internação de pacientes graves de Covid. Nestes casos, o paciente será encaminhado para o Hospital de Campina Grande. “Iremos continuar atendendo os pacientes que chegarem com quadros de síndrome respiratória leves, mas se for confirmado Covid e precisarem de leitos de UTI ou Enfermaria Covid, eles serão encaminhados para o Hospital de Clínica de Campina Grande que terá a missão de dar um apoio, em nível estadual, a pacientes com Covid que precisem de internação”, explica Francisco.

Nesta sexta-feira, os diretores geral, administrativo e clínico do Hospital, Francisco Guedes, Levi Firmino e Dr. Pedro Augusto, respectivamente, se reuniram com os contratados e agradeceram a dedicação e compromisso de todos durante o período em que trabalharam na unidade. “Queremos agradecer a todos vocês, desde os que ocuparam os cargos mais simples, como os que exigiam mais conhecimento técnico, pela dedicação, pelo apoio, pelas vidas que salvaram, pela fortaleza com que enfrentaram momentos muito difíceis, nossa gratidão, nosso respeito e nossa admiração a todos vocês e o desejo de boa sorte nesta caminhada por salvar vidas”, disse Francisco.

O diretor técnico do Complexo, Dr. Pedro Augusto, também falou com os profissionais na despedida deles, denominado-os de ‘heróis’. “Eu só tenho a agradecer a amizade e humanidade de todos vocês e tenham a certeza de que o que cada um de você fez nesta unidade jamais será esquecido. Vocês foram heroicos no medo, na coragem, na dedicação e, principalmente, em se dispor a ajudar ao próximo. Enfrentaram o desconhecido com altivez e são verdadeiros super-heróis”, afirmou o médico que esteve na coordenação do setor Covid da unidade durante a maior parte da pandemia.

Os contratos temporários a serem encerrados são de profissionais das seguintes categorias: Assistente Social, Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Fisioterapeutas, Auxiliares de Cozinha, Farmácia, Serviços Gerais, Maqueiro, Psicólogo, Recepcionista, Técnico de Laboratório e Médicos.

A PB se antecipou a Lei Federal do Teste do Pezinho Ampliado mas passados mais de dois anos da Lei Estadual ainda não realiza todos os testes

Embora a Paraíba tenha se antecipado a Lei Federal, promulgando desde 11 de Dezembro de 2019 uma legislação própria sobre a Triagem Neonatal Ampliada, com a Lei nº 11.566, que estabelece normas e diretrizes de um Programa de saúde pública bastante amplo, que consiste na realização de exames que diagnosticam 60 tipos de doenças raras de forma precoce, na prática, embora tenha estrutura e equipamentos para realização de todos os testes, atualmente, apenas quatro deles estão sendo realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB). Dos 223 municípios paraibanos, apenas 40% deles já têm equipes treinadas para realização das coletas, embora já existam, 175 postos de coleta ativos no estado. Essas e outras constatações foram feitas nesta quinta-feira (24), durante uma Audiência Pública promovida pela Assembleia Legislativa para identificar em que estágio está a implantação e desenvolvimento do Teste do Pezinho Ampliado na rede estadual de saúde.

Segundo o deputado Jeová Campos, autor do Projeto de Lei que deu origem a legislação vigente, a Paraíba deveria ser protagonista desta política pública, mas, infelizmente não está cumprindo com ela em sua plenitude. “Não tem sentido a Paraíba ter capacidade instalada para trabalhar com 60 parâmetros de testes e está fazendo apenas quatro. Agindo assim, o Estado está errando porque tem o dever de fazer todos os testes e eles não estão sendo feitos, ou seja, a Lei não está sendo cumprida”, disse o parlamentar, lembrado que o mais agravante disto tudo é que não há acréscimo de custos para que o laboratório paraibano trabalhe com todos os parâmetros de exames.

O deputado disse ainda reconhecer o esforço da SES e a dedicação do Secretário de Saúde, Dr. Geraldo Medeiros em implantar o Programa, mas, reiterou que é imprescindível que a Lei Estadual seja cumprida em sua integralidade e o teste passe a ser realizado em sua plenitude. “Nós até entendemos as dificuldades para operacionalização de uma ação complexa como essa, mas não dá para entender porque houve treinamento para uns municípios e outros não”, reforçou Jeová.

A representante da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, Dra. Renata Nóbrega, lembrou da complexidade de implantação dos testes, dos altos custos que envolvem essa operação, se comprometeu a verificar como essa ampliação poderá ser operacionalizada e lembrou que a triagem, em si, não resolve os cuidados que essa criança deverá ter após diagnosticada. “Nós precisamos ter o marcador, fazer a triagem, mas isso não é apenas um aspecto deste processo. Há todo um envolvimento de vários órgãos, profissionais e instâncias. A Rede funciona com o apoio de toda uma cadeia com o processo de cuidar”, disse ela, lembrando, por exemplo, da dificuldade das dietas específicas que não estão preconizadas no SUS.

Ainda segundo Dra. Renata, 40% dos municípios da Paraíba já fizeram o treinamento para participar do Programa e 175 cidades já têm postos de coleta ativos e que já estão enviando as amostras para o Lacen-PB, onde são feitos os testes da triagem neonatal ampliada. Ainda segundo a médica, o custo operacional do Programa para a Paraíba é algo em torno de R$ 10 milhões e o Governo Estadual está bancando 80% destes recursos para o custeio destes exames. “Nós precisamos ter o aporte de recursos federais para avançar com essa política pública em sua plenitude em toda a Paraíba”, disse ela. Segundo dados apresentados na audiência, atualmente, a Paraíba está realizando cerca de 3.500 testes/mês.

Em sua fala, o diretor do Lacen-PB, Bergson Vasconcelos, disse que não está realizando todos os testes a que se refere o Art. 1º, da Lei Estadual 11.566, em função de estar em sintonia com o que preconiza os atuais parâmetros do Ministério da Saúde sobre a matéria. Mas, esse argumento não convenceu os participantes da audiência. Isto porque a diretriz do próprio Ministério já determina a amplitude dos exames. O deputado Dr. Taciano Diniz, que presidiu a audiência, leu uma publicação do Diário Oficial da União, do dia 27 de maio de 2021, sobre a Lei nº 14.154, que alterou a Lei 8.069, de 13 de junho de 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que aperfeiçoa o Programa Nacional de Triagem Neonatal e estabelece a lista de testes que devem ser realizados na triagem neonatal. Coincidentemente, a referida Lei define os mesmos itens que estão no Art 1º, da Lei Estadual 11.566 e que não estão sendo cumpridos em sua totalidade pelo laboratório paraibano. “O próprio Ministério já determina a realização destes testes, portanto, essa argumentação de que a Paraíba está em conformidade com o que preconiza o órgão federal não se justifica”, reiterou Dr. Taciano, desconstruindo os argumentos do diretor geral do Lacen-PB.

O representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dr. Salmo Raskin, que participou da audiência de forma remota, destacou a importância de iniciativas como essa da Paraíba, lembrou da escassez de profissionais geneticistas no país que, segundo ele, são somente cerca de 350 no Brasil, e parabenizou a Paraíba pelo protagonismo. “O desafio para implantar a triagem neonatal para 60 doenças é complexo e enorme para toda a rede de saúde pública. Não é fácil operacionalizar esse processo e a Paraíba está de parabéns por ter tido essa iniciativa”, disse ele, lembrando que é preciso corrigir as falhas e corrigir os erros. E como sugestão em relação a pouca disponibilidade de médicos geneticistas no país, ele lembrou que os atendimentos podem ser feitos através da Telemedicina.

A fundadora do Instituto Vidas Raras, Regina Próspero, lembrou da importância do direito das famílias de saber o que seus filhos têm e também do acesso ao acompanhamento e dignidade do tratamento. “Não basta apenas identificar a doença. O Sistema diz que não tem ainda como absorver o tratamento e não está preparado para tanto, mas, se não forçarmos o Sistema a entender nossa demanda a gente nunca vai sair disso. Desde 2012, eu escuto isso. É difícil, sim, é, Mas, é possível, e neste aspecto, cobranças são necessárias. O que nós estamos pedindo é o que está colocado em Lei. Precisamos trabalhar para gerenciar tudo isso, evoluindo nesta questão, inclusive, buscando recursos para contratação de especialistas para que possamos avançar além do diagnóstico”, disse ela.

A professora da USP e Presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo, Tânia Bachega, parabenizou a ALPB pela iniciativa de reunir todos os envolvidos para pautar os problemas, dificuldades e avanços na implantação do teste do pezinho ampliado. “Tenho certeza que desta reunião surgirão sugestões para se ampliar os testes da triagem neonatal na Paraíba. A nossa população merece o diagnóstico precoce e a gente precisa se preocupar agora em construir todos os espaços da triagem necessários, não só para o primeiro teste, e é urgente a contratação de novos geneticistas para poder atender essas crianças deixando a sugestão de passar a responsabilidade para os municípios de mandar as amostras num prazo máximo de sete dias para que o Programa atinja seus objetivos”, afirmou ela.

Ainda participaram da audiência a Dra. Samantha Valeriano, Diretora Administrativa do Lacen-PB, a Dra. Eugênia Moreira, Coordenadora da Triagem Neonatal da SES, a Dra. Amira Awada, vice-presidente do Instituto Vidas Raras, a promotora de Justiça, Jovana Tabosa, a Dra. Hellen Karla Sá, médica clínica responsável pelo ambulatório do Hemocentro, Rogéria Shelly, diretora do Hospital Regional de Itaporanga, Inez Leite, diretora do Hospital de Piancó, a diretora técnica da Maternidade Cândida Vargas, Ceres Bandeira, a coordenadora da UTINEO da Maternidade Cândida Vargas, Dra. Thaise Ribeiro, diretora do Banco de Leite Anita Cabral, o coordenador de Atenção Básica da 3ª GRS de Campina Grande, Josenildo Dias. Francisco Anderson da 10ª GRS, de Sousa e Dra. Edilane Matias, da 12ª GRS de Itabaiana.

Ainda durante a audiência, a promotora de Justiça e representante do Ministério Público, Fabiana Lobo, solicitou que a SES encaminhasse para o órgão a relação dos municípios que já estão participando dos testes e os motivos pelos quais os demais não tenham sido treinados para se integrarem ao Programa. No final da audiência, o deputado Jeová Campos agradeceu a participação de todos, reafirmou que a ALPB vai enviar uma representação para que o Ministério Público verifique como está essa implantação do teste ampliado na Paraíba e se antecipou ao próximo mandato legislativo, destacando que não será mais candidato, mas, que o deputado Dr. Taciano Diniz deve continuar a cobrar soluções neste sentido a partir de 2023, quando ele não mais estará na ALPB. “Essa tribuna não terá mais Jeová, mas terá Taciano. Pegue a causa, tem minha procuração”, finalizou Jeová.