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Programa Renovar que propõe revitalização da cultura da cana-de-açúcar no Nordeste é debatido na Assembleia Legislativa de PE

Uma Audiência Pública, proposta pelo deputado estadual Aluízio Lessa, debateu nesta segunda-feira (09), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o Projeto Renovar, que propõe a revitalização da cultura de cana-de-açúcar do Nordeste e a recuperação de empregos no campo. O presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, foi um dos oradores da audiência.

Em sua fala, José Inácio enalteceu as vantagens e baixo custo do projeto Renovar, criticou a proposta de plantio de cana na região amazônica, falou da falta que faz para os produtores o pagamento da subvenção, da importância de manter a taxação sobre o álcool importado dos EUA e da necessidade de se instituir políticas públicas que estimulem a indústria sucroalcooleira nacional. “Ao invés de se discutir um projeto sem nexo como esse do plantio na Amazônia, devemos buscar alternativas de utilizar um parque já instalado nas regiões produtoras que, atualmente, está sub utilizado ou mesmo parado, em função do fechamento de dezenas de indústrias e estimular a produção de cana em regiões onde tradicionalmente a cultura sempre se desenvolveu e onde ela exerce importante papel sócio-econômico”, disse José Inácio.

Segundo destacou o dirigente canavieiro, que estava acompanhado do vice-presidente da Asplan, Fernando Rabelo Filho e do diretor da Associação, Pedro Neto, o papel social da cultura, além do econômico estão bem representados no projeto Renovar. “Com essa proposta, nós conseguimos recuperar 60 mil postos de trabalho, voltar ao patamar de produção de 60 milhões de toneladas de cana/safra no Nordeste e, beneficiar nove estados da região, impedindo, assim, a migração do campo para a cidade e, consequentemente, ajudando a diminuir os conflitos sociais e a violência advinda da falta de oportunidade e empregos”, reiterou José Inácio.

O consultor da Unida e autor do projeto Renovar, Gregório Maranhão, lembrou em sua fala que o Renovar é uma alternativa técnica de ótimo custo/benefício “Esse projeto prevê a recuperação de 300 mil hectares de cana, o que necessitará de um investimento de R$ 90 milhões/ano para todos os estados, portanto uma ideia bastante viável de ser implementada”, disse Gregório, lembrando que nenhuma atividade econômica é capaz de competir com a cana na geração de empregos em curto prazo.
A estrutura do Programa que não prevê o repasse de recursos aos produtores, mas a distribuição de kits de renovação por hectare composto de mão de obra e insumos agrícolas (herbicidas, calcário, fertilizante, etc), também foi apresentada aos deputados pernambucanos que elogiaram a proposta e prometeram apoiar a iniciativa.

Ministro no Nordeste

Dentro desta perspectivas de debater e buscar alternativas para revitalizar a cultura canavieira no Nordeste, já que ela é o mais importante sustentáculo econômico no campo da região, nos próximos dias 24 e 25, o Ministro da Agricultura, Pecuária e AbastecimentoBlairo Maggi vai visitar unidades industriais em Pernambuco e Paraíba, Em Pernambuco o ministro vai visitar a usina Ipojuca e na Paraíba a destilaria Japungu, está última desenvolve um projeto modelo de gotejamento que consegue atingir uma produção de 140/150 toneladas de cana-de-açúcar por hectare. “Para se ter ideia da diferença de produtividade, basta lembrar que, em média, um pequeno produtor, atualmente, na Paraíba colhe em torno de 50 toneladas por hectare. Isso, por si só, já evidencia a necessidade de haver algum projeto ou programa de ajuda para que esse produtor não abandone a atividade e migre para cidade gerando problemas sociais os mais diversos”, reitera José Inácio, enaltecendo a importância do projeto Renovar e da adoção de ações que estimulem o produtor canavieiro a continuar plantando. Atualmente, 20 mil produtores vivem desta atividade no Nordeste, sendo a maior parte deles, pequenos e médios produtores.

As ruas serão o palco da resistência de quem quer um país livre, soberano e democrático afirma deputado Jeová Campos

 

“Todo poder emana do povo. Essa frase é forte, bonita, democrática, verdadeira e assertiva. Faz gosto ouvi-la e mais ainda vê-la ser colocada em prática. Em sua versão original, ocupa posição de destaque na Constituição de 1988, logo no Artigo 1º, parágrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Mas, estão querendo tirar do povo esse poder e os brasileiros não aceitarão isso. Iremos ocupar as ruas, aliás, já ocupamos porque as ruas deste país, de Norte a Sul, se transformaram no palco da resistência de quem quer um país livre, soberano e democrático”, afirmou hoje (06), o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar foi um dos muitos paraibanos que participou, nesta sexta-feira, no Centro de João Pessoa, dos protestos contra a prisão do ex-presidente Lula.

Segundo o deputado, a população brasileira está nas ruas mandando um recado muito claro para a elite dominante e para quem acha que, ao arrepio da Lei e desrespeitando a Constituição Federal, vai conseguir encerrar com a carreira de um dos mais notáveis políticos do país e o maior líder político nacional na atualidade. “Os protestos que foram realizados hoje em todo o país refletem não apenas a contrariedade com os absurdos jurídicos deste processo do triplex, que é furado, fajuto, insustentável, uma aberração jurídica feita por encomenda, mas, também a mais pura expressão da indignação de brasileiros que querem um país democrático, soberano, mais justo e também ter o direito de votar em Lula se ele quiser ser candidato”, enfatiza Jeová.

Esse processo do tríplex do Guarujá, segundo o deputado que também é advogado, vai entrar para história das muitas vergonhas do judiciário brasileiro. “Eu volto a insistir que o princípio da inocência não foi respeitado, que ao decretar a prisão de Lula, já o condenaram sem ter uma sentença definitiva. Não podemos, nem vamos aceitar isso de braços cruzados. É preciso tomar as ruas e mostrar que o poder emana do povo e em prol dele precisa ser exercido”, destaca o deputado que ficou encantado com o engajamento espontâneo das pessoas. “Foi lindo ver crianças, jovens, adultos, velhos, estudantes, abastados ou não, chegando, se unindo, caminhando, protestando, gritando palavras de ordem em um uníssimo coro: Lula Livre!”.

Audiência Pública identifica que um bancário faz cerca de 10 mil atendimentos mês na agência da Caixa Econômica de Mamanguape

 Durante a audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira (06), na sede da Câmara Municipal da cidade de Mamanguape, se constatou que um bancário que atua na referida unidade bancária chega a fazer até 10 mil atendimentos/mês, o que explica a verdadeira via crucis que clientes da agência passam quando precisam resolver algo. “Isso é um absurdo, é um completo desrespeito tanto ao profissional, que com tamanha demanda não consegue atender a contento, e aos clientes e correntistas, que merecem ter um tratamento digno, sem ter que enfrentar longas filas e um tempo exorbitante de espera para ser atendido”, afirmou o deputado estadual Jeová Campos, autor da propositura de realização da audiência pública.

“A audiência foi muito qualificada, tanto no que diz respeito a presença da representação da superintendência da Caixa Econômica Federal, do sindicato dos bancários, Procon, muitos vereadores de cidades circunvizinhas, lideranças de Cuité, de Capim, Mamanguape, e produtiva em relação aos debates que foram bem esclarecedores”, avalia o parlamentar. Segundo Jeová, a partir das colocações de hoje, foi montado um Plano de Emergência que será encaminhado à Superintendência da Caixa. “É preciso que a Caixa adote providências urgentes para rever esse quadro, ampliar o número de profissionais na agência é algo urgente e necessário”, reiterou Jeová.

O parlamentar fez uma censura pública em relação ao Banco do Brasil que foi devidamente convidado pela Assembleia Legislativa para participar da audiência e não compareceu. “O fechamento de agências e redução de outras, não apenas da Caixa, mas também do BB, além de agentes lotéricos reduziu as opções da população da Região Metropolitana do Vale do Mamanguape, que totaliza um universo de mais de 120 mil pessoas, terem suas demandas bancárias atendidas a contento e é preciso mudar essa realidade que faz hoje as pessoas esperarem muitas horas, em filas enormes, expostas ao sol e chuva, para resolver questões corriqueiras e o Banco do Brasil também deveria estar aqui presente, mas, nem mandou representante”, criticou o parlamentar.

  O prédio onde funciona a agência bancária da CEF de Mamanguape, segundo denuncia que chegou ao gabinete do parlamentar, também é pequeno e não comporta a demanda de usuários que diariamente procura o banco para resolver seus assuntos financeiros. “Isso também é outra questão que a Caixa precisa resolver”, disse Jeová. As propostas do Plano Emergencial foram entregues aos representantes da Caixa no final da audiência. “Vamos acompanhar a solução destes problemas de perto”, finalizou Jeová.

Nutrimax serve cardápios especiais para marcar um ano de atividades na Maternidade de Patos

A empresa Nutrimax, responsável pelo serviço de nutrição da Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, completou na última quarta-feira (04), um ano de serviços prestados a unidade, que integra a rede estadual de saúde, e para marcar a data, a terceirizada preparou um cardápio especial que foi servido em todas as refeições ao longo do dia.

O café da manhã, por exemplo, com direito à música ao vivo, decoração e bolo temático no refeitório, foi bem incrementado, com bandejas de frios, pães e bolos especiais, além das tradicionais frutas, sucos e demais iguarias que compõem o tradicional cardápio do dia a dia. Todas as demais refeições do dia também tiveram gratas surpresas.

Para o diretor geral da Maternidade, Dr. Umberto Marinho Júnior, a iniciativa da Nutrimax foi muito bem-vinda. “A comemoração foi válida e quem ganhou foram nossos funcionários e pacientes que puderam ter refeições diferenciadas do cardápio do dia a dia e comemorar junto à equipe da Nutrimax esse um ano de atividades aqui”, afirmou o médico.

Sobre o serviço de nutrição da unidade

Diariamente, são servidas seis refeições por dia na Maternidade para os pacientes. A primeira delas é o desjejum, a partir das 6 horas, que inclui pães, tapioca, bolos, café, leite, frutas entre outros alimentos. Às 9 horas, é servido a colação, um lanche mais leve, que é composto de sucos, mingau, vitamina e  leite achocolatado. O cardápio do almoço inclui arroz, feijão, dois tipos de salada, porções de proteína, que pode ser carne vermelha, peixe, filé ou coxa de frango, fígado, e ainda sobremesa (doce, frutas ou gelatina) e sucos diversos.

Às 15 horas, é servido um lanche com opções de suco com biscoito (doce ou salgado), saladas de frutas ou café com leite e bolo. O Jantar, servido às 18h, inclui salada, guarnições de macaxeira, inhame ou espaguete, além de sopas (carne, canja, de feijão, legumes) e ainda sobremesa e suco. Às 21 horas, é servido uma ceia que pode incluir leite quente com biscoito, ou suco com biscoito ou mingau. Para os funcionários são disponibilizadas cinco refeições, ou seja, desjejum, almoço, lanche, jantar e ceia. O cardápio é modificado regularmente, sempre com a preocupação de ofertar produtos de qualidade e refeições balanceadas, nutritivas e saborosas

Deputado Jeová Campos reitera importância da Paraíba ter um novo governo que continue olhando para a frente

 

“Alguém pode até não simpatizar com Ricardo Coutinho, mas, não pode desconhecer que esse governo, nos últimos anos, recolocou à Paraíba no caminho do desenvolvimento, melhorou seus indicadores, fez o Estado crescer e evoluir, enfim, não se pode ignorar tudo o que a Paraíba avançou no atual governo e para que esse projeto político não sofra descontinuidade é preciso que elegemos alguém comprometido com esse projeto de desenvolvimento e progresso”, disse o deputado estadual Jeová Campos, um dos muitos socialistas presentes ao encontro Estadual da Legenda, que reuniu, na noite desta quinta-feira (05), no Clube Cabo Branco, em João Pessoa, lideranças, militantes, políticos e o governador Ricardo Coutinho, além do pré-candidato ao governo pela legenda, João Azevedo.

Sobre a indicação do nome de João Azevedo, Jeová foi enfático: “É um excelente quadro, um técnico muito competente, tem uma visão macro de todas as ações que foram e estão sendo desenvolvidas na Paraíba e, sobretudo, tem compromisso com esse projeto político que fez nosso Estado crescer, se desenvolver e prosperar”, reiterou Jeová.

Sobre decisão de RC continuar no governo

A respeito da decisão do governador Ricardo Coutinho de permanecer no cargo, ao invés de se desincompatibilizar do cargo e lançar-se candidato ao Senado, como muitos haviam especulado, o parlamentar também foi incisivo. “Essa decisão cabia unicamente a ele, mas, de antemão, posso dizer que essa decisão representa um desprendimento pessoal de Ricardo em nome de um projeto muito maior que é a Paraíba”, afirmou Jeová.

Deputado Jeová Campos convida os simpatizantes de seu mandato e a população em geral para participar do Movimento da Resistência

“Convido todas as pessoas identificadas com o nosso mandato, minhas defesas e minha luta pela Democracia a participar, a partir das 14h, em frente ao Liceu Paraibano, do movimento em defesa da Constituição Federal, da Ordem Jurídica, das liberdades fundamentais da pessoa humana e, mais que tudo, contra esse outro golpe e pela liberdade de Lula e em defesa do Brasil”, afirmou o deputado estadual Jeová Campos (PSB).

“É preciso que o povo tome as ruas, grite, lute, se manifeste, mostre sua indignação com essa prisão arbitrária, ao arrepio da Constituição, que tornou réu, e antecipadamente, culpado um cidadão que fez história neste país defendendo a classe menos favorecida, espalhando escolas e universidades, dando oportunidades para os mais humildes, que teve um olhar especial com o Nordeste, levando água aos rincões do sertão nordestino com a Transposição, enfim, o maior líder político deste país na atualidade”, reiterou Jeová.

Ainda segundo o deputado, que também é advogado, é preciso resistir neste instante. “Lula não pode ser preso com a violação da ordem constitucional. O princípio da inocência é um princípio soberano, é um princípio de direito universal e natural, não é possível, que permitamos que se rasgue a Constituição Federal, que se rompa com a institucionalidade em defesa de interesses escusos e promíscuos que são os interesses dos grandes capitalistas”, finalizou Jeová.

Espero que o STF se mantenha guardião da Constituição e não ceda às pressões da burocracia judicial afirma Jeová sobre o julgamento

“Nesta quarta-feira (04), o Brasil vai estar diante de um debate. Ou seja vamos ver se o Supremo Tribunal Federal (STF) vai resolver ser o guardião e defensor da Constituição Federal ou se, infelizmente, vai ceder às pressões da burocracia judicial que quer limitar um direito universal que é a presunção de inocência, que não é um direito desta ou daquela pessoa, mas, o princípio da inocência”, disse hoje (03), o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar se referia ao julgamento do habeas corpus que poderá garantir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), com uma pena de 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, no processo do tríplex do Guarujá (SP).

O parlamentar que também é advogado lembra que está bem clara na Declaração dos Direitos Humanos que ninguém pode ser considerado culpado antes de uma decisão transitada e julgada. “Os tribunais estão ai para mostrar, com seus números, que os recursos em tribunais superiores, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral, em regra, de cada 100 casos, cerca de 25 são dados provimento. Então não tem como aplicar uma pena precocemente porque é preciso assegurar os recursos que são uma garantia inalienável, irrenunciável, é preciso que se respeite o transito em julgado como consequência natural do princípio da inocência”, argumenta Jeová.

Ainda segundo Jeová, não se trata, neste instante, de fazer a defesa desta ou daquela pessoa. “Seja Lula ou qualquer outro, o que é preciso é defender um princípio universal de Direito, que é o princípio da inocência, por isso, esperamos que amanhã, o Supremo Tribunal Federal tome a decisão correta no habeas corpus do ex-presidente Lula, no sentido de que a execução de qualquer pena que lhe for imposta só possa acontecer depois de vencido todos os prazos e todos os recursos, o chamado trânsito em julgado. Esperamos por Justiça e clamamos por Justiça e, sobretudo pelo respeito a Constituição Federal em seu artigo 5º”, finaliza o deputado.

Projeto Renovar que amplia produção de cana e cria empregos no campo é apresentado em Recife

Voltar ao patamar de produção de 60 milhões de toneladas de cana/safra e recuperar 60 mil postos de trabalho, ao longo de três anos, beneficiando vários estados do Nordeste, do Rio Grande do Norte até a Bahia, e direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes. Essas questões estão contempladas no projeto Renovar que foi apresentado nesta segunda-feira (02), pelo consultor da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Gregório Maranhão, durante reunião realizada em Recife. Políticos, representantes da iniciativa privada e pública, além de dirigentes do setor canavieiro participaram do evento, que aconteceu na sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

O presidente da Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, lembra que a redução da produção canavieira do Nordeste, que caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos anos, não impacta somente na cadeia produtiva, mas na economia e desenvolvimento da região e que o Renovar é uma saída viável para reverter essa situação. “Esse projeto busca a recuperação de 300 mil hectares de cana, oportunizará a criação de 60 mil empregos por ano, ao longo de três anos, em toda área da zona canavieira do Nordeste, com um investimento de R$ 90 milhões/ano para todos os estados, montante que é bastante viável de ser custeado a partir de uma parceria público/privada”, destaca José Inácio.

O consultor e autor da proposta, Gregório Maranhão, durante sua apresentação, lembrou que o projeto ao mesmo tempo em que propõe revitalizar a cultura canavieira nordestina, que é um importante sustentáculo da região, também contempla duas grandes e importantes questões da atualidade que dizem respeito ao combate ao desemprego e melhoria dos indicadores de segurança pública. “Temos hoje 12 milhões de desempregados e problemas graves com segurança pública que advém desta mazela social de desocupação. Com a implantação do Renovar, serão criados 60 mil postos de trabalho por ano, ao longo de três anos, imagina o que significa isso para a reagião”, destacou Gregório.

Ainda segundo o consultor, o projeto é muito viável. “O montante a ser investimento pelo poder público para a implementação do Renovar é baixo ao considerar os benefícios sociais que oportunizará através da elevação dos índices de empregabilidade e, consequentemente, da melhoria da própria segurança pública”, explicou Gregório, lembrando que a estrutura do Projeto não prevê o repasse de recursos aos produtores, mas a distribuição de kits de renovação por hectare composto de mão de obra e insumos agrícolas (herbicidas, calcário, fertilizante, etc).

O secretário estadual de Agricultura de Pernambuco, Wellington Batista, também participou do evento, juntamente com os presidentes do grupo EQM, Eduardo Monteiro, e do Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool do Estado (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, além do presidente da AFCP, Alexandre Lima e prefeitos da zona da mata pernambucana

Em meio a maior crise do setor sucroenergético no país debater o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é um contrassenso total

Nos últimos dez anos, mais de 80 indústrias sucroalcooleiras fecharam as portas e outras tantas estão em processo de recuperação judicial ou enfrentando um crescente endividamento, deixando milhares de desempregados e um parque industrial promissor quase obsoleto, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e no Nordeste. Até quem não é da área já ouviu falar ou sentiu os impactos da crise que afeta o setor sucroenergético brasileiro. E em meio a esse panorama adverso, agravado pelo posicionamento do Governo Federal, especialmente, durante os 13 anos de governo do PT, com políticas equivocadas adotadas para os combustíveis no país, como o subsídio de preços e a eliminação da CIDE sobre o combustível fóssil, em detrimento dos biocombustíveis, agravaram a situação. E para piorar ainda mais, na contra mão do bom senso, eis que surge o PLS 626/2011, do Senador Flexa Ribeiro, que propõe expandir o cultivo de cana-de-açúcar para a Amazônia.

Para o presidente da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse PL que autoriza o plantio em áreas ‘degradas’ da Amazônia Legal e que está prestes a ser votado no Senado, é uma aberração. “Ai, surge uma pergunta que não quer calar: por que plantar cana em uma região que não tem tradição para tal cultivo, que não dispõe de parque industrial instalado para tal, que necessitará de investimentos vultosos para operacionalizar o processo industrial e, pior ainda, que vai alterar, negativamente, o Zoneamento Agroecológico, que determina as áreas onde a cana-de-açúcar pode ser cultivada, provocando, assim, uma forte pressão por desmatamento no bioma amazônico?”, questiona José Inácio.

Embora o autor da proposta, contra argumente, afirmando que o PL não prevê desmatamento, mas, plantio em áreas “antropizadas”, ou seja, já alteradas pelo homem, o dirigente canavieiro, reitera que essa proposta é completamente despropositada. “Ai eu reitero a pergunta que não quer calar: por que desconsiderar e abandonar a própria sorte um enorme parque industrial já instalado, em áreas tradicionalmente canavieiras? A quem interessa isso? Com certeza não ao Brasil!”, destaca José Inácio.

Ele lembra que somente no Nordeste, a produção canavieira caiu de 60 milhões de toneladas para 40 milhões nos últimos dez anos. Alagoas, que ainda lidera o ranking de safra dos estados da região, caiu de 26 milhões de toneladas para 13 milhões. Pernambuco, que já chegou a produzir 25 milhões de toneladas/safra, atualmente, registra cerca de 11/12 milhões de toneladas. A Paraíba, que ocupa a terceira posição em produção na região, foi o único estado que não registrou decréscimo na produção, e deve fechar a safra 2017/2018 com um volume em torno de 6 milhões de toneladas, praticamente o mesmo dos últimos anos.

Para José Inácio, ao invés de debater PLs que fogem do bom senso, o país deve voltar-se para projetos que revitalizem a cultura canavieira e promovam a recuperação da indústria nacional, tais como, o projeto Renovar que propõe a recuperação de 60 mil postos de trabalho, beneficiando nove estados do Nordeste, 200 municípios na zona da mata litorânea nordestina, além de áreas da região metropolitana destes estados e zona de transição do Agreste, beneficiando, direta e indiretamente, cerca de 6 milhões de habitantes.

É bom lembrar que para cada usina fechada, segundo dados do setor, estima-se que, pelo menos, 500 famílias sejam atingidas diretamente. José Inácio reitera que essa relação pode ser ainda maior, se considerada a cadeia como um todo. Para ele, muito mais importante e relevante, além de necessário para o Brasil, é definir e debater ações e políticas que apoiem a recuperação deste parque industrial já instalado no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, que estimulem a ampliação da produtividade, que favoreçam a retomada dos postos de trabalho perdidos nestas regiões.

“Propor o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia é, no mínimo, desconhecer a realidade do setor, isso sem levar em consideração que essa absurda proposta ainda pode manchar a reputação do Brasil no mercado internacional e colocar em risco os mercados já conquistados e o valor dos produtos brasileiros, pois esse PL ainda representa um impacto negativo na projeção da imagem de sustentabilidade do agronegócio brasileiro, já que há diversas regiões do país muito mais propícias a esse cultivo que o bioma amazônico”, finaliza José Inácio

Encontro de militantes do PSB em Cajazeiras mostra força das pré-candidaturas de João, Gervásio e Jeová Campos

“Foi uma noite linda, fantástica, onde pudemos sentir o entusiasmo do povo, ter a verdadeira percepção de que as pessoas entenderam que o nosso mandato merece ser renovado, que precisamos ter na Câmara Federal um político comprometido com a Paraíba e no comando do governo do estado alguém que possa dar continuidade as ações que colocaram a Paraíba no caminho do progresso e desenvolvimento”, disse o deputado Jeová Campos, logo após o encerramento do encontro que reuniu militantes do PSB e lideranças políticas de partidos aliados de vários municípios do sertão paraibano, na noite desta segunda-feira (26), na sede da AABB, em Cajazeiras.

Jeová, que pretende disputar novo mandato na ALPB chegou a sede do clube acompanhado do presidente da ALPB e pré-candidato a deputado federal, Gervásio Maia Filho, em seguida, eles recepcionaram, o secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado e pré-candidato ao governo nas próximas eleições, João Azevedo (PSB). Juntos, os três se dirigiram a mesa de autoridades sendo no caminho muito abraçados pela militância e lideranças políticas da região que lotaram a sede da AABB, fazendo uma grande festa, que mostrou a força das pré-candidaturas em questão.

Em sua fala, Gervásio Maia Filho fez um contraponto entre os desmandos do governo federal frente ao equilíbrio do atual governo da Paraíba, ressaltando a importância do eleitor estar atento não apenas as propostas, mas ao histórico dos candidatos. Em seguida, falou João Azevedo que fez um breve relato dos avanços do governo estadual, com ênfase nas áreas de educação, saúde e infraestrutura, mostrando indicadores que apontam que a Paraíba está muito melhor. Em seu discurso, João Azevedo criticou a proibição dele participar das plenárias do orçamento democrático, lembrando que a tese de que ele não pode porque é pré-candidato não se sustenta em função do prazo de descompatibilização não ter sido esgotado e também pelo fato dele fazer isso há oito anos.

“Estou muito feliz pois atingimos nosso objetivo que era o de reunir a militância para estreitar a relação dos prefeitos, vereadores, suplentes e lideranças políticas e comunitárias da região com nossa pré-candidatura e as de João Azevedo (governo estadual) e Gervásio Maia (Câmara Federal)”, disse Jeová, que criticou fortemente a decisão monocrática de um membro do Tribunal Regional Eleitoral de proibir João Azevedo de participar das plenárias do OD, reiterou que eleições sem Lula é outro golpe na democracia brasileira, lembrou das lutas de seu mandato, enalteceu os avanços do governo do PSB na Paraíba e encerrou seu discurso agradecendo a presença de toda a militância. “Essa noite foi memorável. Saio daqui quase sem voz, mas com o coração cheio de alegria”, finalizou Jeová.