Author: administrador

ALPB realiza Audiência Pública para debater crise do setor canavieiro

No próximo dia 16, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realiza uma Audiência Pública para tratar da grave crise enfrentada pelo setor sucroalcooleiro no estado da Paraíba. O debate será realizado na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), localizado na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa, a partir das 9h. A propositura é do deputado Tovar Correia Lima.
O setor sucroalcooleiro, destaca o parlamentar, desempenha papel estratégico na economia do estado, gerando emprego, renda e movimentando importantes cadeias produtivas, desde os pequenos fornecedores de cana até as indústrias de processamento e logística, mas vive séria crise. “Nos últimos anos, o segmento no Nordeste, especialmente na Paraíba, vem enfrentando uma crise profunda, marcada por fatores combinados que incluem instabilidade climática, elevação dos custos de produção, retração de investimentos, dificuldades de acesso ao crédito rural, entre outros, que foi agravada com o tarifaço dos EUA e o fim da Cota Americana. Diante desse cenário, torna-se imprescindível a realização de uma audiência pública para promover um debate amplo, transparente e participativo sobre a situação atual do setor”, argumenta Tovar.
A Audiência, segundo o deputado, permitirá reunir informações técnicas, ouvir especialistas, analisar os impactos econômicos e sociais e construir propostas de curto, médio e longo prazo para recuperação e fortalecimento da atividade. O presidente da Asplan, José Inácio destacou a importância desta iniciativa. “É preciso buscar saídas para o enfrentamento desta grave crise e esse momento que a ALPB nos proporciona, essa abertura institucional que o poder legislativo estadual está nos dando deve contribuir e fortalecer essa nossa luta para garantir a sobrevivência do setor que responde pela cultura mais importante da Paraíba”, finaliza José Inácio.
Presidente da Asplan, José Inácio, destaca importância do debate sobre a crise do setor
O deputado Tovar Correia Lima é o autor da propositura da audiência pública

Advogado afirma que é preciso fazer um trabalho junto aos sindicatos para divulgar vantagens do PL 715 aos trabalhadores safristas

“Vamos ter que fazer um trabalho enorme junto aos sindicatos para esclarecer e orientar o trabalhador rural safrista que ele não vai perder o Bolsa Família mesmo com a assinatura da carteira de trabalho”, disse nesta quarta-feira (10), o advogado Jeferson Rocha em conversa com produtores canavieiros na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), durante o encontro Agro em Pauta. O advogado referiu-se ao Projeto de Lei (PL 715/2023) aprovado recentemente pelo Senado que visa garantir ao trabalhador safrista o direito de receber benefícios sociais, como o Bolsa Família, mesmo com a assinatura da carteira de trabalho, ao excluir a renda sazonal do cálculo da renda familiar.
Embora essa medida ainda não seja uma lei vigente, porque o texto sofreu alterações no Senado, por isso retornará para nova análise na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial e se tornar lei, ela deverá ser aprovada. “É um pleito que dificilmente não será sancionado pelo presidente porque contempla tanto os trabalhadores, quanto os empregadores. Os primeiros porque não serão prejudicados com a perda do benefício ao aceitarem o emprego formal, enquanto que os empregadores resolverão o problema da falta de mão de obra sazonal formalizada”, reitera o advogado.
Jeferson Rocha lembra que o objetivo do novo PL é justamente remover a insegurança jurídica e financeira, incentivando o trabalhador a aceitar empregos formais de curta duração sem o medo de perder o acesso a programas sociais independentemente do limite de renda da Regra de Emancipação. O PL é de autoria do deputado federal Zé Vitor (PL-MG).
Para o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, essa iniciativa chega em boa hora. “Esperamos que a Câmara aprove logo a matéria e que o presidente sancione porque estamos vivendo uma escassez de mão de obra formal no campo sem precedentes porque ninguém mais quer assinar carteira para não perder o benefício e a gente fica sem saída porque não pode manter um trabalhador informal. Então essa mudança na legislação resolve esse problema”, finaliza o dirigente canavieiro.
Advogado Jeferson Rocha participou do evento Agro em Pauta, promovido pela Asplan
Advogado Jeferson Rocha e presidente da Asplan, José Inácio

É preciso união e apoio para enfrentar essa grave crise afirma presidente da Asplan

O setor canavieiro do Nordeste atravessa uma das fases mais difíceis de sua história recente, e um dos fatores mais determinantes dessa crise é a redução do preço pago pela matéria-prima, a cana-de-açúcar, cuja desvalorização em relação à safra anterior beira os 40%. E essa desvalorização, que impacta diretamente os produtores tem aprofundado fragilidades econômicas, diminuído a capacidade de investimento e comprometido a sustentabilidade da atividade em diversos estados nordestinos. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, o momento pede união. “A luta é muito grande e eu vejo pouca gente chegar junto. É muita crítica, muita cobrança e pouca gente para ajudar. É preciso chegar junto, se unir, porque unidos seremos mais fortes”, disse ele.
Ele lembra que a queda do preço da cana decorre de um conjunto de pressões econômicas, que no Nordeste se agravou com o fim da Cota Americana, a partir do tarifaço dos EUA, provocando um descompasso entre custo de produção e remuneração da cana no Nordeste. “Enquanto os custos locais permanecem elevados, o valor pago pela matéria-prima não acompanha essas despesas, zerando as margens dos produtores. Isso é grave, o momento pede muita luta, perseverança e trabalho”, destaca José Inácio, lembrando que com preços como estão, os fornecedores ficam incapacitados de renovar canaviais, investir em tecnologia, ampliar irrigação ou adotar práticas que poderiam elevar a produtividade. “O envelhecimento dos plantios e a falta de insumos adequados diminuem ainda mais o rendimento agrícola, criando um ciclo negativo que enfraquece toda a cadeia produtiva”, reitera ele.
Vale lembrar que no plano social, a desvalorização da cana contribui para o desemprego rural, o fechamento de propriedades agrícolas e o esvaziamento econômico de municípios que dependem fortemente da atividade. “A reversão desse quadro passa por políticas de valorização do fornecedor, incentivos à irrigação, renegociação de dívidas, apoio técnico e estímulo à produção de etanol e energia renovável. Sem medidas estruturais que recompensem adequadamente a matéria-prima produzida no Nordeste, a tendência é a continuidade do processo de retração do setor”, destaca ele que nesta sexta-feira (12) terá uma audiência junto com industriais do setor com o governador João Azevêdo. “Vamos levar a problemática para o governador e suplicar que ele nos ajude neste enfrentamento da crise”, afirma.
A diretora da Asplan e produtora canavieira, Ana Cláudia, durante o evento Agro em Pauta, realizado nesta quarta-feira (10), na sede da entidade em João Pessoa, reforçou as palavras do presidente. “Quero parabenizar o Sr. José Inácio pela gestão e lembrar que estamos todos passando pela mesma situação e dizer que a gente tem que se unir. Levar nossas lamentações aos nossos colegas, nossos vizinhos, nossos familiares. E a hora é agora. Precisamos nos unir para subir o preço, crescer e vencer e esse espaço de luta é a associação. Temos grandes líderes, grandes pessoas aqui dedicadas e a gente precisa fazer a nossa parte. Não é ficar no celular, não é ficar em casa discutindo um com o outro. É hora de união. Vamos dar as mãos e vamos se empoderar e ir para a luta para vencer. Ocupar os espaços, eu estava dizendo aqui, a gente precisa ir para a imprensa, tem que dar entrevista, ir para o rádio, falar. Tem muita gente que não sabe o que a gente está passando. Não sabem que se a gente quebrar, muita gente vai junto”, finalizou Ana Cláudia.
“Meu filho está terminando o ensino médio em uma escola particular, onde os alunos não sabem que o álcool que colocam no carro, sai da cana-de-açúcar. Então a gente precisa mostrar que a cana é um patrimônio, é cultura, é nossa. É a cachaça, é o álcool que vai no carro”, finalizou ela.
José Inácio, presidente da Asplan
Evento Agro em Pauta realizasdo pela Asplçan debateu temas importantes ligados ao setor canavieiro
A produtora canavieira Ana Claudia lembrou importância da união dos canavieoros neste momento de crise

O setor sucroalcooleiro está sofrendo um dumping financiado por dinheiro público afirma advogado

“O setor sucroalcooleiro está sofrendo um dumping financiado por dinheiro público. Vocês vão ser destruídos pelo álcool de milho, financiado por recursos públicos. O álcool chega dentro do mercado com um custo mais baixo do que o custo de produção da cana-de-açúcar. Esse é um dos elementos que está gerando o tamanho dessa crise, além de outros elementos externos. Mas, o dumping bancado por recursos públicos é o principal fator. É urgente a necessidade de vocês pensarem, como eu já comecei a dizer, de se criar um plano estruturado do desenvolvimento do setor, pensando em curto, médio e longo prazo”. Essa afirmativa do advogado Tarcio Handel, feita durante o Agro em Pauta, promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), nesta quarta-feira (10), deixou produtores de cana ainda mais preocupados.
Segundo o advogado, há uma projeção da construção de oito a 10 usinas de beneficiamento de milho para a produção de álcool com recursos subsidiados o que provocará um grande desequilíbrio para as indústrias que operam com a cana. “Se isso for consolidado, é a pá de cal. Junto a isso, nós temos a conjuntura de um governo desequilibrado na sua estrutura financeira, que não tem projeto de Estado, e o único projeto de Estado é tentar fazer política de populismo fiscal, de populismo mais perigoso que possa existir em uma República”, reiterou Handel.
Na opinião do advogado, o Brasil caminha para algo pior. “Em todos os estados do Norte e Nordeste, nós temos mais gente recebendo bolsa-família do que pessoas trabalhando com carteira assinada. Isso é extremamente sério. Por quê? Porque o setor produtivo está sendo destruído. Nós temos uma fuga de empresas e empresários para o Paraguai extremamente perigosa. As organizações Guararapes, de Natal, foi embora produzir no Paraguai. Centenas de empresas estão indo para o Paraguai por causa da simplificação tributária. E nós não temos um caminho direcionado para que nós tenhamos uma possibilidade de uma luz no fim do túnel aqui”, disse Handel.
Ainda segundo ele, além disso os bancos estão puxando as suas garantias para alienação fiduciária, o que não é bom para os negócios. “Historicamente, no Brasil, se constituiu uma narrativa de que eu não posso questionar uma relação com o meu banco. Por quê? Porque eu vou perder a capacidade de ter aquele banco como meu parceiro. Aí você vai perder sua fazenda, você vai perder seu legado, você vai perder sua vida. Porque quem vive o campo, vive de um legado que foi construído por gerações, não é construção, não caiu do céu, é uma construção material que vem por muito tempo. Isso precisa ser percebido e levando em consideração pelo sistema financeiro”, destacou ele.
O advogado lembrou que quando se fala de produção rural, é preciso lembrar que se trata de uma indústria autonômica, a céu aberto, que vive sobre uma intempérie de forças maiores que são impossíveis de serem planejadas. “Vocês, produtores de cana, estão passando por uma crise sem precedentes, você perder R$ 40 por tonelada, nenhum tipo de planejamento viabiliza em médio e longo prazo algo nesse sentido. De um lado você perde a receita da cana. E do outro, você tem uma taxa de juros que nem para você plantar viabiliza a produção. É impossível. A média de custeio agora, atual, dos bancos que efetuam a liberação do crédito rural, está variando entre 17% e 27%. A lei é clara, é 12% no máximo. A lei é clara, você não vai pedir por favor para fazer alongamento de dívida, não. Não é discricionário. Não é opção bancária. É regra. É lei. E precisa ser respeitada e cumprida. Nós precisamos acabar no Brasil que a lei só funciona para o grande, para o menor ela não funciona. Não é assim. Nós temos que ter a coragem de defender nossos interesses”, reforçou Handel.
O brasileiro, segundo ele, é muito passivo. “Nós somos muito permissivos e nós aceitamos aquilo que nos é imposto e aquilo que é nos tirado de forma extremamente dócil. Os últimos anos estão sendo anos terríveis, porque nos estão tirando tudo. Nós temos uma reforma tributária irresponsável. O que é que foi vendido na reforma tributária? Que nós iremos ter uma simplificação tributária. Isso foi a narrativa que foi construída. E na prática, nós vamos entrar em uma navegação sem bússola. 2026 começa já daqui a alguns dias e nós não temos a menor ideia de quanto vai ser essa alíquota de investimento”, argumentou Handel.
“Em um país como o Brasil, que não existe uma relação respeitosa entre o contribuinte e o fisco, você abrir a possibilidade de um imposto como imposto seletivo é você entregar uma arma potente na mão de um indivíduo débil, que pode inclusive se explodir. É você botar uma granada na mão de um macaco que não tem noção do que é aquilo. É isso que nós temos na mesa. É o fim do mundo? Não. A partir do próximo ano, só sobrevive quem tiver a capacidade de se reinventar. Planejamento vai ser o fator fundamental. Não dá mais para fazer a produção a partir de uma relação de amadorismo. Sabe por quê? Porque nós não estamos lidando com um Estado sério, um Estado proponente, um Estado fomentador. Nós estamos lidando com um Estado fiscal extremamente agressivo, que vive em função de si mesmo, que vive em função de sua lógica”, finalizou o advogado.
Advogado Tarcio Handel participou do Agro em Pauta da Asplan
Advogado Tarcio Handel diz que setor sucroalcooleiro está sofrendo dumping

Hospital de Catolé do Rocha atende mais de 570 pessoas e realiza 30 cirurgias no feriado prolongado

O Hospital Dr. Américo Maia de Vasconcelos, unidade da rede hospitalar estadual localizada no município de Catolé do Rocha, atendeu 575 pessoas nos serviços de Urgência e Emergência e Ambulatório Médico durante o feriado prolongado de Nossa Senhora da Conceição. O balanço compreende o período entre a noite da sexta-feira (5) e a meia-noite da segunda-feira (8).

No mesmo período, foram realizadas 30 cirurgias, sendo 22 eletivas e oito partos, considerando que a unidade também funciona como maternidade. Entre os procedimentos cirúrgicos eletivos estão laqueadura tubária, colecistectomia (cirurgia para remover a vesícula biliar), apendicectomia, hernioplastia, postectomia (fimose) e exérese de cisto (remoção completa do cisto), além de procedimentos ortopédicos relacionados a fraturas de antebraço, cotovelo e clavícula.

Durante os quatro dias de plantão, o hospital realizou ainda 122 exames de raios X, 556 exames laboratoriais e 55 tomografias, além de registrar 57 internações. As principais causas de internação incluíram abdômen agudo, dor torácica, hiperglicemia, insuficiência renal, infecção do trato urinário, pneumonia, taquicardia e traumatismo cranioencefálico (TCE), além dos pacientes submetidos a cirurgias e partos.

Do total de atendimentos, 168 ocorreram na sexta-feira (5), 154 no sábado (6), 95 no domingo (7) e 158 na segunda-feira (8). Entre as causas mais recorrentes de procura pelos serviços de saúde destacaram-se queixas de dores, com 92 registros, seguidas por aplicação de medicação própria (54 casos) e cefaleia (29).

O hospital atendeu ainda pacientes com lombalgia (25), infecções (21), diarreia (21), crise de ansiedade (8), além de nove vítimas de sinistros de trânsito, sendo seis envolvendo motocicletas e três veículos automotores. No período, também foram realizadas 30 avaliações ortopédicas, 14 cardíacas, dez endócrinas, seis cirúrgicas, cinco avaliações de exames e duas avaliações obstétricas.

O diretor-geral da unidade, Fábio Cardoso, destacou o preparo da equipe para o aumento da demanda registrado durante o feriado prolongado. “Quero registrar meu reconhecimento a toda a equipe pelo excelente desempenho durante o plantão do fim de semana prolongado. Tivemos um total de 575 atendimentos realizados e 30 cirurgias concluídas, números que demonstram não apenas a grande demanda, mas também a capacidade de resposta e a eficiência do nosso hospital. Mesmo diante do volume elevado, conseguimos manter a qualidade assistencial, os fluxos organizados e o cuidado humanizado, que é a marca da nossa instituição”, enfatizou.

 

Uma das tomografias realizadas no final de semana no Hospital de Catolé
Uma das 22 cirurgias eletivas realizadas no Hospital de Catolé no final de semana prolopngado
Um dos oito partos realizados no final de semana prolongado no Hospital de Catolé
Hospital de Catolé realizou 30 procedimentos cirurgicos neste fim de semana prolongadfo, oito deles partos

Hospital de Coremas realiza mais de 260 atendimentos durante feriado prolongado

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, unidade da rede estadual de saúde localizada em Coremas, atendeu 261 pessoas nos serviços de Urgência e Emergência e Ambulatório Médico durante o feriado prolongado de Nossa Senhora da Conceição. Os atendimentos ocorreram entre a sexta-feira (5) e a meia-noite da segunda-feira (8).

Durante o período, oito pacientes precisaram ser internados para observação e cuidados posteriores, em decorrência de quadros como hiperglicemia, infecção do trato urinário e crise de ansiedade. Do total de atendimentos, 54 ocorreram na sexta-feira (5), 69 no sábado (6), 62 no domingo (7) e 76 na segunda-feira (8).

Entre os principais motivos da procura pelos serviços de saúde estiveram queixas de dores, com 56 registros, seguidas por sintomas de síndrome gripal (19 casos) e cefaleia (16). O hospital atendeu ainda pacientes com crise de ansiedade (15), amigdalite (13), diarreia (10), reação alérgica (7), além de ferimentos por objeto perfurocortante (3) e um caso de agressão física, entre outras ocorrências.

A diretora-geral da unidade, Josielma Oliveira, avaliou como positivo o desempenho da equipe durante o plantão do feriado prolongado. “Mesmo com a demanda elevada, típica do período de feriados, os serviços funcionaram dentro da normalidade e sem intercorrências significativas. A integração entre os setores foi um dos fatores que contribuíram para esse bom resultado. As equipes de pronto atendimento, enfermagem, apoio e emergência atuaram de forma coordenada, garantindo agilidade e segurança nos cuidados prestados, tanto na urgência quanto nos ambulatórios”, destacou.

 

Hospital de Coremas atendeu 261 pessoas no feriado prolongado

O Hospital de Coremas atendeu 261 pessoas nos plantões entre os dias 5 e 8 de dezembro
Um dos atendimentos no ambulatório do Hospital de Coremas
Um dos atendimentos no Hospital de Coremas
Um dos exames realizados no Hospital de Coremas

Hospital Regional de Patos realiza mais de 390 atendimentos e 51 cirurgias durante plantão do feriado

Entre a sexta-feira (5) e o feriado da segunda-feira (8), a Urgência e Emergência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), em Patos, registrou 395 atendimentos. No mesmo período, a unidade, que integra a rede estadual de saúde, realizou 51 cirurgias, sendo 45 eletivas e seis de urgência.

A maior parte dos procedimentos cirúrgicos foi de natureza oncológica, com 40 cirurgias. O hospital realizou ainda quatro cirurgias gerais, três vasculares, duas ortopédicas, uma bucomaxilofacial e uma urológica. Do total de atendimentos na urgência e emergência, 73 pacientes precisaram ser internados após avaliação médica.

A distribuição dos atendimentos ao longo dos quatro dias foi de 99 atendimentos na sexta-feira, 93 no sábado, 104 no domingo – dia de maior demanda, e 99 na segunda-feira, feriado de Nossa Senhora da Conceição. Entre os atendimentos, 26 tiveram relação com sinistros de trânsito, sendo 19 envolvendo motocicletas, quatro com veículos e três com bicicletas.

A maioria das vítimas de sinistros de trânsito era residente de Patos, com 21 registros, mas o hospital também atendeu pacientes dos municípios de Teixeira, Cacimba de Areia, Desterro, Junco do Seridó, Mãe D’Água, Matureia, Santa Luzia, Santa Teresinha e São José do Bonfim.

Quanto aos principais motivos de atendimento, destacaram-se dores diversas, com 64 ocorrências, seguidas de quedas, com 46 casos, e mal-estar, com 20 registros. A unidade atendeu ainda 18 pessoas com traumas, 13 com dispneia, 13 com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), 13 vítimas de mordida de animal, quatro casos de crise nervosa, três de agressão física, dois de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e uma pessoa com queimadura.

O diretor-geral do hospital, Francisco Guedes, avaliou o feriado prolongado como dentro das expectativas. “Conseguimos manter a assistência de forma contínua, organizada e segura, mesmo diante do aumento da demanda típica dos feriados prolongados. Destaco a agilidade das equipes de emergência, o comprometimento da enfermagem, a prontidão da equipe médica, o suporte essencial do pessoal administrativo, da limpeza, da segurança e de todos os setores de apoio. Cada um teve um papel determinante para que a população fosse bem atendida”, finalizou.

 

Urgência do Hospital de Patos registrou 395 atendimentos durante o fim de semana do feriadão do dia 8
Urgência do Hospital de Patos atendeu 395 pessoas no feriado prolongado
Uma das 51 cirurgias realizadas no Hospital de Patos durante o feriadão
Um dos atendimentos deste fim de semana prolongado
Hospital de Patos realizou 51 cirurgias entre os dias 5 e 8 de dezembro (1)
Hospital de Patos atendeu 395 pessoas na urgência durante o feriadão do dia 8
Das 51 cirurgias realizadas no Hospital de Patos, 45 foram eletivas
73 pessoas precisaram ser internadas após atendimento médico no plantão do feriadão
A maior parte das cirurgias do feriadão foram oncológicas, com 40 procedimentos

Grave crise do setor canavieiro do Nordeste vai ser levada a Lula durante visita do presidente a Pernambuco nesta terça

Uma das deliberações da audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), nesta segunda-feira (1), que debateu a grave crise que atinge o setor canavieiro do Nordeste, foi de que a situação requer urgência e deve ser levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita Pernambuco nesta terça-feira (2). A entrega de um documento ao presidente, reforçando a necessidade de uma subvenção e outras medidas emergenciais, deve acontecer na cidade de Panelas. Outra deliberação é solicitar apoio da governadora, Raquel Lyra, em forma de subsídio. O encontro foi conduzido pelo presidente da Comissão de Agricultura, deputado Luciano Duque, e convocado a partir de solicitação do deputado Antônio Moraes.
A queda abrupta no preço da matéria-prima, algo em torno de 40%, o aumento nos custos de produção e o fim da Cota Americana, que aumentou as tarifas de importação para os Estados Unidos formam um cenário devastador para o setor que ameaça os milhares de empregos no campo, a redução de divisas e o desmonte de um setor vital para a economia da região. “O setor precisa de socorro imediato. Há 20 anos, o governador Jarbas Vasconcelos, nos deu esse apoio e foi muito importante para superarmos a crise naquela época. Hoje estamos na UTI, na emergência aguda, e é de vital importância que os governos local e nacional ajudem neste momento para superação da crise. E ajudar esse setor significa socorrer o próprio estado, porque isso envolve solução econômica e social”, destacou o consultor da União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA), Gregório Maranhão.
Ele lembrou que a contribuição tributária do setor em Pernambuco é da ordem de R$ 180 milhões e o setor está pleiteando algo em torno de R$ 116 milhões, a título de ajuda do governo estadual, a exemplo do que já foi feito com o Prorenor, que permitiu ao estado de Pernambuco recuperar em três anos quase o dobro do que o governo deu de reembolso para socorrer o setor. “Socorrer o setor neste momento não significa dar esmola ao trabalhador, fornecedor e a usina, significa ajudar o próprio estado, porque nada mais significativo para a economia local que cana-de-açúcar, que não é problema, é sempre solução”, reiterou Gregório.
O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Lima, reforçou a situação de emergência. “O tarifaço dos EUA e também a condição de mercado ocasionou um pico de preço desastroso para o setor, com grandes prejuízos, com uma tonelada sendo paga R$ 129,00, preço do dia 28/11. Com esse valor tem produtor que vai pagar para colocar a cana na usina, nem vai receber e ainda vai ficar no negativo, inviabilizando a atividade. Nenhuma atividade se mantém assim”, disse Alexandre.
Ainda segundo o dirigente da AFCP, a solicitação de ajuda é para manter a atividade que é vital para a economia regional. “Pernambuco já teve 26 milhões de toneladas de cana e hoje está em 13 milhões. O que a gente está reivindicando é algo para manter os empregos, manter os trabalhadores no campo e manter o pagamento de impostos”, destacou Alexandre. “Hoje, pelo preço da cana, o fornecedor está pegando 16 toneladas de cana para comprar uma tonelada de fertilizante. A conta não fecha, é inviável, impraticável”, reiterou ele, lembrando que 92%, dos 10 mil fornecedores de cana de Pernambuco, são da agricultura familiar, que juntos empregam de 70 a 75 mil trabalhadores. Segundo Alexandre, o pleito feito ao Estado emergencialmente será de R$ 116 milhões.
Além do subsídio, outras medidas emergenciais para evitar o colapso da atividade, incluem linhas de crédito específicas para o custeio da próxima safra, mecanismos de apoio às usinas e fornecedores e ações imediatas de mitigação dos efeitos da estiagem. Segundo o deputado Luciano Duque as propostas apresentadas durante a audiência serão reunidas em um documento para ser levado ao presidente Lula e a governadora Raquel Lyra. “Essa cadeia produtiva sustenta milhares de famílias e precisa de respostas imediatas. Nosso dever é transformar esse debate em ações concretas”, disse ele.
O deputado Antônio Moraes, autor da convocação da audiência pública, saiu satisfeito com os debates. “Quero agradecer ao presidente da Comissão de Agricultura, Luciano Duque, pela maneira solícita com que nos atendeu. A nossa ideia foi exatamente a de fazer uma discussão objetiva e tirarmos encaminhamentos que possamos ajudar o setor a enfrentar esse momento”, explicou ele.
O presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, também presente aos debates, enfatizou que defender a bandeira da cana-de-açúcar é defender a própria capacidade de sobrevivência econômica do Estado. “Eu só quero dizer que essa pauta é justa e que vejo aqui uma representação fiel do setor. Lembrar também que o setor primário é a cadeia mais frágil de produção de nosso setor e ela merece um tratamento diferenciado. E nessa hora, não há esquerda, nem direita, temos que juntar forças para advogar e defender a bandeira da cana-de-açúcar é há soluções que não podem demorar, a exemplo da manutenção do ativo biológico, de forma que me associo a essa manifestação e pleito com entusiasmo. Podem contar comigo”, destacou o industrial.
A audiência contou ainda com a participação de Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (SINDAÇÚCAR/PE), de Gerson Carneiro Leão, presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco (SINDICAPE), além de Jackeline Gadé, secretária executiva da Secretaria de Agricultura do Estado, além de deputados e representantes dos trabalhadores que lotaram o auditório Senador Sérgio Guerra, na manhã desta segunda-feira (1).

Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco
O auditório ficou lotado de trabalhadores rurais
Mesa de autoridades da audiência pública da ALEPE, neste dia 1
Jackeline Gadé, secretária executiva da Secretaria de Agricultura do Estado
Gregório Maranhão lembrou que a situação é gravíssima e as respostas precisam ser urgentes
Empresário Eduardo Monteiro apoia pleito do setor produtivo e disse que é preciso união para superar esse momento
Deputados pernambucanos debateram a crise no setor canavieiro durante audiência pública na manhã desta segunda-feira (1)
Alexandre Lima, da AFCP, e Gregório Maranhão, da UNIDA
Alexandre Lima, da AFCP falou da grave situação do produtor canavieiro

Emergência e Urgência do Hospital de Patos atendem 278 pessoas no plantão do fim de semana

O plantão da Emergência e Urgência do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro (CHRDJC), unidade da rede estadual em Patos, registrou o atendimento de 278 pessoas durante o fim de semana. Foram 95 atendimentos na sexta-feira (28), 98 no sábado (29) e 85 no domingo (30).

De acordo com o relatório de prestação de serviços da unidade, do total de pacientes atendidos, 18 deram entrada em decorrência de sinistros de trânsito, sendo 14 envolvendo motocicletas, três por capotamentos e um com bicicleta. No período, 61 pessoas precisaram ser internadas para continuidade dos cuidados após o atendimento inicial.

Durante os três dias de plantão, o hospital realizou 21 cirurgias, sendo quatro de urgência e 17 eletivas. Entre os procedimentos, foram realizadas nove cirurgias oncológicas, sete ortopédicas, duas gerais, duas vasculares e uma bucomaxilofacial.

Das vítimas de sinistros de trânsito atendidas na unidade, sete eram do município de Patos. O hospital também recebeu pacientes provenientes das cidades de Juru, São José de Espinharas, Princesa Isabel, Santa Luzia, Santa Teresinha, São Mamede e Teixeira.

Além dos atendimentos relacionados a acidentes de trânsito, os principais motivos de procura pelo serviço foram dores diversas, com 41 registros, seguidas de quedas, com 29 casos, e mordidas de animais, com 12 ocorrências. A unidade atendeu ainda pacientes com pancadas (11), Infarto Agudo do Miocárdio – IAM (10), Acidente Vascular Cerebral – AVC (7), agressão física (2) e crise nervosa (1), entre outras demandas.

 

Uma das 21 cirurgias realizadas no Hospital de Payos neste fim de semana
Hospital de Patos atendeu 278 pessoas no fim de semana
Das 21 cirurgias quatro foram de urgência
A maior parte das cirurgias foi oncológicas
278 pessoas foram atendidas na urgência e emergência do Hospital de Patos no fim de semana
61 pessoas tiveram que ser internadas durante os plantões do fim de semana

Hospital de Coremas registra mais de 180 atendimentos no fim de semana

O Hospital e Maternidade Estevam Marinho, unidade integrante da rede de saúde do Governo da Paraíba, localizada no município de Coremas, registrou 182 atendimentos entre a noite da sexta-feira (28) e o domingo (30). Os atendimentos foram realizados nos setores de Urgência e Emergência e no Ambulatório Médico da unidade.

Do total de atendimentos, 64 ocorreram na sexta-feira, 67 no sábado e outros 51 no domingo. As principais demandas registradas no período foram queixas de dores, com 56 atendimentos, seguidas por crises de ansiedade, com 14 registros, e sintomas de síndrome gripal, com 12 ocorrências.

A unidade também atendeu, entre outras demandas, 11 casos de cefaleia, oito pessoas com diarreia e seis casos de crise hipertensiva.

Durante o plantão do fim de semana, oito pacientes precisaram ser internados para observação e cuidados posteriores, em decorrência de complicações relacionadas a neoplasia, constipação, celulite e desidratação.