Toninho Miranda
O espetáculo por trás do espetáculo: a operação dos figurinos do ECCO no Rock in Rio 2026
O espetáculo ECCO by LightWire, que encantou o público do Rock in Rio 2026, teve nos bastidores uma operação tão complexa quanto grandiosa. Se no palco os figurinos ganharam vida em meio à luz, à música e aos movimentos dos artistas, longe dos holofotes uma equipe trabalhou diariamente para garantir que cada peça estivesse pronta para entrar em cena e também para resolver, em minutos, qualquer imprevisto.
Ao todo, foram cerca de 100 figurinos envolvidos na operação, entre peças que já faziam parte do acervo da LightWire e outras criadas especialmente para o espetáculo ECCO pelo figurinista paraibano Toninho Miranda, da Miranda Figurino. E não bastava ter as peças prontas: era preciso manter uma logística permanente de conservação, higienização, organização e reposição.
Todos os dias, um bloco de figurinos era encaminhado à lavanderia, com retorno previsto para o dia seguinte. A estratégia era necessária para manter, no próprio local do espetáculo, pelo menos três exemplares disponíveis de cada figurino utilizado. Enquanto um estava no corpo do artista, outro permanecia no backstage, pronto para uma eventual troca durante o show, e um terceiro ficava no camarim, reservado para situações emergenciais.
“Foi uma logística muito grande. Não era simplesmente colocar o figurino no artista e pronto. A gente precisava pensar em tudo: lavagem, conservação, reposição, ajustes e, principalmente, ter sempre uma peça disponível para qualquer emergência. No palco, tudo pode acontecer muito rápido, então precisávamos estar preparados para resolver qualquer imprevisto porque eram cinco espetáculo por dia”, explica Toninho Miranda.
A rotina também exigiu criatividade e capacidade de adaptação. Um dos exemplos mais emblemáticos aconteceu com o figurino da cantora do espetáculo. A primeira versão foi produzida a partir do desenho aprovado, mas, quando chegou ao palco, Toninho percebeu que, apesar de bonita, a peça não funcionava como deveria sob as luzes e dentro da dinâmica da apresentação. “Eu trouxe uma versão que foi a desenhada e aprovada. Quando chegou ao palco, a gente viu que não funcionava. Era legal, mas no palco não funcionava. Então criei uma segunda versão ali mesmo, na sala do Rock in Rio. Desmontei, fiz outra versão, mas também não ficou bom. Aí parti para uma terceira versão, que estreou no primeiro dia do festival e deu certo. Esse trabalho também foi isso: fazer, testar, olhar no palco e ter a capacidade de mudar rapidamente”, conta o figurinista.
A experiência revela uma das características mais desafiadoras do trabalho de Toninho no ECCO: o figurino precisava funcionar não apenas como roupa, mas como parte integrante do espetáculo. Foi preciso considerar movimento, iluminação, tecnologia, coreografia, conforto dos artistas e o impacto visual que cada peça teria durante as apresentações.
Por isso, mesmo depois de os figurinos serem criados, produzidos e aprovados, o trabalho do figurinista estava longe de terminar. Toninho permaneceu nos bastidores de todas as apresentações de ECCO, acompanhando de perto os artistas e mantendo-se pronto para realizar ajustes, substituições ou adaptações sempre que necessário. “Foi um trabalho muito intenso, mas também muito prazeroso. Você cria uma peça e depois precisa vê-la em movimento, dentro daquele universo de luz, música e tecnologia. Às vezes, o que funciona na arara não funciona no palco. E é justamente aí que entra o olhar do figurinista, essa capacidade de perceber, ajustar e fazer acontecer”, destaca.
Assim, enquanto o público se deixava envolver pela magia de ECCO by LightWire, nos bastidores havia uma engrenagem silenciosa que não parava. Eram várias pessoas, cerca de uma centena de figurinos, uma rotina diária de lavanderia, peças de reserva, ajustes de última hora e muita atenção aos detalhes. Tudo para que, quando as luzes se acendiam, o figurino cumpria sua missão: desaparecer como roupa e transformar-se em espetáculo.




Entre luzes, tecnologia e movimento, o talento de Toninho Miranda o paraibano que veste o sucesso do ECCO no Rock in Rio
Em meio às luzes, aos sons, à tecnologia e à grandiosidade do Rock in Rio 2026, existe um trabalho que acontece fora dos holofotes, mas que é fundamental para que a magia aconteça no palco. É nos bastidores, atento a cada movimento dos bailarinos e a cada detalhe das peças, que o figurinista paraibano Toninho Miranda, da Miranda Figurino, acompanha o sucesso de ECCO By LightWire, espetáculo que vem conquistando o público e recebendo elogios pela força visual, inovação e capacidade de proporcionar uma experiência multissensorial.
Toninho é o responsável pelos figurinos da produção, peças concebidas especialmente para dialogar com a proposta artística de ECCO, em que natureza e tecnologia se encontram em uma narrativa marcada por luz, movimento, música e efeitos visuais. Mais do que vestir os artistas e bailarinos, os figurinos integram a própria dramaturgia do espetáculo. Repletos de elementos luminosos e pixels de LED, eles se movimentam em perfeita sintonia com a coreografia e com a iluminação, criando um efeito cênico que impressiona: os bailarinos surgem, desaparecem e se transformam diante dos olhos do público, como se fossem parte da própria luz.
“Assinar os figurinos de ECCO é uma emoção muito grande e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade imensa. Estamos falando de um espetáculo que reúne tecnologia, dança, música, iluminação e uma proposta artística muito ousada. O figurino precisava estar à altura de tudo isso e, principalmente, funcionar em movimento, no corpo dos bailarinos e dentro dessa linguagem de luz”, destaca Toninho Miranda.
A responsabilidade, entretanto, não termina com a estreia. Toninho acompanha presencialmente todas as apresentações do espetáculo no Rock in Rio. Instalado nos bastidores, permanece atento ao desempenho das peças e preparado para fazer ajustes sempre que necessário. É um trabalho minucioso e quase invisível para o público, mas essencial para a continuidade do espetáculo. E para esses ajustes, Toninho se instalou nos camarins com quatro caixas e duas malas de adereços e material para após cada apresentação identificar possíveis necessidades de ajustes e garantir que tudo esteja pronto para o próximo espetáculo.
“O trabalho do figurinista não termina quando a roupa fica pronta. Principalmente em uma produção como essa, existe um acompanhamento constante. Estou aqui nos bastidores, acompanhando as apresentações, observando os bailarinos e pronto para fazer os ajustes que forem necessários. É preciso cuidar de cada detalhe para que o figurino cumpra exatamente a função para a qual foi criado”, explica. E os resultados já podem ser percebidos na reação do público. A experiência proposta por ECCO combina som em 3D e 360 graus, projeções, jogos de luz, tecnologia LED e estímulos olfativos inspirados na floresta. O espetáculo estabelece um contraste entre a força ancestral da natureza, representada por elementos como vento, água e fogo, e um universo futurista de alta tecnologia.
Nesse cenário, os figurinos criados por Toninho deixam de ser apenas roupas e passam a funcionar como uma extensão dos próprios corpos dos bailarinos e da linguagem visual da montagem. A performance sincronizada dos artistas, aliada aos efeitos luminosos das peças, vem sendo apontada entre os elementos que mais impressionam quem assiste ao espetáculo. Em meio à intensidade do Rock in Rio, ECCO surge como uma experiência diferente, capaz de interromper por alguns minutos o ritmo frenético do festival para conduzir o público a outro universo.
A presença de Toninho Miranda em ECCO By LightWire também coloca em evidência a força da criação paraibana em uma produção de dimensão internacional. Da concepção das peças aos cuidados nos bastidores, o trabalho da Miranda Figurinos atravessa fronteiras e integra uma montagem que tem como um de seus grandes diferenciais justamente a fusão entre diferentes linguagens artísticas.
E enquanto o público se deixa envolver pela floresta de luzes, pelos movimentos e pelos sons de ECCO, Toninho permanece atrás da cena. Olhos atentos e mãos prontas de quem sabe que, em um espetáculo em que cada detalhe importa, o encantamento que chega ao público começa muito antes de a primeira luz se acender, com fios, tecidos, linhas, agulhas, tesouras e outros adereços.








Toninho Miranda encontra Roberto Medina e ouve do criador do Rock in Rio elogios ao espetáculo ECCO
Um encontro entre dois nomes ligados à criação, à arte e ao entretenimento marcou os bastidores do Rock in Rio na última terça-feira (1º). O figurinista paraibano Toninho Miranda, responsável pelos figurinos do espetáculo ECCO by LightWire, esteve frente a frente com Roberto Medina, idealizador e produtor do Rock in Rio, em uma conversa que reuniu histórias, experiências e uma mesma paixão: transformar ideias em grandes experiências para o público. Os diretores do espetáculo, Felipe de Almeida e Daniel de Almeida, também estavam presentes.
Durante o encontro, Medina falou sobre sua trajetória e revelou que sua relação com a criação começou muito antes do Rock in Rio. “Comecei a fazer anúncios e adorava fazer isso. Depois veio a agência, mas ainda não era aquilo. E, com meu inconformismo como comunicador, surgiu o projeto do Rock in Rio”, contou. Segundo Medina, o festival não nasceu como um projeto pensado para gerar dinheiro, mas como a realização de uma vontade pessoal de criar algo grandioso. “Nunca teve um projeto de dinheiro. Eu queria fazer, eu gosto de fazer, de criar. Virou dinheiro, mas esse não é o foco. Nunca foi”, afirmou.
Ao falar sobre os 45 anos de sua trajetória, o empresário ressaltou que o dinheiro é necessário para viabilizar grandes projetos, mas não representa o principal legado de sua caminhada. “A grana vai e volta. O que ficou para mim nessa caminhada de 45 anos foi um legado. A gente tem que ter dinheiro para fazer, mas definitivamente não é o mais importante”, destacou Medina, defendendo também a importância da simplicidade.
A conversa ganhou um momento especialmente significativo quando Roberto Medina comentou sobre ECCO by LightWire, espetáculo que tem Toninho Miranda entre os profissionais responsáveis pela concepção artística. Medina revelou que a produção o surpreendeu positivamente, superando, inclusive, a expectativa que tinha antes de assistir ao espetáculo. “O ECCO me surpreendeu naquilo que eu achava que ia ser bom”, afirmou Medina, que aproveitou o encontro para parabenizar Toninho e toda a equipe envolvida na produção.
Para Toninho Miranda, o encontro representou um momento especial em sua trajetória profissional, sobretudo pela oportunidade de ouvir diretamente de um dos maiores nomes do entretenimento brasileiro uma avaliação sobre o trabalho desenvolvido em ECCO. A conversa entre os dois reforçou uma característica que aproxima duas trajetórias: a capacidade de transformar criatividade em experiências capazes de provocar emoção. De um lado, o homem que criou o Rock in Rio a partir de um sonho e de um inconformismo criativo. Do outro, o figurinista paraibano que utiliza tecidos, formas, cores e movimento para ajudar a construir o universo visual de grandes espetáculos.



Evento teste do LightWire encanta convidados no Rock in Rio e figurinista Toninho Miranda chora de emoção
O espetáculo que estreia no Rock In Rio 2026, o ECCO By LightWire, fez um evento teste nesta quarta-feira (2), que encantou os convidados da apresentação. Mas, um personagem, em especial, acompanhou a performance com ainda mais interesse e emoção: o paraibano Toninho Miranda, profissional que assina os figurinos e que também estreia, este ano, nesta função depois de sete anos atuando no Rock In Rio como assistente. E, ao ver materializado no palco, toda a sua criação, ele chorou de emoção. “Passa um filme na cabeça desde o convite para assinar o figurino, aos desafios que enfrentamos para criar as peças que traduzissem e se encaixassem na dramaturgia do espetáculo, enfim, ver tudo isso em movimento e tão belo, me emocionou bastante”, disse ele.
A Arena Carioca onde o ECCO será apresentado ocupa uma arena de 780 m², com 2,2 mil m² de LED, áudio 360, luz, névoa, vento e dança para criar uma experiência multissensorial. E enquanto os grandes palcos do Rock in Rio concentram o público em torno das atrações musicais, o espaço entrega ao público uma experiência construída a partir de outra lógica: colocar o espectador dentro do espetáculo. É nesse espaço a LightWire apresenta ECCO, uma experiência imersiva patrocinada pela Vale que combina tecnologia, dança, luz, som e efeitos cênicos em uma estrutura de mais de 12 toneladas.
Ao longo do espetáculo, o público é envolvido por 2.200 m² de LED Mesh transparente, áudio tridimensional, iluminação, vento e névoa cênica, enquanto bailarinos interagem com o ambiente e ajudam a conduzir a narrativa. A proposta exigiu que a tecnologia fosse pensada não como suporte, mas como parte da própria dramaturgia do espetáculo. “A maioria das experiências imersivas coloca a pessoa diante de uma tela bonita. O ECCO faz o oposto: usa a engenharia para envolver todos os sentidos. A tecnologia deixa de ser equipamento e passa a fazer parte da experiência”, afirma Felipe de Almeida, fundador da LightWire.
A experiência também explora o áudio espacial para ampliar a percepção de profundidade e movimento. Em vez de uma trilha sonora restrita a uma fonte fixa, os sons são distribuídos pelo ambiente, criando a sensação de deslocamento ao redor do espectador. Luz, imagem, vento, névoa e movimento dos bailarinos completam a composição. “Para mim, a tecnologia só faz sentido quando está a serviço da emoção. Nosso trabalho criativo é construir uma experiência em que cada elemento conte a mesma história e faça o público se sentir parte dela. No fim, não queremos que as pessoas pensem em como aquilo foi feito, mas no que sentiram”, explica Daniel de Almeida, fundador da LightWire.
Durante o Rock in Rio 2026, ECCO será apresentado cinco vezes ao dia, as 15h30, 16h40, 17h50, 19h e 20h. Não precisa agendar para assistir o espetáculo que dura 20 minutos e está incluso no ingresso. A entrada será por ordem de chegada. E como o local tem limite de pessoas é bom chegar um pouquinho antes da sessão começar e se deixar envolver pela apresentação imersiva em 360º. Quem viu o teste nesta quarta-feira, garantiu que é imperdível!
Texto produzido em parceria com a ViraComunicação, Assessoria de Imprensa do ECCO






Como Toninho Miranda tornou-se figurinista do espetáculo ECCO da LightWire no Rock In Rio







Paraibano Toninho Miranda assina figurinos do ECCO by LightWire no Rock in Rio 2026
No ECCO by LightWire, espetáculo sensorial e imersivo que estreia no Rock in Rio 2026, a natureza não aparece apenas como cenário. Ela se transforma em som, movimento, luz, tecnologia e, principalmente, em corpo. E é nesse universo que está o trabalho e talento do figurinista paraibano Toninho Miranda, responsável pela criação e confecção dos figurinos desenvolvidos especialmente para o projeto. A participação no ECCO marca a estreia de Toninho como responsável por uma criação autoral dentro de uma das maiores plataformas de entretenimento do país. Há sete anos, ele participava do festival como assistente ou camareiro. Em 2026, a Miranda Figurino, empresa do figurinista, consolida uma trajetória que, nos últimos anos, vem ganhando projeção no eixo Rio-São Paulo e abre um divisor de águas na carreira do artista.
Há sete anos, Toninho alimentava o desejo de ocupar esse espaço profissional no festival. Receber o convite para ser o figurinista responsável e conceber e materializar suas próprias ideias, para ele, foi um marco. “Eu sempre tive esse desejo de chegar a um lugar como esse. Foram anos trabalhando, aprendendo, observando, acompanhando grandes projetos e na expectativa que, em algum momento, eu estaria à frente de uma criação minha. O ECCO chega como esse momento. É uma oportunidade enorme e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade muito grande, na qual eu mergulhei de corpo e alma”, afirma Toninho.
E esse mergulho criativo começou em março, com as primeiras reuniões entre as equipes. Foram aproximadamente seis meses de dedicação praticamente exclusiva ao projeto. “O ECCO exigiu entrega total. Foi um trabalho de criação em que eu precisava ter liberdade para errar. Eu queria poder testar, desmontar, refazer e descobrir o que funcionava”, conta.
O grande desafio, segundo Toninho, foi compreender que aqueles figurinos não poderiam ser pensados apenas como roupas. “No ECCO, tecnologia, música, iluminação e performance estão completamente integradas. Os figurinos precisam dialogar com o corpo dos artistas, com a movimentação, com a luz, com o LED, com as projeções e com a própria dramaturgia do espetáculo. Cada personagem representa uma manifestação da natureza: a raiz, o fogo, o ar, a floresta, a ancestralidade e a água. E cada conceito desses precisou encontrar uma tradução física e isso, ao mesmo tempo que me exigiu, me desafiou e gosto de desafios”, destaca.
Nesse processo criativo e imersivo, Toninho começou a pensar: como é que ele transformaria o ar em roupa, uma raiz em roupa, o fogo em uma roupa. “E a partir daí, o material começou a ser tão importante quanto o desenho”, explica o figurinista. O resultado foi o surgimento de uma coleção de peças pensadas para acompanhar o movimento e, ao mesmo tempo, fazer parte da experiência visual do espetáculo. “Eu usei técnicas artesanais, diferentes texturas, volumes, materiais e elementos tecnológicos para criar uma estética que precisa funcionar tanto parada quanto em movimento”, afirma.
A proposta do espetáculo, desenvolvido em parceria com a LightWire, é criar uma experiência sensorial inédita, na qual diferentes linguagens artísticas se encontram para transportar o público para um universo inspirado na natureza. E, nesse encontro entre natureza e tecnologia, os figurinos cumprem uma função que vai muito além de vestir os artistas: eles ajudam a contar a história. “Olha quanta responsabilidade recaiu sobre meu processo criativo”, reitera Toninho.
Se o ECCO representa uma conquista profissional, para Toninho existe ainda uma dimensão afetiva que torna esse momento especialmente significativo: levar a Paraíba consigo para um dos maiores festivais de música e entretenimento do mundo porque Campina Grande, cidade onde nasceu e construiu as primeiras referências de sua trajetória artística, permanece presente em sua maneira de criar. “Eu sou muito ligado à Paraíba. Campina Grande é minha raiz, muito de lá trago na minha maneira de olhar as coisas e até na forma como eu trabalho. Eu levo a Paraíba comigo e estar no Rock in Rio, assinando uma criação minha, é também uma forma de mostrar que existe talento, criatividade e potência criativa vindo do Nordeste e de nosso Estado”, destaca.





