Asplan
Asplan repudia teor de samba-enredo de escola de samba carioca que denigre imagem e atuação dos produtores rurais
Além da Asplan, várias entidades ligadas ao agronegócio em nível nacional
integram manifesto de indignação e repúdio contra teor do samba-enredo
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) se uniu a diversas entidades ligadas ao agronegócio nacional no repúdio ao teor do samba-enredo e das peças publicitárias da escola carioca Imperatriz Leopoldinense para o desfile de carnaval no Rio de Janeiro deste ano. A letra do samba-enredo além de denegrir equivocadamente a imagem dos produtores rurais do país, ainda os coloca como vilões da natureza. “Isso é inaceitável. Chamar quem coloca a comida na mesa dos brasileiros e quem mais gera emprego no campo e divisas para o país de ‘monstros’ é, no mínimo, uma indelicadeza com os produtores rurais do Brasil e nós não vamos aceitar isso calados”, destacou o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.
Em nota, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) também, repudiou a postura da Imperatriz Leopoldinense. “Antes de qualquer coisa é preciso esclarecer e reforçar que o país do samba é sustentado pela pecuária e pela agricultura. Chamados de “monstros” pela escola, nós, produtores rurais, respondemos por 22% do PIB Nacional e, historicamente, salvamos o Brasil em termos de geração de renda e empregos”, destaca um trecho da nota da ABCZ.
Para o presidente da Asplan, é inadmissível que a maior festa popular brasileira, que é amplamente divulgada no país e exterior, sirva para denegrir a imagem de um setor tão importante para a economia nacional. “Nós não ficaremos inertes diante dessa injustiça. É preciso que os brasileiros não só enxerguem e reconheçam a importância do agronegócio, como se orgulhem dessa vocação de alimentar as pessoas, porque por trás dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros, há o trabalho de um produtor rural”, finaliza o dirigente da Asplan.
Produtor rural terá que registrar início do pousio no CAR
O proprietário ou posseiro rural terá que registrar a data de início do pousio no Cadastro Ambiental Rural (CAR). A exigência foi aprovada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara e faz parte do substitutivo apresentado pelo deputado Daniel Coelho (PSDB-PE) ao PL 4652/16, do deputado Cleber Verde que altera a Lei Florestal (Lei 12.651, de 2012).
O pousio consiste na prática de “descansar” o solo das atividades agrícolas, como forma de devolver a vitalidade da terra e evitar queda na produtividade. A lei estabelece que esse período seja de, no máximo, cinco anos. Entretanto, não obriga que essa interrupção do plantio seja registrada por órgãos responsáveis pela fiscalização do uso do solo.
“A proposição visa dar maior segurança à aplicação da Lei Florestal, com a inclusão dessa exigência, mas cria ainda mais burocracia para o produtor que já tem muitas dificuldades de concluir o CAR, tanto que o prazo final já foi prorrogado algumas vezes”, destaca o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso.
A proposta tramita de forma conclusiva e ainda será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Produtores rurais podem quitar ou renegociar dívidas com o BNB em condições especiais
Desde o último dia 09, data em que o presidente da República, Michel Temer assinou o decreto de regulamentação da Lei de Renegociação de Dívidas Rurais (Lei 13.340, de 28 de setembro de 2016), os clientes do Banco do Nordeste (BNB) passaram a ter condições especiais para liquidação ou renegociação de dívidas rurais. O decreto contempla dívidas contratadas até dezembro de 2011, com descontos que podem chegar a até 95% sobre o saldo devedor nos casos de liquidação.
A regulamentação da Lei de Renegociação de Dívidas Rurais, segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, é uma excelente oportunidade para os produtores recuperarem sua capacidade produtiva. “Com as condições ofertadas pelo BNB, creio que muitos produtores que, até então, estavam sem a mínima capacidade de quitar ou renegociar seus débitos, poderão fazê-lo”, afirma Murilo.
Estima-se que cerca de 1,5 milhão de contratos poderão ser renegociados com base na Lei 13.340. Na Paraíba, esse universo atinge mais de 40 mil produtores que têm operações de crédito contratadas com o Banco do Nordeste até 2011. Os rebates, segundo divulgação da assessoria de imprensa do BNB, são de até 95% em casos de liquidação de operações de até R$ 15 mil no Semiárido, contratadas até 2006. Fora do Semiárido, os descontos sobre o saldo devedor atualizado são de até 85%. Para contratações realizadas de 2007 a 2011, as condições de liquidação incluem rebates de até 50% para empreendimentos localizados no perímetro semiárido e de até 40% nos projetos localizados fora dessa área.
As vantagens para os produtores que optem pela repactuação de suas dívidas, de acordo com comunicado do Banco, incluem um cronograma de amortização com vencimento da primeira parcela em 2021 e da última parcela em 30 de novembro de 2030, com processo simplificado de análise da dívida. Os encargos financeiros na renegociação da dívida variam de 0,5% ao ano, para agricultores familiares, a 5% ao ano, para grandes produtores.
Projeto de Lei que tramita na Câmara propõe concessão de seguro-desemprego para trabalhador canavieiro
O Projeto de Lei nº 1.582, de 2015, de autoria do deputado federal pernambucano Jarbas Vasconcelos, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, atenua um problema social que se agrava no período de entressafra quando, involuntariamente, muitos trabalhadores das lavouras de cana-de-açúcar ficam ociosos e sem remuneração. O PL já foi aprovado, por unanimidade, nas Comissõesde Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e, atualmente, está na Comissão de Finanças e Tributação ( CFT) da Câmara última instância até ir à plenário para votação.
De acordo com a proposta, para ter direito ao seguro-desemprego o trabalhador canavieiro tem que ter sido remunerado pelo cultivo de cana-de-açúcar nos seis meses imediatamente anteriores à data do requerimento de habilitação ao benefício, não estar em gozo de qualquer benefício no âmbito da seguridade social e também estar em situação de desemprego involuntário.
Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, o PL é muito bem-vindo. “A atividade canavieira é tipicamente sazonal, por isso, em períodos de entressafra esse trabalhador fica desamparado e ocioso porque não há trabalho no campo, de forma que esse seguro-desemprego é muito oportuno e justo, pois vai assegurar uma fonte de renda para esse trabalhador, que em sua imensa maioria não tem instrução para exercer outra atividade, durante esse período”, destaca Murilo.
De acordo como PL, o trabalhador receberá até três parcelas do salário mínimo a título de seguro-desemprego, por tempo limitado (dezembro de 2025), durante o período de entressafra, a cada intervalo de doze meses. Considerados trabalhadores temporários, atualmente, os cortadores de cana não têm direito ao seguro nos casos de desemprego involuntário.
Perspectiva de chuva se mantém dentro da normalidade para começo de 2017
Afirmativa foi feita pelo meteorologista da AESA, Flaviano Fernandes
Ferreira, durante palestra que aconteceu nesta terça-feira (20), na Asplan
As previsões climáticas para o primeiro trimestre de 2017 se mantém dentro da normalidade, com possibilidade de chuvas características, localizadas e mal distribuídas na região Semiárida, Cariri, Curimataú e litoral paraibano. Essa projeção foi feita pelo meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Flaviano Fernandes Ferreira, nesta terça-feira (20), durante a palestra ‘Perspectiva Climática para 2017’, para produtores da cana-de-açúcar, no último ciclo de palestras técnicas do ano, promovido pela Associação dos Produtores de Cana da Paraíba (Asplan). O meteorologista comentou ainda que se o aquecimento do oceano Atlântico se mantiver nos níveis atuais, a tendência é de que haja chuvas significantes entre março e agosto.Flaviano explicou e mostrou através de gráficos que o Oceano Atlântico está aquecendo, enquanto que no Atlântico Norte ocorre o fenômeno contrário, ou seja, um resfriamento, e que isso é significativo para a formação de nuvens no litoral do Brasil. Além disso, segundo ele, a localização do vórtice ciclônico (aquelas espirais próximas ao continente facilmente visualizada nos mapas meteorológicos) está favorável para formação de nuvens. “Se o centro do vórtice estiver no continente, não há previsibilidade de chuvas. Mas, os mapas meteorológicos disponíveis atualmente mostram que ele está no oceano e suas bordas próximo ao continente e isso é um prenúncio de que as chuvas virão”, destacou o meteorologista.
Segundo Flaviano, os quatro sistemas que provocam chuvas no Nordeste estão relacionados aos Vórtices Ciclônico, Fase de Convergência, Distúrbios Ondulatórios e Frente Fria e neste momento a maior referência é o Vórtice Ciclônico que atua até fevereiro. “Infelizmente, não podemos fazer projeções de chuva a médio e longo prazo porque os fatores que influenciam a formação de nuvens e, consequentemente, as precipitações pluviométricas são dinâmicos e mudam sob o comando da natureza”, disse o metereologista diante de questionamentos sobre projeções mais duradouras.
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, que abriu e encerrou as atividades, destacou que 2016 foi um ano atípico. “Tivemos uma melhoria no preço da matéria-prima, mas, em contrapartida a seca quebrou a safra em torno de 10 a 15%, o que anulou, praticamente, o nosso ganho. Esperamos que 2017 nos traga outro cenário”, destacou Murilo que, na ocasião, também lembrou dos avanços da Associação, mais especificamente, em relação às melhorias no prédio sede da entidade. “Revitalizamos nosso patrimônio, com uma reforma ampla em nossa sede própria, criamos novos ambientes, incluindo outro auditório, mudamos os estacionamentos internos e externo e encerramos o ano com alegria, pois, apesar da crise, conseguimos avançar”, disse Murilo, anunciando que a tradicional confraternização de final de ano da Asplan será feita no momento de inauguração dos novos espaços do prédio sede. “Avaliamos que as conquistas mereceriam uma comemoração à altura do que foi feito e em tempos de crise seria uma incoerência de nossa parte realizar dois grandes eventos, daí decidimos realizar nossa festa na ocasião de inauguração do novo prédio”, disse Murilo.
“Esse momento foi importante para os nossos associados, que puderam saber, de forma antecipada e de maneira exclusiva, quais serão as perspectivas climáticas para o início do próximo ano”, avaliou o Engenheiro Agrônomo e coordenador do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Vamberto Rocha. Ele lembrou que essa palestra foi o último evento do ano promovido pelo DETEC. “Encerramos nossa programação de 2016 com essa palestra. Ano que vem retomaremos nossos encontros técnicos, com temas relevantes para os nossos associados e, no final de março, teremos nova reunião para se ter uma previsão mais concreta da nossa estação chuvosa do litoral paraibano, onde se concentra a maior parte da nossa área de cana-de-açúcar”, concluiu Vamberto.
Estação de Camaratuba recebeu outra turma de alunos do curso de agronegócio do SENAR
Estudantes de pós-graduação em Entomologia, do Campus de Areia da UFPB,
também foram ver a produção de insumos biológicos na Estação
Outra turma de alunos do curso técnico em agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural- SENAR teve uma aula diferente no último dia 26, na Estação Experimental de Camaratuba. Na ocasião, eles conheceram os laboratórios de produção de insumos biológicos da cotesia flavipes e do fungo metarhizium anisopliae e puderam ver in loco como é feita a produção destes controladores biológicos. Em julho, outros 50 alunos do SENAR conheceram a Estação. Já no dia 28, foi a vez dos alunos de Pós Graduação em Entomologia do Campus de Areia da UFPB, acompanhados do Professor Dr. Carlos Henrique, participarem da mesma experiência. A Estação é mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e recebe visitas frequentes de estudantes de cursos ligados ao agronegócio.
Os estudantes do SENAR e da UFPB foram acompanhados pelo biólogo Roberto Balbino da Silva e puderam acompanhar a produção dos insumos biológicos produzidos nos laboratórios da Estação. “Essas visitas de estudantes, de vários instituições e cursos ligados ao agronegócio, são frequentes na Estação e são enriquecedoras para o currículo, já que os alunos têm a oportunidade de ver a teoria e a prática da produção de insumos biológicos num mesmo momento”, explica o Engenheiro Agrônomo e coordenador do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan e da Estação, Vamberto Rocha.
Os laboratórios da Estação produzem em larga escala a Cotesia flavipes (Vespas) e o Metarhizium anisopliae (Fungos), e é uma referência no Nordeste na produção destes controladores biológicos de pragas dos canaviais, tais como a broca-comum (Diatraea spp.) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata). A produção da Estação é distribuída gratuitamente para os associados da Asplan e também pode ser adquirida a preços acessíveis.
Sobre a Estação
Situada na BR 101, próximo à entrada do município de Mataraca, a Estação Experimental de Camaratuba foi instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan. Entretanto, desde 1989, a Asplan assumiu a Estação que tem uma área de 220 hectares, sendo 80 deles para o cultivo de cana-semente de variedades promissoras e também uma área de plantação destinada à pesquisa agrícola. Os demais 140 hectares constituem área de preservação ambiental, já que a Estação está localizada em meio a uma reserva de Mata Atlântica. No local ainda funciona uma estação meteorológica automatizada que fornece informações sobre velocidade e posição do vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica, evaporação, pluviometria, entre outras, cujos dados são repassadas para o 3º DISME, em Recife.
Palestra promovida pela Asplan discutirá tendências climáticas para 2017
Secretário de Recursos Hídricos da AESA, Alexandre Magno Teodósio de Medeiros abordará o tema que é de interesse de todos os produtores paraibanos
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promove, no dia 20 deste mês, uma palestra sobre “Perspectivas Climáticas para 2017”. O evento será realizado no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa, a partir das 9h, e terá como palestrante o Secretário de Recursos Hídricos da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), Alexandre Magno Teodósio de Medeiros.
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, lembra que a palestra tem como público-alvo produtores canavieiros e de outras culturas e pecuaristas, além de pessoas interessadas no assunto. Para o dirigente, é importante que os produtores rurais paraibanos tenham acesso a informações sobre previsão climática para 2017 visto que poderão planejar melhor o plantio, para evitar prejuízos na lavoura. “Quem mexe com agricultura necessita de chuva e essa palestra servirá para nortear melhor os produtores sobre as tendências climáticas para o próximo ano”, afirma Murilo.
O Engenheiro Agrônomo e coordenador do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Vamberto Rocha, lembra que essa palestra é o último evento do ano promovido pelo DETEC. “Vamos encerrar nossa programação em 2016 com essa palestra que nos dará orientações importantes sobre como vai se comportar o clima no próximo ano e, a partir de janeiro, retomaremos nossos encontros técnicos mensais, com temas de interesse de nossos associados”, finaliza Vamberto.
Asplan terá representação no Workshop Etanol Renova Bio 2030
Com o principal objetivo de identificar as demandas do setor de combustíveis renováveis no Brasil para, a partir daí, definir formas de ampliar a produção de biocombustíveis no país, com base na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e financeira e em consenso com o compromisso brasileiro na COP21, o Ministério de Minas e Energia realiza, nesta terça-feira (13), o Workshop Etanol – RenovaBio 2030. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso já confirmou presença no evento, que acontece, das 9h às 18h, no auditório do edifício sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.
Para o dirigente canavieiro, o RenovaBio 2030 é uma iniciativa louvável e importante do governo e que fará a diferença para o futuro do Brasil. “Chamar os agentes envolvidos, tanto na iniciativa privada como pública, para debater questões relevantes como o biodiesel, o etanol, biocombustíveis, etc, é uma iniciativa fundamental para planejar ações de curto, médio e longo prazo que garantirão o fortalecimento da matriz energética nacional”, afirma Murilo Paraíso que também vai à Brasília participar de reuniões da Feplana, já que é tesoureiro da entidade.
A cerimônia de abertura do evento contará com a participação de representantes dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Fazenda; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, que coinduzirá a abertura do evento. A programação do Workshop inclui palestras do Dr. Plínio Nastari, da Datagro, de Renato Cunha, do Sindacúcar-PE, de Elizabeth Farina, da Única e de Adriano Pires, do CBIE, entre outros painelistas.
Agrônomo Benon Barreto é homenageado pelos 80 anos de vida muitos dos quais dedicados a cultura canavieira
O engenheiro agrônomo Benon de Barros Barreto foi homenageado por colegas, amigos e entidades de classe, no último dia 1º, pelo seu aniversário de 80 anos e também pela dedicação ao trabalho de campo, especialmente, à cultura canavieira. O evento que reuniu produtores, industriais, amigos e familiares de Bennon foi realizado na granja de João Valões, gerente agrícola da usina Monte Alegre, localizada em Santa Rita. O presidente e o vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, Murilo Paraíso e Nonato Siqueira, respectivamente, junto com vários diretores da Asplan prestigiaram o evento.
“Fiquei muito comovido com a iniciativa dos amigos e que sob o argumento de comemorar meu aniversário, que na realidade foi dia 17 de setembro, me prestaram uma grande homenagem em reconhecimento ao trabalho que desenvolvo desde 1959, quando me formei na Escola Superior de Agricultura de Pernambuco”, destaca Benon.
Com larga experiência no setor sucroenergético, Benon já atuou em várias indústrias do Nordeste e em outras localidades do país como gerente agrícola, foi consultor da SUDENE em dois momentos distintos, ajudou a elaborar mais de 70% dos projetos direcionados ao Proálcool, quando integrava a equipe da TECAL, participou do Grupo de Estudos da Racionalização da Indústria Canavieira do Nordeste (GERAN), na década de 80 e desde essa época planta cana-de-açúcar em terras paraibanas e atua como consultor.
“Benon é um especialista quando o assunto é cana-de-açúcar e é uma referência em nosso setor. Muito nos orgulha tê-lo como associado da Asplan e ainda ter a oportunidade de contar com ele sempre que precisamos, usufruindo de seus conhecimentos”, destaca o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.
Benon de Barros Barreto é casado com a Sra. Maria de Lourdes, mais conhecida como Lôla, desde 1962, e tem três filhos: Flávia, Roberta e Alexandre, este último se inspirou no pai e abraçou a mesma profissão, só que atuando em Pernambuco.
Novas variedades de cana aumentam produtividade e lucro nos canaviais se usadas em ambientes de produção adequados
Entre produtividade de biomassa e teor de sacarose, as novas variedades de cana-de-açúcar estão produzindo mais que as usadas antigamente e esses ganhos podem aumentar se os produtores explorarem o potencial desses materiais, associando-os aos ambientes de produção adequados. No Brasil, 65% da área cultivada de cana usa variedades RB, o equivalente a 5,6 milhões de hectares de cana, dos 8,6 milhões existentes, atualmente, no país. No Nordeste, as variedades RB 867515 e RB 92579 são as que têm mais presença, no entanto, está última não é adequada para utilização em áreas de sequeiro. Esses foram alguns dos dados apresentados durante o II Encontro Técnico sobre variedades de cana, promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento, que aconteceu no auditório da Associação, reuniu especialistas da RIDESA/UFRPE e de usinas paraibanas, além de produtores de várias regiões do estado.
Com 94 variedades liberadas para cultivo no Brasil, o país é um grande produtor e vem melhorando sua produtividade graças às variedades modernas que são desenvolvidas com foco em regiões e períodos de safra específicos. “Isso significa que cada variedade tem seu desempenho ampliado se cultivada nas condições de solo e clima e para o período para as quais foi melhorada”, explicou o consultor Djalma Euzébio Neto, da RIDESA.
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, abriu os trabalhos agradecendo a presença dos produtores e expositores do Encontro e falando sobre a importância do tema. “Todos os estudos de variedade de cana comprovam que a escolha do que será plantado é fundamental para uma boa produção, daí a importância da variedade da cana, associada às condições adequadas de plantio. O aumento da produção reflete na viabilidade econômica do negócio e isso tem relação direta com o uso de novas variedades”, lembrou Murilo.
A primeira palestra do Encontro foi feita por Amaro Silva, da RIDESA/UFRPE, sobre “Principais resultados experimentais do PMGCA-RIDESA”, que mostrou resultados experimentais, na safra 2015/16, feitos em propriedades de vários estados do Nordeste, que atestam a eficácia do uso de variedades específicas, a exemplo da RB 041443, RB 92579, RB 931011 e RB 002754. Em seguida, Leonam José, da RIDESA/UFRPE, falou sobre “Censo variental e indicadores da safra 2015/2016” que apontaram as variedades RB 92579 e RB 867515 como as mais utilizadas no plantio de inverno 2015 nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.
O terceiro tema do Encontro foi “Estação de hibridação Devaneio” abordado por Luiz José Tavares de Melo, da RIDESA/UFRPE que falou sobre novas variedades de cana-de-açúcar e sua relação com o incremento na produtividade e qualidade da agroindústria canavieira. Ele mostrou ainda um slide com o detalhamento de todas as etapas do processo laborioso para lançamento de uma nova variedade, destacandoa seriedade dos estudos que levam, em média, de 12 a 15 anos.
Em seguida, os agrônomos das usinas Miriri, Carlos Henrique Farias, da Japungu, Alexandre Maciel e da Monte Alegre, Hugo Rodrigues, mostraram resultados de produtividade, a partir do manejo de variedades RB em suas unidades. Para encerrar a programação, o consultor Djalma Euzébio Neto, mediou um debate sobre o tema abordado pelos representantes das três indústrias presentes.
O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, fez uma intervenção parabenizando a exposição dos palestrantes, enaltecendo a importância dos investimentos em pesquisas de novas variedades e lamentou a ausência das outras unidades industriais do estado. “Os investimentos em novas variedades são importantes, pois possibilitam o desenvolvimento de tecnologias que beneficiam o setor, principalmente, no tocante ao aumento da produtividade. Os estudos apresentados hoje demonstram claramente um ganho significativo no ATR, na biomassa e em outros aspectos. Investimentos em pesquisa de cana sempre serão bem-vindos, pois eles ajudam a melhorar a produtividade e, consequentemente, o lucro”, disse Nonato.
O coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha, avaliou como positivo o encontro e já anunciou a realização do III evento, em 2017. “Foram apresentações de alto nível, com dados que comprovam a eficácia da escolha da variedades mais promissora, num ambiente adequado, que trouxeram informações de nosso interesse para nos ajudar a melhorar nossa cultura e produtividade”, destacou Vamberto, anunciando que ano que vem haverá novo encontro sobre variedades. “Esse é um tema importante e que está sempre se atualizando”, finalizou Vamberto.