Asplan
Alunos de Mamanguape têm aula prática sobre insumos biológicos na Estação de Camaratuba
Cerca de 60 alunos do curso técnico de agronegócio da escola técnica João da Mata Cavalcanti de Albuquerque – unidade de Mamanguape viveram uma experiência diferente, com uma aula prática na Estação Experimental de Camaratuba. Na ocasião, eles visitaram os laboratórios de produção de cotesia flavipes e do fungo metarhizium anisopliae e conheceram a produção dos insumos biológicos. As visitas aconteceram em dois momentos, com duas turmas de 30 alunos cada, no mês de agosto. A Estação Experimental de Camaratuba é mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).
Os estudantes foram acompanhados pelo supervisor administrativo dos laboratórios, Roberto Balbino e puderam conhecer a produção, levantamento e liberação dos insumos biológicos produzidos nos laboratórios da Estação. “Essas visitas de estudantes, de vários instituições e cursos ligados ao agronegócio, são comuns na Estação e são enriquecedoras para o currículo, já que lá, eles têm a oportunidade de ver a teoria e a prática da produção de insumos biológicos num mesmo ambiente”, explica o Engenheiro Agrônomo e coordenador do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan e da Estação, Vamberto Rocha que, na ocasião, falou também sobre a importância da cana-de-açúcar para a Paraíba e o compromisso da Asplan com o meio ambiente.
Os laboratórios da Estação produzem em larga escala a Cotesia flavipes (Vespas) e o Metarhizium anisopliae (Fungos), e é uma referência no Nordeste na produção destes controladores biológicos de pragas dos canaviais, tais como a broca-comum (Diatraea spp.) e a cigarrinha da Folha(Mahanarva posticata). A produção da Estação é distribuída gratuitamente para os associados da Asplan e também é vendida a preços acessíveis. A escola ou instituição que quiser agendar uma visita à Estação, basta enviar um oficio para a presidência da Asplan ou para o DETEC da entidade. Maiores informações pelo fone 3241-6424.
Projeção da Conab para safra 2016/2017 aponta para aumento da produção de açúcar e redução do etanol hidratado
O Brasil deverá produzir 684,77 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2016/2017, representando um crescimento de 2,9% em relação à safra anterior. A estimativa foi divulgada, nesta quarta-feira (17), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e projeta que a produção de açúcar no país deverá atingir 39,9 milhões de toneladas, 19,3% superior à safra anterior. Já a projeção para o etanol deve se manter acima de 27,8 bilhões de litros, com uma redução de 8,5%, em função da preferência pela produção de açúcar que tem maior rentabilidade.
Em relação a produção de etanol anidro (o que mistura com a gasolina). o boletim da Conab projeta um aumento de 2,5%, alcançando 11,49 bilhões de litros. Já para a produção de etanol hidratado, o volume poderá atingir 16,38 bilhões de litros, numa redução de 14,9% ou 2,87 bilhões de litros, resultado do menor consumo deste combustível.
A estimativa de área a ser colhida foi avaliada em 8,97 milhões de hectares, que representa um aumento de 3,7% comparada à safra anterior. O incremento de mais 318,4 mil hectares é resultado da cana bisada da safra 2015/16, do aumento de área própria de algumas unidades de produção e da reativação de unidades industriais.
Na região Nordeste deve aumentar a área colhida nesta safra e, consequentemente, a quantidade produzida. Na Paraíba, a área produtiva permanece sem alteração, equivalente a 124,4 mil hectares, com uma estimativa de produção de pouco mais de seis milhões de toneladas. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, afirma que a expectativa de produção no Estado e de ter um incremento de cerca de 10% maior que a safra anterior. “Essa projeção de aumento pode ou não se concretizar, dependendo do volume de chuvas que cair até final deste mês”, afirma Murilo.
Asplan estuda propostas de aderir a cooperativas de crédito para facilitar o acesso de recursos para seus associados
A diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) está avaliando propostas de cooperativas que possam facilitar o acesso de seus associados a recursos para investimento na produção canavieira. Na semana passada, eles se reuniram com representantes da Unicred e na noite desta quarta-feira (17) foram conhecer detalhes de atuação da Sicoob e do Sistema OCB. Este último encontro, realizado no Verde Green Hotel, fez parte das atividades do seminário “O Futuro que Queremos”, promovido pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool) em parceria com os Sindicatos da Indústria do Açúcar e do Álcool nos Estados de Pernambuco e Alagoas (Sindaçúcar).
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, e o vice-presidente da Associação, Raimundo Nonato, além de fornecedores paraibanos participaram da reunião e ouviram detalhes do funcionamento e operacionalização do Sicoob, com explanação do Superintendente Executivo, Neilson Santos e do presidente do Sistema OCB/PB, André Pacelli. “Na realidade, estamos buscando outras formas de atender as necessidades de nossos associados, que é formado em sua grande maioria por pequenos produtores, de acessão ao crédito, seja para investimento na produção ou para aquisição de máquinas e equipamentos. O objetivo é facilitar esse acesso, com menos burocracia, juros menores e prazos mais longos”, afirma o dirigente da Asplan. Segundo Murilo, a entidade tem uma vantagem mercadológica que é não ter restrição de crédito, ter solidez e dispor de capital para dar início as operações.
Seminário
Nesta quinta-feira (18), o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, e o vice-presidente da Associação, Raimundo Nonato, o diretor José Inácio, e associados da entidade assistiram as quatro palestras do Seminário realizadas no auditório da estação Ciências quer abordaram o comércio internacional, o atual cenário sucroenergético no país e no mundo, as perspectivas futuras, produtividade e irrigação. A palestra de encerramento foi feita pelo consultor Plínio Nastari, um dos maiores especialistas do setor sucroenergético no país na atualidade.
“As perspectivas são boas, há um tendência de manutenção do preço da cana, o governo Temer retomou os diálogos com o setor, o que não aconteceu nos governos do PT, e se mostra aberto para receber informações e projetos, tanto em relação a produção, ao álcool e ainda sobre a biomassa, de forma que saímos deste evento mais otimistas. O Sindalcool está de parabéns por ter conseguido realizar um evento de alto nível, com palestrantes que trouxeram para o debate questões importantes e fundamentais para o nosso setor”, finaliza Murilo.
Além do presidente e vice da Asplan participaram ainda do Seminário Pedro Jorge, Fernando Eduardo Filho, José Inácio de Morais Flho, Neto Siqueira, José Jorge, Juscelino Marques, Cláudio Cunha Borges, Flaviano Ribeiro Coutinho Neto, Paulo Roberto Jacques Coutinho, Flaviano Falcone Ribeiro Coutinho e Gilvan Celso de Morais Coutinho.
Seminário sobre setor sucroenergético nacional acontece em João Pessoa nesta quarta e quinta
A cerimônia oficial de abertura da safra no Nordeste 2016/2017 vai ser realizada em João Pessoa, em dois momentos. O primeiro deles acontece, nesta quarta (17),a partir das 17h30, no hotel Verde Green, em Manaíra, com uma reunião sobre crédito cooperativado. Amanhã (18), será realizado o seminário “O Futuro que Queremos”, na Estação Ciências Cabo Branco, durante todo o dia.
Os eventos vão contar com a presença de executivos da União da indústria de Cana de Açúcar (UNICA), empresários, autoridades, acadêmicos e especialistas da cadeia sucroenergética nacional, além de dirigentes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e da Biosev, segunda maior processadora de cana do mundo. Os eventos são organizados pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool) em parceria com os Sindicatos da Indústria do Açúcar e do Álcool nos Estados de Pernambuco e Alagoas (Sindaçúcar).
A programação do evento conta com palestras sobre setores de produção, comércio internacional, bancos, distribuição e revenda de combustíveis, promovendo uma avaliação conjunta do setor sobre o novo ciclo da cana, mercado, regulação e as perspectivas futuras.
O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, destaca que o Seminário será uma oportunidade ímpar de debater sobre o atual cenário e o futuro do setor sucroenergético no país e no mundo. “Estamos na expectativa deste evento que, com certeza, vai nos dar um panorama geral do que esta acontecendo e do que estar por vir no que diz respeito ao setor sucroenergético”, afirma Murilo. Da Asplan ainda participarão diretores e fornecedores. O vice-presidente, Raimundo Nonato, Pedro Jorge, Fernando Eduardo Filho, José Inácio de Morais, José Inácio de Morais Flho, Neto Siqueira, José Jorge, Juscelino Marques, Cláudio Cunha Borges, Flaviano Ribeiro Coutinho Neto, Paulo Roberto Jacques Coutinho, Flaviano Falcone Ribeiro Coutinho e Gilvan Celso de Morais Coutinho confirmaram presença.
Nutrição e adubação do solo foi tema de palestra realizada na Asplan com especialista de renome internacional
Professor Dr. Godofredo Cesar Vitti mostrou as vantagens da adubação correta tanto do ponto
de vista de desenvolvimento da planta, quando de retorno do investimento para o produtor
“O solo do litoral do Nordeste é muito arenoso, de baixa fertilidade e tem baixo teor de matéria orgânica, de forma que se o produtor canavieiro quiser ter bons resultados, ele precisa adotar práticas que aumentem a eficiência da adubação mineral, que incluem as etapas de calagem, gessagem, fosfatagem, além de adubação verde e orgânica do solo. Aliás, via de regra, essas etapas de manejo devem ser adotadas no preparo do solo”. Essa foi uma das dicas dadas pelo professor Dr. Godofredo Cesar Vitti, da Universidade de São Paulo, durante palestra para produtores de cana-de-açúcar, realizada nesta quarta-feira (10), no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento foi realizado pelo Departamento Técnico da Associação e contou com apoio da Heringer que, na ocasião, apresentou sua equipe de representantes e técnicos na região, além de divulgar seus produtos.
Durante a palestra técnica ‘Nutrição e adubação para altas produtividades, qualidade e longevidade da cana-de-açúcar’, o Dr. Vitti detalhou as várias etapas do manejo químico do solo, desde o preparo até as práticas corretivas, exemplificando e justificando a importância do uso correto e adequado dos micronutrientes, com ênfase para o Cobre, Manganés, Zinco, Boro, Fósforo, Potássio e Cálcio. “Só o calcário não resolve é preciso magnésio, que aumenta o transporte de açúcar. Mas, é necessário repor o calcário, se for o caso, corte o adubo, mas não o calcário”, disse o professor, lembrando que o principal fator que aumenta a produtividade é o solo. “O grande gargalo na fase de manejo do solo é o uso correto de micronutrientes que vai resultar, se bem feito, numa planta mais resistente as altas temperaturas, déficit hídrico, pragas, etc”, reforçou Vitti, que durante sua palestra também apresentou experiências nutricionais de várias propriedades do Brasil e exterior.
Segundo reforçou o especialista, é preciso ter especial atenção com os produtos a serem utilizados na correção e adubação do solo. “Às vezes, o produto é excelente, mas colocado em quantidade insuficiente ou desnecessariamente vai prejudicar a planta ao invés de contribuir para seu desenvolvimento”, disse ele, lembrando que no caso específico da cana-de-açúcar, alguns subprodutos, a exemplo da vinhaça e do bagaço devem ser utilizados no preparo do solo, já que eles promovem uma maior retenção de nutrientes, de água, entre outras vantagens.
O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, fez a abertura e o encerramento do evento, representando o presidente Murilo Paraíso, que está em Brasília, agradeceu a palestra do Dr. Vitti, enaltecendo-a como ‘extremamente esclarecedora e oportuna para melhor orientação dos plantadores de cana da Paraíba’, além de abrir o ciclo de perguntas ao palestrante. “Foi uma palestra brilhante, com informações completas e de uma abrangência muito ampla sobre nutrição e adubação, de forma que só temos a agradecer a Heringer, que patrocinou a vinda do Dr. Vitti, e que nos possibilitou ampliar o leque de conhecimentos sobre solo”, finalizou o coordenador do DETEC, engenheiro agrônomo, Vamberto Rocha.
Feplana propõe aumentar CIDE da gasolina para estimular produção e consumo de combustível limpo e renovável no país
O governo do presidente interino Michel Temer já estuda aumentar
a CIDE, tributo que incide sobre os combustíveis
Diretores da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) tiveram uma audiência nesta terça-feira (09), em Brasília, com o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O objetivo do encontro foi o de tratar da necessidade da elevação da CIDE na gasolina. O presidente da Feplana, Alexandre Lima, ressaltou a importância do aumento da CIDE, como forma de garantir a competitividade do etanol, já que o governo ficou anos com o preço estabilizado da gasolina o que provocou um desastre econômico para toda a cadeia canavieira. Nos últimos anos, pelo menos 80 unidades industriais fecharam no Brasil e mais de 80 estão em recuperação judicial.
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e tesoureiro da Feplana, Murilo Paraíso, participou da audiência e saiu do Ministério entusiasmado. “O ministro disse que vai marcar uma reunião com toda a equipe econômica do governo e com o presidente da Petrobras para levar esse nosso pleito e ver da sua viabilidade”, afirmou Murilo.
Segundo Alexandre Lima, o aumento do tributo é uma forma de garantir a justa competitividade do etanol, já que o governo congelou por anos o preço da gasolina. Ainda de acordo com Alexandre, o aumento do consumo do etanol no país, pode viabilizar o investimento de mais de US$ 40 bilhões pelo setor, além da geração de muitos empregos e ainda a garantia do cumprimento do acordo estabelecido pelo Brasil na COP 21.
O presidente do Sindicato dos Produtores de Cana de Pernambuco, Gerson Carneiro Leão, também participou da audiência e reforçou os argumentos que é mais que necessário que o governo federal reveja sua postura e adote medidas que fortaleçam o setor sucroenergético nacional. Paulo Leal, vice-presidente da Feplana, defendeu a proposta de transformar a CIDE em um Gren Tax (Taxa Verde) já existente em alguns países, que consiste em beneficiar combustíveis renováveis e taxar mais os poluentes.
Vice-presidente da Asplan prestigia evento que marca o início da segunda moagem da Coaf/Cruangi
A segunda moagem da Usina Cruangi, depois de sua reativação no ano passado, deve começar no próximo dia 25. A previsão da unidade, que é administrada pela Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf/AFCP), é de esmagar 430 mil toneladas na atual safra. E para marcar o reinício das atividades e estimular mais produtores a destinarem a matéria-prima para a unidade, a Coaf promoveu, na última quinta-feira (04) um almoço com palestras para seus fornecedores cooperativados. O vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato, que também forneceu para a Cruangi na safra passada, participou do evento. A Cruangi fica em Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.
O evento contou com a participação do presidente da Coaf e da AFCP, Alexandre Lima, além da presença de toda a diretoria dessas entidades, do presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana, Gerson Carneiro Leão; o prefeito de Timbaúba, Junior Rodrigues, e também representantes do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), entre outras autoridades. Durante o evento foi abordado a importância dos cooperativados continuarem a fornecer cana para a moagem da usina Coaf/Cruangi nesta safra.
Para Nonato, que foi citado por Alexandre como exemplo de apoio à consolidação do projeto Cruangi, já que forneceu cana para a unidade, mesmo sua propriedade ficando 82 km de distância, esse tipo de apoio é fundamental. “A Cruangi se consolidando, será mais uma opção para o produtor canavieiro destinar sua cana”, destaca ele, que estuda a possibilidade de fornecer novamente cana para a Cruangi. “É importante essa contribuição do produtor porque a reativação desta unidade industrial já começou a mudar a realidade no entorno da mesma, através da geração de empregos, realização de novos negócios, enfim, com novas e boas perspectivas para o setor”, disse Nonato, que no ano passado destinou 1300 toneladas de cana para moagem. “Foi uma forma singela de dar minha contribuição para que tudo desse certo”, finalizou Nonato, lembrando que a unidade é importante tanto para produtores da zona da Mata Norte de Pernambuco, como da Zona Sul da Paraíba.
Cana registra saldo positivo de empregos no Brasil
No fim do primeiro semestre de 2016 a cadeia produtiva da cana registrou um total de 4.870 novas vagas com carteira assinada. Em comparação ao número no mesmo período de 2015 é uma evolução, quando houve 3.204 contratações. Esse é uma das principais conclusões do levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados recentemente.
Se referindo ao total acumulado no período da atual safra, os dados do Caged são mais expressivos. No período 2016/2017, o destaque é para a região Centro-Sul, onde foram criados 32 mil novos postos de trabalho, tendo os Estados de São Paulo e Goiás registrado 13.294 e 8.065 empregos, respectivamente. Em junho último, constatou-se a abertura de 6.736 novas vagas contra apenas 3.622 observadas no mesmo mês em 2015.
No Rio de Janeiro e em Goiás, as usinas sucroenergéticas criaram 1.485 e 1.149 empregos, respectivamente. Já no Norte-Nordeste, Sergipe ficou em evidência com a ampliação em quase mil postos no mês, mas houve novas contratações também em Pernambuco, Alagoas e Paraíba, que são os três maiores produtores de cana da região, em função do começo da safra 2016/2017. No período de safra, entre os meses de agosto e fevereiro, só na Paraíba, o setor emprega cerca de 30 mil pessoas.
Uma visão lúcida e oportuna sobre o universo, importância e a história da cana-de-açúcar
“Há ainda muito equívoco em torno do universo da cana-de-açúcar e eu diria até um certo preconceito que, hoje em dia, em nada se justifica, pois somos um setor gerador de empregos, renda e que contribui de maneira significativa para o desenvolvimento dos locais onde há produção canavieira e o brilhante artigo de Dr. Roberto Cavalcanti, publicado no Jornal Correio da última quinta-feira (04), resgata a importância dessa cultura que foi, no passado, e é, no presente, um setor vital para a economia nacional, especialmente, do Nordeste”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Cavalcanti.
Para Murilo, além de resgatar a história da evolução canavieira, sob o ponto de vista de sua importância nos diversos períodos da história brasileira, o artigo intitulado ‘Cana-de-açúcar’ resgata o papel aglutinador da cultura ao longo dos séculos, que juntou ricos e pobres e deu sua contribuição para o soerguimento da economia regional. “De forma equivocada e preconceituosa, é comum as pessoas associarem o setor ao período escravocrata sem se dar o trabalho de fazer uma análise mais aprofundada sobre as formas de trabalho na época e erroneamente ainda associar o setor à ações que há muito foram abolidas nas lavouras canavieiras e nas relações de trabalho entre produtores e trabalhadores e o artigo de Dr. Roberto, apesar de não se aprofundar nesse aspecto, fala um pouco sobre esse outro lado da história”, destaca Murilo.
Outro aspecto que segundo o presidente da Asplan precisa ser destacado no artigo é a questão do atual momento de soerguimento da atividade que passa por um período de retomada com boa remuneração da matéria-prima, além de clima favorável e mercado em ascensão. “Foi com grata surpresa e grande satisfação que todos nós que atuamos nesse setor ao abrir o jornal Correio, do último dia 04, nos deparamos com um artigo tão bem escrito, que conseguiu em poucas linhas sintetizar toda a nossa história, até os dias atuais. Só temos a gradecer ao Dr. Roberto que com sua visão lúcida, nos permitiu, reestabelecer questões importantes, dando a devida consideração a um setor vital não só para o Brasil, mas, especialmente, para o Nordeste”, finaliza o dirigente da Asplan. O artigo foi reproduzido no site da entidade www.asplanpb.com.br e repassado para todas as entidades ligadas ao setor em todo o país.
Safra de cana 2016/2017 já começou na Paraíba
A Paraíba já entrou na fase da moagem da cana-de-açúcar da safra 2016/2017. Segundo o Departamento Técnico da Associação dos Plantadores da Cana da Paraíba (Asplan) a primeira indústria a começar a moagem foi a Japungu, no dia 16 de julho, seguida da Agroval, que entrou em operação no último dia 25. A expectativa da próxima safra é que supere os5 milhões de toneladas. No período da moagem, cerca de 40 mil empregos no campo estão assegurados.
Segundo o coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha, a próxima usina a entrar em operação deve ser a Giasa, no dia 1º de agosto. A Monte Alegre deve começar a safra no dia 04, enquanto que a D’Pádua está prevista para entrar em operação no dia 10 de agosto. A Tabu deve iniciar suas atividades no dia 15 e a Miriri, no dia seguinte, 16 de agosto. A São João começa em setembro, com data ainda indefinida.
“Esse calendário nos foi repassado pelas unidades, a fim de que nós, produtores de cana associados, possamos nos programar para a entrega da matéria-prima, contudo pode sofrer alterações”, explica Vamberto. A fiscalização da Asplan, segundo ele, só deve começar em setembro quando todas as unidades já estiverem operando e a cana no tempo do corte mais adequado.
Para o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, o mercado está propício para o segmento da agroindústria da cana-de-açúcar e a perspectiva é que o preço da cana se mantenha favorável. “A Paraíba não oferece opções de outras culturas em larga escala e a cana-de-açúcar se adapta melhor na nossa região, de forma que contamos com um cenário e as perspectivas atuais, inclusive, com a manutenção do preço que na última safra foi satisfatório”, destaca Murilo.
Atualmente, a Paraíba conta com cerca de 1800 pequenos, médios e grandes produtores de cana associados à Asplan, que são responsáveis pelo fornecimento de cerca de 30% da cana-de-açúcar moída pelas usinas paraibanas. O Estado é o terceiro maior produtor da cana no Nordeste, ficando atrás apenas de Pernambuco e de Alagoas.