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Palestra promovida pela Asplan discutirá tendências climáticas para 2017

Secretário de Recursos Hídricos da AESA, Alexandre Magno Teodósio de Medeiros abordará o tema que é de interesse de todos os produtores paraibanos

 

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) promove, no dia 20 deste mês, uma palestra sobre “Perspectivas Climáticas para 2017”. O evento será realizado no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa, a partir das 9h, e terá como palestrante o Secretário de Recursos Hídricos da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), Alexandre Magno Teodósio de Medeiros.

O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, lembra que a palestra tem como público-alvo produtores canavieiros e de outras culturas e pecuaristas,  além de pessoas interessadas no assunto.  Para o dirigente, é importante que os produtores rurais paraibanos tenham acesso a informações sobre previsão climática para 2017 visto que poderão planejar melhor o plantio, para evitar prejuízos na lavoura. “Quem mexe com agricultura necessita de chuva e essa palestra servirá para nortear melhor os produtores sobre as tendências climáticas para o próximo ano”, afirma Murilo.

O Engenheiro Agrônomo e coordenador do Departamento Técnico (DETEC) da Asplan, Vamberto Rocha, lembra que essa palestra é o último evento do ano promovido pelo DETEC. “Vamos encerrar nossa programação em 2016 com essa palestra que nos dará orientações importantes sobre como vai se comportar o clima no próximo ano e, a partir de janeiro, retomaremos nossos encontros técnicos mensais, com temas de interesse de nossos associados”, finaliza Vamberto.

 

Asplan terá representação no Workshop Etanol Renova Bio 2030

Com o principal objetivo de identificar as demandas do setor de combustíveis renováveis no Brasil para, a partir daí, definir formas de ampliar a produção de biocombustíveis no país, com base na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e financeira e em consenso com o compromisso brasileiro na COP21, o Ministério de Minas e Energia realiza, nesta terça-feira (13), o Workshop Etanol – RenovaBio 2030. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso já confirmou presença no evento, que acontece, das 9h às 18h, no auditório do edifício sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.

Para o dirigente canavieiro, o RenovaBio 2030 é uma iniciativa louvável e importante do governo e que fará a diferença para o futuro do Brasil. “Chamar os agentes envolvidos, tanto na iniciativa privada como pública, para debater questões relevantes como o biodiesel, o etanol, biocombustíveis, etc, é uma iniciativa fundamental para planejar ações de curto, médio e longo prazo que garantirão o fortalecimento da matriz energética nacional”, afirma Murilo Paraíso que também vai à Brasília participar de reuniões da Feplana, já que é tesoureiro da entidade.

A cerimônia de abertura do evento contará com a participação de representantes dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Fazenda; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, que coinduzirá a abertura do evento. A programação do Workshop inclui palestras do Dr. Plínio Nastari, da Datagro, de Renato Cunha, do Sindacúcar-PE, de Elizabeth Farina, da Única e de Adriano Pires, do CBIE, entre outros painelistas.

Agrônomo Benon Barreto é homenageado pelos 80 anos de vida muitos dos quais dedicados a cultura canavieira

O engenheiro agrônomo Benon de Barros Barreto foi homenageado por colegas, amigos e entidades de classe, no último dia 1º, pelo seu aniversário de 80 anos e também pela dedicação ao trabalho de campo, especialmente, à cultura canavieira. O evento que reuniu produtores, industriais, amigos e familiares de Bennon foi realizado na granja de João Valões, gerente agrícola da usina Monte Alegre, localizada em Santa Rita. O presidente e o vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, Murilo Paraíso e Nonato Siqueira, respectivamente, junto com vários diretores da Asplan prestigiaram o evento.

“Fiquei muito comovido com a iniciativa dos amigos e que sob o argumento de comemorar meu aniversário, que na realidade foi dia 17 de setembro, me prestaram uma grande homenagem em reconhecimento ao trabalho que desenvolvo desde 1959, quando me formei na Escola Superior de Agricultura de Pernambuco”, destaca Benon.

Com larga experiência no setor sucroenergético, Benon já atuou em várias indústrias do Nordeste e em outras localidades do país como gerente agrícola, foi consultor da SUDENE em dois momentos distintos, ajudou a elaborar  mais de 70% dos projetos direcionados ao Proálcool, quando integrava a equipe da TECAL, participou do Grupo de Estudos da Racionalização da Indústria Canavieira do Nordeste (GERAN), na década de 80 e desde essa época planta cana-de-açúcar em terras paraibanas e atua como consultor.

“Benon é um especialista quando o assunto é cana-de-açúcar e é uma referência em nosso setor. Muito nos orgulha tê-lo como associado da Asplan e ainda ter a oportunidade de contar com ele sempre que precisamos, usufruindo de seus conhecimentos”, destaca o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.

Benon de Barros Barreto é casado com a Sra. Maria de Lourdes, mais conhecida como Lôla, desde 1962, e tem três filhos: Flávia, Roberta e Alexandre, este último se inspirou no pai e abraçou a mesma profissão, só que atuando em Pernambuco.

Novas variedades de cana aumentam produtividade e lucro nos canaviais se usadas em ambientes de produção adequados

Entre produtividade de biomassa e teor de sacarose, as novas variedades de cana-de-açúcar estão produzindo mais que as usadas antigamente e esses ganhos podem aumentar se os produtores explorarem o potencial desses materiais, associando-os aos ambientes de produção adequados. No Brasil, 65% da área cultivada de cana usa variedades RB, o equivalente a 5,6 milhões de hectares de cana, dos 8,6 milhões existentes, atualmente, no país. No Nordeste, as variedades RB 867515 e RB 92579 são as que têm mais presença, no entanto, está última não é adequada para utilização em áreas de sequeiro. Esses foram alguns dos dados apresentados durante o II Encontro Técnico sobre variedades de cana, promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). O evento, que aconteceu no auditório da Associação, reuniu  especialistas da RIDESA/UFRPE e de usinas paraibanas, além de produtores de várias regiões do estado.

Com 94 variedades liberadas para cultivo no Brasil, o país é um grande produtor e vem melhorando sua produtividade graças às variedades modernas que são desenvolvidas com foco em regiões e períodos de safra específicos. “Isso significa que cada variedade tem seu desempenho ampliado se cultivada nas condições de solo e clima e para o período para as quais foi melhorada”, explicou o consultor Djalma Euzébio Neto, da RIDESA.

O presidente da Asplan, Murilo Paraíso, abriu os trabalhos agradecendo a presença dos produtores e expositores do Encontro e falando sobre a importância do tema. “Todos os estudos de variedade de cana comprovam que a escolha do que será plantado é fundamental para uma boa produção, daí a importância da variedade da cana, associada às condições adequadas de plantio. O aumento da produção reflete na viabilidade econômica do negócio e isso tem relação direta com o uso de novas variedades”, lembrou Murilo.

A primeira palestra do Encontro foi feita por Amaro Silva, da RIDESA/UFRPE, sobre “Principais resultados experimentais do PMGCA-RIDESA”, que mostrou resultados experimentais, na safra 2015/16,  feitos em propriedades de vários estados do Nordeste, que atestam a eficácia do uso de variedades específicas, a exemplo da RB 041443, RB 92579, RB 931011 e RB 002754. Em seguida, Leonam José, da RIDESA/UFRPE, falou sobre “Censo variental e indicadores da safra 2015/2016” que apontaram as variedades RB 92579 e RB 867515 como as mais utilizadas no plantio de inverno 2015 nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.

O terceiro tema do Encontro foi “Estação de hibridação Devaneio” abordado por Luiz José Tavares de Melo, da RIDESA/UFRPE que falou sobre novas variedades de cana-de-açúcar e sua relação com o incremento na produtividade e qualidade da agroindústria canavieira. Ele mostrou ainda um slide com o detalhamento de todas as etapas do processo laborioso para lançamento de uma nova variedade, destacandoa seriedade dos estudos que levam, em média, de 12 a 15 anos.

Em seguida, os agrônomos das usinas Miriri, Carlos Henrique Farias, da Japungu, Alexandre Maciel e da Monte Alegre, Hugo Rodrigues, mostraram resultados de produtividade, a partir do manejo de variedades RB em suas unidades. Para encerrar a programação, o consultor Djalma Euzébio Neto, mediou um debate sobre o tema abordado pelos representantes das três indústrias presentes.

O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, fez uma intervenção parabenizando a exposição dos palestrantes, enaltecendo a importância dos investimentos em pesquisas de novas variedades e lamentou a ausência das outras unidades industriais do estado. “Os investimentos em novas variedades são importantes, pois possibilitam o desenvolvimento de tecnologias que beneficiam o setor, principalmente, no tocante ao aumento da produtividade. Os estudos apresentados hoje demonstram claramente um ganho significativo no ATR, na biomassa e em outros aspectos. Investimentos em pesquisa de cana sempre serão bem-vindos,  pois eles ajudam a melhorar a produtividade e, consequentemente, o lucro”, disse Nonato.

O coordenador do Departamento Técnico da Asplan (DETEC), Vamberto Rocha, avaliou como positivo o encontro e já anunciou a realização do III evento, em 2017. “Foram apresentações de alto nível, com dados que comprovam a eficácia da escolha da variedades mais promissora, num ambiente adequado, que trouxeram informações de nosso interesse para nos ajudar a melhorar nossa cultura e produtividade”, destacou Vamberto, anunciando que ano que vem haverá novo encontro sobre variedades. “Esse é um tema importante e que está sempre se atualizando”, finalizou Vamberto.

 

Canal Rural dá dicas de como aumentar a segurança contra roubos e furtos no campo

O site Canal Rural ouviu especialistas que deram orientações para produtores

se prevenirem da crescente onda de violência que também atinge a zona rural

            Não é somente nas cidades que a onda crescente de crimes, tais como, roubos e furtos, tem assustado as pessoas. Na zona rural a violência também provoca insegurança e medo. Quadrilhas organizadas estão atuando em várias partes do país e os registros de crimes têm aumentado tirando a tão propalada tranquilidade do campo. Em Goiás, por exemplo, na região de Rio Verde, foram registrados somente em 2016, quase 200 casos de furto a propriedades. No Nordeste também cresceu os registro de violência no campo o que tem deixado os produtores cada vez mais apreensivos. Para orientar melhor seus leitores, o Canal Rural, sitecom foco no agronegócio, foi ouvir especialistas em segurança no campo para melhor orientar seu público alvo.

Segundo especialista o investimento em equipamentos de segurança, a exemplo de câmeras, inibe a ação dos criminosos que ficam receosos de serem reconhecidos, além de ajudar a polícia a identificá-los com mais facilidade. Outra dica importante é manter uma iluminação eficiente na fazenda, incluindo luzes de emergência para evitar que os criminosos cortem a energia. O uso de animais de guarda, a exemplo de cães e gansos, também é outra medida que inibe a aproximação de estranhos. Manter baixos estoques de defensivos nas propriedades também é outra medida que desestimula o roubo, já que os ladrões normalmente vão optar por uma carga maior para obter um maior lucro. E outra medida é criar grupos de watzap entre os proprietários para que um avise o outro em caso de emergência.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, é lamentável o que ocorre hoje no campo. “De fato, a insegurança aumentou muito nos últimos anos. Antes, os registros de roubos de carros, motos, animais, equipamentos e defensivos eram esporádicos e isolados, hoje se multiplicaram, nos deixando cada vez mais apreensivos. Não há um policiamento de campo e o produtor precisa arcar com sua própria segurança particular, o que onera ainda mais os custos da propriedade, de forma que essas dicas do Canal Rural são muito pertinentes. Está de parabéns toda a equipe pela iniciativa”, destaca Murilo.

Asplan promove encontro para debater as variedades de cana-de-açúcar mais promissoras para Paraíba

Os produtores da cana-de-açúcar da Paraíba terão a oportunidade, na próxima terça-feira (29), de debater sobre o comportamento e o manejo de variedades mais promissoras para plantio na região. O II Encontro Técnico sobre essa temática, promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), vai reunir especialistas da RIDESA/UFRPE, das 8h30 as 12h, no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa. O evento é direcionado aos associados da Asplan, mas, é aberto ao público interessado e a inscrição pode ser feita, de forma gratuita, antes do início do evento.

“A variedade de cana usada no plantio influencia, diretamente, na produtividade do canavial por isso a escolha do que será plantado é fundamental para uma boa produção”, explica o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, que vai fazer a abertura do evento. Em seguida, acontecerá a primeira palestra do dia com Amaro Silva, da RIDESA/UFRPE, sobre “Principais resultados experimentais do PMGCA-RIDESA”.

O segundo tema a ser abordado, “Censo variental e indicadores da safra 2015/2016” será abordado, em seguida, pelo especialista Leonam José. “Estação de hibridação devaneio” será outro tema tratado no Encontro por Luiz José Tavares de Melo, da RIDESA/UFRPE. A programação será encerrada com uma mesa redonda sobre “Manejo de variedades e clones de cana-de-açúcar”, sob a coordenação de Djalma Euzébio, da RIDESA e com a participação de representantes das usinas paraibanas Miriri, Japungu e Monte Alegre, além da usina Estivas, esta última do Rio Grande do Norte.

O II Encontro sobre variedades de cana para Paraíba é uma ação do Departamento Técnico da Asplan (DETEC) que, periodicamente, promove eventos técnicos para ampliar conhecimentos dos produtores associados e debater assuntos de interesse dos produtores canavieiros paraibanos. O coordenador do DETEC, Vamberto Rocha, ressalta a importância destes encontros. “São debates de alto nível, com especialistas locais, regionais e até nacionais, que trazem sempre informações de interesse de nosso público e que nos ajudam a melhorar nossa cultura e produtividade”, destaca Vamberto.

Apreciação de PL que representa uma contramão ambiental para o Brasil é adiada

Trata-se da liberação da produção de veículos leves a diesel no país. Parecer do relator do PL seria apreciado hoje (23),em Comissão na Câmara, mas sessão foi adiada

 

A Comissão Especial sobre Motores a Diesel para Veículos Leves iria apreciar,  nesta quarta-feira (23), o parecer do relator, deputado Evandro Roman (PSD-PR), ao projeto que autoriza a fabricação e a comercialização de veículos leves movidos a óleo diesel no Brasil (PL 1013/11). Mas, a reunião da Comissão foi adiada sem justificativa. “Enquanto a Europa, EUA e outros países discutem formas de reduzir a poluição e de restringir o uso de motores a diesel, o Brasil corre o risco de pegar a contramão nessa questão caso  esse projeto seja aprovado”, argumenta o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso. Como o PL tem caráter conclusivo, após o relatório ser aprovado pela Comissão, segue para análise do Senado.

O dirigente da Asplan disse ainda que a sociedade precisa ficar vigilante, reagir e tentar barrar a aprovação do PL no Congresso. “A permissão para produção e comercialização de motores diesel em automóveis particulares no Brasil só vai aumentar as emissões de CO2, prejudicando a saúde humana, além de causar prejuízos socioeconômicos e ambientais ao se contrapor a utilização de combustíveis renováveis, a exemplo do etanol à base de cana-de-açúcar, que não polui, pois é praticamente neutro no seu ciclo de vida e dispõe de uma ampla matriz no país”, destaca Murilo, lembrando que isso enfraquecerá, diretamente, a  produção do etanol nacional.

Ainda em relação ao meio ambiente, ao permitir que veículos à diesel sejam produzidos no país, o Brasil estaria descumprindo o acordo que foi signatário na COP22, em Marrocos, que estabelece a diminuição da emissão de poluentes de risco a saúde (NOx). Atualmente, apenas picapes, vans, caminhões, ônibus e tratores movidos por diesel são liberados para comercialização no Brasil. O país proíbe automóveis abastecidos por óleo combustível.

“Este Projeto de Lei deveria ser banido do Congresso tamanho é o seu retrocesso e prejuízo a brasileiros e à natureza”, afirmou o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima. Ele lembra que  as entidades que são contra a aprovação do PL, a exemplo da Feplana, Unida, Única, CNA e Fórum, estão se mobilizando para denunciar para a sociedade brasileira os prejuízos que virão caso ele passe no Congresso. “Se a proposta for aprovada, as montadoras poderão vender no país carros tão poluentes quanto os que foram banidos do mercado europeu há dez anos. Este cenário poluidor potencializará os casos de câncer. Isso porque o material particulado liberado com a combustão do diesel já foi analisado e considerado em 2012 como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde”, destaca Alexandre, lembrando que Material Particulado (MP) é o nome dado a um conjunto de poluentes que ficam suspensos na atmosfera por serem muito pequenos.

“O fato é que este PL está em desacordo com as atuais necessidades ambientais, prejudicando a natureza, a saúde humana e a cadeia produtiva canavieira do país, com reflexos socioeconômicos, impactando 800 mil empregos diretos e o faturamento de    R$ 15 bilhões  ano”, destacou Alexandre em texto publicado por sua assessoria.

Moderfrota terá orçamento ampliado

O Ministério da Agricultura anunciou, essa semana, que vai aumentar em R$ 2,5 bilhões o orçamento do Moderfrota, o programa de financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas do governo federal. A regularização da ampliação deve estar concluída até o início de dezembro. Dados do Ministério destacam que nos últimos cinco meses mais de 58%, dos R$ 5 bilhões destinados ao Moderfrota já foram utilizados pelo produtor brasileiro.

“Até o mês que vem, no máximo, nós iremos regulamentar isso para que o recurso seja aumentado para que não falte disponibilidade para que o BNDES continue acatando as propostas para a aquisição de máquinas agrícolas”, anunciou o secretário de políticas agrícolas Ministério da Agricultura, Neri Geller, durante evento em São Paulo. O governo pretende diminuir a burocracia e aumentar de 7% para 10% a participação do agronegócio brasileiro no comércio internacional através de ações do plano Agro+.

De acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, o governo Temer tem demonstrado que reconhece a importância do agronegócio. “O setor já sente a diferença entre o atual governo e os anteriores e percebe que agora há uma interlocução positiva entre a cadeia produtiva e o governo federal, a exemplo da abertura para renegociação de dívidas, ampliação do crédito, etc, de forma que estamos otimistas”, afirma Murilo.

 

Novas regras regularizam a produção de cachaça no país

Assim como a famosa tequila, no México, e o champagne, na França, agora os produtores de cachaça do Brasil têm novas regras a seguir se quiserem usar o termo para nomear a bebida que produzem. E para se adequar às novas regras, a aguardente de cana precisa ter graduação alcoólica entre 38% e 48% e os estabelecimentos que desenvolvem o produto devem ser fiscalizados pelo Ministério da Agricultura a cada dois anos para quem vende para o mercado interno e uma vez por ano para quem exporta. A expectativa do mercado, segundo especialistas, é de que as exportações da cachaça tripliquem nos próximos cinco anos com a mudança das regras para produção da bebida.

 

Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, as novas regras devem melhorar, ainda mais, a qualidade das cachaças produzidas no país.“Nós já temos produtos de excelência, reconhecidos internacionalmente, e com essas novas regras a produção deverá ficar ainda melhor”, destaca Murilo, lembrando que a Indicação Geográfica, que reconheceu a cachaça como produto genuinamente brasileiro, depois de 15 anos de espera, chega em boa hora. “O reconhecimento dessa indicação geográfica significa que só a cachaça proveniente do Brasil é que pode ser chamada cachaça, então isso aumenta a agregação de valor ao nosso produto”, explica Murilo.

 

Com as novas regras, complementa o presidente da Asplan, a cachaça não poderá ser mais produzida em qualquer situação, em qualquer local. “Haverá todo um planejamento e ainda a responsabilidade do governo em certificar, através do Ministério da Agricultura”, destaca Murilo, lembrando que com a regulamentação virá também a proteção no mercado europeu, que é o mais forte no mundo quando o assunto é bebida destilada. O Brasil exporta quase oito milhões de litros de cachaça por ano e, somente a Alemanha, compra 27% do total. Com as novas regras esses percentuais tendem a crescer, acreditam os especialistas do setor.

 

Presidente da Asplan elogia postura do Congresso Nacional na defesa de uma festa tradicional do Nordeste

Murilo Paraíso se refere a aprovação do PL pelos deputados federais e senadores que

 torna a vaquejada manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial

 

“Os deputados federais e senadores estão de parabéns porque votaram favoráveis a um Projeto de Lei que além de preservar uma tradição cultural secular do Nordeste, ainda preserva empregos, a estabilidade do comércio e a geração de renda tão importante para nossa região já tão castigada pela seca e com poucas oportunidades no interior”, comemorou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso. Ele se referiu a decisão do Senado que aprovou, no último dia 1º, um Projeto de Lei que torna a vaquejada manifestação cultural nacional e patrimônio cultural imaterial. O PL já tinha sido aprovado na Câmara, na semana passada, e agora segue agora para sanção do presidente Michel Temer.

Para Murilo, a decisão do Congresso, que deve ser referendada pelo presidente Temer, embora não regulamente a prática da vaquejada, com parâmetros e regras, abre um precedente importante para manter e valorizar essa tradição. “O PL, na realidade, é um preparativo para que o Congresso aprove, futuramente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que libera a vaquejada e o rodeio como modalidades esportivas”, lembra Murilo.

“A vaquejada faz parte da cultura regional do Nordeste e de outras regiões do país, a exemplo do interior do Sudeste, é uma atividade econômica importante, que gera renda e emprego, e não pode ser extinta pelo equívoco de quem não conhece a prática atual que incluiu uma série de medidas de proteção que asseguram que os animais não sofram maus tratos durante a competições”, esclarece Murilo Paraíso.