Asplan

Agenda do presidente da Asplan inclui importantes eventos em São Paulo e Brasília na próxima semana

 

Entre os dias 26 e 28 de junho, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, tem importantes compromissos. O primeiro deles acontece em São Paulo, na segunda e terça-feira. Trata-se do Ethanol Summit, um dos principais eventos do mundo voltado para as energias renováveis, particularmente, o etanol e os produtos derivados da cana-de-açúcar. Na quarta-feira (28), o dirigente canavieiro estará em Brasília, onde participa, na Câmara dos Deputados, de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel e a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, dentro do programa RenovaBio.

“Serão eventos importantes e que interessam a toda a cadeia produtiva, onde se debaterá temas relevantes do setor sucroenergético” destaca Murilo, lembrando que no Ethanol Summit, além das palestras, acontecerá apresentações, discussões e debates em grandes plenárias, painéis temáticos, além de eventos paralelos. O Ethanol Summit  é organizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que lançou o evento em 2007 e o realiza a cada dois anos.

O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, também confirmou participação nos eventos de São Paulo e Brasília.

Asplan confirma presença em evento do Renovabio

Na próxima quarta-feira, dia 28, em Brasília, o programa RenovaBio, lançado pelo Ministério de Minas e Energia e aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética no início deste mês, será tema de café da manhã promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel e a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, com apoio da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária e da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos. O evento, que acontece na Câmara dos Deputados, vai reunir além de parlamentares, lideranças do setor produtivo e de biocombustíveis. Os presidentes da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), respectivamente, Alexandre Lima e Murilo Paraíso já confirmaram presença no evento.

A partir do tema “RENOVABIO: eficiência energética e descarbonização”, o evento tem o objetivo de debater as contribuições que os combustíveis renováveis podem oferecer à matriz energética nacional, promovendo desenvolvimento econômico e ajudando o país a cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris sobre o Clima.

 “A regulamentação do Renovabio é muito importante para o país, pois, a partir daí toda a cadeia produtiva ficará mais fortalecida, tendo o produtor mais segurança para investir na produção e a indústria mais respaldo para produzir etanol, que é uma matriz energética 100% nacional, não poluente, renovável e que tem um papel fundamental para que o país cumpra as metas de redução de emissão de carbono da atmosfera, como assumiu no Acordo de Paris”, destaca Murilo Paraíso.

Brasil será primeiro país do mundo a iniciar a produção de cana-de-açúcar transgênica

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) decidiu, recentemente, baseada em estudos sobre a produção de cana-de-açúcar transgênica, liberar comercialmente a produção da matéria-prima geneticamente modificada. A decisão coloca o país na vanguarda da produção deste tipo de cana que não oferece riscos e ainda é resistente à pragas.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, comemorou a notícia, lembrando que ela abre novas perspectivas para o setor produtivo. “Além de mais resistente, a cana modificada geneticamente tem maior  produtividade e também mais qualidade o que proporcionará um ganho em vários aspectos. Essa tecnologia, sem dúvida, será importante para o futuro do Brasil”, destaca Murilo.

O pedido de liberação foi feito pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que desenvolveu uma variedade da planta resistente à broca do colmo, praga comum nos canaviais do centro-sul do país. O CTC protocolou em 27 de dezembro de 2015 o pedido de liberação comercial que motivou uma audiência pública realizada em outubro passado, em Brasília. A CTNBio é uma instância colegiada multidisciplinar ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Sua finalidade é prestar apoio técnico-consultivo e assessoramento ao governo federal para formular, atualizar e implementar a Política Nacional de Biossegurança. Agora, a liberação da cana de açúcar segue para registro e avaliação do Ministério da Agricultura.

 

Projeto que facilita acesso do produtor rural ao crédito é aprovado pelo Senado

Em sessão do último dia 14, o plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei N° 212/15, originário da Câmara, que autoriza o proprietário de imóvel rural a submeter a área total ou fração de seu imóvel ao regime de afetação e instituir a Célula Imobiliária Rural (CIR). Isto significa que o produtor rural poderá separar uma parte do seu imóvel para dar como garantia ao pedir um empréstimo. Desta forma, o produtor não compromete toda a propriedade e separa uma fração que tenha valor equivalente ao da negociação.

O PL de autoria do deputado Roberto Balestra (PP), que teve a relatoria do senador Ronaldo Caiado (DEM), tem o objetivo de ampliar e tornar mais simples e ágil o acesso do produtor rural ao crédito. Após aprovação no Senado, o texto volta à Câmara dos Deputados, já que foi alterado por emendas do relator.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, com esse PL amplia-se as possibilidades de acesso ao crédito. “Tudo o que venha para facilitar o acesso do produtor a linha de crédito é bem-vinda e esse PL, de fato, torna mais simples o acesso aos recursos, já que o produtor terá a maleabilidade de poder fracionar ou mesmo instituir a Célula Imobiliária Rural de todo o seu imóvel e dar como garantia do empréstimo”, argumenta Murilo.

O PL, no entanto, também prevê que ficará sujeito à condenação, por crime de estelionato, o produtor rural que mentir sobre a área do imóvel rural ou suas características, instalações e acessórios, lançados como patrimônio de afetação. A mesma punição será aplicada a quem omitir, na CIR, que o bem está sujeito a outro ônus ou responsabilidade de qualquer espécie, inclusive de natureza fiscal e ambiental.

 

 

Fonte: Agência Senado

Produtor tem até dezembro para realizar seu CAR

O prazo já foi prorrogado e mesmo assim muitos produtores ainda não concluíram o seu registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O prazo final para a inscrição de imóveis, que não será mais prorrogado, é 31 de dezembro. O alerta é feito pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), entidade que congrega cerca de 1.800 associados, entre pequenos, médios e grandes produtores.

O CAR, lembra o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais e consiste numa base de dados estratégica para o controle, o monitoramento e o combate ao desmatamento das florestas e da vegetação nativa do Brasil. Colabora também para o planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

Esse cadastro, segundo Murilo, também é importante porque é pré-requisito para que o produtor tenha acesso ao crédito rural e a subsídios. Ele também é uma exigência para o acesso à emissão das Cotas de Reserva Ambiental e aos benefícios previstos nos Programas de Regularização Ambiental (PRA) e de Apoio e Incentivo à Preservação e Recuperação do Meio Ambiente. “Sem a regularização, o produtor além de não ter acesso a crédito, fica com uma série de restrições”, alerta o dirigente da Asplan.

A inscrição no CAR pode ser feita junto ao órgão ambiental estadual, que no caso da Paraíba é a SUDEMA, ou municipal competente, que disponibilizará na internet programa destinado ao cadastro. O associado da Asplan conta com um suporte permanente no Departamento Técnico (DETEC), com profissionais que orientam o produtor como proceder para fazer o registro do CAR, “É importante que não se deixe para fazer o CAR de última hora, porque há uma série de exigências e documentos que precisam ser cumpridas”, finaliza Murilo, fazendo um alerta especial para os produtores associados.

Avaliações comprovam eficácia do Humitec WG no aumento da produção de cana-de-açúcar na Paraíba

Dados foram apresentados durante evento técnico na Asplan, nesta quirta-feira (01)

Os resultados de avaliações em três propriedades da Paraíba comprovaram a eficácia e eficiência do Humitec WG no aumento da produtividade da cana-de-açúcar. Em uma das fazendas, o incremento de produção chegou a 24 toneladas por hectare. Essa e outras informações sobre o produto da Tradecorp, revendido com exclusividade na Paraíba pela Agronil, de Mamanguape, foram apresentadas durante palestra técnica do professor Gilson Moura Filho, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e do representante técnico da Tradecorp, Jadson Cardoso, para os produtores de cana da Paraíba. O evento, organizado pela Agronil, com apoio da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), foi realizado nesta quinta-feira (01).

O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, abriu o evento, dando as boas-vindas aos produtores canavieiros, ressaltando a importância do acesso às informações que ajudem o produtor a melhorar seus resultados. Em seguida, o professor Gilson começou sua apresentação com uma abordagem sobre as características dos solos paraibanos, com ênfase aos do litoral onde o plantio de cana se dá com mais frequência. “Os solos daqui são arenosos, de baixa fertilidade e de retenção de água, de forma que é necessário repor nutrientes para se ter uma boa produção”, disse ele. Depois, o professor concentrou sua explanação sobre a importância da matéria orgânica e dos ácidos húmicos e fúlvicos no solo. “Os ácidos em questão estimulam o desenvolvimento da raiz, aumentam a retenção de nutrientes e melhoram a absorção da água”, reiterou ele, lembrando que o Humitec WG tem altas concentrações de ácidos húmicos e fúlvicos.

Os dados de eficácia do Humitec WG, em propriedades da Paraíba, foram apresentados pelo representante técnico comercial da Tradecorp, Jadson Cardoso. As fazendas avaliadas foram a Zumbi, localizada no município de Capim. Nesta propriedade,  a produtividade por hectare, no primeiro ano de avaliação, teve um incremento de 12 toneladas. No segundo ano, foram mais de 5,5 e, no terceiro ano, mais 2,5 toneladas, perfazendo um aumento de produtividade de 20 toneladas por hectare, em apenas três anos. A fazenda Tirol, em Rio Tinto, também comprovou a eficácia do Humitec WG quando saltou, apenas no primeiro ano de uso do produto, para mais 24 toneladas por hectare. A avaliação na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, localizada em Itapororoca, mostrou que o uso do Humitec WG deu um incremento de produtividade de 12 toneladas por hectare.

O Humitec WG, que é apresentado sob a forma de grânulos solúveis, lembra o coordenador do Departamento Técnico da Asplan, Vamberto Rocha, melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo, aumentando a produção e, consequentemente, a rentabilidade do produtor. O produtor e fornecedor de cana, Celso Morais, dono da fazenda de Itapororoca, disse que está muito satisfeito com o retorno de seu investimento no produto. “Ao compararmos uma área que fez uso do produto com outra que não teve a aplicação, a diferença  do plantio é nítida”, disse ele.

Ao final da palestra, foi aberto espaço para perguntas sobre eventuais dúvidas a respeito da aplicação do Humitec. O evento foi encerrado com um almoço oferecido pelos diretores da Agronil, Rose e Nilton Cavalcanti, no salão de festas da Asplan.

Plantadores vão conhecer importância de produto que melhora a disponibilidade dos nutrientes do solo

Humitec, um produto desenvolvido para ser um corretor húmico natural e que aumenta a superfície de retenção dos adubos solúveis, será tema do próximo encontro técnico promovido pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A palestra “A importância do uso de Humitec WG no manejo de produção de cana-de-açúcar da Paraíba” será proferida pelo professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Gilson Moura, nesta quinta-feira (01), no auditório da Associação, a partir das 9h.

Obtido a partir da Leonardita Americana e apresentado sob a forma de grânulos solúveis (WG), o produto melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo. O Humitec já vem sendo utilizado em 65 países e em diversas culturas.

A palestra é uma ação do Departamento Técnico da Asplan (DETEC) que, periodicamente, realiza encontros com temas que são importantes para o produtor associado. As palestras do DETEC são, prioritariamente, direcionadas aos produtores canavieiros, mas aberta ao público interessado. O auditório da Asplan fica no térreo do prédio sede da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa.

Segundo o Coordenador do Departamento Técnico, Vamberto de Freitas Rocha este produto visa uma melhoria na produtividade dos canaviais, portanto, resulta num maior lucro para o produto final.

Aposentadoria rural exigirá 15 anos de contribuição do produtor

A Comissão Especial da Reforma da Previdência (PEC 287/16) rejeitou, por 23 votos a 14, destaque da bancada do PSB sobre a aposentadoria rural. Com isso, fica mantido trecho do texto-base do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), aprovado no início de maio.De acordo com a proposta, para ter acesso ao benefício, o trabalhador rural, aquele que vive de sua produção, precisará contribuir por 15 anos para a Previdência.

O presidente da Associação dos Plantadores de  Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, alega que as regras atuais são  mais justas com o trabalhador rural, que tem uma rotina diferenciada dos profissionais que atuam nas cidades. “A jornada de trabalho do homem do campo é muito diferente e mais desgastante, daí justifica-se a diferenciação que existe hoje”, afirma Murilo.

A pesquisa no site da Câmara dos Deputados, onde a matéria tramita, aponta que a PEC 287/2016, já está pronta para Pauta no Plenário. A PEC, que altera os artigos 37, 40, 42, 109, 149, 167, 195, 201 e 203 da Constituição Federal e modifica o sistema de Seguridade Social estabelecido pela Constituição, foi enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso Nacional, em 5 de dezembro do ano passado.

Presidente da Asplan se emociona ao receber o título de Cidadania Paraibana

O pernambucano Murilo Correia Paraíso, presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), não conteve a emoção e às lágrimas enquanto agradecia a iniciativa do deputado, Tovar Correia Lima, aprovada por unanimidade pelos parlamentares estaduais, de outorga-lhe o Título de Cidadão Paraibano. “Já me sentia cidadão paraibano, mas, agora, com esse título, sou de sentimento e de direito filho desta terra que me acolheu com tanto carinho há 40 anos”, disse Murilo. A solenidade de entrega do Título aconteceu nesta quinta-feira (25), à noite, no auditório da Associação, em João Pessoa, e foi bastante prestigiada.

O presidente da ALPB, Gervásio Maia Filho participou da cerimônia, mas, cedeu a presidência dos trabalhos ao autor da propositura que, na ocasião, foi secretariado pelo deputado Branco Mendes. O Projeto de Lei de Nº 1.147/2016 foi aprovado em dezembro do ano passado, mas, a cerimônia de entrega só ocorreu ontem, a pedido do agraciado, em função de seu desejo de coincidir a data com a comemoração dos 60 anos da Asplan, também festejado no mesmo dia.

Em seu discurso, o deputado Tovar Correia Lima fez um breve histórico da vida do homenageado, associando-o às atividades desenvolvidas por ele, na Paraíba, tanto como engenheiro civil, como produtor canavieiro e presidente da Asplan. “Murilo já adotou e foi adotado pela Paraíba, onde mora desde 1977, e ao longo deste período prestou relevantes serviços ao nosso Estado, primeiro como empresário na área de Engenharia Civil, por causa de sua formação profissional, depois no setor agrícola, mais especificamente da cana-de-açúcar, dando importante contribuição para a economia local, através da geração de emprego e renda, de forma que é merecedor dessa homenagem e reconhecimento”, disse o deputado Tovar Correia Lima, enfatizando que tem muito critério ao conceder títulos, e que só o faz quando o homenageado está à altura de ser agraciado. “Até hoje só concedi dois títulos, um foi de Murilo”, disse ele.

O homenageado, que é natural de Recife (PE), visivelmente emocionado e com voz embargada, reiterou seu amor pelo estado que adotou, fez uma breve retrospectiva de sua trajetória e reiterou que independente do título já se sentia, de fato, um cidadão paraibano. “Moro aqui há 40 anos, adotei no meu coração e fui adotado por essa cidade, escolhi a capital paraibana para formar e viver com minha família e foi na Paraíba que consolidei os meus negócios, tanto na área de construção civil, quanto na agricultura, de forma que fiquei muito feliz e honrado com essa homenagem que vai formalizar um sentimento que eu já nutria há muito tempo. Costumo dizer que tenho dupla cidadania, uma de Recife, cidade que eu nasci e também amo, e outra é a Paraíba, que adotei e que me acolheu tão bem”, disse Murilo que estava acompanhado da esposa, Célia, filhos e neto.

O presidente da ALPB, Gervásio Maia Filho, também enalteceu a relação de Murilo com a Paraíba, lembrando dos tempos em que ainda era estudante e frequentava a casa do homenageado para estudar com sua colega de escola, filha dele. “A vida é um sucessão de acontecimentos mesmo. Lembro, na minha época de colégio, das conversas em torno de investimentos na Paraíba, do amor  e admiração pelo estado que tinha sido adotado e agora, me vejo aqui, presidente do Poder Legislativo participando de uma solenidade de entrega de um título a um cidadão que é muito merecedor desta honraria, pois, contribuiu e ainda contribui, agora também através de seu trabalho na Asplan, com o desenvolvimento de nosso estado. Eu estou muito feliz de estar aqui”, disse Gervasinho.

Sessão solene

Após a entrega do título, seguiu-se uma sessão solene da ALPB em homenagem aos 60 anos de atividades da Asplan, comemorados neste dia 25 de maio. O deputado estadual, Branco Mendes, e o deputado federal, André Gomes, discursaram, na ocasião, e enalteceram o trabalho da Asplan, a importância da entidade para a Paraíba e da cultura canavieira, destacando-a como o principal sustentáculo econômico e social da região. “Cada paraibano deve ter uma dose de sacarose  correndo nas veias, isto porque, a cultura faz parte de nossa história, de nosso presente e, certamente, de nosso futuro, porque a Cana-de-açúcar foi ontem, é hoje e será amanhã, o principal sustentáculo econômico no Nordeste e na Paraíba”, disse André Amaral.

O secretário executivo de Agricultura, Rômulo Montenegro, que representou o governador Ricardo Coutinho na solenidade, reiterou o compromisso do governo com o setor e enalteceu a importância da cultura para o desenvolvimento do estado. “Esse é um segmento que dá segurança não apenas à região, mas, a nação, pois é um setor vital para o desenvolvimento do país, para a matriz energética, para a geração de empregos, responsável pela produção de um combustível limpo, pelo açúcar que gera riquezas diversas, é um dos maiores contribuintes de ICMS, enfim, é um setor vital para a economia nacional, regional e local”, destacou o secretário.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), André Carlo Torres enalteceu a fortaleza do homem do campo, enfatizando que “os produtores rurais são verdadeiros heróis da agricultura, porque a atividade requer demais de quem se disponibiliza a viver do que brota da terra”. O presidente da Federação dos Plantadores de Cana (Feplana), Alexandre Lima, destacou alguns diferenciais da atividade e enalteceu o espírito de união que existe na Asplan, como principal alicerce para a entidade representativa dos produtores canavieiro ser tão próspera e equilibrada. “Os desafios são imensos, mas, essa união que existe aqui, na Asplan, acredito ser o alicerce do sucesso de todos vocês que estão de parabéns de chegar aos 60 anos tão altivos e fortes”, disse Alexandre.

Nova Resolução do CONTRAN muda exigência de uso de lona em caminhão que transporta cana-de-açúcar

Uma nova Resolução do CONTRAN, de nº 664, de 18 de maio de 2017, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), que dispõe sobre transporte de carga de cana-de-açúcar mudou algumas regras em relação ao transporte da matéria-prima nas rodovias municipais, estaduais e federais. Pela nova regra, que entra em vigor no próximo dia 1º de Junho, continua obrigatório o lonamento em caminhões que transportem cana picada. Em relação a cana inteira, no entanto, não será mais necessário esse lonamento, apenas valerá o uso obrigatório de amarração de toda a carga, com cordas de um comprimento de entre 1,50 e 3,00 metros. As cordas deverão ter distância máxima entre elas de 1,50m, impedindo o derramamento da carga na via.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, comemorou a determinação que, segundo ele, atende a questão de aumentar a segurança do transporte e, ao mesmo tempo, não penaliza o produtor que teria que incorporar um gasto altíssimo com esse lonamento da cana. “Recebemos com muito alívio essa decisão do CONTRAN porque o envelopamento de um caminhão recairia na cadeia produtiva como um custo muito alto, além da questão da logística dessa operação, sendo quase impossível cumprir a determinação anterior integralmente”, destacou o presidente da Asplan.

Ainda segundo Murilo Paraíso essa determinação do CONTRAN se deveu, em muito, aos trabalhos das entidades de classe, a exemplo Feplana, Sindalcool e Sindaçúcar-PE, que fizeram chegar as autoridades do órgão argumentos e fatos que comprovavam que a resolução anterior comprometeria seriamente o setor que, atualmente, estima-se ter cerca de 23 mil gaiolas em circulação no país.