Asplan

Asplan e Yara Brasil realizam palestra sobre nutrição em cana-de-açúcar

Os produtores rurais paraibanos, especialmente, os plantadores de cana-de-açúcar têm um evento especial nesta quarta-feira (25), no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Trata-se da palestra “Nutrição em cana-de-açúcar com ênfase aos tabuleiros costeiros” que será proferida pelo professor Emídio Cantídio, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE/GENAF) e o agrônomo da Yara Brasil, Eduardo Saldanha. O evento, que é aberto ao público interessado, está marcado para começar as 8h30. O auditório da Asplan fica na Rua Rodrigues e Aquino, 267, Centro, em João Pessoa.

A palestra faz parte das atividades do Departamento Técnico da Asplan que traz, mensalmente, um tema de interesse dos produtores para ser apreciado. “A proposta destes encontros é aprofundar os conhecimentos de nossos associados a fim de que, a partir das informações repassadas por técnicos e especialistas, possamos melhorar a nossa cultura e, consequentemente, a produção”, afirma o engenheiro Wamberto Rocha, coordenador do DETEC da Asplan.

Paraíba e Pernambuco devem manter produção de cana-de-açúcar na atual safra e Alagoas terá redução

A produção de cana-de-açúcar estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2017/18 é de 647,6 milhões de toneladas – uma redução de 1,5% em relação à safra anterior. A produção estimada para o Nordeste é de 45,83 milhões de toneladas. A área a ser colhida está estimada em 8,84 milhões de hectares, queda de 2,3%, se comparada com a safra 2016/17. De fato, a produção canavieira na região Nordeste, que enfrentou nas últimas cinco safras a pior seca dos últimos cinquenta anos, terá redução sendo a maior delas em Alagoas, maior produtor da região, que deve reduzir a safra 2017/18 em cerca de 15%, devendo moer 14 milhões de toneladas.  Pernambuco deve manter a safra, graças as chuvas que estão caindo, com uma perspectiva de moer 12 milhões de toneladas. A Paraíba estima uma produção média entre 5 e 6 milhões de toneladas, quase a mesma de safras anteriores.

Além da queda na produção, também preocupa os produtores do Nordeste o baixo preço pago pela tonelada da matéria-prima que, este ano, ficou em torno de R$ 80,00, valor bem inferior ao da safra passada, que ficou em torno de R$ 100,00. De acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, esse valor não remunera os custos de produção. “Saímos de uma estiagem violenta que durou seis anos, não recebemos o pagamento da subvenção referente a safra 2013/14, que tinha sido autorizado pelo governo federal desde julho de 2015, e agora enfrentamos um baixo preço da cana com uma remuneração que nem cobre os custos de produção, além da dificuldade de acesso aos recursos disponibilizados pelos bancos”, destaca José Inácio.

O dirigente da Asplan se refere ao excesso de burocracia, principalmente, em relação a licenças ambientais. “Há recursos disponíveis nos bancos, com taxas e prazos bem atrativos, mas o produtor não consegue ter acesso a eles pelo excesso de exigências, sobretudo ambientais”, afirma José Inácio. Segundo ele, neste aspecto, a situação do produtor na Paraíba é ainda pior pelo nível das exigências da Sudema. “Em Alagoas, por exemplo, houve uma dispensa de licença ambiental para áreas de renovação de canavial até 300 hectares. Aqui, na Paraíba, essa flexibilização não existe”, afirma José Inácio que vai solicitar uma audiência com o governador Ricardo Coutinho para tratar deste e outros assuntos.

E para piorar ainda mais o acesso do produtor aos créditos bancários, o governo federal acabou com a dispensa de apresentação de licenças ambientais para obtenção de recursos para custeio. “Ao invés de ajudar o produtor a ter acesso aos recursos, a fim de que os prejuízos provocados pela redução na safra sejam amenizados, essa determinação dificultou ainda mais a vida do produtor”, lamenta o dirigente da Asplan. Ele lembra que o preço melhor da cana no ano passado não foi suficiente para zerar as dívidas no setor que se acumularam nos anos de seca.

Obras de pavimentação da PB 016 devem ser iniciadas em março do próximo ano

Os transtornos causados aos produtores que precisam escoar a produção de cana-de-açúcar, inhame, abacaxi e outras culturas, além das pessoas que usam a PB 016, em Santa Rita e que convivem com os buracos e más condições da via que tem lama, no inverno, e poeira no verão, estão com os dias contados. Isto porque, as obras de pavimentação da via devem começar em março de 2018. Essa data foi estipulada pelo secretário de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Azêvedo.

 Nesta terça-feira (17), o diretor de Planejamento do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), José Arnaldo, junto com os produtores Raimundo Nonato, Neto Siqueira, Ana Cláudia Tavares e Marcos Américo, representantes da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) fez uma vistoria na PB 016, entre a BR 101, na altura da Pousada do Conde até Odilandia, no trecho que compreende os cerca de 16 km que serão pavimentados. Eles foram checar o mapeamento da área que está sendo objeto de elaboração do projeto que vai viabilizar a obra.

Além da pavimentação deste trecho da PB 016, o DER vai realizar os serviços de terraplanagem das estradas vicinais de Santa Rita, situadas no entorno da Bacia do Gramame, por onde escoa boa parte da produção agrícola do município. Além, disso, já está em estudo o projeto de construção de quatro pontes na PB 016, que liga a BR 101 até o distrito de Odilândia, passando por Cicerolândia.

O presidente da Asplan, José Inácio de Morais, destaca a importância dessas ações. “A melhoria da infraestrutura das estradas de Santa Rita é de fundamental importância, já que as vias são utilizadas para o escoamento da produção agrícola, no deslocamento dos habitantes das localidades e dos trabalhadores que lá atuam, no transporte de água mineral, já que a região tem grandes fontes, além da areia que é utilizada pela construção civil e indústrias cerâmicas. De forma que, qualquer intervenção neste sentido vai beneficiar não apenas os produtores, mas todas as pessoas que utilizam as vias”, reitera José Inácio. Ele lembra que o município de Santa Rita concentra a maior parte da produção de cana-de-açúcar da Paraíba, além de produzir inhame, abacaxi, macaxeira, milho e batata.

Atualmente, as estradas vicinais de Santa Rita estão em péssimas condições de tráfego, com muitos buracos e pontes precárias, que vêm sendo recuperadas, de forma amadora e voluntária, pela comunidade local.

Asplan realiza assembleia para referendar volta de José Inácio à presidência da entidade

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realiza, nesta terça-feira (10), às 9h, em sua sede, em João Pessoa, uma Assembleia Geral Ordinária para referendar o nome de José Inácio de Morais para assumir a presidência da entidade. A eleição da nova Diretoria Executiva, além dos Conselhos Fiscal  e de Representante. que vão comandar os destinos da Asplan, no triênio 2017/2020. A assembleia ocorre com chapa única porque a indicação do nome de José Inácio para presidir a Casa foi unanimidade entre os associados.

O atual presidente, Murilo Paraíso, que continua na diretoria da Asplan, destaca a união da classe produtiva e o equilíbrio da entidade como fatores que diferenciam a Asplan de outras entidades representativas. “Desde a fundação da Asplan, há 60 anos, que as sucessivas diretorias têm como foco a melhoria dos serviços prestados ao produtor de cana da Paraíba e isso tem sido o alicerce maior de nossa classe, por isso, mesmo enfrentando diversas crises econômicas, a nossa entidade tem se mantido fortalecida e unida”, destaca Murilo.

José Inácio já comandou a Asplan por cinco anos, pois entrou na diretoria como vice-presidente em 1999, passando ao principal cargo em 2000, quando o presidente foi afastado por questão de saúde. Na eleição de 2002 ele encabeçou a chapa vencedora e permaneceu como presidente até 2005, sendo sucedido por Raimundo Nonato.

 

Atual e futuro presidente da Asplan se reúnem para comemorar harmonia e tranquilidade nas sucessões de gestões da entidade

 

O cultivo da cana-de-açúcar no Estado se mantém como a principal atividade na agricultura paraibana, já que é a que mais emprega no campo e tem produção em larga escala, algo em torno de 6 milhões de toneladas/safra. Dentro deste contexto, tem similar importância a entidade que representa os cerca de 1.500 produtores canavieiros locais que é a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) que, desde sua fundação, há 60 anos, tem enfrentado sucessivas crises de mercado, sempre saindo fortalecida, graças a união de seus associados. Nesta sexta-feira (06), no hall do salão de festas da entidade, a atual diretoria, presidida pelo produtor Murilo Paraíso, se reuniu com os dirigentes da futura gestão, que terá como presidente o produtor, José Inácio Morais, para celebrar a harmonia e tranquilidade na sucessão de mandatos da entidade. A eleição por aclamação da nova gestão acontece no próximo dia 10, às 10h, na sede da Asplan, em João Pessoa. A posse será dia 17.

Em meio a um almoço, que contou com a presença de associados, dos integrantes da atual e nova gestão da Asplan, de funcionários e convidados, o presidente Murilo Paraíso agradeceu o apoio de sua equipe, falou da sua satisfação de ter dado uma contribuição importante na reestruturação da sede da Asplan e de ter conduzido a entidade nos últimos seis anos. “Me despeço da presidência, não da diretoria, já que continuarei a contribuir com a nova gestão, com a consciência de que fiz o que pude para engrandecer, ainda mais, a nossa entidade”, disse Murilo. Na ocasião, Murilo agradeceu a disponibilidade do ex-prefeito de João Pessoa e ex-senador, Cícero Lucena, que foi prestigiar a reunião, no acolhimento dos pleitos da Asplan. “Quero dar esse testemunho, já que Cícero sempre teve um olhar especial com o nosso setor”, disse Murilo. O atual presidente também fez uma homenagem ao advogado Ricardo Afonso, que há 30 anos atua na assessoria jurídica da entidade. Ricardo recebeu um quadro comemorativo.

O diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouvêa, enalteceu a importância da Asplan, destacando a entidade como ‘diferenciada’. “A cada gestão, a Asplan consegue galgar espaços muito importantes, que só engrandecem sua trajetória, consolidando-se como uma entidade, de fato, diferenciada. E a volta de José Inácio à presidência desta Casa, não apenas foi desejada, como foi uma unanimidade, pois ele é competente, inteligente, articulador, além de ser muito querido pelos associados”, disse Oscar. O consultor e associado Bennon Barreto também fez distinção ao trabalho da Asplan e a forma como a entidade se comporta em relação ao mercado e com seus integrantes. “É uma entidade que dá gosto de ver, de acompanhar. E essa tranquila transição prova que a Asplan tem muito a nos ensinar”, destacou o consultor.

O futuro presidente da Asplan, José Inácio, também enalteceu a importância da união dos produtores, fez uma breve retrospectiva sobre a política dos governos federais em relação ao setor, sobre a importância da atividade canavieira e da maneira como a Asplan superou adversidades e chegou a 2017 ainda mais fortalecida. “Na Asplan não há disputa porque o interesse é um só, ou seja, fazer o melhor para o produtor canavieiro, trabalhar em prol dele, na defesa de seus interesses. Todos os ex-presidentes da Asplan andam juntos, são amigos, e o bom dessa Família Asplan é que passamos por vários governos, várias crises  e saímos fortalecidos de todas elas, aliás, a maior parte de nossos associados são também produtores de camarão, banana e de outras culturas, ou seja, somos importantes sustentáculos econômicos e de desenvolvimento”, disse José Inácio. Ele lembrou ainda que ao compor a chapa que vai administrar a Asplan, pelos próximos três anos, procurou agregar representantes de todas as regiões, além de incluir nomes da nova geração de produtores que, segundo ele, terão a obrigação de continuar o legado de união e harmonia das gestões da entidade.

Os funcionários da Asplan também se manifestaram durante o encontro, através da apresentação de uma faixa e da leitura de mensagens que enalteciam a importância da união entre todos que integram a entidade, dos diferenciais da Asplan, de agradecimento a atual diretoria e das boas-vindas aos integrantes da nova gestão. Eles ainda fizeram uma apresentação de ginástica laboral, sob a coordenação da preparadora física, Suzete Kátia, que desde o final de setembro vem desenvolvendo um trabalho com a equipe da Asplan, nas 2ªº e 4ª feiras. O encontro foi encerrado com um almoço.

Prazo para produtores rurais aderirem ao Refis Rural foi prorrogado até 31 de outubro

O produtor rural que quiser aderir ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), que possibilita a renegociação de dívidas rurais com boas condições de negociação, ganhou mais 30 dias. Isto porque, uma medida provisória, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, da última sexta-feira, prorrogou o prazo para adesão ao Programa que findaria no dia 29, para o dia 31 de outubro.

De acordo com a MP, quem aderir ao Programa em outubro, seja pessoa física ou jurídica, terá que pagar acumuladamente três parcelas do acordo. O programa, apelidado de Refis Rural, contempla pessoas físicas ou compradores de produção rural de pessoas físicas. Com a adesão ao programa, os débitos contraídos a partir de 2001 poderão ser refinanciados em até 180 meses (15 anos), das quais 176 prestações terão desconto nas multas e nos juros. O contribuinte já inscrito em outros programas de refinanciamento poderá permanecer neles – aderindo, ao mesmo tempo, ao PRR – ou concentrar todos os débitos no PRR.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, comemorou a prorrogação do prazo de adesão ao Refis Rural. “Essa elasticidade no prazo, com certeza, vai possibilitar que mais produtores e empresas possam aderir ao programa. Quem se adequar às condições do Programa, com certeza, deve renegociar seus débitos porque as condições são vantajosas”, afirma Murilo.

Prazo para produtores rurais aderirem ao parcelamento de dívidas termina nesta sexta-feira

O prazo é curto, só vai até sexta-feira (29), mas vale à pena, já que Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) possibilita a renegociação de dívidas rurais com boas condições de negociação. O programa, apelidado de Refis Rural, contempla pessoas físicas ou compradores de produção rural de pessoas físicas. Com a adesão ao programa, os débitos contraídos a partir de 2001 poderão ser refinanciados em até 180 meses (15 anos), das quais 176 prestações terão desconto nas multas e nos juros. Para que o acordo seja feito nessas condições, a única exigência é que o produtor pague 4% da dívida até dezembro de 2017.

As dívidas poderão ser quitadas mediante o pagamento, sem reduções, de 4% da dívida consolidada, em quatro parcelas com vencimento de setembro a dezembro de 2017, e o restante com desconto de 25% das multas de mora e de ofício e 100% dos juros. Se a dívida for menor ou igual a R$ 15 milhões, os 96% restantes da dívida serão parcelados em 176 meses, e o valor da parcela corresponderá a 0,8% da média mensal da receita bruta do ano anterior. A prestação mínima corresponde a R$ 100,00 para o produtor e    R$ 1 mil para o comprador. Se, após os 176 meses ainda restar dívida, o valor poderá ser parcelado em 60 meses, sem descontos. Se o membro do programa for comprador de produção rural de pessoa física com dívida maior que R$ 15 milhões, os 96% restantes da dívida serão parcelados em 176 meses, com prestação mínima de R$ 1 mil.

O contribuinte já inscrito em outros programas de refinanciamento poderá permanecer neles – aderindo, ao mesmo tempo, ao PRR – ou concentrar todos os débitos no PRR. Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, o Refis Rural é mais uma iniciativa do Governo Federal que pode ajudar a quitação de dívidas do setor. “Qualquer iniciativa que ajude o produtor a negociar, parcelar e ou mesmo quitar sua dívida é sempre muito bem-vinda e como o prazo está em cima, termina nesta sexta-feira, sugiro aos nossos associados procurarem a Receita Federal para identificar se se adéquam às condições do Refis. O importante é não perder essa oportunidade”, finaliza Murilo.

Fonte: Agência Brasil

 

Representantes do Ministério da Agricultura e Prefeito de Rio Tinto visitam Estação Experimental de Camaratuba

Referência no Nordeste na produção dos insumos biológicos Cotesia Flavipes (vespas) e Metarhizium Anisopliae (fungos), utilizados para o controle de duas grandes pragas que atacam os canaviais paraibanos, a broca-comum (Diatraea spp) e a cigarrinha da Folha (Mahanarva posticata), a Estação Experimental de Camaratuba, que é mantida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), recebe visitas regularmente de estudantes, pesquisadores e profissionais interessados nos processos desenvolvidos nos laboratórios da Estação. No último dia 21, a Estação foi visitada pelo prefeito de Rio Tinto, Antônio Naya, o secretário de agricultura de Rio Tinto, Antônio Macedo, juntamente aos técnicos do Ministério da Agricultura, Hermes Ferreira e Adalberto Nunes.

Os visitantes foram recebidos pelo coordenador do Departamento Técnico da Asplan,  o engenheiro agrônomo, Vamberto Rocha, que deu uma visão geral das atividades do DETEC e dos trabalhos que o departamento disponibiliza para o fornecedor de cana-de-açúcar. “Na estação produzimos mudas sadias e controladores biológicos que são distribuídos gratuitamente para os associados, e no prédio sede da Associação realizamos trabalhos de georreferenciamento, elaboração de projetos técnicos, fiscalização dos laboratórios de sacarose das unidades industriais, entre outros”, explicou Vamberto.

Em seguida, o biólogo Roberto Balbino, explicou detalhadamente o funcionamento dos laboratórios de cotesia flavipes e metarhizium anisopliae da estação. Depois das explicações, os visitantes foram verin loco a produção dos insumos e conhecer a Estação e aprovaram o que viram. Eles elogiaram a preocupação da Asplan em manter a produção de insumos biológicos e a organização da Estação.

Sobre a Estação

Situada na BR 101, próximo à entrada para o município de Mataraca, a Estação Experimental de Camaratuba foi instalada em 1979, através de um convênio entre o já extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)/Planalsucar e Asplan. Entretanto, desde 1989, a Associação assumiu a Estação e buscou novos parceiros para dar continuidade às pesquisas que vinham sendo desenvolvidas A área possui 220 hectares, sendo 80 deles para o cultivo de cana-semente de variedades promissoras e também uma área de plantação destinada à pesquisa agrícola. Os demais 140 hectares constituem área de preservação ambiental, já que a Estação está localizada em meio a uma reserva de Mata Atlântica. Na Estação ainda existe uma estação meteorológica, onde diariamente, três vezes ao dia, às 9h, 15h, e 21h, os técnicos colhem informações sobre velocidade e posição do vento, temperatura, umidade, pressão atmosférica, evaporação, pluviometria, entre outras e, repassam para o 3º DISME, em Recife.

Fórum Nordeste 2017 vai contar com participação de representantes da Paraíba

Evento, que acontece em Recife, vai debater os desafios e oportunidades

para os biocombustíveis, Etanol e Energias Limpas

 

No próximo dia 25 de setembro, as principais lideranças do setor sucroenergético vão se reunir para debater os desafios e oportunidades para  biocombustíveis, Etanol e Energias Limpas, durante o Fórum Nordeste 2017. O evento, promovido pelo grupo EQM com o apoio do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco – Sindaçúcar, acontece em Recife (PE), na Arcádia do Paço da Alfândega, das 9h às 15h30. Da Paraíba, segue uma delegação formada por industriais e diretores da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), além do representante do Sindalcool/PB, Edmundo Barbosa, que participa como debatedor do último painel do Fórum.

Para o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, que vai integrar a delegação da Paraíba, o Fórum é um dos espaços mais importantes de debate na região sobre assuntos relacionados ao setor sucronegético. “Esse evento já se consolidou como um dos espaços mais importantes de debates sobre assuntos ligados ao setor, sempre com temas atuais, debatidos por especialistas da área, de forma que é um evento imperdível”, afirma Murilo.

Entre os convidados do Fórum destaca-se o Ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho e os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara; de São Paulo, Geraldo Alckmin; e de Alagoas, Renan Filho, além do prefeito de Recife, Geraldo Julio, e o presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro.

De acordo com a programação do Fórum, serão abordados os temas: RenovaBio – Uma Nova Política de Biocombustíveis para o Brasil, Eletrificação e Desenvolvimento: o Papel dos Biocombustíveis, O Setor Sucroenergético e a Implementação do Acordo de Paris,  Planejamento Energético Nacional: Perspectivas de Demanda e Oferta de Etanol, Gasolina, Biodiesel e Diesel. Mais informações sobre a edição de 2017 do Fórum Nordeste pelo e-mail forumnordeste2017@gmail.com.

Superintendente do BNB anuncia instalação de uma agência itinerante para atender produtores na sede da Asplan

O acesso aos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), via Banco do Nordeste (BNB), ou de outras possibilidades de linhas de crédito e financiamento da instituição estarão mais acessíveis aos produtores canavieiros da Paraíba. Isto porque, o BNB vai instalar uma agência itinerante na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). A proposta, que tem o objetivo de agilizar o atendimento aos produtores e simboliza a retomada do relacionamento com a classe canavieira, foi anunciada hoje (19), pelo superintendente do BNB na Paraíba, Jorge Ivan Costa, durante reunião com produtores na sede da Associação, em João Pessoa.

Segundo Jorge Costa, a iniciativa é uma espécie de resgate das relações entre a instituição, que é um órgão do governo federal, ligado ao Ministério da Fazenda, e os produtores canavieiros paraibanos. “De fato, nós estávamos um pouco distantes da classe canavieira, embora tenhamos 230 unidades na Paraíba, e a instalação desta agência itinerante é um passo importante no resgate deste relacionamento”, disse o superintendente do BNB na Paraíba.

De acordo com o gerente executivo do BNB, Silvio Marcos, para instalação da agência, que funcionará no horário bancário, nos mesmos moldes das demais unidades do banco, basta apenas que a Asplan disponibilize uma sala, o que já foi autorizado pelo presidente da Associação, Murilo Paraíso. “A agência vai funcionar no prédio anexo da Asplan”, autorizou Murilo à gerente administrativa da Associação, Kiony Vieira que também participou da reunião. “A partir de amanhã já daremos início aos procedimentos para cessão do espaço ao BNB”, reiterou Kiony. A expectativa é que ainda este mês a agência comece a funcionar.

Além do anúncio da instalação da agência, durante a reunião que contou com a presença do secretário de Agricultura da Paraíba, Rômulo Montenegro, do deputado federal, André Amaral, além de vários produtores canavieiros, foi debatida a questão da informalidade do setor agropecuário e suas implicações no acesso ao crédito bancário, a diferença de tratamento das instituições financeiras em relação ao setor produtivo, a necessidade de ter um tratamento diferenciado entre pequenos, médios e grandes produtores no que diz respeito às exigências de licenças ambientais. A Lei 13.340, que permite o pagamento ou refinanciamento de operações contraídas até dezembro de 2011, com descontos de até 88%, além da Resolução Nº 45.91, que contempla a facilidade de pagamentos de operações realizadas entre 2011 e 2016, também foram assuntos abordados durante a reunião.

Sobre a Resolução, foi solicitado ao deputado federal, André Amaral, que intermedie junto ao governo federal uma solicitação de maior maleabilidade da Resolução, uma vez que ela restringe os benefícios de descontos e condições especiais de negociação aos municípios e localidades onde foi decretado estado de calamidade pública ou emergência. “Como a maior parte da área de produção de cana-de-açúcar não teve o registro desta situação de calamidade ou emergência, a Resolução não contempla a grande maioria dos produtores paraibanos, embora neste período todos nós tenhamos enfrentado a pior seca dos últimos 40 anos, por isso estamos pleiteando que o deputado André Amaral interceda junto ao governo federal para que ele reveja essa questão”, explicou Murilo Paraíso. O parlamentar se comprometeu, já nesta terça-feira (19), acionar sua equipe, em Brasília, para dar encaminhamento ao pleito.

Na reunião também foi explicada as formas de utilização dos recursos do FNE, cuja taxa anual é de 5,65%.  O produtor Fernando Rabelo deu um testemunho de sua satisfação em utilizar recursos do BNB, tanto para adquirir equipamentos, quanto para custeio. “Sou cliente do BNB desde 2004 e estou satisfeito com essa parceria de negócios porque no nosso ramo, especialmente, ninguém consegue trabalhar sem um banco parceiro”, disse o produtor.

Para o secretário de Agricultura, Rômulo Montenegro, a informalidade do setor agropecuário, aliado a prioridade de direcionamento que as instituições financeiras fazem para o grande produtor, em detrimento do pequeno, dificulta o acesso ao crédito para ampla maioria dos produtores. “O direcionamento de recursos ainda é muito favorável ao grande, enquanto o pequeno produtor fica de fora e isso precisa mudar. Infelizmente, ainda falta uma melhor conscientização das instituições bancárias com o setor produtivo. Se tem crédito para o setor rural, que se libere para toda a cadeia produtiva, dos grandes aos pequenos, mas, nós não vemos isso na prática”, disse o secretário, lembrando que o grande desafio é manter esse pequeno produtor em atividade, de forma equilibrada.